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Titãs | Primeiras impressões sobre a 3ª temporada

Em meio a altos e baixos, Titãs estreou recentemente na HBO Max dos EUA, mais consciente de seu universo e dos personagens que o compõe, investindo na dinâmica e entrosamento da equipe, o que acaba contribuindo para os seus desenvolvimentos individuais, mas ainda sim sofre com os erros de seus anos anteriores. 

Aparecendo pela primeira vez em 1964, na revista “The Brave and the Bold”, a equipe surgiu através da união de sidekicks como Robin, Kid Flash, Aqualad e, mais tarde, Moça-Maravilha e Ricardito, mas foi só na década de 80 que a equipe se destacou nos gibis, graças ao trabalho de Marv Wolfman e George Pérez, que reestruturou o time, introduzindo personagens e conceitos que ecoam até os dias de hoje. 

Em 2018, estreava no então serviço de streaming DC Universe uma série baseada na formação dos Novos Titãs, criada por Akiva Goldsman, Geoff Johns e Greg Berlanti. A primeira temporada tinha como foco principal a jornada de Dick Grayson (Brenton Thwaites) precisando voltar a sua velha vida de vigilante após o aparecimento de Rachel Roth (Teagan Croft), uma jovem com estranhas ligações demoníacas. Ao longo da jornada outros rostos acabam se unindo a equipe como Gar Logan (Ryan Potter), um adolesceste com habilidade de virar um grande tigre verde, Kory Anders (Anna Diop), uma colorida e poderosa alienígena sem memórias, Jason Todd (Curran Walters), o mais novo Robin, e os antigos parceiros de Dick, Donna Troy (Conor Leslie), Dawn Granger (Minka Kelly) e Hank Hall (Alan Ritchson). 

Por conta de problemas nos bastidores, a temporada sofreu alguns cortes e refilmagens, que acabaram prejudicando o desenvolvimento de personagens como Kory e Rachel, dando um destaque desproporcional ao arco do Dick, que acabou se tornando o ponto base da série. Entretanto, a produção ainda tinha personalidade e encantou os fãs. Porém, isso tudo mudou com a segunda temporada. 

Os problemas do segundo ano são extensos e prejudicou – e muito – a qualidade da série, tirando inclusive a sua individualidade. Em somente 13 episódios a produção introduziu uma grande gama de personagens que não soube desenvolver, deixando de lado personagens principais e criando tramas paralelas sem nexo a outros. Desperdiçou o potencial de figuras clássicas das HQ’s, apagou caraterísticas raciais da Kory e teve um desfecho bastante amargo, que inclui a morte embaraçosa de Donna Troy. 

Mesmo com todos esses problemas, Titãs permanece sendo uma das séries mais populares da DC nos streamings, e acabou migrando para a HBO Max. A mudança de casa causou um efeito drástico na produção, que visivelmente teve um aumento de qualidade, tanto na área de efeitos visuais, quanto no roteiro, que agora está mais polido e estruturado, porém, ainda refém de decisões questionáveis feitas no passado. 

***** Agora, alerta de spoilers sobre a terceira temporada! *****

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A primeira cena da temporada mostra um impulsivo Jason Todd indo ao encontro do Coringa sem apoio e utilizando uma substância de aprimoramento ainda desconhecida. E como já esperado, ele morre. A morte de Jason é um tanto quanto apressada, mas serve para movimentar a trama e redirecionar os Titãs para Gotham. A principal questão aqui acontece graças a descaracterização de Bruce Wayne, que adota uma postura fria e insensível, não tendo apresso algum pelo seu antigo protegido e tomando medidas drásticas e extremas ao ponto de soar de forma artificial. Algo que não deve agradar nem um pouco os fãs do herói, apesar da ótima atuação de Ian Glen.

Outro problema está na atuação de Curran Walters, que não convence como vilão e muitas vezes parece um adolesceste raivoso e carente de atenção, prejudicando a imersão no arco de Jason Todd, o fazendo não parecer uma verdadeira ameaça, mesmo tendo boas cenas de ação. 

Tirando esses pontos, os primeiros três episódios da temporada acumulam mais acertos do que erros. A interação entre os personagens está muito mais orgânica, com cada um dos heróis recebendo seu devido destaque e interagindo com os demais. O carisma dos atores é muito bem aproveitado e, pela primeira vez na série, eles realmente convencem o público de que são um time. 

Diferente do ano anterior, as adições ao elenco são bem feitas e contribuem para o desencolhimento da trama como um todo, não sendo só personagens jogados sem importância. Um dos maiores destaques vai para a Comissária Barbara Gordon (Savannah Welch), que rouba a cena com seus diálogos inteligentes e personalidade forte. Não sendo resumida a um antigo interesse amoroso ou uma vítima, auxiliando os Titãs com o mistério do Capuz Vermelho e servindo como um contraponto para insanidade de Gotham. 

