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Fortnite | O Superman está chegando no jogo!

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Na manhã de hoje, o Fortnite anunciou a chegada do Superman no jogo! O personagem faz parte dos novos personagens do passe de batalha Invasion, em que muitos alienígenas invadiram a ilha. Confira algumas imagens:

O site ComicBook indica que Clark Kent e todos os seus acessórios estarão disponíveis a partir do dia 12 de agosto. Não está claro se haverá algum tipo de missão associada, como nas temporadas anteriores. Confira abaixo o trailer da nova temporada:

O ‘Fortnite’ está disponível para todas as plataformas. Mais detalhes -neste link-.

Sweet Tooth | A jornada de um garoto muito especial

Essa é uma história sobre um garoto muito especial… parece algo muito genérico diante de tantos contos que já vimos por aí, mas acredito que este garoto realmente é muito especial por toda a sua jornada em um mundo que tecnicamente acabou por causa de um vírus. E não é muita coincidência? Assim é a jornada do jovem protagonista Gus, na adaptação de ‘Sweet Tooth’, lançada no dia 4 de junho pelo serviço de streaming Netflix.

A série é uma adaptação da história em quadrinhos de mesmo nome escrita por Jeff Lemire, lançada entre 2009 e 2013 pelo selo Vertigo da DC e ao todo somou 40 edições. Recentemente, ela recebeu uma sequência intitulada “Sweet Tooth: The Return”. A primeira temporada da série compreende boa parte dos acontecimentos das primeiras dez edições, mas toma a liberdade de fazer algumas adaptações necessárias para expandir essa narrativa para que possamos conhecer um universo que tem o potencial de se tornar um dos grandes sucessos do serviço de streaming.

O elenco conta com o jovem Christian Cowery no papel do hibrido Gus e Nonso Anozie como o grandalhão Jepperd, que se torna o companheiro de viagem do garoto. Além da dupla, ainda tem nomes conhecidos do universo das séries de TV como Will Forte, Dania Ramirez, Neil Sandilands e Aliza Vellani, Adeel Akhtar e James Brolin, sendo o último narrador desta primeira temporada de 8 episódios que, apesar de um tom de conto de fadas, traz temas sérios na sua trama.

Diferente do que acontece na história de Jeff Lemire, não acompanhamos apenas a jornada de Gus por um mundo devastado e completamente desconhecido. A partir da perspectiva apresentada, descobrimos o que ocorreu com a sociedade que caminhava em direção ao seu colapso e, com o advento dos híbridos, o vírus foi o ponto de ebulição. Logo no primeiro episódio, temos um panorama geral do que esta acontecendo e lentamente vamos descobrindo alguns arcos individuais que serão acompanhados durante os desdobramentos da narrativa.

Sweet Tooth é sobre uma jornada de descoberta, e neste aspecto, o roteiro não deixa a desejar. É uma aventura tocante, sensível e que faz uso da leveza de seus momentos para falar de temas mais complexos como a solidão, a culpa, medo, desespero e amor, frente a um cenário catastrófico. A trilha sonora abraça a narrativa, a fotografia é muito agradável para nos encantar como espectadores, enquanto desfrutamos desta jornada de despertar e amadurecimento do jovem protagonista.

Apesar de sempre circular entre os diversos personagens, de forma que possamos conhecer a formação de laços entre eles, o ponto central é a relação entre Gus e Shepperd, que mesmo se valendo de uma premissa já conhecida e vista em tantas outras produções, consegue nos entregar algo único. Por vezes, o problema dessa centralização excessiva causa uma perda de fôlego ao longo da narrativa. Mesmo que seja emocionante, essa repetição em alguns momentos se torna monótona, mas não ao ponto do espectador perder o interesse no que está acontecendo na história.

A trama apresenta perspectivas interessantes sobre este mundo, como Aimee Eden (Dania Ramirez) e a sua filha adotiva Wendy (Naledi Murray) sendo uma das grandes revelações sua origem, antes do encontro com sua mãe. A história apresenta outros pontos interessantes; a líder do exército animal, Ursa, que assume o compromisso de proteger os híbridos; a corrida do Dr. Singh em salvar sua esposa e a ambivalência ética que possui em relação a postura como pesquisador na busca pela cura do vírus; e o General Abbott como o líder da célula militar “Os Últimos Homens”, que se coloca na missão de “salvar” o mundo matando tudo o que esta na sua frente, sejam os híbridos ou seus protetores.

Apesar de se mostrar como um conto de fantasia, Sweet Tooth não deixa de manter o compromisso que o material original possui. A série nos faz pensar sobre questões que temos na nossa realidade, como a ausência de empatia no mundo, a desconfiança em relação ao próximo e até mesmo sobre questões políticas de um mundo conservador fadado a decadência em relação ao próximo, que ainda não está preparado para a aceitação de todos exatamente como são.

Como todo fim de uma temporada inicial, ele é aberto para que se possa contar mais na próxima leva de episódios. Apesar de todas as adversidades que ocorrem nos momentos decisivos, a produção não deixa de reforçar a ideia que gira entorno do personagem principal que, apesar de coisas ruins e inesperadas acontecerem, é importante manter a esperança. Não esperaria menos deste garoto muito especial, afinal, ele transpira esperança pelos poros!

Sweet Tooth não surpreende como o sucesso que demonstrava ser ao despontar no horizonte do serviço de streaming, mas apresenta um potencial para se consolidar como uma das grandes produções da Netflix e que iremos aguardar ansiosamente o anúncio de uma uma nova temporada. A série é uma narrativa que emociona, que acolhe e que também nos faz pensar sobre como está o mundo que vivemos.

Nota: 50/52.

Besouro Azul | Três heróis e um legado!

O manto do Besouro Azul (no inglês: Blue Beetle) foi assumido por três diferentes pessoas em alguns momentos das histórias da DC. Vale aqui destacar que cada um deles tem suas próprias particularidades, tornado até mesmo quase impossível confundi-los.

