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DC Comics | A inexistente descaracterização de personagens em adaptações e histórias em quadrinhos

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Homem. Meia idade. Íntegro. Altos princípios morais. Senso de justiça elevado. Ético. Comissário de polícia.
Mulher. Forte. Elegante. Personalidade densa. Dúbia. Inteligente. Moralidade questionável. Usa a sedução como arma. Amor por gatos.

Acima, duas descrições simples de personagens. Você com certeza compreendeu que estamos falando do Comissário Gordon e a Mulher Gato. Em ambos os casos, a cor dos personagens não está em discussão. Nem tampouco na busca por um ator, como na composição do personagem.

O casting para The Batman começou a ser divulgado. Rapidamente, o amor e o ódio dos fãs começou a ser revelado.  Robert Pattinson tinha sido questionado por seu histórico na saga de filmes Crepúsculo, mesmo tendo feito outros filme excelentes depois de Crepúsculo (existem outros filmes além de blockbusters, nerds!). Jeffrey Wright e Zoe Kravitz tiveram suas escolhas também questionadas, agora por um motivo questionável. O motivo? A suposta descaracterização de personagens. 

A descaracterização é, conforme o próprio nome, o ato de ir contra a caracterização do personagem. A caracterização no contexto de personagens de quadrinhos refere-se a características de heróis (não só heróis), que são estipuladas na sua criação e devido a repetição em diversas histórias diferentes, acabam sendo vistas como AS CARACTERÍSTICAS QUE DEFINEM O PERSONAGEM ™

É importante reconhecer que essas características diferem muito e principalmente, carregam os ideais dos seus criadores, visões de mundo, personalidade, gostos, etc. Em resumo, um herói é nada mais que um filho de um autor feito sob encomenda e sem precisar trocar as fraldas.

O Superman, por exemplo, foi criado por dois jovens judeus (ANOTEM ESSE DETALHE). O Superman não é terrestre, mas sim, de um mundo destruído, tornando-o – para desgosto de muitos, um imigrante. Há também inspirações claramente bíblicas, como ser enviado para a Terra e se tornar a própria esperança da humanidade e um modelo a ser seguido. Além de Jesus, outros personagens bíblicos ecoarão na origem do Super, como Sansão e toda a sua força e Moisés que foi colocado em uma cesta, caso contrário, seria morto por um terrível inimigo. Kal-lel é um belo nome, não acha? Significa literalmente, “A voz de Deus”.

Todos esses atributos caracterizam o que entendemos por Superman e como podemos observar, nada mais é do que um “Oceano de estrelas” de vivências e ideais dos próprios criadores. A esperança é e sempre foi, o mote principal do Superman. Mesmo que com o passar do tempo, os ideais naturalmente tenham mudados, o Super continua representando a esperança. O que seria considerado como esperança, ou qual esperança o azulão poderia representar, é o que possibilita a contínua reinvenção e a possível melhora de um personagem.

Entretanto, há casos onde a cor do personagem é essencialmente importante. Um exemplo claro é o Super Choque. A criação do herói é na verdade um manifesto. Seu criador já trabalhava com quadrinhos na Marvel. McDuffie sentia que precisava de mais histórias com personagens negros e outras minorias, com certa profundidade. Assim, junto com mais três colaboradores, criou a Milestone Media (que mais tarde se juntaria a DC). McDuffie expressou na época da criação: 

Se você cria um personagem negro, feminino, ou asiático, ele não é apenas este personagem. Ele representa aquela raça, ou aquele sexo, e ele pode não ser interessante porque tudo o que faz tem que representar um conjunto de pessoas. Você sabe, Superman não representa todas as pessoas brancas, nem Lex Luthor. Nós sabemos que tínhamos de criar uma equipe de personagens contendo cada grupo étnico, o que significa que não podemos criar somente uma HQ. Precisamos criar uma série de HQ’s e temos que presenciar a visão do mundo cuja extensão vem ao que tínhamos visto antes.”

Quadrinhos são uma mídia antiga que sempre foi muito bem acompanhada do contexto histórico. Diversos personagens foram criados através de uma leitura da realidade e os quadrinhos dialogaram com ela. Esse na verdade, é o exato momento onde a arte imita a vida ou a ultrapassa. A sociedade como um todo, se modificou bastante, o que não significa que tenha evoluído.

