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    Titãs | Savannah Welch fala sobre o seu papel como Barbara Gordon na 3º temporada

    Em entrevista ao portal Toofab, a atriz Savannah Welch, que interpreta a Comissária Barbara Gordon na 3º temporada de Titãs, revelou que fez o teste inicial para o papel ainda no início de 2020, antes da pandemia.

    “Minha audição inicial para a série foi em janeiro de 2020, então foi um pouco antes da pandemia. E na primeira audição, eu não sabia qual era o papel ou qual era a produção, não me falaram muito. Disseram-me que seria uma série de TV que estará na HBO Max e me disseram que era um papel regular.”

    No universo da série, Barbara ficou paraplégica após um confronto com o Coringa durante seus dias como Batgirl, mas decidiu continuar lutando contra a criminalidade de Gotham, assumindo o papel de Comissária depois da morte de seu pai. Na entrevista, Welch comentou sobre o legado da personagem nas HQ’s e sua importância.

    “Há muitas pessoas que amam esse personagem e Barbara Gordon significou algo muito pessoal para muitas pessoas ao longo dos anos e ela está por aí desde os anos 70 nos quadrinhos. Sua história assumiu tantas encarnações diferentes conforme ela evoluiu, então há muita coisa aí.”

    Welch revelou que colaborou com os roteiristas para criação dessa nova encarnação da Barbara, usando como base a sua própria experiência como uma pessoa portadora de deficiência.

    “É um esforço tão colaborativo e a conversa foi muito fluída em falar sobre seu relacionamento com Dick – o relacionamento pessoal e profissional. Além disso, mais ou menos como ela está aparecendo como comissária, e o que esse novo papel significa para ela ocupar o lugar do pai e a pressão disso. (…) Eu queria realmente explorar também as maneiras pelas quais ela é vulnerável, que ela é humana e que ela passou por tanto e perseverou tanto.

    A atriz ainda acrescentou:

    Eu acho que seu enredo é muito identificável de maneiras diferentes. Estou tentando pensar em algo específico, mas acho que seria isso, estou apenas falando sobre as vulnerabilidades, falando – como alguém que é deficiente – como tentaria trazer meu próprio insight, da minha própria experiência a uma cena e dizer: “Não acho que ela faria isso dessa maneira” ou “Ela não faria isso dessa maneira”.

    Savannah comentou sobre os bastidores das cenas de ação que a personagem terá na temporada e o trabalho da produção nas coreografias.

    “Foi tão divertido. Eu queria fazer acrobacias há muito tempo. Eu comecei a fazer pequenas coisas aqui e ali, mas realmente aprender a fazer o trabalho de dublê como aquele foi muito divertido. E a nossa equipe de dublês é incrível. Eles são tão bons no que fazem e eles estavam muito animados com a oportunidade de coreografar uma cena de dublê, uma cena de luta com alguém em uma cadeira [de rodas]”.

    Por fim, Welch falou que adoraria explorar a faceta da Oráculo no futuro da série.

    “Totalmente. Sim, eu estava animada com isso e com cada novo script que receberíamos dos escritores quando estávamos filmando, eu saia procurando pela Oráculo. Sim, eu amo isso, esse aspecto de sua personagem.”

    Titãs voltou com novos episódios semanais na HBO Max nos EUA, mas ainda não possui previsão de estreia no Brasil.

    Armageddon | Oitava temporada de ‘The Flash’ iniciará com um crossover em cinco partes

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    O TV Line reporta que a oitava temporada de The Flash, que começará nos EUA em 16 de novembro, terá um especial de cinco partes intitulado “Armageddon” e apresentará inúmeras participações especiais superpoderosas. Entre os heróis e vilões que se juntarão ao Time Flash teremos; a Batwoman de Javicia Leslie, o Átomo de Brandon Routh, o Raio Negro de Cress Williams, a Sentinela de Chyler Leigh, a Mia Queen de Kat McNamara e Ryan Choi de Osric Chau.

    Além disso, Tom Cavanagh e Neal McDonough estão prontos para reprisar seus respectivos papéis como os vilões Eobard Thawne/Flash Reverso e Damien Darhk.

    Confira a sinopse de “Armageddon”:

    “Uma poderosa ameaça alienígena chega à Terra sob circunstâncias misteriosas e Barry (Grant Gustin), Iris (Candice Patton) e o resto do Time Flash são levados ao seu limite em uma batalha desesperada para salvar o mundo. Mas com o tempo se esgotando e o destino da humanidade em jogo, Flash e seus companheiros também precisarão contar com a ajuda de alguns velhos amigos para que as forças do bem prevaleçam.”

    O produtor Eric Wallace comenta sobre o evento:

    “As cinco partes representam alguns dos episódios de The Flash mais emocionantes de todos os tempos. Existem alguns momentos verdadeiramente épicos e grandes surpresas que aguardam nossos fãs. E estamos fazendo isso em uma escala que é maior e mais ousada do que nossos episódios tradicionais. ‘Armageddon’ é muito mais do que apenas outra narrativa sobre história em quadrinhos. Vai ser um verdadeiro evento para os fãs de The Flash e Arrowverso, antigos e novos. Honestamente, mal posso esperar que o público veja o que planejamos.”

    O crossover em cinco partes, “Armageddon” da série The Flash, começa na The CW, no dia 16 de novembro.

    Foto de capa: ComicBook.

    Batman | Joshua Williamson é anunciado como o novo escritor dos quadrinhos do Homem Morcego

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    No início deste mês, James Tynion IV anunciou sua saída da série regular do Batman na DC Comics, deixando os fãs se perguntando quem iria guiar a história do Cavaleiro das Trevas após o término da sua corrida em Batman #117. Agora, temos a resposta. Joshua Williamson será o próximo escritor a assumir a HQ do Batman a partir do título “Batman #118″.

