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Aves de Rapina | Conheça Cassandra Cain, a órfã

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Criada por Kelley Puckett e Damion Scott, a criança problemática Cassandra Cain apareceu pela primeira vez próximo a virada do século, em 1999, trazendo um ar de novidade nas revistas do morcego. Cercada por tragédia e morte, Cassandra tem um passado e presente conturbado, a tornando uma das personagens mais fascinantes na Bat-Família, e peça chave em ”Aves de Rapina”, filme de Cathy Yan que chega aos cinemas em fevereiro.

Filha de assassinos, Cassandra nunca teve a chance de uma infância normal, treinada para se tornar a maior assassina do mundo por seus pais, Lady Shiva e David Cain, Cassandra foi privada do contato com qualquer outra pessoa fora de seu círculo, proibida de falar, assim, crescendo ”muda” e com poucas habilidades sociais. Expert em artes marciais, Cassandra foi primeiramente treinada por seu pai biológico, David Cain, com o intuito de servir Ras Al Ghul. Mais tarde, recebeu treinamento de Bruce Wayne, sendo adotada pelo mesmo.

Suas habilidades são aguçadas, filha dos maiores lutadores da DC, Cassandra teve um treinamento duro com seus pais, o Tigre de Bronze, Canário Negro e a Liga dos Assassinos. A jovem consegue derrotar qualquer lutador, sendo temida por muitos. Adepta a linguagem corporal em seu modo de lutar, uma de suas habilidades a permite ‘sentir’ a morte de seus oponentes, assim como sua mãe, Lady Shiva, a garota analisa a melhor maneira de neutralizar seus oponentes, causando ferimentos que podem eventualmente matá-los. Teoricamente, a garota poderia derrotar até o Batman.

Cassandra é um membro importante da Bat-Família, figurando em inúmeras edições, sejam solos ou em participações especiais da personagem, como a sua própria revista ”Batgirl” e ”Batman: No Man’s Land”.

Assumindo o manto de Batgirl durante um tempo, Cassandra passa a morar com Barbara Gordon durante esse período, servindo como uma mentora, Oraculo e Batman tentam ajudar a garota a ser mais social, o que acaba prejudicando suas habilidades como assassina. Cassandra resolve se reconectar com Lady Shiva, que a ajuda a recuperar suas habilidades em um embate até a (quase) morte. Pouco tempo depois, Cassandra se torna a Black-Cat por um tempo, e depois, a orfã, após a morte de seu pai.

Em 2018, Ella Jay Basco foi escolhida para dar vida a personagem em sua primeira aparição em live action, curiosamente, Cassandra é o primeiro papel cinematográfico da pequena atriz, que tem apenas 13 anos de idade. Em ‘Aves de Rapina’, Ella trará as telas uma versão um pouco diferente do que os fãs conhecem sobre a órfã, pouco se sabe sobre seu passado até o momento, mas sua história muda completamente ao cruzar com a Arlequina de Margot Robbie.

Em outras mídias, Cassandra fez breves aparições na animação ”Liga da Justiça” em 2001 e ”Young Justice: Outsiders” 2019, mas foi nos games que a personagem realmente teve um bom destaque como “Batman: Dark Tomorrow“, “Batman Lego“, “DC Super-Villains” e “Injustice: Gods Among Us“.

Aves de Rapina” chega aos cinemas no próximo dia 6 de fevereiro. O futuro de Cassandra no Universo DC nos cinemas ainda é incerto, mas com sua participação no longa de Cathy Yan, é esperado que a personagem ganhe cada vez mais espaço, trazendo mais diversidade ao já famosos roster de personagens ricos do Batverso.

Aves de Rapina | Máscara Negra e Victor Szasz; Conheça os grandes vilões do filme

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Enfim teremos a volta da Arlequina as telas do cinema. Aves de Rapina é a grande produção da DC que está chegando aos cinemas, e como já sabemos, nossa querida anti-heroína —sim, não adianta espernear, ela é uma agora — se juntará a Renée Montoya, Caçadora, Canário Negro e Cassandra Cain para salvar Gotham.

Os grandes vilões do longa serão Máscara Negra e Victor Zsasz. O primeiro é o maior chefe do crime de Gotham, a ponto de ser uma grande pedra no sapato do Batman e da Mulher Gato. Já Zsazs é “apenas” um super vilão, assassino, cruel que marca em seu corpo o tanto de vítimas que fez.

Como, a Arlequina e sua trupe estão bem famosas, resolvemos trazer algumas informações e curiosidades sobre os vilões do filme. Pode ser que você já tenha ouvido falar no Máscara Negra ou no Victor Szasz, mas caso não os conheça bem, fique e aproveite a tudo o que traremos para vocês, sobre esses personagens icônicos.