Diversos escritores perceberam o amadurecimento do público e com isso, criaram histórias que redefiniram o tema. Assim também, os leitores começaram a apreciar obras que fugiam de lugares comuns. Se tornaram mais críticos e não aceitam a mesma história do herói que salva o dia e aplica uma lição de moral no final. Prova disso é como os heróis tem cada vez mais personalidades dúbias e uma moral questionável. Vilões são humanizados e são tão identificáveis quanto os próprios heróis.

Mesmo com todo esse progresso, uma grande parte do público se recusa a crescer. São em sua maioria homens que acreditam que são donos dos seus personagens preferidos e só aceitam eles da forma como os imagina. Essa ideia é contrária a própria essência dos quadrinhos. Heróis se modificam completamente com o passar do tempo, mesmo os heróis de maiores relevâncias. O Batman, sim, ele, já passou de um detetive contra o crime para um justiceiro com atitudes questionáveis. O Batman do Ben Affleck que muitos questionaram por ser violento e até mesmo matar, está completamente ligado aos quadrinhos.

Heróis podem ser qualquer coisa. Podem se modificar, melhorar, regredir. São personagens C-R-I-A-D-O-S. Personagens da ficção. Com o passar do tempo, esses heróis passam por diversas mãos e naturalmente, pessoas diferentes, visões diferentes. Dizer que um personagem de quadrinhos é de tal forma, na verdade impôr uma grande limitação.

Na semana passada o Will escreveu um texto aqui no Terraverso, “abordando o racismo disfarçado de opinião” na escolha da atriz Zöe Kravitz. No Twitter, houveram algumas manifestações de fãs que defenderam os argumentos de que a personagem estaria sendo descaracterizada.

Como mencionado, não há como sugerir descaracterização de um personagem que já foi interpretado por uma atriz, incrivelmente há 50 anos atrás. A cor da pela da personagem nunca foi mote principal nos quadrinhos, sendo esta, apenas uma escolha dos escritores\desenhistas.

E se um personagem que é negro nos quadrinhos fosse interpretado por um ator branco? Na maioria dos casos, problemas raciais são retratados em diversas histórias, quando o personagem é negro. Se um ator branco fosse utilizado para papéis como esses, é evidente que questões raciais não seriam abordadas. Fora isso, há uma palavra que muitos odeiam por si só: REPRESENTATIVIDADE. Na prática e de modo claro, envolve o leitor (seja ele quem for), se sentir representado nas histórias em quadrinhos.

Isso não quer dizer que todos os personagens devam ser negros, por exemplo, mas sim, que não exista uma pré-escolha, onde o padrão seja ser branco. Por que agora entra a outra palavra odiada: DIVERSIDADE. Chega a ser irônico que uma parte considerável de leitores de quadrinhos, não desejem a diversidade. Quadrinhos é a própria diversidade ganhando vida, seja em histórias, seja em personagens. 

Felizmente, estamos num tempo onde começamos a nos incomodar mais com questões tão importantes como preconceito. As editoras já perceberam isso há tempos e mais personagens negros (e diversos) foram criados, atraindo novos leitores e deixando muitos representados. Infelizmente, alguns alegarão que seus personagens não estão devidamente caracterizados porque um ator negro foi escalado para um papel. Neste caso, o racismo não está disfarçado, está nítido como um Bat-sinal no céu de Gotham.

https://www.youtube.com/watch?v=yx5ZnLSKFKU

E ai, vai perguntar se o Super Choque pode ser interpretado por um ator branco?

Watchmen | Série registra ótima audiência e torna-se uma das melhores estreias da HBO

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Watchmen estreou na noite do último domingo na HBO e, além da ótima impressão apresentada no episódio de abertura e elementos da clássica HQ de Alan Moore, a série também registrou números importantes sobre a sua audiência.

O portal The Wrap divulgou que mais de 1,5 milhão de pessoas assistiram o episódio de estreia de Watchmen, dirigido por Nicole Kassell, considerando o canal de televisão e suas plataformas, HBO Now e HBO Go. Com isso, o seriado tornou-se a melhor estreia da HBO desde Westworld, em 2016.

Com Damon Lindelof (The Leftovers) como criador e showrunner, Watchmen também alcançou a marca da série mais assistida da televisão fechada no seu capítulo de estreia este ano, com cerca de 800.000 espectadores sintonizados.

