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The Sandman | Uma história atemporal e, aparentemente, incompreendida

Não é novidade para ninguém que uma série sobre a obra ‘Sandman‘ de Neil Gaiman está em produção na Netflix. Sandman é considerada não apenas umas das maiores obras quando falamos em quadrinhos, mas também uma das mais grandiosas obras da literatura em geral. Gaiman, em toda sua genialidade, trás nas 75 edições que compõe a obra original um retrato lúdico, metafórico e ao mesmo tempo escancarado da humanidade, seja no seu melhor ou seu pior.

Por muitos anos todos se perguntaram por que Sandman não havia ganhado uma adaptação pras telonas ou uma série. O própio Gaiman nos trouxe, recentemente, a resposta: ele não havia autorizado adaptações que poderiam depredar o legado de uma obra tão importante, uma adaptação que não faria jus a tudo que Sandman é.

Mas agora o aguardado momento chegou, uma série está em produção na Netflix e sendo supervisionada pelo próprio Neil Gaiman. A primeira temporada irá adaptar os dois arcos iniciais das HQ’s, retratando ‘Prelúdios e Noturnos’ e ‘Casa de Bonecas’. No primeiro arco, acompanhamos o aprisionamento de Morpheus (Sonho) por Roderick Burgess (um infâme líder de culto que busca a vida eterna), seu tempo no cativeiro e como o mundo reagiu à ausência dos sonhos, sua eventual fuga e sua busca pelos seus itens de poder (um elmo, uma algibeira e um rubi), que são essenciais para que Sonho governe o seu reino, o Sonhar, e que foram roubados enquanto esse estava aprisionado. Já no segundo arco, resumindo de maneira breve, acompanhamos o retorno de Sonho ao seu reino, a descoberta dos danos causados neste na ausência de seu mestre e que quatro entidades fugiram do Sonhar: o pesadelo Coríntio, Verde do Violinista (a personificação de todo o verde dos sonhos) e BruteGlob (dois pesadelos), acompanhamos a busca de Sonho por essas entidades e pelo Vórtice (Rose Walker), que nada mais é que um ser humano que se torna o centro de todo o Sonhar, convergindo o sonho de todos e causando a destruição do Sonhar e dos sonhadores ao fim do processo e, por isso, o Vórtice precisa ser encontrado e morto.

Elenco da série ‘The Sandman’.

É de se imaginar que os fãs de Sandman estariam em êxtase com a chegada da série, certo? Errado, uma parte dos fãs está sim muito feliz e ansiosa, no entanto, uma outra parte está insatisfeita com os atores que estão sendo escalados para dar vida à Sandman, se irritando com a mudança de etnia de alguns personagens como a Morte, que será interpretada por Kirby Howell-Baptiste, uma atriz negra, e pela escalação de Mason Alexander Park, que se identifica como não-binário, para interpretar Desejo. Vale ressaltar que Morte e Desejo, assim como o Sonho, são entidades conhecidas como Perpétuos, que são a personificação de conceitos e sentimentos inerentes à toda humanidade, são abstrações que podem assumir qualquer forma, se adaptando a qualquer povo.

É a revolta de alguns fãs por questões como mudanças de etnia, corpos, genêros e etc. entre os atores e os personagens por eles representados que nos leva a seguinte questão: Sandman foi realmente compreendido? A mensagem que Neil Gaiman tentou passar realmente chegou ao coração dos leitores? Toda a obra nos mostra que os Perpétuos, justamente por serem abstrações, podem se mostrar de diversas maneiras, o que ficou várias vezes claro nos quadrinhos, seja quando Morpheus aparece como um gato, em Um Sonho de Mil Gatos ou quando ele aparece como Kai’Ckul, um homem negro, que é a sua representação dentre uma tribo africana, em Histórias na Areia. Quando se trata dos personages de Sandman, o que menos importa são suas etnias ou genêros, mas sim o que está por trás, a mensagem que aquele personagem representa. Além do mais, algumas críticas são simplesmente infundadas, como reclamar de Desejo ser interpretado por uma pessoa não binária, se é assim que este Perpétuo é retratado nas HQ’s?

A seguir, imagens de Sonho como Kai’Ckul e do personagem Desejo:

 

Em pleno 2021, é preciso chegarmos a conclusão de que, quando se trata de adaptações de histórias em quadrinhos, o essencial não deve ser a fidelidade dos atores à aparência dos personagens e sim o que será entregue por este ator, se a essência dos personagens será respeitada, se tudo aquilo que faz de um personagem ele mesmo, e que, podemos dizer, está bem longe do seu físico, estará presente. É claro que agrada aos fãs verem personagens tão amados em live action de aparência semelhante ao que eles são nas histórias em quadrinhos, no entanto, este não pode ser o argumento utilizado como faixada para perpetuação e reprodução de ódio, em qualquer uma de suas carapuças, ainda mais quando se trata de uma série que está em produção, ou seja, ninguém pode dizer com propriedade se o trabalho está bom ou ruim, se toda a importância da obra foi mantida e resguardada.

Tais reações, assim como a obra de Neil Gaiman, mostram a capacidade da humanidade de se ater a pequenez de detalhes e vontades egoístas, de julgar o mínimo se recusando a enxergar o macro, de querer enquadrar o mundo as própias vontades, recusando tudo aquilo que diverge. Quem leu Sandman e reproduz tais comportamentos, apenas leu e não sentiu.

Chegou a hora de sentirmos mais, de vermos além, de deixar para trás conceitos atrasados de que mudar a etnia, genêro ou corpo irá destruir um personagem e de nos agarrarmos ao que realmente importa, a essência, de lembrarmos que tudo aquilo que reproduzimos, ecoa, portanto, que possamos reproduzir o bem. Como disse a mais nova dos Perpétuos, Delírio:

Nossa existência deforma o universo. Isso é responsabilidade.

