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Multiverso DC | O universo dos seriados da DC se fortaleceu nas falhas do DCEU

Calma! Antes que ache que esse texto é para falar que as séries televisivas são melhores que o universo cinematográfico, não é nada disso. Sabemos que o orçamento dedicado ao CWverso (ou Arrowverso) vem sendo cada vez menor e que alguns shows respiram através de aparelhos, mas que foram importantes para angariar novos tipos de públicos e gerar grandes feitos, como o marcante crossover entre os Flash’s do cinema (Ezra Miller) e televisivo (Grant Gustin). Além de novas séries que surpreenderam o público, como Superman & Lois.

Talvez pelas séries televisivas não serem o foco principal dos fãs mais vorazes, tenha sido o motivo do universo compartilhado do Arrowverso fluir melhor do que nos cinemas. Sem a responsabilidade de agradar a crítica, as séries trilharam um caminho próprio com seus crossovers anuais, até chamarem a atenção com o grande evento Crise nas Infinitas Terras, que trouxe Ezra Miller, mostrando que o multiverso apresentado nos seriados não se limitava apenas na TV, mas atingia o universo cinematográfico.

Ezra Miller e Grant Gustin no evento televisivo Crise das Infinitas Terras.

Com todo enredo de desistências, mudanças, trocas, regravações que o DCEU passou nos últimos cinco anos, fica fácil complicar a cabeça até do fã mais atento, afinal, não sabemos a ordem dos eventos de cada filme, mesmo que isso não interfira na qualidade individual. Mas, infelizmente, muitas informações são obtidas em entrevistas ou, quando apresentadas nos filmes, um enorme ponto de interrogação surge. Vemos isso em O Esquadrão Suicida: o vilão Sanguinário está preso por deixar o Superman na UTI após atingi-lo com uma bala de kryptonita. Seria unânime dizermos que se trata do Superman interpretado por Henry Cavill, mas nem mesmo o diretor James Gunn sabe responder essa pergunta e prefere deixar em aberto.

E, por mais que o universo cinematográfico iniciado por Zack Snyder, em 2013, esteja completamente fora de cogitação pela atual gestão do estúdio, ainda assim serve como guia de localização. Também fica claro vermos como alguns arcos foram simplesmente abandonados, mesmo que tivesse suas histórias rabiscadas numa breve apresentação, deixando a porta aberta para um futuro próximo. Cyborg é um dos primeiros nomes que vêm à mente quando trata-se de produções canceladas. Com seu próprio filme sendo anunciado, engavetado e anulado, entre outras situações pesadas que rolaram nos bastidores com o protagonista do personagem, Ray Fisher.

Mas outro personagem extremamente injustiçado foi Ryan Choi (interpretado por Ryan Zheng). O diretor Zack Snyder apresentou à Warner Bros. a ideia de fazer um spin-off do Átomo/Ryan Choi, ambientado na China, com um elenco predominantemente chinês, mas o estúdio além de não aprovar, cortou a participação do personagem no filme que seria apresentado em Liga da Justiça, de 2017. E só este ano, com o lançamento de Liga da Justiça de Zack Snyder, pela HBO Max, pudemos ver sua participação que dava indícios de um futuro dentro do universo.

Ryan Zheng, como Ryan Choi, no Snyder Cut.

Apesar de não ser um personagem efetivo na batalha contra o Lobo da Estepe, em Liga da Justiça de Zack Snyder, Ryan Choi apareceu como um cientista do STAR Labs e ajudou Dr. Silas Stone com a caixa materna. Mais tarde, ele foi promovido a diretor de nanotecnologia, uma leve “provocação” para o potencial de seu personagem, que fazia alusão ao seu futuro como um super-herói.

Em paralelo, na televisão, temos um Ryan mais desenvolvido, com esposa, filha e com o público aprendendo sobre o que ele faz para viver. Seu trabalho na manipulação da densidade subatômica também é crucial, sugerindo sua eventual transformação no Átomo, um super-herói que pode mudar de tamanho. Interpretado pelo ator Osric Chau, o personagem retornará no novo crossover televisivo que acontecerá em The Flash, no início de novembro, num especial de cinco partes, intitulado Armageddon.