    “Estamos honrando o plano que os outros títulos da linha do morcego estão fazendo enquanto contamos uma história totalmente nova para Bruce Wayne como o Batman no Universo DC.” disse Williamson.

    Williamson foi um escritor muito influente para a DC. Ele não apenas tem os títulos Future State: Gotham , Robin e Infinite Frontier , mas também Deathstroke Inc., estreando em setembro. Williamson escreveu The Flash por quatro anos, desde The Flash: Renascimento de 2016 até The Flash #762 no ano passado, totalizando 100 edições da série principal, bem como vários anuários e edições cruzadas do Batman. Já no caso do Homem Morcego, a corrida de Willamson contará com arte de Jorge Molina.

    Detalhe interessante no visual do Homem Morcego é que ele voltará a usar a logo com o o símbolo amarelo oval. O primeiro enredo da dupla é intitulado “Abyss” e apresenta um vilão totalmente novo.“Batman #118″ será lançado nos EUA em dezembro.

    HBO Max | Mais do que uma casa para as futuras produções da DC

    Após uma grande comoção por partes dos fãs, a atriz Jurnee Smollett irá retornar para o papel de Dinah Lance em um filme solo, roteirizado pela cineasta Misha Green para a HBO Max. A notícia vem em seguida de outros projetos previamente anunciados pela DC e que serão destinados ao streaming, o que pode indicar um certo planejamento para o DCEU na plataforma. 

    Em 2018, a DC sofreu uma reestruturação de base nos cinemas. Após um começo amargo quanto a recepção de suas produções pela crítica especializada e público, o DCEU ganhou uma nova direção, investindo em subfranquias dos mais diversos gêneros, que estabeleceram aos poucos uma base sólida para um recomeço seguro e mais confiante. Agora, com um norte melhor estabelecido, chegou o momento de expansão, trabalhando com suas mitologias e desenvolvendo – ou apresentando – núcleos isolados para assim enriquecer o seu universo no sentido macro. 

    Um dos exemplos será o filme da Canário Negro, que deve focar em um núcleo mais mundano, podendo apresentar personagens com vínculos mais urbanos, como no caso da vilã Lady Shiva e o herói Pantera, e ainda sendo possível se conectar com outras produções, como o filme da Batgirl que também deve seguir uma proposta mais “pé no chão”. Além de se tornar o ponto de partida para outros projetos similares, que podem inclusive, contar com o retorno de personagens como a Katana (Karen Fukuhara) e a Caçadora (Mary Elizabeth Winstead).

    Essas conexões devem se tornar mais frequente nessa nova fase do universo, começando por “Pacificador” (janeiro/2022). A série de James Gunn estrelada por John Cena, será a primeira dos muitos derivados na HBO Max, e deve mostrar o anti-herói sendo um agente por baixo dos panos do governo estadunidense, agindo como um bode expiatório de Amanda Waller para missões de escala menor do que foram vistas em ‘O Esquadrão Suicida’, e ainda servirá como porta de entrada para personagens da antiga Charlton Comics, tendo já sido anunciada a adição do Mestre Judoca (Nhut Le) e Vigilante (Freddie Stroma). 

    Lembrando que, o herói Besouro Azul (Dan Garret e Ted Kord) também vieram dessa falecida editora, deixando no ar se existe a possibilidade da produção se conectar com o filme do personagem que será estrelado por Xolo Maridueña, um dos principais investimentos da HBO Max com a DC.

    Após a estreia da série de James Gunn é previsto que uma gama de produções diretamente conectadas com os cinemas cheguem ao streaming. Destaque para a série derivada do universo do filme “The Batman”, de Matt Reeves.

    • Gotham City PD: série derivada de ‘The Batman’ focada no Departamento de Polícia de Gotham City, comandada por Matt Reeves e Terence Winter (The Sopranos).

    Apesar disso, a HBO Max não ficará somente com derivados, sendo também o palco para a apresentação de produções originais. Sendo chefiada por J.J. Abrams e sua produtora, Bad Robot, o serviço de streaming irá se aventurar pelo universo cósmico e sobrenatural da DC. Das produções já anunciadas temos: 

    • Lanterna Verde: série cósmica da DC roteirizada e produzida por Seth Grahame-Smith e Marc Guggenheim que mostrará aventuras de várias versões dos Lanternas Verdes, como Alan Scott (Jeremy Irvine), Guy Gardner (Finn Wittrock), Jessica Cruz e Simon Baz. 
    • Constantine: série que acompanhará um jovem Constantine na cidade de Londres, tendo Guy Bolton como responsável pelo roteiro do piloto.
    • Madame Xanadu: série produzida por J.J. Abrams, ao lado da cineasta Angela Robinson (True Blood), onde veremos a Madame Xanadu, fundadora da Liga da Justiça Sombria, como uma poderosa feiticeira com poderes de prever o futuro. 

    As produções relacionadas a Liga da Justiça Sombria estão em seus estágios inicias e deverão ter conexões com o filme da Zatanna, que será lançado nos cinemas e contará com o roteiro da vencedora do Oscar, Emerald Fennell (Bela Vingança).

