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    Sweet Tooth | Primeiras impressões sobre a nova série da DC na Netflix

    Todo o início de uma grande aventura começa com um simples passo de coragem em direção ao desconhecido. Quando se é anunciado uma adaptação de um quadrinho com bastante renome, é comum vermos o temor por parte dos fãs sobre como a obra será transportada para as telas, mas nesse caso, Sweet Tooth, a mais nova adaptação da Netflix, já começa mostrando uma qualidade de altíssimo nível, respeitando o material fonte e dando asas para um mundo lúdico, mas sem perder o peso das tragédias no meio do caminho. 

    Baseada na HQ da DC/Vertigo, escrita e desenhada por Jeff Lemire em 2009, a produção já começa ambientando o telespectador em meio a um mundo pós-apocalíptico, causado por um vírus misterioso que foi o responsável pelo colapso da sociedade, ao mesmo tempo em que deu origem a uma nova espécie de híbridos, que não são vistos com bons olhos pelos sobreviventes. E, em meio a todo o caos e desordem, vemos um pai abdicando de tudo para dar ao seu filho, o pequeno Gus – o fofo menino-cervo e grande herói da nossa história – a chance de viver uma vida por completo. 

    Esse contraste entre a desordem e tranquilidade dos dois mundos é feito através do uso das cores e da trilha sonora, que torna a reserva onde vive o nosso protagonista, interpretado por Christian Convery, um jardim encantado, recheado de cores vivas e uma trilha sonora calma e etérea, que contrastam com os momentos de tragédia que são mostrados logo em seguida, adotando uma atmosfera densa, fria e evidenciando a crueldade que ali existe. 

    Tendo sido filmada na Nova Zelândia, os cenários e fotografia da série são um deleite aos olhos, podendo ser notado o cuidado da produção em cada detalhes, desde as roupas até os campos abertos que mostram o que restou de um mundo a muito tempo perdido. 

    O pequeno Gus se mostra já nesse pequeno começo um verdadeiro aventureiro, com um olhar afiado para desbravar o desconhecido, abraçando o seu chamado a aventura com um toque de inocência e pureza, se aliando ao seu novo amigo Japperd – interpretado pelo ator Nonso Anozie – para ir em busca de sua mãe, no Colorado. 

    É impressionante a qualidade de Sweet Tooth logo no seu primeiro episódio, a trama caminha junto do coração e cria uma ligação genuína com o público logo de cara ao atravessar do primeiro limiar de um jovem e curioso herói para o que pode ser a maior e mais emocionante aventura de sua vida. 

    O (quase) novo Asa Noturna | Conheça a proposta dos autores James Tynion IV e Mikel Janín, que foi arquivada pelos editores da DC em 2014

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    A fase atual do Asa Noturna, com roteiro de Tom Taylor e arte de Bruno Redondo, tem gerado reações muito positivas tanto da crítica, quanto do público. Taylor promete resgatar o espírito do personagem e o seu prestígio como um dos alicerces do universo da DC.

    Mas nem sempre foi assim. O ano era 2014 e o co-editor da DC na época, Dan DiDio, estaria prestes a realizar um dos seus desejos mais profundos: Matar o Asa Noturna. Ele deixou clara a sua antipatia pelo personagem em várias entrevistas em seu período na editora. Essa “morte” ocorreria na minissérie “Vilania Eterna”, onde o personagem foi desmascarado publicamente pelo do Sindicato do Crime. Logo, se descobriu que que o personagem havia sobrevivido e, depois disso, sua vida teria uma abordagem à la James Bond com o título “Grayson”.

    O que poucos sabiam até então é que a vida do personagem poderia ter tomado outro rumo. Em recente entrevista ao site Newsarama, Tynion IV contou como seria esse novo arco, com desenhos de Mikel Janín.

    “A ideia básica era que, depois de “Vilania Eterna”, o Coruja estaria livre no universo DC. Batman então vê aí uma oportunidade, já que o mundo acredita que Dick Grayson está morto.”

    “O Coruja não poderia saber que estavam em seu encalço. Dick Grayson então assume uma nova identidade, a do policial John Blake, e com esse disfarce poderia chegar mais perto de onde Batman acredita que o Coruja estaria escondido. A principal regra é que Dick não poderia se revelar e, não poderia agir como um vigilante.” diz Tynion.

    E não, você não leu errado, “policial John Blake” é uma referência ao personagem homônimo de “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” que, ao final do filme de 2012, poderia ter se tornado o Asa Noturna. Mas no arco de Tynion e Janín, Blake se tornaria o herói, com uniforme e máscara diferente dos utilizados até então pelo personagem e serviria não só para esconder a sua identidade, de quem acreditava que estaria morto, mas dos leitores também.

    A editora queria manter a informação de que o Asa Noturna havia sobrevivido, um segredo que só seria revelado depois que a estreia de John Blake como o personagem, estivesse pronta para ser publicada.

    O autor também planejava um desdobramento único para o primeiro arco: O surgimento de um outro Asa Noturna, que surpreenderia o próprio Grayson.

    “O Asa Noturna deve permanecer morto…mas, enquanto ele está disfarçado, alguém que claramente sabe que ele está vivo coloca o uniforme do herói e, Dick precisa descobrir quem é antes que estrague o seu disfarce.”

    Tynion, que até então estava co-escrevendo o título semanal “Batman Eterno”, disse que a proposta apresentada para o personagem foi bem aceita, com Mikel Janín até fazendo artes conceituais e a capa da primeira edição, até que planos maiores da editora impossibilitaram os seus planos para o projeto.

    “Primeiro disseram que não poderíamos usar o Coruja, depois continuavam rejeitando as opções que davam para a identidade do Asa Noturna misterioso, rejeitaram o retorno de um uniforme azul do personagem e por fim venceu a ideia dos chefões de dar uma abordagem de super espião ao personagem e eu decidi focar em Batman Eterno.” disse Tynion.

    Essa decisão editorial resultou com a DC recrutando um inexperiente [na época], o roteirista Tom King, com o veterano artista Tim Seely para a série “Grayson”, que teve grande sucesso de crítica.

