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Metal Men | Diretor Barry Sonnenfeld confirma que filme da equipe segue em desenvolvimento

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O cineasta Barry Sonnenfeld voltou a falar do projeto de um filme da equipe Metal Men, da DC. O cineasta havia se juntado ao projeto em 2012, mas de lá para cá, poucas informações foram divulgadas. Agora, em conversa com o ComicBook Movie, o próprio Sonnenfeld afirma que o desenvolvimento da produção segue ocorrendo. Confira:

“Sabe, é engraçado porque estou desenvolvendo Metal Men com a Warner Bros. Estamos trabalhando ativamente nisso.” confirmou o diretor. “Para mim, não é mais uma coisa sobre super-heróis, mas sim uma construção de um mundo. Se você olhar para o trabalho que fiz, seja em ‘A Família Addams’, ‘Men in Black’, ‘Pushing Daisies’, ‘Schmigadoon!’, tem tudo a ver com a criação de um mundo. Um tipo diferente de mundo incomum, um pouco fora da caixa; é isso que eu adoro fazer.”

“Não é especificamente, necessariamente um super-herói, mas mesmo em Metal Men, que estou desenvolvendo, será um tipo de mundo muito específico. É um mundo real porque sempre gosto que as coisas sejam baseadas na realidade, mas ligeiramente inclinada a isso. Tudo começou com a Família Addams, que é real, mas ligeiramente forçada.”

Os Metal Men surgiram nos quadrinhos no título “DC Showcase #37”, de março de 1962, criados por Robert Kanigher e Ross Andru. Na trama, eles foram desenvolvidos por um cientista chamado Dr. William Magnus. Cada um dos seis robôs teve sua concepção a partir de um único elemento químico com qualidades que se refletem em suas personalidades, habilidades e nomes. Eles foram reinventados em várias ocasiões nos últimos anos, então haverá muito material fonte nos quadrinhos para Sonnenfeld se inspirar.

Ainda não há detalhes sobre elenco ou previsão de estreia da produção.

Mulher-Maravilha 80 anos | O tipo de mulher que deveria governar o mundo!

No ano de 1940, William Moulton Marston e sua esposa, Elizabeth Marston tiveram uma conversa. William, psicólogo, escritor e roteirista de quadrinhos, falou para sua esposa que iria criar um personagem diferente, que não usasse de violência na resolução de conflitos, mas sim o amor e a paz, e Elizabeth, advogada, respondeu “Bom. Mas faça-o uma mulher”.

Pouco tempo depois, em dezembro de 1941, na revista All Star Comics #8 surgiu a Mulher-Maravilha, a primeira super heroína que não foi criada para ser a contraparte de um super-herói masculino, uma personagem de tamanha força que resistiu no mundo dos quadrinhos mesmo surgindo em um período onde as mulheres tinham muito pouca ou quase nenhuma voz. E depois de um certo tempo, foi intitulada pelo próprio Marston de “o novo tipo de mulher que deve governar o mundo”.

A história da personagem está diretamente ligada à história de emancipação das mulheres num mundo patriarcal, da consolidação e da força do movimento feminista. Neste texto, faremos uma breve análise da história da personagem e como as suas “fases” são um retrato da luta de todas as mulheres.

A priori, precisamos compreender o contexto histórico do período de criação da personagem, que surgiu em 1940-1941, momento em que a Segunda Guerra Mundial se encaminhava para o fim. Quando refletimos sobre esse contexto, é clara a percepção do fortalecimento de conceitos que integram o movimento feminista, a maioria dos homens estavam em guerra e as mulheres ficavam em casa, comandando sozinha os seus lares, criando os filhos, movimentando a economia e o mercado de trabalho, se emancipando.

É nesse contexto que Marston decide fazer um personagem antagonista as forças bélicas e Elizabeth propõe que seja uma mulher, por que o que seria capaz de resolver conflitos a base do diálogo do que as mulheres, afinal de contas, era isso que elas estavam fazendo enquanto os homens guerreavam. Eram as mulheres que estavam tocando o mundo, e é isso que Diana surge para ser, a representação da força feminina, da capacidade inventiva da mulher de sobreviver em ambientes adversos e situações inesperadas, de se sobressair quando a corrente está fazendo força contrária, e de ser uma emissária da paz e do amor, de ver o que ainda há de bom na humanidade.

