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Estúdio independente para produções da DC Filmes é promessa tardia de universo compartilhado minimamente coeso

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O ano é 2013 e o filme “O Homem de Aço” chega aos cinemas apresentando o Superman de Henry Cavill ao mundo. Em 2016, Batman vs. Superman chega às telonas, consolidando (?) a ideia de um universo compartilhado da DC Filmes longamente aguardado pelos fãs da editora. Avançamos no tempo para 2022 e nada disso saiu do papel, pelo menos não como originalmente planejado.

Nesse meio tempo muita coisa aconteceu: filmes mal-recebidos pela crítica, a saída de Zack Snyder, as denúncias contra Joss Whedon, o movimento #ReleaseTheSnyderCut, o lançamento do SnyderCut, filmes anunciados e realizados, filmes anunciados e cancelados, a compra da Time Warner pela AT&T e, mais recentemente, a fusão da WarnerMedia (ex-Time Warner) com a Discovery. Provavelmente aconteceram mais coisas nesse ínterim que acabei esquecendo de mencionar, mas a ideia aqui é apenas demonstrar que a vida do DCnauta tem sido uma montanha-russa de emoções e, verdade seja dita, nesse tempo todo ninguém era capaz de dizer o que o futuro reservava.

O acontecimento mais recente, entretanto, tem mostrado uma série de movimentos do novo CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, que demonstram que ele pretende dar à DC Filmes a atenção necessária para que as produções alcancem o sucesso e a repercussão que merecem. Não estranhamente o novo mandatário tem sido bastante ativo em suas declarações e as falas sobre as produções da DC bastante frequentes. Aliás, o fato de o CEO estar se manifestando com tamanha frequência é um fato positivo, visto que a comunicação sobre os rumos do universo DC dos cinemas sempre foi claudicante.

DC Filmes
David Zaslav, novo CEO da Warner Bros. Discovery.

O primeiro e mais relevante movimento é a intenção de se criar um estúdio independente para as produções da DC Filmes, de nome ainda não definido. Essa ideia, um tanto quanto óbvia dado o inegável sucesso de seu principal concorrente, é um primeiro passo importante para se conseguir construir um universo (ou multiverso) minimamente coeso.

A Warner Bros. é um estúdio gigante, que lida com centenas de produções para diferentes mídias todos os anos, seja TV, cinema ou, mais recentemente, o streaming. Separar os times criativos e produtores em um estúdio independente dará maior celeridade aos processos e tornará as atenções desses times voltadas exclusivamente às produções da DC Filmes. Além disso, permitirá que equipes menores estejam envolvidas com os projetos, o que tende a diminuir as chances de vazamentos maldosos e frequentemente mentirosos que sempre tentam colocar em dúvida a qualidade das futuras produções da DC.

Entretanto, a burocracia de se criar um estúdio independente é a parte mais fácil. Superada essa etapa, a Warner Bros. Discovery tem a grande missão de encontrar a pessoa adequada para comandar a empreitada, e aí que está o busílis.

Diversas fontes na imprensa que cobrem o entretenimento têm relatado que Zaslav e sua equipe estão envidando todos os esforços para encontrar o seu “Kevin Feige”, o que é uma tarefa mais fácil de anunciar do que de executar. Penso eu, quase impossível. Não digo isso por entender que o chefão do Marvel Studios seja genial ou isento de críticas, mas é inegável que ele reúne uma série de qualidades, habilidades e experiência que dificilmente conseguirão encontrar em uma única pessoa. Listo algumas delas a seguir:

1) Para começo de conversa, Feige é um grande nerd e profundo conhecedor dos confins do universo dos quadrinhos, uma qualidade essencial a qualquer um que se proponha a essa tarefa.

2) Possui longa experiência nos bastidores desse tipo de superprodução, tendo começado na base e escalado em sua carreira até chegar no topo onde se encontra.

3) Sabe transitar entre os executivos, uma tarefa quase política. Essas produções envolvem investimentos muito elevados e, no fim do dia, o que importa aos acionistas é o lucro. Dessa forma, é necessário alguém que seja capaz de resistir às pressões criativas com possíveis recepções negativas das produções, mantendo a continuidade de execução do planejamento.