Apesar da identidade secreta de Átomo, no Arrowverso, ser de Ray Palmer (interpretado por Brandon Routh), é possível, que Ray passe esse manto para Ryan, durante os eventos do novo crossover, já que Choi é seu sucessor nos quadrinhos, além de significar que seu retorno, pós Crises das Infinitas Terras, pode mostrar seu destino como super-herói cumprido. Mas, indiferentemente, qualquer que seja a história esperada por Ryan, no evento Armageddon, de The Flash, o Arrowverso foi capaz de utilizar o personagem de uma forma que Snyder, infelizmente, não conseguiu, devido às circunstâncias em torno de seu envolvimento na DCEU.

Osric Chau, como Ryan Choi, em Arrowverso.

Por justamente ser um universo que muitas pessoas não ligam, o Arrowverso ou CWverso (como preferirem) não é algo que chama a atenção do grande público, apesar de ter fãs leais. A tranquilidade de não atingir grandes expectativas se torna em acerto quando conseguem dar segmento e importância à personagens que deveriam ter o mesmo peso em suas versões cinematográficas.

Apesar de O Esquadrão Suicida, ter gerado o spin-off para a série Pacificador, um original da HBO Max, fica a dúvida em sabermos o quanto expandido é esse atual universo cinematográfico da DC. Talvez, o destino do DCEU ficará mais claro após o filme The Flash, que contará com diversas participações e poderá, de fato, explicar o que a Warner pretende fazer com a DC nas grandes telas.

DC FanDome | Novidades e detalhes do evento online da DC são revelados

O site Media Player News divulgou novas informações sobre o evento online da WarnerMedia, DC FanDome, que acontecerá no dia 16 de outubro.

O DC FanDome 2021 terá duração de 4 horas, iniciando a partir das 14h (Horário de Brasília) e será transmitido através da Twitch, YouTube, Facebook e Twitter, dando aos fãs mais maneiras de assistir aos eventos que se desenrolam no Hall of Heroes. Além disso, o DC Kids FanDome será lançado no mesmo dia com uma experiência especial para crianças acessada separadamente em DCKidsFanDome.com.

Dentre a programação, teremos:

Warner Bros. Pictures:

  • Trailer exclusivo do filme “The Batman“, estrelado por Robert Pattinson, que estreia em março de 2022;
  • Novo conteúdo de “DC League of Super-Pets, filme animado da DC estrelado por Dwayne Johnson;
  • Um teaser inédito de “Adão Negro“, filme estrelado por Dwayne Johnson, que estreia em julho de 2022;
  • Uma prévia de “The Flash“, filme estrelado por Ezra Miller;
  • Vídeo dos bastidores de “Aquaman e o Reino Perdido” e “Shazam! Fúria dos Deuses“.

Warner Bros. Television:

  • Prévias das novas temporadas de “Batwoman“, “Superman & Lois” e “Sweet Tooth“;
  • Um tributo para a temporada final da série “Supergirl“;
  • Uma celebração para os 100 episódios da série “DC’s Legends of Tomorrow”;
  • Prévia da nova série da The CW produzida por Ava DuVernay, “Naomi“;
  • Uma prévia dos próximos episódios da segunda temporada de “Stargirl“.

Warner Bros. Games:

  • Novidades dos jogos Gotham Knights , desenvolvido pela Warner Bros. Games Montréal, e Suicide Squad: Kill the Justice League, desenvolvido pela Rocksteady Studios.

HBO Max:

  • Primeiros vislumbres das séries “Pacificador” e da minissérie “DMZ“;
  • Conteúdos das series “Titãs” e “Patrulha do Destino“;
  • Lançamento de algumas surpresas e prévias de novas séries.

Warner Bros. Animation:

  • Prévia da minissérie “Aquaman: King of Atlantis“, “Young Justice: Phantoms” e “Batman: Caped Crusader“;
  • Prévia exclusiva da terceira temporada da série “Harley Quinn“.

Warner Bros Home Entertainment:

  • Prévia do filme animado “Injustice“;
  • Trailer inédito da animação “Catwoman: Hunted“.

Um pôster oficial do evento também foi revelado:

Na sessão de quadrinhos, a DC irá apresentar novas séries que virão a ser lançadas, incluindo novidades sobre o aniversário de 80 anos da Mulher-Maravilha.

Até o dia do evento, a DC irá lançar todas as semanas uma série de itens e produtos exclusivos através do DC FanDome Shop, nos Estados Unidos, com territórios adicionais ao redor do mundo. Além disso, antes do próprio dia do evento, o banco de dados do DC Universe Infinite lançará mais de 300 quadrinhos para leitura gratuita com registro. Novos títulos estarão disponíveis a cada semana, começando com os gibis: Flashpoint , Injustice: Gods Among Us vol. 1 e Sandman Vol. 1: Prelúdios e Noturnos.

