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    Detalhes da tecnologia de cenários usada em ‘The Batman’ são revelados

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    Com a chegada de The Batman nas plataformas de digitais, também foi divulgado um vídeo de bastidores, que relata minuciosamente o trabalho não só do diretor Matt Reeves, mas também de toda a equipe para entregar um filme de alta qualidade, que muitos viram nas telas de cinema.

    E, falando em telas, um dos grandes destaques notado nos bastidores é a nova tecnologia usada pela produção para substituir a clássica tela verde na construção dos cenários góticos e vivos da icônica cidade de Gotham.

    Conheçam o Volume

    Em 2019, a Industrial Light & Magic (ILM), empresa de efeitos visuais criada pelo diretor George Lucas, em 1975, apresentou uma ferramenta revolucionária, chamada O Volume, uma espécie de arena formada por monitores de LED que renderiza as paisagens e cenários fictícios em tempo real e permite uma interação mais natural dos atores com o ambiente. Atualmente, o uso da famosa tela verde chroma key é popular, mas nem sempre consegue passar o realismo para as telas.

    Como ele funciona?

    A tecnologia foi desenvolvida especificamente para a série O Mandaloriano, derivado da franquia Star Wars para o serviço de streaming do Disney+. Funcionando como um palco circular de 6 metros de altura e 23 metros de diâmetro que, em parceria com a EpicGames, utilizou o software do programa Unreal Engine, que facilita o design de jogos e virou uma peça importante para a criação de conteúdo 3D em várias plataformas. Essa tecnologia já foi usada anteriormente na criação de cenários de jogos como Street Fighter V, Kingdom Hearts 3 e Days Gone.

    Segundo Richard Bluff, o supervisor de efeitos visuais da série, a ideia era filmar em um pequeno palco com pequenos conjuntos físicos que pudessem ser colocados e retirados com bastante rapidez e, em seguida, estender esses conjuntos na parede de LED.

    A inovação da tecnologia não se limita em apenas criar imagens geradas ao vivo em 3D fotorrealista por GPUs (Graphics Processing Units, ou unidades de processamento gráfico) potentes, mas em fazer ambientes que são diretamente afetados pelos movimentos de câmera. Se a câmera se mover para a direita, a imagem se altera como se fosse uma cena real.

    O uso do Volume nos bastidores de The Batman

    A renderização e manipulação em tempo real dos ambientes em tela são feitas por uma equipe de elite de artistas de efeitos visuais e engenheiros da ILM (Industrial Light & Magic), conhecida como Brain Bar. Com isso, a equipe de filmagem não se torna refém de fatores climáticos das locações, alterando a iluminação e elementos do cenário com completa liberdade, facilitando, e muito o trabalho dos diretores de fotografia.

    Futuro da tecnologia

    Apesar de revolucionária, a tecnologia do Volume ainda é pouco utilizada em Hollywood. Alguns projetos como os futuros filmes do MCU, Thor: Amor e Trovão e Homem-Formiga e Vespa: Quantumania, além da adaptação da saga Percy Jackson, para o Disney+ fazem uso da tecnologia.

    Ainda é bastante cedo para especular o verdadeiro potencial da nova ferramenta. Já existindo interesse em evoluir ela para a criação de personagens e não somente de cenários.

    The Batman, e seu conteúdo adicional, já estão disponíveis no serviço de streaming da HBO Max.

    Connor Hawke será confirmado como assexual, no título DC Pride 2022

    Para a felicidade dos fãs que vibraram com a chegada de cada vez mais heróis abertamente queer na editora, mais um personagem irá se juntar comunidade LGBTQIA+. Connor Hawke, o filho e sucessor do Arqueiro Verde, se assumirá oficialmente como assexual, no título DC Pride 2022. (via: THEM.)

    A oficialização do personagem acontecerá em Think of Me, uma história de oito páginas do trio Ro Stein, Ted Brandt e o letrista Frank Cvetkovic, que fará parte da antologia DC Pride 2022, que mostrará Connor tentando frustrar os planos do nefasto esquema de controle mental do vilão Music Meister, enquanto compõe uma carta de despedida para sua mãe.

    Criado em 1994, por Kelley Puckett e Jim Aparo, Connor é filho de Oliver Queen e Sandra Hawke, vivendo desde pequeno em um monastério e se tornando um exímio especialista em artes marciais, já tomando para si o manto de Arqueiro Verde quando seu pai foi dado como morto.

    A assexualidade do personagem já era uma interpretação feita por muitos fãs do herói, devido ao seu supremo desinteresse em qualquer contato sexual e confusão total pelo comportamento alossexual, algo que por muitos anos foi justificado por sua criação como um monge.

    Na história, Connor usa tampões de ouvido de alta tecnologia, fornecidos pelo seu mais novo grande amigo Damian Wayne, para bloquear o canto hipnótico de Meister, que está controlando o elenco e o público em uma ópera. Servindo como uma metáfora para a sua desconexão com os alossexuais, isso acaba formando o núcleo emocional de sua carta, que é escrita em painéis enquanto ele luta contra o vilão.

    Além de Connor, outros grandes destaques já confirmados na antologia são a história escrita pela atriz Nicole Maines (Supergirl), sobre a heroína trans, Sonhadora, e um ensaio pessoal do lendário dublador do Batman, Kevin Conroy, que se assumiu gay em 2016.