4) Ele tem grande poder nas mãos, mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo houve uma separação clara entre a Marvel Cinema e a Marvel TV, que ficava sob o comando de Ike Perlmutter. Um dos entreveros mais famosos entre Feige e Perlmutter está nos Inumanos, originalmente previstos para protagonizarem um filme no MCU mas que acabaram ganhando uma (horrorosa) série de TV, o que acabou fazendo com que Perlmutter perdesse muita força dentro da Marvel e que Feige passasse a ser a mente criativa por trás de todas as produções.

As informações mais recentes dão conta de que o atual favorito para assumir a cabeça do novo estúdio como uma espécie de “conselheiro” seria Todd Phillips, diretor do estrondoso sucesso de bilheteria e crítica, Coringa. As qualidades de Phillips como diretor e produtor são inegáveis, mas como tentei demonstrar, assumir a tarefa de comandar o novo estúdio vai demandar dele mais do que “apenas” isso.

Ademais já houve na DC Filmes a tentativa de utilizar um diretor como arquiteto de seu universo compartilhado, na experiência não tão bem-sucedida com Zack Snyder. É verdade que à época foi escolhida uma pessoa com uma visão muito particular sobre super-heróis. É também verdade que não foi dada a ele uma estrutura independente indispensável para que se tenha sucesso.

Fato é que a ideia de se criar um estúdio independente ainda se encontra em estágio embrionário e ninguém é capaz de dizer se Phillips de fato será o escolhido para encabeçar a empreitada. Em sendo, também não é possível dizer se haverá sucesso ou fracasso em seus esforços, mas continuo achando que o melhor a fazer seria diluir esse poder na mão de uma equipe que reunida possuísse todos os atributos necessários.

A única coisa que é possível dizer é que, pela primeira vez em muito tempo, percebe-se uma tentativa verdadeira de se dar às produções da DC Filmes a atenção que merecem, e a criação de um estúdio independente para isso é um primeiro e tímido passo na direção correta.

A Bela Casa no Lago é exemplo da potência da DC Black Label

A Bela Casa no Lago, escrita por James Tynion IV com a arte de Álvaro Martínez Bueno e o belo trabalho da colorista Jordie Bellaire, é uma história de terror dividida em 12 partes que explora a dinâmica de um grupo de amigos e conhecidos após um trágico evento.

Imagine abrir seu e-mail e receber um convite de seu amigo – ou conhecido com quem você não tem contato há um bom tempo – para passar uma semana em uma bela casa no lago. Ele explica que faz muito tempo em que vocês (incluindo aqui pelo menos 12 pessoas) não se veem, especialmente aqueles que estão morando em outro estado. Ele deixa claro que sabe sobre os planos de vocês para este verão, por isso encontrou uma data perfeita que encaixa na agenda de todos. Algumas fotos da casa foram anexadas no e-mail e sim, a bela casa no lago é extraordinária! Você recusaria esse convite inusitado?

Se você confirmou sua presença, Walter (seu amigo generoso) te enviará outro e-mail explicando como chegar até a casa a partir do aeroporto, é simples! De qualquer forma, ele enviará um motorista para te buscar. No segundo e-mail veio anexado mapas da casa e do terreno, para você se sentir familiarizado quando chegar lá. Ele não fala quais outros amigos estarão lá, mas te deu um codinome – baseado na sua profissão ou qualidade, com um símbolo te representando.

A bela casa no lago
A Bela Casa no Lago #5 (DC Black Label)

Esse símbolo estará em atividades, comida ou produtos que serão exclusivos para você. Ele não fala quem ficará no mesmo quarto que você, mas garante que vocês se conhecem e se dão bem. Parece que Walter planejou tudo nos mínimos detalhes e essa semana na bela casa no lago tem tudo para ser relaxante e memorável.

James Tynion IV é conhecido por seu trabalho na DC comics escrevendo histórias do Batman, e vem ganhando destaque por seus trabalhos no gênero de terror. E o que mais seria aterrorizante do que ver o mundo chegando ao fim? A Bela Casa no Lago foi lançada em junho de 2021 – quando a COVID já estava dando sinais de trégua, mas a doença deixou um alerta: nossa sociedade não está preparada. Cada capítulo explora a perspectiva de um membro do grupo em relação ao presente e aos eventos do passado que o fez estar em um refúgio isolado do resto do mundo.

