Início Site Página 101

Lanterna Verde | Hal Jordan e a viagem psicodélica no Multiverso

0

O universo da Tropa Esmeralda é um lugar de infinitas histórias, na verdade, o universo cósmico da DC é rico em diversos aspectos. De deuses em uma guerra milenar a tropas que usam as emoções como armas, encontramos muitas tramas que apenas aguardam para ser contadas e, dessa forma, vemos um pouco destas narrativas em Lanterna Verde, escrita por Grant Morrison e desenhada por Liam Sharp.

Lançada entre novembro de 2018 e outubro de 2019, com 12 edições ao todo, além de uma edição anual. A série escrita por Morrison ganhou também um spin off chamado de Lanterna Verde: Blackstars, e seus eventos ocorrem na primeira temporada, com uma segunda temporada publicada entre 2020 e 2021.

A história não tem exatamente uma aventura linear, são diversas aventuras do personagem a medida que precisa cumprir o seu dever como um membro da Tropa dos Lanternas Verdes, conversando de forma sútil com acontecimentos do universo DC, como O Relógio do Juízo Final e Noites de Trevas: Death Metal. Ao ter esta experiência literária, posso dizer que é agradável ver uma história em que o Hal Jordan não é o causador dos problemas e sim a solução.

Além das histórias citadas, outros elementos também são utilizados. Um deles é o conceito de anti-matéria, que funciona como um contexto maior das histórias abordadas na primeira temporada e na conclusão destes eventos recentes, mostrando que Morrison continua com seu talento de combinar elementos diversos da editora de forma afiada, nos brindando com grandes momentos ao longo de sua narrativa.

Nesta minissérie, como leitor, fiquei muito empolgado ao ler uma aventura em que Hal Jordan é valorizado como personagem, com seu passado utilizado como referência para que ele seja o herói certo para determinado serviço. Morrison coloca de forma inteligente as referência a própria mitologia do Lanterna, tanto os grande momentos de sua carreira como patrulheiro do Setor 2814, como as suas falhas quando assume o papel de Blackstar Parallax no título spin off da obra, relembrando o momento mais delicado de sua carreira heroica, além de outras referências como o seu período como Espectro.

Me recordo que quando foi anunciada esta história, se dizia que o foco era exatamente o herói como um policial espacial, e Morrison entrega essa premissa, nos mostrando não só como Jordan é um personagem que ainda pode nos render bons momentos como Lanterna no universo, mas que ele também é vital para manter a ordem. A edição cumpre a proposta de uma aventura policial, consegue trazer momentos divertidos, engraçados e emocionantes como as participações de personagens conhecidos por terem laços estreitos de afeto com Hal, como o Flash Barry Allen e Oliver Queen, o Arqueiro Verde.

Como dito anteriormente, são diversas aventuras do Cavaleiro Esmeralda pelo universo e muito além, elementos que destacam a criatividade de Morrison. O início mais convencional me surpreendeu inicialmente, pelo simples fato do convencional não ser uma marca registrada do roteirista, mas, a medida que a minissérie progredia, vemos como o universo além de ter muitas histórias e conflitos pode ser o lugar que encontraremos o estranho e diferente.

Neste ponto, a química entre o roteirista e o desenhista Liam Sharp funciona muito bem, com seu traço dialogando perfeitamente com o roteiro, apresentando novas raças de escolhidos do anel esmeralda, explorando planetas longínquos e uma viagem pelo Multiverso, conhecendo outros tipos de Lanternas.

Muitas viagens interplanetárias, multiversais e até mesmo Hal Jordan dando voz de prisão a deus, ou alguma coisa parecida com isso…. “Lanterna Verde” de Grant Morrison é um ode a todo o caminho que já foi trilhado pelo cavaleiro esmeralda, mostrando que ele ainda tem fôlego para continuar mantendo a paz no universo, na Terra e aonde mais for necessário, sendo a presença de quem é capaz de superar o grande medo.

Nota: 50/52 – Ótimo.

Stargirl | Geoff Johns fala sobre o que esperar da segunda temporada da série

0

A segunda temporada de Stargirl, que estreia no dia 10 de agosto na The CW, trará alguns desafios para a Sociedade da Justiça da América, dentre eles novos aliados e inimigos. Sobre o segundo ano da produção, o produtor Geoff Johns falou sobre o que esperar em conversa com a SFX Magazine.

O grande vilão da temporada será o Eclipso. Conhecido por ser uma criatura maligna, capaz de possuir indivíduos que entram em contato com fragmentos de seu diamante negro, Eclipso representa a corrupção, o ódio e a vingança. Mas seu verdadeiro dom, na realidade, consiste em explorar as fraquezas e a dor profunda das pessoas.

