O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série do Lanterna Verde na HBO pode ser o divisor de águas que o personagem sempre precisou. Entenda por quê esse é o momento mais importante da história do herói nas telas.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
Batman Cruzado Encapuzado é a segunda temporada da animação antológica que estreou em 2024 acompanhando as aventuras do Homem Morcego em um universo noir.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série do Lanterna Verde na HBO pode ser o divisor de águas que o personagem sempre precisou. Entenda por quê esse é o momento mais importante da história do herói nas telas.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
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Batman Cruzado Encapuzado é a segunda temporada da animação antológica que estreou em 2024 acompanhando as aventuras do Homem Morcego em um universo noir.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O último episódio da série Stargirl, intitulado “Icicle”, aparentemente preparou o terreno para a introdução de uma nova versão do Lanterna Verde. No final do terceiro episódio da série do DC Universe, Pat Dugan leva Courtney à antiga sede da Sociedade da Justiça da América para mostrar a ela um santuário dos heróis derrotados e que falharam ao impedir a Sociedade da Injustiça. Mais tarde, Stargirl retorna e pega algumas das relíquias para “fazer um recrutamento”. Via [Comicbook Movie]
Sabemos que o programa apresentará novas versões do Homem-Hora, Pantera e Doutor Meia-Noite, mas e se essa lanterna de aparência familiar for a indicação de que também veremos algum jovem assumir o manto do Lanterna Verde?
Houveram vários sucessores diferentes do Alan Scott na Sociedade da Justiça nos quadrinhos ao longo dos anos, mas não seria o caso de John Stewart ou Hal Jordan se juntarem à super equipe adolescente de Courtney. Uma possibilidade é de que seja Simon Baz ou Jessica Cruz, ou quem sabe ainda um novo personagem assumindo a posição de combatente esmeralda.
Esse seria um segredo muito bem guardado pelo criador da série Geoff Johns. Nenhuma imagem promocional foi revelada, nenhuma aparição em trailer. Não há nada até o momento que indique que haverá um Lanterna Verde na série Stargirl, a não ser a cena final do último episódio. Confira a prévia do 4º episódio abaixo:
Stargirl é exibida no streaming DC Universe e no canal de TV CW, nos EUA.
Atenção! Alerta de spoilers de Aves de Rapina # 1, lançada recentemente nos EUA.
Harley Quinn tem uma jornada única no Universo DC. Depois de estrear como namorada/ajudante que sofre abusos do Coringa, ela se transformou em uma anti-heroína independente, crescendo e aparecendo em muitas histórias da editora. Agora, a DC Comics confirmou que Harley possui o status de herói. Via [Screenrant].
Harley estreou em ‘Batman: The Animated Series’ e mais tarde foi introduzida nos quadrinhos como uma psicóloga no Asilo Arkham, onde se apaixona pelo Coringa antes de se juntar a ele. Nas suas primeiras aparições, não havia dúvida de que ela era uma pessoa má. Ela ajudou o Coringa e matou por ele. No entanto, com o tempo, Harley logo se tornou uma anti-heroína e, recentemente, ela até foi considerada amiga da Liga da Justiça. Em uma nova história nos quadrinhos estrelada por Harley, fica claro que Harleen Quinzel realizou uma transição para se tornar uma heroína, mesmo que ela não perceba completamente.
Harley deixando Belle Reve.
No novo one-shot de Brian Azzarello e Emanuela Lupacchino, ‘Birds of Prey‘, a Harley encontrou um novo rumo para a sua vida. Recentemente liberada do Esquadrão Suicida por bom comportamento, sua história começa com ela lamentando como poderia ficar tão bem nas cores amarela e vermelha do Robin. Depois de espancar um grupo de homens do Coringa em um bar, ela encontra uma cabeça decepada e confronta a gangue que fez isso. Isso a coloca no caminho da Caçadora, que Harley amarra para obter algumas respostas. Harley diz a Helena “que ela é um cara legal agora” e que ela foi liberada da Força-Tarefa X, já que as coisas “boas” que ela fez com a equipe supera as coisas más que já havia feito anteriormente. Em um flashback, Amanda Waller diz que sua sentença foi completamente alterada. Harley deixa Belle Reve enquanto abandona sua camiseta “Daddy’s Lil Monster” em um momento emancipador. Enquanto ela conta a história em sua cabeça, as Aves de Rapina são alvejadas de balas. O Coringa aparece e dispara um lançador de foguetes na Harley, Caçadora e Renee Montoya. Mas, Harley consegue liderar a equipe fugindo pelo esgoto, evitando que sejam destruídas.
Mais tarde na edição, as Canárias Negros não acreditam que a equipe esteja trabalhando ao lado da Harley, mas Caçadora – que não é tão fácil assim de conquistar – a defende dizendo que salvou sua vida. O livro mostra o arco de redenção da Harley e, embora ela mantenha sua personalidade imprevisível, ela está claramente do lado dos mocinhos. Mais importante, o mundo ao seu redor também está lentamente reconhecendo isso. A questão confirma que Harley Quinn fez definitivamente sua transição para uma heroína dentro da DC, mesmo que ela seja uma heroína através dos seus próprios métodos peculiares de agir.