Máscara Negra – o criminoso de Gotham

Seu nome verdadeiro é Roman Sionis. Dinheiro nunca foi problema para ele, já que sua família era muito rica e tinha uma empresa de cosméticos. Mas Roman não gostava da forma que seus pais o tratavam, e veneravam os seus status social. Quando mais velho, o vilão se apaixonou por uma secretária da empresa da família, e claro, seus pais foram contra o relacionamento. Com raiva, Sionis ateou fogo na casa onde moravam e matou seus pais, assim ele poderia ficar com sua amada, e com o controle dos negócios.

Acontece que ele pode ser um bom vilão, mas como um chefe de negócios — convencionais, claro — ele falhou. Devido a um problema com um cosmético, que causava danos severos na pele, sua empresa chegou à beira da falência. Para evitar escândalos maiores, um ex-amigo de infância de Roman comprou seu negócio a fim de o ajudar, mas isso causou um efeito contrário no vilão. Esse seu ex-amigo não era nada mais nada menos que Bruce Wayne.

Roman o culpou por seu fracasso no mundo corporativo, e decidiu se vingar dele. Durante uma visita ao caixão dos seus pais, em meio a todo esse turbilhão que acontecia em sua vida, Sionis usou uma de suas maiores paixões para voltar aos trilhos: as máscaras. De forma bem macabra, ele pega pedaços do caixão deles, que era feito de ébano, e constrói a famosa máscara negra.

Assim surgiu um dos maiores vilões que o Batman teve que enfrentar em Gotham. É verdade que Sionis falhou em ser um administrador de negócios cosméticos, mas pode melhorar suas habilidades como um chefe do crime. Roman, agora como Máscara Negra, construiu um império de causar inveja em seus rivais.

Até um certo dia, Máscara Negra teve uma luta fatal com o herói de Gotham, o Batman. Os dois lutavam em um lugar em chamas, quando Roman caiu nas labaredas e teve sua máscara fundida com o seu rosto. O que antes era uma fuga da sua realidade, para se vingar por sua empresa, agora era sua nova identidade. Roman Sionis deixou de existir para apenas o Máscara Negra ter o controle.

Sua vida de crime foi bem agitada. Chegou a comandar Gotham através de seus feitos criminosos; fez alianças com outros vilões do crime, como o Pinguim; se juntou a Sociedade Secreta dos vilões para impedir que o Capuz Vermelho continuasse atrapalhando seus negócios; e construiu uma rixa fatal com a Mulher Gato.

Nos quadrinhos, sua morte veio após um embate contra a Mulher-Gato. Máscara Negra, a fim de desestabilizar sua inimiga, atacou sua irmã, Maggie Kyle, a torturando de uma forma traumatizante. Selina não deixou barato e foi atrás de Roman, e o matou com um tiro na cabeça.

Algumas curiosidades sobre o personagem durante sua caminhada pelo Universo DC:

– Roman chegou a matar um dos Robins. Stephanie Brown, que foi a quarta a assumir o manto de Robin, foi morta durante o arco ‘War Games’. Durante o confronto, Stephanie é morta após ser baleada e jogada da escada.

– Após ser morto pela Mulher Gato, surgiu um novo Máscara Negra. Seu nome era Jeremiah Arkham, e era um chefe psiquiatra da instituição Arkham. Após um surto mental, o mesmo assume o lugar do vilão, mas não como um chefe do crime, mas sim como um líder cultista.

– Máscara Negra participou da série Arkham no vídeo game. Em ‘Batman: Arkham Knight’, ele voltou como o principal vilão da DLC ‘A História do Capuz Vermelho.

– Essa será a primeira vez que o vilão aparecerá nas telonas. Seu personagem será vivido por Ewan McGreggor — famoso por interpretar Obi-Wan Kenobi

Victor Szasz – O maníaco das marcas

Existem poucos personagens que podem ser comparados com o Coringa, em questão de louca, insanidade e letalidade. Um desses que podem é Victor Szasz, um assassino sem escrúpulos de Gotham — engraçado como Gotham atrai esses lunáticos.

O clássico vilão do Batman começou sua trajetória de forma trágica. Antes de ser esse assassino, Victor era uma pessoa rica, que tinha tudo na vida. Suas notas eram altas na escola, sua família o adorava, e ele os adorava também. Mas as páginas de sua história começaram a ser escrita sem a felicidade o acompanhar. Tudo mudou após seus pais morrerem em um acidente de barco, o que deixou Szasz em uma profunda depressão.

Diante de um vazio, Victor começou a apostar seu dinheiro. Seu vício nos jogos de azar foi tão grande, que chegou a perder toda sua fortuna após uma partida contra o vilão Pinguim. Depois de perder tudo o que tinha, o que sentia só piorou, o levando a tentar suicídio para acabar com sua dor. Acontece que sua nova fase macabra começa aí. Quando foi a uma ponte para pular, Victor sofreu uma tentativa de assalto, e acabou reagindo e matando o criminoso, dando início a sua caminhada sangrenta.