    Embora Tynion tenha desistido do projeto, Janín permaneceu desenhando a maior parte das edições de “Grayson” entre 2014 e 2016, antes de ajudar King no relançamento do Batman para o arco “Renascimento”. Tynion acabou escrevendo o título Detective Comics de 2016 a 2020, migrando depois para o título principal do Batman.

    Via: [Newsarama].

    Patrick Leahy | Saiba quem é o senador batmaníaco que é figurinha carimbada nas produções do Homem Morcego

    Não é novidade para ninguém que o Batman é um ícone da cultura pop, um símbolo reconhecido por quase todos os círculos sociais e que acumula fãs de diferentes países e diferentes idades. Alguns desses fãs, inclusive, ocupam posições proeminentes na sociedade, como é o caso de Patrick Leahy, atual decano do senado estadunidense. Um aficionado pelo personagem que transformou sua paixão em filantropia, chegando a utilizar os quadrinhos em prol de sua agenda legislativa.

    Patrick Joseph Leahy nasceu em 31 de março de 1940, menos de um ano depois da primeira aparição do Batman em Detective Comics #27 (lançada em maio de 1939). Leahy é político e advogado e está atualmente em seu oitavo mandato no senado americano, onde atua desde 1974. Nesse momento, Leahy é o terceiro na linha de sucessão presidencial dos Estados Unidos, atrás apenas da vice-presidente Kamala Harris e da presidente da câmara dos representantes, Nancy Pelosi. Ele é o único senador democrata da história a ser eleito pelo estado de Vermont, uma vez que seu colega Bernie Sanders se declara como independente, apesar de concorrer pelo partido.

    O primeiro contato de Leahy com o personagem foi aos 4 anos de idade, frequentando a biblioteca Kellogg-Hubbard, em Montpelier, cidade com menos de 8 mil habitantes ao norte do estado de Vermont. Em sua página no site do senado americano , Leahy destaca que muitas de suas principais memórias afetivas de infância se passaram nessa biblioteca, onde “todos se encaixavam e as possibilidades não tinham limites”.

    O senador Patrick Leahy na biblioteca Kellogg-Hubbard.

    Leahy, quando criança, passou muitas de suas tardes lendo quadrinhos nessa biblioteca e, enquanto muitos de seus amigos se encantavam com personagens de poderes quase divinos, como o Superman, ele desenvolveu fortes laços afetivos com o Morcego de Gotham.

    Seu primeiro envolvimento direto com o Batman foi nos quadrinhos, quando escreveu o prefácio para “Batman: The Dark Knight Archives – Volume 1”, em 1992.

    The Dark Knight Archives – Vol. 1. DC Comics.

    Vinte e sete anos depois, em 2019, o senador por Vermont voltou a prefaciar uma edição do Homem Morcego, dessa vez a comemorativa “Detective Comics: 80 years of Batman”. Nela, Leahy explica um pouco de sua paixão pelo personagem, afirmando que ele apresenta “qualidades e defeitos humanos […] prevalece por seu intelecto superior e suas habilidades como detetive, pela liberdade garantida por sua grande fortuna e sua força de vontade […] sem super poderes, mas com habilidade, ciência e racionalidade”.

    Prefácio da edição comemorativa “Detective Comics: 80 Years of Batman”, por Patrick Leahy. DC Comics.

    Embora tenha sido eleito pela primeira vez em 1974, até meados dos anos 1990 a afinidade de Leahy com o Batman não apresentou grande influência nos seus afazeres diretos com o congresso. Porém, a coisa muda de figura quando o senador colabora com a DC Comics na criação do arco “Batman: Vítimas Inocentes – O Perigo das Minas Terrestres” em 1996, também prefaciado por ele. A história alerta para o perigo da utilização desse tipo de armamento, bandeira contra a qual Leahy advogou durante muito tempo. Na época, o senador afirmou em entrevista ao jornal do congresso, Roll Call, que ele havia distribuído cópias do gibi sobre as mesas de todos os senadores.

    “Batman: Vítimas Inocentes” alerta para os perigos da utilização de minas terrestres em combate.

    A partir dos anos 1990 o senador Leahy passa a colecionar participações em produções do Morcego de Gotham, especialmente nos filmes live action, mas também na aclamada Batman: A Série Animada. Confira a seguir como (e onde) o senador marcou presença nesse período:

    1. Batman Forever (1995)

    A primeira participação acontece no longa metragem dirigido por Joel Schumacher e é muito rápida. Tão rápida que é até difícil de constatar.

    1. Batman: A Série Animada: “O Confronto” (1995)

    A segunda aparição de Leahy ocorre pouco tempo depois, no episódio 13 da 2ª temporada da famosa série animada, que foi ao ar originalmente em 12 de setembro daquele ano. Dessa vez, Leahy aparece em um longo flashback e possui algumas falas.

    1. Batman & Robin (1997)

    A terceira participação de Leahy ocorre no outro longa dirigido por Schumacher. Ele aparece durante o leilão de caridade e pode ser visto algumas vezes no meio da multidão, a primeira delas logo antes da infame cena do Bat-cartão de crédito.

    1. Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)

    Sem dúvida a mais memorável e conhecida participação especial do senador no universo do Batman, uma vez que Leahy protagoniza um dos momentos mais tensos do longa em uma cena com o Coringa do saudoso Heath Ledger.

    Nesse trecho do filme, Bruce Wayne está patrocinando um evento beneficente em prol do promotor Harvey Dent, evento esse que é invadido pelo Coringa e sua trupe que aterrorizam os presentes enquanto buscam pelo promotor.

    Nesse momento, Leahy solta a famosa frase “não somos intimidados por bandidos”. Bateu saudades? Assista a cena clicando aqui. Em entrevista, o senador afirmou que Ledger o assustou de verdade quando partiu para cima dele com a faca. “Eu não tive que atuar”, declarou.