Em 2020, o evento gerou mais de 22 milhões de visualizações em 220 países e territórios, com mais de 150 milhões de visualizações registrados em seus conteúdos exclusivos.

O cadastro no site DCFanDome.com já está disponível. -Clique aqui-.

Batwoman | Bridget Regan será a vilã Hera Venenosa na 3º temporada da série

A atriz Bridget Regan, de Jane the Virgin, foi a escolhida para interpretar a vilã Dr. Pamela Isley, a icônica Hera Venenosa, na 3º temporada de Batwoman.

Segundo o site Deadline, Regan será parte do elenco regular da temporada, ao lado das novas adições Nick Creegan e Victoria Caragena, que aparecerão como Marquis Jet e Renee Montoya, respectivamente.

Criada por Robert Kanigher e Sheldon Moldoff, a vilã Dr. Pamela Ivy fez a sua primeira aparição na edição “Batman #181”, de 1966. Aparecendo como uma brilhante botânica e bioquímica com um controle misterioso sobre as plantas e uma inclinação para o ecoterrorismo. Ela é especialista em toxinas vegetais e controle da mente. A personagem foi uma vilã popular em várias versões do Batman, na televisão, no cinema e em desenhos animados.

Anteriormente, a personagem havia aparecido no filme “Batman & Robin”, de 1997, sendo interpretada por Uma Thurman e na série “Gotham”, onde foi interpretada pelas atrizes Clare Foley, Maggie Geha e Peyton List.

A terceira temporada de Batwoman tem previsão de estreia para o dia 13 de outubro na The CW, sendo estrelada pela atriz Javicia Leslie.

Batman: O Longo Dia das Bruxas Parte 2 | A conclusão de um grande mistério

Batman e mistério são elementos que são sinônimos ao longo de mais das suas 8 décadas de existência. Nesta adaptação de uma de suas clássicas histórias,  em “Batman: O Longo Dia das Bruxas Parte 2” acompanhamos o seu desfecho de um grande narrativa. Importante lembrar que este foi o último trabalho da atriz Naya Rivera, que faleceu no ano passado em um acidente, e na animação faz a voz da Mulher-Gato. Ela foi homenageada pela produção nos créditos finais.

A história continua a busca do Cruzado Encapuzado em prender o Assassino do Feriado, que a cada vítima se aproxima mais de Carmine Falcone e, como falamos em nossa análise da primeira parte,  – clique aqui -, a produção mantém o tom de mistério e realiza as adaptações necessárias em relação ao material da história original, vencedora do Eisner de Melhor Minissérie em 1998.

Apesar de existir um mistério a ser desvendado pelo maior detetive do mundo, a construção dos antagonistas da trama ganham um destaque maior neste desenrolar de fatos, que trazem revelações sobre alguns personagens como Selina Kyle, Harvey Dent e o próprio Bruce Wayne, tendo a sua origem brevemente lembrada e assim estabelecendo o Longo Dia das Bruxas como sua história de inicial neste novo universo de animações. A narrativa trabalha questões de confiança do herói com seus aliados ao mesmo tempo que continua desenvolvendo a história sem torná-la monótona ao longo de sua uma hora e meia de exibição.

Outro personagem que vale destacar é Carmine Falcone que, ao mesmo tempo que desempenha um papel de um dos vilões, ele é um dos perseguidos, pois o Feriado comete seus crimes como uma forma de vingança contra o mafioso que manipula a cidade em todas as suas esferas.

Alguns personagens da vasta galeria de inimigos do Cavaleiro das Trevas são trazidos como outros desafios, destacando a presença de personagens como Coringa, Hera Venenosa, Espantalho e o retorno de Solomon Grundy a trama, enquanto ainda a caça ao Feriado continua ao longo de uma investigação que passa de becos sem saída para suspeitos que não se imaginava até aquele momento. As cenas de ação são mais frequentes nesta parte da narrativa em relação à anterior, e o novo estilo de animação utilizado para este universo faz destas cenas mais empolgantes e dinâmicas.

O desfecho surpreende ao revelar a identidade do assassino e as suas motivações, ligando todos os pontos da trama e a razão de certos personagens terem encontrado o seu fim. Mas, o que de fato surpreende, é a razão em torno da decisão do Batman em relação ao que fazer com esse criminoso, mostrando um amadurecimento do herói que ainda está crescendo em sua luta contra e descobrindo seu lado detetivesco, característico dele.

