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    O Esquadrão Suicida | James Gunn revela final alternativo com a morte de um dos personagens principais

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    Atenção, o texto abaixo conterá spoilers de “O Esquadrão Suicida”. 

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    A Warner Bros. deu carta branca ao diretor James Gunn para matar qualquer personagem que ele quisesse no filme “O Esquadrão Suicida”, mas, há um personagem que Gunn afirma que ele “simplesmente não conseguia matar” – então ele mudou o final do filme.

    Quando a Amanda Waller (Viola Davis) recruta uma nova Força-Tarefa X para uma missão suicida, que deverá se infiltrar em Corto Maltese, um país controlado por um ditador, ela monta um esquadrão de supervilões dispensáveis, incluindo a Arlequina (Margot Robbie) e o assassino Sanguinário (Idris Elba). A missão leva então o Esquadrão Suicida contra o Starro – uma estrela do mar alienígena conquistadora de planetas – e a criatura esmaga o Homem das Bolinhas (David Dastmalchian) antes de ser derrubado pelos ratos controlados pela Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior).

    Gunn nunca planejou matar a Arlequina ou Sanguinário, mas na sua proposta original para o filme, terminariamos somente com duas baixas na equipe, durante o terceiro ato; Rick Flag (Joel Kinnaman) e Caça-Ratos 2.

    “Houve uma mudança. O final original que eu lancei, um personagem principal morreria e outro personagem principal não morreu. E o personagem principal que morreu foi a Caça-Ratos 2.”, Gunn disse à Variety . “Ela foi tão doce e eu senti que seria algo muito pesado. Não que gostamos menos do Homem das Bolinhas. Amamos ele também, mas eu simplesmente não consegui [matar a Caça-Ratos 2. Então cedi.”

    Depois de sobreviver ao “O Esquadrão Suicida , a atriz Daniela Melchior espera retornar ao DCEU como uma supervilã “de verdade”.

    “Ela teve a oportunidade de falar sobre seu pai, então, eu adoraria ver um pouco mais sobre isso.”, disse Melchior ao Entertainment Tonight sobre o seu futuro na DC. “Mas eu adoraria também ver a Caça-Ratos 2 aprendendo com, não sei… por que não o Sanguinário? Como atirar com uma arma, como lutar com alguém, eu adoraria ver sua estreia como uma supervilã de verdade.”

    “O Esquadrão Suicida” está em exibição nos cinemas.

    Via: [ComicBook].

    The Flash | Toda corrida tem uma linha de chegada: está na hora da série acabar

    No ano de 2013, o perito forense Barry Allen apareceu pela primeira vez no universo televisivo da DC que o canal americano The CW começava a construir, com participações pontuais nos episódios 2×08, 2×09 e 2×20 de Arrow. Neste último, foi mostrado ao público como o personagem adquiriu seus poderes de super-velocidade, servindo como pontapé inicial para sua série solo, que estreou no ano seguinte.

    Barry Allen fez sua estreia em Arrow antes de ter sua série solo.

    Não demorou muito para que The Flash caísse no gosto do público do canal e logo se tornasse sua série de maior audiência, posto que manteve durante um bom tempo. Isso se deve em parte pelo tom jovial e descontraído que o show carregava, tendo um bom diálogo com a audiência mais jovem da The CW, em contraponto à perspectiva soturna e realista que Arrow possuía, muito ainda sob influência do recente sucesso da trilogia O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan.

    Porém, apenas isso não explica o sucesso que The Flash teve em suas temporadas iniciais. O canal foi muito feliz na escolha de um protagonista extremamente carismático e um elenco que se enquadrava bem na proposta da série, além de uma equipe de produção que parecia saber o que queria fazer e como explorar, ao menos inicialmente, as potencialidades do personagem. Depois de anos de filmes e séries de super-heróis povoando o cinema e a TV, o público do canal estava pronto para uma série mais colorida, espalhafatosa e que não teria receio de abordar temas considerados nichados, como viagem no tempo e multiverso.

    Não fugindo do estereótipo do herói clássico, Barry Allen possui uma infância trágica, tendo sua mãe sido assassinada quando ele ainda era criança e seu pai condenado pelo crime que não cometeu. Como não poderia ser diferente, em sua temporada de estreia a série teve como vilão principal o Flash Reverso, principal antagonista do velocista escarlate e verdadeiro responsável pelo assassinato de Nora Allen. Todo o desenvolvimento da primeira temporada se dá no entorno da verdadeira origem do personagem e pelo grande mistério que envolvia a real identidade do “homem do traje amarelo”, com episódios e ganchos que conseguiam manter a audiência interessada.

    O homem do traje amarelo: Flash Reverso foi o vilão da primeira temporada da série.

    É verdade que a série sempre teve seus problemas e limitações; uma delas é o próprio formato e seu contexto televisivo. The Flash é uma série de TV aberta nos Estados Unidos, o que significa que ela deve preencher o calendário de outono (Fall Season) do canal, com temporadas que possuem entre 20 e 23 episódios, em geral. Em termos práticos é quase impossível manter um fio narrativo único que se estenda ao longo de 20h de duração, o que acaba fazendo com que esses seriados apelem para um formato bastante tradicional, os episódios procedurais, que utilizam os “vilões da semana” para preencherem tempo de tela e desenvolvem o arco principal a conta-gotas, diluído ao longo da temporada.

    Outro problema que a série enfrenta desde o início é a pobreza e a falta de criatividade do roteiro na construção e resolução dos conflitos dos personagens. Os tradicionais e frequentes discursos motivacionais para mobilizar o protagonista em um momento de dificuldade logo se tornaram piada na internet. As discussões mais acaloradas dos membros do “Time Flash”, que todas as vezes terminam com algum deles deixando a sala com os nervos à flor da pele, ao passo que alguém o segue para acalmar os ânimos, também. Esse tipo de ferramenta realmente passa a incomodar quando é consistentemente utilizada em todos os episódios ao longo de sete temporadas.
    Nos três primeiros anos a equipe criativa da série utilizou outros velocistas como antagonistas principais, com Flash Reverso, Zoom e Savitar, fazendo as honras de grandes vilões. Este recurso, onde protagonista e antagonista possuem habilidades espelhadas facilita a criação de cenas de embates entre os personagens e também torna mais simples a transmissão da noção de bem contra o mal.