Enquanto boa parte dos fãs comemoraram o anúncio do Snyder Cut do filme “Liga da Justiça”, alguns veículos apresentaram críticas pesadas sobre o lançamento do novo corte do longa, que será distribuído, no próximo ano, pelo serviço de streamingHBO Max.
Alguns acham que o lançamento do Snyder Cut cria um perigoso precedente para que as reclamações dos fãs sejam suficientes para influenciar o que vemos nos cinemas. Um exemplo disso, seria o filme Esquadrão Suicida, que começou a ganhar o movimento #ReleaseTheAyerCutnas redes sociais, por alguns fãs, agora com mais intensidade.
Durante uma recente entrevista ao The Verge, Tony Goncalves, chefe da HBO Max, foi questionado sobre a decisão de #ReleaseTheSnyderCut e deixou claro que isso não deve ser visto como uma nova norma.
Tony Goncalves é o CEO da divisão Otter Media da AT&T, grupo responsável pelo serviço de streaming HBO Max.
Olha, definitivamente não é um precedente. E você está certo. Existem diferentes tipos de fandoms. Minha referência aos fandoms é o fato de estarmos em um espaço em que os consumidores tem muito a dizer. Os consumidores orientam e temos, definitivamente, que ouvir como indústria. Eu tinha um chefe que certa vez, disse: ‘Indústria e consumidores nem sempre estão alinhados, mas os consumidores tendem a ganhar’. É um bom equilíbrio. E eu acho que quando se trata de vídeo, quando se trata de entretenimento, quando se trata de conteúdo, os consumidores nunca tiveram mais escolhas, e eles nunca tiveram mais de uma voz. Mas isso não significa que iremos investir? nossos dólares em cada fandom que existe. Mas eu acho que, referente ao fandom de SnyderCut e Friends, é o fato de que os consumidores quem estão falando, e precisamos ouvir. Isso não significa que vamos refazer todos os filmes já feitos. Mas acho que, definitivamente, temos mesmo que ouvi-los.
Isto ‘fecha a porta’ do Ayer Cut de ver a luz do dia? Não necessariamente, mas Goncalves deixou claro que a HBO Max só vai considerar algo, como a “Liga da Justiça” de Zack Snyder, quando a situação o exigir. Afinal, a demanda por isso, certamente, levará os assinantes para a plataforma e é difícil saber se o mesmo pode ser dito para o “Esquadrão Suicida”.
Atenção: O texto a seguir contém spoilers do final da temporada de Legends of Tomorrow desta terça-feira.
Membro regular da equipe de Legends of Tomorrow, Maisie Richardson-Sellers, que recentemente interpretou Charlie na série da CW, não retornará na 6ª temporada, afirma o TVLine.
Durante o final da quinta temporada, Charlie finalmente se juntou ao time das Lendas para ajudá-los a salvar o mundo do controle de sua irmã, Lachesis. Depois de perdoar Lachesis, Charlie decidiu ficar na Londres dos anos 70 com sua banda punk The Smell e, assim, agradeceu seus amigos que viajavam no tempo.
Divulgação/CW/Legends of Tomorrow.
“Isso foi algo que durou mais de um ano em andamento.”, disse o co-showrunner Phil Klemmer ao TVLine. “Sabíamos que [Maisie] estava querendo deixar sua marca como cineasta sozinha, e isso nos permitiu elaborar uma história que, esperançosamente, levaria a uma conclusão satisfatória. O final era meio que tudo sobre ela. Para mim, é agridoce, trazê-la de volta para o clube punk e The Smell… O bom é que as pessoas podem ir e voltar.”
Richardson-Sellers retratou não um, mas dois personagens de Legends. A atriz se juntou ao elenco pela primeira vez na estreia da segunda temporada como Amaya Jiwe, também conhecida como Vixen, que foi membro da Sociedade da Justiça da América na década de 1940. Depois de embarcar na equipe para rastrear o assassino de seu namorado, Rex Tyler, ela se tornou parte integrante do grupo e se apaixonou por Nate. Não querendo estragar o futuro de seus filhos, Amaya voltou ao seu próprio tempo em 1942, no final da terceira temporada. Richardson-Sellers, no entanto, continuou na série, assumindo um novo papel como a meta-morfa fugitiva Charlie, que foi revelado nesta temporada como uma divindade grega e uma das três Moiras.
A quinte temporada da série é exibida de forma inédita pelo canal americano The CW.
Ano passado, fizemos um post explicando alguns motivos para assistir Raio Negro, onde a questão central do texto tratava-se de representatividade e visibilidade de pautas sociais importantes. Em síntese, falamos que a série apresenta em seu enredo algumas formas de alertar seu público para as questões que envolvem o racismo e a discriminação, principalmente quando diz respeito à violência e vulnerabilidade social enfrentada pela população negra.