Embora ele possa ter começado como um aventureiro mascarado genérico da Idade de Ouro, o Besouro Azul passou de um super-humano moderadamente aprimorado para se tornar um dos adolescentes mais poderosos do planeta. Para entender completamente o legado, é preciso primeiro examinar cada herói que utilizou a identidade do personagem.

ORIGEM DOS PODERES

Antes de tudo, devemos contextualizar sobre sua criação e origem de seus poderes. O herói fez sua primeira aparição em ‘Mystery Men Comics #1′, em agosto de 1939, porém a DC reconhece canonicamente nas histórias sua aparição em 1964, pelo selo Charlton Comics. Ele foi criado por Will Eisner e Charles Nicholas e a fonte de seus poderes é um aparato alienígena chamado Escaravelho.

Jaime Reyes com o Escaravelho em ‘Liga da Justiça Jovem’

Quando o Escaravelho está ligado a um ser vivo, ele confere ao portador uma armadura super resistente, com diversas funcionalidades. Dentre suas habilidades, estão o uso de telepatia entre o hospedeiro e o artefato, super força e agilidade, voo, capacidade de disparar raios de energia através dos canhões presentes no uniforme, cura acelerada e a habilidade de falar qualquer tipo de dialeto.

Esta peça de tecnologia foi criada por uma raça alienígena chamada Reach, que os enviaram para diferentes planetas com a finalidade de obter informações sobre estes locais, porém na Terra, isso ocasionou o surgimento de um novo herói, o Besouro Azul. Os Reach decidiram enviar este aparelho para vários planetas para tentar obter informações privilegiadas sobre esses locais. Contudo na Terra, o Escaravelho deu origem a um novo super-herói e a um legado assumido por três pessoas diferentes.

DAN GARRETT, O PRIMEIRO BESOURO AZUL

Dan foi o primeiro ser humano a assumir a identidade de Besouro Azul. Apesar dele ter tecnicamente aparecido pela primeira vez em 1939, como um super policial quimicamente aprimorado na editora Fox Comics. Sua primeira aparição canônica foi em Besouro Azul #1, de junho de 1964, agora pelo selo Charlton Comics, retratado como um arqueólogo que descobriu um Escaravelho azul brilhante na tumba do Faraó Kha-ef-re. Ao recitar a frase “Kaji Dha”, Garrett ganhou diversas habilidades, como super força, voo e projeção de energia. Seu corpo também ficou envolto em uma armadura resistente de malha azul, que suporta armas de fogo. Por anos, Garrett protegeu os cidadãos de Hub City como seu herói.

Eventualmente, ele acabou encontrando um jovem mago da ciência chamado Ted Kord e após alguns eventos adversos isso acabou levando à sua morte. Acontece que Jarvis, o tio de Ted, era um cientista louco que, assim como grande parte dos cientistas loucos, tinha delírios de dominação mundial. Embora Garrett tenha sido capaz de ajudar Ted a parar seu tio, ele foi ferido e deixado para morrer. Mas antes de sucumbir aos ferimentos fatais, ele fez Ted prometer continuar com o manto do Besouro Azul.

Por fim, a DC adquiriu os direitos do herói nos anos 80, estreando em “Secret Origins #2”, no qual sua origem foi recontada no título, junto com a de Ted Kord.

O LEGADO CONTINUA COM TED KORD

Ao contrário do seu antecessor, Ted Kord não conseguia acessar o poder do Escaravelho. Devido a este fato, o herói foi forçado a compensar suas habilidades por meio da tecnologia. Usando o superpoder de ser muito rico, o segundo Besouro Azul tentou replicar os poderes de Garrett e utilizava as artes marciais e a ciência no lugar do artefato. No final das contas, Ted não chegou a se igualar ao Besouro “original” e parte disso também se devia ao seu problema cardíaco.

Apesar de ter suas próprias histórias, ele era visto pela maioria da comunidade de heróis como alguém inferior. Porém, mesmo assim, ele foi integrado à Liga da Justiça e atuou ao lado do seu grande amigo, o Gladiador Dourado.

O tempo de Ted Kord como o Besouro Azul, assim como o de Garrett, terminou em uma tragédia. Durante os eventos de ‘Contagem Regressiva Para Crise Infinita’ , ele provou seu valor como herói ao descobrir uma conspiração global liderada pelo seu ex-amigo, Max Lord. Kord teve então que fazer uma escolha difícil, se aliar ao vilão ou enfrentar seu ex-aliado, que posteriormente foi baleado na cabeça.

Kord é uma criação de Steve Ditko e apareceu pela primeira vez em ‘Captain Atom #83’, em 1966.

JAIME REYES, O TERCEIRO BESOURO AZUL

Jaime Reyes é um jovem de descendência mexicana, o atual Besouro Azul e certamente é com ele que os fãs mais recentes estão familiarizados. Ele acidentalmente encontrou o Escaravelho durante o caos causado por vários eventos de destruição da Terra, onde o mecanismo acabou voando até El Paso, no Texas.

Ao levar o artefato brilhante para casa, o Escaravelho acabou rastejando silenciosamente sobre Jaime enquanto ele dormia, aderindo à sua coluna. Completamente sem saber o que havia lhe acontecido, coube ao Gladiador Dourado, que era um antigo amigo de Ted Kord, informar o garoto que sua vida nunca mais seria a mesma.

Usando seu conhecimento ilimitado sobre o futuro, o Gladiador Dourado acabou recrutando Jaime para ajudar em uma missão da Liga da Justiça. Os poderes alienígenas aprimorados de Jaime excediam os de Garrett e foi justamente por causa deles que a Liga conseguiu sua vitória. Essa foi então a primeira aventura de Jaime como o terceiro Besouro Azul.

Como citado no início deste texto, acreditava-se que o Escaravelho seria um artefato místico, porém com o tempo, foi descoberto que se tratava de uma tecnologia extremamente avançada, oriunda de uma raça de alienígenas conquistadores de mundos. Em vez de desperdiçar exércitos para lutar e conquistar, a raça chamada Reach enviava Escaravelhos para planetas que eles esperavam colonizar como parasitas altamente tecnológicos.

