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    O Esquadrão Suicida | Produção não possui conexões com o filme de 2016 e ‘Aves de Rapina’

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    O produtor do filme ‘O Esquadrão Suicida’, Peter Safran, comentou que o filme dirigido por James Gunn não terá conexões com outras produções do DCEU. [Via: ComicBook.]

    Questionado se a produção se conectará ou reconhecerá o filme ‘Esquadrão Suicida’ de 2016, ele comenta que “Nós não tratamos disso.” Safran diz isso como se fosse algo fácil para o grande público compreender; um filme que retorna membros do primeiro elenco como uma sequência, mas ao mesmo tempo age como se o antecessor não existisse. A nova produção também promete não contradizer as histórias anteriores do Esquadrão original, Aves de Rapina ou outros títulos da DC envolvendo os personagens do Esquadrão Suicida.

    “Nós simplesmente não tratamos disso de forma tangível.”, disse Safran. “Sim, eles são os personagens, os atores que os interpretaram no primeiro filme. Mas nós realmente queríamos ter certeza de que isso funcionaria por conta própria. Então, novamente, é por isso que você não pode chamar…de sequência. Não é uma sequência, mas há alguns personagens que estavam no primeiro filme, certo? Então não é realmente um reboot completo também. Então, nós apenas o chamamos de “O Esquadrão Suicida” de James Gunn.” disse Peter.

    Quando perguntado se os eventos do primeiro filme aconteceram: “Nós não tratamos disso.” Existe algum indício que conecta O Esquadrão Suicida com o filme Aves de Rapina com a Margot Robbie ? “Não realmente. Não. É um filme autônomo.”

    Safran vê os recém-chegados a equipe com a oportunidade de se destacar diante da produção de 2016, ao mesmo tempo em que mantém atores e personagens que agradaram aos fãs. Por exemplo, o filme já considerou que Will Smith reprisaria o papel de Pistoleiro, mas devido a uma mudança rápida do pitch para a produção, os cronogramas entre ator e estúdio não se alinharam.

    “Eu acho que o que realmente distingue [os personagens] de quem eles eram no primeiro filme é a escrita de James, a maneira como ele escreve esses personagens.”, disse Safran. “Mais uma vez, ele não ficou em dívida com nada do que existia desde o primeiro filme, então ele realmente teve que dar sua versão… isso é o que Rick Flag seria. Isso é o que Harley Quinn seria. Isso é quem o Capitão Bumerangue seria. Então, tudo desde o diálogo, a história de fundo, o guarda-roupa, é tudo o que James achou mais adequado para esses personagens em particular.” disse Peter.

    A fórmula do filme repete produções do DCEU que se posicionam de forma autônoma, sem conexões com outros filmes.

    “Acho que “O Esquadrão Suicida” está de acordo com o que fizemos em ‘Aquaman’ e ‘Shazam!’. No sentido de que as ideias dão um ótimo filme autônomo. disse Safran. “Isso é o que estamos fazendo aqui. Estamos apenas fazendo um grande filme, esperamos. Mas esse é o foco. Ele não precisa viver dentro de um universo mais amplo automaticamente.” afirma Peter.

    “O Esquadrão Suicida” terá o retorno de Viola Davis como Amanda Waller, Margot Robbie como Harley Quinn, Joel Kinnaman como Coronel Rick Flag e Jai Courtney como o Capitão Bumerangue. Juntando-se a eles no filme estão David Dastmalchian como Homem das Bolinhas, Steve Agee como Tubarão-Rei, Daniela Melchior como Caça-Ratos 2, Idris Elba como Sanguinário, John Cena como Pacificador, Nathan Fillion como TDK, Pete Davidson como Blackguard, Flula Borg como Javelin , Mayling Ng como Mongal, Peter Capaldi como o Pensador, Michael Rooker como Savant, Alice Braga como Sol Soria e Sean Gunn como Weasel.

    O filme está previsto para ser lançado nos cinemas do Brasil no dia 5 de agosto.

    Superman II: Donner Cut | Quais as principais mudanças em relação ao filme que foi lançado nos cinemas?

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    O artigo abaixo é adaptado e traduzido do site ScreenRant -Acesse no link-.

    Após o sucesso do filme ‘The Omen’, de 1976, o lendário diretor Richard Donner foi contratado para dirigir  Superman: O Filme e sua sequência, que seria filmada simultaneamente. No entanto, conflitos entre Donner e os produtores surgiram. Assim que as filmagens começaram, as tensões continuaram a aumentar, levando os produtores a trazer Richard Lester para “co-produzir” o filme.

    As coisas ficaram tão ruins no set que foi dito a Donner para deixar de filmar qualquer coisa para Superman II e apenas terminar o primeiro filme. Quando Superman: O Filme de 1978 provou ser um sucesso, a produção da sequência foi retomada – agora com Lester no comando. Apesar de Donner ter filmado cerca de 70% da sequência, Lester refez grande parte do filme e mudou radicalmente o tom e várias partes.

    Embora a versão de Lester do filme também tenha sido um sucesso, nos anos seguintes ao lançamento de Superman II , houve um interesse crescente em ver a versão de Donner – especialmente com a introdução dos DVD’s e a tendência de relançar filmes maiores ou com os cortes do diretor. No início dos anos 2000, uma campanha de fãs começou a pedir à Warner Bros. para restaurar a visão de Donner para Superman II  no aniversário de 25 anos da produção. Infelizmente, a Warner não foi capaz de fazer isso por vários motivos. Na época, Marlon Brando havia processado o estúdio sobre royalties, então sua imagem não poderia ser usada.

    Mas aí em 2006, as circunstâncias mudaram e o estúdio lançou o aguardado “Donner Cut” em DVD. O resultado final é que Superman II: The Richard Donner Cut ainda não é um filme acabado. Em vez disso, é um olhar interessante sobre “o que poderia ter sido”, apresentando várias diferenças importantes em relação ao filme lançado nos cinemas. Confira algumas abaixo:

    O tom do Donner Cut é ‘menos cômico’.

    Richard Donner via o Superman como uma mitologia moderna, então tanto Superman: O Filme quanto Superman II: Donner Cut refletem isso ao abordar seriamente o assunto. Embora exista algum humor na versão de Donner – particularmente com o Lex Luthor de Gene Hackman – Donner corta pontos engraçados que Lester acrescentou. Por exemplo, Non – o malvado e musculoso kryptoniano que não fala – é interpretado como um bebê crescido na versão de Richard Lester, mas na versão de Donner ele não explora suas piadas e adiciona somente o lado mais ”brutal” de suas cenas. Além disso, na grande luta em Metropolis entre o Superman e os Kryptonianos, Lester inseriu inúmeros momentos engraçadas dos civis na cidade, incluindo um cara de patins e outro cara falando em um telefone público. Donner, no entanto, se livra de quase tudo isso e joga a cena de luta de maneira muito mais direta.