Especial Esquadrão | Conheça mais sobre o vilão Blackguard!

No especial Esquadrão Suicida de hoje, vamos trazer um vilão de muitas poucas aparições nos quadrinhos, algo que o torna um personagem de pouco conhecimento comum tanto para leitores quanto para fãs da cultura pop, mas abre a possibilidade de se trabalhar de forma mais livre para adaptações em outras mídias. Este vilão se trata de Richard Hertz, o Blackguard.

Como falado inicialmente, suas aparições nos quadrinhos foram muito poucas, comparado a outros personagens que já participaram do Esquadrão. A primeira participação do personagem criado por Dan Jurgens foi em Gladiador Dourado #1, lançada em fevereiro de 1986 e se tornando o primeiro antagonista que o herói encontra em seu caminho.

Na história, o herói do futuro está protegendo Metrópolis quando a gangue de criminosos chamada de ‘The 1000’ envia Blackguard para roubar o controle de um satélite dos laboratórios S.T.A.R., mas o vilão não é páreo para o Gladiador sendo assim derrotado na ocasião. Ainda houve um segundo momento em que Blackguard retornaria como o antagonista da história, representando os The 1000, na edição seguinte chamada de Cold Redemption, e sendo derrotado uma segunda vez e quase assassinado pela gangue, e posteriormente necessitando trabalhar com o herói do futuro para sobreviver.

Outras aparições do Blackguard foram mais aleatórias, como em “JLA Classified #4” de 2005, sendo um dos vilões da edição e em ‘Guy Gardner: Warrior’ nos anos 90, criando um vinculo de amizade com o Lanterna a ponto de ambos até dividirem um empreendimento, o bar Dark Side. O personagem aparece também em “Formerly Known as the Justice League” de 2003, (Superamiguinhos, no Brasil), porém, em nenhum destes momentos o personagem teve grande destaque em suas participações exceto quando ele foi o rival do Gladiador Dourado.

Sua outra aparição mais relevante foi em “Esquadrão Suicida Vol.3 #7”, quando fez parte da equipe formada por Tigre de Bronze, Plastique, Count Vertigo, Pistoleiro, Multiplex, Windfall,  Twister, Rick Flag e o General em uma missão na sede corporativa da Haake-Bruton, que não acabou muito bem para Blackguard e acabou sendo decapitado pelo General que havia traído a equipe.

Esquadrão Suicida Vol.3 #7.

Blackguard não é um vilão que tem grandes poderes, mas sempre é visto como alguém de grande forma física e faz uso de armas pesadas como um escudo e uma maça criadas a partir de energia. Seu ponto negativo é não ser um grande estrategista durante os combates, e foi dessa forma, usando a inteligência que o Gladiador Dourado o venceu.

Apesar de ser um vilão pouco utilizado por roteiristas nos quadrinhos, Richard Hentz irá ganhar a sua primeira aparição em “O Esquadrão Suicida”, interpretado pelo ator Pete Davidson e, pelo menos visualmente, houveram mudanças em relação a sua versão dos quadrinhos. Tudo indica que ele não irá usar armamento criado a partir de energia, mas diversas armas acopladas em partes do seu corpo.

O Esquadrão Suicida é uma equipe que também tem espaço para vilões menos conhecidos terem a oportunidade de ter alguma visibilidade e, se tratando de Blackguard, poderemos ver algumas de suas habilidades em ação, só não temos certeza por quanto tempo, afinal, como é um dos slogans do filme, não se apegue demais aos personagens.

“O Esquadrão Suicida” está em cartaz nos cinemas.

Batman Bat-Tech Edition | DC lança novo jogo do Homem Morcego em realidade aumentada

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A DC anunciou hoje o lançamento do aplicativo ‘DC: Batman Bat-Tech Edition’ voltado para crianças de 6 a 12 anos. Trate-se de um jogo para dispositivos móveis gratuito, disponível na App Store e nas lojas Google Play em 13 idiomas diferentes para todo o mundo. Mergulhando os jovens fãs em atividades inspiradas em tecnologia e narrativas, o novo aplicativo permite que as crianças se juntem à equipe de combate ao crime do Batman, o Knightwatch, e vivenciem o mundo do Homem Morcego, aprendendo a usar sua Bat-Tecnologia para combater o crime e ajudar a defender Gotham City de seus adversários do mal.

“Batman é uma das nossas franquias mais importantes, então reunir as equipes de DC e Warner Bros. Consumer Products para desenvolver este aplicativo com os acessórios favoritos dos fãs e tecnologia de combate ao crime foi uma chance de darmos aos fãs mais uma maneira de interagir com um super-herói favorito da DC.”, disse Pam Lifford, presidente da WarnerMedia Global Brands and Experiences. “O aplicativo cria uma experiência verdadeiramente única que dá às crianças de todo o mundo a chance de mergulhar no Universo DC – não há outro aplicativo como este disponível hoje.”