Vale ressaltar o cuidado da produção em escolher uma atriz portadora de deficiência para interpretar a ex-Batgirl. Welch perdeu uma das pernas após um acidente em 2016 e desde então, ela passou a lutar pelos direitos de pessoas com deficiência. 

Apesar da trama do Capuz Vermelho ser o centro deste primeiro arco da temporada, existem pistas sendo jogadas que serão importantes para o decorrer do ano. Rachel é citada como estando em uma cruzada individual em Themyscira para encontrar um meio de trazer Donna de volta a vida. Kory vem sofrendo com episódios de perda de memória, perdendo o controle de si em alguns momentos, algo que está diretamente ligado à sua irmã Komand’r, a Estrela Negra, que deve ser o grande destaque da segunda metade da temporada. 

Outros enredos que foram muito bem pincelados e devem ganhar mais corpo com o passar dos episódios, são os questionamentos de Gar sobre ser um super-herói devido a sua incapacidade de se tornar outros animais. A introdução do espirituoso Tim Drake (Jay Lycurgo), um jovem negro que vive em uma realidade mais urbana e desfavorecida de Gotham e que deve assumir o manto de Robin mais para frente, e a possível aposentadoria de Dawn após os trágicos eventos ocorridos no final do terceiro episódio. 

Em quesitos técnicos, a série teve uma melhora. A paleta de cores ainda permanece em tons frios, mas não está tão escura quanto nos outros anos, o que ajuda a visualizar melhor as cenas de luta. O CGI também evoluiu, em especial nas habilidades da Kory, que parece ser o grande destaque do departamento. As cenas de ação, apesar de poucas, continuam muito bem feitas e variando de acordo com os personagens, o que ajuda a estabelecer as suas personalidades, em especial o Dick Grayson, e se mesclam muito bem com a trilha sonora, que usa músicas mais animadas para contrastar com a violência das cenas.

Ainda que em meio a certos tropeços, a série parece ter aprendido com a maioria de seus erros e vem se esforçando para não fazer feio em sua nova casa. O começo da temporada desenvolve bem os seus protagonistas e se diverte em meio as suas interações. Ela não está tão obscura quanto antes, e isso acaba sendo benéfico para a trama. Ainda assim, a produção não deixa de chocar, sendo apenas um aperitivo com gostinho de quero mais. 

Canário Negro | Filme da heroína está em desenvolvimento no streaming HBO Max

Um filme da heroína Canário Negro, estrelado pela atriz Jurnee Smollett, está em desenvolvimento pelo streaming HBO Max e irá contar com o roteiro de Misha Green, produtora da série sobrenatural “Lovecraft Country”. A informação foi confirmada pelo The Wrap.

Jurnee irá retornar ao papel depois de sua estreia no filme “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa“, onde a personagem foi retratada como uma cantora boemia no bar do Máscara Negra (Ewan McGregor) e, mais tarde, se fundando a um grupo de vigilância em Gotham City, junto de outras heroínas.

Ainda está nebuloso se Misha ficará somente responsável pelo roteiro do filme ou também irá dirigi-lo, visto que a mesma está comando outros projetos em paralelo, Tomb Raider 2 para MGM. Sue Kroll produzirá o longa através da sua produtora Kroll & Co. Entertainment, tendo também produzido Aves de Rapina.

Através de seu Instagram, a atriz confirmou e comemorou a produção, que era bastante almejada pelos fãs.

“Acho que a Canário está fora da gaiola! Estou muito animada para finalmente embarcar nesta aventura com minha irmã de alma criativa Misha Green”
Ainda sobre a produção, a roteirista Misha Green falou sobre o projeto.

“Estamos apenas no início de uma viagem longa para a tela, mas obviamente eu não poderia recusar a chance de por minhas mãos na Canário Negro.”
O filme vem ao encontro dos anúncios de Batgirl Besouro Azul, que também terão produções solos no serviço de streaming da HBO Max.
A primeira Canário Negro foi Dinah Drake, foi criada por Robert Knigther e Carmine Infantino, em 1947, na edição número #86 da revista ‘Flash Comics’, sendo retratada como uma grande lutadora e especialista em artes marciais, mas sem super-poderes. Mais tarde, se tornou um dos membro da Sociedade da Justiça e teve uma filha com o policial Larry Lance, Dinah Laurel Lance.
A criança nasceu com poderes sônicos e foi treinada desde cedo para ser uma grande lutadora, herdando o manto de sua mãe e se tornando uma das principais personagens urbanas da DC Comics, sendo membro e fundadora de diversas equipes, como as Aves de Rapina e a Liga da Justiça. Saiba mais.
O projeto ainda se encontra em seus estágios iniciais e não possui uma data de estreia até o momento.