    Mesmo tendo uma grande leva de produções diretamente ligadas ao DCEU, a HBO Max também está investindo em outros produtos independentes e sem conexão com o universo dos cinemas, indo desde minisséries baseadas nas HQ’s da DC/Vertigo a animações voltadas ao público infantil. Confira:  

    • Aquaman: King of Atlantis: série animada canônica, produzida por James Wan, que contará com três aventuras antológicas (com cerca de 1min58) de Arthur Cury e Mera nos seus primeiros dias como protetores do reino submarino.
    • Strange Adventures: série antológica focada em diversos heróis da DC e descrita como “contos ambientados em um mundo onde existem super poderes”. 
    • DC Super Hero High: série de comédia produzida por Elizabeth Banks ambientada em um colégio interno de jovens superdotados, seguindo esses alunos lidando com questões comuns da adolescência antes de se tornarem heróis conhecidos da DC. 
    • DMZ: minissérie de quatro episódios dirigida e produzida por Ava DuVernay ao lado de Roberto Patino, que irá adaptar os quadrinhos publicados no selo DC/Vertigo sobre uma segunda guerra civil americana entre os Estados Unidos e as forças separatistas dos Estados Livres da América. 
    • My Adventures With Superman: série animada da Warner Bros. Animation produzida por Jake Wyatt e Brendan Clogher (Avatar: A Lenda de Korra) que trará uma versão moderna de Clark Kent (Jack Quaid) e Lois Lane (Alice Lee) ainda em suas primeiras aventuras. 
    • Batman: Caped Crusader: série animada produzida por Bruce Timm, J.J. Abrams e Matt Reeves, descrita como uma “reimaginação da mitologia do Batman”. 
    • Superman: minissérie centrada no Superman da Terra 2, Val Zod, produzida por Michael B. Jordan e sua produtora, Outlier Society, e não tendo nenhuma conexão com o filme produzido por J.J. Abrams. 
    • Batwheels: série animada destinada ao público infantil desenvolvida para o Cartoon Network e HBO Max focados nos veículos do universo do Batman, tendo Bam, o Batmóvel, como protagonista. 

    Muito se discute o motivo de algumas dessas produções, como Besouro Azul e Canário Negro, não serem lançadas diretamente para os cinemas, podendo essa decisão ser motivada pelo medo de um possível baixo rendimento nas bilheterias devido ao grande volume e competitividade com outros projetos de maior orçamento, sendo mais seguro o seu lançamento por meio das plataformas digitais.

    Por hora, essas são as produções da DC que estão atualmente em desenvolvimento pela HBO Max, ainda podendo ser anunciadas outras no futuro e, principalmente, durante o evento DC FanDome 2021, que ocorrerá no dia 16 de outubro. Lembrando que a HBO Max poderá não só servir como produtora, mas também distribuidora, como é o caso das séries “Superman & Lois” e “Stargirl” aqui no Brasil, sendo bastante decisiva para o futuro do DCEU e de toda as produções do selo DC daqui por diante.

    Titãs | Primeiras impressões sobre a 3ª temporada

    Em meio a altos e baixos, Titãs estreou recentemente na HBO Max dos EUA, mais consciente de seu universo e dos personagens que o compõe, investindo na dinâmica e entrosamento da equipe, o que acaba contribuindo para os seus desenvolvimentos individuais, mas ainda sim sofre com os erros de seus anos anteriores. 

    Aparecendo pela primeira vez em 1964, na revista “The Brave and the Bold”, a equipe surgiu através da união de sidekicks como Robin, Kid Flash, Aqualad e, mais tarde, Moça-Maravilha e Ricardito, mas foi só na década de 80 que a equipe se destacou nos gibis, graças ao trabalho de Marv Wolfman e George Pérez, que reestruturou o time, introduzindo personagens e conceitos que ecoam até os dias de hoje. 

    Em 2018, estreava no então serviço de streaming DC Universe uma série baseada na formação dos Novos Titãs, criada por Akiva Goldsman, Geoff Johns e Greg Berlanti. A primeira temporada tinha como foco principal a jornada de Dick Grayson (Brenton Thwaites) precisando voltar a sua velha vida de vigilante após o aparecimento de Rachel Roth (Teagan Croft), uma jovem com estranhas ligações demoníacas. Ao longo da jornada outros rostos acabam se unindo a equipe como Gar Logan (Ryan Potter), um adolesceste com habilidade de virar um grande tigre verde, Kory Anders (Anna Diop), uma colorida e poderosa alienígena sem memórias, Jason Todd (Curran Walters), o mais novo Robin, e os antigos parceiros de Dick, Donna Troy (Conor Leslie), Dawn Granger (Minka Kelly) e Hank Hall (Alan Ritchson). 

    Por conta de problemas nos bastidores, a temporada sofreu alguns cortes e refilmagens, que acabaram prejudicando o desenvolvimento de personagens como Kory e Rachel, dando um destaque desproporcional ao arco do Dick, que acabou se tornando o ponto base da série. Entretanto, a produção ainda tinha personalidade e encantou os fãs. Porém, isso tudo mudou com a segunda temporada. 

    Os problemas do segundo ano são extensos e prejudicou – e muito – a qualidade da série, tirando inclusive a sua individualidade. Em somente 13 episódios a produção introduziu uma grande gama de personagens que não soube desenvolver, deixando de lado personagens principais e criando tramas paralelas sem nexo a outros. Desperdiçou o potencial de figuras clássicas das HQ’s, apagou caraterísticas raciais da Kory e teve um desfecho bastante amargo, que inclui a morte embaraçosa de Donna Troy. 

    Mesmo com todos esses problemas, Titãs permanece sendo uma das séries mais populares da DC nos streamings, e acabou migrando para a HBO Max. A mudança de casa causou um efeito drástico na produção, que visivelmente teve um aumento de qualidade, tanto na área de efeitos visuais, quanto no roteiro, que agora está mais polido e estruturado, porém, ainda refém de decisões questionáveis feitas no passado. 