No lançamento, DC: Batman Bat-Tech Edition apresenta:

  • Missões de realidade aumentada (RA): por meio dos novos recursos de RA do aplicativo, as crianças se tornam membros da nova equipe Knightwatch do Batman e mergulham nas missões originais de combate ao crime. O app oferece uma experiência 3D realista que se baseia em conceitos de engenharia e design para dar vida ao Bat-Tech do Batman.
  • Minijogos : os usuários podem jogar um jogo de direção móvel com o tema do Batman, onde os jogadores testam suas habilidades ao dirigir o Batmóvel; Batarang Pratique, onde os jogadores se enfrentam contra o relógio e descobre quantos alvos eles podem derrubar; e o jogo Grapnel Launcher, onde os jogadores devem correr e pular enquanto utilizam as habilidades do Batman para superar obstáculos.
  • Filtros de rosto de RA: as crianças podem se transformar em Batman, Coringa, Batgirl e nos personagens mais icônicos de Gotham City usando esses filtros divertidos, e depois salvar as fotos e compartilhá-las com amigos e família.
  • Pacotes de adesivos: os usuários podem decorar suas fotos com uma variedade de adesivos com o tema do Batman, transformando uma foto comum em uma história legal do Batman.
  • Conteúdo de vídeo do Batman Bat-Tech : O aplicativo se conecta ao canal DCKids no YouTube. Uma nova série, intitulada “Batman Science Lab” será lançada neste outono explorando as aplicações do mundo real da tecnologia do Batman.
  • Novas missões, jogos, filtros, pacotes de adesivos e conteúdo de vídeo serão adicionados e atualizados regularmente, para manter a experiência do aplicativo inovadora e divertida para as crianças.

Além disso, lançado exclusivamente no aplicativo DC: Batman Bat-Tech Edition terá uma série de quadrinhos digital, Batman – Knightwatch, onde as crianças podem explorar como o programa Knightwatch foi criado e acompanhar o Batman e sua equipe de super-heróis enquanto eles enfrentam os vilões de Gotham City após uma fuga massiva no Asilo Arkham. Quadrinhos digitais adicionais serão adicionados ao aplicativo regularmente. Abaixo a capa da edição:

O app está disponível gratuitamente na App Store e na Google Play Store.

Y: O Último Homem | Primeiro trailer da série é revelado!

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A série “Y: O Último Homem”,  baseada no aclamado quadrinho de Brian K. Vaughan e Pia Guerra do selo Vertigo, ganhou o seu primeiro trailer. Confira:

“Y: O Último Homem” seguirá Yorick Brown (Ben Schnetzer) e seu macaco de estimação Ampersand, que são os únicos dois machos a sobreviver em um apocalipse global. Além de Yorick (também conhecido como “Y”) no papel principal, o elenco inclui também Diane Lane, Imogen Poots, Lashana Lynch, Juliana Canfield, Marin Ireland, Elliot Fletcher e Amber Tamblyn. Eliza Clark será a produtora.

Produção estreia no dia 13 de setembro no FX/Hulu.

Especial Esquadrão | Conheça Savant, o vilão interpretado por Michael Rooker!

Durante o painel de “O Esquadrão Suicida“, no DC FanDome 2020, o diretor James Gunn revelou, por meio de um teaser, quais personagens estariam em seu filme.

Dentre alguns nomes já conhecidos do grande público, tivemos a Arlequina de Margot Robbie e Amanda Waller de Viola Davis, porém, diversos novos rostos foram apresentados, como é o caso do Savant, interpretado pelo ator Michael Rooker.

O personagem se chama Brian Durlin e apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em ‘Birds of Prey # 56’ em 2003, idealizado por Gail Simone e Ed Benes.

Quem é Savant?

Durlin é um herdeiro mimado de uma enorme fortuna e mudou-se para Gotham para seguir uma vida de vigilante, no estilo Bruce Wayne. Em um determinado momento, ele foi confrontado pelo próprio Homem Morcego, que afirmou ao até então herói que ele nunca teria sucesso devido à sua falta de cuidado com os outros, isso porque seu foco era bater em criminosos, ao invés de salvar inocentes.

Embora pareça confuso, Savant indica que ele genuinamente deseja fazer o bem, mas não entende o modo como fazer isso. Ele se concentra em seu objetivo final, mas esquece o motivo que o leva a tal situação.  Por exemplo, ele se preocupa em punir um incendiário ao vez de tentar resgatar as vítimas do incêndio.

Após o encontro com o Batman, ele deu um novo rumo em sua vida e se voltou para o crime.

Inicialmente, utilizando suas habilidades de hacker e acompanhado de seu fiel guarda-costas, um ex-agente russo da KGB chamado Creote, ele chantageava algumas pessoas importantes. Suas operações baseavam-se em reunir informações sobre suas vítimas e acrescentá-las ao seu vasto banco de dados – o qual a Oráculo tomou posse com o passar do tempo. Suas chantagens geralmente eram em troca de dinheiro ou favores.

Savant e Creote / DC Comics

Habilidades

Savant não possui super-poderes ou habilidades sobre-humanas, porém, tem um intelecto avançado, é um multilinguista, um excelente combatente corpo-a-corpo e frequentemente empunha um par de bastões de metal em combate. Ela ainda possui um perigoso desequilíbrio mental, que lhe dá uma memória não linear e crises de esquecimento, além de uma incapacidade de distinguir a passagem do tempo, que já era óbvia desde cedo. O personagem também não consegue colocar suas memórias em ordem.

Savant e as Aves de Rapina

Seu envolvimento com as Aves de Rapina se deu quando ele sequestrou a Canário Negro. Embora ele tenha sido derrotado, a Oráculo viu um grande potencial nele e em suas habilidades. A relação entre o personagem e as Aves foi complicada, entretanto, ele mantinha um interesse na Oráculo, principalmente por suas habilidades com informática.

Desejando vingança contra o Batman, Savant armou uma armadilha para pegar a Oráculo. Ele capturou a Canário Negro e a torturou, ameaçando matá-la a menos que a Oráculo revelasse a identidade do Batman. Com a ajuda da Caçadora, elas conseguiram derrotar Savant e Creote.

Enviado ao Asilo Arkham, ele foi libertado quando fez um acordo com um senador, que temendo que a Oráculo obtivesse informações sobre ele, pediu ao Savant para reunir um grupo de dez mulheres, em que uma delas provavelmente seria a Oráculo. Após isso, a Caçadora foi responsável por dar um fim aos planos de Savant e a própria Oráculo fez um acordo com o vilão.  No entanto, a Canário Negro não concordou com a idéia da Barbara Gordon e questionou sobre essa escolha.