    A suspeita de Clark ser o Superman levantada por Lois, ocorre desde o início na versão do Donner.

    No final de  Superman: O Filme, Lois Lane percebe brevemente a semelhança entre Clark Kent e Superman, mas descarta isso considerando uma ideia maluca. Este tópico é imediatamente continuado na versão de Donner quando, no início do filme, Lois rabisca um óculos em uma foto do Superman. Lois Lane então pula de uma janela do prédio do Planeta Diário para fazer Clark salvá-la, e ele consegue sem ser notado, brevemente a convencendo de que ele não é o Superman.

    Na versão de Lester, a primeira vez que Lois Lane suspeita que Clark é o Superman é nas Cataratas do Niágara, o que ignora o fato de que ela suspeitou no primeiro filme. Depois que Superman salva a criança, Lois se joga na água, mas Clark a salva sem ser notado. Mais tarde, no hotel, Clark joga seus óculos no fogo e os recupera sem se queimar, revelando assim que ele na verdade é o Superman.

    O Jor-El de Marlon Brando retorna no Donner Cut.

    No Donner Cut, Marlon Brando retorna como Jor-El e desempenha um papel semelhante ao que fez em Superman: O Filme, oferecendo orientação a Kal-El do além-túmulo. Na versão de Superman II do Lester, Jor-El foi substituído pela mãe do Superman, Lara, interpretada por Susannah York.

    A razão para a mudança foi que, quando Superman: O Filme provou ser um sucesso, Marlon Brando processou os produtores porque lhe deviam 11,75% de receita das bilheterias. Não querendo pagar a ele nenhuma parte do valor pela sequência, as cenas de Brando foram refeitas com a mãe do Superman. Felizmente, a Warner Bros conseguiu chegar a um acordo com a propriedade de Brando para colocar o ator de volta na versão de Donner.

    A versão de Donner explica com clareza por que o Superman desiste dos seus poderes.

    Em ambas as versões do filme, Superman desiste de seus poderes para ficar com a Lois. Na versão do Donner, Superman admite para si mesmo e para Jor-El que está sendo egoísta e que deveria ser feliz, enquanto Jor-El argumenta que não pode favorecer um ser humano em relação aos outros.

    No final das contas, o Superman decide desistir dos seus poderes porque ele não pode mais servir à humanidade de forma objetiva. Na versão de Lester, Superman fala com Lara, mas a conversa é muito mais curta e tudo o que ela diz é que se ele quer estar com uma mortal, ele deve se tornar um, e nenhuma explicação adicional é dada.

    Há mais tempo de tela do Lex Luthor no Donner Cut.

    Gene Hackman se recusou a fazer qualquer refilmagem sem o Donner, então Lester só poderia usar o que Donner já havia feito com o Lex Luthor. Por causa disso, Lester usou Lex o suficiente para contar a história e nada mais. No Donner Cut, no entanto, mais coisas engraçadas em torno de Luthor estão presentes. O resultado final é que, no Donner Cut, cada uma das cenas de Luthor tem alguns segundos a mais.

    A versão de Lester tem um confronto final na Fortaleza Da Solidão.

    Ambos os filmes têm uma grande luta em Metropolis entre Zod, seus capangas e o Superman, que termina com o Homem de Aço fugindo e os atraindo para a Fortaleza da Solidão. A partir daí, o Superman os engana para que eles próprios tirem seus poderes, revertendo os efeitos da câmara de cristal.

    A versão de Donner vai direto para isso, mas na versão do Lester, primeiro há uma cena de luta adicional na Fortaleza da Solidão. Desde então, essa batalha se tornou famosa pelos estranhos e absurdos poderes dados aos personagens. Por exemplo, os malvados kryptonianos podem repentinamente se teletransportar e disparar feixes de energia enquanto o Superman agora é capaz de criar duplicatas holográficas de si mesmo. O mais famoso desses poderes bizarros, porém, é quando o Superman tira o “S” de sua fantasia e o joga em Non como um grande cobertor.

    O beijo “mágico” do Superman.

    A versão de Lester termina com um beijo mágico que apaga a memória de Lois sobre o Superman ser Clark Kent . Embora o beijo mágico tenha recebido muitas gargalhadas dos fãs, a versão de Donner é indiscutivelmente pior…

    Assim como no final de Superman: O Filme, o Homem de Aço voa ao redor do mundo no final de Superman II para retroceder o tempo antes que Lois descubra que ele é Clark Kent. O problema é que isso não apenas repete o final do filme anterior do Superman, mas também torna o filme inteiro irrelevante, pois apaga tudo o que aconteceu. Até mesmo o Zod e seus asseclas retornam à Zona Fantasma para escapar novamente mais tarde.

    A versão de Lester é melhor construída.

    Superman  II: Donner Cut é uma visão interessante do Superman II, mas não é definida como um produto acabado. Se Richard Donner tivesse completado a  sequência do Superman em 1979, provavelmente teria sido um filme melhor do que o que Lester fez – mas o Donner Cut de 2006 é simplesmente o melhor que alguém poderia fazer 26 anos depois.

    Muitas das filmagens de Lester permanecem no filme porque eram necessárias para contar a história, então estranhas mudanças de tom ocorrem no filme. Também é um pouco chocante ver uma filmagem de teste no meio de um filme.

    Richard Donner faleceu na última segunda-feira, 5 de julho. Ele tinha 91 anos. Um fato interessante é que em 2006, Donner e o quadrinista Geoff Johns se juntaram a Adam Kubert como a nova equipe criativa da Action Comics na DC , cujo momento coincidiu com o lançamento do filme Superman II: Donner Cut.

    Artigo adaptado e traduzido do site ScreenRant -Acesse no link-.

    Batman: O Longo Dia das Bruxas: Parte 1 | Uma boa adaptação e que deve agradar aos fãs do Homem Morcego

    Após vislumbramos o primeiro voo do Homem de Aço e acompanhar a jornada do velocista escarlate em meio ao Multiverso, chegou a vez do mais novo universo animado da DC apresentar o personagem mais comercial da editora e, para isso, os realizadores decidiram adaptar um dos arcos mais aclamados do vigilante mascarado que, entre altos e baixos, é uma boa introdução do Batman e de sua mitologia. 