    ***** Agora, alerta de spoilers sobre a terceira temporada! *****

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    A primeira cena da temporada mostra um impulsivo Jason Todd indo ao encontro do Coringa sem apoio e utilizando uma substância de aprimoramento ainda desconhecida. E como já esperado, ele morre. A morte de Jason é um tanto quanto apressada, mas serve para movimentar a trama e redirecionar os Titãs para Gotham. A principal questão aqui acontece graças a descaracterização de Bruce Wayne, que adota uma postura fria e insensível, não tendo apresso algum pelo seu antigo protegido e tomando medidas drásticas e extremas ao ponto de soar de forma artificial. Algo que não deve agradar nem um pouco os fãs do herói, apesar da ótima atuação de Ian Glen.

    Outro problema está na atuação de Curran Walters, que não convence como vilão e muitas vezes parece um adolesceste raivoso e carente de atenção, prejudicando a imersão no arco de Jason Todd, o fazendo não parecer uma verdadeira ameaça, mesmo tendo boas cenas de ação. 

    Tirando esses pontos, os primeiros três episódios da temporada acumulam mais acertos do que erros. A interação entre os personagens está muito mais orgânica, com cada um dos heróis recebendo seu devido destaque e interagindo com os demais. O carisma dos atores é muito bem aproveitado e, pela primeira vez na série, eles realmente convencem o público de que são um time. 

    Diferente do ano anterior, as adições ao elenco são bem feitas e contribuem para o desencolhimento da trama como um todo, não sendo só personagens jogados sem importância. Um dos maiores destaques vai para a Comissária Barbara Gordon (Savannah Welch), que rouba a cena com seus diálogos inteligentes e personalidade forte. Não sendo resumida a um antigo interesse amoroso ou uma vítima, auxiliando os Titãs com o mistério do Capuz Vermelho e servindo como um contraponto para insanidade de Gotham. 

    Vale ressaltar o cuidado da produção em escolher uma atriz portadora de deficiência para interpretar a ex-Batgirl. Welch perdeu uma das pernas após um acidente em 2016 e desde então, ela passou a lutar pelos direitos de pessoas com deficiência. 

    Apesar da trama do Capuz Vermelho ser o centro deste primeiro arco da temporada, existem pistas sendo jogadas que serão importantes para o decorrer do ano. Rachel é citada como estando em uma cruzada individual em Themyscira para encontrar um meio de trazer Donna de volta a vida. Kory vem sofrendo com episódios de perda de memória, perdendo o controle de si em alguns momentos, algo que está diretamente ligado à sua irmã Komand’r, a Estrela Negra, que deve ser o grande destaque da segunda metade da temporada. 

    Outros enredos que foram muito bem pincelados e devem ganhar mais corpo com o passar dos episódios, são os questionamentos de Gar sobre ser um super-herói devido a sua incapacidade de se tornar outros animais. A introdução do espirituoso Tim Drake (Jay Lycurgo), um jovem negro que vive em uma realidade mais urbana e desfavorecida de Gotham e que deve assumir o manto de Robin mais para frente, e a possível aposentadoria de Dawn após os trágicos eventos ocorridos no final do terceiro episódio. 

    Em quesitos técnicos, a série teve uma melhora. A paleta de cores ainda permanece em tons frios, mas não está tão escura quanto nos outros anos, o que ajuda a visualizar melhor as cenas de luta. O CGI também evoluiu, em especial nas habilidades da Kory, que parece ser o grande destaque do departamento. As cenas de ação, apesar de poucas, continuam muito bem feitas e variando de acordo com os personagens, o que ajuda a estabelecer as suas personalidades, em especial o Dick Grayson, e se mesclam muito bem com a trilha sonora, que usa músicas mais animadas para contrastar com a violência das cenas.

    Ainda que em meio a certos tropeços, a série parece ter aprendido com a maioria de seus erros e vem se esforçando para não fazer feio em sua nova casa. O começo da temporada desenvolve bem os seus protagonistas e se diverte em meio as suas interações. Ela não está tão obscura quanto antes, e isso acaba sendo benéfico para a trama. Ainda assim, a produção não deixa de chocar, sendo apenas um aperitivo com gostinho de quero mais. 

    Canário Negro | Filme da heroína está em desenvolvimento no streaming HBO Max

    Um filme da heroína Canário Negro, estrelado pela atriz Jurnee Smollett, está em desenvolvimento pelo streaming HBO Max e irá contar com o roteiro de Misha Green, produtora da série sobrenatural “Lovecraft Country”. A informação foi confirmada pelo The Wrap.

    Jurnee irá retornar ao papel depois de sua estreia no filme “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa“, onde a personagem foi retratada como uma cantora boemia no bar do Máscara Negra (Ewan McGregor) e, mais tarde, se fundando a um grupo de vigilância em Gotham City, junto de outras heroínas.

    Ainda está nebuloso se Misha ficará somente responsável pelo roteiro do filme ou também irá dirigi-lo, visto que a mesma está comando outros projetos em paralelo, Tomb Raider 2 para MGM. Sue Kroll produzirá o longa através da sua produtora Kroll & Co. Entertainment, tendo também produzido Aves de Rapina.

    Através de seu Instagram, a atriz confirmou e comemorou a produção, que era bastante almejada pelos fãs.

    “Acho que a Canário está fora da gaiola! Estou muito animada para finalmente embarcar nesta aventura com minha irmã de alma criativa Misha Green”
    Ainda sobre a produção, a roteirista Misha Green falou sobre o projeto.