Sua história com as Aves de Rapina ainda inclui o fato dele ter sido sequestrado a mando da Calculadora, que queria aprender mais sobre a Oráculo. Foi devido à sua incapacidade de distinguir a passagem de tempo que Savant conseguiu suportar essa tortura, pois para ele tudo seria resolvido em questão de horas, ao invés de dias.

Curiosidades sobre o personagem

Durlin tem uma ligação muito forte com Creote, pois ele o ajuda a lidar com sua doença, até mesmo servindo como uma espécie de guia para suas memórias. Porém, ele parece ignorar a verdadeira natureza dos sentimentos que Creote nutre por ele.

Foi sugerido que sua tendência para chantagear, em sua grande maioria homens poderosos, seria um modo de se vingar do seu pai por tê-lo deserdado.

Foi devido aos seus problemas mentais  que ele abandonou as faculdades de Medicina e Direito, além de várias escolas de artes marciais.

O personagem estará no filme ‘O Esquadrão Suicida’. Produção já está em cartaz nos cinemas.

O Esquadrão Suicida | Uma trama envolvente com personagens cativantes apresenta uma perspectiva promissora para a DC nos cinemas!

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Finalmente estamos próximos da estreia do filme “O Esquadrão Suicida” e tenho certeza que a expectativa de todos só aumenta. Assisti ao filme recentemente e trago neste texto uma análise sobre a produção dirigida por James Gunn e repleta de personagens lado A e lado B da DC.

O primeiro detalhe importante sobre esse filme é que ele não é uma produção para a toda a família. Lembrando que o filme foi classificado no Brasil para maiores de 16 anos, por conter conteúdo sexual, violência extrema (e bota extrema nisso!) e linguagem imprópria. Então; tire as crianças da sala! Outro detalhe importante é; há uma cena pós-créditos. Então, não saia do cinema tão cedo!

Dado os avisos vamos falar sobre o filme. Confesso que estava com uma expectativa bastante alta para assistir, visto que as críticas e avaliações que começaram a sair recentemente eram em sua esmagadora maioria positivas. E na minha memória é claro, havia a experiência de assistir ao “Esquadrão Suicida” em 2016. Um filme que prometeu MUITO, mas entregou POUCO.

Agora, era a chance de ver um filme que bebe de fontes importantes dos quadrinhos, como a fase de John Ostrander a frente da equipe, nos anos 80. E aqui, um destaque sobre a escolha dos personagens. Em alguns momentos do filme me peguei pensando “MINHA NOSSA, MATARAM O/A XXXXXXXX, E AGORA?”…porque imagino que são personagens que podem ser revistados em outro momento. Não citarei seus nomes, mas preparem os lenços, pois poderá haver mortes que você como fã, irá se lamentar e muito.

Mas, se a premissa do Esquadrão Suicida é ser SUICIDA (obviedades precisam ser ditas as vezes), isso é de fato levado a sério. Ele não é um filme que te deixará parado na cadeira por muito tempo. Você sentirá uma inquietação contínua sobre: quem morrerá? esse plano dará certo? porque ele (a) fez isso? onde estão esses personagens? São perguntas que há muito tempo, como fã da DC e de filmes do gênero, não sentia ao assistir.

Sobre as atuações; Margot Robbie (Arlequina) e Idris Elba (Sanguinário) são os grandes destaques. Eles conseguem sustentar a trama de forma mágica, costurando as relações com os outros personagens muito bem. Além deles, há personagens que são bastante cativantes; Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior), Homem das Bolinhas (David Dastmalchian) e é claro, o Tubarão-Rei.

Um destaque importante na trama são os avanços temporais, que joga o espectador em determinadas situações e momentos que explicam algo que já ocorreu. É como andar em uma estrada de tijolos amarelos coletando doces ao longo do caminho, e por vezes, voltar para pegar novos doces favoritos, que simplesmente surgem do nada. Um recurso bastante inteligente. O diretor James Gunn faz uso de muita violência gore, que aliada a comédia já característica dele, propõe uma fórmula perfeita para você se assustar e rir em um intervalo de poucos segundos. Tripas, sangue e alívio cômico na medida certa.

Diferentes de outros filmes do gênero, essa produção possui uma trama bem definida. É uma ambientação política. E sobre isso, já havíamos comentado há um certo tempo -leia mais aqui-. Há um clima de guerra civil, golpe de estado e questões que ocorrem nos bastidores da Casa Branca. Como sempre nesses casos, os EUA envia a equipe da Força Tarefa X para colocar a sujeira para baixo do tapete. Definitivamente, toda missão do Esquadrão Suicida não deve ser um trabalho possível para a Liga da Justiça, e esse é mais um grande acerto do filme.

Outro ponto importante a se destacar é que a trama não dialoga com produções anteriores do universo DC dos cinemas, funcionando de forma autônoma. Entretanto, há personagens que já participaram do primeiro filme, então, a história contada é como se fosse o volume 2 de uma nova graphic novel do Esquadrão.

No geral, “O Esquadrão Suicida” se coloca entre os melhores filmes do DCEU, e que apresenta uma perspectiva clara de sequência com um futuro promissor. Há sim grandes possibilidades para que a trama avance. Lembrando que o Pacificador ganhará uma série na HBO Max, com estreia prevista para janeiro. Não se surpreenda se outros personagens também ganharem produções solo. Potencial com certeza há, basta explorar!

Nota:

52/52 – Excelente.

Especial Esquadrão | Caça-Ratos 2: A exterminadora de ratos que você não deve contratar!