“Eclipso é bastante formidável e só tem a ver com escuridão, o que é ótimo para enfrentar alguém que só fala sobre luz, como Courtney e a Sociedade da Justiça.”, explica Johns. “Existem essas ideologias, poderes e impulsos conflitantes que realmente ajudam a gerar fortes histórias emocionais, que desafiam cada um de nossos personagens individualmente. Cada um deles passa por algo que é realmente pessoal para eles. Isso é o que Eclipso faz de melhor. Ele torna as coisas muito pessoais. Ele vira pedras que você pode não querer que ele vire.”- disse Geoff

Mas nem todas as notícias são ruins, Courtney e a Sociedade da Justiça encontrarão pelo seu caminho alguns novos aliados… mesmo que comecem com o pé errado. Por exemplo, Jade, a filha do Lanterna Verde Alan Scott (como podemos observar no trailer da temporada), além do velocistas Jay Garrick e o diabinho rosa mágico, Thunderbolt.

 “A segunda temporada nos dá a chance de lidar com os outros dois artefatos que Courtney roubou: a lanterna de Alan Scott e a caneta rosa de Johnny Thunder.”, explicou Johns. “Esses dois elementos entram na história muito cedo. E onde Jade está, seu irmão Obsidian certamente não pode estar muito atrás …Há muito, muito tempo não víamos um personagem empunhar o poder do Lanterna Verde na TV. E o Thunderbolt nunca apareceu na tela antes em live action. Isso também foi um grande desafio.”

Via: [GamesRadar.]

Se você deseja relembrar a história da primeira temporada da série, confira nossa crítica AQUI

Super Amigos | Do cult ao cômico: A história e a relevância da série animada

Procedentes dos pontos mais distantes do universo, encontram-se no grande Hall da Justiça as forças mais poderosas jamais reunidas: O Super-Homem, Batman e Robin, Mulher-Maravilha, Aquaman, os Super Gêmeos Zan e Jayna e o fiel macaco Gleek! Juntos eles lutam pela justiça e paz para a humanidade!

Esse foi o mais célebre texto de apresentação de uma animação, que teve várias encarnações, e que ajudou a consolidar a popularidade dos heróis da DC Comics nos anos 70, 80 e além, cravando uma bandeira definitiva no âmago da cultura pop.

A Liga da Justiça da Filmation.

Super Amigos foi uma série de animação exibida nas manhãs de sábado na rede americana ABC, entre 1973 e 1985. Os personagens da editora já tiveram séries animadas anteriores, como a do Superman dos irmãos Fleischer nos anos 40 e as do estúdio Filmation, no final dos anos 60, que contemplava Superman, Aquaman, Flash, Átomo, Lanterna Verde, Gavião Negro, a Liga da Justiça e uma específica para Batman e Robin.

Em 1969, o estúdio Hanna Barbera lançou Scooby-Doo, Where Are You que acabou sendo um enorme sucesso com um grupo de jovens e um cão falante desvendando mistérios. Em 1972, o desenho ganhou o título de The New Scooby-Doo Movies e em cada episódio haviam convidados especiais (da Família Addams aos Harlem Globetrotters). Uma dessas participações pode ter começado a pavimentar o caminho do que viria ser Super Amigos: Batman e Robin, levando Coringa e o Pinguim como “vilões especialmente convidados”.

Em 1973, Super Friends estreava na rede ABC. Era uma adaptação mais família da Liga da Justiça, tinha personagens que já haviam tido animações populares antes, como Superman, Aquaman, Batman e Robin, com a adição da Mulher-Maravilha. Mas a grande mudança da série foi tirar o foco das HQ’s e seguir uma linha mais Scooby-Doo, tanto que foram incluídos à equipe os sidekicks; Wendy Harris, Marvin White e Wonder Dog. Os inimigos normalmente eram alienígenas ou cientistas querendo dominar o mundo. A série não teve vida longa – apenas 16 episódios – e teve aparições do Arqueiro Verde, do Flash e do Homem-Borracha.

Uma das últimas grandes estações de trem americanas, a Union Terminal, um ícone de Cincinnati e do estilo art déco, foi a inspiração para a arquitetura da Sala da Justiça, a base de operações dos heróis. Hoje o prédio, restaurado em 2018, abriga um complexo de museus. O escritor Brad Meltzer, em seu arco no título Liga da Justiça de 2006, usou a Sala da Justiça com o visual clássico, com algumas atualizações: sendo um projeto do arquiteto e Lanterna Verde, John Stewart.