Mas nem tudo foram flores para a Mulher-Maravilha, sendo uma heroína escrita por homens num mundo de homens, as situações que Diana enfrentava dentro dos quadrinhos eram um espelho para momentos que as mulheres viviam todos os dias aqui do lado de fora. Por exemplo, quando a Mulher-Maravilha se juntou a primeira vez com a Sociedade da Justiça (primeira equipe de super-heróis), seu papel era de secretária, apesar de seus super-poderes que a tornavam tão forte, tanto quanto seus colegas homens.

Quantas vezes as mulheres foram, e são, preteridas no trabalho tendo as mesmas qualificações, ou até melhores que um homem, apenas pela fato de ser mulher? Dessa maneira, podemos perceber que nesse período, apesar das mulheres estarem mais inseridas no mercado de trabalho, oportunidades ainda lhes eram negadas. É relevante falarmos também da hiperssexualização que a personagem sofreu ao ser desenhada no decorrer de sua história, esse infelizmente não foi um problema enfrentado apenas pela Mulher-Maravilha, mas por muitas personagens femininas no mundo dos quadrinhos. Ainda hoje, personagens femininas são desenhadas com medidas corporais absurdas e roupas que claramente não cabem no contexto (até por que, você não vê o Batman combatendo o crime com um maiô fio-dental, né!?), apenas para satisfazer o male gaze, ou as vontades de um homem sobre como o corpo feminino deve se parecer.

Tal fato é comum na indústria de quadrinhos, por que presumiu-se e presume-se até hoje que o grande público alvo é masculino, o que não é mais verdade e talvez nunca tenha sido, meninas gostam de super-heróis tanto quanto meninos, o que nos mostra que, quando personagens femininas param de ser escritas e desenhadas para atender o olhar masculino, como vem acontecendo com a Mulher-Maravilha desde Os Novos 52, nos mostra que o feminismo avançou mais um pouco, que o estigma do gênero passou a ser quebrado e que as mulheres estão sendo respeitadas e enxergadas como público.

A inserção das mulheres como público alvo do universo dos super-heróis ficou ainda mais forte em 2017, quando a Mulher-Maravilha foi pioneira mais uma vez, sendo a primeira super-heroína a ganhar um filme solo, com o lançamento do título homônimo, dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot. A produção abriu as portas para que mais filmes de heroínas pudessem sair do papel, como Viúva Negra e Aves de Rapina, mostrando para todos que um filme de super-heroína é tão fodão quanto um filme de super-herói, não sendo atoa que ‘Mulher-Maravilha’ é um dos melhores filmes, nos termos de aprovação da crítica, e a personagem é uma das mais consolidadas do DCEU.

O legado da Mulher-Maravilha é algo tão grande, que em 2016, a ONU elegeu a personagem como Embaixadora Honorária para Mulheres e Meninas, no entanto, discussões sobre o corpo da Mulher-Maravilha estabelecer um padrão de beleza que exclui vários corpos, impediu a posse da personagem, no entanto, o fato não deixa de inspirar mulheres e meninas pelo mundo afora!

A Mulher Maravilha é isso, um símbolo de força feminina, uma personagem que surge não para ser salva por um homem mas sim salvando não só um homem (Steve Trevor) mas toda a humanidade. Uma personagem que tem por princípios os valores da verdade, do amor e da justiça, uma emissária da paz, aquela que vê o bem na humanidade, fala todas as línguas e é o caminho entre os homens e os deuses. A Mulher-Maravilha nos lembra que, cada uma de nós seguimos em frente diante das adversidades, que somos fortes enquanto o mundo diz que somos o sexo frágil, que assumimos espaços majoritariamente dominados por homens, que fazemos revolução todos os dias e que somos o tipo de mulher que deve governar o mundo!

DC Dual Zone | DC Comics anuncia novo card game

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A DC Comics fez uma parceria com a Cryptozoic Entertainment e a Yuke’s para anunciar um novo jogo de cartas colecionáveis ​​digital chamado DC Dual Zone, com lançamento previsto para 2022.

O jogo contará com vários heróis e vilões do universo DC, incluindo Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Harley Quinn, Coringa e muito mais. Os baralhos terão como tema esses personagens – chamados de Líderes – e cada baralho terá 40 cartas, incluindo nele cartas de ação com base na estratégia que o jogador escolher. As raridades das cartas incluem Comum, Raro, Super Raro e Ultimate.