Aviso: Neste texto, vamos abordar a origem do primeiro Caça-Ratos, que aparece nos quadrinhos. No filme ‘O Esquadrão Suicida’, teremos a estreia da Caça-Ratos 2, filha do personagem original. 

Sejamos sinceros, poucas pessoas consideram o rato um animal fofo. É claro que existe o Mickey, Stuart Little e outros ratos de animações que tentam deixá-los fofos e quebrar a fama de animais que carregam doenças. Mesmo assim, aposto que ninguém chegaria perto de um local infestado por esses pequenos roedores na vida real. E por falar em infestação, existe um conto alemão, datado do ano de 1284, sobre um flautista que controlava ratos…

Tocando a flauta, ele foi capaz de encantar os ratos e levá-los para fora do vilarejo de Hamelin, mas não recebeu o pagamento prometido. Mais tarde, o flautista retornou à cidade e encantou todas as crianças, desaparecendo com elas para sempre. Registros históricos indicam que os ratos foram introduzidos no conto somente no século XVI, sendo uma alusão a Peste Negra, que teve seu pico entre 1347 e 1351 e era transmitida por ratazanas. Teorias sugerem que o flautista seria a representação da morte e as crianças do vilarejo morreram em decorrência da doença. Para nossa sorte, hoje em dia o controle populacional de ratos é muito mais fácil e dificilmente teremos outro surto transmitido por eles nesta magnitude, tudo isso graças ao Controle de Pragas Urbanas e os exterminadores de ratos. Gotham, por outro lado, tem um probleminha com roedores…

Otis Flannegan, autonomeado The Ratcatcher (Caça-Ratos), apareceu pela primeira vez no quadrinho Detective Comics #585, em abril de 1988. Criado por Alan Grant, Norm Breyfogle e John Wagner. O personagem aparece nas galerias do esgoto de Gotham, vestindo uma versão aprimorada da roupa de exterminador de ratos do Departamento de Saneamento de Gotham. Ele tenta impedir que um homem escape dos esgotos, utilizando ratos para perseguir o fugitivo. Enquanto isso, nas ruas da cidade, Batman está lutando contra alguns bandidos que possuíam um lança-foguetes. Foi no meio da luta que o homem morcego escutou um pedido de socorro e viu o homem, que tinha acabado de sair do bueiro, sendo atacado por muitos ratos.

Quando Batman foi ajudar o homem, ele escutou um apito e os ratos fugiram de forma coordenada. Achando aquilo muito estranho, ele decidiu seguir os ratos e viu que eles estavam seguindo alguém, como se fossem controlados, e acabou acompanhando a misteriosa figura até a galeria dos esgotos. Um péssimo erro. Caça-Ratos não tem medo de enfrentar o vigilante, e até se sente confortável por estar em um território que lhe dá a vantagem. O controlador de ratos admite que ordenou o assassinato do homem como exemplo para que os outros prisioneiros não tentassem escapar, dando a entender que existe um cativeiro nos esgotos da cidade. Assoprando o apito mais uma vez, os ratos começam a investida contra o Batman, que se vê encurralado por centenas de roedores saindo de todos os cantos. Nesse primeiro confronto quem se deu bem foi o Caça-Ratos, e Batman tomou um bom banho de esgoto.

Primeira aparição de Ratcatcher em Detective Comics #585.

Uma das características mais marcantes no visual do Caça-Ratos é sua roupa de exterminador junto da máscara com filtro de ar. Além disto, ele possui acessórios como um bastão longo que ajuda nas caminhadas pelo esgoto e uma lanterna para iluminar o caminho. O vilão também carrega um revólver caso precise eliminar um alvo mais rápido (Detective Comics #586). As habilidades de Otis Flannegan se resumem em treinar os roedores para atacar utilizando comando de voz. Com o apito, seu comando ganha maior alcance. Ele também consegue compreender o comportamento dos ratos, sendo possível saber quando alguma ameaça se aproxima ao observar o nível de agitação dos animais. Vale acrescentar que ele utilizava veneno para exterminar os ratos, então é possível que ele tenha conhecimento para manipular e utilizar essa substância contra humanos.

Além disto, Otis sente uma espécie de conexão emocional com os ratos, por se sentir tratado da mesma forma que os roedores são tratados pela sociedade: odiados e maltratados. Ele conversa com os roedores, desabafando sobre como se sentiu traído pela cidade depois de ter se dedicado tanto em seu trabalho (Detective Comics #679). De fato, Otis trabalhou muitos anos como exterminador de ratos e ninguém acreditou nele quando ele disse que podia controlar os animais que deveria matar.

Caça-Ratos chamando os ratos com o apito.

O surgimento do Caça-Ratos ocorre 15 anos depois de Otis ter se envolvido em uma briga de rua, ao qual um homem morreu esfaqueado, e o exterminador de ratos foi enviado para a Penitenciaria Estadual de Gotham. Na edição #586, o Comissário Gordon e outros policiais acompanharam a necropsia do homem atacado pelos roedores e descobriram que era ela um antigo juiz criminal chamado Wyatt Hogan, que estava desaparecido há cinco anos. Gordon ficou intrigado com o ataque coordenado dos ratos e conversou com o supervisor de saneamento da cidade para tentar obter mais informações. O supervisor Woller, conta que nunca viu esse comportamento nos roedores e acaba lembrando que um antigo funcionário alegava conseguir treinar ratos para atacar.

Ele também conta para Gordon que Flannegan foi preso por assassinato e quem o condenou foi o juiz Hogan. Um pouco antes desta conversa, Gordon ordenou uma busca pelos esgotos para tentar achar mais evidencias e explicar o que aconteceu. Em seguida, vemos que Batman sobreviveu ao primeiro confronto, mas está bastante desorientado por ter engolido água de esgoto. Mesmo assim, o homem morcego não recua e continua procurando o novo vilão. Ele acaba encontrando alguns equipamentos, deixados por alguma equipe de reparação das galerias subterrâneas, incluindo o combustível ao qual Batman utiliza para fazer uma tocha.