Cincinnati Union Terminal.

A Sala da Justiça.

A Sala da Justiça na arte de Ed Benes.

Em 2017, o prédio foi utilizado como instalação dos Laboratórios S.T.A.R. no crossover “Invasão!”, com as séries ArrowThe FlashSupergirl e Legends of Tomorrow do canal The CW. Também foi utilizado no final de outro evento das séries do Arrowverso: Crise nas Infinitas Terras. Dessa vez, como a futura base de operações da recém-formada Liga da Justiça.

Apesar de não ter sucesso inicial, um dos méritos da série animada “Super Amigos”, era o design dos personagens desenvolvido por Alex Toth, que já trabalhava com a linha heroica da Hanna Barbera, criando personagens como Space Ghost, Homem-Pássaro, Galaxy Trio, Thundarr o Barbaro, Capitão Caverna entre outros, além de desenvolver o visual de inúmeras animações do estúdio. O artista ao longo dos anos desenhou para várias editoras, inclusive a DC Comics, desenhando o Batman, Lanterna Verde, Canário Negro e Flash.

Design dos personagens por Alex Toth.

Pegando carona no sucesso das séries live action do Shazam, Poderosa Ísis e da Mulher-Maravilha, em 1977 o desenho teve uma nova versão chamada All New Superfriends Hour sem Wendy e Marvin, substituídos pelos alienígenas do planeta Exxor, chamados Super Gêmeos: Zan, Jayna e o macaco Gleek. A diferença principal é que ao contrário dos sideckicks anteriores, os Exxorianos tinham poderes: Zan se transformava em líquido ou qualquer objeto feito de gelo, enquanto Jayna podia assumir a forma de qualquer animal.

O tom das aventuras mudou, trazendo mais ação e com as famosas lições de moral dos desenhos dos anos 70. Uma curiosidade que não era exibida na versão da Rede Globo (emissora que transmitiu todas as séries do Super Amigos no Brasil), eram dicas de segurança, de artesanato, charadas e truques de mágica entre os segmentos do desenho. Isso foi exibido muitos anos depois da transmissão original, quando o desenho esteve no canal Tooncast, nos anos 2000.

Para a temporada 78/79, a série ganhou um segundo seguimento, que talvez seja o mais popular, bem sucedido e cultuado até os dias de hoje: The Challenge Of Super Friends. Consistia nos heróis das duas primeiras séries, sem os Super Gêmeos, com a adição do Flash, Lanterna Verde, Gavião Negro (Homem-Águia na versão brasileira) lutando contra a Legião do Mal, formada por Lex Luthor, Brainiac, Giganta, Arraia Negra, Sinestro, Capitão Frio, Gorila Grodd, Homem-Brinquedo, Charada, Mulher-Leopardo, Bizarro, Espantalho e Solomon Grundy.

O antagonismo não era só nos arqui-inimigos, mas também na base dos vilões. Enquanto a Sala da Justiça tinha tons claros e um cenário com céu azul e ensolarado, o quartel general da Legião se situava em um pântano soturno e tinha um formato de elmo robótico que remetia ao personagem Darth Vader, de Star Wars. No original -em inglês- Hall Of Justice para os heróis, e Hall Of Doom para os vilões.

Hall of Doom.

Nessa versão da animação, foram criados heróis especificamente para o desenho, buscando maior representatividade étnica, com um negro, um oriental e um indígena, respectivamente Vulcão Negro (criado devido à uma disputa judicial na época entre o criador do Raio Negro e a DC) com poderes elétricos, Samurai, que se transformava em elementos como vento e fogo e o Chefe Apache, que ao proferir as palavras Eh-neeek-chock, ficava gigante.

Samurai

Vulcão Negro

Chefe Apache

Em seguida o desenho mudou para The World’s Greatest Super Friends (com os Super Gêmeos de volta). Em 1980 e 1981 o show voltou a ter o nome simplesmente de “Super Friends” e nele foi introduzido um outro herói criado pela Hanna Barbera, El Dorado, que era hispânico e possuía a habilidade de se tele transportar e criar ilusões. Essa temporada unia episódios novos com seguimentos utilizados em temporadas anteriores. Vale salientar que todas as tentativas de diversidade étnica em Super Amigos, eram estereotipadas e superficiais, consideradas ofensivas nos dias de hoje.

A série teve a sua primeira linha de quadrinhos publicada entre 1976 e finalizando justamente no ano de 1981, incluindo 47 edições regulares e 2 especiais. A revista adaptava as aventuras do desenho, que se localizavam fora da cronologia pré-crise da DC Comics e não é considerada parte do cânone dos personagens.