    1. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

    O senador por Vermont volta a aparecer no último filme da trilogia de Christopher Nolan, possivelmente interpretando o mesmo personagem do filme anterior. Aqui ele aparece em uma reunião da cúpula de diretores da Wayne Enterprises.

    1. Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)

    É a última participação de Leahy (até o momento), onde ele interpretou o Senador Purrington na oitiva do Superman. Infelizmente seu papel teve um fim trágico, uma vez que Lex Luthor explodiu a sala do congresso, evento do qual o Homem de Aço foi o único sobrevivente.

    A carreira cinematográfica do senador Patrick Leahy envolve, em sua grande maioria, papéis curtos e até pouco perceptíveis, porém que certamente fazem parte do imaginário de todo fã do Homem Morcego. Afinal, ter tido a oportunidade de contracenar com o lendário Heath Ledger é uma das maiores satisfações que um fã desse universo poderia ter.

    De todo modo, as participações de Leahy nos filmes não foram “gratuitas”, por assim dizer. O senador recebeu cheques por vezes bastante polpudos por seus direitos de imagem ao longo do tempo, dinheiro esse completamente doado para a manutenção da biblioteca Kellogg-Hubbard, instituição responsável por fazer aflorar sua paixão pelo personagem. Segundo a co-diretora da biblioteca, Carolyn Brennan, apenas as participações de Leahy na trilogia “O Cavaleiro das Trevas” renderam aos cofres da instituição mais de US$ 150mil, boa parte utilizados para financiar uma ala infantil que acabou recebendo o seu nome como homenagem

    Em 2012 o senador recebeu uma placa na instituição e é referido pela equipe do local como “nosso super-herói”.

    Tradução: Senador Patrick Leahy nosso “super-herói” – Obrigado por “não ser intimidado por bandidos” e por apoiar a biblioteca infantil Kellogg-Hubbard por meio dos filmes do “Batman” e “O Cavaleiro das Trevas”.

    Recentemente, Leahy descartou a possibilidade de fazer uma pontinha em The Batman. O filme dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson deve chegar aos cinemas no dia 4 de março de 2022. A pandemia do novo coronavírus, uma agenda cheia e turbulenta no congresso americano e o fato do filme ter sido rodado majoritariamente no Reino Unido são alguns fatores que contribuíram para sua provável ausência.

    De toda forma, dado o histórico de frequentes aparições, não deve demorar muito para que o senador mais super heroico de todos os tempos volte a dar as caras nas telonas, não é mesmo?

    Quadrinhos | Selo Wildstorm segue integração com o universo regular da DC e Milestone manterá o Dakotaverso separado (ao menos por enquanto)

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    Recentemente, a DC apresentou o conceito de Omniverse, uma nova abordagem que tem a proposta de contar histórias sem restrições. Isso é; qualquer personagem, qualquer criador, qualquer linha do tempo, qualquer realidade, qualquer coisa vale. Liberdade para os criadores pegarem uma história, usarem a continuidade que considerarem adequada e contarem essa história da melhor forma possível.

    E agora, a DC começa aos poucos a integração nessa nova proposta narrativa de um selo conhecido dos fãs: Wildstorm. Fundado por Jim Lee em 1992, o selo apresenta importantes equipes nos quadrinhos como The Authority, Planetary, WildC.A.T.s e Stormwatch.

    Na recém revelada solicitações para agosto de publicações da DC nos EUA, na edição Batman: Urban Legends #6 teremos o confronto entre Zealot contra a Mulher-Maravilha. Via: [Newsarama].

    A ex-membro dos WildC.ATS e guerreira vindo do planeta Khera não tem sido vista regularmente desde Os Novos 52, mas com Grifter desempenhando um papel importante no título do Batman de James Tynion, e com o Meia-Noite e Apollo aparecendo durante Future State, o Omniverse da DC continua a honrar sua promessa onde todas as histórias, do passado e presente realmente importam. O universo Wildstorm ostentava uma infinidade de personagens interessantes e a integração cuidadosa pela DC pode significar que Zealot seja a última em um plano de longo prazo para tornar seu universo atual uma versão mais diversa e completa.

    Criada por Jim Lee e Brandon Choi para WildC.ATS #1 (1992), Lady Zannah, também conhecida como Zealot, é do planeta Khera, e lá fez parte de um dos principais grupos políticos e culturais conhecidos como The Coda . Na Terra, ela se tornou uma membro proeminente dos WildC.ATs. Após o fechamento da WildStorm em 2010, Zealot fez sua estreia formal em um título da DC em “Deathstroke” d’Os Novos 52. Mas dado o novo status quo do DC Omniverse e a ideia de que tudo aconteceu, não está claro se esta é a versão d’Os Novos 52′, do selo WildStorm original ou alguma nova proposta.

    O título “Batman: Urban Legends #6” estará à venda nos EUA no dia 10 de agosto.

    Por outro lado, temos o selo Milestone, que retornou recentemente aos quadrinhos com “Milestone Returns #0” e depois com uma série de edições solo do Super Choque, Ícone & Foguete e Hardware. Agora, em uma entrevista ao CBR, o escritor Reginald Hudlin afirma que os personagens da Milestone Comics permanecerão em um universo separado do atual universo DC.

    “A Milestone fez um monte de coisas logo de cara. E uma delas é que o Dakota é seu próprio universo separado do DCU. Eles ainda conseguiram fazer algumas histórias cruzadas incríveis. Acho que haverá muitas surpresas quando as pessoas continuarem a ler essas edições. Mas não há dúvida de que não queremos ficar em dívida com o que quer que esteja acontecendo na continuidade do Universo DC, o que é ótimo. Eu leia essas histórias também. Mas estamos contando nossas próprias histórias e precisamos do nosso próprio universo para fazer acontecer.” disse Hudlin.

    O universo Milestone original cruzou o caminho com o universo da DC durante o evento “Worlds Collide“, que mostrou o Superman e seus aliados cruzando para o mundo da Milestone graças a uma entidade extradimensional. Mais tarde, o membro do “Blood Syndicate”, Dharma, fundiu elementos do universo Milestone com o universo DC na sequência de Crise Final. Personagens da Milestone, incluindo o favorito dos fãs Super-Choque, tiveram um breve destaque durante Os Novos 52.