“Queremos que os jogadores pensem coisas como, ‘Qual é a sensação de um deck do Batman/Aquaman?’ ou ‘Que tal um deck do Superman/Harley Quinn?’ “, disse o CCO da Cryptozoic e o co-fundador, Cory Jones em uma entrevista à GameSpot. “Ser capaz de escolher entre dois líderes diferentes e misturar seus dois conjuntos dá uma oportunidade para combinações muito mais potentes de decks e a capacidade de ser hipercriativo.”

A Cryptozoic tem trabalhado com a DC Comics por mais de uma década, projetando o DC Deck Building Game físico e suas múltiplas expansões. O DC Dual Zone também terá expansões completas como outros conjuntos de cartas.

Uma das principais marcas do DC Dual Zone serão suas ofertas PvE semanais gratuitas, capítulos curtos e únicos que seguem uma trama em quadrinhos individual de décadas de histórias em quadrinhos da DC. Jones menciona a Action Comics # 1 – a primeira aparição do Superman – e o arco ‘Entre a Foice e o Martelo’ como dois exemplos de histórias que esses desafios poderiam seguir, mas ele diz que há muitos caminhos para escolher a partir daí.

O lançamento do jogo é previsto para algum momento de 2022.

Via: [GameSpot].

Aquaman: King of Atlantis | Vídeo com minutos iniciais da animação é revelado

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O IGN divulgou, com exclusividade, os 4 minutos iniciais da nova série animada da DC na HBO Max, Aquaman: King Of Atlantis. Confira:

Confira a sinopse oficial, divulgada pela HBO Max:

“Uma minissérie evento animada em três partes que começa com o primeiro dia do Aquaman como o Rei de Atlantis e ele tem muita coisa para aprender. Felizmente, ele possui dois conselheiros reais para o ajudar – Vulko, o estudioso, e Mera, a princesa-guerreira que controla a água. Entre lidar com os moradores sem escrúpulos da superfície, anciões malignos de antes do tempo e seu próprio meio-irmão que quer destroná-lo, Aquaman vai ter que enfrentar os desafios e provar para seus súditos e para si mesmo que ele é o homem certo para usar o tridente.”

A animação  contará com as vozes de: Cooper Andrews como Aquaman, Thomas Lennon como o conselheiro Vulko, Gillian Jacobs como a princesa de Xebel, Mera, e Dana Snyder como o vilão Mestres dos Oceanos.

Produzida por James Wan, o diretor dos filmes Aquaman (2018) e Aquaman e o Reino Perdido (2022), com Victor Courtright ( ThunderCats Roar! ) e Marly Halpern-Graser ( Batman vs. Teenage Mutant Ninja Turtles ) atuando como produtores.

O primeiro episódio de Aquaman: King of Atlantis estreia no dia 14 de outubro, na HBO Max.

Superman | Jon Kent, o novo Homem de Aço, se assume como bissexual nos quadrinhos!

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O site IGN revela com exclusividade que o atual Superman, Jon Kent, está se assumindo bissexual no título Superman: Son of Kal -El #5. Confira a prévia:

Jon está entrando em um relacionamento com Jay Nakamura, um hacktivista que idolatra a mãe de Jon, Lois, e já ajudou seu novo amigo. E, como mostra a imagem, os dois amigos se tornarão algo mais quando compartilharem seu primeiro beijo na edição #5.

“Ao longo dos anos nesta indústria, provavelmente não irá surpreendê-lo saber que rejeitei personagens e histórias queer. Eu senti como se estivesse decepcionando as pessoas que eu amava cada vez que isso acontecia.”, disse o escritor Tom Taylor ao IGN. “Mas estamos em um lugar muito diferente e muito mais bem-vindo hoje do que éramos há dez, ou mesmo cinco anos atrás. Quando me perguntaram se eu queria escrever um novo Superman com um novo número #1 para o Universo DC, percebi que substituir Clark com outro salvador branco puro pode ser uma oportunidade real perdida. Eu sempre disse que todo mundo precisa de heróis e todo mundo merece se ver em seus heróis. Hoje, Superman, o super-herói mais forte do planeta, está aparecendo.” conclui Taylot.

A DC revelou as capas do título:

Superman: Son of Kal-El #5 será lançado em versão impressa, nos EUA, e digitalmente na terça-feira, dia 9 de novembro.

Via: [IGN].