    A partir da quarta temporada, a produção da série havia entendido que a fórmula velocista-contra-velocista tinha se esgotado e tentaram partir para antagonistas que possuíam habilidades diversas do Flash, utilizando vilões como Pensador e Cicada. Coincidência ou não, a série nunca mais conseguiu engajar seu público e produzir vilões tão carismáticos e ameaçadores quanto o Flash Reverso de Tom Cavanagh foi na primeira temporada do seriado, dada a excepcional performance do ator no papel e a íntima relação do seu personagem com o protagonista.

    O ator sul-africano Neil Sandilands interpretou Clifford DeVoe, o Pensador, na quarta temporada de The Flash.

    Há algumas temporadas, a The CW tem utilizado em The Flash uma alternativa que tem o potencial de reduzir os problemas das temporadas excessivamente longas, que consiste basicamente em sua subdivisão ao meio, em dois arcos distintos, separados pela pausa nas gravações que ocorrem entre o natal e o ano novo. Dessa forma, as partes A e B da temporada contam com aproximadamente 10 episódios para apresentação, desenvolvimento e conclusão de um arco específico, o que supostamente deveria facilitar a criação de uma narrativa mais coesa e interessante para o público. Digo supostamente pois nem assim a atual equipe de roteiristas e produtores de The Flash pareceu ser capaz de contar uma história cativante e, cada vez mais, demonstram não saber para onde querem levar o personagem.

    Vou utilizar como exemplo o final da sexta temporada da série, onde um dos principais plots foi a destruição da Força de Aceleração e a progressiva degradação dos poderes de supervelocidade do Flash. Ao longo da temporada, uma ideia interessante foi apresentada: Barry Allen decidiu criar uma Força de Aceleração “artificial”, tal qual seu arquirrival Flash Reverso foi obrigado a fazer quando produziu a Força de Aceleração Negativa. A premissa, interessante por sinal, ditou o tom dos episódios enquanto os membros do Time Flash sempre esbarravam em obstáculos que impediam a criação de uma Força estável, e o drama da perda dos poderes pelo protagonista ficava cada vez mais evidente.

    Quando finalmente foram bem sucedidos em produzir a tal Força de Aceleração Artificial, logo perceberam que Barry Allen havia sido “contaminado” por ela, se tornando excessivamente racional e perdendo sua essência passional; novamente uma boa premissa. Eis que os membros da equipe resolvem destruir a Força que haviam criado e, num passe de mágica, o casal Barry e Iris recriam uma Força de Aceleração orgânica a partir do, acreditem se quiserem, “amor que sentem um pelo outro”. Para fechar com chave de ouro, a temporada se encerra com uma grande redenção da vilã Eva McCulloch, uma versão feminina do Mestre dos Espelhos, que decide viver feliz para sempre no mundo espelhado.

    A Força de Aceleração foi recriada a partir do “amor” entre Barry e Iris. Pois é.

    Neste momento é normal que você esteja sentindo um pouco de vergonha alheia; você não está sozinho(a). Foi assim mesmo, em 5 (cinco) minutos, que o que poderia ter sido um arco de temporada minimamente intrigante foi jogado no lixo e o “problema” resolvido de forma simplista e profundamente embaraçosa, tirando completamente o peso de todas as decisões que haviam levado os personagens até ali. Sequer vou entrar no mérito de que essa recriação da Força de Aceleração plantou a semente para o arco das Forças da Natureza contado na primeira metade da sétima temporada, onde Barry e Iris foram retratados como “pais” das mesmas, no sentido literal da palavra, uma das coisas mais constrangedoras que assisti nos últimos tempos.

    Assistir os episódios finais da sétima temporada foi um exercício desafiador. Em diversos momentos me peguei involuntariamente revirando os olhos para o nível raso dos diálogos, algumas atuações sofríveis e a péssima qualidade dos efeitos especiais. Estes últimos jamais foram um primor, porém, sempre entregaram um mínimo necessário para não serem o alvo principal de críticas. Parece-me claro que houve uma brusca redução de orçamento na série, possivelmente dado à perda de receita por conta da pandemia e às restrições de equipe nos sets de filmagem, mas também pela evidente concentração de esforços em novos títulos da The CW, como a bem-sucedida Superman & Lois.

    Basta dizer que o embate final da temporada, que uniu os arquirrivais Flash e Flash Reverso contra uma ameaça em comum, que poderia ter nos oferecido excelentes cenas de briga em alta velocidade, acabou terminando em uma luta de “sabres-de-raio” bizarra demais para ter sido verdade.

    Flash e Flash Reverso vs. Godspeed: um momento Star Wars sem apelo.

    Na temporada de outono deste ano, The Flash entrará naquela que será sua oitava e, espero, última temporada. Não quero parecer ingrato com o legado da série, que nos entregou algumas boas temporadas iniciais, impulsionou a popularidade do protagonista e de suas habilidades e nos proporcionou versões em live action de vilões que imaginávamos talvez nunca ver, como Gorila Grodd. De toda forma, isso não apaga os péssimos anos recentes da série e tampouco os muitos erros, para não dizer desrespeitos, cometidos na adaptação de arcos clássicos, em especial Ponto de Ignição.

    Inegavelmente The Flash está em sua fase de declínio e, embora isso seja apenas natural, insistir em postergar o inevitável fim só faz com que os bons momentos que ela nos proporcionou se tornem memórias cada vez mais distantes e os sucessivos erros que se acumulam comecem a manchar o próprio legado que o seriado produziu. O retorno do Flash Reverso no episódio final da recém-finalizada temporada entregou à atual equipe de produção um elemento essencial para dar à série o final que ela e os fãs merecem. Espero que possam fazer bom uso dessa oportunidade.