    “Estamos apenas no início de uma viagem longa para a tela, mas obviamente eu não poderia recusar a chance de por minhas mãos na Canário Negro.”
    O filme vem ao encontro dos anúncios de Batgirl Besouro Azul, que também terão produções solos no serviço de streaming da HBO Max.
    A primeira Canário Negro foi Dinah Drake, foi criada por Robert Knigther e Carmine Infantino, em 1947, na edição número #86 da revista ‘Flash Comics’, sendo retratada como uma grande lutadora e especialista em artes marciais, mas sem super-poderes. Mais tarde, se tornou um dos membro da Sociedade da Justiça e teve uma filha com o policial Larry Lance, Dinah Laurel Lance.
    A criança nasceu com poderes sônicos e foi treinada desde cedo para ser uma grande lutadora, herdando o manto de sua mãe e se tornando uma das principais personagens urbanas da DC Comics, sendo membro e fundadora de diversas equipes, como as Aves de Rapina e a Liga da Justiça. Saiba mais.
    O projeto ainda se encontra em seus estágios iniciais e não possui uma data de estreia até o momento.

    Batman: Urban Legends | HQ que revela a bissexualidade do Robin Tim Drake é sucesso de vendas!

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    Conforme o site Bleeding Cool, “Batman: Urban Legends #6″ esgotou no mercado dos EUA, entre os distribuidores da Lunar e Diamond UK. A edição está a caminho de uma segunda impressão. O título é destaque pelo fato de Tim Drake, o terceiro Robin do Batman, se revelar como bissexual.

    A informação não está implícita na obra, mas a própria DC Comics em um artigo especial confirmou a sexualidade do herói. Até o momento, a editora não revelou nenhuma capa inédita para as novas impressões, mas as chances são de que Tim Drake e Bernard Dowd estampem a HQ na nova tiragem.

    ‘Batman: Urban Legends #6’ é escrita por Chip Zdarsky e Joshua Williamson. A história em que Tim Drake tem um encontro com Bernard, intitulada “Sum of Our Parts”, é escrita por Meghan Fitzmartin e com artes de Belén Ortega.

    Tim Drake retornará em ‘Batman: Urban Legends #10′, com previsão de lançamento para dezembro, nos EUA.

    Stargirl | Confira cinco curiosidades sobre a Lanterna Verde Jade Scott!

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    A estréia da segunda temporada da série Stargirl apresentou a personagem Jenni-Lynn Hayden, mais conhecida como Jade, a filha do primeiro Lanterna Verde, Alan Scott. Se você não conhece a novo heróina interpretada pela atriz Ysa Penarejo, confira aqui cinco curiosidades sobre ela.

    1 – Ela é a filha do Lanterna Verde da Era de Ouro!

    Mencionamos isso acima, mas para mergulhar um pouco mais a fundo, Jade tem pais incomuns nos quadrinhos. Sua mãe é Rose Canton, uma vilã baseada em plantas chamada Thorn, e seu pai é o Alan Scott, o Lanterna Verde da Era de Ouro. Rose temia que sua personalidade dividida como Thorn, prejudicasse seus filhos, então ela secretamente deu Jenni e seu irmão gêmeo para adoção. Isso mesmo, Jade tem um irmão gêmeo!

    Como Jenni, Todd é um super-herói, mas muito diferente dela. Todd arma sombras e luta contra o mal sob o nome de Manto Negro. Enquanto isso, Jade usa a luz como sua arma. Isso mesmo, um irmão usa a luz e o outro usa a escuridão.

    2 – Ela tem um tom de pele incomum…

    Essa parece ser uma diferença entre a Jade da série Stargirl e sua versão dos quadrinhos. Jenni cresceu com uma marca de nascença verde incomum na mão, que foi piorando conforme ela envelhecia, até que todo o seu corpo ficou verde. Isso levantou algumas questões interessantes, já que Jenni nem sabia que foi adotada. Acontece que a biologia da clorofila de Rose, combinada com a exposição de Alan Scott ao Starheart, resultou na cor de pele singular de Jade.

    Ainda assim, embora possa não ser nada fácil ser verde, existem alguns benefícios no caso de Jade. Ela pode controlar o poder do Starheart, o que significa que ela tem a maioria dos poderes de um Lanterna Verde, embora não tenha um anel.

    3 – Ela acalmou a fera Solomon Grundy!

    Solomon Grundy é descrito como uma besta indomável, mas Jade pode ser a única pessoa na Terra que conseguiu acalmar o selvagem vilão. Por anos, Grundy foi uma fera que não era leal a ninguém, mas tudo muda no título “Infinity, Inc. #36″, quando Jade resgatou Grundy de uma geleira. Grundy passou a gostar de Jade e lutou ao lado da Corporação Infinito, embora alguns membros da equipe se sentissem desconfortáveis ​​com o acordo.

    Infelizmente, eles estavam certos em se sentir desconfortáveis. Um grupo de vilões se aproveitou da devoção de Grundy por Jade e o enganou para matar o Sideral em “Infinity, Inc. #51″. Será interessante ver como esse relacionamento se desenrola na atual temporada de Stargirl. Não se esqueça, o Grundy da série ainda está vagando pelos esgotos de Blue Valley…

    4 – Ela foi membro da Tropa dos Lanternas Verdes!