Logo após a exibição do episódio de estreia de Watchmen, a HBO apresentou um teaser com alguns dos acontecimentos que serão vistos nos próximos capítulos da série. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=Pt8f1OBoOUE

Watchmen retorna com um episódio inédito no próximo domingo, na HBO. Antes, você pode conferir nossas primeiras impressões da série.

#CCXP19 | Gal Gadot e Patty Jenkins são confirmadas no último dia de evento

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A atriz Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins estão confirmadas na CCXP19. Ambas participarão do evento no domingo (8), em um painel especial dedicado sobre o filme Mulher-Maravilha 1984, que tem estreia marcada para julho de 2020. Os presentes poderão conferir o primeiro trailer do longa.

“Mulher-Maravilha 1984” é ambientado nos anos 1980, e contará também com Chris Pine como Steve Trevor, Kristen Wiig como a vilã Mulher-Leopardo e Pedro Pascal em um papel ainda desconhecido.

A CCXP 2019 acontecerá entre 5 e 8 de dezembro no São Paulo Expo.

Watchmen | Série surpreende em sua abordagem e respeita o legado original de Alan Moore

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Estreou ontem, 20.10, a série Watchmen na HBO. Criação de Damon Lindelof (The Leftovers) e um elenco de peso que conta com nomes como Regina King, Jeremy Irons, Don Johnson, Tim Blake Nelson, Louis Gossett Jr., Yahya Abdul-Mateen II, Adelaide Clemens, entre outros.

— Cuidado com SPOILERS! —

A série mantém um justo respeito ao legado construído por Alan Moore nos quadrinhos. A proposta e a abordagem é 100% política. Se antes Moore apresentava as tensões provenientes da Guerra Fria, Lindelof contextualiza a guerra social que aborda a supremacia racial. A apropriação de símbolos da série Watchmen também chamam a atenção em paralelo a abordagem que o episódio se propõe a apresentar.

A ambientação da série é a cidade de Tusla e ela inicia justamente mostrando o Massacre Racial de Tulsa, ocorrido em 1921. Lá, membros da Klu Klux Klan saíram as ruas para matar negros e incendiar estabelecimentos, espalhando o caos e o medo por toda a cidade. O mais impressionante disso é que após a exibição do episódio de estreia, a série foi atacada por algumas pessoas nos comentários da plataforma de críticas Rotten Tomatoes, informando que ela propagava uma “agenda esquerdista” e “questões políticas demasiadas”.

Já havia comentado aqui, em outro artigo do Terraverso, envolvendo o filme do Coringa, que quadrinhos são completamente ligados a política e história. Com Watchmen obviamente não é diferente.

Interessante é perceber neste episódio piloto a proposta que ele nos passa sobre cores e símbolos. A cor amarela, que também é um signo predominante na marca da edição de Watchmen, é também a identificação de um personagem clássico; O Comediante. Nas HQ’s, o Comediante era um homem mau-caráter e agia por impulso em diversas vezes, a ponto de estuprar mulheres e engravida-las nas guerras em que ele estava lutando pelos EUA. Porém, seu caráter duvidoso jamais foi alvo do governo americano. Para o estado, o Comediante era um combatente de guerra, um herói da nação, alguém que sempre esteve ao lado da justiça. Quando acontece a sua morte, ele é enterrado com honras militares. Os policiais de Tesla protegem seus rostos envolto a um pano amarelado, da mesma tonalidade do boton do Comediante, sendo essa uma pura simbologia de patriotismo e dedicação aos EUA.

Já no outro lado, há um grupo de supremacistas brancos que orquestram ataques pontuais contra a cidade de Tesla. Uma Klu Klux Klan que ao invés de utilizar o clássico chapéu pontiagudo, assume a máscara do Rorschach como sua identidade. Rorschach sempre esteve a beira da sociedade. Não mantinha boas relações com o governo dos EUA. Contrariava a regra de que vigilantes mascarados de forma alguma deveriam agir de forma autônoma, sem a autorização do estado e em paralelo as autoridades.