HBO Max | Revelada a data de estreia da terceira e quarta temporada de ‘Justiça Jovem’ e ‘Liga da Justiça Sem Limites’

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A HBO Max, em nota, revelou as novidades que estreiam no streaming nos próximos dias. E tem produções da DC Comics chegando no dia 16 de outubro, data do DC FanDome 2021.

DC COMICS

Chegou o dia mais aguardado dos fãs de DC: dia 16 de outubro, vai rolar a DC FanDome 2021, a maior conferência virtual para quem curte super-heróis. Para presentear os fãs, a HBO Max preparou algumas surpresas… entre elas, o lançamento de cinco títulos:

• a quarta temporada da série de desenho YOUNG JUSTICE, chamada Phantoms;

• a terceira temporada da série de desenho YOUNG JUSTICE, chamada Outsiders;

• as temporadas 1 e 2 da série de desenho A LIGA DA JUSTIÇA;

• e ainda a primeira temporada da série de desenho A LIGA DA JUSTIÇA SEM LIMITES.

Acompanhe todas as novidades do DC FanDome 2021 aqui no Terraverso!

The Batman | Conjunto LEGO revela uma grande perseguição de motocicleta com a Mulher-Gato

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Um dos produtos oficiais da LEGO para o próximo filme do diretor Matt Reeves, The Batman,  apresenta uma perseguição de motocicleta entre Selina Kyle/Mulher-Gato (Zoë Kravitz) e o próprio Bruce Wayne/Batman (Robert Pattinson). Confira:

Além de sugerir uma cena de perseguição semelhante ocorrendo com o próprio Batman, este conjunto LEGO pode dizer um pouco mais sobre o filme. Para começar, a personagem de Kravitz só é referida como Selina Kyle, o que implicaria que ela ainda não adotaria o codinome Mulher-Gato. Além do mais, o fato de que The Batman terá vários conjuntos LEGO, indica que o filme será classificado como PG-13, e não R.

Lembrando que Kravitz já dublou a personagem Mulher-Gato para o filme ‘Lego Batman’, de 2017.

Produção tem previsão de estreia nos cinemas para 4 de março de 2022.

Via: [CBR].

Batman: The Audio Adventures Special | Prévia do título apresenta a sua versão do Homem Morcego

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O podcast roteirizado intitulado “Batman: The Audio Adventures” está em andamento nos EUA e agora gerou um spin-off nos quadrinhos. Batman: The Audio Adventures Special será um prequel em edição única de uma trama que coloca o Batman como membro suplente do Departamento de Polícia de Gotham City. Confira as imagens:

Além de rostos conhecidos dos quadrinhos do Batman, o título apresentará novos vilões como King Scimitar, Stoveplate Sullivan e Billy Wristwatch – que farão sua estreia nos quadrinhos em “Batman: The Audio Adventures Special”.

A capa principal foi desenhada por Dave Johnson, com variantes de Tom Haskard e Francis Manapul. ‘Batman: The Audio Adventures Special #1’ estará à venda nos EUA amanhã, dia 12 de outubro.

Via: [Newsarama].

Lanterna Verde | 10 anos do filme que prometia ser o precursor do universo DC nos cinemas

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Estou no cinema e passam os créditos do filme, quando eles terminam, começa a cena pós onde o até então Lanterna Verde Sinestro se entrega ao poder de um anel amarelo! Fiquei muito empolgado, era um gancho gigante para uma possível sequência…que deveria, mas nunca aconteceu.

Dez anos se passaram desde o lançamento do filme do Lanterna Verde. Depois de dois filmes do Batman, dirigidos por Christopher Nolan com grande êxito, começar a estabelecer um universo cinematográfico dos personagens da DC fazia todo o sentido. Mas a realidade é que a estreia do Lanterna nas telonas mal se pagou, sofrendo bombardeios de fãs e da crítica especializada. É um filme ruim? Não, mas o que pode ter contribuído para o insucesso?

Recentemente o diretor neozelandês Martin Campbell estava promovendo no Reddit o seu mais novo filme, The Protégé, respondendo perguntas de fãs. Em certo momento, alguém lhe questiona “Qual foi a pior luta em que já esteve?” e o cineasta respondeu “Com os executivos da Warner, sobre Lanterna Verde”.