Apesar de estarmos falando de um super-herói com poderes elétricos, devemos sempre lembrar que estas histórias são baseadas em algo anterior, as HQs, sendo estas uma espécie de expressão artística e como arte, além de entreter, elas têm a função de estimular o debate e o diálogo de pautas importantes. É como eu sempre digo: “nunca é só uma história” ou “nunca é só uma série”.
O personagem Jefferson Pierce, desde sua criação nos provoca a pensar sobre alguns pontos, e sua série no canal The CW, durante suas três temporadas trouxe algumas cenas e diálogos que merecem atenção e até mesmo voltar um pouco para re-assistir.
Falando um pouco sobre as personagens da série, em um primeiro momento gostaria de citar a DOUTORA Lynn Stewart (Christine Adams), saliento a palavra doutora, porque imagino como é para uma menina negra vendo uma atriz negra, assim como ela, interpretando uma médica bem sucedida em sua profissão. Somente neste fato, incluo duas representações, a primeira, de ver uma atriz negra na televisão e a segunda, de sua personagem não atuar como vilã da história ou em um papel subalterno.
Lynn Stewart / Raio Negro
Assim como Dr.a Lynn, Anissa Pierce/Tormenta (Nafessa Williams), uma de suas filhas também adotou uma carreira na medicina, mas esta com um diferencial, sendo uma mulher LGBT. Assim, podemos ressaltar que ela rompe com algumas representações que estamos acostumados a ver, como por exemplo, o herói homem, branco e heterossexual. A criação de Anissa vai contra esta ideia e além disso, a personagem é uma ativista.
Anissa Pierce/ Raio Negro
Já nos primeiros episódios da série, ela participou de um protesto, ocasionando sua prisão e após ser libertada por seu pai, ele a alerta dizendo para “tomar cuidado por ser uma mulher negra na América“.
Como disse anteriormente, Raio Negro chama o público a debater algumas questões e esta frase “tome cuidado por ser uma mulher negra na América“, estabelece que vivemos em uma sociedade racista e mesmo se Anissa não fosse uma ativista, ela já seria vista por olhares tortos pelo fato de ser uma mulher negra.
Outra filha de Lynn e Jefferson Pierce, Jeniffer/Rajada (China Anne McClain) é retratada como uma adolescente e tem as vivências de uma adolescente de qualquer série, como as questões amorosas, a vida escolar e a equipe de atletismo. Aqui, cito o fato de a personagem não ser “a amiga negra da protagonista”, muitas vezes inserida nas séries para cumprir uma cota. Jen, como é chamada, tem relevância na trama e claro, também é uma super-heroína poderosa.
Jeniffer Pierce/ Raio Negro
Jefferson Pierce/ Raio Negro (Cress Williams) encarna um duplo papel na série, além de ser o super-herói de Freeland, ele atua como diretor da Garfield High School, tentando transformar a escola em um ambiente pacífico e seguro em meio às ameaças externas, sendo por vezes chamado de “Jesus Negro“. Em diversos momentos da série, o personagem de Cress nos provoca com algumas situações e diálogos, como por exemplo, o ocorrido no episódio 12 da segunda temporada, onde Jefferson tem uma conversa com seu substituto na direção da escola.
Apesar de o homem alegar que sua vida não era tão boa quanto Jefferson pensava, Pierce alega que por mais que sua infância tenha sido difícil, nenhum negro rico teria os mesmos privilégios que ele tem, apenas pelo fato de ser branco.
No episódio piloto, Jefferson é duramente abordado pela polícia, sendo suspeito de um assalto e ao perguntar a descrição do assaltante ele fala que certamente seria um homem negro bem-vestido dirigindo um carro de valor elevado com suas duas filhas. Esta cena, já nos primeiros minutos da série nos mostra que o tema racismo é bastante abordado na trama e o maior antagonista de Pierce, como trago no título desta matéria.
Raio Negro / The CW
Raio Negro não nos apresenta uma simples série, afinal, como disse no início deste post: “nunca é somente uma série”. Por meio das histórias e vivências da família Pierce podemos identificar pontos como a violência física e simbólica enfrentada pela população, permeadas pelo racismo estrutural, que segrega a população, retirando oportunidades e empurrando-a para a criminalidade como forma de sobrevivência. A atuação de Jefferson como diretor da escola também deve ser mencionada, pois percebemos que para ele, além de todas vidas negras importarem, a educação sempre será a melhor arma contra as opressões.
Sempre que olhamos discussões de grupos relacionados ao universo nerd, principalmente os fãs de quadrinhos, nos deparamos com alguns temas que geram debates acalorados, principalmente partindo daqueles “leitores” mais conservadores, relacionados a existência da diversidade e as histórias de temas políticos nas HQs.