Caça-Ratos em Detective Comics #679.

“Pelos poderes investidos em mim pelo Departamento de Saneamento de Gotham City, eu o condeno à morte” é uma frase que o vilão usa antes de ordenar a morte de seu alvo. Caça-Ratos acredita que ele foi preso injustamente, mesmo que as evidências apontem que ele foi o culpado, e sequestrou as pessoas que ele acredita serem responsáveis por seu período encarcerado. Ele capturou o juiz dois meses depois que foi solto, após 10 anos na prisão. Com um mês em liberdade, Otis foi atrás do guarda Stanley Konik que o alimentava apenas com pão e água, e agora, era alimentado com ratos na prisão do Caça-Ratos. Sam Bellow, o oficial que apreendeu Flannegan e Cornelius Budd, testemunha principal de acusação, também desapareceram em intervalo de semanas.

Os quatro casos de desaparecimento não foram conectados nas investigações, o que levou ao sucesso do antigo exterminador em manter os homens no subterrâneo de Gotham por tantos anos. Mas Caça-Ratos não está muito satisfeito com seus prisioneiros tentando fugir e decide executa-los com um tiro, começando por Budd. Em paralelo, Batman continua percorrendo os esgotos quando encontra uma considerável quantidade de ratos terminando de comer um novo corpo; o funcionário que acompanhava os policiais. Prevendo que ele seria o próximo alvo, ele derrama o combustível que encontrou mais cedo e acende com a tocha improvisada, queimando os roedores. Para o azar do Caça-Ratos, o Homem Morcego queimou todos os roedores e quando eles se encontram na prisão subterrânea, após Batman seguir o barulho do tiro, o vilão acaba se dando mal em um combate corpo-a-corpo.

Após ser capturado por Batman, ele recebeu uma sentença de 20 anos por sequestro, agressão, assassinato em segundo grau e destruição de propriedade pública. Retornando em 1994, na edição #679 da Detective Comics, Caça-Ratos passa por uma audiência de liberdade condicional que não dura muito porque o vilão conseguiu um apito e convoca seus ratos até o local. Batman (Dick Grayson) e Robin estavam preparados para esse possível incidente, e aguardaram do lado de fora do edifício, mesmo assim não foram capazes de impedir a fuga de Otis. Porém, a dupla conseguiu capturar alguns ratos de Flannegan e instalaram rastreadores nos animais, soltando-os de volta no esgoto, o que levou diretamente até o vilão. Além de suas aparições na Detective Comics, Caça-Ratos tem algumas aparições em outras revistas, como Batman na década de 1990 e em Robin na mesma década. Em Infinite Crisis de 2005, Otis estava se escondendo entre os sem-teto de Gotham quando foi encontrado por um OMAC e exterminado na edição #1, encerrando esta versão do personagem.

Novo visual de Ratcatcher em Batwing #28.

Caça-Ratos volta em março de 2014, na revista Batwing #27 do reboot d’Os Novos 52. O vilão ganhou um visual com menos associação ao de um exterminador de ratos, usando um macacão impermeável e uma máscara de couro que se conecta a um vidro na cabeça, como se fosse um aquário, onde ele deixa um de seus ratos lá. Desta vez, Caça-Ratos está trabalhando junto com Menace, um ex-amigo de Luke Fox que está interessado em lucrar com drogas em Gotham. Flannegan é o responsável por sequestrar Tamara Fox e injetar drogas na garota até causar danos permanentes nela. Ele também sequestrou Tiffany Fox, irmã mais nova de Luke, e a manteve no subterrâneo de Gotham para atrair Batwing até lá. Mas a garota conseguiu ferir o controlador de ratos e escapar. Depois disso, Caça-Ratos faz algumas pequenas aparições em  Batman Eternal e Harley Quinn.

Caça-Ratos na 2ª temporada de Harley Quinn / Gangue Soothsayers da série Gotham.

O vilão também aparece fora dos quadrinhos. Na série de televisão Gotham, existe uma referência ao Caça-Ratos com a gangue Soothsayers, presentes na 5ª temporada. O visual deles é muito semelhante ao personagem de quadrinho, utilizando máscaras de gás e alguns usam luvas quase idênticas as que ele usa no visual d’Os Novos 52. A gangue também utiliza a galeria de esgoto da cidade, fazendo referência ao local em que Caça-Ratos vivia. Na série animada Harley Quinn (2019-presente), Caça-Ratos, dublado por James Adomian, aparece no sétimo episódio da 2ª temporada. Batgirl está nos esgotos tentando capturá-lo, mas o Comissário Gordon acaba estragando o ataque surpresa e o vilão consegue fugir. No jogo Batman: Dark Tomorrow (2003), o herói precisa entrar no Asilo Arkham atrás dos esgotos e acaba enfrentando o Caça-Ratos, dublado por Jonathan Roumie. Na série de jogos Batman: Arkham, o vilão aparece como referências em alguns momentos, como os equipamentos dele em alguns ambientes do jogo.

Imagens da Caça-Ratos 2 no material divulgado no DC FanDome.

Em 2021 o personagem ganhará sua primeira versão live-action, no filme ‘O Esquadrão Suicida’, porém a adaptação para as telas de cinema será com uma versão feminina, Cleo Cazo com o codinome Caça-Ratos II, e será interpretada pela atriz portuguesa Daniela Melchior. Com o material divulgado durante o evento DC FanDome em agosto de 2020, vimos um pouco do visual da personagem que parece ser bastante fiel aos quadrinhos. Em uma entrevista recente, a atriz confirmou que sua personagem é filha do Caça-Ratos, como alguns fãs suspeitavam. Além disto, o diretor James Gunn divulgou que a personagem tem um rato ajudante que usa roupas, chamado Sebastian, e ele foi interpretado por dois ratos reais chamados Jaws e Crisp Ratt.