    Antes de mais nada, é bom salientar que o filme não é uma adaptação 100% fiel ao material original, tomando algumas liberdades criativas interessantes. No todo, a animação consegue transmitir a atmosfera da clássica HQ de Jeph Loeb e Tim Sale, porém, a adaptação acaba perdendo o seu impacto por optar pelo uso de um design mais “realista” e menos colorido, talvez pelo medo de abraçar as características um tanto quanto fantásticas desse mundo. 

    Quanto a animação, é notável uma grande evolução do novo estilo, se mostrando mais fluído que as anteriores. Tendo em seu benefício o belo uso de uma fotografia que mistura a escuridão de Gotham com uma neblina densa e contraste de luzes quentes para criar um clima de mistério. O uso de elementos visuais para brincar com a percepção do público, acaba sustentando uma sensação de incerteza com o caminhar da trama. 

    A respeito do desenvolvimento dos personagens, houveram certos deslizes que acabaram atrapalhando a narrativa em si. Para começar, a decisão do roteiro por dar ao Batman uma personalidade mais explosiva e impaciente, que acaba demorando para juntar as peças, que coloca o Homem Morcego em muitos momentos um passo atrás de todos ao seu redor. Algo que também foi feito no arco do Harvey Dent, mas aqui sendo colocado como um flashfoward da sua eminente queda. 

    Outros personagens que acabaram tendo seus arcos alterados foram a Selina Kyle (Mulher-Gato), que ganha uma presença maior na trama e perde um pouco de sua áurea ambígua, se mostrando mais tendenciosa para o lado dos mocinhos, mesmo que seus reais objetivos ainda se mantenham exclusivos para si. Gilda Dent que ganha mais foco e suas aflições são melhores destacadas. É interessante notar que tanto a família Falcone, quanto o Homem Calendário, acabam ficando com papeis menores que suas contrapartes nas HQ’s, algo que deve se inverter na segunda parte. 

    Em linhas gerais, apesar de certos tropeços, a animação cumpre o seu papel e faz um bom trabalho de adaptação, apresentando ao público o novo Batman desse universo ainda em ascensão. Como já dito, certas liberdades foram tomadas, mas os ingredientes já estão sobre a mesa, só nos resta saber como os roteiristas irão trabalhá-los, visto que grande parte dos acontecimentos da HQ foram deixados para a segunda parte.

    É uma boa animação e deve agradar aos novos e velhos fãs do Homem Morcego.  

    Nota:

    50/52 – Ótimo.

    Superman 1978 | Aos 91 anos, morre o diretor Richard Donner

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    Richard Donner , diretor do filme “Superman” de 1978 e de outros trabalhos notáveis em Hollywood, como The Goonies e Máquina Mortífera, faleceu aos 91 anos.

    Donner morreu nesta segunda-feira (05.07), segundo sua esposa, a produtora Lauren Schuler Donner, e seu gerente de negócios. Nenhuma causa de morte foi revelada até o momento.

    Diretor do filme “Superman” de 1978 , estrelado por Christopher Reeve como o Homem de Aço junto com Margot Kidder e Gene Hackman. O blockbuster com um orçamento de cerca de US$ 55 milhões arrecadou mais de US$ 300 milhões na bilheteria global.

    Fora do cinema e da televisão, Donner é notável no mundo dos quadrinhos por seu trabalho com Geoff Johns, que foi seu assistente na década de 1990. Em 2006, Donner e Johns se juntaram a Adam Kubert como a nova equipe criativa da Action Comics na DC , cujo momento coincidiu com o lançamento do Superman II: Donner Cut . Donner também contribuiu com uma história ao lado de Johns na Action Comics # 1000 em 2018.

    Via: [Deadline].

    O Esquadrão Suicida | Diretor James Gunn revela quais são os personagens que ele chegou a cogitar no filme

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    Em publicação no Twitter, o diretor do filme “O Esquadrão Suicida”, James Gunn, revelou quais personagens ele planejou inicialmente e que tinham chances de compor a equipe de vilões no cinema. Confira:

    “Quando pensei pela primeira vez em aceitar o trabalho de roteiro de “O Esquadrão Suicida”, mantive uma pasta de arquivos com os personagens que estava pensando. Aqui estão apenas alguns (de muitos) que não foram incluídos (por enquanto!)” disse Gunn.

    A lista de personagens inclui o Exterminador, Arraia Negra, Morcego Humano e a Nevasca entre os destaques. Confira:

    “O Esquadrão Suicida” terá o retorno de Viola Davis como Amanda Waller, Margot Robbie como Harley Quinn, Joel Kinnaman como Coronel Rick Flag e Jai Courtney como o Capitão Bumerangue. Juntando-se a eles no filme estão David Dastmalchian como Homem das Bolinhas, Steve Agee como Tubarão-Rei, Daniela Melchior como Caça-Ratos 2, Idris Elba como Sanguinário, John Cena como Pacificador, Nathan Fillion como TDK, Pete Davidson como Blackguard, Flula Borg como Javelin , Mayling Ng como Mongal, Peter Capaldi como o Pensador, Michael Rooker como Savant, Alice Braga como Sol Soria e Sean Gunn como Weasel.

    O filme está previsto para ser lançado nos cinemas do Brasil no dia 5 de agosto.

    Zack Snyder | Uma história em cinco atos: ascensão, queda e ressurgimento na DC Filmes [Parte 2 de 2]

    Esse texto trata-se de uma continuação! Caso não tenha lido a Parte 1, clique aqui. 

    Terceiro Ato: “Liga da Justiça”: A queda.

    Boa parte dos atores que já tiveram a oportunidade de trabalhar com Zack Snyder costumam elogiar a postura profissional do diretor, o carinho com o elenco e sua devoção aos pequenos detalhes. Isso não muda o fato de que Zack sofreu pressões enormes durante as filmagens de Liga da Justiça. Parte dessa pressão vinha da “crítica”, que já não parecia mais aberta àquilo que o diretor pretendia construir para o universo compartilhado da DC; mas a maior parte da pressão vinha do próprio estúdio que, muito influenciado pela dita “crítica”, mas também pelo desempenho de bilheteria aquém do esperado naquela altura, já não parecia disposto a permanecer com o diretor por muito tempo.

    Zack Snyder no set de Liga da Justiça.