O escritor trouxe elementos para a narrativa que ajudam na fluidez da história da bela casa no lago. Por exemplo, o e-mail com o convite para essa semana supostamente paradisíaca é uma página do quadrinho. Isso coloca o leitor como se fosse ele mesmo quem estivesse recebendo o convite, é como fazer parte da história. Se um personagem viu algo no celular que o assustou, na próxima página também podemos ver os posts e fotos no twitter. Em vez de fazer o personagem descrever o que viu, a história se desenvolve melhor quando vemos o mesmo que ele.

a bela casa no lago
A Bela Casa no Lago #1 (DC Black Label)

Outro ponto chave para a naturalidade narrativa é como Tynion não perde tempo com a introdução de personagens. A cada novo convidado que aparece na casa existe um balão com um breve resumo da vida de cada um, assim como o símbolo e codinome dados por Walter. No passar dos capítulos vimos que até esse modo de introdução se encaixa na proposta da história.

A Bela Casa no Lago explora o terror utilizando as cores. Para aqueles não familiarizados com a psicologia das cores, e existe um conceito sobre a aplicação das cores se conectando ao comportamento humano. Bellaire fez um ótimo trabalho ao complementar a indução dos sentimentos nas páginas abusando da predominância das cores. Em cenas de vivência, do cotidiano, a colorista utiliza paletas próximos da realidade, incluindo como a iluminação interfere no ambiente. Se o pôr do sol modifica os tons dentro de casa ou uma lâmpada do lado de fora da casa não seria capaz de iluminar o quintal inteiro, Bellaire foi cuidadosa ao trazer esses detalhes em seu trabalho.

Enquanto em cenas mais críticas, onde a emoção dos personagens está exposta da forma mais dramática possível, ela buscou cores condizentes com a situação e aplicou em tudo. Um belo exemplo está no capítulo 1, quando o grupo está apreensivo assistindo as notícias na televisão. Apesar de ser noite e o conteúdo do que eles estão assistindo lançar a cor azul no ambiente, é a exatamente a reação ao que o grupo está vendo na tela que grita azul: Impotência, tristeza, remorso. Essas emoções são representadas pelo azul e exatamente o que se passa naquele momento.

A bela casa no lago
A Bela Casa no Lago #1 (DC Black Label)

Outro exemplo da cor auxiliando as emoções é a predominância do laranja e amarelo no início dos capítulos. O personagem destaque do capítulo sempre começa em um cenário onde essas duas cores estão em evidência (com um contexto revelado no meio da história), explicando como Walter entrou em sua vida. É um ponto de interesse do leitor saber sobre o amigo excêntrico que os colocou naquela situação, e como o modo com que os personagens falam criam uma certa antecipação para saber o que aconteceu dentro da bela casa no lago. Tudo em torno de Walter, a alegria dele, era confortável estar com ele e os amigos não entendiam como ele foi desonesto a vida toda, os traindo daquele jeito.

A arte de Álvaro Martínez Bueno não fica para trás no quesito qualidade. Os incríveis cenários mostrando a casa, os detalhes dentro e em volta dela. O cuidado em criar uma cena, preencher os espaços, criar movimento. O artista não poupa detalhes em seus desenhos. Ele traz a personalidade dos personagens pelo estilo de roupa que usam, pela expressão corporal desenhada. Porém, o que mais se destaca na arte é o realismo nas expressões faciais. Da para saber, dá para sentir o que o personagem está vivenciando. O trabalho com as cores não seria possível sem uma arte perfeita.

A bela casa no lago
A Bela Casa no Lago #1 (DC Black Label)

Se minhas palavras não são o suficiente para aclamar A Bela Casa no Lago, que tal uma indicação ao Eisner Awards 2022? A história de terror da DC Black Label está concorrendo na categoria Melhor Nova Série na premiação mais importante dos quadrinhos!

HBO Max encomenda “Batman Azteca”, nova animação da DC produzida no México

Batman está de malas prontas, e seu destino é o México!