    Especial Esquadrão | Conheça mais sobre a origem do Starro e vem ficar ‘Starrizado’ você também!

    Darkseid? Legião do Mal? Sindicato do Crime? Não! O primeiro vilão da Liga da Justiça foi o Starro! Mais conhecido como Starro, O Conquistador, o grande vilão do filme “O Esquadrão Suicida” deu as caras pela primeira vez na HQ ‘The Brave and the Bold #28, lançada nos primeiros meses de 1960. A HQ contou com roteiro de Gardner Fox e arte de Mike Sekowsky, sendo marcada pela estreia da Liga da Justiça, que enfrentou seu primeiro vilão como equipe, o grande Starro, O Conquistador!

    Starro é pertencente a uma raça alienígena conhecida como Conquistadores Estelares, onde todos tem o formato de uma gigante estrela do mar, com um enorme olho bem no centro de seu corpo. Em sua primeira aparição, Starro chega ao planeta Terra com o objetivo de dominá-lo, e acaba sendo impedido pela Liga da Justiça da América, então composta por Aquaman, Mulher-Maravilha, Flash, Caçador de Marte e Lanterna Verde. Desde então, as confusões de Starro no universo DC não foram poucas, o personagem já foi de vilão à herói no decorrer dos anos e agora fará sua grande estreia nos cinemas, como o vilão do filme O Esquadrão Suicida, de James Gunn!

    Antes de conhecer um pouco mais da história de Starro, vamos descobrir do que ele é realmente capaz! Vamos ver quais cartas este grande vilão tem na manga, ou melhor, nos seus tentáculos!

    Poderes e Habilidades

    Starro não vem para brincadeira, sendo um alienígena poderoso, o mais famoso conquistador de sua raça, ele é super resistente e capaz de regenerar qualquer parte do seu corpo, além de ser capaz de se camuflar, ao fazer seu corpo mudar de cor! Starro também é capaz de voar e de terraformar um planeta, que nada mais é do que destruir o ambiente natural deste para transformá-lo em um ambiente ideal para si e seus aliados! Por último, e mais importante, Starro é capaz de soltar esporos de seu corpo, que aparentam a sua forma em miniatura, esses esporos grudam na face de seus adversários e permitem que o vilão os controle mentalmente!

    Apesar de parecer invencível, Starro não é. O vilão possui fraquezas um tanto quanto peculiares, ele é extremamente vulnerável ao frio extremo, podendo facilmente ser derrotado ao ser congelado (a peculiaridade dessa fraqueza reside no fato de que Starro viaja pela espaço sideral, frequentemente desprotegido e sem nave, e mesmo assim não congela ao passar por pontos com temperaturas extremamente geladas), outra fraqueza bem estranha é que Starro é sensível à musgo de jardim, sim, vocês leram certo, o todo poderoso é vulnerável à musgo de jardim, mas quem nunca sofreu com alguma alergia “besta”, não é mesmo?

    História do Starro na DC Comics!

    Starro, O Conquistador já apareceu em diversos arcos e histórias dentro das HQ’s, e mesmo fora delas, aparecendo em animações e games, e agora fará sua estreia nos cinemas. Dentre as animações onde o vilão aparece, podemos citar DC SuperHero Girls, Justiça Jovem, Batman: Os Bravos e Destemidos e Superman: A Série Animada. Já nos games, ele já apareceu em Batman: The Brave and the Bold, DC Universe Online e MOBA Infinite Crisis. Na série de TV “Powerless” de 2017, Staro fez sua estreia em live action com uma pequena aparição.

    Starro em Powerless (2017).

    Nas HQ’s, o vilão conseguiu grandes feitos. Em uma história dos Jovens Titãs, é mostrado que em uma versão do futuro Starro pertence à Tropa Sinestro (energizados pela energia amarela do medo), e que usa cinco anéis, um em cada tentáculo, nesta mesma história é mostrado que ele conseguiu controlar mentalmente, através de seus esporos, os Guardiões de Oa (Guardiões do Universo). Mas nem só de vilania viverá a estrela do mar gigante, n’Os Novos 52, mais precisamente no arco Sem Justiça (série limitada de 2018), onde várias equipes distintas da Liga da Justiça são apresentadas, Starro é integrante de uma dessas, juntamente com Superman, Caçador de Marte, Estelar e Sinestro. Esse estranho grupo se une com o objetivo de defender a Terra dos Titãs Ômega, missão que acaba levando à morte de Starro, que perece em combate, mas este não é o fim do personagem. Após o seu sacrifício, um pedaço do Starro é preservado pelo Batman, para análises, motivado pela crença ao heroísmo do alienígena. Esse pedaço então se regenera, e dá origem a Jarro, uma criatura que se assemelha ao Starro, e que passa a ser criada por Bruce Wayne e eventualmente se transforma em um novo Robin (mas é claro que o Patrão Bruce não perderia a oportunidade de integrar mais um orfão a equipe)!

    Agora vai um fato curioso e edificante sobre o Starro: na saga Noite de Trevas: Metal, o Lanterna Verde Hal Jordan e o Senhor Incrível são aprisionados por Starro, que estava no comando do planeta Thanagar Prime, no entanto, eles conseguem se libertar com a ajuda do Caçador de Marte, e Hal promete que vai “chutar a bunda” de Starro, mesmo sem saber se esse possuia uma. Pois bem, mais tarde na história nos é mostrado que Starro tinha não uma, mas cinco bundas e Hal Jordan chutou cada uma delas!