    DC Pride 2022 tem previsão de lançamento para o dia 31 de maio, nos EUA.

    Leslie Grace descreve “Batgirl” como uma história de investigação

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    Em recente entrevista, a atriz Leslie Grace, Barbara Gordon/ Batgirl, deu alguns detalhes sobre a produção da HBO Max, principalmente sobre o personagem do ator Jacob Scipio e sobre o que os fãs podem esperar de seu papel.

    Jacob Scipio

    Leslie confirmou que Scipio interpretará o chefe da máfia Anthony Bressi. Criado por Chuck Dixon e Graham Nolan, Anthony “Tough Tony” Bressi apareceu pela primeira vez na DC Comics em Robin III: Cry of the Huntress #1 de 1992.

    Anthony Bressi

    No início de março de 2022, Scipio deu mais detalhes sobre seu papel que, na época, ainda era um mistério desde sua escalação em outubro de 2021. O ator de “Bad Boys For Life” declarou o seguinte: “Posso dizer que meu personagem está nos quadrinhos. Ele quer fazer de Gotham um lugar melhor. E ele está em uma situação com a Batgirl. Vamos apenas dizer isso.”

    A atriz também falou sobre a jornada de sua personagem. Mesmo sem revelar muito, ela provocou o que os fãs podem esperar de sua iteração de Barbara Gordon, também conhecida como “Babs”, em um filme que ela descreve como como uma história de investigação.

    “Vou dizer que uma das minhas coisas favoritas sobre nosso roteiro e o coração do nosso filme é que você consegue ver Babs e esse alter-ego que ela convoca, Batgirl, vacilar entre as nuances da vida e o bom e o ruim e que há muito no meio. No final das contas, em Gotham, então sempre tem um caso, certo? É como uma história investigativa, é uma história de detetive, então ela tem um caso que a leva a essas situações malucas.”

    “Não há muitas nuances em seu pensamento no início da história e ela se envolve em muitas dessas situações complicadas e tem que descobrir muito sobre partes de si mesma para sair delas. Então, você a verá crescer a partir desse tipo de perspectiva do mundo e eu realmente amo isso. É como todos os seus super-heróis favoritos, você pode ver sua história de origem. Você consegue vê-los amadurecer.”

    “Batgirl” contará com direção de Adil El Arbi e Bilall Fallah (Bad Boys for Life) e roteiro de Christina Hodson, responsável por “Aves de Rapina” e “The Flash”, com Kristin Burr como produtora.

    [Via: CBR e ScreenRant].

    Revelada a dupla de atores que irão estrelar o filme dos Super-Gêmeos, para a HBO Max

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    Os atores KJ Apa (Riverdale) e Isabel May (1883) foram escalados como os protagonistas do filme em live-action dos Super-Gêmeos, para a HBO Max. (Via: DEADLINE)

    A dupla de atores irão interpretar Zan (KJ Apa) e Jayna (Isabel May), irmãos polimorfos vindos do planeta Exxor que tem suas habilidades ativadas após entrarem em contato e dizerem a frase “Super Gêmeos: Ativar!”. Com Jayna podendo se transforma em qualquer ser do reino animal e Zan transmutando seu corpo para a forma d’água em seus diversos estados.

    Super-Gêmeos contará com direção e roteiro de Adam Sztykiel (SCOOBY! e Adão Negro) e produção de Marty Bowen e Wyck Godfrey (Love, Simon).

    A produção ainda não possui previsão de estreia, tendo suas filmagens programadas para começar ainda neste inverno, na cidade de Atlanta.

    10 HQ’s imperdíveis da DC Comics que merecem a sua atenção!

    Quando falamos de quadrinhos marcantes da DC Comics, a lista é vasta, tanto em números quanto em possibilidades já antes exploradas ao longo de seus mais de 80 anos de existência. Contudo, é bastante comum a intensa repetição de títulos específicos, que sim merecem os reconhecimentos que possuem mas, impede que o público entre em contato com outras produções que também são dignas dos holofotes.

    Na lista a seguir iremos trazer algumas historias extraordinárias da editora, que podem não ser tão abertamente comentadas, porém carregam em si uma qualidade sem igual. Confira:

    Batman: Ego

    Não existe na DC um herói com um catálogo de histórias tão variadas e inspiradoras como o Batman. O Cavaleiro das Trevas foi bastante agraciado com títulos que só podem ser definidos como históricos. Todavia, um gibi em específico acabou ganhando uma atenção especial nesses últimos tempos.

    Lançada nos anos 2000, Ego é um quadrinho concebido pelo artista vencedor do prêmio Eisner, Darwyn Cooke, que se propõem a discutir a psique de Bruce Wayne e sua relação com o fardo que se auto impôs, assim como a relação quase simbiótica entre o Batman e a corrupta cidade de Gotham City, questionando seus métodos e o impacto que o símbolo do morcego tem para aqueles que jurou proteger.

    A obra é considerada uma das melhores interpretações do cruzado encapuzado, sendo, inclusive, usado como base para o filme The Batman, de Matt Reeves.

    Leia aqui uma analise mais aprofundada do título.

    Os Livros da Magia

    Neil Gaiman é um verdadeiro mago da literatura, sendo o responsável pela criação de inúmeros de clássicos modernos, tornando suas palavras uma extensão do potencial da imaginação humana. Na DC, o autor foi o responsável por gibis impecáveis como Orquídea Negra e, obviamente, Sadman. Mas, não são deles que iremos falar hoje.