Intitulada Batman Azteca: Choque De Impérios, nova animação da DC apresentará uma nova encarnação do homem-morcego baseada na cultura asteca. (Via: DEADLINE)

Batman Azteca: Choque De Impérios
Primeira imagem oficial de Batman Azteca: Choque De Impérios

A produção foi encomendada pela HBO Max Latin America, sendo uma parceria entre os estúdios da Warner Bros. Animation com a Anima e Chatrone. Confiram a sinopse oficial:

“Na época do Império Asteca, Yohualli Coatl – um jovem menino asteca – vive uma tragédia quando seu pai e líder da aldeia, Toltecatzin, é assassinado por conquistadores espanhóis. Yohualli foge para Tenochtitlan para avisar o rei Moctezuma e seu sumo sacerdote, Yoka, do perigo iminente. Usando o templo de Tzinacan, o deus morcego, como covil, Yohualli treina com seu mentor e assistente, Acatzin, desenvolvendo equipamentos e armas para enfrentar a invasão espanhola, proteger o templo de Moctezuma e vingar a morte de seu pai.”

A animação contará com a direção de Juan Meza-León (Harley Quinn), com José C. García de Letona, Aaron D. Berger, Carina Schulze e Fernando De Fuentes atuando como produtores, assim como Sam Register e Tomás Yankelevich na produção executiva.

O longa também receberá o apoio do historiador Alejandro Díaz Barriga, como consultor de estudos mesoamericanos e história étnica do México e da região andina, trabalhando ao lado da equipe criativa para garantir uma representação adequada dos povos indígenas.

Batman Azteca: Choque De Impérios ainda não possui uma previsão de estréia.

Lady Gaga está em negociações para estrelar Coringa 2, como Arlequina

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Lady Gaga, uma das maiores e mais relevantes artistas vivas, está oficialmente em negociações para co-protagonizar a sequência Joker: Folie à Deux, como a icônica Arlequina. (Via: THR)

Lady Gaga Arlequina
A cantora e atriz Lady Gaga poderá viver a Arlequina em Joker: Folie à Deux.

Segundo informações, a continuação do sucesso bilionário da DC será um musical, com Joaquin Phoenix ainda não confirmando seu retorno como o vilão título da produção.

Como já divulgado, a produção terá como subtítulo a expressão Folie à deux (ou simplesmente “Delírio a dois”, em livre tradução), um termo médico usado nos raros casos de transtorno delirante induzido ou perturbação delirante partilhada, caracterizado pela transferência de delírios psicóticos de uma pessoa doente, o psicótico primário, para uma pessoa aparentemente saudável, o sujeito secundário.

Todd Phillips, o diretor do primeiro filme, será o responsável pelo roteiro da produção, ao lado de Scott Silver.

Joker: Folie à Deux ainda não possui uma previsão de estreia.

Feliz aniversário, Arlequina! DC comemora 30 anos da personagem

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O Especial de 30º Aniversário da Arlequina celebra a personagem de apoio em uma série animada que se tornou ícone da cultura pop.

Harleen Frances Quinzel,  ou Arlequina (Harley Quinn) fez sua estréia (na telinha) em ‘Joker’s Favor‘, o 22º episódio da série animada Batman: A Série Animada em 11 de setembro de 1992 o que, é claro, significa que a DC celebrará seu 30º aniversário em setembro no Harley Quinn 30th Anniversary Special, uma antologia one-shot de formato de prestígio de 96 páginas que estará à venda em 13 de setembro.

Além de muitos dos especiais do 80º aniversário da DC dos últimos anos, o especial do 30º aniversário da Arlequina contará com quem é quem dos criadores da Harley, incluindo os escritores Amanda Conner, Jimmy Palmiotti, Stephanie Phillips, Stjepan Šejić, Sam Humphries, Kami Garcia, Rob Williams, Mindy Lee, Terry Dodson, Cecil Castellucci, Rafael Scavone e Paul Dini, que co-criou a personagem junto com Bruce Timm para Batman: A Série Animada.

Arlequina
Especial de 30º Aniversário da Arlequina (DC Comics)

“Você está cordialmente convidado para uma extravagância enorme celebrando o 30º aniversário da Princesa Palhaço do Crime neste especial fantástico!” diz a descrição da DC Comics. “Isso mesmo –  Arlequina faz 30 anos em grande estilo e convidou um esquadrão de seus velhos amigos criativos para se juntar a ela com uma linha matadora de histórias incríveis!”