    Quando seu nome de super-herói é Jade, sua pele é verde e seu pai é Alan Scott, é inevitável que você acabe trabalhando com a Tropa dos Lanternas Verdes. Na verdade, Jade é parcialmente responsável pelo renascimento da Tropa. Em “Green Lantern #107″ de 1998, Kyle Rayner encontrou um anel de Lanterna Verde que poderia criar uma duplicata de si mesmo e ele planejou viajar pela galáxia usando o artefato para reconstruir o exército da Tropa. Kyle não queria deixar a Terra sem um Lanterna durante sua odisséia, e Jade alegremente se ofereceu. 

    Na época, Jade havia perdido seus poderes, então o novo anel do Lanterna Verde a ajudou a recuperar um pouco de seu vigor de super-heróina. Ela valentemente defendeu a Terra enquanto Kyle estava fora, permitindo reconstruir a Tropa dos Lanternas Verdes e restaurar o exército galáctico à sua antiga glória.

    5 – Ela já liderou um motim contra o…ASA NOTURNA!

    Jade já foi membro da Liga da Justiça, da Sociedade da Justiça, da Corporação Inifnito e dos Renegados. Seu tempo com este último grupo, em particular, foi notável porque Jade serviu como líder após… um golpe de estado, praticamente. Arsenal e Asa Noturna estavam co-liderando a equipe e não estava indo bem. (havia muitos conflitos internas movidos a testosterona.) Então, em ‘Outsiders #16′ de 2004, Jade decidiu colocar os meninos em seus devidos lugares e assumiu como líder da equipe. É preciso coragem para olhar nos olhos de Roy Harper e Dick Grayson e dizer a eles que você está no comando, mas … bem, também é preciso coragem para invadir a casa da protetora temperamental de Blue Valley. Isso é exatamente o que Jade é!

    A segunda temporada da série ‘Stargirl’ está em exibição no streaming HBO Max.

    Artigo adaptado e traduzido do blog da DC Comics.

    Mulher-Maravilha 1984 | Análise sobre uma Era de Maravilhas

    Nada bom nasce de mentiras.

    Gal Gadot e Patty Jenkins impactaram o universo de super-heróis com a estreia do primeiro Mulher-Maravilha, em 2017, mostrando ao mundo o poder e a importância do protagonismo feminino no gênero, causando um efeito dominó que desencadeou toda uma nova leva de produções estreladas e comandadas por mulheres. Em sua sequência, Jenkins decide levar a maior heroína da cultura pop a outro patamar, mostrando a faceta heróica da personagem e homenageando o seu legado. 

    Diferente do primeiro filme, Mulher-Maravilha 1984 coloca Diana Prince em meio a década de 80, um período de transição e de grande impacto na humanidade, marcada pela promessa de felicidade fácil, impulsionada pela ganância e o desejo. A produção usa da estética e do contexto histórico para criar paralelos com a atualidade, em especial com o comportamento individualista gerado pelo capitalismo. 

    O filme tem uma atmosfera solar e carismática, possuindo uma trama simples, mas cativante. Brincando com os clichês para satirizar comportamentos do período, mas tendo um olhar intimista para os seus personagens. Encontrando um meio termo entre grandiosas sequências de ação e o desenvolvimento emocional dos seus protagonistas, explorando o elemento humano para criação de conflitos, e dando assim, peso as suas ações. 

    Para isso, Patty Jenkins e sua produção optaram por abraçar uma estética campy e exagerada, fazendo uma verdadeira viagem nostálgica, com direito até mesmo a pochetes. A trilha sonora – composta pelo mestre Hans Zimmer – também se mostra como parte crucial para a grandiosidade da produção, auxiliando entre as transições de gêneros ao decorrer da trama. 

    A ação também recebe um novo olhar, que difere da aventura anterior de Diana em meio as trincheiras. Jenkins fez questão de construir cenários práticos e usar do condicionamento físico de seus atores e equipes de dublês para, não só se distanciar do uso excessivo de modelos em computação gráfica, como ocorreu no filme de 2017, mas também como forma de demonstrar o impacto dos feitos de seus personagens.  

    Para criação do estilo de luta da Diana Prince, é essencial entender que agora a heroína se tornou uma guerreira pacífica, escolhendo aposentar a sua espada para lutar por um ideal, o da verdade, usando somente o Laço de Héstia. Apresentando uma técnica mais fluida e artística, prezando pela imobilização e defesa, tendo como grande inspiração as apresentações do Cirque Du Soleil. 

    Foram usados objetos cenográficos para demonstrar a força de Diana e Barbara, dublês e atores são arremessados de um lado para o outro, assim como a aplicação de grandes estruturas e cabos nos cenários práticos. Tudo isso para demonstrar que a produção da DC Comics é digna dos grandes blockbusters. 

    Todos esses elementos são usados para auxiliar o telespectador na imersão em meio a aventura, usando como referência clássicos dos anos 80, como Carruagem de Fogo (1981) e Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida (1981), e histórias tiradas diretamente dos quadrinhos da Era de Bronze para a formulação de características dos personagens, bem como a série dos anos 70 da Mulher-Maravilha, homenageando o legado da atriz Lynda Carter, a outra (e única) encarnação da personagem em live-action na história. 

    É notável ver o cuidado dos roteiristas com as origens da heroína, que vão desde a incorporação da guerreira amazona Asteria (Lynda Carter) na mitologia do DCEU, como algumas escolhas na adaptação para os cinemas. Um dos grandes exemplos disso é visto na Mulher-Leopardo, que, apesar de possuir o nome e algumas características da Barbara Minerva, na realidade pode ser considerada como uma versão da sua primeira encarnação nos quadrinhos, Priscilla Rich, que apareceu pela primeira vez na edição ‘Mulher-Maravilha #6’, em 1943. Tendo seu arco vilanesco voltado a uma fragilidade de ego e sentimento de inferioridade em relação a Diana. 