Nesse período, a equipe também contava com o Átomo, Mulher-Gavião (Mulher Águia na versão do Brasil) e Rima, a garota da selva. Essa personagem estreou no romance vitoriano, Green Mansions: A Romance of the Tropical Forest, de W.H. Hudson, sobre uma garota que fazia parte de uma tribo perdida dentro das selvas da América do Sul. A DC Comics decidiu fazer uma série de quadrinhos baseada em Rima e a lançou em 1974. Ela apareceu em 3 episódios, podia se comunicar com os animais da selva, era uma grande lutadora e uma ótima rastreadora. Sua introdução na produção foi mais uma tentativa do estúdio de animação em ter mais diversidade na equipe, dessa fez focando no público feminino.

Rima, a garota da selva.

Em 1982 e 1983, a série teve outra encarnação com o nome The Best of Super Friends. Em 1984, outra mudança de nome e foco. Agora o título era Super Friends: The Legendary Super Powers. Nessa versão, o principal vilão era o Darkseid (uma das maiores contribuições de Jack Kirby em seu período na DC) e introduziu o personagem Nuclear na equipe. Brainiac também aparece na série com seu visual atualizado, seguindo as HQ’s. Sai o humanoide e entra o corpo com estilo mais robótico, simular à um esqueleto, inclusive com a famosa “nave caveira”.

A Kenner lançou uma linha de brinquedos baseada nessa fase da série e se chamava justamente Super Powers Collections. Figuras de ação e veículos bem fieis ao design da animação, que fizeram grande sucesso e foram licenciados no Brasil pela Estrela.

A coleção Super Powers.

Os executivos da ABC não entendiam nada de quadrinhos, e isso se mostra em duas situações curiosas que ocorreram nos bastidores. Quando Darkseid seria apresentado na série, a rede de TV queria mudar o nome do personagem, pois tinham receio de ofender telespectadores alemães ou de origem alemã.

O personagem além da obsessão pela dominação da Terra e destruição dos Super Amigos, também queria ter a Mulher-Maravilha como sua esposa em Apokolips (fato totalmente inexistente nas HQ’s). É de conhecimento que o visual do Nuclear tem labaredas saindo de sua cabeça, porém, o personagem teve que ser redesenhado tantas vezes, que o visual ficou parecendo o da tocha da Estátua da Liberdade. Os executivos temiam por crianças atearam fogo em seus próprios cabelos para se parecerem com o personagem. Uma outra curiosidade é que, no original, Adam West, o Batman da série de TV de 1966, dublava o Homem-Morcego nessa versão da série.

Designs de Nuclear.

Uma segunda série de quadrinhos, derivada da animação, foi lançada com o nome de Super Powers. Foram 3 minisséries com alguns atrativos aos colecionadores de HQ’s. O volume 1 foi lançado em 1984, com roteiro de Joey Cavalieri e arte de Adrian Gonzales nas quatro primeiras edições. O argumento, as capas e a arte da quinta edição, ficaram a cargo simplesmente do gênio da nona arte, Jack Kirby.

Como criador do Quarto Mundo, Kirby estava totalmente familiarizado a personagens como Darkseid, por exemplo. O volume 2, de 1985, tinha seis edições e foi escrito por Paul Kupperberg (da 1ª versão de Checkmate) com arte de Kirby, que dividiu as capas com Greg Theakston. Kupperberg também escreveu o volume 3, lançado em 1986, dessa vez com outra lenda cuidando da arte, o grande Carmine Infantino, um dos principais artistas da Era de Prata da DC Comics.

Em 1985, a animação passa por mais mudanças. O nome agora é The Super Powers Team: Galatic Guardians e o design dos personagens passa a ser baseado no de José Luis García-López, que além de ilustrar HQ’s da DC, é responsável pelo guia de estilo da editora e por inúmeras peças de merchandising.

Agora, a Sala da Justiça ganha contornos mais contemporâneos. Darkseid ainda é o vilão principal, mas outros vilões clássicos também são ameaças nessa temporada, como a Gangue Royal Flush e Felix Fausto. Cyborg, originalmente membro dos Novos Titãs nos quadrinhos, passa a ser um dos membros da equipe. Alguns temas mais sérios do cânone dos personagens são abordados, como a morte dos pais de Bruce Wayne em um episódio em que o Espantalho é o vilão. No final da temporada, a Liga tem que lidar com a morte do Superman por envenenamento com Kryptonita (se você não conhece essa história, procure por Superman #149 de 1961).

O novo design da Sala de Justiça.