    Lançados entre 1990 e 1991 no falecido selo Vertigo, Os Livros da Magia narra a jornada de Timothy Hunter, um garoto comum de treze anos que descobre ter o potencial de ser o maior e mais poderoso mago do universo. A minissérie explora até os mais remotos cantos do universo mágico da DC, indo desde o deslumbrante reino do Sonhar até o fim dos tempos, com o intuito de mostrar ao jovem bruxo os caminhos e destinos que ele poderá trilhar.

    O quadrinho também é recheado dos mais diversos rostos adorados do universo místico da DC, como Zatanna, Etrigan, Madame Xanadu, Constantine e até mesmo a amada perpétua Morte.

    Leia aqui uma análise mais detalhada da minissérie.

    Strange Adventures – Tom King

    Tom King vem honrando seu nome e entregado trabalhos primorosos nesses últimos anos, especialmente na DC. Conhecido por colocar o dedo na ferida do lúdico mito dos “super-heróis” e ir fundo em suas mais diversas camadas, algo presente em seus inúmeros títulos, mas que acaba ganhando um novo patamar em Strange Adventures.

    O personagem da vez aqui é Adam Strange, que se tornou um herói ao defender o planeta Hann da raça de genocidas pikkts no passado, mas agora se encontra no centro de uma investigação sobre seus possíveis crimes de guerra.

    A trama se divide em duas linhas cronológicas, uma no passado com Adam precisando unir as tribos de Hann na batalha contra os pikkts, desenhada por Evan “Doc” Shaner; e outra no presente, desenhada por Mitch Gerards, com o aparecimento de acusações que mancham sua imagem de herói e o leva em uma investigação, encabeçada pelo Senhor Incrível.

    A minissérie foi lançada em 2020, pelo selo DC Black Label, substituto do antigo selo Vertigo.

    Superman Esmaga a Klan

    Superman é o herói primordial. Sendo ele mais rápido que uma bala, mais potente que uma locomotiva e capaz de saltar prédios com um só pulo. Contudo, as suas melhores histórias são aquelas que entendem seu real superpoder, a inspiração.

    Sendo um lançamento do selo DC Teen, Esmaga a Klan possui uma narrativa até simples, mas recheada de nuances que não só a torna genial, como também um clássico contemporâneo necessário. Na trama, os irmãos Roberta e Tommy se mudam com a sua família de Chinatown para Metrópolis. E, entre todos os problemas da adaptação, a família precisa enfrentar um inimigo sem escrúpulos, o preconceito. Perpetuado pelo grupo supremacista, aqui chamado de Klan da cruz em Chamas, vemos Lois Lane e Clark Kent investigando as reais motivações do grupo para por um fim em sua onda de ódio.

    Vale destacar todo o arco do Superman na história, que também precisa lidar com o fato de ser um forasteiro nesse mundo, tendo medo de ser visto como o “outro” e colocado no lugar de ameaça, algo tão internalizado que o limita de atingir seu verdadeiro potencial.

    A história é baseada no seguimento do antigo programa de rádio do Superman, intitulado Clan of The Fiery Cross, transmitido em 1946 e usado na época como forma de denunciar o crescente número de células da Ku Klux Klan, nos EUA.

    Contando com um roteiro impecável de Gene Luen Yang e Gurihiru, a HQ venceu o prêmio de Melhor Livro Infantil no Harvey Awards 2020.

    Harley Quinn: Breaking Glass

    Arlequina pode ter surgido como uma mera ajudante, mas foi ganhando seu espaço e hoje é um dos maiores pilares da DC Comics, se tornando inclusive a protagonista de diversos títulos aclamados que merecem sim seu lugar ao sol.

    Nesta trama acompanhamos a jovem Harleen, que vive em um apartamento em cima de um cabaré karaokê de uma drag queen chamada Mama, na área pobre de Gotham e devendo escolher entre sua amiga Ivy ou o perverso Coringa para salvar seu bairro da gentrificação.

    A HQ foi lançada pelo selo DC Ink, focada em jovens adultos, com artes de Steve Pugh e roteiro de Mariko Tamaki, que venceu o prêmio Eisner na categoria de Melhor Escritor (a).

    You Brought Me The Ocean: An Aqualad Graphic Novel

    Um quadrinho que ganhou destaque da mídia após o anúncio da série do Aqualad na HBO Max foi o romance gráfico do autor Alex Sanchez. Descrito como uma história de um “peixe fora d’água”, vemos um jovem Jackson “Jake” Hyde lidando com seus próprios medos e inseguranças, enquanto aprende sobre sua verdadeira natureza.

    Não esperem combates épicos aqui, mas sim uma trama de amadurecimento. Tendo bastante cuidado em abordar questões inerentes a comunidade LGBTQIA+ com extrema sensibilidade, além de, claro, estar submersa na aquarela de cores e traços suaves da ilustradora francesa Julie Maroh.

    A Outra História do Universo DC

    A DC Comics é a casa de alguns dos maiores heróis da cultura pop, contudo, muitos personagens acabam sendo apagados ou subutilizados com o passar dos anos, em especial alguns que fazem parte de grupos minoritários.