Este Longo Dia das Bruxas não é apenas sobre uma história de assassinato, um jogo de gato e rato, mas também traz um contexto amplo do funcionamento desta Gotham, apresentando ela como um todo, seu sistema judiciário falho e como poucos homens bons tentam ainda vencer a luta contra o crime e a violência em diferentes frentes. Nem todos acabam se mantendo firmes neste propósito, pois nesta segunda parte vemos a queda de Harvey Dent e o surgimento do Duas Caras.

Nota 50 /52.

Superman & Lois | Muito além de super-heróis, uma série com dramas reais

Nos últimos dias assistimos ao episódio final da temporada de Superman & Lois, a nova série da The CW, situada no universo compartilhado de heróis iniciado com Arrow (2012). A produção, que está disponível no catálogo da HBO Max Brasil, vem fazendo bastante sucesso entre os fãs, e comprovo essa informação diante dos diversos elogios à produção que percebo nas redes sociais.

Estamos falando de um dos maiores e mais famosos super-heróis da cultura pop, com uma mitologia repleta de figuras intergalácticas e feitos grandiosos, fato que por si só seria um prato cheio para a The CW produzir uma trama que desafiasse nosso casal protagonista. Porém, acredito que Superman & Lois se difere das diversas produções que já retrataram Clark Kent/ Superman por focar em seu lado humano. Já no primeiro episódio, entendemos que o maior desafio da vida de Clark não são vilões com planos de dominação mundial, mas sim seu papel como pai e a vida em família, tendo como ponto de partida seu desligamento da equipe do Planeta Diário e o pedido de demissão da Lois Lane, como forma de protesto.

Arrisco dizer que família seja o tema da primeira temporada, em respeito aos leitores e leitoras que ainda não assistiram à série não darei muitos detalhes sobre a trama, mas devo salientar que em diversos episódios vemos o casal protagonista se questionando sobre o modo que Clark equilibra (ou tenta) a vida heróica com a vida conjugal, com sua esposa e seus dois filhos gêmeos, Jonathan e Jordan Kent, que merecem um destaque especial, visto que a vida de ambos é diretamente impactada pela ausência de Clark no ambiente doméstico, cabendo à Lois lidar com os problemas familiares. A série nos apresenta dois irmãos diferentes entre si, enquanto Jonathan pode ser descrito como “popular e atlético”, Jordan foi diagnosticado com transtorno de ansiedade social, e acrescenta-se ainda o fato de apenas um deles desenvolver poderes como seu pai.

Outro ponto que reforça que família pode ser encarada como a temática de Superman & Lois é o motivo que levou Clark de volta a Smallville, convidado a voltar a viver no local em que passou seus primeiros anos de vida na Terra e a conviver com pessoas que fizeram parte de sua juventude. O contexto familiar também é expressado por diversos outros personagens, como a presença quase constante do coronel Sam Lane (pai de Lois); ou as questões envolvendo o núcleo de Lana Lang; ou ainda as motivações de John Henry Irons.  Como mencionei a família, devo dizer que a série peca em não mencionar em nenhum momento a existência da Supergirl. Mas claro, ainda é uma série de super-herói, então sim, existem inúmeras sequências de ação, belíssimas por sinal e sim, também existe um vilão buscando subjulgar a humanidade. Ainda sobre Lana, é importante mencionar que ela e Lois formam uma bela amizade, aprofundando assim a imagem de Lana não como a ex de Clark, mas como um dos principais nomes de Smallville, além disso, é excelente não vermos uma rivalidade feminina criada em volta de um interesse amoroso.

Reparem que em diversos momentos do texto eu citei Lois Lane e isto foi intencional, porque devo comentar que o arco individual da jornalista mais famosa das páginas da DC faz jus à presença de seu nome no título da produção. No decorrer de seus 15 episódios vemos Lois “caminhando com suas próprias pernas”, conduzindo por si mesma uma investigação, sendo guiada por seu incrível faro jornalístico.