    A escolha de Starro como o vilão de “O Esquadrão Suicida”

    Já é do conhecimento de todos que Starro, O Conquistador será o grande vilão de ‘O Esquadrão Suicida’, no entanto, paira a questão do por que este foi escolhido para o papel. A resposta veio do própio diretor James Gunn que, durante uma entrevista, explicou que o Starro é o vilão perfeito para o filme justamente por se tratar de um personagem que mistura as sensações de ser algo ridículo mas ao mesmo tempo aterrorizante. Nas palavras de Gunn:

    Starro é hilário. Ele é ridículo. Ele é uma estrela gigante e azul, mas ele também é muito aterrorizante. …Quando eu era criança, achava que Starro era a coisa mais assustadora de todos os tempos… e isso exemplifica o que este filme é: ridículo, aterrorizante e sério também. Então ele funciona muito bem como o vilão do filme. Como um dos vilões, na verdade.

    E assim, chegamos ao fim do nosso breve resumo sobre a história de Starro, desde sua primeira aparição até sua chegada ao O Esquadrão Suicida! E aí, ja está se sentindo Starrizado? Ainda não? Então corre pros cinemas que O Esquadrão Suicida está em exibição, e o Starro pega um, pega geral, também vai pegar você!

    Especial Esquadrão | Paz a todo custo; Conheça o Pacificador!

    O Pacificador de John Cena é uma das estrelas do filme ‘O Esquadrão Suicida‘ de James Gunn, mas o personagem também vai ganhar uma série na HBO Max, com previsão de lançamento para janeiro de 2022. Definitivamente é um bom momento para ser fã do Pacificador, mas você conhece as origens desse personagem?

    Christopher Smith (O Pacificador) não surgiu originalmente na DC Comics, o personagem foi criado pela Charlton Comics, uma pequena editora que surgiu nos anos 40, mas enfrentou diversos problemas financeiros ao longo dos anos, e em 1986 fechou as portas. Os seus personagens foram adquiridos pela DC. Os heróis Questão, Besouro Azul e Capitão Átomo são alguns dos principais personagens criados pela Charlton e que hoje são parte importante do universo DC.

    Criado por Joe Gill e Pat Boyette , Smith, o Pacificador teve sua primeira aparição na edição 40 de Fightin’ 5 (1966), o quadrinho conta a história de uma equipe paramilitar das forças especiais, e ele fez parte desse time por 5 edições. Devido a sua popularidade no ano seguinte, ele ganhou a primeira história solo, essa HQ teve o título de ‘The Peacemaker’ e durou apenas apenas 5 edições.

    O HERÓI

    A primeira edição de ‘The Peacemaker’ (1967).

    Em The Peacemaker (1967) conhecemos as origens de Christopher Smith, o personagem é filho de um oficial do exército e uma mãe cientista. Seus pais são importantes para sua vida, já que suas habilidades em pilotar aviões e seu interesse na ciência vieram diretamente deles.

    Christopher é um homem que acreditava na diplomacia, até que percebe que isso não funcionava, e decide usar táticas mais extremas em busca da paz, que é o seu grande objetivo de vida. Usando seus conhecimentos, Smith criou um traje de super-herói e armas, criando assim a identidade do Pacificador.

    Nessa primeira versão do personagem, ele era retratado como o herói que acredita que a violência apenas pode ser combatida com mais violência.

    O ANTI-HERÓI

    Pacificador e Comediante.

    O personagem, que apesar de matar era considerado um herói na sua origem, se transforma em um anti-herói ao ganhar sua primeira história na DC.

    A nova origem do Pacificador se cruza diretamente com a história do Comediante. O lendário roteirista Alan Moore tinha como ideia usar os personagens da Charlton Comics, mas a DC não liberou, pois tinha outros planos para eles, então Alan e o artista Dave Gibbons tiveram a ideia de usar os personagens da Charlton como base para criar o universo de Watchmen.

    O Comediante foi uma versão muito mais agressiva do personagem, e o sucesso de Watchmen acabou influenciando uma nova versão do Pacificador, que é muito mais violenta e perturbada.

    As 4 edições de ‘Peacemaker’ publicadas pela DC Comics em 1988.

    Nessa nova origem do personagem publicada pela DC, ele nasceu com o nome de Christopher Schmidt, filho único do nazista austríaco fabricante de munições Wolfgang Schmidt, responsável pela morte de mais de 50 mil inocentes, e da autora de livros infantis Elizabeth Lewis. No seu aniversário de 5 anos Christopher viu seu pai se suicidar na sua frente, o que o traumatizou severamente. Sua mãe Elizabeth então decidiu mudar o sobrenome do seu filho para Smith, afastando assim qualquer ligação com o passado sombrio de seu falecido esposo.

    Aos 18 anos, Christopher entrou no exército, e passou um bom tempo de sua vida sendo um soldado exemplar, até que um dia em uma missão matou diversos inocentes e foi condenado, depois de 2 anos preso foi lhe oferecido um acordo, Christopher entraria no Projeto: Peacemaker (Um esquadrão anti-terrorista ultra-secreto e de alta tecnologia.) o projeto acabou não durando muito tempo e foi encerrado.

    Smith decidiu comandar os negócios de seu pai, o instituto PAX (Uma organização sem fins lucrativos dedicada ao interesse pela paz mundial e que oferece serviços sociais a vítimas do terrorismo em todo mundo). Os propósitos dessa organização definiram sua missão de vida, combater o terrorismo em busca da paz. Christopher então se tornou o Pacificador, o anti-herói que ama tanto a paz que está disposto a tudo, até matar.

    O seu traje assim como na versão original tem um capacete bastante chamativo, nessa versão ele usa para afastar os fantasmas das pessoas que ele mata e o assombram, e o seu símbolo é uma pomba branca que representa a paz.

    Arte de Suicide Squad #1 (2021).