Creio que ao dizer para uma pessoa que repudia a diversidade e que histórias em quadrinhos e política são coisas que não combinam estão terrivelmente errados. Não é algo que seria novidade, pois as obras ficcionais sempre retrataram a nossa realidade tanto como sociedade quanto período histórico, afinal, o ser humano sempre procurou de alguma forma registrar a sua existência e os quadrinhos são uma forma de mostrar estes registros.
Com o grande movimento das adaptações de personagens dos universos das HQ’s para o live action, seja em seriado ou em filme, essa diversidade passou para outras mídias o que casou incômodo para aquela mesma ala de “fãs” conservadores criticarem adaptações com personagens, sejam eles LGBTQ+ ou negros, colocando-os sob o termo “lacre”, como se o fato desses personagens não se encaixarem no modelo heteronormativo fosse um critério de qualidade, o que eu particularmente me sinto triste ao ver que em um universo tão rico como o dos quadrinhos e da cultura nerd ainda exista pessoas tão tóxicas.
E dentre as obras mais recentes, uma me chamou muito a atenção por ser capaz de englobar dois assuntos tão relevantes deste mundo nerd em um seriado, Watchmen da HBO, lançado em 2019. A história conta o que acontece após os eventos da obra escrita por Alan Moore, agora, na contemporaneidade e na cidade Tulsa nos Estados Unidos, apresentando personagens importantes e uma narrativa cheia de mistérios com revelações surpreendentes.
O massacre que é contado em flashbacks no primeiro episódio realmente existiu na mesma cidade, no ano de 1921 (e recentemente, no dia 1º de junho, completamos 99 anos do ocorrido) e muitos negros foram assassinados de forma brutal por moradores brancos no que foi considerado o mais violento ataque de violência racial na história americana. No seriado, um destes sobreviventes é o homem que vai se tornar o Justiça Encapuzada, um dos membros fundadores da equipe Minutemen, e a partir de sua origem e a sua luta contra uma sociedade secreta de supremacia branca, temos uma das narrativas mais incríveis do seriado Watchmen.
Will Reeves foi interpretado por Louis Gossett Jr., no período presente e no episódio “This Extraordinary Being” pelo ator Jovan Adepo, em um episódio no qual Angela Abar de Regina King, a protagonista da minissérie, revive as memórias de seu avô. De todo a série, este é o que eu considero o melhor episódio, Reeves é um homem negro que consegue se formar na academia de polícia mas, por ser negro, foi agredido e enforcado até quase a morte. Ao retornar para sua casa, ele encontra um casal sendo atacado por um grupo de homens e, com a mesma máscara que foi utilizada para enforca-lo, ele esconde a sua identidade e os defende sendo chamado de herói e assim recebendo a alcunha de Justiça Encapuzada.
Para algumas pessoas talvez este episódio seja apenas considerado bom por envolver ótimas cenas de ação e uma revelação bombástica, mas para alguém que já foi ao mercado e foi perguntado se tinha dinheiro para pagar o que estava comprando ou já foi atendido por último em um restaurante pois o casal branco que chegou depois merece mais atenção, estes minutos que foram dedicados para contar sobre o Justiça Encapuzada possuem um significado mais profundo. Will Reeves, de fato, é um ser extraordinário não apenas por ter quase dois metros de altura e punir criminosos com suas próprias mãos, mas por ele representar algo maior, o primeiro vigilante denominado um herói ser negro, mesmo que a sociedade racista na qual ele vivia o obrigasse a esconder esse fato.
Quando se compara com o mundo e sua situação atual, muitos homens e mulheres também se sentem sufocados por serem negros, não sendo diferente do que Will Reeves sentiu ao ser agredido e enforcado em uma árvore, exatamente como na música em forma de protesto Strange Fruit de Billie Holiday, esse sentimento de revolta nos movimenta a fazer algo e lutar contra o sistema, essa regra hegemônica que faz algumas pessoas acreditarem que a sua cor te coloca como um ser humano inferior. Em Watchmen, Will escolheu ser o Justiça Encapuzada, no mundo real as pessoas escolhem protestar, fazendo suas vozes serem ouvidas e eu encontrei neste lugar tão especial chamado Terraverso a oportunidade de falar sobre estes temas com o apoio incondicional de toda a redação.
No mundo real também existem seres extraordinários que são figuras inspiradoras como Martin Luther King Jr, Nelson Mandela ou as pessoas que não suportaram mais se calar após o caso George Floyd cuja a morte foi o estopim de uma revolta e protestos que tomaram conta dos Estados Unidos e, para uma criança que via o Lanterna Verde ser um homem negro, hoje adulto consigo imaginar que o mal está sendo combatido e com certeza será derrotado.
Seja na vida real ou na ficção, sempre haverão estes seres extraordinários que jamais irão se calar diante da injustiça, seja nos quadrinhos como um guardião esmeralda, nas séries como um vigilante encapuzado, nas ruas protestando ou, como no meu caso, mostrando com os meus argumentos para aqueles que acreditam na tola falácia de que o universo dos quadrinhos não deve incluir os temas da nossa sociedade. A ficção não está tão longe da realidade.