Sebastian, o rato ajudante da Caça-Ratos 2.

‘O Esquadrão Suicida’  estreia nos cinemas no dia 5 de agosto de 2021.

Aves de Rapina | Análise sobre uma caótica e divertida canção de emancipação

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Depois de ser o grande ponto acima da curva no filme “Esquadrão Suicida”, de 2016, a Arlequina de Margot Robbie retorna ao universo DC em uma jornada pessoal de emancipação. A atriz, agora também sentando na cadeira de produtora, decide explorar todo o potencial de sua personagem e trazer consigo o primeiro filme de uma equipe feminina para o universo de super heróis. 

Quando conhecemos a Harley pela primeira vez, somos apresentados a uma mulher vivendo em um relacionamento abusivo e sendo mostrada como alguém em posição de submissão pelo seu amado. Ela não consegue se ver longe do seu “pudinzinho”, mas, ainda assim, se mostra uma pessoa forte e com uma personalidade encantadora, e acaba roubando a atenção do grande púbico, tendo agora a oportunidade de ser a estrela de sua própria história, podendo explorar o seu máximo sem ser resumida a um romance mal interpretado por alguns.  

O filme começa em um momento de catarse para Harley, o seu relacionamento com o Coringa chegou a um fim definitivo e ela precisa agora se reerguer e mostrar para o mundo, e para sí mesma, que não deve ser definida como um simples acessório na mão de alguém. Porém, estamos falando de uma anti-heroína caótica com o seu jeito único de ver o mundo e todos aqueles que o cercam, então, a narrativa precisa se curvar a sua narradora, mesmo ela não sendo a mais confiável para esse trabalho.  

Harley ganha o seu palco e pretende contar a história a sua maneira, mesmo se for preciso contá-la de forma desconjuntada. Caso a personagem esqueça alguma informação importante, ela será mostrada quando lhe convém. Essa imersão nos pensamentos da protagonista faz com que o filme ganhe um charme especial, se fosse contado de uma outra forma mais tradicional, provavelmente não teria o mesmo impacto. Aqui é mostrado um dia “casual” na vida da palhaça, sem grandes destruições ou raios azuis apocalíticos, como é de costume em filmes do gênero. A história tem um ar de filme independente e bebe bastante de clássicos, como Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, tendo como evento mais grandioso a explosão da Ace Chemicals, que ocorre nos minutos iniciais do filme.  

Mas é claro, o filme não pertence somente a Harley, ele também é a porta de entrada para a apresentação de uma gama de novas personagens que nunca tiveram a oportunidade de dar as caras no cinema. Em sua grande maioria, as adaptações são excelentes e respeitam o material original, apesar de não se limitar ao mesmo, trazendo consigo novas dinâmicas que por menores que sejam, enriquecem aquilo que já havíamos visto antes nas páginas dos quadrinhos. O único ponto fora da curva é a Cassandra Cain (Ella Jay Basco), que se torna uma personagem completamente diferente da sua contraparte das HQ’s, mas ainda assim, é cativante e movimenta a trama para frente, conectando todos os pontos, que acabam por se colidir no terceiro ato. 

O roteiro é inteligente e faz com que essa união não se torne algo forçado ou superficial. Todas as personagens possuem suas histórias e dilemas, e, passam grande parte do filme não indo muito com a cara uma da outra, tendo como denominador comum a presença de Roman Sionis (Ewan McGregor) em suas vidas. O vilão é um homem narcisista e controlador que não mede esforços para ter todos em sua mão, sendo através do dinheiro ou do poder, como pode ser visto na jornada da Canário Negro (Jurnee Smollett), que acaba ficando presa na “jaula” até o momento onde ela se reconecta com a sua própria voz. 

O filme mostra não só a Harley, mas outras mulheres em uma jornada de emancipação. Helena (Mary Elizabeth Winstead) está em busca de vingança pelo seu passado e acaba ganhando um novo rumo ao conhecer, Dinah e Renée Montoya (Rosie Perez), Cassandra deseja mudar de vida e encontra em Harley um modelo para seguir. Toda tem seus dilemas e buscas pessoais, o filme investe bastante na ação, mas também dá o devido tempo para conhecermos o íntimo de casa uma, sabendo dosar bem o que transpor para a tela. 

Veja, elas são o primeiro grupo feminino protagonista de um filme de super-heróis. São personagens plurais e carismáticas, somando a equipe habilidades únicas que se sobressaem dependendo da ocasião. Não é comum vermos esse tipo de representação feminina em filmes de ação, em muitos casos elas acabam sendo representadas de forma unidimensional ou caindo em certos estereótipos. 

O filme é produzido, dirigido, roteirizado e estrelado por mulheres, e essa soma acaba beneficiando o longa e trazendo uma gama de representatividade junto com ela. Seja através dos subtextos trazidos no roteiro a respeito de machismo e relacionamentos tóxicos, seja através do figurino, que sabe trabalhar os diversos tipos de feminilidade, tendo dos visuais mais coloridos e estilosos aos mais táticos e confortáveis, se tornando um complemento de suas personalidades e não as tornando um mero objeto sexual para a audiência, mesmo quando elas são vistas usando roupas curtas ou apertadas. 

Aves de Rapina” também possui uma grande quantidade de personagens não brancos em tela, sendo o filme de super-heróis com a maior quantidade de personagens de origem nipônica e amarela não relacionados, tanto em papéis de destaque quanto em papéis coadjuvante ou figuração. E é certo afirmar que isso está relacionado com Cathy Yan, a diretora do longa, que possui origem chinesa. 