O desenho foi cancelado em setembro de 1986, contabilizando 109 episódios em 9 temporadas, mas mesmo com seu tom mais ingênuo e que, seria tratado como datado nos dias de hoje, teve efeitos definitivos no universo cult, em animações, séries, HQ’s e em muitos fãs. Muitas crianças (como eu por exemplo), cresceram acompanhando Super Amigos e assim consolidando o carinho pelos personagens da DC Comics.

O perfil de alguns personagens na série, viria a ser abordado com viés cômico e até mesmo estigmatizando um dos personagens mais importantes da editora: o Aquaman. A simplificação do seu papel é vista como um herói que só atua debaixo d’água e cuja “principal virtude” foi bastante explorada. Em 2003, o Cartoon Network exibiu The Aquaman & Friends Hour, uma série de 7 episódios que parodiava o herói em suas aparições em Super Amigos.

Ele agora era apresentador de um programa de TV infantil e, os produtores da série não foram autorizados a utilizar outros heróis porque o desenho Liga da Justiça estava em exibição na época, e também porque o personagem tinha uma imagem desacreditada justamente devido ao seu papel em Super Amigos. Ainda no Cartoon Network, Aquaman participou de uma série de comerciais do canal e também do Adult Swim, com Aquaman Dance Party.

Muitas crianças brincaram de encostar na mão do amigo, amiga, irmão ou irmã e gritar “Super Gêmeos Ativar”, cada um escolhendo em que se transformaria. Os gêmeos tiveram uma breve aparição nos quadrinhos regulares da DC nos anos 90. Apesar de populares, com o tempo as escolhas dos heróis em suas transformações em momentos de perigo, e até mesmo os poderes em si, foram motivo de piada.

A dupla ganhou uma série de 5 curtas também no canal Adult Swim, em 2007. Os episódios satirizavam os heróis e obviamente o uso dos seus poderes ao tentarem “salvar o dia”, sempre tinham consequências tragicômicas, tendo até a participação do ex-sidekick, Marvin, em um dos episódios. A série tem alguns episódios disponíveis no YouTube, assim como os do Aquaman. Recentemente, os Super Gêmeos apareceram em um episódio da série animada Jovens Titãs em Ação.

Capa de Wonder Twins #1 de 2019.

Cena de episódio da série de curtas do Adult Swim.

A importância de Super Amigos se estendeu até uma das obras mais cultuadas da história dos quadrinhos: Kingdom Come (Reino do Amanhã). A Sala da Justiça serviu como base para o prédio da ONU, e a base da Legião foi o modelo para um presídio para seres super poderosos. Há também a aparição de Marvin, mais velho e bêbado, num bar do submundo. Ainda sobre Marvin e Wendy, eles foram introduzidos nas histórias dos Novos Titãs em 2006, como irmãos gêmeos e protegidos da Barbara Gordon. Depois foi revelado que eram filhos do vilão Calculador.

Marvin em Reino do Amanhã.

A prisão baseada no Hall of Doom.

O prédio da ONU em ‘Reino do Amanhã’.

A série teve influência em várias das animações que a DC Comics e a Warner Bros. vieram a lançar a partir dos anos 90, destacando-se Justiça Jovem, Jovens Titãs, Jovens Titãs em Ação, Batman: Os Bravos e Destemidos, o infantil DC Super Friends e claro, Liga da Justiça.

E é desta última série que podemos destacar duas homenagens a Super Amigos. Na parte 3 do episódio #1 da 1ª temporada, Secret Origins, ao formalizarem a união da Liga, Flash pergunta se eles se chamariam “Super Amigos”. Já na fase Liga da Justiça Sem Limites, no episódio Ultimatum, eles enfrentam uma equipe patrocinada por Maxwel Lord chamada Ultimen, com um detalhe: seus membros são versões atualizadas de Samurai, Vulcão Negro, Chefe Apache e dos Super Gêmeos.

Os Ultimen em Liga da Justiça Sem Limites.

Uma outra animação conseguiu trazer para os dias atuais a essência de Challenge of Super Friends, foi “As Aventuras da Liga da Justiça – Armadilha do Tempo”, lançada em 2014, onde os heróis enfrentam a Legião do Mal, com um plano para voltar no tempo e retirar o Superman da existência. Ou exemplo seria Justice League Action, de 2016, que resgata em vários episódios os heróis trabalhando em dupla contra alguma ameaça, algo muito comum em várias temporadas de Super Amigos nos anos 80.No âmbito dos colecionáveis, os Super Amigos tiveram coleções da Mego, da DC Direct, da linha DC Universe Classics da Mattel (a mais completa de todas, com vários vilões e com todos os heróis criados pela Hanna Barbera) e a linha DC Super Friends, do mesmo fabricante. A coleção da Mego, com bonecos com roupas de tecido que podiam ser retiradas, foram utilizados nos curtas da série Robot Chicken, do Adult Swim, estrelados pelos heróis da DC.