Batman: Urban Legends | HQ que revela a bissexualidade do Robin Tim Drake é sucesso de vendas!

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Conforme o site Bleeding Cool, “Batman: Urban Legends #6″ esgotou no mercado dos EUA, entre os distribuidores da Lunar e Diamond UK. A edição está a caminho de uma segunda impressão. O título é destaque pelo fato de Tim Drake, o terceiro Robin do Batman, se revelar como bissexual.

A informação não está implícita na obra, mas a própria DC Comics em um artigo especial confirmou a sexualidade do herói. Até o momento, a editora não revelou nenhuma capa inédita para as novas impressões, mas as chances são de que Tim Drake e Bernard Dowd estampem a HQ na nova tiragem.

‘Batman: Urban Legends #6’ é escrita por Chip Zdarsky e Joshua Williamson. A história em que Tim Drake tem um encontro com Bernard, intitulada “Sum of Our Parts”, é escrita por Meghan Fitzmartin e com artes de Belén Ortega.

Tim Drake retornará em ‘Batman: Urban Legends #10′, com previsão de lançamento para dezembro, nos EUA.

Stargirl | Confira cinco curiosidades sobre a Lanterna Verde Jade Scott!

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A estréia da segunda temporada da série Stargirl apresentou a personagem Jenni-Lynn Hayden, mais conhecida como Jade, a filha do primeiro Lanterna Verde, Alan Scott. Se você não conhece a novo heróina interpretada pela atriz Ysa Penarejo, confira aqui cinco curiosidades sobre ela.

1 – Ela é a filha do Lanterna Verde da Era de Ouro!

Mencionamos isso acima, mas para mergulhar um pouco mais a fundo, Jade tem pais incomuns nos quadrinhos. Sua mãe é Rose Canton, uma vilã baseada em plantas chamada Thorn, e seu pai é o Alan Scott, o Lanterna Verde da Era de Ouro. Rose temia que sua personalidade dividida como Thorn, prejudicasse seus filhos, então ela secretamente deu Jenni e seu irmão gêmeo para adoção. Isso mesmo, Jade tem um irmão gêmeo!

Como Jenni, Todd é um super-herói, mas muito diferente dela. Todd arma sombras e luta contra o mal sob o nome de Manto Negro. Enquanto isso, Jade usa a luz como sua arma. Isso mesmo, um irmão usa a luz e o outro usa a escuridão.

2 – Ela tem um tom de pele incomum…

Essa parece ser uma diferença entre a Jade da série Stargirl e sua versão dos quadrinhos. Jenni cresceu com uma marca de nascença verde incomum na mão, que foi piorando conforme ela envelhecia, até que todo o seu corpo ficou verde. Isso levantou algumas questões interessantes, já que Jenni nem sabia que foi adotada. Acontece que a biologia da clorofila de Rose, combinada com a exposição de Alan Scott ao Starheart, resultou na cor de pele singular de Jade.

Ainda assim, embora possa não ser nada fácil ser verde, existem alguns benefícios no caso de Jade. Ela pode controlar o poder do Starheart, o que significa que ela tem a maioria dos poderes de um Lanterna Verde, embora não tenha um anel.

3 – Ela acalmou a fera Solomon Grundy!

Solomon Grundy é descrito como uma besta indomável, mas Jade pode ser a única pessoa na Terra que conseguiu acalmar o selvagem vilão. Por anos, Grundy foi uma fera que não era leal a ninguém, mas tudo muda no título “Infinity, Inc. #36″, quando Jade resgatou Grundy de uma geleira. Grundy passou a gostar de Jade e lutou ao lado da Corporação Infinito, embora alguns membros da equipe se sentissem desconfortáveis ​​com o acordo.

Infelizmente, eles estavam certos em se sentir desconfortáveis. Um grupo de vilões se aproveitou da devoção de Grundy por Jade e o enganou para matar o Sideral em “Infinity, Inc. #51″. Será interessante ver como esse relacionamento se desenrola na atual temporada de Stargirl. Não se esqueça, o Grundy da série ainda está vagando pelos esgotos de Blue Valley…

4 – Ela foi membro da Tropa dos Lanternas Verdes!

Quando seu nome de super-herói é Jade, sua pele é verde e seu pai é Alan Scott, é inevitável que você acabe trabalhando com a Tropa dos Lanternas Verdes. Na verdade, Jade é parcialmente responsável pelo renascimento da Tropa. Em “Green Lantern #107″ de 1998, Kyle Rayner encontrou um anel de Lanterna Verde que poderia criar uma duplicata de si mesmo e ele planejou viajar pela galáxia usando o artefato para reconstruir o exército da Tropa. Kyle não queria deixar a Terra sem um Lanterna durante sua odisséia, e Jade alegremente se ofereceu. 