    Pensando nisso, em 2021, foi lançada a minissérie ‘A Outra História da DC’, que narra momentos chaves da editora no ponto de vista de super-heróis que, embora bem conhecidos em certos círculos, foram históricamente marginalizados tanto nas páginas quanto no mundo real. O título tem o roteiro de John Ridley, artes de Giuseppe Camuncoli e cores de Andrea Cucchi.

    O especial foi dividido em cinco edições, com o primeiro volume estrelado por: Raio Negro, sua filha Anissa (Tormenta), Katana, Renee Montoya (Questão) e o casal Karen (Bumblebee) e Mal Duncan.

    DC: Odisseia Cósmica

    Uma das maiores e mais injustamente mal comentadas sagas da DC é Odisseia Cósmica, que reuniu nos anos 80 dois grandes nomes da história dos quadrinhos, com Jim Starlin, assumindo o roteiro, e com artes do lendário Mike Mignola, o criador de Hellboy.

    Na trama, vemos a aliança improvável entre Darkseid e o Pai Celestial para deter o avanço da Força Anti-vida, que aqui é retratada como um ser senciente que ameaça todo o universo, precisando os mesmos reunirem um grupo diverso dos maiores heróis de seus respectivos mundos, como também da Terra.

    Apesar de pouco lembrada, a HQ consegue reunir com maestria todo o potencial cósmico da editora em uma história cheia de reviravoltas e momentos marcantes que até hoje repercutem na trama principal dos personagens.

    Sociedade da Justiça: A Era de Ouro

    Ao contrário do que muitos podem pensar, a Liga da Justiça não foi a primeira super equipe da DC. A Sociedade da Justiça foi um grupo nascido durante a ascensão dos quadrinhos, em uma época longínqua e inocente, conhecida como A Era de Ouro. Contudo, sua relevância foi eclipsada com o final da Segunda Guerra.

    Utilizando isso como base, em 1993, o roteirista James Robinson ao lado do ilustrador Paul Smith, decidiram contar sobre a queda desses ícones dos anos 40 em um deprimente processo de aposentadoria e adequação com seus novos status de “cidadãos comuns“, enquanto veem a ascensão democrática do fascismo nos Estados Unidos.

    Tendo como ponta pé inicial a chegada de um novo herói chamado Dínamo, que conquista o carinho do público e o apoio de políticos fascistas na época do macarthismo, ele tem objetivos e intenções mais sombrias do que qualquer um jamais sonhou, e apenas os homens mascarados da Era de Ouro podem detê-lo.

    A minissérie, dividida em quatro edições, foi lançada através do extinto selo Elseworlds, não fazendo parte da cronologia oficial do universo DC.

    DC: A Nova Fronteira

    Para finalizar a lista, temos uma obra idealizada pelo escritor e ilustrador Darwyn Cooke, que narra o momento de travessia entre a Era de Ouro e a Era de Prata dos quadrinhos.

    Com o fim da segunda guerra e o inicio das tenções causadas pela Guerra Fria, os heróis da Sociedade da Justiça se tornam vítimas da paranoia coletiva, virando inimigos ao olhos do grande público. Agora, restam apenas Superman e Mulher-Maravilha trabalhando para os EUA, com o Batman virando um fora da lei.

    E, nesse grande momento de incerteza, também acompanhamos o alvorecer de uma nova geração de mascarados, como Flash, Lanterna Verde e o Caçador de Marte, que precisam unir forças para derrotar uma entidade poderosa e antiga, conhecida apenas como o Centro.

    A minissérie utiliza de momentos históricos da vida real, bem como discursos e lutas sociais, contextualizando esses personagens em um ambiente hostil e carente de esperança, criando um contraste com os traços vintage e leves de Cooke. Algo que encanta aos olhos e emociona os leitores a cada nova página.

    Dividida em seis capítulos, o gibi só pode ser descrito como uma emocionante carta de amor aos lendários heróis desse universo. Não sendo atoa sua coleção de vitórias nos maiores prêmios do mundo dos quadrinhos (Eisner, Harvey, e Shuster).

    WB Discovery está considerando “revisar” os rumos da DC Entertainment

    Faz pouco mais de uma semana desde que a Discovery concluiu o negócio de US$ 43 bilhões pela aquisição da WarnerMedia, o que reuniu uma das maiores produtoras de conteúdo reality com uma das mais conhecidas marcas do entretenimento global sob o novo nome de Warner Bros. Discovery. David Zaslav será o CEO da companhia que surge dessa fusão e o novo mandatário tem considerado a ideia de transformar a DC em uma vertical de conteúdo, segundo apontaram diversas fontes à Variety.

    Esse movimento tem o potencial de afetar o desenvolvimento de filmes da DC na WB Pictures, as séries produzidas pela WB Television e todo o braço criativo das propriedades envolvidas com as produções da DC, tudo com o objetivo de ter os diferentes departamentos mais alinhados para maximizar o valor dos seus super-heróis.

    Antes mesmo da finalização do processo de fusão, Zaslav prospectou candidatos com experiência em criar e manter propriedades intelectuais que envolvessem megafilmes, com a meta de encontrar alguém para ser um líder criativo e estratégico na nova empreitada, em papel similar ao desempenhado por Kevin Feige na Marvel Studios. Uma dessas candidatas seria Emma Watts, ex-executiva da 20th Century Studios e da Paramount, mas não parece provável que seja ela a assumir esse papel. Uma das fontes afirmou à Variety que Zaslav estaria menos interessado em encontrar um líder criativo e mais envolvido na tarefa de contratar alguém com a experiência necessária para fazer todos os departamentos criativos da DC trabalharem de maneira mais harmoniosa.