DC Universe Classics da Mattel.

A linha Mego usada em Robot Chicken.

Por último, mas não menos importante, o inesquecível tema de abertura do desenho foi composto pelo principal diretor musical dos estúdios Hanna Barbera por quase 30 anos, Hoyt S.Curtin. Eu desafio quem passar os olhos por essa matéria, a não cantarolar , nem que seja mentalmente, a indefectível melodia em algum momento.

Emmy 2021 | Séries ‘Lucifer’ e ‘Patrulha do Destino’ recebem indicações na premiação

0

A DC recebeu duas indicações no Emmy 2021. Uma para a série ‘Patrulha do Destino’ e a outra para ‘Lucifer’ (graças as coreografias dos episódios musicais da recente temporada). Confira abaixo:

PATRULHA DO DESTINO – Melhor Coordenação de Dublês:

Patrulha do Destino – Thom Williams.

Falcão e o Soldado Invernal – Hank Amos e Dave Macomber.

O Mandaloriano – Ryan Watson.

S.W.A.T. – Austen Brewer e Charlie Brewer.

Warrior – Brett Chan.

LUCIFER – Melhor Coreografia em Programa Roteirizado:

Dolly Parton’s Christmas On The Square • Debbie Allen, Coreógrafa.

Genius: Aretha • Dondraico Johnson, Coreógrafo.

Lucifer • Routines: Another One Bites The Dust / Hell / Bad To The Bone – Brooke Lipton, Coreógrafo.

Zoey’s Extraordinary Playlist • Mandy Moore e Luther Brown, Coreógrafos.

Zoey’s Extraordinary Playlist • Mandy Moore, Coreógrafa.

A HBO tem o maior número de indicações no total, com 130. Netflix aparece logo atrás, com 129. Disney+ fica em terceiro, com 71. A cerimônia de premiação será realizada no dia 19 de setembro, em Los Angeles.

Confira a lista completa -neste link-.

DMZ | Revelada novas adições ao elenco da minissérie da HBO Max

0

DMZ, a nova minissérie da HBO Max baseada em uma HQ do selo Vertigo, de Brian Wood e Riccardo Burchielli, está começando a tomar forma após anunciar novos membros para o elenco. Via: [DC Comics].

Confira abaixo:

Linha superior: Rutina Wesley, Rey Gallegos, Mamie Gummer; Linha inferior: Agam Darshi, Nora Dunn e Jade Wu.

  • Venus Ariel (NCIS: New Orleans) é definido para o papel regular da série de Nico, um carniceiro desbocado com um desejo ardente por travessuras.
  • Rutina Wesley (Queen Sugar, True Blood) interpretará Atenas, uma operária calculista dos separatistas Estados Livres da América – e a corretora de poder mais eficaz em DMZ, que ninguém ouviu falar.
  • Nora Dunn (The Big Leap, Home Economics) interpretará Oona, uma figura poderosa que supervisiona uma comuna exclusivamente feminina, junto com a moeda mais valiosa em toda a DMZ: o abastecimento de água.
  • Jade Wu (Luke Cage, For Life da Marvel) interpretará Susie, cujo passado revolucionário lhe mostrou que o melhor da humanidade pode ser descoberto em seus piores momentos.
  • Rey Gallegos (Animal Kingdom) vai interpretar Cesar, um consigliere implacável e devotado que não vai parar por nada para garantir a autoridade de sua gangue em DMZ.
  • Mamie Gummer (True Detective) interpretará Rose, uma médica cansada que incansavelmente cuida dos doentes e feridos desta população marginalizada, independentemente do custo.
  • Agam Darshi (Funny Boy) é definido para o papel de Franklin, um dos únicos contrabandistas que pode fazer alguém entrar ou sair em DMZ.
  • Juani Feliz (Harlem) foi escalada como Carmen, a parceira destemida e impetuosa do maior mal em DMZ, e uma fonte crítica de poder no Harlem Espanhol, sua terra natal.
  • Henry G. Sanders (Queen Sugar) interpreta Cedric, um cidadão de DMZ cuja única preocupação no mundo é proteger seu neto.

Além disso, a HBO Max também lançou novas descrições para três personagens coadjuvantes anunciados anteriormente.