    Posteriormente, o personagem acaba falecendo pelas mãos do vilão Eclipso em uma missão do grupo Checkmate, e retornou apenas anos depois em um quadrinho do Besouro Azul de Jaime Reyes. Ele foi pouco utilizado ao longo dos anos, e voltou a receber destaque apenas em 2021 com a nova série de quadrinhos do Esquadrão Suicida, onde o Pacificador se tornou o líder da equipe de Amanda Waller.

    Com forte presença nas HQ’s, cinema e streaming (estrelado pelo carismático John Cena), o Pacificador tem tudo para se tornar um dos principais personagens da DC nos próximos anos!

    “O Esquadrão Suicida” está em exibição nos cinemas. Confira mais textos sobre os personagens do Esquadrão -neste link-.

    The Sandman | Uma história atemporal e, aparentemente, incompreendida

    Não é novidade para ninguém que uma série sobre a obra ‘Sandman‘ de Neil Gaiman está em produção na Netflix. Sandman é considerada não apenas umas das maiores obras quando falamos em quadrinhos, mas também uma das mais grandiosas obras da literatura em geral. Gaiman, em toda sua genialidade, trás nas 75 edições que compõe a obra original um retrato lúdico, metafórico e ao mesmo tempo escancarado da humanidade, seja no seu melhor ou seu pior.

    Por muitos anos todos se perguntaram por que Sandman não havia ganhado uma adaptação pras telonas ou uma série. O própio Gaiman nos trouxe, recentemente, a resposta: ele não havia autorizado adaptações que poderiam depredar o legado de uma obra tão importante, uma adaptação que não faria jus a tudo que Sandman é.

    Mas agora o aguardado momento chegou, uma série está em produção na Netflix e sendo supervisionada pelo próprio Neil Gaiman. A primeira temporada irá adaptar os dois arcos iniciais das HQ’s, retratando ‘Prelúdios e Noturnos’ e ‘Casa de Bonecas’. No primeiro arco, acompanhamos o aprisionamento de Morpheus (Sonho) por Roderick Burgess (um infâme líder de culto que busca a vida eterna), seu tempo no cativeiro e como o mundo reagiu à ausência dos sonhos, sua eventual fuga e sua busca pelos seus itens de poder (um elmo, uma algibeira e um rubi), que são essenciais para que Sonho governe o seu reino, o Sonhar, e que foram roubados enquanto esse estava aprisionado. Já no segundo arco, resumindo de maneira breve, acompanhamos o retorno de Sonho ao seu reino, a descoberta dos danos causados neste na ausência de seu mestre e que quatro entidades fugiram do Sonhar: o pesadelo Coríntio, Verde do Violinista (a personificação de todo o verde dos sonhos) e BruteGlob (dois pesadelos), acompanhamos a busca de Sonho por essas entidades e pelo Vórtice (Rose Walker), que nada mais é que um ser humano que se torna o centro de todo o Sonhar, convergindo o sonho de todos e causando a destruição do Sonhar e dos sonhadores ao fim do processo e, por isso, o Vórtice precisa ser encontrado e morto.

    Elenco da série ‘The Sandman’.

    É de se imaginar que os fãs de Sandman estariam em êxtase com a chegada da série, certo? Errado, uma parte dos fãs está sim muito feliz e ansiosa, no entanto, uma outra parte está insatisfeita com os atores que estão sendo escalados para dar vida à Sandman, se irritando com a mudança de etnia de alguns personagens como a Morte, que será interpretada por Kirby Howell-Baptiste, uma atriz negra, e pela escalação de Mason Alexander Park, que se identifica como não-binário, para interpretar Desejo. Vale ressaltar que Morte e Desejo, assim como o Sonho, são entidades conhecidas como Perpétuos, que são a personificação de conceitos e sentimentos inerentes à toda humanidade, são abstrações que podem assumir qualquer forma, se adaptando a qualquer povo.

    É a revolta de alguns fãs por questões como mudanças de etnia, corpos, genêros e etc. entre os atores e os personagens por eles representados que nos leva a seguinte questão: Sandman foi realmente compreendido? A mensagem que Neil Gaiman tentou passar realmente chegou ao coração dos leitores? Toda a obra nos mostra que os Perpétuos, justamente por serem abstrações, podem se mostrar de diversas maneiras, o que ficou várias vezes claro nos quadrinhos, seja quando Morpheus aparece como um gato, em Um Sonho de Mil Gatos ou quando ele aparece como Kai’Ckul, um homem negro, que é a sua representação dentre uma tribo africana, em Histórias na Areia. Quando se trata dos personages de Sandman, o que menos importa são suas etnias ou genêros, mas sim o que está por trás, a mensagem que aquele personagem representa. Além do mais, algumas críticas são simplesmente infundadas, como reclamar de Desejo ser interpretado por uma pessoa não binária, se é assim que este Perpétuo é retratado nas HQ’s?

    A seguir, imagens de Sonho como Kai’Ckul e do personagem Desejo:

     

    Em pleno 2021, é preciso chegarmos a conclusão de que, quando se trata de adaptações de histórias em quadrinhos, o essencial não deve ser a fidelidade dos atores à aparência dos personagens e sim o que será entregue por este ator, se a essência dos personagens será respeitada, se tudo aquilo que faz de um personagem ele mesmo, e que, podemos dizer, está bem longe do seu físico, estará presente. É claro que agrada aos fãs verem personagens tão amados em live action de aparência semelhante ao que eles são nas histórias em quadrinhos, no entanto, este não pode ser o argumento utilizado como faixada para perpetuação e reprodução de ódio, em qualquer uma de suas carapuças, ainda mais quando se trata de uma série que está em produção, ou seja, ninguém pode dizer com propriedade se o trabalho está bom ou ruim, se toda a importância da obra foi mantida e resguardada.

    Tais reações, assim como a obra de Neil Gaiman, mostram a capacidade da humanidade de se ater a pequenez de detalhes e vontades egoístas, de julgar o mínimo se recusando a enxergar o macro, de querer enquadrar o mundo as própias vontades, recusando tudo aquilo que diverge. Quem leu Sandman e reproduz tais comportamentos, apenas leu e não sentiu.