    A Sombra da Batgirl | Um sensível novo olhar para a mitologia de Cassandra Cain

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    Cassandra Cain não sabia ler, não sabia escrever e não sabia falar, na verdade, Cassandra só foi ensinada a se comunicar de uma única maneira: por meio da violência. Ao se negar a terminar um assassinato pelo qual foi encarregada, nossa protagonista se vê sozinha em um mundo que ela mal conhece. Deslocada de todos e sem nenhuma conexão real com adolescentes da sua idade, Cassandra encontra refúgio em um lugar silencioso como ela e que lhe dará o espaço necessário para encontrar um novo rumo, a Biblioteca Pública de Gotham City; e é assim que essa jornada de se inicia.

    As origens da personagem que fazem ou um dia já fizeram parte do cânone da editora são sempre atreladas a arcos extensos e até mesmo complexos como Terra de Ninguém– na era pré Ponto de Ignição- e Batman e Robin Eternos– N’Os Novos 52- já aqui, a jornada criada por Sarah Kuhn para a Cass, é delicada, sensível e de fácil entendimento, o que torna a história indicada não só para jovens leitores, mas também para qualquer um que busca conhecer melhor (ou pela primeira vez) tanto da Cassandra como da figura da Batgirl.

    Mesmo falando quase nada no início e pouco durante o resto da história, Cass é carismática e cativante e o quadrinho consegue nos fazer sentir na pele tudo pelo que ela está passando, desde seus sentimentos conflituosos e problemas com o pai até sua dificuldade em expressar coisas novas como amor e compaixão.

    Apesar de termos bons embates, eles não são o destaque aqui, pois o maior de todos está dentro da própria protagonista: uma voz em sua cabeça colocada lá por pessoas do seu passado que continua lhe dizendo coisas que ela supostamente nunca vai conseguir ser ou conquistar.

    Mas se engana quem pensou que Cassandra passa por essa nova fase sozinha, a história nos apresenta coadjuvantes tão carismáticos quanto a protagonista, começando por Jackie, uma senhora dona de um restaurante asiático que prontamente ajuda Cass com seu jeitinho especial nos momentos em que ela mais precisa de amor e cuidado. A adição de uma mentora asiática a jornada da Ratinha miúda (apelido carinhoso de Jackie para Cassandra) é muito bem vinda, colocando em sua vida alguém que de certa forma a entende e que a faz se sentir em casa.

    Também somos apresentados a uma velha conhecida do manto da Batgirl, Barbara Gordon, que aqui é a mesma personagem que seus fãs já conhecem e amam, a entusiasmada jovem cheia de ideias que está sempre pronta para ajudar quem precisa. Barbara, assim como Cass, também está passando por um processo de auto conhecimento, e logo que conhece a solitária garota morando na biblioteca de Gotham, elas criam um forte vínculo que fará com que elas passem juntas por essa fase de suas vidas.

    É lindo acompanhar Cassandra encontrar o amor e uma família pela primeira vez na vida e ver como isso a transforma, ou melhor, a liberta, a permitindo ser ela mesma. A Batgirl tem um papel fundamental nessa jornada, pois ela se tornou um símbolo de esperança pra Cass em seu momento de maior fragilidade, então, quando não precisa mais ser salva, Cass Cain se inspira em sua heroína para poder ajudar quem agora precisa e fazer com que outras pessoas se sintam acolhidas pelo símbolo que um dia a acolheu.

    A arte do quadrinho é um espetáculo a parte, com traços delicados e cores de encher os olhos, a quadrinista Nicole Goux e a colorista Cris Peter criam um mundo belíssimo que combina tão bem com o roteiro e com a personagem que se torna impossível imaginar a jornada de auto descoberta de Cassandra de outra maneira. A arte da totalmente o tom que essa história pede e nos ambienta muito bem nos sentimentos dos personagens. Vale destacar também a atenção aos pequenos detalhes como a Biblioteca Pública de Gotham possuir um elevador para que pessoas com a mobilidade reduzida possam acessar todos os andares, detalhe que enriquece ainda mais a trama por possuir uma das personagens principais cadeirante e funcionária desse mesmo local.

    A Sombra da Batgirl é uma ótima recontagem da origem de Cassandra, dando um novo fôlego e visual para essa importante membro da Bat-família, além de ser perfeita para apresentar a personagem para uma nova geração de leitores.

    Smallville | Revisitando a série 10 anos após sua conclusão

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    Em 2021, as séries baseadas em quadrinhos se tornaram tão populares e comuns que extrapolam o gênero de super-heróis, e estão tão presentes quanto os filmes. A Marvel já exibiu duas séries no Disney + e tem outras várias engatilhadas, e a DC tem as séries do Arrowverso em andamento, bem como Titãs, Patrulha do Destino, e as que chegarão no HBO Max (série da polícia de Gotham ligada à The Batman e a série da Tropa dos Lanternas Verdes), fora as adaptações de obras da Vertigo, como DMZ e Sweet Tooth.

    Há 20 anos, porém, era bem diferente. Os heróis eram apostas consideradas arriscadas, dado que os casos de sucesso no cinema ainda se limitavam à obras pontuais do Superman, Batman, X-Men e Blade. O Homem Aranha de Sam Raimi e o Batman de Christopher Nolan ainda estavam por vir, e nesse cenário estreou Smallville, a celebrada série do Superman criada por Alfred Gough e Miles Millar.

    Durando 10 temporadas (de 2001 à 2011), Smallville teve 217 episódios, com cerca de 22 episódios por temporada. Fez muito sucesso em vários países, incluindo no Brasil, onde foi exibido pelo SBT por vários anos. É verdade que muitas pessoas não gostavam da série, ou deixaram de gostar da mesma em algum ponto – seja pela longevidade e grande quantidade de episódios, ou pela defasagem nos efeitos especiais causados pelo relativamente baixo orçamento, abaixo do padrão de filmes do gênero – mas ainda assim, é inegável a importância da série como influência para o futuro do gênero.