  • Hoon Lee (Banshee, Guerreiro) é Wilson, um senhor da guerra inabalável com uma arrogância que reina no próspero bairro de Chinatown. Seu único rival pela dominação vem do Harlem Espanhol.
  • Jordan Preston Carter (The Haves and the Have Nots) é o filho órfão da guerra Odi, uma velha alma com uma curiosidade que anseia pelo mundo exterior.
  • Freddy Miyares (When They See Us, The L Word: Generation Q) é Skel, o cruel atirador de uma das gangues mais poderosas de DMZ. Ele também é um grafiteiro talentoso com uma profunda paixão pela arte, que serve como uma conexão duradoura com sua humanidade em um mundo onde a sobrevivência depende do poder.

O episódio piloto de DMZ foi escrito por Roberto Patino e dirigido por Ava DuVernay. Os três episódios restantes serão dirigidos pelo aclamado diretor Ernest Dickerson, que foi anunciado hoje também como produtor executivo. A vencedora do Emmy, Carly Wray (Watchmen, Westworld) também vai se juntar à equipe de roteiristas, além de assumir o papel de co-produtora executiva.

Ainda não há data de estreia definida para a produção.

O Alvo Humano | A Liga da Justiça Internacional está de volta!

0

O novo título do selo DC Black Label, de Tom King e Greg Smallwood, O Alvo Humano, será lançado em novembro nos EUA, contando ao todo com 12 edições. De acordo com a DC, o título será a última série para Tom King mostrar seu “toque mágico quando se trata de sondar as profundezas do Universo DC e reimaginar personagens para uma nova geração de fãs”.

E na HQ, teremos a presença da Liga da Justiça Internacional, equipe do final dos anos 80 e que desempenhará um papel importante na minissérie (incluindo a heroína brasileira, Fogo). Confira a prévia:

No dia 2 de novembro, “Human Target #1” estará à venda nos EUA, obra que a DC descreve como “o Universo DC encontra seu detetive noir”, criando “um novo legado para o guarda-costas mais mortal da DC”. Mais detalhes -neste link-.

Via: [DC Comics].

Catwoman: Lonely City | Cliff Chiang retorna para a DC com uma nova minissérie para o selo adulto DC Black Label

O quadrinista Cliff Chiang, conhecido pelos seus trabalhos ao lado de Brian Azzarello em Mulher-Maravilha, Arqueiro Verde & Canário Negro e Batman Preto e Branco, retorna a DC na minissérie Catwoman: Lonely City, que acompanha Selina Kyle em um mundo sem o Batman para protegê-lo.

Chiang será o responsável pelo roteiro, capa e artes da minissérie de quatro edições, com 48 páginas cada.

Sinopse:

“Dez anos atrás, o massacre conhecido como Fools ‘Night ceifou a vida do Batman, Coringa, Asa Noturna e Comissário Gordon… e enviou Selina Kyle, a Mulher-Gato, para a prisão. Uma década depois, Gotham cresceu – colocou de lado o heroísmo em fantasias e a vilania como coisas infantis. A nova Gotham é mais limpa, mais segura… sob o olhar atento do prefeito Harvey Dent e seus Bat-Cops. É nesta nova cidade que Selina Kyle retorna, uma mulher diferente… e pensando naquele último grande lance: os segredos escondidos dentro da Batcaverna! Ela não precisa do dinheiro – ela só precisa saber… quem é “Orfeu?”.

Criada por Bill Finger e Bob Kane, a icônica anti-heroína é uma figura de destaque do universo do Batman, desde a sua primeira aparição na HQ “Batman #1”, de 1940. Inicialmente como uma vilã, e com o passar das décadas, assumindo uma personalidade mais ambígua, ela vem trabalhando tanto ao lado dos vilões, como dos heróis.

A mini-série da DC Black Label estreia em 19 de outubro de 2021 nos EUA.

Via: [DC Comics].

O Esquadrão Suicida | Margot Robbie não sabe quando será a Arlequina de novo

0

Em cinco anos, Margot Robbie já interpretou a Arlequina em três filmes, Esquadrão Suicida de 2016, Aves de Rapina de 2020 e O Esquadrão Suicida que estreia em agosto de 2021, e a atriz não sabe quando voltará ao papel agora.

Em entrevista a EW, Margot disse:

“Foi meio uma sequência de filmar Aves de Rapina… E então isso [Esquadrão Suicida], então eu estava tipo uh, eu preciso de uma pausa da Arlequina porque ela é cansativa. Eu não sei quando vou vê-la de novo. Estou tão intrigada quanto todo mundo”.

A resposta da atriz faz surgirem perguntas sobre o destino de Arlequina no próximo filme da DC, já que muitos fãs especulam que ela será uma das personagens a morrer em O Esquadrão Suicida. Mas Margot não comentou nada sobre isso.