    Apesar disso, a produção acaba pecando na representação dos povos da região do Médio Oriente e Norte da África, fazendo uma simplificação cultural e política dos lugares, bem como usando de estereótipos ocidentais para a criação de alguns personagens, como o “Rei do Petróleo” Emir Said Bin Abydos (Amr Waked). 

    Em outra vertente, a produção acerta ao demonstrar o perigo da opressão predatória masculina nos arcos de Diana e, principalmente, no de Barbara Minerva (Kristen Wiig). Trazendo um olhar desanimado para a relações de gênero, mostrando um desejo de cobiça dos homens e diferentes tipos de mecanismos de defesa adotados pelas protagonistas para se tornarem presas em suas armadilhas. Demonstrando uma dinâmica que, infelizmente, acaba por ecoar até os dias atuais. 

    A trama utiliza como norte o gótico conto “A Pata do Macaco” (1902), do autor britânico William Wymark Jacobs, para falar sobre o custo da realização de sonhos pessoais através da utilização da simples dinâmica de causa e consequência. Para cada pedido feito um preço é cobrado, que nem todos estão dispostos a pagar. 

    O roteiro uso da Pedra dos Sonhos, um presente amaldiçoado vindo dos deuses, como MacGuffin, um objeto de cobiça entre os protagonistas, que assumem uma posição passiva a partir do final do primeiro ato do longa, ramificando a trama em três direções paralelas e mostrando uma “espiral de sedução” pelas mentiras concebidas pelo artefato. Essas ramificações acabam utilizando alguns elementos de comédia para explorar de maneira simples as consequências do encantamento da pedra, mas sem nunca perder a sua densidade e urgência.

    Diana Prince (Gal Gadot), diferente do primeiro filme, não é mais um ser inocente em meio ao mundo dos homens, estando mais segura de si e esperançosa quanto a humanidade. Porém, se encontra solitária, se recordando das pessoas que já passaram por sua vida. O seu arco está diretamente ligado ao luto e a personagem é facilmente seduzida pelo seu pedido a tanto tempo reprimido, aproveitando a oportunidade para ter algo que lhe foi roubado: um tempo com o seu amado.

    O filme mantém o peso da morte de Steve Trevor (Chris Pine) e cria um cenário único para esse reencontro, sendo a conexão mais direta que existe com o filme de 2017, e mostrando a simbologia de sua perda na vida de Diana através da incapacidade de voar. 

    Ao final, Diana entende que a morte faz parte da vida, e que não se deve tomar atalhos para obter desejos individuais. Durante a sua despedida, o vôo se torna o último presente de Steve para Diana. Isso se torna o eterno elo de conexão entre os dois. Assim, a personagem faz o seu sacrifício final, voltando os olhos para a humanidade e fechando um ciclo para só então, se tornar uma heroína por completo e digna de vestir a Armadura Dourada. 

    Já Barbara Minerva, se vê envolta pela luxúria, ganhando finalmente a atenção que sempre almejou. Inicialmente vendo Diana como uma espécie de modelo, Barbara vai aos poucos se deixando levar pelos poderes sedutores da pedra. Perdendo gradativamente a sua humanidade e abraçando uma postura predatória. Uma transformação que é refletida em seu visual, que abraça cada vez mais a estética punk, até se tornar uma fera por completo. 

    Por fim, temos Maxwell Lorenzano (Pedro Pascal), que é mostrado como uma sátira ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e fruto da cultura de Wall Street nos anos 1980 e da realidade cruel dos imigrantes que partem para conquistar o “sonho americano”. Sendo guiado pela sua ambição e ganância, Lord possuí um desejo insaciável de poder e, por consequência, aos poucos vai perdendo não só a sua força vital, como também o seu bem mais precioso, a paternidade. 

    Todas essas tramas são apresentadas e desenvolvidas até que se convergem ao final do segundo ato e partem para o grande clímax, onde o plano de Lord entra em ação, usando a mídia como um meio para “tocar” a população e, com isso, realizar os seus desejos, mas por um preço. A sua vitalidade.

    Mas, antes de enfrentar Lord, Diana reencontra a sua velha amiga Barbara, agora completamente entregue a sua natureza selvagem. A cena foca no combate físico, tendo uma fotografia soturna para criar uma atmosfera de tensão, com Minerva usando de seus instintos e furtividade. Por fim, Diana acaba levando a melhor, mas, ao contrário de muitas obras do gênero, a personagem não mata a sua antagonista, deixando-a apenas incapacitada.

    Após a batalha feroz, a heroína se dirige a real ameaça e, não vendo outra forma de agir, ela sorrateiramente prende o Laço de Héstia em Max e expande o seu poder para clamar ao mundo e lhes mostrar a verdade de suas ações, em uma cena tocante, ao som de “Beautiful Lie”, da trilha sonora de Batman Vs Superman (2016), onde a heroína se mostra vulnerável e falha.

    (…) Porque você não foi o único que imaginou um mundo onde tudo fosse diferente. Um mundo onde todos fossem amados, vistos e compreendidos. (…) Mas, a que preço? Está vendo a verdade?

    Neste momento, Diana se eleva ao status de divindade, mostrando a humanidade a mais pura e genuína verdade, fazendo reconhecer o seu egoísmo, causando uma comoção em nível global. Max renuncia ao seu pedido e corre para os braços de seu filho Alistair (Lucian Perez). Barbara tem um final ambíguo, não deixando claro se ela abdicou de todos os seus pedidos, vendo um pôr do sol amargo depois da derrota. 