E como a vilã que virou anti-herói que virou heróina, Arlequina já é um personagem popular que aparece com frequência em capas variantes. Seu especial, é claro, apresentará várias capas variantes de artistas como Conner, Bruce Timm, J. Scott Campbell , Adam Hughes, Stanley “Artgerm” Lau, Lee Bermejo, Jerome Opeña, Dodson e Šejić.

E só para ter certeza de que todos os leitores da DC sabem que é o aniversário dela, a DC também publicará capas variantes em vários títulos de setembro, incluindo Mulher Maravilha #791, The Flash #786, Hera Venenosa #4, Asa Noturna #96, Arlequina #22, Action Comics #1047, e um título adicional a ser nomeado posteriormente.

Confira algumas capas variantes:

Arlequina
Capa variante do Especial de 30º Aniversário da Arlequina (DC Comics)
Arlequina
Capa variante de Mulher Maravilha #791 (DC Comics)
Arlequina
Capa variante de The Flash #786

Via: [NewsaRama]

[Crítica] Justiça Jovem: Espectros celebra sua jornada ao entender a importância do processo

Justiça Jovem chegou ao fim de sua quarta temporada provando que crescer é um processo natural da vida. Nossas escolhas, amores e perdas fazem parte de um caminho que nós mesmos trilhamos, da melhor forma que podemos fazer. Por mais que uma parte de quem somos seja imutável, é impossível permanecer sendo a mesma pessoa que deu seus primeiros passos nessa turbulenta jornada que nomeamos de vida. Intitulada “Espectros”, o quarto ano da série repõe os holofotes naqueles que um dia foram seus primeiros rebeldes sem causa, mostrando o peso do tempo em suas vidas e na produção como um todo, ressoando a maturidade adquirida pelos seus realizadores.

Mais de uma década separa “espectros” de sua primeira temporada e, entre cancelamentos, retornos e a fervorosa febre midiática do gênero de super-heróis, Justiça Jovem sempre soube ser única em meio a tantas outras produções similares por nunca ter medo de experimentar, trazendo a cada nova temporada uma nova ferramenta que lhe dava um frescor genuíno, mesmo em seus momentos mais baixos. Sendo o grande diferencial desse novo ano a atenção aos detalhes, em especial para toda a trajetória do mundo ao qual deu à luz. 

Tal revisionismo traz consigo o protagonismo dos sete heróis originais (restantes) da primeira temporada, que ganham para si seus próprios arcos individuais e interconectados. Em um formato que permite uma melhor administração de seu orçamento não mais tão grandioso através de mudanças fluidas entre os seus mais distintos núcleos, juntamente com uma sagacidade pontual adquirida pela junção de seus erros e acertos. Aproveitando por completo todo seu potencial narrativo sem nunca se apoiar fortemente em atalhos baratos de nostalgia, ainda que não deixe de presentear os corações dos mais atentos. Trazendo um sentimento aconchegante de familiaridade semelhante ao de reencontra um querido amigo de longa data. 

Justiça Jovem Espectros
Em novo ano, Justiça Jovem mostra todo potencial de seu universo

Como resultado, “Espectros” evidência a importância transformadora do processo na vida dos personagens para além de suas máscaras. Havendo um fechamento de ciclos sem a necessidade de pontos finais, na mesma medida em que abre espaço para propor conversas nunca antes tão bem postas em obras do gênero, dando voz para uma pluralidade de vivências que fogem da normatividade de forma natural, assim como o mundo que decide espelhar, mas sem cair na graça de respostas vazias. Algo encontrado em todos os arcos, mas em especial nos de Mutano e Violet Harper, que rondam a temporada lidando com questões envolvendo saúde mental e a busca pela própria identidade como uma pessoa queer e mulçumana, respectivamente. 