    Ainda segundo fontes, o novo CEO acredita que o sucesso da fusão, que deixou a nova companhia com larga vantagem competitiva, fará com que não meçam esforços para destravar o potencial do universo de personagens da DC. Acredita-se que embora os lançamentos recentes tenham alcançado sucesso, com filmes como Aquaman e The Batman, ainda falta uma estratégia de marca que seja coerente. A Discovery trabalha com a ideia de que personagens de primeira prateleira, como o Superman, têm sido deixados de lado e precisam ser revitalizados. Também consideram que projetos independentes, como Coringa, são um exemplo de como personagens considerados coadjuvantes no cânone da DC podem e devem ser explorados, citando como paralelo a Arlequina, de Margot Robbie.

    A DC começou a explorar os caminhos para fazer com que seus grandes lançamentos do cinema impulsionem mais produção de conteúdo no streming, como o recente lançamento de Pacificador em um spin-off de Esquadrão Suicida, e a vindoura série inspirada no Pinguim de Colin Farrell e no departamento de polícia de Gotham. Ainda assim, a Discovery acredita que a DC deve fazer mais para aumentar o apelo de seus personagens, incluindo mais investimentos em games.

    Após as saídas de Jon Berg e Geoff Johns em 2018, a DC Filmes ficou sob o comando de Walter Hamada, tendo a partir deste momento uma maior consistência na recepção tanto da crítica, quanto do público. Hamada tem contrato com a DC Filmes até o fim de 2023 e pode ser uma peça importante no tabuleiro que o novo CEO da WB Discovery está montando.

    Por fim, uma das promessas de Zaslav para o conselho de administração e para os acionistas da empresa é encontrar, após o processo de fusão, US$3 bilhões em “sinergias”, o que indica a importância que a nova administração dará aos cortes de custos. Dessa forma, explorar o universo de personagens da DC pode ter papel importante no controle dos gastos, uma vez que a WB Discovery é a dona de toda sua propriedade intelectual.

    Via: [Variety]

    DMZ: Tão real quanto o que vivemos…

    Minisséries são significado de qualidade na mais recente história de seriados da DC, como a premiada Watchmen que nos prendeu em seus episódios empolgantes. Agora, em 2022, os produtores Robert Patino, Ava DuVernay e Paul Garnes trazem para o live action ‘DMZ’ ( ZMD como foi lançado no Brasil, escrita por Brian Wood e com arte de Riccardo Burchielli  entre 2005 e 2012 na extinta editora Vertigo.)

    Durante a produção, Ava dirigiu o primeiro episódio enquanto Ernest Dickerson os três seguintes. Temos no elenco Rosário Dawson que recentemente participou do seriado ‘O livro de Boba Fett’ além de Benjamin Bratt, Hoon Lee, Freddy Miyares, Jordan Preston Carter e Venus Ariel, ambientando uma história que traz além dos contextos políticos uma história sobre sobrevivência.

    A minissérie adapta um futuro distópico de uma outra guerra civil nos Estados Unidos que separa o país em duas nações diferentes,  tornando Manhattan uma zona desmilitarizada (DMZ) dominada por facções que lutam pelo controle da região.

    Em meio a tensão entre nações, está Alma Ortega, uma fugitiva dos dias de conflito que retorna a DMZ 8 anos após sua saída para encontrar o seu filho perdido. Lá, ela terá que enfrentar os perigos de andar pela região ao mesmo tempo que passa a conhecer mais do cenário político e social que se tornou o lugar. Concomitante a sua jornada, ela decide ajudar as pessoas.

    A maior virtude de DMZ é ser um seriado que destaca as minorias diante de um universo que está completamente polarizado. As gangues representando minorias como latinos, negros e asiáticos além de uma região liderada apenas por mulheres é uma excelente metáfora utilizada para pensarmos em nossa realidade, como as minorias vivem em uma DMZ social, seja na internet ou no convívio diário. Além desta representação, posso destacar que até mesmo a solução sugerindo uma união para se construir uma sociedade sem conflitos pode-se trazer como uma reflexão diária para se trabalhar, assim como o exercício da empatia e o diálogo em momentos delicados.

    A respeito das atuações, Rosário Dawson interpretando Alma “Zee” Ortega consegue entregar todas as questões que a sua personagem possui ao longo dos desdobramentos de sua jornada, assim como também o antagonista Paco, de Benjamin Bratt, que tem em seu discurso a não violência, mas utiliza da força para unificar as gangues sobre o seu domínio.

    E não apenas contextos políticos aborda DMZ, mas pequenas narrativas como das crianças Odi e Nico, interpretados respectivamente por Jordan Preston Carter e Venus Ariel, mostrando a dificuldade de se crescer em um ambiente tão hostil como a zona desmilitarizada, e ainda sim, a possibilidade de viverem aventuras em coisas simples como encontrar uma máquina de refrigerante. Além desta relação de amizade, Odi tem a elaboração do luto de seu avô e a sua conexão com Alma, formando uma amizade improvável neste lugar.A minissérie também nos fala sobre a forma que a violência muda as pessoas, como o líder de Chinatown, Wilson Lin (Hoon Lee); ele era um enfermeiro e amigo de Alma antes de ser o líder da região e, neste mesmo contexto, Skel o filho perdido da protagonista que se tornou o assassino particular de seu pai, Paco Delgado.