Atenção: Alerta de spoilers sobre o episódio final da minissérie Watchmen. Se não assistiu, PARE POR AQUI!
A minissérie Watchmen, da HBO, propõe uma sequência para a HQ com mesmo nome de Alan Moore e Dave Gibbons. A produção deixa um grande gancho sobre o destino de Angela Abar (Regina King). A dúvida que fica é se a Sister Night herdou ou não os poderes do Dr. Manhattan (Yahya Abdul-Mateen II) ao comer o ovo deixado por ele. Segundo Damon Lindelof, criador e showrunner da produção, o final está aberto à interpretação.
“Não quero confirmar ou negar que ela realmente conseguiu as habilidades do Dr. Manhattan, exceto dizer que ela definitivamente optou por elas comendo o ovo. Mas acho que, novamente, meio que volto à ideia não apenas sobre o mito dos quadrinhos, mas também especificamente Watchmen, que temos essas histórias de origem. Queremos saber por que essas pessoas colocam a máscara. Algumas das partes mais memoráveis do texto original são o que chamamos de Antigo Testamento, onde explicamos como Rorschach se tornou Rorschach ou como o Doutor Manhattan se tornou o Doutor Manhattan. Queríamos fazer o mesmo com a Angela. Se toda essa temporada é basicamente um canal que leva ela a uma escolha que ela fará para se tornar uma entidade divina, para potencialmente ter onipotência, queríamos mostrar que ela meio que passa por uma jornada e principalmente, uma jornada de compreensão de si mesma.” disse Damon Lindelof.
Ele acrescenta: “Acho que todos nascemos com uma certa atração. Para Angela, a atração de fazer valer a justiça e, finalmente, tornar-se policial é algo que ela aprende. Um desejo que não foi somente herdado do seu avô, mas pelo pai dela também, que usava uniforme. Essa ideia de explicar o traje que você veste, por que o veste e o que isso significa para você faz parte da jornada dela, mas uma justificativa igual para o momento de usar esse traje e evoluir de alguma forma.”
Watchmen será lançado em Blu-ray nos EUA no dia 2 de junho.
A série que estreou no DC Universe e na CW há duas semanas, Stargirl está aos poucos contando a história de como a protagonista da série, Courtney Whitmore, cresce para o papel de um heroína como a Stargirl, além de lutar contra a Sociedade de Injustiça e formar uma nova Sociedade da Justiça da América.
De acordo com o criador da série e showrunner, Geoff Johns, que também é o co-criador original da personagem nos quadrinhos, a primeira temporada não apenas conta uma história completa, mas também cria um gancho para uma possível segunda temporada do programa.
Durante uma entrevista ao CBR, Johns foi perguntado se a 1ª temporada de Stargirl teve um final completo ou propõe uma continuidade futura que não encerra a série:
“A primeira temporada definitivamente conta uma história, mas como toda boa história em quadrinhos, ela desenvolve o que vem a seguir, sabe?” Johns respondeu. “Terminamos de filmar no ano passado e terminamos nosso lançamento antes da pandemia, então os 13 episódios estão completos e tivemos a sorte de fazer tudo. Sim, ela conta uma história completa, mas obviamente isso nos leva a muitos mais e espero seguir além. Novamente, a reação foi tão boa, então estou com os dedos cruzados para que possamos prosseguir, porque todos se divertiram muito.”
Stargirl, do DC Universe, apresenta Brec Bassinger como Courtney Whitmore (Stargirl) e Luke Wilson como Pat Dugan (S.T.R.I.P.E.). A série vai ao ar nas segundas-feiras no DC Universe e nas terças-feiras na The CW, nos EUA. Não há previsão de transmissão no Brasil até o momento.
Em abril de 1940, no número 1 do título estreante Batman, surgia o nêmesis do Maior Detetive de Todos os Tempos. De lá pra cá, o Coringa se tornou um dos maiores personagens da cultura pop, referência máxima quando se pensa no imaginário dos vilões. Em 2020, junto com outros diversos personagens do cânone do Morcego, o Coringa completa 80 anos de vilania, flores na lapela, peixes risonhos e pés-de-cabra. O Terraverso reuniu algumas das histórias mais relevantes do personagem espalhadas pelas décadas. Confira!
De Volta à Sanidade
O título Legends of the Dark Knight trouxe algumas das melhores histórias do Batman. Infelizmente, boa parte delas se perdeu em meios aos 80 anos de publicações do Homem-Morcego e nunca foram relançadas. Muitos destes arcos chegaram ao Brasil nas séries do título Um Conto de Batman, como foi o caso de Going Sane, De Volta à Sanidade – uma das melhores e mais interessantes histórias do Coringa.
Se queremos conhecer mais da mente destes dois homens De Volta a Sanidade é imperdível. O que aconteceria se o Coringa finalmente matasse o Batman? O Príncipe Palhaço do Crime poderia viver uma vida normal? O Batman poderia largar o manto se o Coringa deixasse de existir? De Volta à Sanidade é a vitória do Coringa sobre o Batman e uma perspectiva a respeito das forças antagônicas que representam. Até que ponto o bem e o mal são responsáveis pela existência um do outro? Até que ponto o símbolo que Batman construiu é também responsável pela necessidade trágica da existência de um signo do caos, tal qual o Coringa e os diversos vilões de sua galeria?