Justiça Jovem: Espectros
Mesmo em meio a um encerramento, os olhares de Justiça Jovem permanecem no horizonte

Durante anos a primeira temporada de Justiça Jovem permaneceu imbatível como o melhor ano da série, mas temo noticiar que sua coroa agora está nas mãos de “Espectros”, que surge como uma dedicatória destinada a todos que trilharam essa jornada e, assim como ela, floresceram pelo caminho. Mas não se enganem, os pontos usados aqui estão longes de indicar um final, pois enquanto por um lado a produção encerra antigos ciclos, seus olhares já se encontram no horizonte ansiando pelas novas histórias que estão só esperando o momento em que finalmente são contadas.

Apesar de terem deixado alguns pontos em aberto, principalmente em seus minutos finais, uma nova temporada da série animada ainda não foi anunciada (LEIA MAIS AQUI).

Kevin Conroy agradece a receptividade de HQ que conta sua vida como um homem gay

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O lendário dublador do Batman, Kevin Conroy, em parceria com a DC está contando uma história pessoal sobre ser um homem gay em DC Pride 2022 #1, lançada nesta semana.

O ator é conhecido por dublar o Batman em Batman: The Animated Series e em vários outros filmes de animação, além de videogames e séries de televisão da DC.

O ator nasceu em Nova York se tornou a voz principal de Batman: The Batman Animated Series no início dos anos 90, continuando a dublar o personagem em Batman Beyond, Liga da Justiça, Liga da Justiça: Sem Limites e filmes animados da DC. Kevin Conroy também apareceu como Bruce Wayne da Terra-99 durante o crossover Crise nas Infinitas Terras do Arrowverso.

Kevin Conroy como o Batman em Crise nas Infinitas Terras

Como parte da antologia DC Pride 2022 o ator escreveu uma história sobre sua autodescoberta, chamada “Finding Batman” ao lado dos artistas J. Bone e Aditya Bidikar. Ele revelou como o Batman foi um ponto de virada em sua vida e em sua identidade. Kevin Conroy afirmou ter colocado sua própria máscara ao longo de sua vida, pois como narra ele, cresceu em uma família devotamente cristã e problemática, escondendo que era gay em sua vida pública por décadas. Ele ainda contou como viveu a epidemia de HIV/Aids nos anos 80, e como foi ver seus amigos próximos morrerem e o modo que foi xingado por colegas atores e produtores. Conroy disse ainda que lutou com dúvidas sobre si mesmo e sua carreira por décadas até receber uma ligação sobre um papel de voz para Batman: The Animated Series.

Kevin Conroy escreveu como ele se relacionou com o Batman e se perguntou se ele fez muitos compromissos em sua personalidade pública versus a vida privada como um homem gay, o que ele comparou com as lutas do Batman com sua própria vida de duelo. O ator descreveu a situação como “trinta anos de frustração, confusão, negação, amor anseio por uma sensação de segurança” e ainda disse que identidade era algo com o qual ele se relacionava, pois a situação o ajudou a formar a voz que se tornaria o Batman. Ele sentiu “Batman subindo de dentro para fora”.

Sobre a história escrita por ele, é correto afirmar que os fãs estão conhecendo um lado totalmente diferente e mais pessoal de Kevin Conroy graças à sua contribuição para a publicação, uma história que explica como dar voz ao Batman e aprender a encarnar um super-herói o ajudou a viver como um homem gay, depois de enfrentar escrutínio e abuso por sua sexualidade no início de sua carreira.

Kevin Conroy expressou publicamente sua sexualidade pela primeira vez em uma entrevista de 2016, embora a revelação tenha passado despercebida. Agora, com o lançamento de sua história DC Pride 2022, ele está se abrindo mais do que nunca sobre como ser o Batman o ajudou.

Ele ainda agradeceu aos fãs sobre a receptividade de “Finding Batman” em um vídeo publicado no twitter:

Confira abaixo a tradução:

“Olá, aqui é o Kevin Conroy. Eu gostaria de separar um momento para a agradecer a todos vocês pelas reações que estou recebendo por conta da história que escrevi para o DC Pride. Tem sido uma resposta incrível. Sabe, é um risco compartilhar algo tão pessoal. Mas vocês fizeram esse risco valer a pena, porque o apoio tem sido extraordinário. Só queria ter certeza que vocês sabem disso. Também gostaria de separar um momento para agradecer à equipe da DC, que trabalhou comigo nisso: J. Bone, Arianna Turturro, Jessica Chen e Aditya Bidikar. Todos foram muito solidários e prestativos. Mas, novamente, nunca subestimem o quanto eu valorizo cada um de vocês e o que vocês me deram de volta, pelas minhas performances. Significa o mundo para mim. Se cuidem.”