    A Warner se mostrava cada vez mais disposta a interferir na condução criativa das obras que compunham seu universo compartilhado. O estúdio parecia muito convicto de que não deveria mais apostar em um estilo próprio, que deveria ser “mais Marvel”, investindo em filmes com temáticas mais leves e tom menos sombrio, visando atingir o mesmo público da concorrente.

    Esquadrão Suicida, filme dirigido por David Ayer e que chegou aos cinemas em agosto de 2016, poucos meses após Batman vs. Superman e todas as suas repercussões, foi o primeiro filme a sofrer com a interferência mais pesada do estúdio. Isso ficou muito perceptível na própria campanha de divulgação do longa, quando comparamos o primeiro trailer, com o último. O tom sombrio dá lugar a uma música animada, a seriedade abre espaço para piadinhas, a paleta de cores fica mais vívida e transmite sensações completamente distintas ao espectador. A mudança repentina produziu um filme de tom confuso, um fracasso de crítica, mas com bilheteria aceitável frente ao orçamento. O suficiente para fortalecer as convicções da Warner de que esse era o rumo certo a tomar.

    Em junho de 2016 circulavam notícias na mídia que davam a entender que a permanência de Zack Snyder à frente do universo compartilhado da DC nos cinemas estava realmente com os dias contados. Liga da Justiça, que inicialmente seria dividido em Parte I e Parte II, teve seu nome confirmado como simplesmente “Liga da Justiça”, indicativo de que a Warner pretendia reassumir o controle das produções do Universo DC e incliná-lo para novos rumos.

    Quase um ano depois, em maio de 2017, veio a mais chocante e surpreendente das notícias divulgadas até então: em uma entrevista ao The Hollywood Reporter, Zack Snyder anunciou que deixaria o comando de Liga da Justiça devido ao trágico falecimento de sua filha, Autumn Snyder, em março, e Joss Whedon (diretor dos dois primeiros “Os Vingadores”) assumiria o posto. O tom da entrevista e algumas aspas do chefão da Warner, Toby Emmerich, davam a entender que o filme estava pronto, cabendo a Whedon apenas algumas poucas filmagens adicionais e a entrega do corte final ao estúdio, tendo sido o diretor inclusive “escolhido” por Snyder para levar a cabo essa missão.

    Porém, seis meses depois, com o lançamento do filme nos cinemas, ficou bastante perceptível que a interferência de Joss Whedon no filme, a mando do estúdio, foi bem maior do que o previamente anunciado. Whedon realizou a refilmagem de diversas tomadas, adicionou cenas e diálogos completamente novos, alterou significativamente a pós-produção do filme com o intuito de deixá-lo mais “leve” e removeu detalhes importantes da trama, como o uniforme preto do Superman e a história de fundo do Cyborg. O filme foi praticamente refeito há seis meses da estreia, que não foi postergada.

    Todos esses acontecimentos se deram antes das gravíssimas acusações inicialmente reportadas por Ray Fisher (Victor Stone/Cyborg), e posteriormente corroboradas por outros membros do elenco, que iam de racismo a assédio moral, virem à tona. Até hoje, a Warner deve esclarecimentos sobre o que de fato ocorreu na produção de Liga da Justiça e a punição dos responsáveis deve ser sempre demandada.

    Henry Cavill foi convocado por Joss Whedon para gravar novas cenas. O ator, que estava filmando Missão Impossível: Efeito Fallout, teve seu bigode removido digitalmente sem muito sucesso. A Liga da Justiça que chegou aos cinemas em novembro de 2017, apelidado pelos fãs com o trocadilho infame de Josstice League, é uma aberração que jamais deveria ter visto a luz do dia. O filme alterna em tom, tem um vilão inexpressivo e de motivações irrelevantes e não fornece tempo de tela suficiente para fazer justiça a seus personagens. O fracasso de crítica e bilheteria foi gigantesco, tendo arrecadado cerca de US$658 milhões, frente a um orçamento de US$300 milhões. O primeiro contato do público com a Liga da Justiça nos cinemas é um evento para ser esquecido.

    Zack Snyder sabia que para continuar no comando do filme e manter sua visão sobre a narrativa até o final, ele teria, como sempre, que entrar em uma queda de braço com o estúdio. Comprar uma briga desse tamanho requer muito comprometimento e energia. Era uma briga que Zack não estava mais disposto a comprar. Não naquele momento, por maior que fosse sua devoção aos personagens e ao filme que estava produzindo.

    Epílogo: “Liga da Justiça de Zack Snyder”: O poder do fã e os interesses corporativos.

    Não demorou muito para que os fãs percebessem que a versão de Liga da Justiça que chegou aos cinemas possuía muito pouco (ou quase nada?) da visão original e mesmo das filmagens realizadas por Zack Snyder.

    Desde o lançamento de ‘O Homem de Aço’, mas especialmente após ‘Batman vs. Superman’ e, posteriormente, com a trágica saída de Zack Snyder do comando de ‘Liga da Justiça’, uma comunidade imensa e muito engajada de fãs da DC se reuniu em torno do diretor e em defesa da sua visão, mais adulta e reflexiva, dos filmes de super-heróis.

    A partir desse grupo orgânico de pessoas começou a surgir um movimento na internet, inicialmente com o impulsionamento da hashtag #ReleaseTheSnyderCut (#LiberemOCortedoSnyder, em tradução livre), com o intuito de chamar a atenção da Warner Bros. para o desejo dos fãs em verem a versão do diretor original do filme.

    O movimento que no princípio foi tomado como piada e um burburinho inócuo, passou a ganhar tração com o passar do tempo, à medida que os fãs não abdicaram da ideia. Isso fez com que, em 2019, dois anos após o lançamento do filme nos cinemas, até mesmo estrelas do filme, como Gal Gadot (Diana Prince/Mulher-Maravilha) e Ben Affleck (Bruce Wayne/Batman) entrassem na campanha #ReleaseTheSnyderCut.

    As ações não pararam por aí. Os fãs que movimentavam a hashtag e mantinham a chama de esperança acesa de um dia terem acesso à versão original do filme, utilizando em diversas oportunidades a ferramenta de crowdfunding, as populares vaquinhas da internet, para patrocinarem ações por vezes ousadas, como sobrevoar um avião com uma faixa que continha os dizeres “WB #LanceOSnyderCut de Liga da Justiça” sobre a Comic-Con de San Diego (a mais importante do mundo), ou pagarem um anúncio na Times Square de Nova Iorque solicitando o lançamento do filme. Os fãs também fizeram pesadas campanhas de arrecadações de fundos para a AFSP, a Fundação Americana de Prevenção ao Suicídio, na tradução da sigla em inglês, como forma de prestar solidariedade ao diretor após o falecimento de sua filha durante as filmagens do longa.