Esse diferente número de vozes femininas na produção dá um ar refrescante ao gênero de heróis que pouco tempo antes estava sendo alvo de debates sobre um possível declinío que o levaria ao desinteresse por parte do público. “Aves de Rapina” é um filme de menor escala e se beneficia disso, sabendo driblar o baixo orçamento com muita criatividade, mas sem largar a mão da qualidade. A ausência de grandes explosões ou de monstros em CGI não é sentida e o público consegue se relacionar com as personagens pela humanidade e desenvolvimento de suas histórias, mesmo daquelas que não possuem um tempo de tela muito extenso. O filme é um marco e com toda a certeza ficará na memória dos fãs por muitos anos. 

Especial Esquadrão | Conheça a origem da Amanda Waller!

Amanda Blake Waller, foi criada originalmente por John Ostrander, Len Wein e John Byrne na revista Legends #1 de 1986, na qual seu passado assustador deixa claro de onde vem sua personalidade impiedosa; seu filho mais velho é morto, sua filha é estuprada e morta e seu marido também perde a vida, ficando totalmente sozinha para criar seus outros três filhos restantes, e após a graduação dos mesmos, ela faz um doutorado em Ciência Política, área que abre portas para a futura Waller que conhecemos.

Amanda se torna diretora de campanha de Marvin Collins, um democrata para o congresso americano, e após vencer as eleições, Waller adentra em Washington e descobre a existência da Força Tarefa X. Entusiasmada pela ideia, ela decide reviver o projeto do Esquadrão Suicida sob seu comando.

Diferente do Esquadrão clássico, essa nova formação conta com super-vilões e não apenas criminosos comuns como os dos anos 50 e 60 que se alistaram para defender a pátria.

Além do Esquadrão Suicida, Waller também foi responsável por outras equipes no universo DC, como Xeque-Mate, A Agência, e Os Lutadores das Sombras. Ela também foi parte do Projeto Cadmus, responsável por criar o clone do Superman,o Superboy Kon-El, e posteriormente, Terry McGinnis, o Batman do Futuro, além de outros projetos ligados a manipulação de DNA.

Curiosidades :

  • Amanda Waller foi considerada a 60ª melhor vilã de todos os tempos pelo site IGN.
  • Tem diversos codinomes como Rainha Branca, O Muro e Mockingbird.
  • Lex Luthor chega a beija-la quando este era presidente.
  • Muitos fãs a comparam com Nick Fury da Marvel, inclusive Maria Hill possui ações muito semelhanças com a personagem durante a saga Guerra Civil.
  • N’Os Novos 52, ela recebe uma nova roupagem, sendo bem magra e mais jovem que a personagem clássica, o que gerou revolta com os fãs.
  • No filme Deuses e Monstros ela é a Presidente dos Estados Unidos.

Já em outras mídias, podemos elencar diversas animações como Liga da Justiça Sem Limites, em que desempenha papel importante no Projeto Cadmus e na Força Tarefa X. Também aparece em Justiça Jovem, Superman/Batman: Inimigos Públicos, e Batman: Ataque ao Arkham.

Nos seriados, destaca-se sua aparição em Smallville na 9ª temporada, além da série Arrow, interpretada pela atriz Cynthia Addai-Robinson. Nos filmes, ela já apareceu em ‘Lanterna Verde’, interpretada pela atriz Angela Bassett.

Nos cinemas, o papel foi representado com maestria por Viola Davis no filme ‘Esquadrão Suicida’, de 2016, sendo uma das personagens mais aclamadas pela crítica apesar da produção ter sido reprovada de um modo geral. Ela estará de volta, agora no filme dirigido por James Gunn, ‘O Esquadrão Suicida’.

Produção estreia nos cinemas no dia 5 de agosto.

The Batman | Em entrevista, Jeffrey Wright fala sobre a visão de Matt Reeves para o projeto

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Em entrevista ao ComicBook, o ator Jeffrey Wright, que irá dá a vida a nova versão do Comissário Gordon em “The Batman“, falou sobre a visão que o diretor Matt Reeves estará trazendo ao filme e o esforço do elenco para entregar um excelente trabalho, mesmo em meio a pandemia.

“Todos nós fizemos este filme juntos, Rob e Zoë [Kravitz] e Colin [Farrell] e John Turturro, todos nós trabalhando sob a direção de Matt Reeves, para criar esses personagens e uma Gotham específica para o nosso filme”, ​​disse Wright. “E então, tudo o que fazemos individualmente é uma espécie de reflexo do que todos nós estamos fazendo e qual é a visão de Matt. E, é muito específica. É um pouco mais como uma revisitação para a DC, como em Detective Comics, como um todo.”

Wright ainda acrescentou;

“Eu adorei o roteiro e adorei o que estávamos fazendo. Estávamos fazendo isso em circunstâncias que eu não amava e que eram realmente muito desafiadoras. Depois que fechamos e voltamos ao trabalho em setembro, foi complicado, especialmente o isolamento longe da família em Londres isolado em um hotel vazio. Mas nós fizemos, eu acho, um filme brilhante.”

Sobre a dinâmica Gordon e Batman, Wright comentou sobre o trabalho de atuação de Robert Pattinson, que criou diferentes personalidades para cada camada do personagem.

“Eu amei a dinâmica que Rob e eu fomos capazes de criar”, disse Wright. “Estou muito animado para que as pessoas vejam o que ele fez com isso. Ele criou três pessoas distintas. Há Rob, há Bruce Wayne e há o Batman e eles são muito diferentes. É muito legal. Vejo vocês na próxima primavera”

The Batman” tem previsão de estreia nos cinemas para março de 2022.