A história de Kevin Conroy relata seus primeiros dias como ator, lutando com sua sexualidade em meio ao assédio de seus colegas e outros na indústria do entretenimento, bem como sua própria educação, culminando em seu papel de voz de Batman para o agora lendário Batman: The Animated Series . A história continua comparando a ideia de Batman e sua identidade secreta como Bruce Wayne para viver uma vida dupla como um homem gay não assumido- uma vida que Kevin Conroy agora leva abertamente.

Via: Screenrant e Newsarama

 

Mulher-Maravilha ganha novo traje baseado em armadura clássica

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Mulher-Maravilha ganhará um novo traje dourado em novo one-shot Worlds Without a Justice League: Wonder Woman.

Na plataforma Substack, a escritora Tini Howard compartilhou a arte da capa da artista Leila Del Duca para a edição Worlds Without a Justice League: Wonder Woman, que vê a super-heroína titular ostentando sua nova roupa dourada, espada e escudo. Esteticamente, o novo traje da Mulher-Maravilha certamente lembra de sua clássica armadura de ouro que apareceu pela primeira vez em O Reino do Amanhã, embora existam algumas diferenças de design.

Mulher Maravilha
Capa de Worlds Without a Justice League: Wonder Woman (artista Leila Del Duca)

“Em setembro, dou as mãos à irmã temisciriana Leila Del Duca para trazer a vocês minha primeira história da Mulher-Maravilha, completa com lindas flores de cerejeira e uma homenagem de capa à minha cidade natal de Washington, DC”, escreveu Howard. “Eu amo o trabalho de Leila desde que eu era uma funcionária de uma loja de quadrinhos, estocando prateleiras com Shutter, um favorito dos clientes da minha loja. Ela também desenhou uma das minhas edições favoritas de Wicked + Divine, uma edição super gótica sobre a Morrigan que francamente estava maravilhosa. Trabalhar com ela parece um emocionante ponto alto para a Tini de 2015. Obrigado Leila!”

A escritora continuou: “Eu não quero estragar muito – então eu mantive as coisas vagas, mas uma das minhas coisas favoritas sobre escrever esta história foi mergulhar no incrível mito das Amazonas que foi estabelecido recentemente pelos escritores Stephanie Williams e Vita Ayala. Entre as incríveis histórias de apoio da Mulher Maravilha que levaram ao Julgamento das Amazonas ao trabalho conjunto em quadrinhos como Núbia e as Amazonas, estou mais no mundo deles agora mais do que nunca. Ambos fazendo coisas incríveis por lá, eu realmente estava muito empolgada para construir aquele mito nesta história.”

Mulher-Maravilha
Capa variante de Worlds Without a Justice League: Wonder Woman (Al Barrionuevo)

Worlds Without a Justice League: Wonder Woman está programado para o mês de setembro. Além da história principal escrita por Howard e ilustrada por Del Duca, a história em quadrinhos apresenta uma história de apoio do escritor Dan Watters e do artista Brandon Peterson. Além da capa principal de Del Duca, também apresenta uma capa variante 1:25 de Al Barrionuevo, além de uma variante de folha 1:50 de De Duca (a última ainda não foi revelada).

Via: [CBR]

Hera Venenosa pretende destruir a Terra

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O novo quadrinho da Hera Venenosa mostrou que a vilã é extremamente perigosa mesmo sem poderes.

A vilã, ou eco terrorista, Hera Venenosa já provou inúmeras vezes que ela é uma ameaça de alto nível. Em um arco de Batman (#41 a 43) chamado “Todo mundo ama Ivy”, ela foi capaz de controlar mais de 7 bilhões de habitantes da Terra ao mesmo tempo, incluindo os membros da Liga da Justiça. Não seria surpresa se a vilã tivesse a habilidade de criar um evento de extinção em massa no planeta. Em seu quadrinho solo, é exatamente isso que Hera Venenosa pretende fazer.