Escrita por J. M. DeMatteis (escritor da clássica e também ótima A Última Caçada de Kraven), De Volta à Sanidade é um estudo psicológico e humano sobre o vilão – possivelmente a história que mais se aproxima da perspectiva de Todd Phillips e Joaquin Phoenyx. O Coringa é visto não apenas como a personificação do mal, mas como alguém doente e refém da própria fatalidade de sua vida e dos acontecimentos que o cercam. A sensibilidade de DeMatteis é fundamental, pois consegue mostrar o homem por trás da cara pálida como um homem romântico, com sonhos e compaixão. Um dos olhares mais interessantes sobre o Coringa – e, na humilde opinião deste que vos escreve, a melhor história do personagem.
Batman: A Piada Mortal
O Cavaleiro das Trevas, Batman: Ano Um e O Longo Dia das Bruxas – junto com Batman: A Piada Mortal – sempre estão na lista de melhores histórias do Homem-Morcego. São tramas fundamentais do personagem, que continuam influenciando suas histórias até os dias de hoje.
A Piada Mortal não é, porém, uma história voltada para o herói – e sim para o seu grande inimigo. Um projeto de Brian Bolland, que convidou seu conterrâneo Alan Moore para desenvolverem uma história sobre o palhaço, A Piada Mortal demorou cerca de 2 anos para ficar pronto e, até então, segue sendo a história base para a “origem” do Coringa. Com desenhos incríveis de Bolland, una história aberta a diferentes interpretações de Moore e 2 colorizações fenomenais (uma nas publicações originais de 89, por John Higgins, e outra em relançamentos com a versão concebida pelo próprio Bolland), A Piada Mortal é uma obra de arte e segue sendo um dos maiores clássicos dos quadrinhos. No Terraverso nós já falamos sobre a criação da graphic novel e analisamos um pouco do roteiro de Alan Moore e da arte de Brian Bolland, quadro a quadro.
Outra ótima indicação, também de uma história de origem do Coringa, é O Homem Que Ri, que usa todo o seu histórico de publicações e também as diversas mudanças do universo DC. Uma história essencial para quem e fã do Coringa e de suas diversas versões nos quadrinhos, cinema, jogos e TV.
The Joker
A história de debut do Coringa, o começo de tudo, obviamente não poderia faltar na lista. Surgindo em The Batman #1, o Coringa era um ladrão e assassino habilidoso que tinha métodos infalíveis. Interessante notar como nesta HQ sua semelhança com Conrad Veidt (ator de O Homem Que Ri, principal influência para a criação do personagem) é nítida. Todos os elementos que fariam do Coringa o maior vilão da cultura pop já estão presentes aqui, neste embrião, e seguirão o personagem durante 80 anos (e contando) de vida.
The Man Behind the Red Hood
A edição que traz a história que serviu como principal fonte para Alan Moore escrever A Piada Mortal. Detective Comics #168 apresenta pela primeira vez a origem do Coringa como um acidente ocorrido depois que um homem vestido como o vilão Capuz Vermelho caiu em um tanque de soluções químicas. É interessante ver como Moore pega o conceito, em tese inocente e até fantasioso, e transforma em algo forte e perturbador.
A história é de 1951 e é escrita por Bill Finger, co-criador de Batman e do próprio Coringa.
The Laughing Fish
O Coringa não seria o Coringa se não tivesse histórias absurdas e que beiram o lúdico como The Laughing Fish. O personagem teve mudanças de acordo com a movimentação do mercado de quadrinhos, indo de um personagem estruturalmente violento para um bobo atrapalhado. Do fim da Era de Prata pra transição pra Era de Bronze, entre 70 e 85, estes mundos começaram a se colidir. Steve Englehart e Terry Austin são responsáveis por esta história e pelo equilíbrio destas diferentes facetas do personagem, em uma trama que o Coringa decide instaurar o caos em Gotham com peixes que riem. Outra história importante para este momento do personagem é A Vingança Quíntupla do Coringa, por Denny O’Neil e Neal Adams.
Morte em Família
Um dos maiores golpes do Coringa contra a Batfamília. Um dos acontecimentos mais marcantes dos quadrinhos. Morte em Família é a história que traz a emblemática morte de Jason Todd, o segundo Robin, a golpes de pé de cabra. A morte foi votada pelos leitores dos títulos da DC, que optaram pelo fim do Menino-Prodígio.