    Avião sobrevoa a San Diego Comic Con com uma faixa: “WB #LiberemOCortedoSnyder de Liga da Justiça”.

    Durante muito tempo o SnyderCut permaneceu como uma espécie de “lenda” na internet. Enquanto vários acreditavam verdadeiramente que o filme permanecia no limbo em alguma gaveta da Warner, outros tantos viam com ceticismo a possibilidade de um dia ele realmente ser lançado. Entretanto, o próprio diretor Zack Snyder, através de seu perfil na rede social Vero, contribuía para a manutenção do movimento ao liberar a conta-gotas imagens exclusivas do set de filmagens de Liga da Justiça. Em certo momento, o ator Jason Momoa (Arthur Curry/Aquaman) chegou a afirmar que tinha tido o privilégio de assistir a versão do diretor e que era “totalmente diferente” do que havíamos recebido no cinema.

    Anúncio do movimento #ReleaseTheSnyderCut na Times Square, um dos locais mais movimentados de Nova Iorque.

    Enquanto as dúvidas sobre a existência de uma versão completamente diferente do filme ficavam cada vez menores,  foi apenas em maio de 2020, em uma watchparty de ‘O Homem de Aço’ que contou com as ilustres presenças de Henry Cavill e Zack Snyder, que o lançamento do SnyderCut foi finalmente confirmado pelo diretor, planejado para chegar aos fãs através da HBO Max, novo serviço de streaming que a WarnerMedia estava em vias de disponibilizar ao público.

    Embora o movimento e insistência dos fãs tenham sido essenciais para tornar o SnyderCut uma realidade, é importante entender o contexto que permitiu que isso acontecesse. O lançamento da HBO Max não seria tarefa fácil para a Warner, que mesmo sendo uma gigante de conteúdo precisaria se posicionar em um mercado que já contava com outros serviços de streaming bem estabelecidos, em especial Netflix, Amazon Prime e Disney+. Dessa forma, a Warner aproveitou com maestria a paixão dos fãs, apelando para movimentos organizados, como o #ReleaseTheSnyderCut, ou a nostalgia, com o anúncio do tão aguardado Friends Reunion, trazendo de volta o elenco original da aclamada série dezessete anos após a veiculação de seu episódio final. Tacadas como essa fizeram a HBO Max chamar a atenção do público e a Warner conseguiu o que precisava.

    De toda forma, após anos de espera e de campanhas incessantes pelo lançamento da versão de Zack Snyder de Liga da Justiça, o diretor garantiu um orçamento de US$70 milhões para finalizar os efeitos visuais e realizar filmagens e gravações de diálogos necessários para entregar seu corte do filme, disponibilizado em uma versão de 4h:02min que chegou ao serviço de streaming em 18 de março de 2021. Evidentemente o fornecimento desse orçamento generoso para a finalização do longa não veio sem uma forte barganha do diretor, que chegou a relatar que a oferta inicial da Warner era lançar o SnyderCut em estado bruto, sem trilha sonora, efeitos visuais e sem tratamento de cor. “Oferta” felizmente rechaçada pelo diretor.

    Dispensa dizer que o SnyderCut de Liga da Justiça é um filme completamente diferente da versão que vimos no cinema, evidentemente muito melhor em todos os aspectos, embora o núcleo da história seja o mesmo: Lobo da Estepe como vilão, Caixas Maternas centrais à trama, jornada para trazer o Superman de volta à vida. Entretanto, o SnyderCut de Liga da Justiça é um filme sem pressa, que dá tempo aos seus personagens, que trata a história de cada um deles com respeito e permite que todos sejam importantes à sua própria maneira. Sugiro àqueles que buscam uma análise mais aprofundada sobre a versão de Zack Snyder de Liga da Justiça a leitura da crítica de Ricardo Santos, escrita para o Terraverso. Ele resume o significado desse filme melhor do que eu jamais seria capaz de fazer: “‘Liga da Justiça Snyder Cut’ existe por nós, por Autumn, por Ray Fisher, por todos e para aqueles que acreditam que a Era dos Heróis voltou”.

    Considerações Finais.

    Como tentei demonstrar nestes dois textos, a história de Zack Snyder dentro da Warner, em especial na DC Filmes, está longe de ser trivial, cheia de altos e baixos, percalços, pressão, sucessos e, para alguns, fracassos. Nada disso muda o fato de que o controverso diretor deixou sua marca registrada na história destes personagens e muito do que ele construiu permanecerá como legado, mesmo que o estúdio tente fazer de tudo para que ele seja esquecido.

    Zack Snyder teve a ideia de escalar Ben Affleck como Batman, uma decisão intensamente criticada à época, mas que rendeu uma versão mais velha e descrente do Morcego de Gotham, muito inspirada na visão clássica de Frank Miller e que acabou conquistando uma legião de fãs. Foi também ele quem escalou a quase desconhecida Gal Gadot para o papel de Mulher-Maravilha, e Jason Momoa para o papel de Aquaman, ambos também muito criticados precocemente. Hoje, Gal Gadot se transformou na personificação da Mulher-Maravilha, tornando a personagem ainda mais popular e fonte de inspiração para uma legião de meninas no mundo todo. Jason Momoa, que nasceu no Havaí e tem profunda intimidade com o mar desde criança, além de seu enorme carisma, se mostrou uma escolha profundamente acertada para o papel de Aquaman. Tanto a Mulher-Maravilha, quanto o Aquaman escolhidos por Zack Snyder já renderam alguns bilhões para os cofres da Warner em seus filmes solo.

    Recentemente a AT&T, atual detentora da WarnerMedia, anunciou ter aceito uma proposta de US$43 bilhões para uma fusão entre a WarnerMedia e a Discovery. Na prática isso tira a Warner Bros. do guarda-chuva de uma empresa de telecomunicações e a coloca de volta sob o comando de uma empresa de entretenimento. O que em um primeiro momento pareça algo desimportante, apenas negócios, pode na realidade ter implicações interessantes em como os assuntos são tratados internamente na empresa.

    WarnerMedia e Discovery formarão um novo conglomerado voltado para o entretenimento.