    Um universo à parte

    A série se iniciou com uma premissa simples: contar a juventude de Clark Kent (interpretado por Tom Welling). Explorar aquele espaço da adolescência que vimos durante poucos minutos em Superman de 1978. Uma das inspirações para a série veio da HQ Superman – As Quatro Estações, de Jeph Loeb e Tim Sale, que preenchia esse espaço de tempo de Clark vivendo discretamente em Smallville enquanto desenvolve cada vez mais os seus poderes.

    Nas primeiras temporadas, o núcleo de personagens permaneceu basicamente o mesmo, com os amigos do colégio – Chloe Sullivan (Allison Mack), Pete Ross (Sam Jones III) e Lana Lang (Kristin Kreuk), os pais Jonathan (John Schneider) e Martha (Annette O’Toole), além do amigo (e futuro arqui-inimigo), Lex Luthor (Michael Rosenbaum) e seu pai Lionel (John Glover).

    Pete, Lana e Clark.

    Aliás, um dos consensos dos fãs quanto à série, é de que Lex e Lionel Luthor eram dois dos melhores personagens. Lionel desde o início foi um grande vilão, ardiloso e astuto, ele mandava e desmandava em Smallville e em Metropolis. Determinado à atrapalhar a vida dos Kent, ele foi o responsável por moldar Lex no vilão que ele se tornaria no futuro. Lex por sua vez, inicia a série como um aliado de Clark, e desde o início demonstra o porquê de ser um dos destaques da série: ele carrega consigo uma gigante dualidade, a eterna dúvida de quem ele deveria ser e de quem o pai deve esperava que ele fosse. Esse Lex tinha um olhar de compaixão e conivência, mas ao mesmo tempo um certo cinismo que denotava que havia algo a mais se passando em sua mente. E à medida em que as temporadas avançam, a dualidade vai dando lugar à total escuridão.

    Lex e seu pai, Lionel.

    Com o passar das temporadas, graças à acontecimentos como a morte de seu pai e à mudança de Clark para Metropolis, o núcleo de personagens foi se alterando. O antigo interesse amoroso do colégio, Lana Lang, dá lugar à sua colega de trabalho, Lois Lane. Os amigos do colégio dão lugar à colegas de trabalho, como Jimmy Olsen, e aliados como Tess Mercer, Oliver Queen (Arqueiro Verde, interpretado por Justin Hartley) e até sua prima Kara, a Supergirl (Laura Vandervoort). Eventualmente, até outros heróis da Liga e Sociedade da Justiça apareceram, conforme citaremos na parte dos episódios marcantes.

    Repetindo o terceiro parágrafo: a série sempre dividiu opiniões. E enquanto parte do fandom da produção gosta de tudo o que foi feito, muitos se dividem com relação às primeiras temporadas e às temporadas finais, quase como uma relação dos otakus com Naruto e Naruto Shippuden. Algumas pessoas gostam do fato de outros heróis aparecerem nas temporadas finais, expandindo o universo da série, enquanto outras pessoas preferem a simplicidade das primeiras, alegando que as temporadas finais quiseram incluir mais elementos do que o enredo precisava. E mais do que o orçamento aguentasse, afinal mais poderes em tela = mais efeitos, que quanto mais apareciam, mais datados aparentavam. Aqui, poderíamos citar vários episódios que consideramos ruins, seja quando a Lana vira uma vampira, seja quando Pete Ross ganha poderes de elástico ao mascar um chiclete de Kryptonita. Porém, vamos focar nos bons episódios, e no belo legado que a série deixou.

    Episódios marcantes

    Abaixo, a nossa seleção de episódios notáveis. Tentamos selecionar pelo menos um pouco de cada metade da série. Sintam-se livres para citarem outros episódios que vocês se lembram nos comentários daqui ou das redes sociais.

    Piloto – S01E01

    Escolha clichê, mas não tem jeito: o primeiro episódio da série é especial. Ele nos introduz rapidamente a chegada de Clark à Terra em 1989, junto de uma chuva de meteoros que trará várias consequências para Smallville. Depois, o episódio ainda nos apresenta todo o núcleo de personagens: Pete, Lana e Chloe, além dos pais de Clark. No meio, temos também a introdução de Lex, que é salvo por Clark pela primeira vez – situação que se repetiria algumas vezes na série.

    Respostas – S02E17

    O episódio com a participação de Christopher Reeve não poderia ficar de fora. Ele interpreta o cientista Dr. Virgil Swann, que é a primeira pessoa à contar para Clark sobre sua origem Kryptoniana. Além do retorno de Reeve às telas por si só ser especial, algumas trilhas do filme de 1978 são usadas no episódio.

    Tempestade – S01E21

    Atualmente, as produções de super heróis chegaram à um nível em que os heróis brigam com deuses, se aventuram pelo multiverso, entre outras empreitadas de escala gigantesca. Mas o charme de Smallville (pelo menos nas primeiras temporadas) eram os problemas cotidianos e humanos que Clark enfrentava. A season finale da primeira temporada sintetiza isso: enquanto uma repórter chega perto sobre a verdade envolvendo os seus poderes, Clark ainda tem que enfrentar a ameaça de um tornado que se aproxima de Smallville, tudo isso enquanto o baile de primavera se aproxima.

    Transferência – S04E05

    Basicamente Clark e Lionel Luthor trocam de corpos. Só isso já instigou qualquer fã da série à saber o que iria rolar. Tom Welling mostrava sua capacidade de atuação principalmente nas situações em que Clark ficava “do mau” por algum motivo, e aqui não foi diferente com ele interpretando Lionel.