O vilão também é conhecido por marcar em sua pele as mortes que causa, como uma forma de lembrar tudo o que já fez. Suas habilidades são sem dúvidas a sua inteligência e sua luta corporal. Durante suas batalhas, Szasz mostra não ter um uma forma única de matar seus oponentes, o que estiver ao seu alcance ele usa.

Victor Szasz já teve bastante aparições fora dos quadrinhos. Nas telonas, o personagem foi vivido por Tim Booth, que por mais que tenha sido bem rápido, fez sua aparição em Batman Begins. Já na televisão, a mais famosa aparição foi em Gotham, onde Anthony Carrigan interpretou o personagem, fazendo aparições regulares na série.

Em Aves de Rapina, Chris Messina será o intérprete do icônico vilão, e será um dos capangas do Máscara Negra no filme, onde comandará a busca por Cassandra Cain, para recuperar a joias roubadas.

Algumas curiosidades sobre o personagem:

– Victor Szasz fez aparições na série de jogos Arkham. O vilão pode ser encontrado em algumas missões secundárias em ‘Batman Arkham City’, e durante uma investigação em ‘Batman: Arkham Kinght’ é possível vê-lo agindo ao ver algumas câmeras de segurança.

– Todo vilão tem sua arma favorita, e a dele são suas duas facas que sempre estão consigo em suas missões.

Aves de Rapina chega aos cinemas dia 07 de fevereiro, e conta com Margott Robie (Arlequina), Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Ella Jay Basco (Cassandra Cain), Rosie Perez (Renée Montoya), Ewan McGreggor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Szasz). A direção fica por conta de Cathy Yan.

Aves de Rapina | Arlequina, da loucura a emancipação

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Heróis são inspirações para todas as gerações e todas as idades, além de grandes histórias que são um dos pontos que fascinam os leitores de quadrinhos, eles são exemplos, inspirações e até mesmo motivações para que as pessoas possam evoluir e crescer quando projetam isto na realidade.

Dentro deste vasto mundo de heróis e heroínas temos a Arlequina, uma personagem muito carismática, midiática e uma vilã que gradativamente vem ganhando um papel de anti-heroína não apenas por uma mudança editorial mas por sua trajetória. Aqui vamos falar de todo o conteúdo psicológico por trás desta personagem.

Assim como Freud realizava estudos sobre grandes personalidades como Leonardo Da Vinci, tentarei fazer um exercício semelhante, dada as devidas proporções, com Harley Quinzel, uma personalidade carismática que possui uma carga psicológica densa por trás da maluquinha que conquistou tantos fãs ao redor do mundo. Para realizar este exercício procurei tanto por quadrinhos quanto pelo o filme “Esquadrão Suicida” para que fosse possível entender a história da personagem.

O que sabemos sobre a origem da Arlequina é que antes de ser parceira de crime e namorada do vilão em um relacionamento extremamente abusivo, ela era psicóloga no asilo Arkham e tinha como um de seus pacientes o flagelo de Gotham. Na história “Batman: Mad Love“, são revelados mais detalhes da sua vida, como ela ter sido uma ginasta, explicando também algumas de suas habilidades como lutadora.

Pensando que a sua fascinação pelo Palhaço do Crime inicia-se a partir do momento que ele se torna seu paciente, e pensando em todo o contexto apresentado, pode-se dizer que durante o processo terapêutico ocorre uma contratransferência da parte de Harley, onde ela experimenta sentimentos em relação ao seu paciente e de certa forma seu inconsciente passa a entende-lo.

Quando se fala de contratransferência, o momento em que o paciente passa a transferir conteúdos do seu inconsciente para o seu paciente, se define por dois tipos: a normal e a patológica. A primeira é positiva para o processo terapêutico, enquanto a patológico se origina nos conflitos não superados pela parte do terapeuta. Neste caso, a contratransferência de Harley é patológica pois é resultado de conflitos que ela já trazia consigo, acredito que ela seja psicótica, fazendo-a acreditar em seu inconsciente que entende o Coringa, passando a desenvolver sentimentos amorosos pelo paciente.

É evidente que o alter ego Arlequina é uma forma escolhida por Harley para demonstrar o seu afeto pelo Coringa, mas também suponho que seja uma manifestação inconsciente da sua compreensão deste entendimento, que ocorre por causa da contratransferência. Este afeto e a constante obsessão por agradar o seu namorado me levam a acreditar que existe uma segunda condição psicológica que surge em decorrência desta relação: a Síndrome de Estocolmo.