Um dos pontos positivos da produção são as referências aos quadrinhos, que em diversos momentos encantou os olhos dos fãs, como a comentadíssima cena inspirada na capa de ‘Action Comics #1’, confira abaixo:

 

Também devo destacar a atuação do elenco principal como um todo, principalmente o entrosamento entre Tyler Hoechlin (Clark Kent), Elizabeth Tulloch (Lois Lane), Jordan Elsass (Jonathan Kent) e Alex Garfin (Jordan Kent). Tyler, aliás, desde que estreou no papel do Homem de Aço em 2016, durante um episódio de Supergirl, vem conquistando o público de modo geral, sendo notável seu crescimento e seu modo de sentir-se confortável no papel. Já que fiz o uso da palavra “crescimento”, nem estou falando da notável mudança de seus músculos, mas poderia…

Tento observar Superman & Lois de modo isolado, mas é praticamente impossível não a comparar com outras séries do Arrowverso e mencionar que ela foi uma excelente surpresa, fugindo um pouco do que já estávamos acostumados desde Arrow, The Flash e Supergirl. Por fim, afirmo que os 15 episódios da primeira temporada conseguem mesclar de forma convincente a vida do Superman como um dos maiores heróis da humanidade com a vida de Clark Kent, que justamente enfrenta diversos problemas domésticos, assim como qualquer ser-humano. Sem mais delongas e por tudo que afirmei no decorrer deste texto, a série merece 52 Terras.

Nota: 52/52.

Multiverso DC | A primeira viagem entre Terras paralelas

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O que aconteceria se… ?

Nos últimos anos, o Multiverso se tornou um recurso narrativo recorrente em inúmeras produções do universo de super-heróis, tanto na DC quanto em adaptações de outras editoras. O Flash se tornou o grande herói símbolo desse conceito a partir da edição n° 123ª da revista do personagem, em 1961, intitulada “Flash de Dois Mundos”, e sendo explorada e expandida desde então, aparecendo como elemento fundamental na série do personagem na The CW e como a base para o seu filme solo de 2022. Porém, apesar de estar muito ligado ao Flash, não foi o velocista escarlate que inaugurou a viagem entre os mundos. 

Na edição número #53, do primeiro volume da revista Mulher-Maravilha, intitulada “Wonder Woman’s Invisible Twin” de 1953, o escritor Robert “Bob” Kanigher mostrava a Princesa Amazona enfrentando uma ameaça muito diferente de qualquer outra. Na história, Diana começa a sentir ataques invisíveis de uma para outra Terra, o que acaba a impedindo de capturar um pequeno grupo de ladrões, que levam o seu laço dourado e a deixam jogada no chão, algo que não foi muito bem visto pela população. No meio de uma tempestade, os ladrões retornam e devolvem o seu laço, como forma de desdém, na mesma hora, um raio atinge o laço e lança a Mulher-Maravilha para fora de uma ponte. Durante a queda, a realidade se altera, e Diana percebe que, não só aquele mundo não é o seu, como se depara com uma mulher semelhante a ela, inclusive em habilidades. 


A estranha se apresenta como a princesa Tara Terruna, que em sua língua significa “Mulher-Maravilha”. Tara pede a ajuda de Diana para libertar o seu povo da tirania do maléfico Duque Dazam, que vem a quase um mês lunar tentando matá-la. Tentativas essas que acabaram afetando a sua contraparte. Juntas, elas invadem a fortaleza de Dazam em meio a uma tempestade e derrotam os seus guardas com muita facilidade. Elas se dirigem aos aposentos do tirano, que consegue a captura de Diana, mas é derrotado por Tara, que o aprisiona. 

No final da história, Tara dá o seu laço como sinal de gratidão a Diana, que é novamente atingida por um raio e leva a Amazona de volta ao seu mundo, no instante em que ela havia desaparecido, capturando os ladrões que ali estavam logo em seguida. Como a edição foi publicada em maio de 1953, ela marca a primeira viagem entre Terras paralelas na DC comics, sendo realizada pela Mulher-Maravilha da Terra-2 (Diana Prince) com a sua contraparte da Terra-59 (Tara Terruna). 

O conceito do Multiverso, vindo diretamente das histórias de ficção científica, foi ganhando forma nas décadas seguintes, sendo o centro de inúmeros arcos e sagas para diversos personagens e mostrando uma infinidade de mundos e possibilidades. Tudo isso graças a um encontro casual entre Mulheres-Maravilhas.

Titãs | Savannah Welch fala sobre o seu papel como Barbara Gordon na 3º temporada

Em entrevista ao portal Toofab, a atriz Savannah Welch, que interpreta a Comissária Barbara Gordon na 3º temporada de Titãs, revelou que fez o teste inicial para o papel ainda no início de 2020, antes da pandemia.