Depois de se conectar ao seu hospedeiro, o Escaravelho acabava reescrevendo o DNA de sua vítima e apagando sua mente. Embora recebesse diversos poderes, eles seriam apenas ferramentas usadas para subjugar seus próprios planetas. No entanto, durante os muitos séculos que o Escaravelho passou na Terra, ele acabou se danificando e ao invés de influenciar Jaime, acabou ocorrendo o oposto, conferindo traços de humanidade ao Escaravelho. Agora, ele não tem mais o objetivo de conquistar nosso planeta, mas sim ajudar na sua proteção.

O personagem foi criado por Keith Giffen, John Rogers e Cully Hammer, aparecendo pela primeira vez em ‘Infinite Crisis #3’, em 2006. Em meados de 2011 ele ganhou sua própria publicação solo.

Recentemente um filme sobre o herói foi confirmado, tendo Angel Manuel Soto na direção do longa e Zev Foreman como produtor executivo. (Detalhes aqui).

Panini | Confira os principais lançamentos DC para o mês de junho/2021 no Brasil

Recentemente, a editora Panini liberou em seu site oficial o checklist do mês de junho, trazendo muitas novidades para os leitores de quadrinhos do Brasil. Esse será um mês que os fãs do Cavaleiro das Trevas vão se empolgar, destacando os lançamentos de Batman/Fortnite de forma simultânea com o mercado internacional, Batman: Ego, O Túmulo do Batman além da continuação de lançamentos iniciados no mês anterior como Noites de Trevas: Death Metal, o décimo volume da comemoração de 30 anos de Sandman, Os Ômega Men e a segunda parte da edição de luxo de Promethea, do escritor Alan Moore. Confira abaixo algumas novidades:

HERÓIS EM CRISE (DC DELUXE)

Quando um herói atinge seu limite emocional e psicológico no combate ao crime, ele  é designado ao Santuário, um lar de tratamento e paz. Ou ao menos essa era a ideia.  Quando o caos se instala num ambiente repleto de superseres e a crise se espalha pelo mundo, somente Superman, Batman e a Mulher-Maravilha podem restabelecer a ordem. Certo?

Roteiro – Tom King
Arte – Clay Mann
Formato: 17×26 cm
240 páginas
Miolo couchê
Capa dura
Lombada quadrada
Periodicidade: especial
Classificação etária: 12 anos
R$ 89,90

*Heróis em Crise é uma história que divide opiniões a respeito do rumo da narrativa e outras detalhes discutidos ao longo do desdobramento da trama. Para conferir o que achamos desta história clique aqui-.

DCOMPOSIÇÃO: DUROS DE MATAR

Vandal Savage não viveu milhares de anos sem ter se preparado para isso. Segundos após a disseminação do vírus tecnorgânico que afetou todo o planeta Terra, Savage reuniu uma equipe para ajudá-lo a superar o fim do mundo, e o grupo é formado pelos maiores mercenários e guerreiros do Universo DC, lutando lado a lado!E, em troca, Vandal pode oferecer apenas uma coisa: sobrevivência.

Contém: Dceased: Unkillables (2020) 1-3
Roteiro – Tom Taylor
Arte – Karl Mostert
Formato: 17×26 cm
136 páginas
Miolo couchê
Capa dura
Lombada quadrada
Periodicidade: especial
Classificação etária: 12 anos
R$ 52,90

*Um dos spin off de DCompostos chega ao Brasil contando o apocalipse zumbi do ponto de vista dos vilões e anti-heróis em uma aventura com três edições. Para conhecer mais sobre este universo de Tom Taylor, confira o nosso debate no Clube de Leitura da Vovó Bondade a respeito desta história -neste link –.

BATMAN: PRETO E BRANCO (DC OMNIBUS)

Acompanhe as aventuras do Homem-Morcego neste volume especial, com mais de 800 páginas de ação e trevas!

Mais de uma centena de histórias curtas do Cavaleiro das Trevas em narrativas autorais assinadas pelos maiores nomes dos quadrinhos atuais em um volume único! Ao longo de mais de 800 páginas de HQs, o contraste entre o preto e o branco estabelecem uma unidade visual tão ousada quanto sombria, ideal para apresentar o  Cavaleiro das Trevas enfrentando seus maiores inimigos e também seus demônios interiores. Uma galeria de pin-ups completa a edição, com trabalhos de Moebius, Neal Adams, Simon Bisley, Mike Mignola, Frank Miller e Alex Toth, entre outros!

Contém: Batman Black And White (1996) 1-4, Batman: Gotham Knights (2000) 1-49 (II historias), Batman Black And White (2013) 1-6.
Roteiro –  Archie Goodwin, Bill Sienkiewicz, Neil Gaimant e vários outros.
Arte – Alex Ross, Brian Bolland, Bruce Timm, John  Byrne, Katsuhiro Otomo e vários outros.
Formato: 18.3×27.7 cm
904 páginas
Miolo couché
Capa dura
Lombada redonda
Periodicidade: especial
Classificação etária: 16 anos
R$ 299,90

BATMAN: EGO E OUTRAS HISTÓRIAS

Após muitos pedidos dos leitores, o ganhador do Eisner Darwyn Cooke retorna de forma épica nesta coleção de histórias do Homem-Morcego! O icônico traço de Darwyn Cooke, retorna nesta coleção de histórias de tirar o fôlego, com novas e únicas interpretações de Batman, Mulher-Gato, Arlequina e muito  mais. Aproveite o melhor da arte e roteiro de Cooke em seu auge! Histórias que recepcionam novos e velhos leitores de todas as idades, com o Cavaleiro das Trevas enfrentando uma variada gama de obstáculos, mas finalmente parando naquele  que viria a ser seu maior inimigo: o Batman!

Contém: Batman: Ego (2000) 1, Batman: Gotham Knights (1940) 23, Batman: Gotham Knights (1940) 33, Solo (2004) 1, Solo (2004) 5, Harley Quinn Holiday Special 1, Selina’s Big Score 1
Roteiro – Darwyn Cooke, Jimmy Palmiotti
Arte – Darwyn Cooke, Alain Mauricet
Formato: 17×26 cm
232 páginas
Miolo couché
Capa dura
Lombada quadrada
Periodicidade: especial
Classificação etária: 18 anos
R$ 84,90

*Batman: Ego é a história que vem sendo bastante comentada por ser uma das inspirações para o próximo longa do Cruzado Encapuzado nos cinemas, com a direção de Matt Reeves. O título a será a nossa discussão do Clube de Leitura da Vovó Bondade do mês junho.