Na época, Jade havia perdido seus poderes, então o novo anel do Lanterna Verde a ajudou a recuperar um pouco de seu vigor de super-heróina. Ela valentemente defendeu a Terra enquanto Kyle estava fora, permitindo reconstruir a Tropa dos Lanternas Verdes e restaurar o exército galáctico à sua antiga glória.

5 – Ela já liderou um motim contra o…ASA NOTURNA!

Jade já foi membro da Liga da Justiça, da Sociedade da Justiça, da Corporação Inifnito e dos Renegados. Seu tempo com este último grupo, em particular, foi notável porque Jade serviu como líder após… um golpe de estado, praticamente. Arsenal e Asa Noturna estavam co-liderando a equipe e não estava indo bem. (havia muitos conflitos internas movidos a testosterona.) Então, em ‘Outsiders #16′ de 2004, Jade decidiu colocar os meninos em seus devidos lugares e assumiu como líder da equipe. É preciso coragem para olhar nos olhos de Roy Harper e Dick Grayson e dizer a eles que você está no comando, mas … bem, também é preciso coragem para invadir a casa da protetora temperamental de Blue Valley. Isso é exatamente o que Jade é!

A segunda temporada da série ‘Stargirl’ está em exibição no streaming HBO Max.

Artigo adaptado e traduzido do blog da DC Comics.

Mulher-Maravilha 1984 | Análise sobre uma Era de Maravilhas

Nada bom nasce de mentiras.

Gal Gadot e Patty Jenkins impactaram o universo de super-heróis com a estreia do primeiro Mulher-Maravilha, em 2017, mostrando ao mundo o poder e a importância do protagonismo feminino no gênero, causando um efeito dominó que desencadeou toda uma nova leva de produções estreladas e comandadas por mulheres. Em sua sequência, Jenkins decide levar a maior heroína da cultura pop a outro patamar, mostrando a faceta heróica da personagem e homenageando o seu legado. 

Diferente do primeiro filme, Mulher-Maravilha 1984 coloca Diana Prince em meio a década de 80, um período de transição e de grande impacto na humanidade, marcada pela promessa de felicidade fácil, impulsionada pela ganância e o desejo. A produção usa da estética e do contexto histórico para criar paralelos com a atualidade, em especial com o comportamento individualista gerado pelo capitalismo. 

O filme tem uma atmosfera solar e carismática, possuindo uma trama simples, mas cativante. Brincando com os clichês para satirizar comportamentos do período, mas tendo um olhar intimista para os seus personagens. Encontrando um meio termo entre grandiosas sequências de ação e o desenvolvimento emocional dos seus protagonistas, explorando o elemento humano para criação de conflitos, e dando assim, peso as suas ações. 

Para isso, Patty Jenkins e sua produção optaram por abraçar uma estética campy e exagerada, fazendo uma verdadeira viagem nostálgica, com direito até mesmo a pochetes. A trilha sonora – composta pelo mestre Hans Zimmer – também se mostra como parte crucial para a grandiosidade da produção, auxiliando entre as transições de gêneros ao decorrer da trama. 

A ação também recebe um novo olhar, que difere da aventura anterior de Diana em meio as trincheiras. Jenkins fez questão de construir cenários práticos e usar do condicionamento físico de seus atores e equipes de dublês para, não só se distanciar do uso excessivo de modelos em computação gráfica, como ocorreu no filme de 2017, mas também como forma de demonstrar o impacto dos feitos de seus personagens.  

Para criação do estilo de luta da Diana Prince, é essencial entender que agora a heroína se tornou uma guerreira pacífica, escolhendo aposentar a sua espada para lutar por um ideal, o da verdade, usando somente o Laço de Héstia. Apresentando uma técnica mais fluida e artística, prezando pela imobilização e defesa, tendo como grande inspiração as apresentações do Cirque Du Soleil. 

Foram usados objetos cenográficos para demonstrar a força de Diana e Barbara, dublês e atores são arremessados de um lado para o outro, assim como a aplicação de grandes estruturas e cabos nos cenários práticos. Tudo isso para demonstrar que a produção da DC Comics é digna dos grandes blockbusters. 

Todos esses elementos são usados para auxiliar o telespectador na imersão em meio a aventura, usando como referência clássicos dos anos 80, como Carruagem de Fogo (1981) e Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida (1981), e histórias tiradas diretamente dos quadrinhos da Era de Bronze para a formulação de características dos personagens, bem como a série dos anos 70 da Mulher-Maravilha, homenageando o legado da atriz Lynda Carter, a outra (e única) encarnação da personagem em live-action na história. 