Morte em Família é essencial para a grande reconstrução da imagem do Coringa que seguiu durante as décadas de 80 e 90, e alavancou seu histórico de feitos que o colocou, de forma disparada, no topo da lista de rivais do Batman. Em Morte em Família, além do assassinato de Todd, o Coringa também é responsável por vender armas para grupos terroristas, causar uma crise diplomática internacional e realizar uma tentativa de assassinato de todos os membros da ONU. Batman precisou da ajuda do Superman para poder deter o vilão, que foi dado como morto em um acidente de helicóptero – para reaparecer tempos depois, vivo, como manda o manual dos vilões.
Terra de Ninguém
Terra de Ninguém não é só uma das grande sagas de Batman, mas o atestado de que James Gordon é uma das pessoas que mais sofre nas mãos do Coringa. Em um ambiente de guerra civil, após Gotham ser atingida por um desastre natural, o Morcego enfrenta uma cidade entregue a loucura e ao abandono. O Coringa, claro, é um dos protagonista principais desse caos. Em meio ao seu plano de “matar o futuro de Gotham” sequestrando dezenas de bebês, o Coringa comete um de seus crimes mais perversos: o assassinato de Sarah Essen Gordon. O Palhaço mata a companheira do comissário após jogar um dos bebês em sua direção, obrigando-a a largar sua arma para segurar a criança.
É em Terra de Ninguém também que temos o debut da Arlequina, que entra pro cânone oficial das hqs do Morcegão na saga, e a capa clássica do casal na arte de Alex Ross.
O Homem de Cera e o Palhaço
Infelizmente pouco conhecida, a história é um prólogo para Terra de Ninguém e consegue ser tão interessante (ou até mais) do que a própria saga.
Seguindo a narração do diário do Dr. Jeremiah Arkham, conhecemos o dia a dia do famoso asilo e as dificuldades de se manter a instituição funcionando em meio ao terremoto que atingiu Gotham. Em paralelo, os vilões B Homem de Cera e Cabecinha começam a se rebelar contra os vilões mais poderosos, acreditando que perderam seu poder financeiro e influência em decorrência da crise da cidade. O Homem de Cera, em especial, inicia um atrito com o Coringa… o que obviamente não é algo inteligente.
O Arlequim do Ódio não só decide eliminar a dupla de vilões, como também aproveita a crise no asilo e a fragilidade de Jeremiah para iniciar um plano de fuga em massa. A partir daí, o Coringa rouba o diário de Arkham e começa a narrar seus feitos. Além de trocar os remédios de todos os detentos para instaurar o caos (como cortar antidepressivos dos maníacos depressivos e receitar anfetamina para os ansiosos), o Coringa convence Jeremiah que realizar lutas entre os pacientes seria uma boa ideia pois serviriam como “embates de gladiadores nas arenas romanas” e aliviaria o stress. O Homem de Cera e o Palhaço é Coringa em seu auge de insanidade e inteligência, interagindo com Charada, Ventríloquo, Crocodilo e todos os super vilões do Batman. Ouro puro!
Asilo Arkham – Uma Séria Casa em um Sério Mundo
O Coringa aqui é mais um coadjuvante, junto com os outros vilões e com o próprio Batman. O personagem principal na hq de Grant Morrison e Dave McKean é o próprio Arkham e a loucura que o prédio carrega em si, desde sua fundação.
O Coringa de Asilo Arkham é desproporcional, de olhos estalados, sexual e, claro, lunático e sádico. Uma visão quase alucinógena e parecida saída de um filme de terror.
Morte da Família
Em um eco com Morte em Família, Scott Snyder e Greg Capullo aproveitam de todo o histórico do Coringa para criar uma história visceral e cheia de cólera. Mais perigoso do que nunca, o Coringa está decidido a acabar com todos ao redor do Batman, utilizando de todo o trauma que causou na Batfamília para desestabilizar os heróis. Batgirl e Jason Todd são alguns dos alvos e são obrigados a estarem frente a frente, depois de anos, do homem que marcou suas vidas.
Apesar de sua polêmica passagem pelo run do Batman em Os Novos 52, Snyder e Capullo entregam um Coringa marcante e sanguinolento, uma besta violenta e imprevisível. Capullo, nesta fase, merece um destaque especial. O visual que criou para o Coringa, tanto em Morte da Família como em Endgame, marcou a trajetória a do personagem.
Endgame
O fim do run de Batman de Os Novos 52 foi a conclusão de uma construção feita desde o início por Snyder, que buscou explorar o status quo tanto do Morcego como do Palhaço.
O fim de jogo dos rivais teve embate com a Liga da Justiça, revelação de identidade secreta, Joe Chill, jogos mentais, membros decepados e luta até a morte – ou seja, tudo que um conflito final entre inimigos mortais precisa. Porém, o grande mérito de Snyder em Endgame foi construir uma narrativa onde o Coringa ganhou ares de ser mitológico, de força mística e sobrenatural. O Coringa sempre vai ser a carta inesperada, o símbolo que muda os valores, o elemento caótico que muda a ordem do jogo. No fim, a imprevisibilidade e o mistério são as maiores armas do Bobo do Genocídio, e Snyder os utiliza muito bem durante todo seu run em Batman. Falem bem ou falem mal, mas falem de Os Novos 52.