MULHER-MARAVILHA: TEMPESTADE  TURBULENTA (DC TEENS)

Da poderosa roteirista Laurie Halse Anderson e da imbatível ilustradora Leila Del Duca, vem aí um volume especial da heroína mais emblemática do Universo DC! A princesa Diana de Themyscira acredita que seu aniversário de 16 anos será um novo começo – ou seja, sua aceitação na tribo guerreira das Amazonas. Mas as comemorações de seu aniversário são  interrompidas quando jangadas transportando refugiados rompem a barreira que separa sua casa na ilha do mundo exterior. Quando Diana desafia as Amazonas para tentar trazer os forasteiros para a  segurança, ela se vê arrastada pelo mar tempestuoso. Isolada de  tudo que já conheceu, a própria Diana se torna uma refugiada em uma terra desconhecida. Agora, ela deve sobreviver no mundo além de Themyscira pela primeira vez. Com novas batalhas a serem travadas e novos amigos a serem feitos, ela deve redefinir o que significa pertencer, ser uma amazona e fazer a diferença.

Contém: Wonder Woman Tempest Tossed
Roteiro – Laurie Halse Anderson
Arte – Leila Del Duca
Formato: 15,2×22,9 cm
208 páginas
Miolo couchê
Capa cartão
Lombada quadrada
Periodicidade: especial
Classificação etária: livre.
R$ 32,90

ZATANNA E A MANSÃO DOS SEGREDOS (DC KIDS)

A dupla Matthew Cody e Yoshi  Yoshitani criam aqui uma fascinante história cheia de aventuras para  quem não abre mão de magia, diversão e suspense! Zatanna e seu pai, um mágico profissional, vivem em uma casa especial, a Casa dos  Segredos, que é cheia de magia, quebra-cabeças, portas misteriosas e criaturas de  contos de fadas – é a casa que todos na vizinhança falam, mas evitam. Não que Zatanna se importe, porque ela está perfeitamente contente. Mas um dia na escola, Zatanna enfrenta um valentão e tudo muda … incluindo seus  amigos. De repente, Zatanna não tem tanta certeza sobre seu lugar no mundo, e quando ela volta para casa para contar a seu pai, ele está desaparecido, perdido dentro de sua própria casa.

Contém: Zatanna & The House Of Secrets
Roteiro – Matthew Cody
Arte –  Yoshi Yoshitani
Formato: 13,9×20,3 cm
144 páginas
Miolo couchê
Capa cartão
Lombada quadrada
Periodicidade: especial
Classificação etária: livre
R$ 24,90

Para mais lançamentos da DC no Brasil, acesse o site da Panini Comics.

Injustice 2 | Desenvolvedores do jogo mobile pedem desculpas por evento inapropriado e ofensivo ao Mês do Orgulho LGBTQIA+

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O estúdio por trás do jogo para celulares “Injustice 2″, pediu desculpas por um evento que pretendia celebrar o Mês do Orgulho LGBTQI+, que acontece ao longo de junho. O desafio atraiu críticas de muitas fãs daria bonificações aos jogadores que participassem de uma batalha contra a Hera Venenosa, que é um personagem bissexual da DC Comics. Mesmo que a Hera seja uma personagem que sempre esteve presente no Injustice 2, a maneira como o desafio foi retratado levantou o questionamento que os desenvolvedores estavam, de alguma forma, promovendo a violência contra personagens queer.

Nas redes sociais, a conta oficial do Injustice 2 Mobile divulgou um comunicado pedindo desculpas àqueles que consideraram o desafio de mau gosto. Confira:

“Reconhecemos que associar o nosso mais recente Desafio Global ao Movimento LGBTQIA+ foi insensível e inapropriado. A violência na vida real contra a comunidade e mulheres em particular é muito comum e devemos nos engajar ativamente nos esforços para acabar com a violência LGBTQIA+ e não normalizá-la. Pedimos desculpas à comunidade em geral, especialmente aos membros LGBTQIA+. Estamos comprometidos ouvir e fazer melhor.” diz a nota.

Os tweets da conta que incentivavam os jogadores a seguir o desafio de dano conta a Hera Venenosa foram apagados. Com base no ocorrido, o jogo Injustice 2 Mobile fará mais nenhuma ação para celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIA+.

Via: [IGN].

Liga da Justiça Encarnada | Uma nova era para o Superman nos cinemas pode estar próxima

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Superman é um personagem histórico que não se delimita apenas a um herói das páginas dos quadrinhos, mas a inspiração para uma sociedade que de modo geral sequer tem conhecimento da profundidade de suas aventuras na nona arte, porém, que de tempos em tempos, busca na sua simbologia o exemplo de bondade e esperança nos momentos difíceis. O Homem de Aço, o Escoteiro Azul, o Homem do Amanhã…um personagem que possui diferentes versões no agora vasto Omniverso DC e que nos cinemas ainda não vimos até o momento suas diversas versões.

Nos últimos meses, recebemos a notícia de que haverá um novo Superman nos cinemas e ele será um homem negro, elemento que gerou uma grande discussão e foi pontualmente explicado pela nossa equipe através do artigo escrito pelo colega redator Lucas Pimentel, que enfatiza a importância da chegada desta versão do Superman – confira o artigo clicando aqui -. Eu, por outro lado, quero conversar com você meu caro leitor sobre a versão que poderá chegar em breve nos cinemas e como ele poderia ser introduzido no universo cinematográfico da DC em seu contexto atual.