    Chegou a hora de sentirmos mais, de vermos além, de deixar para trás conceitos atrasados de que mudar a etnia, genêro ou corpo irá destruir um personagem e de nos agarrarmos ao que realmente importa, a essência, de lembrarmos que tudo aquilo que reproduzimos, ecoa, portanto, que possamos reproduzir o bem. Como disse a mais nova dos Perpétuos, Delírio:

    Nossa existência deforma o universo. Isso é responsabilidade.

    Especial Esquadrão | Conheça mais sobre o vilão Blackguard!

    No especial Esquadrão Suicida de hoje, vamos trazer um vilão de muitas poucas aparições nos quadrinhos, algo que o torna um personagem de pouco conhecimento comum tanto para leitores quanto para fãs da cultura pop, mas abre a possibilidade de se trabalhar de forma mais livre para adaptações em outras mídias. Este vilão se trata de Richard Hertz, o Blackguard.

    Como falado inicialmente, suas aparições nos quadrinhos foram muito poucas, comparado a outros personagens que já participaram do Esquadrão. A primeira participação do personagem criado por Dan Jurgens foi em Gladiador Dourado #1, lançada em fevereiro de 1986 e se tornando o primeiro antagonista que o herói encontra em seu caminho.

    Na história, o herói do futuro está protegendo Metrópolis quando a gangue de criminosos chamada de ‘The 1000’ envia Blackguard para roubar o controle de um satélite dos laboratórios S.T.A.R., mas o vilão não é páreo para o Gladiador sendo assim derrotado na ocasião. Ainda houve um segundo momento em que Blackguard retornaria como o antagonista da história, representando os The 1000, na edição seguinte chamada de Cold Redemption, e sendo derrotado uma segunda vez e quase assassinado pela gangue, e posteriormente necessitando trabalhar com o herói do futuro para sobreviver.

    Outras aparições do Blackguard foram mais aleatórias, como em “JLA Classified #4” de 2005, sendo um dos vilões da edição e em ‘Guy Gardner: Warrior’ nos anos 90, criando um vinculo de amizade com o Lanterna a ponto de ambos até dividirem um empreendimento, o bar Dark Side. O personagem aparece também em “Formerly Known as the Justice League” de 2003, (Superamiguinhos, no Brasil), porém, em nenhum destes momentos o personagem teve grande destaque em suas participações exceto quando ele foi o rival do Gladiador Dourado.

    Sua outra aparição mais relevante foi em “Esquadrão Suicida Vol.3 #7”, quando fez parte da equipe formada por Tigre de Bronze, Plastique, Count Vertigo, Pistoleiro, Multiplex, Windfall,  Twister, Rick Flag e o General em uma missão na sede corporativa da Haake-Bruton, que não acabou muito bem para Blackguard e acabou sendo decapitado pelo General que havia traído a equipe.

    Esquadrão Suicida Vol.3 #7.

    Blackguard não é um vilão que tem grandes poderes, mas sempre é visto como alguém de grande forma física e faz uso de armas pesadas como um escudo e uma maça criadas a partir de energia. Seu ponto negativo é não ser um grande estrategista durante os combates, e foi dessa forma, usando a inteligência que o Gladiador Dourado o venceu.

    Apesar de ser um vilão pouco utilizado por roteiristas nos quadrinhos, Richard Hentz irá ganhar a sua primeira aparição em “O Esquadrão Suicida”, interpretado pelo ator Pete Davidson e, pelo menos visualmente, houveram mudanças em relação a sua versão dos quadrinhos. Tudo indica que ele não irá usar armamento criado a partir de energia, mas diversas armas acopladas em partes do seu corpo.

    O Esquadrão Suicida é uma equipe que também tem espaço para vilões menos conhecidos terem a oportunidade de ter alguma visibilidade e, se tratando de Blackguard, poderemos ver algumas de suas habilidades em ação, só não temos certeza por quanto tempo, afinal, como é um dos slogans do filme, não se apegue demais aos personagens.

    “O Esquadrão Suicida” está em cartaz nos cinemas.

    Batman Bat-Tech Edition | DC lança novo jogo do Homem Morcego em realidade aumentada

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    A DC anunciou hoje o lançamento do aplicativo ‘DC: Batman Bat-Tech Edition’ voltado para crianças de 6 a 12 anos. Trate-se de um jogo para dispositivos móveis gratuito, disponível na App Store e nas lojas Google Play em 13 idiomas diferentes para todo o mundo. Mergulhando os jovens fãs em atividades inspiradas em tecnologia e narrativas, o novo aplicativo permite que as crianças se juntem à equipe de combate ao crime do Batman, o Knightwatch, e vivenciem o mundo do Homem Morcego, aprendendo a usar sua Bat-Tecnologia para combater o crime e ajudar a defender Gotham City de seus adversários do mal.

    “Batman é uma das nossas franquias mais importantes, então reunir as equipes de DC e Warner Bros. Consumer Products para desenvolver este aplicativo com os acessórios favoritos dos fãs e tecnologia de combate ao crime foi uma chance de darmos aos fãs mais uma maneira de interagir com um super-herói favorito da DC.”, disse Pam Lifford, presidente da WarnerMedia Global Brands and Experiences. “O aplicativo cria uma experiência verdadeiramente única que dá às crianças de todo o mundo a chance de mergulhar no Universo DC – não há outro aplicativo como este disponível hoje.”