Ainda na mesma entrevista, Margot  Robbie comentou sobre o universo DC nos cinemas.

“Cada filme é sua própria coisa e acho que isso funciona no mundo dos quadrinhos e também no mundo do cinema. Não é como a Marvel, onde tudo é mais obviamente ligado de uma forma mais linear. Parece que há filmes adjacentes acontecendo ao mesmo tempo, como nos quadrinhos.” disse Margot.

Margot Robbie revelou também que não assistiu ao filme ‘Liga da Justiça Snyder Cut’ e não sabia do destino da Harley no futuro distópico do filme.

“O queeeeee?” disse Robbie espantada ao descobrir que sua personagem morre. “Eu não sabia disso. [Risos] Obrigada por me contar!”.

O Esquadrão Suicida está com estreia marcada para o dia 5 de agosto no Brasil.

Liga da Justiça | Storyboards originais de Zack Snyder serão transformados em quadrinhos

0

No terceiro trimestre de 2021, o LightCast Films apresenta The Dreamscapes of Justice League: A Motion Comic.

Os storyboards originais, com a colaboração de Zack Snyder, Jim Lee e Geoff Johns, para a pretendida Liga da Justiça 2 foram lançados no dia 6 de março de 2021, em Dallas, Texas, no AT&T Discovery District, para promover Liga da Justiça de Zack Snyder, na HBO Max.

A história em quadrinhos, que terá o formato de vídeo animado com as artes em sequência, será lançada juntamente em parceria com American Foundation Suicide Prevention (AFSP), sem fins lucrativos. Ela contará com a narração de Ray Porter, com um elenco estrelado por Harry Lennix, Karen Bryson, Sam Benjamin, Scott Fowler, Pressley Coker, Richard Cetrone, Christina Wren, Megan Loucks, Lis Wonder, David Avery, Geraldo Côrtes, Anthony Sherfield, Dawson Wiedrich e mais.

Batman, pelo artista Mariano De Venezia, em “The Dreamscapes of Justice League: A Motion Comic”.

O título contará com a arte de Mariano De Venezia, colorista e artista de HQ’s da Argentina, e Luis Bedregal, 18 anos, artista de VFX do Peru.

https://twitter.com/LightCastPod/status/1413536218302717953

Dirigido por Matthew Miranda (criador do podcast LightCast) e Maroof Husain (publicitário e produtor do LightCast), terá como produtor executivo, Andre Fernandez (apresentador do The Nickatina Show). Não está claro quanto dos storyboards serão adaptados neste quadrinho animado, mas os fãs terão que esperar até o lançamento para descobrir.

DC Comics | Artista brasileiro Robson Rocha morre devido a complicações da COVID-19

0

O talentoso ilustrador brasileiro Robson Rocha faleceu devido a complicações da COVID-19. Robson estreou na DC em 2010 e trabalhou na fase d’Os Novos 52, em títulos como SinestroAves de Rapina Batman/Superman. Em 2016, ele assinou um contrato de exclusividade com a DC Comics, onde permaneceu desde então. Ele assumiu a arte das páginas internas do título “Aquaman”, que contava com o roteiro de Kelly Sue DeConnick. Artistas lamentaram a partida precoce de Robson.

Hoje, a indústria de quadrinhos perdeu um de seus maiores talentos. Eu, eu perdi um irmão. Robson Rocha estava destinado a ser um dos gigantes da indústria, e ele já estava a caminho de se tornar um. Eu costumava brincar com ele que seu trabalho era tão bom que chegava a ser ofensivo”

“Sentindo muito por ficar sabendo da morte de Robson Rocha. Nunca o conheci, mas ele foi uma grande inspiração para mim. Meus mais profundos sentimentos à sua família, amigos e fãs”.

“Descanse em paz, Robson Rocha. Cedo demais. Uma perda enorme para os quadrinhos, sua família e amigos”

“É com grande tristeza que compartilho a triste notícia do falecimento do artista da DC Robson Rocha. Um jovem artista incrivelmente talentoso do Brasil – Robson começou na DC há apenas 11 anos e sempre me impressionou com a incrível energia e fluidez de seu trabalho artístico. […]”

A perda de Robson é lamentável como um talento brasileiro em ascensão com criações em um universo tão querido por muitos fãs do país. Lembrando que uma vacina para a COVID-19 existe desde dezembro de 2020, e o governo brasileiro ignorou 53 e-mails relacionado a propostas do imunizante produzido pela Pfizer, conforme afirma o vice-presidente da CPI da Covid no Senado Federal, Randolfe Rodrigues.