De acordo com os mais recentes rumores, a versão que veremos será uma adaptação em live action de Calvin Ellis, o Superman da Terra-23. Nos quadrinhos, este Homem de Aço defende o mundo em dois ambientes diferentes: como um herói e como o presidente dos Estados Unidos da América. Além disso, ele é o líder da equipe chamada Liga da Justiça Encarnada. Um grupo de heróis formado pelo Trovejante da Terra-8, Capitão Cenoura da Terra-26, Velocista Escarlate da Terra-36, Aquawoman da Terra-11, além do próprio Superman (Calvin Ellis) da Terra-23. O time foi reunido no título “Multiverso” e tem a importante tarefa de defender não apenas uma Terra, ou a respectiva versão de cada herói da equipe, mas o Multiverso como um todo. Eles contam com a ajuda da inteligência artificial Percursora, que reúne toda as informações sobre todas as Terras a bordo do Thule, um barco feito da música do Multiverso para que assim seja possível viajar entre os mundos.

Além de ‘Multiverso’ a equipe retorna na fase Renascimento, nas mensais do Homem de Aço com o arco  Multiplicidade, escrito por Peter J. Tomasi e Patrick Gleason e conta com a participação de diversos artistas nas artes, incluindo o brasileiro Ivan Reis. No Brasil, o arco foi publicado nas edições 8 e 9 pela editora Panini e conta o primeiro encontro entre a Liga da Justiça Encarnada e o Superman da Terra principal que corre perigo, assim como todas as versões do herói ao longo do Multiverso.

Essa história além de ser um arco que explora o grande evento cósmico que ocorria no Renascimento, com o desaparecimento de alguns heróis e uma ameaça externa que posteriormente foi explicada em “O Relógio do Juízo Final”, temos algumas referências a ‘Crise Final’, história que originou a primeira participação do líder da equipe, o Superman da Terra 23, além do próprio “Multiverso”, escrita pelo mesmo roteirista, o renomado Grant Morrison.

A última participação da equipe foi em ‘Noites de Trevas: Death Metal’ quando a Liga abrigou na Thule os sobreviventes do ataque de Perpétua, além de participar da retomada dos heróis ao lado da Tropa dos Lanternas Verdes da Terra principal, liderados por John Stewart nos esforços de diminuir o poder da mãe do Multiverso.

Em ‘Infinite Frontier: Secret Files’ conhecemos mais sobre a rotina heroica de Calvin Ellis, tanto como o presidente dos Estados Unidos, como o Superman de sua Terra e a importante tarefa de proteger o Multiverso liderando a Liga da Justiça Encarnada. O que fica evidente ao conhecer o dia à dia deste Homem do Amanhã é o senso de responsabilidades, sua flexibilidade em transitar entre as suas identidades, tanto a política quanto a heroica, e a forma que ele age, com uma destreza característica do Clark Kent da Terra principal. Outro detalhe que chama atenção neste Superman é o fato de sua Fortaleza ser um refúgio não apenas para que possa em sua solidão refletir sobre seus atos e aprender mais sobre si, mas também é um espaço para sua renovação como homem e herói que luta pela sua Terra e todas as outras.

Em um futuro filme com o Calvin Ellis, acredito que a melhor aposta para sua narrativa é abordar a fundo sua personalidade para que seja possível ao expectador entender que, apesar de ser uma versão de outra realidade, ele tem as mesmas virtudes que nos inspirou ao longo de oito décadas e que irá seguir adiante por muitos anos ainda.

Na trama, seria interessante aproveitar alguns dos conceitos sobre o Multiverso trazidos pelo futuro filme “The Flash”, iniciando a narrativa explicando que a partir das infinitas possibilidades, existe uma versão do Superman que é diferente do Clark Kent, assim respeitando a cronologia que já vinha sendo construída anteriormente em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, não descartando dessa forma a utilização da versão de Henry Cavill em algum projeto futuro que a Warner tenha o interesse de utilizar o ator.

Apostar em um vilão interestelar como Mongul traria um ponto de partida diferente do que vem sendo utilizado nos últimos anos, tanto nos cinemas quanto na TV. Posteriormente, explorar a narrativa da Terra 23 com outros inimigos mais conhecidos como Brainiac e Lex Luthor, com a possibilidade de ser um arco que abordaria tanto o herói Superman como sua identidade civil na carreira na politica. Imaginem como seria…ver uma batalha nas urnas entre Luthor e Ellis pelos corações e votos do povo americano?

Trazer discussões como as pautas raciais deve ser imprescindível tanto pelo contexto de origem do personagem quanto pela própria importância da luta contra o preconceito. Isso seria um reforço para um combate que é atual e também serviria para inspirar muitas pessoas quando atrelada a esperança que o símbolo do Superman representa. Um símbolo que não carrega apenas o conceito de um herói que irá salvar o dia, mas a representação de um homem bom que sempre tem no altruísmo o seu elemento mais carismático.

Refletindo sobre a proposta, seria possível expandir o conceito que eu acredito ser o que faz do Superman o mais importante dos heróis nas histórias em quadrinhos, que o ‘S’ dele é universal. Apesar de ser um herói dos EUA, seu símbolo passou a ser um ideal para o mundo e ter um homem negro sendo o representante da magnitude que o manto carrega, em um filme, será algo que, como um fã de quadrinhos que cresceu vendo o maior Lanterna Verde John Stewart abrindo este caminho, uma experiência totalmente fascinante.

Honestamente, não sei especular qual o tipo de ator que a Warner tem em mente e que poderia dar vida ao Calvin Ellis nas telonas, mas, dentre alguns programas que tive a oportunidade de acompanhar, Regé-Jean Page cujo trabalho mais recente foi na série Bridgerton, acredito que seja a escolha ideal para ser o Superman. Ele não é apenas um ator que considero talentoso, mas possui um carisma determinante para ser o intérprete do personagem. Outro ator que seria interessante sua presença na produção é o Terry Crews, como o pai do Calvin, talvez a nostalgia daquela versão semi-biográfica de “Todo Mundo Odeia o Chris” que conhecemos esteja falando mais alto neste texto, mas, apesar de seu viés artístico ser mais trabalhado no gênero da comédia, ele sempre consegue trazer um aspecto paternal e acolhedor em seus papeis ao longo da carreira.