É notável ver o cuidado dos roteiristas com as origens da heroína, que vão desde a incorporação da guerreira amazona Asteria (Lynda Carter) na mitologia do DCEU, como algumas escolhas na adaptação para os cinemas. Um dos grandes exemplos disso é visto na Mulher-Leopardo, que, apesar de possuir o nome e algumas características da Barbara Minerva, na realidade pode ser considerada como uma versão da sua primeira encarnação nos quadrinhos, Priscilla Rich, que apareceu pela primeira vez na edição ‘Mulher-Maravilha #6’, em 1943. Tendo seu arco vilanesco voltado a uma fragilidade de ego e sentimento de inferioridade em relação a Diana. 

Apesar disso, a produção acaba pecando na representação dos povos da região do Médio Oriente e Norte da África, fazendo uma simplificação cultural e política dos lugares, bem como usando de estereótipos ocidentais para a criação de alguns personagens, como o “Rei do Petróleo” Emir Said Bin Abydos (Amr Waked). 

Em outra vertente, a produção acerta ao demonstrar o perigo da opressão predatória masculina nos arcos de Diana e, principalmente, no de Barbara Minerva (Kristen Wiig). Trazendo um olhar desanimado para a relações de gênero, mostrando um desejo de cobiça dos homens e diferentes tipos de mecanismos de defesa adotados pelas protagonistas para se tornarem presas em suas armadilhas. Demonstrando uma dinâmica que, infelizmente, acaba por ecoar até os dias atuais. 

A trama utiliza como norte o gótico conto “A Pata do Macaco” (1902), do autor britânico William Wymark Jacobs, para falar sobre o custo da realização de sonhos pessoais através da utilização da simples dinâmica de causa e consequência. Para cada pedido feito um preço é cobrado, que nem todos estão dispostos a pagar. 

O roteiro uso da Pedra dos Sonhos, um presente amaldiçoado vindo dos deuses, como MacGuffin, um objeto de cobiça entre os protagonistas, que assumem uma posição passiva a partir do final do primeiro ato do longa, ramificando a trama em três direções paralelas e mostrando uma “espiral de sedução” pelas mentiras concebidas pelo artefato. Essas ramificações acabam utilizando alguns elementos de comédia para explorar de maneira simples as consequências do encantamento da pedra, mas sem nunca perder a sua densidade e urgência.

Diana Prince (Gal Gadot), diferente do primeiro filme, não é mais um ser inocente em meio ao mundo dos homens, estando mais segura de si e esperançosa quanto a humanidade. Porém, se encontra solitária, se recordando das pessoas que já passaram por sua vida. O seu arco está diretamente ligado ao luto e a personagem é facilmente seduzida pelo seu pedido a tanto tempo reprimido, aproveitando a oportunidade para ter algo que lhe foi roubado: um tempo com o seu amado.

O filme mantém o peso da morte de Steve Trevor (Chris Pine) e cria um cenário único para esse reencontro, sendo a conexão mais direta que existe com o filme de 2017, e mostrando a simbologia de sua perda na vida de Diana através da incapacidade de voar. 

Ao final, Diana entende que a morte faz parte da vida, e que não se deve tomar atalhos para obter desejos individuais. Durante a sua despedida, o vôo se torna o último presente de Steve para Diana. Isso se torna o eterno elo de conexão entre os dois. Assim, a personagem faz o seu sacrifício final, voltando os olhos para a humanidade e fechando um ciclo para só então, se tornar uma heroína por completo e digna de vestir a Armadura Dourada. 

Já Barbara Minerva, se vê envolta pela luxúria, ganhando finalmente a atenção que sempre almejou. Inicialmente vendo Diana como uma espécie de modelo, Barbara vai aos poucos se deixando levar pelos poderes sedutores da pedra. Perdendo gradativamente a sua humanidade e abraçando uma postura predatória. Uma transformação que é refletida em seu visual, que abraça cada vez mais a estética punk, até se tornar uma fera por completo. 

Por fim, temos Maxwell Lorenzano (Pedro Pascal), que é mostrado como uma sátira ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e fruto da cultura de Wall Street nos anos 1980 e da realidade cruel dos imigrantes que partem para conquistar o “sonho americano”. Sendo guiado pela sua ambição e ganância, Lord possuí um desejo insaciável de poder e, por consequência, aos poucos vai perdendo não só a sua força vital, como também o seu bem mais precioso, a paternidade. 

Todas essas tramas são apresentadas e desenvolvidas até que se convergem ao final do segundo ato e partem para o grande clímax, onde o plano de Lord entra em ação, usando a mídia como um meio para “tocar” a população e, com isso, realizar os seus desejos, mas por um preço. A sua vitalidade.