    No lançamento, DC: Batman Bat-Tech Edition apresenta:

    • Missões de realidade aumentada (RA): por meio dos novos recursos de RA do aplicativo, as crianças se tornam membros da nova equipe Knightwatch do Batman e mergulham nas missões originais de combate ao crime. O app oferece uma experiência 3D realista que se baseia em conceitos de engenharia e design para dar vida ao Bat-Tech do Batman.
    • Minijogos : os usuários podem jogar um jogo de direção móvel com o tema do Batman, onde os jogadores testam suas habilidades ao dirigir o Batmóvel; Batarang Pratique, onde os jogadores se enfrentam contra o relógio e descobre quantos alvos eles podem derrubar; e o jogo Grapnel Launcher, onde os jogadores devem correr e pular enquanto utilizam as habilidades do Batman para superar obstáculos.
    • Filtros de rosto de RA: as crianças podem se transformar em Batman, Coringa, Batgirl e nos personagens mais icônicos de Gotham City usando esses filtros divertidos, e depois salvar as fotos e compartilhá-las com amigos e família.
    • Pacotes de adesivos: os usuários podem decorar suas fotos com uma variedade de adesivos com o tema do Batman, transformando uma foto comum em uma história legal do Batman.
    • Conteúdo de vídeo do Batman Bat-Tech : O aplicativo se conecta ao canal DCKids no YouTube. Uma nova série, intitulada “Batman Science Lab” será lançada neste outono explorando as aplicações do mundo real da tecnologia do Batman.
    • Novas missões, jogos, filtros, pacotes de adesivos e conteúdo de vídeo serão adicionados e atualizados regularmente, para manter a experiência do aplicativo inovadora e divertida para as crianças.

    Além disso, lançado exclusivamente no aplicativo DC: Batman Bat-Tech Edition terá uma série de quadrinhos digital, Batman – Knightwatch, onde as crianças podem explorar como o programa Knightwatch foi criado e acompanhar o Batman e sua equipe de super-heróis enquanto eles enfrentam os vilões de Gotham City após uma fuga massiva no Asilo Arkham. Quadrinhos digitais adicionais serão adicionados ao aplicativo regularmente. Abaixo a capa da edição:

    O app está disponível gratuitamente na App Store e na Google Play Store.

    Y: O Último Homem | Primeiro trailer da série é revelado!

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    A série “Y: O Último Homem”,  baseada no aclamado quadrinho de Brian K. Vaughan e Pia Guerra do selo Vertigo, ganhou o seu primeiro trailer. Confira:

    “Y: O Último Homem” seguirá Yorick Brown (Ben Schnetzer) e seu macaco de estimação Ampersand, que são os únicos dois machos a sobreviver em um apocalipse global. Além de Yorick (também conhecido como “Y”) no papel principal, o elenco inclui também Diane Lane, Imogen Poots, Lashana Lynch, Juliana Canfield, Marin Ireland, Elliot Fletcher e Amber Tamblyn. Eliza Clark será a produtora.

    Produção estreia no dia 13 de setembro no FX/Hulu.

    Especial Esquadrão | Conheça Savant, o vilão interpretado por Michael Rooker!

    Durante o painel de “O Esquadrão Suicida“, no DC FanDome 2020, o diretor James Gunn revelou, por meio de um teaser, quais personagens estariam em seu filme.

    Dentre alguns nomes já conhecidos do grande público, tivemos a Arlequina de Margot Robbie e Amanda Waller de Viola Davis, porém, diversos novos rostos foram apresentados, como é o caso do Savant, interpretado pelo ator Michael Rooker.

    O personagem se chama Brian Durlin e apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em ‘Birds of Prey # 56’ em 2003, idealizado por Gail Simone e Ed Benes.

    Quem é Savant?

    Durlin é um herdeiro mimado de uma enorme fortuna e mudou-se para Gotham para seguir uma vida de vigilante, no estilo Bruce Wayne. Em um determinado momento, ele foi confrontado pelo próprio Homem Morcego, que afirmou ao até então herói que ele nunca teria sucesso devido à sua falta de cuidado com os outros, isso porque seu foco era bater em criminosos, ao invés de salvar inocentes.

    Embora pareça confuso, Savant indica que ele genuinamente deseja fazer o bem, mas não entende o modo como fazer isso. Ele se concentra em seu objetivo final, mas esquece o motivo que o leva a tal situação.  Por exemplo, ele se preocupa em punir um incendiário ao vez de tentar resgatar as vítimas do incêndio.

    Após o encontro com o Batman, ele deu um novo rumo em sua vida e se voltou para o crime.

    Inicialmente, utilizando suas habilidades de hacker e acompanhado de seu fiel guarda-costas, um ex-agente russo da KGB chamado Creote, ele chantageava algumas pessoas importantes. Suas operações baseavam-se em reunir informações sobre suas vítimas e acrescentá-las ao seu vasto banco de dados – o qual a Oráculo tomou posse com o passar do tempo. Suas chantagens geralmente eram em troca de dinheiro ou favores.

    Savant e Creote / DC Comics

    Habilidades

    Savant não possui super-poderes ou habilidades sobre-humanas, porém, tem um intelecto avançado, é um multilinguista, um excelente combatente corpo-a-corpo e frequentemente empunha um par de bastões de metal em combate. Ela ainda possui um perigoso desequilíbrio mental, que lhe dá uma memória não linear e crises de esquecimento, além de uma incapacidade de distinguir a passagem do tempo, que já era óbvia desde cedo. O personagem também não consegue colocar suas memórias em ordem.

    Savant e as Aves de Rapina

    Seu envolvimento com as Aves de Rapina se deu quando ele sequestrou a Canário Negro. Embora ele tenha sido derrotado, a Oráculo viu um grande potencial nele e em suas habilidades. A relação entre o personagem e as Aves foi complicada, entretanto, ele mantinha um interesse na Oráculo, principalmente por suas habilidades com informática.

    Desejando vingança contra o Batman, Savant armou uma armadilha para pegar a Oráculo. Ele capturou a Canário Negro e a torturou, ameaçando matá-la a menos que a Oráculo revelasse a identidade do Batman. Com a ajuda da Caçadora, elas conseguiram derrotar Savant e Creote.