    Sociedade – S09E11

    Concebido originalmente como dois episódios separados e escrito por Geoff Johns (lembrando que nos anos 2000, Johns era o homem do toque de midas na DC, que fazia os maiores sucessos da empresa, como Crise Infinita e A Noite Mais Densa), Sociedade (ou Absolute Justice, no original), consiste em um grande episódio de duas horas que introduz a Sociedade da Justiça da América. Após algumas aparições da Liga da Justiça que Oliver montou, e da Legião dos Super Heróis, esse foi o terceiro time de heróis a aparecer na série, porém, foi o que teve maior destaque, e o episódio mais lembrado (inclusive com a maior audiência da temporada). Os típicos conceitos de legado da DC são abordados no episódio, e fica também o destaque para a bela caracterização do Senhor Destino.

    Booster – S10E18

    Escrito também por Geoff Johns, esse episódio foi dirigido pelo próprio astro Tom Welling. Nele, é introduzido “o maior herói do qual você nunca ouviu falar” – Gladiador Dourado, interpretado por Eric Martsolf. Gladiador é um herói do futuro, que sabe exatamente o tamanho da lenda que Clark vai se tornar. Outro detalhe especial sobre esse episódio: Nele, Clark começa a adotar sua personalidade desajeitada com os óculos e até faz a troca de roupa na cabine telefônica, pela qual o Superman é bem conhecido.

    Legado e continuações

    Com o sucesso da série, inevitavelmente viriam HQ’s baseadas na mesma. Ainda em 2002, tivemos o título Smallville: The Comic, uma one shot que servia de spin-off, com preenchimento de pequenas lacunas. A revista não vinha só com a HQ, mas também com entrevistas e informações dos bastidores da série.

    Assim como a revista acima, em 2003 foi lançada uma minissérie de 11 edições nos mesmos moldes, com histórias curtas, entrevistas e outras informações.

    Já em 2012, foi lançada uma continuação em HQ’s, Smallville: Season 11, escrita por Bryan Q. Miller e desenhada por Pere Perez. Essa série merece ser mais citada, já que não foi feita no modo automático como os spin-offs citados neste texto. A série, em formato digital, durou 69 edições que expandiam bastante a mitologia da série, incluindo até Batman, Asa Noturna, Mulher-Maravilha e os Monitores na história. Após isso, em 2014, houve outra minissérie também escrita por Bryan Q Miller, chamada Smallville Conituity, dessa vez com 12 edições.

    Smallville: Season 11, de 2012

    Smallville: Continuity, de 2014.

    Arrowverse

    Em setembro de 2019, foi anunciado que Tom Welling e Erica Durance iriam reprisar seus papéis de Clark Kent e Lois Lane no crossover do Arrowverso chamado “Crise nas Infinitas Terras”. O crossover estabelece que os eventos de Smallville ocorreram na Terra-167, e revela que nos anos após o final da série, Clark desistiu de seus poderes e assumiu a fazenda dos Kent, onde ele e Lois criam suas duas filhas. Michael Rosenbaum foi convidado para reprisar seu papel de Lex Luthor, porém ele recusou por conta da abordagem da Warner Bros. Não lhe apresentaram um roteiro, não disseram o que Lex iria fazer, nem o avisaram de quando seriam as filmagens. Entretanto, a rápida aparição de Clark e Lois foi comemorada pelos fãs, apesar de muitas lamentarem Clark ter desistido de seus poderes.

    Possível animação?

    Nesse ano, em uma live em seu Instagram, Michael Rosenbaum revelou que ele e Tom Welling estão tentando desenvolver uma continuação para a série em forma de animação. Não se sabe o nível da negociação em que essa proposta se encontra, mas é muito legal ver os intérpretes de Lex e Clark unidos por uma possível continuação. Fica aqui a torcida para que isso aconteça, afinal, queremos ver mais do Clark agindo como Superman antes de sua aposentadoria, bem como queremos ver Lex presidente e as consequências que isso trouxe ao mundo.

    História Smallville A Ascenção de um Herói - Capítulo 4 - História escrita por adrianomapother - Spirit Fanfics e Histórias

    Big Belly Burger | Um delicioso easter egg no universo DC!

    A lanchonete Big Belly Burger, de propriedade da LexCorp. e originalmente fundada em Coast City, foi introduzida pela primeira vez no ano de 1988 em Adventures of Superman Vol. 1 #441, sendo uma das maiores marcas de fast food dos Estados Unidos. Seus criadores, o escritor John Byrne e o artista Jerry Ordway, se inspiraram em uma rede de restaurantes real chamada Bob’s Big Boy, fundada em 1936 na Califórnia e que chegou a estar presente em mais de 240 locais nos Estados Unidos em 1989. De acordo com os criadores, o mascote do restaurante foi inspirado no editor de quadrinhos Andy Helfer, porém ele é semelhante ao mascote do Bob’s Big Boy.

    Estátua do Big Belly Burger à esquerda e do Bob’s Big Boy à direita.

    A primeira aparição da lanchonete não foi nada discreta: uma luta entre Superman e a estátua gigante do Big Belly Burger, que ganhou vida graças aos poderes do Mr. Mxyzptlk. O ser da quinta dimensão estava perturbando a cidade de Hollywood e precisou usar a estátua da lanchonete para manter o Superman ocupado. Felizmente, o herói conseguiu destruir o mascote carismático que arremessava hambúrgueres mágicos gigantes nele. Desde então, o Big Belly Burger aparece nos quadrinhos seja como local aonde os personagens vão para comer ou como cenário de fundo.

    Superman lutando contra a estátua do Big Belly Burger.

    Curiosamente, Superman e os personagens de Metropolis são os maiores frequentadores da rede de fast food. Em Adventures of Superman #564, Jimmy Olsen pede um Belly Buster com shake de kiwi e encontra Allie uma ex-funcionária do Planeta Diário trabalhando como atendente da lanchonete. Jimmy encontra Perry White, que ganhou um boneco Big Belly Buddy de cortesia de Allie, e em seguida Clark e Lois aparecem e se juntam aos dois. Em Superman Vol. 3 #46, Jimmy está na cidade de Oakland e se lembra que a primeira vez que ele comeu um hambúrguer foi na primeira vez em que saiu com Clark, logo quando entrou no Planeta Diário. Aquele dia também ficou marcado como a primeira vez em que ele conseguiu fotografar o Superman em ação, destruindo um robô em frente ao Big Belly Burger.