    A respeito dos pontos negativos, acredito que não ter abordado de forma mais ampla alguns pontos da narrativa, os apresentando de forma mais acelerada, cria pequenos furos no roteiro ou elementos sem explicação, pois indicam serem importantes como por exemplo a relação familiar de Alma, Paco e Skel ou Odi e seu avô, revelando assim mais da construção ou a deterioração destas relações, além de explorar mais o passado de Nico.

    O encerramento da série apesar de ser esperado deixa algumas perguntas em aberto, mas se torna satisfatório pelo desfecho dos personagens principais e a união de toda DMZ como uma única população.

    DMZ apesar de não ter sido tão bem divulgada como outras produções, ela esteve mesmo assim entre as 3 produções mais vistas do serviço HBO Max recentemente. Ela é uma minissérie que apresenta boas discussões a respeito de contextos atuais e uma ótima narrativa de um cenário pós apocalíptico.

    Nota: 40/52.

    Charlize Theron irá produzir uma série do Aqualad, para a HBO Max

    Uma série solo focada no Aqualad Jackson Hyde está em desenvolvimento pela HBO Max. (Via: Variety)

    O projeto usará como base o romance gráfico LGBTQIA+ You Brought Me the Ocean, escrita por Alex Sanchez e com artes da ilustradora francesa Julie Maroh. Na trama, Jackson é um “peixe fora d’água” no desértico Novo México, precisando lidar com sua estranha ligação com a água e uma forte atração pelo capitão de natação do ensino médio, Kenny Liu.

    Arte de Julie Maroh

    Jackson “Jake” Hyde apareceu pela primeira vez nos quadrinhos na edição número #4 da saga O Dia Mais Claro, sendo uma criação de Geoff Johns e do ilustrador brasileiro Ivan Reis. Sendo muito conhecido pela sua versão alternativa Kaldur’ahm, na animação Justiça Jovem.

    Atualmente, o personagem ocupa o posto de Aquaman principal do universo DC, após os eventos da HQ Aquaman: The Becoming.

    A atriz Charlize Theron (Atômica) será responsável pela produção executiva através de sua produtora, Denver and Delilah Films, em colaboração com AJ Dix, Beth Kono e Andrew Haas.

    Por hora, a produção ainda não possui uma previsão de estreia.

    Kelly Larson e Natalie Abrams comentam sobre HQ estrelada por Ryan Wilder. 

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    A HQ “Terra-Prime: Batwoman” é estrelada por Ryan Wilder, a Batwoman do Arrowverso e além dela, traz outros personagens, como Luke Fox, Mary Hamilton, Renne Montoya e Lena Luthor.

    A equipe responsável pela publicação é Kelly Larson, Natalie Abrams, Clayton Henry, Marcelo Maiolo, Tom Napolitano e Kim Jacinto. A história segue Ryan enquanto ela encontra o vilão Cara de Barro e traz Lena Luthor para as Gotham City

    Em entrevista ao Screen Rant, as escritoras de “Earth-Prime: Batwoman”, Kelly Larson e Natalie Abrams, conversaram sobre os desafios de desenvolver a nova história.

    Por que este foi o momento certo para introduzir a versão CW da Batwoman nos quadrinhos?

    Kelly Larson: O momento foi perfeito para a série, porque não é apenas uma chance para Ryan Wilder como Batwoman aparecer como o foco de uma história em quadrinhos da DC, mas também para todo o nosso elenco fazer sua estreia em quadrinhos. Dado o quão duro Javicia, Meagan, Cam, Nicole, Rachel, Nick, Robin – todo o nosso elenco realmente – trabalharam para trazer suas iterações desses personagens para a tela, foi tão emocionante colocar suas versões em uma história em quadrinhos. É uma verdadeira homenagem a eles, e sou muito grato por fazer parte disso.

    Natalie Abrams: Eu acho que a maioria dos escritores do Cwverso, em algum momento ou outro, quis ter a chance de escrever uma história em quadrinhos que existe na caixa de areia em que estamos jogando todos os dias. Esta foi uma oportunidade extremamente emocionante que Kelly e eu aproveitamos quando nossa incrível showrunner Caroline Dries veio até nós com os planos da DC. Eu cresci lendo obsessivamente histórias em quadrinhos de super-heróis, que ofereciam escapismo, mas também forneciam histórias relacionáveis ​​que estavam envolvidas no gênero. E a maior coisa que aprendi foi que todo mundo merece se ver representado – seja na tela ou nas páginas de uma história em quadrinhos.”

    Como esse projeto surgiu e o que te levou a fazer uma história da Batwoman da Terra-Prime inicialmente? Quais foram as maiores diferenças entre escrever a série e escrever os quadrinhos?

    Natalie: A DC procurou nossos vários showrunners sobre o desejo de fazer um evento de seis edições nos quadrinhos, onde cada série (Batwoman, Superman & Lois, Legends of Tomorrow, Stargirl e The Flash) teria uma história solo, como bem como uma pequena provocação para o que seria um grande crossover no quadrinho final. A partir daí, todos os escritores de cada programa entraram em uma ligação do zoom para discutir as possibilidades da história geral, além de lançar ideias de coisas que queríamos abordar em nossos próprios programas que talvez não tenhamos tempo de fazer em episódios de 42 minutos.

