#EspecialCrises | Crise Final: O dia em que o mal venceu

    E chegamos em mais um capítulo do nosso #EspecialCrises! Perdeu algum? Clique e leia as duas primeiras partes!

    #EspecialCrises | Crise nas Infinitas Terras: O primeiro fim do mundo

    #EspecialCrises | Crise Infinita: O Multiverso como ele existe

    Agora, os rumos não apenas mudam o Multiverso mas abordam questões mais etéreas do universo DC como conhecemos, abordando os mistérios dos seres superiores denominados de ‘Os Novos Deuses’.

    Havia se passado dois anos após ‘Crise Infinita’ e o roteirista Grant Morrison teve uma ideia para uma saga que ele denominou como ‘Hipercrise’ no ano de 2003, porém, o evento acabou não sendo realizado e seus conceitos foram espalhados em ‘Seven Soldiers’, ’52’, ‘All Star Superman’ e no evento que conhecemos como a terceira grande crise, a Crise Final.

    Crise Final em si é uma história que envolveu uma grande quantidade de títulos, e em certos pontos da história se torna muito difícil de entender tudo o que foi contado ou a sua sequência, mas, pelo menos para conhecimento, é interessante ler estas histórias preparatórias mesmo que em alguns pontos exista algumas contradições entre tudo o que foi lançado. Agora o foco dos acontecimentos é na própria crise, assim se tornando uma leitura menos densa e de possível entendimento.

    O roteirista é conhecido por trabalhar conceitos mais amplos tendo como sua principal caraterística a pegada psicodélica na construção de sua narrativa, elementos que eu considero necessários para que se possa criar um evento do tamanho de uma Crise. No ano de 2007, o roteirista iniciou os trabalhos para o evento que é considerado como “o dia em que mal venceu” e tudo começa com a história preparatória ‘A Morte dos Novos Deuses’, uma colaboração para o evento escrita por Jim Starlin, contando sobre a grande guerra do Quarto Mundo entre os deuses bons de Nova Genesis, liderados pelo Pai Celestial e os maus de Apokolips, do tirano Darkseid  e seus aliados que, apesar da vitória, precisaram se fundir a Equação Anti-vida e reencarnando na Terra em corpos humanos.

    Após ‘A Morte dos Novos Deuses’, foi lançado entre 2007 e 2008 a ‘Contagem Regressiva para a Crise Final’, com 51 edições lançadas de forma decrescente até a edição DC Universe #0 que faz uma recapitulação de todos os momentos até o inicio da Crise. Muitos consideram os preparativos para esta saga confusos por algumas inconstâncias no relato dos eventos, mas também possui elementos que chamam a atenção como a existência de diversos Monitores vigiando suas versões da Terra e consequentemente o Multiverso, com o retorno da ameaça do Superboy Primordial causando destruição por onde passa na busca de uma Terra perfeita.

    E com este cenário, entre julho de 2008 e janeiro de 2009  é lançada Crise Final, roteirizada por Grant Morrison e apresentando um novo tipo de fim de mundo para o universo DC, um apocalipse que acontece a partir dos Novos Deuses liderados por Darkseid e a conquista da sua grande obsessão, a Equação Anti-vida.

    Como falei anteriormente na celebração de 5 décadas do vilão Darkseid, a Equação Anti-vida é o domínio sobre a vontade de todo o ser consciente, ou seja, se você não tem livre arbítrio, está morto. E é com este sonho de se impor sobre todo um universo que o Novo Deus, Darkseid, busca a Equação Anti-vida. Nesta história pudemos conhecer o que acontece quando o vilão tem o poder sobre a liberdade.

    A narrativa que tem um tom de mistério começa com o corpo de Órion sendo encontrado na Terra pelo detetive Dan Turpin, personagem já conhecido do universo do Quarto Mundo pela sua primeira aparição em ‘Novos Deuses #5’, em novembro de 1971. O detetive foi chamado para investigar o desaparecimento de um grupo de crianças e acaba encontrando o corpo de Órion que havia sido alvejado por uma bala de radion, elemento que é altamente nocivo aos Novos Deuses e por não estar em sua jurisdição, entrega o caso a dupla de Lanternas Verdes John Stewart e Hal Jordan. Um detalhe interessante aqui sobre a presença do Lanterna Stewart é que o personagem esteve presente em todas as Crises que haviam sido publicadas até o momento.