    Jimmy Olsen e Perry White no Big Belly Burger.

    Mas o Big Belly Burger vai além das histórias em Metropolis. O Gladiador Dourado já apareceu na televisão em um comercial do restaurante no título 52 #4 e na edição #18, o adesivo do Big Belly Burger era um entra várias marcas, incluindo a Vertigo, que estavam colados no caixa do Gladiador. Em Suicide Squad Vol. 4 #30, o Arraia Negra ataca um funcionário e clientes do Big Belly Burger e acaba voltando para Belle Reve. E o estabelecimento continua aparecendo em outras histórias, como em Injustice: Gods Among Us: Year Five #17, nas páginas de Black Canary Vol. 3 #1 onde podemos ver que o restaurante tem uma área recreativa infantil. Em The Power of Shazam! #16 acontece uma tentativa de assalto no Big Belly Burger. Em Final Crisis #3, a logo do Big Belly Burger foi repaginada, consistindo em dois círculos que formam uma pessoa acima do peso com a mão na barriga. Esse novo logo também aparece em cenários do jogo DC Universe Online em Metropolis e Gotham.

    Big Belly Burger em Metropolis no jogo DC Universe Online.

    Algumas frases e bordões são utilizados para criar mais conteúdo para o restaurante fictício. O nome “Big Belly” (em tradução literal: Barriga Grande) é usado para substituir palavras com sonoridade parecidas e mudar o sentido da frase para atrair a atenção do cliente. Um exemplo é a frase Big Choices, Big Value, Big Belly! dando a entender que o Big Belly é uma grande escolha e de grande valor. Já a frase “It’s Belly Belly good” brinca com a original “It’s very very good” (tradução: É muito, muito bom). Vale mencionar que a os funcionários também utilizam frases personalizadas para o atendimento, dizendo “Have a ‘Belly good day” (em tradução livre “Tenha um dia muito bom.”) brincando novamente com a palavra very (tradução: muito).

    As opções de lanches também são detalhadas quando algum personagem aparece pedindo algo do cardápio. O Belly Buster parece ser o hambúrguer mais famoso, mas também existem outras opções como o Big Beak Chicken e Jolly Meals (Formerly Known as the Justice League #1) e cachorro-quente servido em um drive-thru (Nightwing Vol. 2 #104). Em março, a Big Belly Burger tem um cardápio especial para o Dia de São Patrício, com uma bebida verde chamada Lucky Leprechaun Shake. Aparentemente eles servem legumes fritos, como abobrinha.

    Cardápio ilustrativo com as refeições do Big Belly Burger.

    No Arrowverso o Big Belly Burger chamou a atenção por aparecer frequentemente como opção de refeição dos heróis das séries. O canal The CW não perdeu tempo e criou um marketing para as séries utilizando o restaurante fictício como propaganda para as novas temporadas de Arrow, The Flash e Supergirl, recém-chegada ao canal.

    No terceiro episódio da primeira temporada de Arrow, o personagem John Diggle leva Oliver Queen e Tommy Merlyn ao restaurante. Já no episódio 2×01, Roy Harper tenta ajudar uma funcionária do Big Belly que estava sendo assediada na rua quando acaba precisando de ajuda e uma nova vigilante aparece para ajudá-lo, mais tarde se revelando ser a Canário de Sarah Lance. Ao final da terceira temporada, Felicity comenta que não comerá mais no Big Belly, pois está ficando com uma “big belly” (tradução: engordando).

    Felicity de Arrow no Big Belly Burger.

    Em The Flash, o restaurante aparece no primeiro episódio do seriado e se torna um local bastante mencionado pelos personagens. Em um 1×10, Barry come uma pilha de hambúrguer do Big Belly, pois o herói precisa consumir muitas calorias durante o dia para compensar seu metabolismo super acelerado. Até mesmo o vilão Flash Reverso é fã dos hambúrgueres da rede de fast food e aparece comendo um no final da temporada. E o hambúrguer está presente na Terra Dois, confirmado por Jay Garrick na segunda temporada do seriado.

    No episódio 4×02 de Supergirl, Kara leva hambúrgueres do Big Belly para Lena Luthor. Porém, Legends of Tomorrow foi além e dedicou a trama do episódio 6×02 ao restaurante. Ao viajarem para a cidade de San Bernadino em 1955, as lendas investigam uma nova ameaça alienígena presa no passado. Digamos que o molho no hambúrguer do restaurante Big Bang Burger era muito especial, algo viciante, e tornava os humanos em selvagens. Felizmente os heróis restauraram a linha do tempo e o Big Bang Burger reabre com uma nova proprietária e com o nome Big Belly Burger.

    Placa do Big Belly Burger em Legends of Tomorrow.

    Na época em que o episódio 1×03 da série Raio Negro foi ao ar, a aparição de uma propaganda da rede de fast food em um ponto de ônibus dava indícios de um possível crossover entre a série e o Arrowverso. Confirmando que o Big Belly Burger vai além Multiverso DC do Arrowverso, a série Powerless (2017) mostra rapidamente uma propaganda do Big Belly Burger em um outdoor na cidade de Charm City, durante o ataque do vilão Jack O’Lantern no episódio 1×01.

    Propaganda do Big Belly Burger na série Powerless.

    Um pouco antes da transmissão do evento DC FanDome em agosto de 2020, um comercial de 30 segundos foi transmitido online com o hambúrguer, batata, milkshake e ketchup do Big Belly Burger cantando uma música para avisar que o evento começaria em breve.

    Big Belly Burger no DC FanDome.

    Não resta dúvidas de que o Big Belly Burger está presente em todos os cantos da DC Comics, se tornando um grande easter egg dos quadrinhos e fora deles também: Algumas lanchonetes no Brasil possuem o nome da rede de fast food mais famosa da DC.  Seja homenagem ou não, é mais uma prova de que ela está em todos os lugares!

    Tenha um “Belly good day!”