“Minha audição inicial para a série foi em janeiro de 2020, então foi um pouco antes da pandemia. E na primeira audição, eu não sabia qual era o papel ou qual era a produção, não me falaram muito. Disseram-me que seria uma série de TV que estará na HBO Max e me disseram que era um papel regular.”

No universo da série, Barbara ficou paraplégica após um confronto com o Coringa durante seus dias como Batgirl, mas decidiu continuar lutando contra a criminalidade de Gotham, assumindo o papel de Comissária depois da morte de seu pai. Na entrevista, Welch comentou sobre o legado da personagem nas HQ’s e sua importância.

“Há muitas pessoas que amam esse personagem e Barbara Gordon significou algo muito pessoal para muitas pessoas ao longo dos anos e ela está por aí desde os anos 70 nos quadrinhos. Sua história assumiu tantas encarnações diferentes conforme ela evoluiu, então há muita coisa aí.”

Welch revelou que colaborou com os roteiristas para criação dessa nova encarnação da Barbara, usando como base a sua própria experiência como uma pessoa portadora de deficiência.

“É um esforço tão colaborativo e a conversa foi muito fluída em falar sobre seu relacionamento com Dick – o relacionamento pessoal e profissional. Além disso, mais ou menos como ela está aparecendo como comissária, e o que esse novo papel significa para ela ocupar o lugar do pai e a pressão disso. (…) Eu queria realmente explorar também as maneiras pelas quais ela é vulnerável, que ela é humana e que ela passou por tanto e perseverou tanto.

A atriz ainda acrescentou:

Eu acho que seu enredo é muito identificável de maneiras diferentes. Estou tentando pensar em algo específico, mas acho que seria isso, estou apenas falando sobre as vulnerabilidades, falando – como alguém que é deficiente – como tentaria trazer meu próprio insight, da minha própria experiência a uma cena e dizer: “Não acho que ela faria isso dessa maneira” ou “Ela não faria isso dessa maneira”.

Savannah comentou sobre os bastidores das cenas de ação que a personagem terá na temporada e o trabalho da produção nas coreografias.

“Foi tão divertido. Eu queria fazer acrobacias há muito tempo. Eu comecei a fazer pequenas coisas aqui e ali, mas realmente aprender a fazer o trabalho de dublê como aquele foi muito divertido. E a nossa equipe de dublês é incrível. Eles são tão bons no que fazem e eles estavam muito animados com a oportunidade de coreografar uma cena de dublê, uma cena de luta com alguém em uma cadeira [de rodas]”.

Por fim, Welch falou que adoraria explorar a faceta da Oráculo no futuro da série.

“Totalmente. Sim, eu estava animada com isso e com cada novo script que receberíamos dos escritores quando estávamos filmando, eu saia procurando pela Oráculo. Sim, eu amo isso, esse aspecto de sua personagem.”

Titãs voltou com novos episódios semanais na HBO Max nos EUA, mas ainda não possui previsão de estreia no Brasil.

Armageddon | Oitava temporada de ‘The Flash’ iniciará com um crossover em cinco partes

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O TV Line reporta que a oitava temporada de The Flash, que começará nos EUA em 16 de novembro, terá um especial de cinco partes intitulado “Armageddon” e apresentará inúmeras participações especiais superpoderosas. Entre os heróis e vilões que se juntarão ao Time Flash teremos; a Batwoman de Javicia Leslie, o Átomo de Brandon Routh, o Raio Negro de Cress Williams, a Sentinela de Chyler Leigh, a Mia Queen de Kat McNamara e Ryan Choi de Osric Chau.

Além disso, Tom Cavanagh e Neal McDonough estão prontos para reprisar seus respectivos papéis como os vilões Eobard Thawne/Flash Reverso e Damien Darhk.

Confira a sinopse de “Armageddon”:

“Uma poderosa ameaça alienígena chega à Terra sob circunstâncias misteriosas e Barry (Grant Gustin), Iris (Candice Patton) e o resto do Time Flash são levados ao seu limite em uma batalha desesperada para salvar o mundo. Mas com o tempo se esgotando e o destino da humanidade em jogo, Flash e seus companheiros também precisarão contar com a ajuda de alguns velhos amigos para que as forças do bem prevaleçam.”

O produtor Eric Wallace comenta sobre o evento:

“As cinco partes representam alguns dos episódios de The Flash mais emocionantes de todos os tempos. Existem alguns momentos verdadeiramente épicos e grandes surpresas que aguardam nossos fãs. E estamos fazendo isso em uma escala que é maior e mais ousada do que nossos episódios tradicionais. ‘Armageddon’ é muito mais do que apenas outra narrativa sobre história em quadrinhos. Vai ser um verdadeiro evento para os fãs de The Flash e Arrowverso, antigos e novos. Honestamente, mal posso esperar que o público veja o que planejamos.”