    Enquanto na Terra há esse mistério, outro se revela no observatório do Multiverso quando se tem o conhecimento da presença de 52 versões de Monitores que cuidam de seus respectivos universos e o julgamento de Nix Uotan, o monitor da Terra-51 que foi destruída pelo liberto Superboy Primordial, sendo rebaixado a um mortal por não ter conseguido salvar o seu universo protetor.

    Em dado momento da história, o Planeta Diário é atacado e Lois Lane acaba em coma pelos ferimentos. Clark decide ficar ao seu lado enquanto ela passa por este momento difícil, assim tirando o Superman da batalha. A trajetória do Homem de Aço em Crise Final acontece em Legião dos Três Mundos, quando o Superman viaja ao futuro para encontrar uma solução ao controle mental de Darkseid e ainda precisa lidar com uma segunda ameaça na forma do Superboy Primordial.

    Um elemento que é interessante na saga do Morrison que já comentei anteriormente, é a presença dos Novos Deuses entre os humanos e agindo as escondidas para a ascensão de Darkseid que agora se esconde em um corpo mortal e cria uma sociedade secreta liderada pelo vilão Libra, que reúne vilões para aumentar os números de tirano de Apokolips. E para provar que estão do lado de alguém poderoso, utilizam a cadeira do Metron para trazer o Caçador de Marte e assassinar o herói. A queda de Dan Turpin, que acaba se tornando o hospedeiro do vilão é marcante por colocar o novo deus em um patamar de onipresença, deixando claro que Darkseid está em tudo e em todos.

    Em Crise Final também é revelado que existe uma forma de combater a Anti-vida, este poder de resistência está no símbolo do Metron, que significa a sabedoria. Isso faz com que a história não seja apenas uma luta entre o bem contra o mal, ou entre mortais e seres divinos, mas sim uma luta entre a liberdade e o desejo de submissão.

    Diferente da Crise anterior, não há um foco tão grande sobre a quantidade de mortes de personagens importantes, mas sim na luta dos próprios heróis contra o poder quase imparável de Darkseid e seu exército de justificadores, pessoas que foram controladas pela Equação Anti-vida através de um capacete, tendo entre os personagens importantes que acabam sucumbindo, a Mulher-Maravilha e a Mary Marvel.

    Duas mortes relevantes na história são do Caçador de Marte que foi derrotado quando explorada a sua fraqueza ao fogo e a outra foi a do Batman, que havia sido sequestrado para que seu corpo fosse clonado criando um receptáculo da alma do Darkseid. Entretanto, nenhuma cópia foi capaz de lidar com a escuridão que habita o Cavaleiro das Trevas e o deus sombrio também não seria capaz de dominar seu corpo, pois encontraria uma grande resistência.

    O confronto entre Darkseid e Batman é divido entre o momento que o herói acerta um disparo com a mesma bala de radion que matou Órion e, após isso, vemos a morte do Cruzado Encapuzado para a sanção ômega do Tirano, um poder do vilão definido por ele mesmo como “a morte que traz a vida” e assim temos o herói derrotado. Após isso temos a chegada do Superman enfrentando o vilão e o levando a morte.

    O encerramento de Crise Final narra os momentos após a morte de Darkseid. Nix Uotan retomou seus poderes e descobriu o verdadeiro responsável pelo caos, sendo Dax Novu que se autodenomina Mandrakk [que posteriormente também é derrotado]. O Monitor que havia sido exilado usa a sua Terra destruída para criar o Quinto Mundo, iniciando um novo ciclo dos Novos Deuses.

    Os eventos pós-Crise Final são ligados a um epílogo que revela que Bruce Wayne não foi morto pela sansão ômega, mas viajou no tempo para o passado, encontrando o primeiro homem que recebeu a dádiva do fogo e o símbolo de Metron. Este arco de histórias é contado em “O Retorno de Bruce Wayne” e “Batman e Robin”. Neste período quem assume o papel do Batman e protege Gotham é Dick Grayson, sendo ele o cruzado encapuzado no evento “A Noite Mais Densa.”

    Crise Final é uma das histórias mais carregadas no aspecto de informações, devido a grande quantidade de eventos que acontecem simultaneamente e em diversas revistas mas, para um evento de Crise, é uma história importante que deu origem para um novo conceito de universo cósmico, e que futuramente seria lembrado em outras histórias e eventos.

    Ricardo dos Santos
    Ricardo dos Santoshttps://terraverso.com.br
    Fã de quadrinhos, séries, filmes e games. Apaixonado por DC de Grant Morrison a Alan Moore. Mais um privilegiado de estar na amada Terraverso.

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