    Green Lantern: Alliance | O Lanterna Verde Tai Pham está de volta em novo título para o público jovem

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    A Tropa dos Lanternas Verdes está cheio de personagens favoritos dos fãs, mas um dos membros mais novos tem se destacado bastante no momento, e agora, está pronto para retornar em uma nova história.

    Tai Pham está mais uma vez no centro das atenções na mais nova história em quadrinhos para jovens na DC. Intitulada “Green Lantern: Alliance” de Minh Le (Drawn Together) e Andie Tong (The Batman Strikes!), a nova história em quadrinhos chegará às lojas dos EUA no dia 5 de abril de 2022 e colocará Pham cara a cara com seu inimigo, Xander Griffin, mas desta vez ele terá a ajuda da Kid Flash. Você pode conferir a capa abaixo:

    Confira a sinopse:

    “Quando uma série de incêndios começa a pipocar ​​em torno de Coast City, Tai se vê no limite enquanto se esforça para manter o ritmo da escola, do treinamento, do trabalho na loja de seus pais e em seguir o rastro de Xander. Isso até que uma nova heroína, conhecida como Kid Flash, apareça em cena com uma oferta de ajuda. Os heróis podem encontrar o incendiário antes que seja tarde demais?”

    Tai Pham, de 13 anos, herdou o anel do Lanterna Verde de sua vó, no título ‘DC Kids: Lanterna Verde: Legado’, disponível no Brasil pela Panini Comics.

    Via: [DC Comics].

    Lucifer | Novos episódios renovam a série sem sair do padrão

    Finalmente a segunda parte da quinta temporada de Lucifer chegou na Netflix, finalizando o arco que foi iniciado com a chegada de Miguel na Terra. E não se preocupe, esse não é o final da série, já que a sexta temporada está confirmada para ser a última.

    Essa crítica não terá spoilers, caso não tenha terminado de assistir aos novos episódios, pode ficar tranquilo.

    Ao final da primeira parte dessa temporada tivemos a chegada de Deus, que por anos nunca deus as caras na série. E seu envolvimento nos novos episódio era justamente o toque que faltava para que Lucifer saísse um pouco da mesmice e se renovasse, mas se mantendo no padrão e formato que acompanhamos há tanto tempo.

    Inclusive é por causa desse personagem que temos, na opinião de quem escreve, um dos melhores episódio dessa temporada, e talvez da série: o tão aguardado musical. Algo que poderia não se encaixar em uma série como Lucifer, faz total sentido aqui! Ver os personagens cantando e dançando sem motivo realmente traz um brilho diferente para a temporada, e é interessante para ver os outros talentos do elenco da série.

    Nos oito novos episódios, enquanto seguimos a normalidade da série resolvendo crimes com a polícia de Los Angeles, em paralelo uma briga celestial está acontecendo, novamente por causa de Deus. Isso porque ele decidiu se aposentar, então Lucifer e Miguel entram em uma luta para decidir quem será o próximo no cargo do pai. E finalmente temos anjos em peso na série, mostrando mais da família celestial que tanto era falado e pouco mostrada até agora. O que é uma ótima notícia para a série a para os fãs!

    O assunto principal dessa temporada é família, todos os personagens tem suas tramas firmemente entrelaçadas com algo relacionado a família. Seja uma família 100% humana como Linda e seus filhos, ou Chloe e Dan com a pequena Trixie, ou uma família celestial, enorme e cheia de problemas que vêm sendo empurrados com a barriga há milênios. Fazer a comparação entre essas famílias que são tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais e com problemas tão parecidos, é algo bem legal. Vale o destaque para isso na temporada.

    Com o fim da série se aproximando, é possível ver alguns arcos se encerrando, uns com alegria e outros com tristeza. A carga dramática da série deu uma aumentada aqui, o que já começa a preparar o terreno para o final. O balanço entre a diversão e o besteirol ficou em harmonia com essa pegada de drama que a história trouxe.

    Os figurinos dessa temporada também saem um pouco do já vimos, com a chegada de tantos anjos eles renovaram um pouco o guarda-roupa do dia a dia. Mas o grande destaque vai para Maze nessa área, que sempre arrasou com as roupas ousadas, mas dessa vez até referências às HQ’s foram feitas, então talvez os mais chegados aos quadrinhos fiquem felizes com o que verão.

    Fiel ao que é desde o começo, mas com um toque de novidade, a segunda parte da quinta temporada de Lucifer vai divertir e emocionar os fãs da série, e prepara-los para o gran finale que vem por ai!

    Nota: 50/52.

    Gotham City Cocktails | Lançado livro com receitas de drinks e aperitivos da cidade natal do Batman

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    O autor André Darlington é o responsável pelo livro Gotham City Cocktails, uma coletânea que reúne 70 receitas exclusivas de aperitivos e bebidas inspiradas na cidade natal do Cavaleiro das Trevas. Coquetéis com nomes conhecidos como “The Demon’s Head”, “Feline Fatale” e “The Last Laugh” estão entre as opções. Confira algumas imagens:

    Confira a sinopse:

    “Crie drinks clássicos com o primeiro livro oficial de coquetéis inspirado nos moradores de Gotham City.

    Baseado nos coloridos heróis, vilões e moradores de Gotham City, esta coleção de coquetéis deliciosamente atraentes leva os leitores a uma viagem pela casa do Cavaleiro das Trevas. Apresentando uma coleção de drinques sofisticados, este livro exclusivo contém setenta receitas para deliciosos coquetéis artesanais, bem como uma seleção de petiscos de bar saborosos para combinar com as bebidas.

    Com drinks inspirados por todos, desde o próprio Batman até Hera Venenosa, Comissário Gordon e o Coringa, “DC Comics: Batman: The Official  Gotham City  Cocktail Book” inclui instruções passo a passo e dicas sobre como criar o coquetel perfeito, bem como belas fotografias coloridas. Um volume refinado e elegante, este livro é um complemento essencial para o carrinho do bar ou estante de todos os fãs.”

    A edição já está – disponível para compra -.

    Via: [DC Comics].