    Kelly: Eu sempre quis fazer parte de escrever uma história em quadrinhos para a Batwoman da nossa série, então quando tudo começou e nos reunimos com as outras séries, eu era como uma criança em uma loja de doces.

    Natalie: Esses enormes zooms com escritores de todos os programas envolvidos foram alguns dos mais divertidos que tive na minha carreira. Fiquei muito nerd, principalmente porque – devido à pandemia – muitos de nós não estamos nas salas dos escritores físicos há tanto tempo, o que significa que também não conseguimos nos encontrar nos corredores. Senti falta da camaradagem.

    Kelly: Você quer dizer que sente falta das guerras nerds entre os shows? Porque eu sinto falta disso.

    Natalie: E foi fascinante ouvir onde cada uma das séries estava no processo de terminar suas temporadas – sim, eu estava absolutamente lá pelos spoilers.

    Kelly: Quanto às diferenças, escrever para tv é um meio muito diferente, mesmo usando software e formatação diferentes. Escrever histórias em quadrinhos é um músculo diferente que você usa, mas tão maravilhoso quanto a tv. Ele desafia você a colocar todas as intenções em uma linha, um quadro, em oposição à tv, onde você tem espaço para esticá-la. Então foi divertido pular nessas águas, e isso faz você apreciar aqueles que escreveram antes de nós, como Greg Rucka, Marguerite Bennett e James Tynion IV.”

    O que está reservado para Ryan, Renee Montoya e Luke Fox nesta história?

    “Kelly: Haverá muitos sentimentos.

    Natalie: Prepare os lenços!

    Kelly: Como isso acontece logo após Alice e Mary pularem da bat-equipe na metade da temporada, nossos heróis estão se sentindo crus. É um momento em que podemos ver como Ryan lidou com as emoções de Mary deixando-as para trás depois de ser infectada por Hera Venenosa, mas também como Luke está processando.

    Natalie: Além disso, Ryan, Renee e Luke estão longe de ser os únicos personagens que aparecem na edição. Nós realmente queríamos dar amor a todo o nosso elenco, então você verá momentos com todos. E o que é divertido é que os fãs do programa já sabem como a temporada termina e onde alguns desses personagens acabam – Wildmoore. Estávamos desenvolvendo e escrevendo os quadrinhos enquanto a sala dos roteiristas estava terminando a temporada, e então definitivamente jogamos com algumas das emoções que viriam.”

    Quão divertido foi trazer Lena Luthor de volta ao Arrowverso nesta história?

    “Abrams: Quando Supergirl começou, eu era repórter da Entertainment Weekly e cobri a série desde o início. Então eu já tinha afinidade com o elenco e com o fandom da Supergirl. Tive a sorte de ter a chance de escrever um episódio de Supergirl na quarta temporada depois que me tornei uma escritora de tv. Na verdade, eu estava lutando um pouco na minha vida pessoal quando entrei na sala dos roteiristas, e escrever para personagens que eu amava e admirava tanto me deu uma saída criativa que acabou sendo realmente catártica. Esta é uma maneira muito longa de dizer que eu adoraria escrever para esses personagens novamente. Sério, a quantidade de vezes que eu lancei um crossover entre Batwoman e Supergirl na sala dos nossos roteiristas provavelmente poderia ser um jogo de bebida.

    Kelly: E todos nós acabaríamos bêbados no final. Mas da melhor forma.

    Abrams: Infelizmente, a pandemia tornou praticamente impossível qualquer crossover. Então, com Supergirl terminando e, portanto, não fazendo parte do evento de quadrinhos, tanto Kelly quanto eu sentimos que queríamos encontrar uma maneira de fazer esse crossover acontecer de alguma forma – e mostrar aos fãs de Supergirl um pouco de amor também. Lena parecia a personagem perfeita para trazer a este mundo. Ela sempre foi uma força a ser reconhecida, ela é extremamente brilhante e ela sabe como é lidar com um irmão megalomaníaco – algo que Ryan está lutando na 3ª temporada. Para ver um pouco de como é a vida dela depois que a série acabou.

    Kelly: Eu amo Katie desde os dias de Merlin, Drácula, e até sim – aquele filme da princesa com Sam Heughan. Então, escrever para lena, alguém que Katie levou tanto tempo para aperfeiçoar ao longo dos anos, e participar de sua estreia nos quadrinhos, foi um sonho.

    Como foi introduzir um grande vilão na história , como o Cara-de-Barro? Que papel ele desempenha?

    Natalie: Ele é o nosso vilão do momento. No final da segunda temporada, os troféus que o Batman havia guardado de vários super-vilões infames da DC foram perdidos no rio e nossa terceira temporada foi sobre nosso “bat-equipe” tentando recuperar esses troféus. Claro, alguns deles caíram nas mãos erradas – o chapéu do Chapeleiro Maluco, a videira da Hera Venenosa e, neste caso, alguém está infectado pela lama do Cara-De-Barro.

    Kelly: Foi um personagem que não conseguimos fazer na série devido a ele ser um personagem difícil de dar vida, mas é um que todo mundo ama – quero dizer, Harley Quinn nos fez amá-lo ainda mais, certo? Nossa pessoa que foi infectada por ele está lidando com a quantidade insana de poder que a argila traz. Isso pode mudar qualquer um – mas é como eles lidam com essa mudança que é importante dissecar.