Nos cinemas, não acredito que veremos a Liga da Justiça Encarnada tão cedo, mas, a partir do filme do Flash, poderemos conhecer novos heróis que daria espaço para o Calvin Ellis e sua jornada heroica, trazendo para os cinemas a magia do Multiverso DC como conhecemos ao longo de sua história.

Sweet Tooth | Primeiras impressões sobre a nova série da DC na Netflix

Todo o início de uma grande aventura começa com um simples passo de coragem em direção ao desconhecido. Quando se é anunciado uma adaptação de um quadrinho com bastante renome, é comum vermos o temor por parte dos fãs sobre como a obra será transportada para as telas, mas nesse caso, Sweet Tooth, a mais nova adaptação da Netflix, já começa mostrando uma qualidade de altíssimo nível, respeitando o material fonte e dando asas para um mundo lúdico, mas sem perder o peso das tragédias no meio do caminho. 

Baseada na HQ da DC/Vertigo, escrita e desenhada por Jeff Lemire em 2009, a produção já começa ambientando o telespectador em meio a um mundo pós-apocalíptico, causado por um vírus misterioso que foi o responsável pelo colapso da sociedade, ao mesmo tempo em que deu origem a uma nova espécie de híbridos, que não são vistos com bons olhos pelos sobreviventes. E, em meio a todo o caos e desordem, vemos um pai abdicando de tudo para dar ao seu filho, o pequeno Gus – o fofo menino-cervo e grande herói da nossa história – a chance de viver uma vida por completo. 

Esse contraste entre a desordem e tranquilidade dos dois mundos é feito através do uso das cores e da trilha sonora, que torna a reserva onde vive o nosso protagonista, interpretado por Christian Convery, um jardim encantado, recheado de cores vivas e uma trilha sonora calma e etérea, que contrastam com os momentos de tragédia que são mostrados logo em seguida, adotando uma atmosfera densa, fria e evidenciando a crueldade que ali existe. 

Tendo sido filmada na Nova Zelândia, os cenários e fotografia da série são um deleite aos olhos, podendo ser notado o cuidado da produção em cada detalhes, desde as roupas até os campos abertos que mostram o que restou de um mundo a muito tempo perdido. 

O pequeno Gus se mostra já nesse pequeno começo um verdadeiro aventureiro, com um olhar afiado para desbravar o desconhecido, abraçando o seu chamado a aventura com um toque de inocência e pureza, se aliando ao seu novo amigo Japperd – interpretado pelo ator Nonso Anozie – para ir em busca de sua mãe, no Colorado. 

É impressionante a qualidade de Sweet Tooth logo no seu primeiro episódio, a trama caminha junto do coração e cria uma ligação genuína com o público logo de cara ao atravessar do primeiro limiar de um jovem e curioso herói para o que pode ser a maior e mais emocionante aventura de sua vida. 

O (quase) novo Asa Noturna | Conheça a proposta dos autores James Tynion IV e Mikel Janín, que foi arquivada pelos editores da DC em 2014

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A fase atual do Asa Noturna, com roteiro de Tom Taylor e arte de Bruno Redondo, tem gerado reações muito positivas tanto da crítica, quanto do público. Taylor promete resgatar o espírito do personagem e o seu prestígio como um dos alicerces do universo da DC.

Mas nem sempre foi assim. O ano era 2014 e o co-editor da DC na época, Dan DiDio, estaria prestes a realizar um dos seus desejos mais profundos: Matar o Asa Noturna. Ele deixou clara a sua antipatia pelo personagem em várias entrevistas em seu período na editora. Essa “morte” ocorreria na minissérie “Vilania Eterna”, onde o personagem foi desmascarado publicamente pelo do Sindicato do Crime. Logo, se descobriu que que o personagem havia sobrevivido e, depois disso, sua vida teria uma abordagem à la James Bond com o título “Grayson”.

O que poucos sabiam até então é que a vida do personagem poderia ter tomado outro rumo. Em recente entrevista ao site Newsarama, Tynion IV contou como seria esse novo arco, com desenhos de Mikel Janín.

“A ideia básica era que, depois de “Vilania Eterna”, o Coruja estaria livre no universo DC. Batman então vê aí uma oportunidade, já que o mundo acredita que Dick Grayson está morto.”

“O Coruja não poderia saber que estavam em seu encalço. Dick Grayson então assume uma nova identidade, a do policial John Blake, e com esse disfarce poderia chegar mais perto de onde Batman acredita que o Coruja estaria escondido. A principal regra é que Dick não poderia se revelar e, não poderia agir como um vigilante.” diz Tynion.

E não, você não leu errado, “policial John Blake” é uma referência ao personagem homônimo de “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” que, ao final do filme de 2012, poderia ter se tornado o Asa Noturna. Mas no arco de Tynion e Janín, Blake se tornaria o herói, com uniforme e máscara diferente dos utilizados até então pelo personagem e serviria não só para esconder a sua identidade, de quem acreditava que estaria morto, mas dos leitores também.

A editora queria manter a informação de que o Asa Noturna havia sobrevivido, um segredo que só seria revelado depois que a estreia de John Blake como o personagem, estivesse pronta para ser publicada.

O autor também planejava um desdobramento único para o primeiro arco: O surgimento de um outro Asa Noturna, que surpreenderia o próprio Grayson.

“O Asa Noturna deve permanecer morto…mas, enquanto ele está disfarçado, alguém que claramente sabe que ele está vivo coloca o uniforme do herói e, Dick precisa descobrir quem é antes que estrague o seu disfarce.”

Tynion, que até então estava co-escrevendo o título semanal “Batman Eterno”, disse que a proposta apresentada para o personagem foi bem aceita, com Mikel Janín até fazendo artes conceituais e a capa da primeira edição, até que planos maiores da editora impossibilitaram os seus planos para o projeto.

“Primeiro disseram que não poderíamos usar o Coruja, depois continuavam rejeitando as opções que davam para a identidade do Asa Noturna misterioso, rejeitaram o retorno de um uniforme azul do personagem e por fim venceu a ideia dos chefões de dar uma abordagem de super espião ao personagem e eu decidi focar em Batman Eterno.” disse Tynion.