Hera Venenosa
Hera Venenosa #1 (DC Comics)

O caminho dessa decisão radical começou quando ela se tornou Queen Ivy durante Batman: The Joker War Zone. Essa nova forma da Hera tem uma personalidade mais brutal, disposta a destruir Gotham para criar um novo paraíso. Mais tarde, durante os eventos de Batman Fear State (Batman #117), Arlequina aparece para impedir Queen Ivy e a avisa de que ela vai morrer se continuar nessa forma por causa da conexão com O Verde. Graças a Jardineira (Batman Secret Files: The Gardener), existe uma outra versão de Hera Venenosa, contento a parte mais pura da personalidade de Pamela Isley. Por fim, as duas versões se fundiram e voltaram a ser Hera Venenosa.

A nova-antiga Hera Venenosa ainda é muita poderosa e tem receio que acabe perdendo a cabeça em algum momento. Então, ela utiliza seus poderes para impedir a destruição de Gotham, causada por ela mesma, e ajuda a salvar a vida de uma criança. Ao fazer isso, ela acabou perdendo a conexão com O Verde (Batman #124) e acaba culpando a Jardineira e Arlequina. Ela decide procurar o homem que a transformou em Hera Venenosa da primeira vez para tentar recuperar seus poderes, mas não funcionou como antes. Com resquícios de seu poder, ela inala o fungo Ophiocordyceps lamia se tornando uma arma biológica ambulante.

Hera Venenosa
Hera Venenosa #1 (DC Comics)

Em sua história solo escrita por G. Willow Wilson e com a arte de Marcio Takara, Hera já colocou seu plano em prática para saciar o desejo d’O Verde. Admitindo que não gosta de matar animais, ela explica como a humanidade destruiu a harmonia entre animais e plantas, introduzindo outras espécies onde não deveria, criando uma espécie de câncer ecológico. A vilã está percorrendo o país de forma discreta, para evitar a interferência da Bat-Família, espalhando o fungo por fazendas de gados causando a morte dos rebanhos.

Apesar de não gostar de matar animais, está claro que ela sente prazer em ver humanos morrendo pela ação do fungo. O desprezo por humanos está tão grande que ela não hesita em tirar a vida de quem entrar em seu caminho. Apesar disso, Hera Venenosa ainda preserva parte da humanidade ao se sentir arrependida em culpar e deixar Arlequina para trás. Afinal, em todos os anos da existência da vilã, a única pessoa com quem ela se relacionou da maneira mais humana possível (da amizade ao romance) foi com Harleen Quinzel/Arlequina.

Hera Venenosa
Hera Venenosa #1 (DC Comics)

Porém, esse desejo de ter Arlequina ao lado dela durante essa jornada não é o suficiente para parar seu plano: levar o fungo mortal para o porto de Seatle, onde ela pretende entrar em um container rumo a Taipei. Os esporos dos fungos são estrutura bem pequenas e leves, capazes de ficarem suspensos no ar e percorrerem centenas de quilômetros com o vento. É uma arma poderosa e difícil de ser combatida por ser quase impossível de serem notados. Considerando como ela foi capaz de controlar o mundo uma vez, Hera Venenosa pode causar um massacre de proporções surreais dessa vez se não for parada a tempo.

Sequência do filme ‘Coringa’ ganha novos detalhes

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Coringa 2 está acontecendo oficialmente. Na tarde da última terça-feira (7/06), o cineasta Todd Phillips compartilhou duas fotos em sua conta do Instagram.

A primeira foi uma capa do roteiro da sequência, que revelou o título chamado de “Joker: Folie à Deux” (Coringa: Loucura a dois). A segunda imagem mostrou a estrela de Coringa, Joaquin Phoenix, lendo o roteiro. Confira:

Com um orçamento de produção de apenas US$ 55 milhões, o filme de Phillips acabou arrecadando mais de US$ 1,074 bilhão nas bilheterias globais, se tornando a produção baseada em quadrinhos mais lucrativa até hoje.

Coringa 2 é OFICIAL!
Coringa 2 é OFICIAL!

Coringa está disponível no streaming HBO Max, enquanto sua sequência ainda não tem definida uma data de lançamento.

Via: [ComicBook].