    A humanidade renúncia de seu egoísmo em prol da coletividade, estabelecendo uma conexão de forma acidental com o contexto pandemico em que o filme foi lançado e fechando um ciclo iniciado no flashback em Themyscira, com Diana ensinando uma lição para todo o mundo sobre a verdade. O filme se encerra durante a época do Natal e mostra Diana em paz, contemplando a humanidade de perto, estando novamente aberta para se reconectar com aqueles que jurou proteger.  

    Mulher-Maravilha 1984 é um filme mais consistente do que seu anterior, falando sobre a natureza do ser humano. Ele expandinde a mitologia da heroína, apresenta conceitos e personagens que permeiam o universo das HQ’s e faz um tributo ao passado, a aproximando dos ideais de William Moulton Marston quando criou a personagem, em 1941. A produção se desvencilha de vez do tom niilista dos primórdios do DCEU, adotando uma visão mais ingênua do super-herói clássico.  

    Infinite Frontier | Grandes mudanças no multiverso DC dos quadrinhos

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    A saga ‘Infinite Frontier’, escrita por Joshua Williamson e com artes do Xermanico está sendo publicada atualmente nos EUA. O agora Omniverse, passou por uma infinidade de crises e reinicializações ao longo dos anos para contar novas histórias. Após a recente reinicialização com ‘Dark Nights: Death Metal’, o conceito principal é que toda a história da DC importa. Williamson em conversa com o site The Beat, comenta que agora há uma necessidade de escolha por parte dos escritores, considerando o que aconteceu e o que não aconteceu.

    “Eu meio que escolho.” afirma Williamson. “Eu sinto que tudo o que aconteceu antes d’Os Novos 52 realmente aconteceu, e fica turvo em alguns momentos, obviamente. Mas você meio que escolhe o que funciona melhor para você e sua história.”

    Thomas Wayne e Calvin Ellis em ‘Infinite Frontier #4’.

    E o grande acerto do título até o momento são suas escolhas. O destaque desse arco fica nas relações entre o Superman Presidente da Terra-23 e o Batman Thomas Wayne do Flashpoint. Os quadros ganham em qualidade sempre que a dupla está em conjunto, e acredito que isso seja pelo legado de ambos os personagens. Eles são cativantes e possuem um grande carinho do público. Sabiamente, Williamson cria uma atmosfera amigável entre os dois e com missões importantes para o multiverso.

    Desde o início da saga, dois grandes temas recorrentes são abordados; o primeiro deles; todos no Multiverso estão cientes da existência do Multiverso. Isso mesmo. A humanidade de todas as Terras sabem que existem realidades paralelas. E esse é o grande plot da trama, justamente sobre o quão perigoso isso pode ser. Inclusive, há até mesmo semelhanças com a nossa realidade, como a presença de negacionistas que acreditam que o Multiverso é algo ruim, com cenas interessantes sobre esses momentos.

    “Há outras versões de você por aí? […] Escute especialistas explicarem porque você deve temer o Multiverso.”.

    Em segundo lugar, o multiverso está deixando todos com medo de invasores, a ponto de tomar medidas preventivas. Isso levou à formação de duas equipes: A Justiça Encarnada e A Totalidade, que se encarregam de monitorar as mudanças no multiverso. Há também uma outra equipe que está tomando medidas preventivas: o Departamento de Operações Extranormais (DEO), uma organização que historicamente investigou ameaças de metahumanos e alienígenas. Ao longo de Infinite Frontier, o DEO tem identificado e capturado refugiados e heróis do Multiverso que deveriam estar mortos e os remove da Terra-0. Uma parte significativa desses heróis são membros da Sociedade da Justiça, o que de certa forma não faz sentido considerando que eles são nativos da Terra-0 desde que Crise nas Infinitas Terras fundiu o multiverso original em uma única Terra.

    Outro time de heróis que temos na saga é uma variação da clássica Corporação Infinito. Com um lugar no universo alternativo da Terra-2, onde os heróis da Era de Ouro prosperaram no multiverso Pré-Crise nas Infinitas Terras, a chamada Infinity, Inc. foi originalmente formada e liderada pelo primeiro Sideral e consistia em jovens super-heróis que herdaram o legado de várias figuras da Sociedade da Justiça, mas que foi negada sua admissão na Sociedade da Justiça (algo semelhante aos Jovens Titãs para a Liga da Justiça). A formação em Infinite Frontier conta com Jade, Poderosa, Detonador, Esmága-Átomo e a Wildcat de Yolanda Montez.

    Recentemente, na última edição lançada nos EUA, Infinite Frontier #4 revela que esses não são os únicos grupos tentando proteger o novo Omniverse das ameaças cósmicas. Acontece que um dos membros da Justiça Encarnada, o Machinehead, estava montando a sua própria equipe: a Injustiça Encarnada.

    Dentre os personagens dessa nova equipe de vilões, temos Superwoman, Lady Quark, o Coringa da Tropa Sinestro, Dr. Silvana e Magog.

    Com todos na Terra-0 se lembrando de suas histórias passadas, esse conhecimento sobre tudo que aconteceu e propriamente a existência do Multiverso, parece estar inspirando novas invasões. Uma dessas invasões resultou na destruição da Terra-8 de Machinehead. Como resultado, seu raciocínio foi montar a Injustiça Encarnada com o objetivo de não destruir o Multiverso, mas sim mantê-lo separado.

    Recentemente, a DC anunciou um título solo da Liga da Justiça Encarnada, que deverá apresentar desdobramentos da saga Infinite Frontier. Não há até o momento data de lançamento desses títulos no Brasil.