Essa decisão editorial resultou com a DC recrutando um inexperiente [na época], o roteirista Tom King, com o veterano artista Tim Seely para a série “Grayson”, que teve grande sucesso de crítica.

Embora Tynion tenha desistido do projeto, Janín permaneceu desenhando a maior parte das edições de “Grayson” entre 2014 e 2016, antes de ajudar King no relançamento do Batman para o arco “Renascimento”. Tynion acabou escrevendo o título Detective Comics de 2016 a 2020, migrando depois para o título principal do Batman.

Via: [Newsarama].

Patrick Leahy | Saiba quem é o senador batmaníaco que é figurinha carimbada nas produções do Homem Morcego

Não é novidade para ninguém que o Batman é um ícone da cultura pop, um símbolo reconhecido por quase todos os círculos sociais e que acumula fãs de diferentes países e diferentes idades. Alguns desses fãs, inclusive, ocupam posições proeminentes na sociedade, como é o caso de Patrick Leahy, atual decano do senado estadunidense. Um aficionado pelo personagem que transformou sua paixão em filantropia, chegando a utilizar os quadrinhos em prol de sua agenda legislativa.

Patrick Joseph Leahy nasceu em 31 de março de 1940, menos de um ano depois da primeira aparição do Batman em Detective Comics #27 (lançada em maio de 1939). Leahy é político e advogado e está atualmente em seu oitavo mandato no senado americano, onde atua desde 1974. Nesse momento, Leahy é o terceiro na linha de sucessão presidencial dos Estados Unidos, atrás apenas da vice-presidente Kamala Harris e da presidente da câmara dos representantes, Nancy Pelosi. Ele é o único senador democrata da história a ser eleito pelo estado de Vermont, uma vez que seu colega Bernie Sanders se declara como independente, apesar de concorrer pelo partido.

O primeiro contato de Leahy com o personagem foi aos 4 anos de idade, frequentando a biblioteca Kellogg-Hubbard, em Montpelier, cidade com menos de 8 mil habitantes ao norte do estado de Vermont. Em sua página no site do senado americano , Leahy destaca que muitas de suas principais memórias afetivas de infância se passaram nessa biblioteca, onde “todos se encaixavam e as possibilidades não tinham limites”.

O senador Patrick Leahy na biblioteca Kellogg-Hubbard.

Leahy, quando criança, passou muitas de suas tardes lendo quadrinhos nessa biblioteca e, enquanto muitos de seus amigos se encantavam com personagens de poderes quase divinos, como o Superman, ele desenvolveu fortes laços afetivos com o Morcego de Gotham.

Seu primeiro envolvimento direto com o Batman foi nos quadrinhos, quando escreveu o prefácio para “Batman: The Dark Knight Archives – Volume 1”, em 1992.

The Dark Knight Archives – Vol. 1. DC Comics.

Vinte e sete anos depois, em 2019, o senador por Vermont voltou a prefaciar uma edição do Homem Morcego, dessa vez a comemorativa “Detective Comics: 80 years of Batman”. Nela, Leahy explica um pouco de sua paixão pelo personagem, afirmando que ele apresenta “qualidades e defeitos humanos […] prevalece por seu intelecto superior e suas habilidades como detetive, pela liberdade garantida por sua grande fortuna e sua força de vontade […] sem super poderes, mas com habilidade, ciência e racionalidade”.

Prefácio da edição comemorativa “Detective Comics: 80 Years of Batman”, por Patrick Leahy. DC Comics.

Embora tenha sido eleito pela primeira vez em 1974, até meados dos anos 1990 a afinidade de Leahy com o Batman não apresentou grande influência nos seus afazeres diretos com o congresso. Porém, a coisa muda de figura quando o senador colabora com a DC Comics na criação do arco “Batman: Vítimas Inocentes – O Perigo das Minas Terrestres” em 1996, também prefaciado por ele. A história alerta para o perigo da utilização desse tipo de armamento, bandeira contra a qual Leahy advogou durante muito tempo. Na época, o senador afirmou em entrevista ao jornal do congresso, Roll Call, que ele havia distribuído cópias do gibi sobre as mesas de todos os senadores.

“Batman: Vítimas Inocentes” alerta para os perigos da utilização de minas terrestres em combate.

A partir dos anos 1990 o senador Leahy passa a colecionar participações em produções do Morcego de Gotham, especialmente nos filmes live action, mas também na aclamada Batman: A Série Animada. Confira a seguir como (e onde) o senador marcou presença nesse período:

  1. Batman Forever (1995)

A primeira participação acontece no longa metragem dirigido por Joel Schumacher e é muito rápida. Tão rápida que é até difícil de constatar.

  1. Batman: A Série Animada: “O Confronto” (1995)

A segunda aparição de Leahy ocorre pouco tempo depois, no episódio 13 da 2ª temporada da famosa série animada, que foi ao ar originalmente em 12 de setembro daquele ano. Dessa vez, Leahy aparece em um longo flashback e possui algumas falas.

  1. Batman & Robin (1997)

A terceira participação de Leahy ocorre no outro longa dirigido por Schumacher. Ele aparece durante o leilão de caridade e pode ser visto algumas vezes no meio da multidão, a primeira delas logo antes da infame cena do Bat-cartão de crédito.

  1. Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)

Sem dúvida a mais memorável e conhecida participação especial do senador no universo do Batman, uma vez que Leahy protagoniza um dos momentos mais tensos do longa em uma cena com o Coringa do saudoso Heath Ledger.

Nesse trecho do filme, Bruce Wayne está patrocinando um evento beneficente em prol do promotor Harvey Dent, evento esse que é invadido pelo Coringa e sua trupe que aterrorizam os presentes enquanto buscam pelo promotor.

Nesse momento, Leahy solta a famosa frase “não somos intimidados por bandidos”. Bateu saudades? Assista a cena clicando aqui. Em entrevista, o senador afirmou que Ledger o assustou de verdade quando partiu para cima dele com a faca. “Eu não tive que atuar”, declarou.