Em entrevista ao Collider, ainda para promover o seu último filme, ele completou:

“A questão sobre o Lanterna Verde é que enquanto com Bond, eu amo Bond, eu amo os filmes de [James] Bond, eu realmente gostei deles, foi um evento para mim, eu não sou um fã de quadrinhos. E a verdade é que eu nunca deveria ter feito o filme [Lanterna Verde], mas eu fiz isso porque eu nunca tinha feito um filme de quadrinhos antes, então eu acho que a culpa repousa em meus ombros em grande parte. Era um grande filme de estúdio, e o roteiro não estava à altura, tínhamos Ryan Reynolds — fantástico — e Blake Lively, então pelo menos aqueles dois ficaram juntos, criamos algo.”

O problema era que nas últimas seis a oito semanas de pré-produção, todos os dias tivemos reuniões sobre cortar o orçamento. “Precisamos cortar o orçamento.” “Como vamos cortar o orçamento.” Todos os dias. E eu tinha trabalhado um final fantástico para aquele filme. Lembro-me que tinha um escritório bem grande em Nova Orleans, os escritórios de produção, e eu forrando as paredes com storyboards. Era como papel de parede em todos os lugares para o final do filme, e eles [estúdio] entraram e disseram: ‘Não podemos pagar isso. Você tem que cortar tudo.” Então, no final, eles inventaram aquele encerramento de merda. No entanto, tendo dito isso, eu nunca deveria ter feito o filme, mas eu fiz isso. Eu não acho que fiz um bom trabalho, então para mim, para filmes de super-heróis, há pessoas melhores do que eu que deveriam estar fazendo essas produções.”

A experiência vivenciada por Campbell, que também disse não querer voltar ao gênero de super-heróis depois dessa produção, é mais um exemplo de que a interferência do estúdio tem um toque de Midas ao avesso em algumas obras baseadas em quadrinhos da DC Comics.

A escolha por Campbell foi muito acertada, pois este já havia se mostrado muito eficiente em introduzir ou reintroduzir um personagem nas telas como em “A Máscara do Zorro”, “007 contra Goldeneye” e “007 Cassino Royale”. O elenco tinha Ryan Reynolds como o protagonista, Blake Lively (Carol Ferris), Peter Sarsgaard (Hector Hammond), Mark Strong (Sinestro) e Angela Basset com a primeira aparição de Amanda Waller nos cinemas. O elenco de vozes dos personagens criados em CGI também era estrelado: Clancy Brown como Parallax, Geoffrey Rush como Tomar-Re e Michael Clarke Duncan como Kilowog.

Dois membros do elenco, muito cultuados pelos fãs da cultura pop também dão as caras no filme. Temuera Morrison, o Boba Fett de Star Wars, dá vida ao Lanterna Abin Sur e o ator e cineasta Taika Waititi (sim ele mesmo, o ator e diretor de filmes da concorrência) é Tom Kalmaku, um grande amigo de Hal Jordan.

Temos um bom diretor e um bom elenco, o que então poderia dar errado? O filme tem elementos da mitologia do personagem baseados em sua versão pós-crise, principalmente em “Amanhecer Esmeralda” (de James Owsley e M.D. Bright), “Crepúsculo Esmeralda” (Ron Marz) e “Renascimento” (Johns e Van Sciver).

Fora a já citada interferência do estúdio, talvez a abordagem ao personagem não tenha sido a mais adequada. O filme tem um início promissor, com o ex-guardião Parallax totalmente corrompido pela energia amarela, alimentada pelo medo e fazendo às vezes de algoz de Abin Sur, que acaba parando na Terra para recrutar um novo Lanterna. Hal é mostrado como piloto de testes audacioso, por vezes arrogante e inconsequente, da Ferris Aeronáutica.

Quando pensamos em um filme sobre o Lanterna Verde, o que vem à mente é ação e ficção científica. A obra entrega um pouco dos dois, mas acaba sendo irregular e por muitas vezes, talvez até mesmo pelo perfil de Ryan Reynolds, acaba fazendo do Lanterna um alívio cômico. Alguns personagens de grande destaque na história do protagonista, como Sinestro, Tomar Re e Kilowog, são menos aproveitados do que o interesse romântico de Jordan, Carol Ferris.

A forma como o planeta Oa é mostrado, com aspecto mais rústico e menos tecnológico, obviamente é uma interpretação válida, porém um tanto descaracterizada para os que esperavam a mesma imponência mostrada nas HQs.

Mas o filme está fazendo aniversário de 10 anos e esse cara só vai falar mal? Calma, cara leitora e caro leitor, o filme tem coisas positivas sim!