Essas identificações de símbolos e a apropriação pelos espectros do bem e o do mal na série, indicam o ritmo e a proposta que Watchmen deverá abordar ao longo da temporada. Antes dos policiais usarem uma identidade secreta, há 3 anos atrás, eles sofreram um ataque da Sétima Kavalaria (o nome dado a essa equipe de supremacistas brancos mascarados de Rorscharch). As mortes não envolveram apenas os policias, mas também suas famílias, atacadas em suas residências.

A ambientação dos EUA é sob o comando do governo de Robert Redford, um ator de Hollywood que chegou ao topo da liderança da maior potência do mundo. Uma gestão mais alinhada com contextos sociais e que sofrem também ataques da Sétima Kavalaria, com diversas pichações na cidade contra a gestão governamental de Redford. A bandeira dos EUA foi alterada. A vitória no Vietnã fez com que a região fosse anexada como um novo estado pertencente ao território americano.

A diretora do episódio piloto, Nicole Kassell, havia declarado que teve uma clara inspiração sobre a ambientação social de Cuba e o modo de vida asiático em sua cultura, onde lá as coisas são reutilizadas até que não possam ser mais usadas. É por isso que os copos são de papel, a tecnologia usa bipis e não smartphones e os carros são elétricos.

A premiere de estreia apresenta muitas referências ao Minutemen, como um trailer de uma série chamada “American Hero Story” que apresenta detalhes sobre a clássica equipe dos anos 40. Um jornal mostra a manchete “Adrian Veidt é oficialmente declarado morto”. Adrian é Ozymandias e alguns insiders indicam que ele será interpretado pelo ator Jeremy Irons, mas a informação não foi confirmada oficialmente por nenhum produtor. O personagem de Irons possui uma vida solitária dentro de um castelo e com dois empregados bastante esquisitos.

Nesse mundo, ao invés da chuva comum, há chuva de lulas, uma referência a algo semelhante a tragédia do 11 de setembro. Nas HQ’s, Ozymandias forjou uma invasão alienígena em Nova York, motivado por encontrar a paz mundial. Ele criou uma lula gigante interdimensional geneticamente modificada, para atacar a ilha de Manhattan. O acontecimento matou 3 milhões de pessoas e parece que os efeitos dessa tragédia refletem nos dias atuais da série Watchmen.

O piloto apresenta com maestria qual será os caminhos percorridos pela temporada ao longo dos 9 episódios. As questões políticas e sociais abordadas são um reflexo dos Estados Unidos de hoje, uma grande ascensão de grupos radicais, extremistas e supremacistas raciais estão emergindo das sombras com um discurso que ofende, agride e diminui lutas sociais.

Ao final do episódio, há uma morte que surpreende e uma clássica referência a obra original de Alan Moore, e ao bóton ensanguentado do Comediante.

Para um primeiro episódio, Watchmen surpreende pela abordagem e pelo respeito a tudo que a edição clássica já apresentou, inovando no sentido de colocar elementos e signos dentro de uma narrativa aplicada a contemporaneidade do presente. O discurso político atual sobre problemas reais do nosso cotidiano é uma justa homenagem a essência que a obra construiu e marcou gerações ao longo do tempo.  

Nota:

#BGS2019 | O melhor de tudo que aconteceu na maior feira de games da América Latina

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A Brasil Game Show é a maior feira de games da América Latina. Não à toa reúne milhares de fãs apaixonados por esse universo, e transforma o evento em um ambiente mágico para todos. Foi essa impressão que tive em todos os cinco dias de presença na BGS 2019. Foram dias de muita diversão, risadas, cansaço e trabalho, mas que valeram a pena por tudo que vivenciei.

O primeiro dia foi aberto apenas para Imprensa e VIP’s, que puderam aproveitar mais dos stands por terem muito menos filas. Claro, as principais atrações sempre tinham algumas aglomerações, mas nada que fosse comparado com os outros dias. Quem soube aproveitar e se organizar, conseguiu jogar tudo o que podia. Principalmente nos palcos da Xbox, PlayStation e Nintendo — inclusive sendo a primeira vez que a marca teve um stand na BGS, algo que já era pedido pelos fãs há um bom tempo.

De uma maneira geral, todos os stands estavam mandando muito bem, todos com suas particularidades. Alguns eram de marcas não tradicionais no mundo dos games, como Lupo, Fanta, Gillete e Old Spice, mas que aparecem no cenário patrocinando alguns times e jogadores de e-Sports. A Gillete e Old Spice apostaram em uma interação bem legal com o público, tendo montado uma escalada e um touro mecânico, respectivamente.