O crossover em cinco partes, “Armageddon” da série The Flash, começa na The CW, no dia 16 de novembro.

Foto de capa: ComicBook.

Batman | Joshua Williamson é anunciado como o novo escritor dos quadrinhos do Homem Morcego

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No início deste mês, James Tynion IV anunciou sua saída da série regular do Batman na DC Comics, deixando os fãs se perguntando quem iria guiar a história do Cavaleiro das Trevas após o término da sua corrida em Batman #117. Agora, temos a resposta. Joshua Williamson será o próximo escritor a assumir a HQ do Batman a partir do título “Batman #118″.

“Estamos honrando o plano que os outros títulos da linha do morcego estão fazendo enquanto contamos uma história totalmente nova para Bruce Wayne como o Batman no Universo DC.” disse Williamson.

Williamson foi um escritor muito influente para a DC. Ele não apenas tem os títulos Future State: Gotham , Robin e Infinite Frontier , mas também Deathstroke Inc., estreando em setembro. Williamson escreveu The Flash por quatro anos, desde The Flash: Renascimento de 2016 até The Flash #762 no ano passado, totalizando 100 edições da série principal, bem como vários anuários e edições cruzadas do Batman. Já no caso do Homem Morcego, a corrida de Willamson contará com arte de Jorge Molina.

Detalhe interessante no visual do Homem Morcego é que ele voltará a usar a logo com o o símbolo amarelo oval. O primeiro enredo da dupla é intitulado “Abyss” e apresenta um vilão totalmente novo.“Batman #118″ será lançado nos EUA em dezembro.

HBO Max | Mais do que uma casa para as futuras produções da DC

Após uma grande comoção por partes dos fãs, a atriz Jurnee Smollett irá retornar para o papel de Dinah Lance em um filme solo, roteirizado pela cineasta Misha Green para a HBO Max. A notícia vem em seguida de outros projetos previamente anunciados pela DC e que serão destinados ao streaming, o que pode indicar um certo planejamento para o DCEU na plataforma. 

Em 2018, a DC sofreu uma reestruturação de base nos cinemas. Após um começo amargo quanto a recepção de suas produções pela crítica especializada e público, o DCEU ganhou uma nova direção, investindo em subfranquias dos mais diversos gêneros, que estabeleceram aos poucos uma base sólida para um recomeço seguro e mais confiante. Agora, com um norte melhor estabelecido, chegou o momento de expansão, trabalhando com suas mitologias e desenvolvendo – ou apresentando – núcleos isolados para assim enriquecer o seu universo no sentido macro. 

Um dos exemplos será o filme da Canário Negro, que deve focar em um núcleo mais mundano, podendo apresentar personagens com vínculos mais urbanos, como no caso da vilã Lady Shiva e o herói Pantera, e ainda sendo possível se conectar com outras produções, como o filme da Batgirl que também deve seguir uma proposta mais “pé no chão”. Além de se tornar o ponto de partida para outros projetos similares, que podem inclusive, contar com o retorno de personagens como a Katana (Karen Fukuhara) e a Caçadora (Mary Elizabeth Winstead).

Essas conexões devem se tornar mais frequente nessa nova fase do universo, começando por “Pacificador” (janeiro/2022). A série de James Gunn estrelada por John Cena, será a primeira dos muitos derivados na HBO Max, e deve mostrar o anti-herói sendo um agente por baixo dos panos do governo estadunidense, agindo como um bode expiatório de Amanda Waller para missões de escala menor do que foram vistas em ‘O Esquadrão Suicida’, e ainda servirá como porta de entrada para personagens da antiga Charlton Comics, tendo já sido anunciada a adição do Mestre Judoca (Nhut Le) e Vigilante (Freddie Stroma). 

Lembrando que, o herói Besouro Azul (Dan Garret e Ted Kord) também vieram dessa falecida editora, deixando no ar se existe a possibilidade da produção se conectar com o filme do personagem que será estrelado por Xolo Maridueña, um dos principais investimentos da HBO Max com a DC.

Após a estreia da série de James Gunn é previsto que uma gama de produções diretamente conectadas com os cinemas cheguem ao streaming. Destaque para a série derivada do universo do filme “The Batman”, de Matt Reeves.