Mas, antes de enfrentar Lord, Diana reencontra a sua velha amiga Barbara, agora completamente entregue a sua natureza selvagem. A cena foca no combate físico, tendo uma fotografia soturna para criar uma atmosfera de tensão, com Minerva usando de seus instintos e furtividade. Por fim, Diana acaba levando a melhor, mas, ao contrário de muitas obras do gênero, a personagem não mata a sua antagonista, deixando-a apenas incapacitada.

Após a batalha feroz, a heroína se dirige a real ameaça e, não vendo outra forma de agir, ela sorrateiramente prende o Laço de Héstia em Max e expande o seu poder para clamar ao mundo e lhes mostrar a verdade de suas ações, em uma cena tocante, ao som de “Beautiful Lie”, da trilha sonora de Batman Vs Superman (2016), onde a heroína se mostra vulnerável e falha.

(…) Porque você não foi o único que imaginou um mundo onde tudo fosse diferente. Um mundo onde todos fossem amados, vistos e compreendidos. (…) Mas, a que preço? Está vendo a verdade?

Neste momento, Diana se eleva ao status de divindade, mostrando a humanidade a mais pura e genuína verdade, fazendo reconhecer o seu egoísmo, causando uma comoção em nível global. Max renuncia ao seu pedido e corre para os braços de seu filho Alistair (Lucian Perez). Barbara tem um final ambíguo, não deixando claro se ela abdicou de todos os seus pedidos, vendo um pôr do sol amargo depois da derrota. 

A humanidade renúncia de seu egoísmo em prol da coletividade, estabelecendo uma conexão de forma acidental com o contexto pandemico em que o filme foi lançado e fechando um ciclo iniciado no flashback em Themyscira, com Diana ensinando uma lição para todo o mundo sobre a verdade. O filme se encerra durante a época do Natal e mostra Diana em paz, contemplando a humanidade de perto, estando novamente aberta para se reconectar com aqueles que jurou proteger.  

Mulher-Maravilha 1984 é um filme mais consistente do que seu anterior, falando sobre a natureza do ser humano. Ele expandinde a mitologia da heroína, apresenta conceitos e personagens que permeiam o universo das HQ’s e faz um tributo ao passado, a aproximando dos ideais de William Moulton Marston quando criou a personagem, em 1941. A produção se desvencilha de vez do tom niilista dos primórdios do DCEU, adotando uma visão mais ingênua do super-herói clássico.  

Infinite Frontier | Grandes mudanças no multiverso DC dos quadrinhos

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A saga ‘Infinite Frontier’, escrita por Joshua Williamson e com artes do Xermanico está sendo publicada atualmente nos EUA. O agora Omniverse, passou por uma infinidade de crises e reinicializações ao longo dos anos para contar novas histórias. Após a recente reinicialização com ‘Dark Nights: Death Metal’, o conceito principal é que toda a história da DC importa. Williamson em conversa com o site The Beat, comenta que agora há uma necessidade de escolha por parte dos escritores, considerando o que aconteceu e o que não aconteceu.

“Eu meio que escolho.” afirma Williamson. “Eu sinto que tudo o que aconteceu antes d’Os Novos 52 realmente aconteceu, e fica turvo em alguns momentos, obviamente. Mas você meio que escolhe o que funciona melhor para você e sua história.”

Thomas Wayne e Calvin Ellis em ‘Infinite Frontier #4’.

E o grande acerto do título até o momento são suas escolhas. O destaque desse arco fica nas relações entre o Superman Presidente da Terra-23 e o Batman Thomas Wayne do Flashpoint. Os quadros ganham em qualidade sempre que a dupla está em conjunto, e acredito que isso seja pelo legado de ambos os personagens. Eles são cativantes e possuem um grande carinho do público. Sabiamente, Williamson cria uma atmosfera amigável entre os dois e com missões importantes para o multiverso.

Desde o início da saga, dois grandes temas recorrentes são abordados; o primeiro deles; todos no Multiverso estão cientes da existência do Multiverso. Isso mesmo. A humanidade de todas as Terras sabem que existem realidades paralelas. E esse é o grande plot da trama, justamente sobre o quão perigoso isso pode ser. Inclusive, há até mesmo semelhanças com a nossa realidade, como a presença de negacionistas que acreditam que o Multiverso é algo ruim, com cenas interessantes sobre esses momentos.

“Há outras versões de você por aí? […] Escute especialistas explicarem porque você deve temer o Multiverso.”.