As plataformas de streaming também marcaram presença na Brasil Game Show. A Facebook Gaming, Twitch e YouTube trouxeram grandes nomes dos games para conversar com o público, além de divertirem a todos com brindes, brincadeiras e gameplays ao vivo.

E teve muita novidade rolando na feira, também. Fortnite chegou com um stand gigante para o público. O famoso ônibus de batalha do game esteve presente em um palco, para os fãs do divertido jogo de battle royale tirarem fotos, além estações para fazerem tatuagens, montarem em uma lhama no estilo do touro mecânico. Claro, não poderia faltar um espaço para os fãs jogarem o game, tanto no PC quanto no Xbox One e PlayStation 4.

A novidade ficou por conta do anúncio global que o game fez.  No último dia de feira, foi transmitido em um telão, com o gamer Flakes, uma partida de Fortnite. Até aí normal, mais um jogo sendo transmitido, mas a surpresa ficou por conta quando um meteoro apareceu na partida e destruiu o mapa inteiro, deixando só um buraco negro no jogo. Esse foi o começo do novo capítulo do game.

Teve também campeonatos acontecendo durante a feira. Todos os dias rolava torneios de Fifa 20 para os visitantes do stand, com prêmios inclusive. Mas o campeonato mais aguardado foi o de Mortal Kombat 11, onde o criador do jogo, Ed Boon, veio até o Brasil para premiar o vencedor, que foi o atleta barenita (sim, quem nasce no Bahrein é barenita) Tekken Master.

Diante de tantas novidades, e stands com grandes atrações, confesso que senti falta de ver mais jogos relacionados a DC Comics. Isso não foi culpa do evento, mas realmente não temos grandes novidades deles para os vídeos games. Também era muito provável ter um anúncio de um novo game durante a feira, já que a bola da vez é a produção da nova geração dos consoles.

Mas se tem algo que a DC não deixou passar, foi nos cosplayers. Teve muitos durante todos os cinco dias de feiras, e um mais bem produzido que outro. Destaque para quem foi mais a personificada: a Arlequina. O sucesso que a personagem está tendo durante todos esses anos reflete muito bem no público, principalmente com Birds of Prey chegando aos cinemas.

A Brasil Game Show 2019 foi um evento sensacional tanto para quem ama vídeo game, quanto para quem não é familiarizado com o cenário. O espaço escolhido atendeu as expectativas e proporcionou um espetáculo para todos. Fiquei feliz em poder ter a oportunidade de cobrir um evento dessa estrutura para o Terraverso, juntamente com o Ricardo — quem me salvou diversas vezes. Que venham muito mais para que possamos passar compartilhar tudo para vocês!

Coringa | Confira a opinião dos fãs sobre o filme

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Reunimos algumas opiniões de pessoas que acompanham o trabalho do Terraverso e que assistiram “Coringa” e gostariam de falar sobre o filme. Confira abaixo os comentários sobre a produção que vem acumulando sucessos de público e crítica:

“Joaquin Phoenix entregou uma atuação monstruosa, conseguiu transmitir com maestria todas as camadas do personagem e os sentimentos que elas carregam, ao ponto de sua risada de dor vibrar e ecoar dentro de nossas mentes depois que saímos da sessão. A forma como as cenas conversam com a trilha sonora são absurdamente fascinantes, a fotografia é um show à parte. Já consigo sentir a felicidade do momento da entrega dos Oscar’s que já estão garantidos e extremamente merecidos para todos os quesitos dessa obra de arte.” Andressa Costa. Twitter: @itsmeeandie

“Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é um homem que sofre de labilidade emocional, uma crise em que o indivíduo tem dificuldade para controlar expressões emocionais e no caso do personagem, causa crises de riso involuntária. Além disso, o personagem toma sete remédios controlados para outros problemas psicológicos e sofre com constantes dificuldades para cuidar de sua mãe doente e manter seu emprego como palhaço numa agência. Se você achou tudo isso pesado por si só, preparem-se, pois o filme é um soco no estômago e trará muitos desconfortos para os espectadores. Dirigido por Todd Philips ( da trilogia Se Beber não Case !) e com roteiro de Scott Silver e do próprio diretor, Coringa é uma obra que reimagina de uma perspectiva mais intimista a origem do mais infame vilão do Batman.