    Enviado ao Asilo Arkham, ele foi libertado quando fez um acordo com um senador, que temendo que a Oráculo obtivesse informações sobre ele, pediu ao Savant para reunir um grupo de dez mulheres, em que uma delas provavelmente seria a Oráculo. Após isso, a Caçadora foi responsável por dar um fim aos planos de Savant e a própria Oráculo fez um acordo com o vilão.  No entanto, a Canário Negro não concordou com a idéia da Barbara Gordon e questionou sobre essa escolha.

    Sua história com as Aves de Rapina ainda inclui o fato dele ter sido sequestrado a mando da Calculadora, que queria aprender mais sobre a Oráculo. Foi devido à sua incapacidade de distinguir a passagem de tempo que Savant conseguiu suportar essa tortura, pois para ele tudo seria resolvido em questão de horas, ao invés de dias.

    Curiosidades sobre o personagem

    Durlin tem uma ligação muito forte com Creote, pois ele o ajuda a lidar com sua doença, até mesmo servindo como uma espécie de guia para suas memórias. Porém, ele parece ignorar a verdadeira natureza dos sentimentos que Creote nutre por ele.

    Foi sugerido que sua tendência para chantagear, em sua grande maioria homens poderosos, seria um modo de se vingar do seu pai por tê-lo deserdado.

    Foi devido aos seus problemas mentais  que ele abandonou as faculdades de Medicina e Direito, além de várias escolas de artes marciais.

    O personagem estará no filme ‘O Esquadrão Suicida’. Produção já está em cartaz nos cinemas.

    O Esquadrão Suicida | Uma trama envolvente com personagens cativantes apresenta uma perspectiva promissora para a DC nos cinemas!

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    Finalmente estamos próximos da estreia do filme “O Esquadrão Suicida” e tenho certeza que a expectativa de todos só aumenta. Assisti ao filme recentemente e trago neste texto uma análise sobre a produção dirigida por James Gunn e repleta de personagens lado A e lado B da DC.

    O primeiro detalhe importante sobre esse filme é que ele não é uma produção para a toda a família. Lembrando que o filme foi classificado no Brasil para maiores de 16 anos, por conter conteúdo sexual, violência extrema (e bota extrema nisso!) e linguagem imprópria. Então; tire as crianças da sala! Outro detalhe importante é; há uma cena pós-créditos. Então, não saia do cinema tão cedo!

    Dado os avisos vamos falar sobre o filme. Confesso que estava com uma expectativa bastante alta para assistir, visto que as críticas e avaliações que começaram a sair recentemente eram em sua esmagadora maioria positivas. E na minha memória é claro, havia a experiência de assistir ao “Esquadrão Suicida” em 2016. Um filme que prometeu MUITO, mas entregou POUCO.

    Agora, era a chance de ver um filme que bebe de fontes importantes dos quadrinhos, como a fase de John Ostrander a frente da equipe, nos anos 80. E aqui, um destaque sobre a escolha dos personagens. Em alguns momentos do filme me peguei pensando “MINHA NOSSA, MATARAM O/A XXXXXXXX, E AGORA?”…porque imagino que são personagens que podem ser revistados em outro momento. Não citarei seus nomes, mas preparem os lenços, pois poderá haver mortes que você como fã, irá se lamentar e muito.

    Mas, se a premissa do Esquadrão Suicida é ser SUICIDA (obviedades precisam ser ditas as vezes), isso é de fato levado a sério. Ele não é um filme que te deixará parado na cadeira por muito tempo. Você sentirá uma inquietação contínua sobre: quem morrerá? esse plano dará certo? porque ele (a) fez isso? onde estão esses personagens? São perguntas que há muito tempo, como fã da DC e de filmes do gênero, não sentia ao assistir.

    Sobre as atuações; Margot Robbie (Arlequina) e Idris Elba (Sanguinário) são os grandes destaques. Eles conseguem sustentar a trama de forma mágica, costurando as relações com os outros personagens muito bem. Além deles, há personagens que são bastante cativantes; Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior), Homem das Bolinhas (David Dastmalchian) e é claro, o Tubarão-Rei.

    Um destaque importante na trama são os avanços temporais, que joga o espectador em determinadas situações e momentos que explicam algo que já ocorreu. É como andar em uma estrada de tijolos amarelos coletando doces ao longo do caminho, e por vezes, voltar para pegar novos doces favoritos, que simplesmente surgem do nada. Um recurso bastante inteligente. O diretor James Gunn faz uso de muita violência gore, que aliada a comédia já característica dele, propõe uma fórmula perfeita para você se assustar e rir em um intervalo de poucos segundos. Tripas, sangue e alívio cômico na medida certa.

    Diferentes de outros filmes do gênero, essa produção possui uma trama bem definida. É uma ambientação política. E sobre isso, já havíamos comentado há um certo tempo -leia mais aqui-. Há um clima de guerra civil, golpe de estado e questões que ocorrem nos bastidores da Casa Branca. Como sempre nesses casos, os EUA envia a equipe da Força Tarefa X para colocar a sujeira para baixo do tapete. Definitivamente, toda missão do Esquadrão Suicida não deve ser um trabalho possível para a Liga da Justiça, e esse é mais um grande acerto do filme.

    Outro ponto importante a se destacar é que a trama não dialoga com produções anteriores do universo DC dos cinemas, funcionando de forma autônoma. Entretanto, há personagens que já participaram do primeiro filme, então, a história contada é como se fosse o volume 2 de uma nova graphic novel do Esquadrão.

    No geral, “O Esquadrão Suicida” se coloca entre os melhores filmes do DCEU, e que apresenta uma perspectiva clara de sequência com um futuro promissor. Há sim grandes possibilidades para que a trama avance. Lembrando que o Pacificador ganhará uma série na HBO Max, com estreia prevista para janeiro. Não se surpreenda se outros personagens também ganharem produções solo. Potencial com certeza há, basta explorar!

    Nota:

    52/52 – Excelente.