Em segundo lugar, o multiverso está deixando todos com medo de invasores, a ponto de tomar medidas preventivas. Isso levou à formação de duas equipes: A Justiça Encarnada e A Totalidade, que se encarregam de monitorar as mudanças no multiverso. Há também uma outra equipe que está tomando medidas preventivas: o Departamento de Operações Extranormais (DEO), uma organização que historicamente investigou ameaças de metahumanos e alienígenas. Ao longo de Infinite Frontier, o DEO tem identificado e capturado refugiados e heróis do Multiverso que deveriam estar mortos e os remove da Terra-0. Uma parte significativa desses heróis são membros da Sociedade da Justiça, o que de certa forma não faz sentido considerando que eles são nativos da Terra-0 desde que Crise nas Infinitas Terras fundiu o multiverso original em uma única Terra.

Outro time de heróis que temos na saga é uma variação da clássica Corporação Infinito. Com um lugar no universo alternativo da Terra-2, onde os heróis da Era de Ouro prosperaram no multiverso Pré-Crise nas Infinitas Terras, a chamada Infinity, Inc. foi originalmente formada e liderada pelo primeiro Sideral e consistia em jovens super-heróis que herdaram o legado de várias figuras da Sociedade da Justiça, mas que foi negada sua admissão na Sociedade da Justiça (algo semelhante aos Jovens Titãs para a Liga da Justiça). A formação em Infinite Frontier conta com Jade, Poderosa, Detonador, Esmága-Átomo e a Wildcat de Yolanda Montez.

Recentemente, na última edição lançada nos EUA, Infinite Frontier #4 revela que esses não são os únicos grupos tentando proteger o novo Omniverse das ameaças cósmicas. Acontece que um dos membros da Justiça Encarnada, o Machinehead, estava montando a sua própria equipe: a Injustiça Encarnada.

Dentre os personagens dessa nova equipe de vilões, temos Superwoman, Lady Quark, o Coringa da Tropa Sinestro, Dr. Silvana e Magog.

Com todos na Terra-0 se lembrando de suas histórias passadas, esse conhecimento sobre tudo que aconteceu e propriamente a existência do Multiverso, parece estar inspirando novas invasões. Uma dessas invasões resultou na destruição da Terra-8 de Machinehead. Como resultado, seu raciocínio foi montar a Injustiça Encarnada com o objetivo de não destruir o Multiverso, mas sim mantê-lo separado.

Recentemente, a DC anunciou um título solo da Liga da Justiça Encarnada, que deverá apresentar desdobramentos da saga Infinite Frontier. Não há até o momento data de lançamento desses títulos no Brasil.

Sim nerd, a DC quer acabar com sua infância

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2021, a sexualidade de um personagem é evidenciada por uma editora de quadrinhos e causa uma enorme comoção entre -em sua maioria- homens de 40 anos que alegam terem suas infâncias destruídas. Qual a sexualidade do personagem? Óbvio que não seria hétero. Estamos em 2021 e ainda há um tabu sobre sexualidade nos quadrinhos, aliás, retifico, 2021 e a retratação de sexualidades fora do aspecto hétero no mundo dos quadrinhos ainda é um tabu. O motivo? Aquele velho senso de que os personagens de quadrinhos são propriedade específica de alguns.

Lembra da criança que brincava com o boneco do seu herói preferido e naquele instante, contava todas as histórias que queria? Alguns “nerds” cresceram (fisicamente) e ainda acham que os personagens são seus bonecos e somente as histórias pré-aprovadas por eles podem ser abordadas. Histórias pré-aprovadas = Heróis que não sejam negros, LGBTQIA+, mulheres (só se mostrarem muito o corpo), etc.

É com base nesse pensamento, que o nerd se indignou com a sexualidade do Robin. Se o personagem é meu e eu sou hétero, porquê vão retratar o Robin como bissexual? Não pode.

NÃO PODE.

Felizmente, a DC não está ouvindo esse grupo atrasado que nunca evolui, o público que vive numa bolha de preconceitos e qualquer sinal de diversidade aparenta ser sua kryptonita. É 2021 e a sexualidade de um personagem fictício criado há anos ainda incomoda pessoas que deveriam se importar com coisas realmente importantes. Deveras, quando uma outra visão de mundo nos incomoda, é porque ainda estamos naquele período imaturo da puberdade e nos consideramos o centro do mundo.

A sexualidade do Robin não importa, a não ser quando essa por não ser hétero, cause o apocalipse. Enquanto isso acontecer, cada vez mais histórias devem ser publicadas, pois desde o início, quadrinhos tentam dialogar com o seu tempo. Antes era os heróis não sendo retratados como não tão bonzinhos assim, agora, são heróis que não são branco hétero (top) que incomodam.

Se assim for, que a DC destrua muitas infâncias de gente que está tão infeliz para ter tanto ódio no coração. Que aqueles que só querem ler uma boa história sejam presenteados por personagens diversos e bem construídos, o que realmente deveria ser a única coisa que importa.