Sem dúvidas, é a obra mais interessante do ano no quesito experiência, é um tipo de filme desafia várias convenções sociais e a todo momento testa a capacidade crítica do público com um personagem carismático, mas que obviamente tem gravíssimos problemas mentais. Tudo isso se soma ao contexto político da obra, a Gotham City do final dos anos 70 é uma cidade assolada por diversos problemas sociais como falta de saneamento básico, corte nos serviços sociais, desemprego e violência.

Nesse contexto, Arthur Fleck é apenas mais um de uma massa constante ignorada pela sociedade mais abastada, ele passa por uma série de desventuras que cada vez mais o levam a um passo de perder a limitada sanidade que lhe resta. Nesse ponto , a atuação de Joaquin Phoenix é um deleite para o espectador, o ator sua toda a sua versatilidade e faz o público crer nos momentos inocentes de Arthur, como também traz toda uma tensão para as cenas mais sérias com olhares e gestos macabros que gelam a espinha.” Matheus Eira Twitter: @twd_matt Instagram: @twdeadmatt.

“Coringa é um filme que você sente toda a emoção e a dor de Arthur  Fleck. Também é um tapa sem mão na sociedade, o filme mantém sua essência do começo ao fim e você sente um gostinho de quero mais! Corra agora para um cinema mais próximo e assista esse filme!!!” Dark Universe.

“Mais que um filme, é um estudo. Não é um filme sobre um vilão e sim em como se tornar um. O que mais achei interessante é que o personagem não foi vitimizado mas se tornou cúmplice da sociedade e do mundo indecente em que vive.Como fã de quadrinhos estou atônito e olhe eu era contra contra a ideia deste filme.” Mauro Khriszaor.

“Coringa é intenso e inesperado. Um filme que te prende na cadeira com uma avalanche de emoções. A construção do personagem Arthur para o Coringa propriamente dito, é bem elabora e super encaixada, é possível compreender o sofrimento do personagem e como a sociedade é capaz de afetar diretamente em sua personalidade. O cenário em que Gotham se encontra, o comportamento das pessoas ao longo do dia, nada em Coringa é colocado em tela em vão. A trilha sonora e a fotografia são  pontos essenciais do filme, com destaque para a trilha sonora que conversa de forma genuína com a história ao longo da trama.

O plot final é sem dúvidas de tirar o fôlego, são sequências de cenas que te fazem hiperventilar, provocam euforia, medo e êxtase. A atuação de Joaquim Phoenix me deixou sem palavras! Coringa é e dúvidas um filme maravilhoso, não apenas um filme baseado em um personagem de quadrinhos, como também um filme que carrega uma grande crítica social.” Tathi Veloso. Twitter: @_tathao.

“Coringa é uma poesia triste e perturbadora da sociedade complexa em que vivemos. Arthur é um reflexo de vários problemas sociais como violência, saúde mental e luta de classes. O filme tem a direção de Todd que elabora um tom crescente de agonia, caos e sujeira: os sabores de Gotham. 

O trabalho visceral de Joaquin entrega um corpo afetado por opressões e o ruído de uma risada doentia. É um corpo social que também está quebrado, doente e precisando de cuidados. A dança leve e violenta estoura na cidade. Realidade e ficção se misturam de uma forma perigosa e letal. Entendemos a piada, afinal?” Mariana Alves. Twitter: @mariigotham Instagram: @mariigotham Médium: medium.com/@corramari

Agradecemos a participação dos fãs que enviaram suas opiniões. É sempre um prazer abrir os espaços do portal e dar voz a opinião de quem nos acompanha diariamnete. E se você ainda não assistiu Coringa, correee!! O filme segue em exibição nos cinemas.

Flash | DC revela a mais poderosa Força em nova HQ do velocista

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Na edição #80 de Flash foi revelada mais uma Força com a qual Barry Allen terá que lidar. Desde “Flash War” foram surgindo diferentes forças além da Força de Aceleração e a Força de Aceleração Negativa. Forças como a Força da Sabedoria e a Força de Estagnação foram apresentadas sob o domínio de alguns vilões.