    À luz dessa notícia, o colunista da Forbes, Mark Hughes, defendeu em um artigo que a Warner-Discovery deveria investir na continuação da visão de Zack Snyder para o universo compartilhado de super-heróis da DC, o que vem sendo chamado de SnyderVerso. Hughes argumenta que isso seria uma “decisão mercadológica e artisticamente correta” e que isso “demonstraria a ideia da habilidade dos conteúdos da DC em construir diferentes cantos da sua abordagem do ‘Multiverso’ e continuar produzindo conteúdo premium exclusivo que atraia a base de fãs estabelecida, bem como novos assinantes”. O colunista destaca ainda que o lançamento poderia ser feito na forma de filme ou minissérie para a HBO Max, de forma híbrida com o cinema, ou mesmo na forma de animação.

    Mark Hughes possui ampla experiência e conhecimento sobre como funciona o mercado do entretenimento e acredito que o fato de ter escrito essa coluna indica que ele realmente vislumbra a possibilidade de uma nova mudança de rumos para os lados da Warner Bros. De qualquer forma, devo ressaltar que permaneço cético diante de tal possibilidade, uma vez que o restabelecimento do SnyderVerso envolve muitas questões que não são apenas mercadológicas, como ele próprio destaca em sua coluna.

    Entre elas está o casal Zack e Deborah Snyder. Estariam eles dispostos a novamente trabalhar com a Warner após todos os acontecimentos que ganharam o conhecimento do público? Dada a paixão de Zack pelos personagens, dentro de certas condições, acredito que essa situação poderia ser contornada.

    De outro lado, estariam os alto-executivos da Warner dispostos a deixarem de lado seus egos e voltarem atrás em sua decisão de afastar o diretor dos planos futuros de seu universo compartilhado da DC? Esse é um aspecto muito mais delicado de se resolver, uma vez que Zack Snyder não poupou o estúdio de ácidas e duras críticas antes, e especialmente após, o lançamento de sua versão de Liga da Justiça.

    Por fim, estariam as estrelas do filme dispostas a se comprometerem a contratos de longo prazo para talvez interpretarem diferentes versões dos mesmos personagens em linhas do tempo alternativas? Enquanto Gal Gadot e Jason Momoa parecem bastante satisfeitos em darem vida à Mulher-Maravilha e ao Aquaman pelos anos que virão, o veterano Ben Affleck não demonstra possuir a mesma intenção e deve interpretar o Batman pela última vez no vindouro The Flash, que chegará aos cinemas em novembro de 2022. Filme esse, aliás, que tudo indica deverá dar um reset no universo compartilhado da DC nos cinemas.

    Investir na finalização de um filme praticamente pronto, que havia se tornado uma lenda da internet e que organicamente movimentava uma base gigantesca de fãs obcecados, ao mesmo tempo que precisava gerar buzz para seu novo serviço de streaming, era uma decisão que fazia total sentido. Porém, se comprometer em longo prazo com uma visão de universo que o estúdio amplamente demonstrou não acreditar mais, me parece um passo que a Warner Bros. não está disposta a dar.

    Se a campanha #RestoreTheSnyderVerse terá o mesmo sucesso e perenidade da #ReleaseTheSnyderCut só o tempo dirá. Estive errado uma vez e, não se enganem, adoraria estar errado novamente.

    Batgirl | Personagem ganha novo traje nos quadrinhos

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    A Batgirl da Barbara Gordon está de roupa nova! O artista Bruno Redondo revelou os detalhes do novo traje da Batgirl nos quadrinhos. Confira:

    “Ei, aqui está o novo design da BATGIRL! Ele aparecerá nas próximas edições do Asa Noturna, junto com o evento ‘FEAR STATE’, espero que gostem :)” disse o ilustrador.

    O escritor da HQ do Asa Noturna, Tom Taylor, revelou as capas que se conectam do título “Asa Noturna #84, 85 e 86” – parte do enredo da Bat-família no crossover ‘Fear State’. Confira:

    “Estreando um traje totalmente novo da Batgirl Barbara. Steph e Cass como Batgirl’s. Tim Drake. E o ajudante do Asa Noturna, Batman, até faz uma aparição na arte conectada de Bruno_Redondo para “Asa Noturna #84, 85 e 86”. disse Taylor.

    Novos trajes podem significar uma nova série regular da Batgirl (ou Batgirls)? Não, mas com certeza não restringe as expectativas. Vamos aguardar!

    As publicações do arco “Fear State” iniciam em setembro, nos EUA. E no título do Asa Noturna, teremos a Barbara Gordon vestindo seu novo uniforme para enfrentar uma nova vilã…a Anti-oráculo.

    Batwoman | Renne Montoya e outros 2 novos personagens são confirmados na nova temporada

    No domingo, 27 de junho, foi ao ar o último episódio da segunda temporada de ‘Batwoman‘. O 2° ano da série encerrou a história envolvendo Kate Kane (Wallis Day), que assim como seu pai, Jacob Kane (Dougray Scott), não estará no próximo ano da produção e atribuiu à Ryan o título definitivo de Batwoman. As últimas cenas da temporada ainda reservaram uma surpresa para Ryan, a revelação, por meio de Alice (Rachel Skarsten), de que sua mãe biológica não morreu no parto e está viva. Algo que certamente deverá ser abordado quando ‘Batwoman’ retornar.

    De acordo com as informações divulgadas pelo The Illuminerdi, três novos personagens serão introduzidos no próximo ano, sendo Jada Jet, Marquis Jet e a já conhecida do público, Renee Montoya. A descrição dos personagens diz que Jada Jet é  uma mulher negra entre os quarenta e os cinquenta anos. Ela é a CEO da Jet Industries, uma mulher apaixonada e poderosa que trabalhou seu caminho até o topo. Jada é excepcionalmente protetora com seu filho imprudente e às vezes ameaçador, Marquis. Ela tem um passado profundo que a forçou a desistir de seu primeiro filho e, embora tenha um bom coração, fará de tudo para proteger sua família.

    Marquis Jet ” é filho de Jada, um homem negro na casa dos 20 anos. Descrito como “um playboy sexy”, Marquis cresceu em um estilo de vida luxuoso, charmoso demais para seu próprio bem, ele ostenta seu poder com a atitude de um canalha. Quando criança, teve um desentendimento com um dos vilões mais perigosos do Batman e sua personalidade mudou para sempre, fazendo com que ele se deliciasse com o sofrimento e o terror dos outros, o que só podem ser controlado por sua mãe. Marquis esconde sua malícia por trás do humor, mas ele é alguém que não deve ser contrariado. Imprudente, volátil e com tendência para atacar quando disparado.