Slayride
Uma história simples e, exatamente por isso, muito efetiva, que funciona quase (quase) como um bottle episode de alguma série. Nesta história, publicada em Detectice Comics 826, o Coringa captura Tim Drake e o leva para um passeio de carro por Gotham. Escrita pelo sempre genial Paul Dini, Slayride é psicologicamente tensa e nos relembra que, quando o Coringa está em cena, tudo pode acontecer – especialmente se estiver junto de um membro da Batfamília. A história antecede os acontecimentos de O Palhaço da Meia-Noite, um dos arcos mais importantes do personagem e que estabelece o conceito da supersanidade do Coringa. Já falamos um pouco mais dessa fase do personagem e do trabalho de Grant Morrison aqui no Terraverso – confira!
Louco Amor
Antes de entrar oficialmente no cânone do Batman, a Arlequina fez sua estreia nas HQ’s de Batman: The Animated Series vinda diretamente do sucesso estrondoso que fez na TV. Louco Amor é uma história essencial para estabelecer os pilares da personagem – como o erotismo, a obsessão, o humor, a aptidão física, a inteligência, a dinâmica de Branco e Augusto que cria com o Coringa. Estes elementos serão fundamentais e serão reforçados e desconstruídos por diversos artistas, transformando a Arlequina e o Coringa em personagens importantes e relevantes para a discussão de temas importantes e, ainda, muito atuais. Temos uma crítica completa sobre Louco Amor aqui no Terraverso – confira!
A Última Risada do Coringa
Esta história de The Brave and the Bold tem tudo de melhor dos anos dourados de outrora dos quadrinhos: chamada na capa com polêmica, uma parceria inimaginável e plot twist. Na história, Batman e Coringa precisam trabalhar juntos para prender um criminoso, lutando contra bandidos, a polícia e, inclusive, entre si. Clássico!
A Guerra das Piadas e das Charadas
Usar o Coringa se tornou um desafio para os escritores. Afinal, o personagem é muito forte, mas tem de se ter cuidado em como é utilizado e, principalmente, com que frequência. Tom King, em seu run no Renascimento/DC Universe, fez as escolhas corretas.
O Coringa demora para aparecer na história desenvolvida por King e, quando aparece primeiro, é em uma saga flashback. Em A Guerra das Piadas e das Charadas, o Coringa e o Charada entram em uma guerra filosófica e física sobre seus métodos de provocação ao Batman. Uma guerra explode e os vilões se dividem em facções, cada qual apoiando um dos lados.
A saga tem sua falhas, mas é uma leitura prazerosa e, o Coringa, tem ótimos momentos. Entre eles, o divertido jantar entre os vilões e Bruce Wayne, que busca fazer a mediação de um possível acordo de paz, e o icônico rompante de sinceridade do Palhaço. “Por quê eu deveria matar o Batman? Não é óbvio? Eu sou o Coringa. Ele é o Charada. No fim… quem liga pro Charada?“.
Batman: Cavaleiro Branco
Sean Gordon Murphy brinca com reflexões políticas, filosóficas, poéticas e metalinguísticas para entregar uma das obras em quadrinhos mais interessantes dos anos 10. Cavaleiro Branco é uma inversão de papéis, ainda que bem óbvia, extremamente bem explorada e que serve como uma ode à maior rivalidade dos quadrinhos. Leitura mais do que necessária pra qualquer fã de quadrinho.
Produtores de Hollywood receberam aval para retomarem suas produções em andamento no Reino Unido. Isso inclui blockbusters como Pequena Sereia (Disney), Peaky Blinders (BBC), The Witcher (Netflix) e The Batman, da Warner Bros.
O aval chegou com a assinatura das novas regras de segurança contra o novo coronavírus, por parte do governo e órgãos de saúde do Reino Unido. A retomada das produções está sendo muito bem recebida por emissoras, serviços de streaming e proprietários de cinemas, que enfrentam uma provável futura seca de conteúdo.
As diretrizes da liberação, elaboradas pela British Film Commission e pelo British Film Institute, incluem regras sobre distanciamento físico, treinamento de segurança e testes de temperatura. O documento foi assinado pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS), pelo departamento de Saúde Pública da Inglaterra e pelo executivo de Saúde e Segurança. No entanto, ainda caberá a cada produção individual decidir como e quando reiniciar as filmagens.
O Reino Unido é um dos locais mais importantes de cinema e TV do mundo, com um recorde de 3,6 bilhões de libras gastos em mais de 300 filmes e produções de TV de última geração no ano passado. O montante gasto na produção de filmes no Reino Unido atingiu £ 1.95 bilhões, o segundo maior já registrado, em 188 produções. A maior parte disso, US $ 1,4 bilhão, foi gasta pelos principais estúdios de Hollywood na produção de apenas 21 sucessos de bilheteria, como James Bond: No Time To Die e 1917, de Sam Mendes.
Assim que as filmagens voltarem (a qualquer momento), estaremos atentos!