Nesta edição é revelado que ao combinar 3 dessas novas forças pode-se adquirir o controle da Força Eterna. Com esse poder é possível viajar no tempo e pelo Multiverso como desejar, sem ajuda de nenhum artifício científico.

Quem conseguiu acessar a Força Eterna foi o vilão Hunter Zolomon, o Zoom, se tornando a maior ameaça não apenas para a vida do velocista escarlate como também para o próprio tempo e o Multiverso.

A edição #80 de Flash escrita por Joshua Williamson e já está disponível nos Estados Unidos.

Arrow | Nostalgia e uma crise chegando na temporada final da série

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Desde o ano passado já sabíamos que Arrow chegaria para o seu final na última temporada e traria com o seu fim uma Crise. Nos últimos 8 anos foi contada a trajetória de Oliver Queen até se tornar o Arqueiro Verde. Apesar de um começo confuso do primeiro episódio da temporada final, aos poucos o espectador vai se ambientando e entende o quanto é interessante a estreia desta despedida do Arqueiro.

Inspirada nesta nostalgia que se incia a oitava temporada, relembrando os momentos do Arqueiro em seu treinamento em uma ilha, porém, não como o Oliver que conhecemos. Vemos o surgimento do Arqueiro da Terra 2, onde Laurel Lance existe e Oliver Queen está morto, Adrian Chase é o Arqueiro Verde ao lado da Laurel como Canário Negro.

O episódio serve muito para os fãs relembrarem personagens que se foram ao longo da temporada como Moira, mãe de Oliver que morre pelas mãos de Slade Wilson, sendo um dos momentos mais emocionantes essa reunião entre mãe e filho. Há também o Tommy, que já esta morto e nesta Terra existe um desfecho diferente para a sua história. Este início de temporada serve para mostrar que a produção estará voltada a devolver aos fãs este amor que recebeu ao longo das últimas sete temporadas anteriores e promete trazer mais momentos emocionantes na jornada final de Oliver Queen.

A season premiere não é apenas uma carta de amor, mas a preparação para uma grande crise que se aproxima. O Monitor deixa claro ao final da sétima temporada que Oliver deve ir com ele para se preparar para a crise e neste episódio vemos que ele leva algo consigo antes de retornar para a sua Terra.

O episódio termina com a destruição da Terra 2 pelos efeitos da crise, os céus vermelhos e o desaparecimento das pessoas marcam o início de tudo, indicando que Arrow irá ser a série na qual mais o crossover Crise nas Infinitas Terras terá influência e acompanharemos a última grande batalha a ser travada pelo Arqueiro Verde.

O evento Crise nas Infinitas Terras será lançado em dezembro na CW.

Batman | Confira as primeiras capas da sua nova fase nos quadrinhos

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Foram divulgadas recentemente as duas primeiras capas da nova fase do Batman nos quadrinhos. Na obra, o roteirista Tom King foi substituído por James Tynion IV. Tony Daniel é o responsável pela arte.

Sobre esta nova visão que teremos do herói, Tynion disse ao The Hollywood Reporter que:

É honestamente a chance de construir algo novo e singular por si só. Esse é o objetivo real aqui – construir algo que esteja conversando consigo mesmo, em vez de depender dos últimos anos ou do trabalho que realizamos há cinco, dez anos.

Confira abaixo as capas e a sinopse de Batman #86 e Batman #87 respectivamente:

Leia mais notícias sobre quadrinhos da DC aqui.

Mulher-Maravilha #750 | Edição comemorativa da heroína reunirá grandes nomes

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Próxima de completar 80 anos, a edição de Mulher-Maravilha #750, comemorativa ao grande marco da heroína, reunirá nomes consagrados do mercado editorial.

A ideia da DC é juntar histórias de alguns dos artistas mais icônicos da companhia, que já produziram algumas das narrativas mais famosas. Confira a capa:

A edição especial vai contar com histórias de escritores lendários como Greg Rucka e Gail Simone, além de Vita Ayala, Steve Orlando, Marguerite Bennett e Jeff Loveness.

Entre os novos nomes, o destaque fica para o brasileiro Gabriel Picolo, ao lado de Kami Garcia, Shannon e Dean Hale e Mariko Tamaki.

Mulher-Maravilha #750 chegará nos EUA em janeiro de 2020.