  • Gotham City PD: série derivada de ‘The Batman’ focada no Departamento de Polícia de Gotham City, comandada por Matt Reeves e Terence Winter (The Sopranos).

Apesar disso, a HBO Max não ficará somente com derivados, sendo também o palco para a apresentação de produções originais. Sendo chefiada por J.J. Abrams e sua produtora, Bad Robot, o serviço de streaming irá se aventurar pelo universo cósmico e sobrenatural da DC. Das produções já anunciadas temos: 

  • Lanterna Verde: série cósmica da DC roteirizada e produzida por Seth Grahame-Smith e Marc Guggenheim que mostrará aventuras de várias versões dos Lanternas Verdes, como Alan Scott (Jeremy Irvine), Guy Gardner (Finn Wittrock), Jessica Cruz e Simon Baz. 
  • Constantine: série que acompanhará um jovem Constantine na cidade de Londres, tendo Guy Bolton como responsável pelo roteiro do piloto.
  • Madame Xanadu: série produzida por J.J. Abrams, ao lado da cineasta Angela Robinson (True Blood), onde veremos a Madame Xanadu, fundadora da Liga da Justiça Sombria, como uma poderosa feiticeira com poderes de prever o futuro. 

As produções relacionadas a Liga da Justiça Sombria estão em seus estágios inicias e deverão ter conexões com o filme da Zatanna, que será lançado nos cinemas e contará com o roteiro da vencedora do Oscar, Emerald Fennell (Bela Vingança).

Mesmo tendo uma grande leva de produções diretamente ligadas ao DCEU, a HBO Max também está investindo em outros produtos independentes e sem conexão com o universo dos cinemas, indo desde minisséries baseadas nas HQ’s da DC/Vertigo a animações voltadas ao público infantil. Confira:  

  • Aquaman: King of Atlantis: série animada canônica, produzida por James Wan, que contará com três aventuras antológicas (com cerca de 1min58) de Arthur Cury e Mera nos seus primeiros dias como protetores do reino submarino.
  • Strange Adventures: série antológica focada em diversos heróis da DC e descrita como “contos ambientados em um mundo onde existem super poderes”. 
  • DC Super Hero High: série de comédia produzida por Elizabeth Banks ambientada em um colégio interno de jovens superdotados, seguindo esses alunos lidando com questões comuns da adolescência antes de se tornarem heróis conhecidos da DC. 
  • DMZ: minissérie de quatro episódios dirigida e produzida por Ava DuVernay ao lado de Roberto Patino, que irá adaptar os quadrinhos publicados no selo DC/Vertigo sobre uma segunda guerra civil americana entre os Estados Unidos e as forças separatistas dos Estados Livres da América. 
  • My Adventures With Superman: série animada da Warner Bros. Animation produzida por Jake Wyatt e Brendan Clogher (Avatar: A Lenda de Korra) que trará uma versão moderna de Clark Kent (Jack Quaid) e Lois Lane (Alice Lee) ainda em suas primeiras aventuras. 
  • Batman: Caped Crusader: série animada produzida por Bruce Timm, J.J. Abrams e Matt Reeves, descrita como uma “reimaginação da mitologia do Batman”. 
  • Superman: minissérie centrada no Superman da Terra 2, Val Zod, produzida por Michael B. Jordan e sua produtora, Outlier Society, e não tendo nenhuma conexão com o filme produzido por J.J. Abrams. 
  • Batwheels: série animada destinada ao público infantil desenvolvida para o Cartoon Network e HBO Max focados nos veículos do universo do Batman, tendo Bam, o Batmóvel, como protagonista. 

Muito se discute o motivo de algumas dessas produções, como Besouro Azul e Canário Negro, não serem lançadas diretamente para os cinemas, podendo essa decisão ser motivada pelo medo de um possível baixo rendimento nas bilheterias devido ao grande volume e competitividade com outros projetos de maior orçamento, sendo mais seguro o seu lançamento por meio das plataformas digitais.

Por hora, essas são as produções da DC que estão atualmente em desenvolvimento pela HBO Max, ainda podendo ser anunciadas outras no futuro e, principalmente, durante o evento DC FanDome 2021, que ocorrerá no dia 16 de outubro. Lembrando que a HBO Max poderá não só servir como produtora, mas também distribuidora, como é o caso das séries “Superman & Lois” e “Stargirl” aqui no Brasil, sendo bastante decisiva para o futuro do DCEU e de toda as produções do selo DC daqui por diante.