A primeira que posso destacar é a opção pelo CGI nos uniformes da Tropa dos Lanternas Verdes. Cada um tem uma padronização energética própria, conforme a raça e perfil do seu usuário. O elenco de apoio é ótimo, destacando o Sinestro de Mark Strong, muito fiel ao original, Blake Lively como Carol Ferris e, ao meu ver, o ator que rouba a cena nesse filme: Peter Sarsgaard, o Hector Hammond. Ele traz uma abordagem diferente ao personagem (que nessa versão ganha poderes mentais ao ser infectado pelo vírus Parallax, durante a autópsia de Abin Sur) sendo ameaçador, porém com um leve tom cômico, quase debochado.

As cenas em que o piloto Hal Jordan é mostrado em ação, são muito bem executadas, lembrando os melhores filmes do gênero (Top Gun e etc). Uma das boas escolhas foi a maneira como Parallax foi introduzido, fazendo parte da origem do Lanterna Verde do setor 2814. Na origem mais atualizada do personagem, sabe-se que Atrocitus, que viria a se tornar um Lanterna Vermelho, é quem efetivamente fere mortalmente Abin Sur, mas o fato de Parallax executar essa tarefa no filme e depois ser derrotado pelo Lanterna que “criou”, é um bom fechamento de ciclo.

Outro ponto muito positivo da trama é mostrar como um momento trágico da vida de Hal Jordan ainda na infância, vai marcá-lo profundamente e definir o homem que ele se tornaria: A morte do seu pai, também piloto, em um acidente aéreo. Um easter egg interessante e que faz pensar em várias histórias que poderiam ser desenvolvidas é que enquanto o apelido de Hal é Highball o de Carol (também piloto da Ferris) é Saphire, uma clara alusão à vilã que ela viria se tornar nos quadrinhos, Safira Estrela.

Acredito que o estúdio poderia ter dado uma nova chance ao personagem, talvez até com Reynolds como protagonista, com algumas mudanças no tom do seu Hal Jordan e com um roteiro mais ousado, com mais ação e dinâmica. A trama poderia perfeitamente girar em torno do gancho que citei no início do texto, onde Sinestro assumiria de vez o anel amarelo, tornando-se o arqui-inimigo  do Lanterna Verde, dos Guardiões e da Tropa.

Resta esperar que a vindoura série da HBO Max se aprofunde mais no universo da Tropa dos Lanternas Verdes, e que seus realizadores tenham aprendido a lição com o filme de 2011.

De toda forma, vale assistir a produção, pois ela instiga nos amantes do personagem pensar em quão grande esse filme poderia ter se tornado, e até mesmo ter se tornado um parâmetro para outros, para um universo realmente sólido da DC nos cinemas. Isso infelizmente não aconteceu, mas que a força de vontade dos fãs ajude o personagem a novamente ter a valorização merecida na grande tela.

Que “a noite mais densa” do Lanterna Verde finalmente termine.

Aquaman: King Of Atlantis | Divulgado o primeiro trailer da animação

A HBO Max divulgou, com exclusividade, o primeiro trailer oficial da nova série animada da DC, Aquaman: King Of Atlantis. Confira:

A animação  contará com as vozes de: Cooper Andrews como Aquaman, Thomas Lennon como o conselheiro Vulko, Gillian Jacobs como a princesa de Xebel, Mera, e Dana Snyder como o vilão Mestres dos Oceanos.

Produzida por James Wan, o diretor dos filmes Aquaman (2018) e Aquaman e o Reino Perdido (2022), com Victor Courtright ( ThunderCats Roar! ) e Marly Halpern-Graser ( Batman vs. Teenage Mutant Ninja Turtles ) atuando como produtores.

Confira a sinopse oficial, divulgada pela HBO Max:

“Uma minissérie evento animada em três partes que começa com o primeiro dia do Aquaman como o Rei de Atlantis e ele tem muita coisa para aprender. Felizmente, ele possui dois conselheiros reais para o ajudar – Vulko, o estudioso, e Mera, a princesa-guerreira que controla a água. Entre lidar com os moradores sem escrúpulos da superfície, anciões malignos de antes do tempo e seu próprio meio-irmão que quer destroná-lo, Aquaman vai ter que enfrentar os desafios e provar para seus súditos e para si mesmo que ele é o homem certo para usar o tridente.”

O primeiro episodio de Aquaman: King of Atlantis tem previsão de estreia para o dia 14 de outubro na HBO Max.