    Pelo fato de que Jada Jet foi forçada a desistir de seu filho mais velho, ou filha, podemos teorizar que ela seja a mãe biológica de Ryan Wilder e adicionar a isso um irmão volátil incluirá elementos que podem trazer um drama familiar para Batwoman, desta vez centrada em Ryan, que cresceu em lares adotivos antes de ser adotada por Cora Lewis. Poderíamos até mesmo mencionar que o enredo, em algum momento, poderá colocar a Batwoman contra Marquis, assim como a dinâmica que envolvia Kate e Alice nos anos iniciais da série, além disso, podemos imaginar que Ryan na verdade seja uma das herdeiras de uma grande empresa.

    O portal ‘The Illuminerd’ ainda compartilhou uma audição para o papel de Jada:

    https://www.youtube.com/watch?time_continue=18&v=OdreMtI0T5s&feature=emb_logo

    Renee Montoya, já conhecida do público, também entrará na terceira temporada de Batwoman. Eles estão procurando uma atriz Latina ou Afro-Latina na casa dos 30 anos para interpretar Renee. Descrita como uma ex-oficial do GCPD que deixou o departamento devido ao tratamento dado aos cidadãos marginalizados de Gotham. A personagem estará em uma missão pessoal e enigmática de limpar as ruas de Gotham da maneira certa por todos os meios necessários.

    Espera-se que a terceira temporada de Batwoman comece a ser produzida neste mês em Vancouver, com data de estreia em 13 de outubro de 2021.

    [Via: The Illuminerdi].

    The Flash | Vídeo promocional revela artes conceituais do filme

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    Um vídeo promocional vazado do filme The Flash, sugere que pelo menos mais um herói está se juntando ao projeto.

    O teaser apresenta uma arte conceitual para retratar alguém sentado ao lado de Barry Allen no Batmóvel dirigido pelo Batman de Michael Keaton. No entanto, o rosto do personagem está bloqueado com uma placa de “Alerta de spoiler”.

    Após essa cena, temos o Flash e o Batman em um viaduto enquanto a Supergirl sobrevoa. Ao lado dos heróis no chão, aparece outro personagem cujo rosto está coberto com a placa “Alerta de spoiler” e parece estar segurando uma espada e um escudo, ao estilo Mulher-Maravilha. Não está claro se é ela ou outra pessoa… ou ainda a mesma pessoa presente no Batmóvel. Confira o vídeo:

    https://twitter.com/naliato/status/1410261747651522562

    Dirigido por Andy Muschietti e com o roteiro de Christina Hodson, ‘The Flash’ é estrelado por Ezra Miller, Michael Keaton, Ben Affleck, Sasha Calle, Kiersey Clemons, Ron Livingston, Maribel Verdú, Saroise-Monica Jackson e Rudy Mancuso.

    O filme tem previsão de estreia nos cinemas para o dia 4 de novembro de 2022.

    Zack Snyder | Uma história em cinco atos: ascensão, queda e ressurgimento na DC Filmes [Parte 1 de 2]

    Zack Snyder é um personagem complexo, um cineasta de assinatura forte e característica, que divide opiniões. Zack é também um personagem polarizador; nada que se refere a ele é, em geral, tratado com parcimônia. É oito, ou oitenta. Amor ou ódio. Não há meio termo, do jeito que a internet gosta.

    Quem estuda a criação de narrativas e roteiros, em especial no cinema e teatro, está acostumado a subdividir uma trama em três atos. A origem dessa subdivisão é antiga, surge com Aristóteles na Grécia antiga, quando o filósofo se propõe a estudar a estrutura das apresentações realizadas nos anfiteatros, identificando pontos em comum. Dessa forma, no livro “A Poética”, Aristóteles subdivide as tramas em prólogo, episódio e êxodo. Mais modernamente, chamamos esses três atos de apresentação, desenvolvimento e resolução. Entretanto, como tudo que envolve Zack Snyder, a história de sua relação com a Warner e seu envolvimento com os super-heróis da DC não cabe em um formato convencional. Por isso, separo as duas partes desse texto em cinco atos.

    Prólogo: “300” e um fenômeno no holofote.

    No longínquo ano de 2006 estreava o filme “300”, uma adaptação cinematográfica dos quadrinhos ilustrado por Frank Miller, que conta a história de Leonidas de Sparta e a heroica batalha de Thermopylae. O filme foi dirigido por Zack Snyder, que acabara de entregar o lucrativo Madrugada dos Mortos para a Universal.

    Em “300”, se iniciava a longa relação de Zack Snyder com a Warner Bros. O filme carrega tudo aquilo que se tornou famoso na assinatura do diretor: as câmeras lentas, os enquadramentos que colocam os personagens em perspectivas divinas, o despudor com que a violência é retratada, entre outros.

    Zack Snyder no set de “300”.

    O sucesso foi incontestável. Com um orçamento de apenas US$65 milhões, Zack Snyder entregou à Warner uma bilheteria de US$456 milhões. Sete vezes mais, uma verdadeira galinha de ovos de ouro.

    Nos sete anos que separam o lançamento de “300” e “O Homem de Aço”, o ponto de partida do universo compartilhado da DC, Zack Snyder dirigiu outros três filmes: Watchmen, A Lenda dos Guardiões e Sucker Punch. Todos para a Warner.

    Primeiro ato: “O Homem de Aço” e o primeiro contratempo.

    O ano era 2013. Desde 2008 a Warner via sua concorrência ganhar vários milhões de dólares todos os anos ao colocar em marcha um ambicioso projeto de universo compartilhado de super-heróis, com filmes e datas anunciadas a perder de vista, mesmo sem contar com os direitos cinematográficos de muitos de seus principais personagens.

    A Warner, que detém os direitos de adaptação dos maiores heróis dos quadrinhos, estava ficando para trás. Então, se preparava para lançar o filme que viria a se tornar o pontapé inicial de seu próprio universo unificado: O Homem de Aço. O homem escolhido para levar a cabo a ideia? Zack Snyder.

    Zack Snyder no set de “O Homem de Aço”.

    Era uma escolha óbvia. Zack possuía já longa e boa relação com o estúdio, não havia muito tempo que o diretor tinha entregue Watchmen, adaptando a obra dos super-heróis distópicos de Alan Moore com boa recepção dos fãs da obra original, apesar de algumas liberdades criativas que foram tomadas. Ávido leitor de quadrinhos e fã dos heróis da DC Comics, Zack Snyder foi visto como uma escolha certeira não apenas para dirigir o filme, mas para arquitetar todo o início de um universo que se seguiria.