DC Comics | Editora anuncia parceria com a Webtoon

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O universo DC está chegando na Webtoon . A plataforma de comic web, Webtoon, anunciou hoje (17/08), uma parceria com a DC Comics para colaborar na próxima série original ambientada no Universo DC. Esses projetos serão séries independentes, com o objetivo de agradar a todos os fãs, incluindo aqueles sem nenhum conhecimento prévio do Universo DC e de sua história.

“Estou muito feliz que a Webtoon poderá trabalhar com a DC para trazer histórias exclusivas para nossa plataforma.”, disse o CEO da Webtoon, Ken Kim, em um comunicado à imprensa. “A Webtoon é uma ótima ponte para um grande público de jovens fãs de quadrinhos, e a DC é o lar de algumas das maiores histórias de super-heróis do planeta. O potencial para expressar propriedades famosas por meio de nossa plataforma, que é nativa para dispositivos móveis e focada na facilidade de acesso – é super emocionante.” disse Kim.

“A DC está animada para apresentar nossos personagens icônicos a uma nova geração de fãs em todo o mundo.”, disse o gerente geral da DC, Daniel Cherry III. “Temos trabalhado em estreita colaboração com os escritores e artistas da Webtoon para adaptar nossos personagens e histórias ao formato móvel da plataforma. Nosso objetivo comum é criar histórias divertidas e atraentes da DC que todos os leitores irão gostar. Esta parceria é mais um exemplo da ambição da DC para “encontrar fãs onde quer que estejam” e continuar compartilhando o fandom da DC”. disse.

A Webtoon foi lançada nos Estados Unidos em 2014. Suas parcerias anteriores incluem colaborações com a Legendary, POW! e Image. Várias de suas séries foram indicadas ao Eisner Awards. As histórias em quadrinhos da Webtoon estão disponíveis em navegadores e por meio de um aplicativo gratuito, disponível para dispositivos Android e iOS.

A DC Comics mantém o aplicativo DC Universe Infinite. O app hospeda um catálogo antigo da DC Comics lançado anteriormente em versão impressa, bem como vários lançamentos digitais. O serviço está disponível somente nos EUA.

Via: [ComicBook].

Catwoman: Hunted | Elenco de vozes e primeira imagem da animação são revelados

A Warner Bros. Animation revelou a primeira imagem oficial e as vozes da animação “Catwoman: Hunted” (ou, Mulher-Gato: A Caçada, em livre tradução).

Segundo o THR, o filme animado em estilo anime irá mostrar a Mulher-Gato tentando roubar uma joia de valor inestimável. O assalto a coloca na mira de um poderoso consórcio de vilões e da sempre engenhosa Interpol, bem como da Batwoman.

O elenco de vozes da animação é formado por: Elizabeth Gillies como Mulher-Gato, Stephanie Beatriz como Batwoman, Jonathan Banks como Máscara Negra, Steve Blum como Solomon Grundy, Lauren Cohan como Julia Pennyworth, Keith David como Tobias Whale, Zehra Fazal como Talia al GhulNosferata, Jonathan Frakes como Rei FaradayBoss Moxie, Kirby Howell-Baptiste como Barbara Minerva/Mulher-Leopardo, Kelly Hu como Lince, Andrew Kishino como Mr. Yakuza & Domino 6, Eric Lopez como Domino 1, Jacqueline Obradors como La Dama e Ron Yuan como Doctor Tzin.

A produção será dirigida por Shinsuke Terasawa, a partir de um roteiro de Greg Weisman. Contando com a produção de Ethan Spaulding e Colin ABV Lewis. Sam Register assina a produção executiva.

Catwoman: Hunted tem previsão de estreia para o início de 2022.

Fortnite | Skin da Mulher-Maravilha está chegando no jogo!

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O Fotnite anunciou a chegada da Mulher-Maravilha no game! Confira o anúncio:

À medida que a invasão avança, os pedidos de socorro chegam a novas pessoas. Campeã da paz e espírito da esperança, a Mulher-Maravilha chega ao Fortnite. A valente guerreira amazona deixa a Ilha Paraíso e aterrissa no Fortnite para lutar com outros membros da Liga da Justiça.

Você pode adquirir a Mulher-Maravilha (com a variante de Armadura) na Loja de Itens a partir das 21h BRT de 19 de agosto de 2021. Complete seu vestiário com o conjunto da heroína, que inclui a Asa-delta Asas da Águia Dourada, o Machado de Atena, a Tela de Carregamento Trindade da DC e o Acessório para as Costas Manto de Diana, que vem em duas variantes.

Agora a Trindade está completa no game. Mais detalhes, confira no -site oficial-.