  1. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

O senador por Vermont volta a aparecer no último filme da trilogia de Christopher Nolan, possivelmente interpretando o mesmo personagem do filme anterior. Aqui ele aparece em uma reunião da cúpula de diretores da Wayne Enterprises.

  1. Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)

É a última participação de Leahy (até o momento), onde ele interpretou o Senador Purrington na oitiva do Superman. Infelizmente seu papel teve um fim trágico, uma vez que Lex Luthor explodiu a sala do congresso, evento do qual o Homem de Aço foi o único sobrevivente.

A carreira cinematográfica do senador Patrick Leahy envolve, em sua grande maioria, papéis curtos e até pouco perceptíveis, porém que certamente fazem parte do imaginário de todo fã do Homem Morcego. Afinal, ter tido a oportunidade de contracenar com o lendário Heath Ledger é uma das maiores satisfações que um fã desse universo poderia ter.

De todo modo, as participações de Leahy nos filmes não foram “gratuitas”, por assim dizer. O senador recebeu cheques por vezes bastante polpudos por seus direitos de imagem ao longo do tempo, dinheiro esse completamente doado para a manutenção da biblioteca Kellogg-Hubbard, instituição responsável por fazer aflorar sua paixão pelo personagem. Segundo a co-diretora da biblioteca, Carolyn Brennan, apenas as participações de Leahy na trilogia “O Cavaleiro das Trevas” renderam aos cofres da instituição mais de US$ 150mil, boa parte utilizados para financiar uma ala infantil que acabou recebendo o seu nome como homenagem

Em 2012 o senador recebeu uma placa na instituição e é referido pela equipe do local como “nosso super-herói”.

Tradução: Senador Patrick Leahy nosso “super-herói” – Obrigado por “não ser intimidado por bandidos” e por apoiar a biblioteca infantil Kellogg-Hubbard por meio dos filmes do “Batman” e “O Cavaleiro das Trevas”.

Recentemente, Leahy descartou a possibilidade de fazer uma pontinha em The Batman. O filme dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson deve chegar aos cinemas no dia 4 de março de 2022. A pandemia do novo coronavírus, uma agenda cheia e turbulenta no congresso americano e o fato do filme ter sido rodado majoritariamente no Reino Unido são alguns fatores que contribuíram para sua provável ausência.

De toda forma, dado o histórico de frequentes aparições, não deve demorar muito para que o senador mais super heroico de todos os tempos volte a dar as caras nas telonas, não é mesmo?

Quadrinhos | Selo Wildstorm segue integração com o universo regular da DC e Milestone manterá o Dakotaverso separado (ao menos por enquanto)

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Recentemente, a DC apresentou o conceito de Omniverse, uma nova abordagem que tem a proposta de contar histórias sem restrições. Isso é; qualquer personagem, qualquer criador, qualquer linha do tempo, qualquer realidade, qualquer coisa vale. Liberdade para os criadores pegarem uma história, usarem a continuidade que considerarem adequada e contarem essa história da melhor forma possível.

E agora, a DC começa aos poucos a integração nessa nova proposta narrativa de um selo conhecido dos fãs: Wildstorm. Fundado por Jim Lee em 1992, o selo apresenta importantes equipes nos quadrinhos como The Authority, Planetary, WildC.A.T.s e Stormwatch.

Na recém revelada solicitações para agosto de publicações da DC nos EUA, na edição Batman: Urban Legends #6 teremos o confronto entre Zealot contra a Mulher-Maravilha. Via: [Newsarama].

A ex-membro dos WildC.ATS e guerreira vindo do planeta Khera não tem sido vista regularmente desde Os Novos 52, mas com Grifter desempenhando um papel importante no título do Batman de James Tynion, e com o Meia-Noite e Apollo aparecendo durante Future State, o Omniverse da DC continua a honrar sua promessa onde todas as histórias, do passado e presente realmente importam. O universo Wildstorm ostentava uma infinidade de personagens interessantes e a integração cuidadosa pela DC pode significar que Zealot seja a última em um plano de longo prazo para tornar seu universo atual uma versão mais diversa e completa.

Criada por Jim Lee e Brandon Choi para WildC.ATS #1 (1992), Lady Zannah, também conhecida como Zealot, é do planeta Khera, e lá fez parte de um dos principais grupos políticos e culturais conhecidos como The Coda . Na Terra, ela se tornou uma membro proeminente dos WildC.ATs. Após o fechamento da WildStorm em 2010, Zealot fez sua estreia formal em um título da DC em “Deathstroke” d’Os Novos 52. Mas dado o novo status quo do DC Omniverse e a ideia de que tudo aconteceu, não está claro se esta é a versão d’Os Novos 52′, do selo WildStorm original ou alguma nova proposta.

O título “Batman: Urban Legends #6” estará à venda nos EUA no dia 10 de agosto.

Por outro lado, temos o selo Milestone, que retornou recentemente aos quadrinhos com “Milestone Returns #0” e depois com uma série de edições solo do Super Choque, Ícone & Foguete e Hardware. Agora, em uma entrevista ao CBR, o escritor Reginald Hudlin afirma que os personagens da Milestone Comics permanecerão em um universo separado do atual universo DC.

“A Milestone fez um monte de coisas logo de cara. E uma delas é que o Dakota é seu próprio universo separado do DCU. Eles ainda conseguiram fazer algumas histórias cruzadas incríveis. Acho que haverá muitas surpresas quando as pessoas continuarem a ler essas edições. Mas não há dúvida de que não queremos ficar em dívida com o que quer que esteja acontecendo na continuidade do Universo DC, o que é ótimo. Eu leia essas histórias também. Mas estamos contando nossas próprias histórias e precisamos do nosso próprio universo para fazer acontecer.” disse Hudlin.

O universo Milestone original cruzou o caminho com o universo da DC durante o evento “Worlds Collide“, que mostrou o Superman e seus aliados cruzando para o mundo da Milestone graças a uma entidade extradimensional. Mais tarde, o membro do “Blood Syndicate”, Dharma, fundiu elementos do universo Milestone com o universo DC na sequência de Crise Final. Personagens da Milestone, incluindo o favorito dos fãs Super-Choque, tiveram um breve destaque durante Os Novos 52.