    O resultado final, entretanto, dividiu opiniões de fãs e da crítica “especializada”. O resultado financeiro também não foi de encher os olhos, entregando uma bilheteria de US$668 milhões frente a um orçamento de US$225 milhões, uma margem de cerca três vezes maior. Lucrativo? Sim, mas os executivos sempre esperam mais quando se coloca em tela um dos maiores ícones da cultura pop, há tanto tempo afastado das telonas. Além de tudo, a comparação com o sucesso estrondoso de 300 era simplesmente inevitável.

    As críticas negativas ao filme se devem em grande parte ao tom empregado pelo diretor e o contraste disso com a contraparte de Kal-El nos quadrinhos. O herói que sempre foi visto como o farol de esperança da humanidade, um ícone para nos inspirar, é retratado como um homem claudicante, que tem dúvidas, medos, angústias. O que faz parte da construção narrativa do personagem, evidentemente.

    A ação é muito bem entregue no filme, com boas tomadas e o uso de muitas das ferramentas pelas quais Zack é conhecido. Outro grande alvo de críticas do filme é seu encerramento; o final do confronto entre o Superman e o General Zod é dramático e força  Clark Kent a fazer uma escolha impossível: seu conterrâneo ou uma família ameaçada pela visão de calor do kryptoniano. Kal-El opta pelos segundos, sendo forçado a assassinar o General.

    A questão que se colocava era: um Superman capaz de matar pode se tornar um símbolo de esperança para a humanidade?

    Segundo Ato: “Batman vs. Superman – A Origem da Justiça”, o começo do fim?

    “Quero que você se lembre, Clark. Em todos os anos que virão, nos seus momentos mais íntimos. Quero que se lembre da minha mão em sua garganta. Quero que se lembre do único homem que te derrotou”.

    Foi assim, com uma citação direta a “O Cavaleiro das Trevas”, de Frank Miller, que o ator Harry Lennix (General Swanwick/Caçador de Marte) ajudou o diretor Zack Snyder a anunciar a continuação de Homem de Aço na San Diego Comic Con de 2013, poucos dias após a estreia do filme nos cinemas. 

    Em março de 2016, pela primeira vez o público teria a oportunidade de ver não apenas o encontro cinematográfico entre os titãs, Batman e Superman, mas o confronto entre eles, diretamente inspirado em um dos maiores clássicos dos quadrinhos da DC Comics. E não pararia por aí, o filme também traria a icônica e inesquecível introdução da Mulher-Maravilha nesse universo e contaria com participações breves do Aquaman e Flash, plantando sementes para o futuro Liga da Justiça.

    Zack Snyder no set de Batman vs. Superman.

    O simples anúncio de Batman vs. Superman fez com que a Marvel Studios repensasse o rumo do seu universo compartilhado, conforme declarado pelos diretores/irmãos Joe e Anthony Russo em entrevista ao Business Insider .

    “Quando eles [Warner Bros.] anunciaram Batman vs. Superman, [Kevin Feige] disse ‘vocês têm toda razão’. Nós tínhamos que fazer algo desafiador com o material, ou iríamos perder a audiência.”, disseram.

    Zack Snyder entretanto resolveu trilhar um caminho diferente da concorrência em termos de estrutura. Em vez dos personagens serem apresentados individualmente em seus próprios filmes e, posteriormente, reunidos em um mesmo longa, tudo isso seria feito em apenas um filme, que ainda assim deveria parar em pé em termos narrativos. Isso é plenamente possível de ser executado, desde que se dê tempo de tela aos personagens.

    Como ele próprio admite, Zack Snyder não pode ser acusado de fazer filmes curtos; já a Warner não embarcou muito na ideia. A justificativa é sempre mercadológica: um filme longo é exibido menos vezes no cinema ao longo do dia, logo, tende a ser menos lucrativo.

    A partir daí Zack Snyder, que já sofria pressões internas pelo tom soturno e pessimista que estava empregando ao Universo Compartilhado e já atraia olhares desconfiados da “crítica”, passou a enfrentar outro grande problema para as suas histórias: a tesoura.

    A Warner carrega certa fama de ser um estúdio que dá liberdade criativa aos seus diretores, mas os fãs da DC Comics aprenderam na prática que essa liberdade vai apenas até a página três. Convicta de que um corte menor teria um melhor desempenho na bilheteria, a Warner forçou o lançamento de uma versão teatral de 2h:31min.

    Muitas das críticas negativas que Batman vs Superman sofreu se originam desse fato; vários se referem ao filme como “confuso”, “desconexo” ou “desconjuntado”. Devo ressaltar que me incluo fora dessa lista; penso que o filme é perfeitamente compreensível na motivação dos seus personagens com as 2h:31min que nos entregaram no cinema.

    De qualquer forma, os mais de 30 minutos adicionais de cenas incluídos na versão Ultimate do filme fazem muito bem para a trama, adicionando maior profundidade aos personagens e à construção do conflito entre Bruce Wayne e Clark Kent, fazendo com que vários dos que criticaram a versão lançada nos cinemas acabassem voltando atrás.

    Capa de Batman vs. Superman – Ultimate Edition.

    O pedido de desculpas, entretanto, chegou tarde. A enxurrada de críticas negativas que em certo momento saíram do plano profissional e partiram para ataques pessoais ao diretor, aliada à obsessão criada por “notas” em sites de análise como Rotten Tomatoes, MetacriticCinemaScore, entre outros, certamente prejudicaram o desempenho do filme em termos de bilheteria, finalizando sua exibição em US$873 milhões, frente a um orçamento de US$250 milhões.

    Dizer que Batman vs. Superman deu prejuízos ao estúdio seria brigar com a matemática, mas os executivos esperavam mais. Esperavam a marca do bilhão. Afinal de contas, poucos anos antes a trilogia O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan rendera à Warner polpudos US$2,46 bilhões, com os dois últimos filmes ultrapassando a marca de US$1 bi. Reunir a Trindade da DC em tela, de forma inédita, e não corresponder com as cifras esperadas foi visto por muitos como um grande fracasso.

    Apesar dos problemas que alguns insistem em enxergar, posso falar com tranquilidade que Batman vs. Superman é um dos meus filmes de super-heróis favoritos. Ademais, nada muda o fato de que esse longa nos brindou com a melhor cena de ação do Batman já filmada, além da icônica frase “você sangra? e da emblemática e inesquecível cena da Martha, que ainda há de render discussões por muito tempo.

    Na Parte 2 desse texto abordo os percalços de Liga da Justiça, o movimento #ReleaseTheSnyderCut até o lançamento da versão do diretor, os legados do Snyderverso e as possibilidades de continuação dessa linha temporal.  -Confira neste link-.