    Ao escrever essa história, como foi o processo de colaboração com a CW, já que essa história é canônica no universo Batwoman?

    Kelly: Nossas interações foram mais com a DC, nosso showrunner e nossos artistas. Andrew Marino, nosso editor, é possivelmente um dos melhores seres humanos que nos guiou por isso.

    Natalie: Além disso, nossos produtores executivos Chad Fiveash e James Stoteraux foram, como sempre, extremamente prestativos no processo de desenvolvimento da história.

    Como foi trabalhar com os artistas Clayton Henry e Marcelo Maiolo neste projeto?

    Kelly: Deus. Esses dois homens são ridiculamente talentosos e eu gostaria que o mundo os colocasse em um pedestal. As imagens, as cores, as poses, tudo foi feito de forma rápida e perfeita.

    Natalie: Eu sinto que as pessoas lêem quadrinhos e às vezes pensam que são apenas os escritores que merecem crédito e isso é o mais distante da verdade. Podemos escrever as palavras e descrever as imagens de um painel, mas sem os artistas, os coloristas, os letristas, nada disso acontece. Eles são vitais e essenciais para este processo e realmente merecem tanto reconhecimento. Sou muito grato a todos que trabalharam nesta questão.

    Para quem você diria que esta HQ é para leitores de quadrinhos que querem saber mais sobre a Batwoman da CW? Ou você vê isso como um caminho para os fãs da Batwoman aprenderem mais sobre os quadrinhos? Ou ambos?

    Kelly: É um pouco dos dois. Como alguém que fica sobrecarregado tentando mergulhar um dedo do pé em uma série de quadrinhos, acho que é uma porta de entrada para os quadrinhos para alguns e, em seguida, uma visão do nosso programa para outros. Nosso show é tão único, mesmo em nossos fãs, que todos nós queremos que qualquer um seja capaz de pular em nosso mundo e ficar animado. Sinta-se ouvido e visto. Então, espero que esta história em quadrinhos seja uma maneira de mostrar aos outros que amamos o mundo da DC e amamos o mundo do nosso show. Nós amamos os dois e queremos que os fãs de ambos os lados encontrem um lugar em nossa mesa.

    Natalie: Muito bem, Kelly! Eu estava em uma loja de quadrinhos aqui em Toronto e ouvi um cliente perguntando a seu amigo se ele pode começar com qualquer edição de um quadrinho. E o amigo dele disse: “bem, você pode não entender o que está acontecendo. Você tem que pular no início de uma corrida.” Embora isso possa ser verdade às vezes, também acho que se você pegasse qualquer edição de um quadrinho, obteria uma história completa – tanto que gostaria de comprar a edição anterior para descobrir mais e a próxima e a seguinte e assim por diante. Mas para aqueles que querem começar em uma nova corrida, adivinhem? Terra-Prime é o início de uma nova corrida! Venha se juntar a nós na caixa de areia!

    O que você espera que os leitores obtenham da publicação?

    Kelly: Eles ficam animados. Eles ficam ansiosos por mais. Eles querem rever a terceira temporada na HBO MAX para que possam reviver os momentos que referenciamos nos quadrinhos.

    Natalie: Espero que eles vejam uma história que – apesar de ser sobre um super-herói – eles ainda possam se identificar. Javicia traz tanto coração para Ryan Wilder no programa, e acho que a Batwoman de Ryan Wilder também nos quadrinhos.

    Kelly: Eu quero que os leitores também entendam que fazemos isso para todos: os fãs, a equipe, o elenco, os escritores. Não entramos em um meio criativo por motivos egoístas, ninguém o faz. E devemos muito não apenas às pessoas que fizeram o programa, mas às pessoas que assistem e nos mantêm no ar. Esta história em quadrinhos é uma carta de amor para eles.”

    “Terra-Prime” contará histórias estreladas por diversos personagens da The CW, além da Batwoman, Superman & Lois, The Flash, Legends of Tomorrow e Stargirl também ganharão suas próprias HQs.

     

    DC anuncia continuação da animação ‘Justiça Jovem: Espectros’ nos quadrinhos

    A DC Comics anunciou uma continuação em 06 edições da série animada Justiça Jovem: Espectros, intitulado Young Justice: Targets” (Via: ComicBook)

    A minissérie em quadrinhos contará com roteiro do produtor Greg Weisman, com artes de Christopher Jones, responsável pelos storyboards da última temporada da animação, e colorização de Jason Wright.

    A trama de Targets (Alvos, em livre tradução) acompanhará os eventos que irão ocorrer ao final de Espectros e será uma produção canônica no universo da série, mostrando os jovens heróis precisando se unir para resgatar a Rainha Perdita. Confira a sinopse oficial:

    Rainha Perdita foi sequestrada! Misteriosos assaltantes blindados arrebataram a realeza de Vlatavan por baixo da Segurança dos Caçadores de Arqueiros, deixando o Arqueiro Verde e a Canário Negro envenenados e em coma no processo! unam-se e salvem Perdita!

    Confiram as capas variantes e as primeiras páginas da minissérie:

    Arte de Meghan Hetrick
    Arte de Travis Mercer

    Young Justice: Targets tem previsão de lançamento para 14 de junho, no DC Universe Infinite, chegando nas lojas físicas somente no dia 26 de julho.