É um processo que ocorre sem que a vítima tenha consciência, no qual ela passa a desenvolver sentimentos afetuosos pelo agressor como um mecanismo de defesa, para assim conservar o inconsciente da vítima e a mínima demonstração de gentileza por parte do agressor é vista pela vítima de forma ampliada. Esta condição é muito comum em situações de sequestro, cenário de guerra e relacionamentos abusivos como o caso da Arlequina e Coringa.

Após o lançamento do filme ‘Esquadrão Suicida’, muitos internautas principalmente adolescentes encaram a relação retratada no filme como um exemplo de um relacionamento amoroso, o que na verdade é muito pelo contrário, há ali uma relação abusiva aonde a Arlequina é uma vítima da violência tanto física quanto psicológica do Palhaço do Crime. O que é devidamente exemplificado ao longo do filme com as cenas da origem da personagem em sua versão cinematográfica, com tortura e agressões.

https://www.youtube.com/watch?v=y2Qgdg4kN-o

Outra cena que chama atenção é o momento em que Harley salta em um tonel de ácido de uma forma ritualística (vídeo acima) e na constante busca por satisfazer os desejos do seu objeto de afeto. Quando esta cena é vista do ponto de vista do Coringa, é apenas algo trivial ele retira-la do ácido e pela sua expressão até um incômodo, mas, do ponto de vista de Harley, é um ato de afeto para com ela reforçando a ideia de que um comportamento gentil por parte do agressor do ponto de vista da vítima é considerado algo muito maior.

Na fase de “Os Novos 52”, a Arlequina se separa do Coringa passando a ter novamente as rédeas da sua vida. Isso acontece a partir do momento em que ela se afasta do seu agressor, no caso do quadrinho ele acaba forjando a sua morte e removendo seu rosto em mais um momento de loucura do Coringa, mudando-se para outra cidade e passa a viver as suas próprias aventuras.

Outro fator que suponho que seja importante para a emancipação da Arlequina é sua relação com Pamela Isley, a Hera Venenosa, passando a ter um relacionamento mais saudável e direcionando todo o seu afeto que surgiu desde o seu encontro com o Palhaço do Crime para sua nova companheira. Hera demonstra compreender as excentricidades da personalidade de Harley.

Com o filme Aves de Rapina que será lançado nesta semana, esperamos ver esta emancipação acontecer também nos cinemas, que seja uma inspiração positiva para muitas pessoas que são vítimas de relacionamentos abusivos e não encontram forças para se livrar de seus agressores, podendo também encontrarem a sua própria liberdade.

Aves de Rapina | Como o filme pode dialogar com as demais produções da DC nos cinemas

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‘Aves de Rapina’ estreia no dia 6 de fevereiro e a produção dirigida por Cathy Yan apresenta alguns elementos de ligação com o “Esquadrão Suicida (2016)” dirigido por David Ayer, como o término do relacionamento abusivo da Arlequina com o Coringa (Jared Leto) e como a Palhacinha do Crime lidará com o fim disso.

Claramente esses são elementos que não apagam a presença de um universo expandido de filmes, e que se conectam em vários pontos. Com a exceção de “Coringa”, todos os demais filmes do popular DCEU possuem ligações entre suas narrativas, mostrando ao público uma ideia semelhante ao Universo Marvel dos cinemas.

O filme das Aves de Rapina, além de mostrar a volta por cima da Arlequina, também é um filme essencial para direcionar os rumos da DC nos cinemas. Ele será um termômetro de público e crítica sobre qual será a recepção que a produção pode ter, sendo ela positiva ou negativa, e também funciona como uma ponte para dois importantes filmes; ‘The Suicide Squad’ de James Gunn, que já está sendo finalizada as filmagens e “Sereias de Gotham”, um projeto que de vez em quando é comentado nos bastidores, mas que jamais foi efetivamente confirmado pela DC Films.

Além disso, com a chegada de “The Batman” e a presença da Selina Kyle de Zoe Kravitz no novo filme do Homem Morcego, a ideia de uma produção sobre as Sereias de Gotham poderá ganhar força. Porém, existe algo ainda que não se encaixa no DCEU: Há 2 Batman’s diferentes. Então, isso quer dizer que não há possibilidades de vermos a Arlequina da Margot Robbie e a Mulher-Gato de Zoe Kravitz juntas nos cinemas? Definitivamente as chances são maiores do que você pode imaginar.

Existem dois caminhos que a DC pode explorar para “The Batman”; A primeira opção é manter o filme como uma história fechada sobre o Batman. Acredito que não veremos elementos de origem do personagem, até porque é uma história bastante conhecida do público. Então poderíamos ter uma proposta semelhante a de ‘Coringa’, sendo algo que não se conecta com nenhuma produção, e com isso, as chances de ver as Sereias de Gotham diminuem muito.

Elenco de ‘Aves de Rapina’ durante a CCXP 19.

A segunda possibilidade, que considero a mais arriscada, porém me agrada muito mais, é colocar “The Batman” DENTRO do DCEU. Como? Há 2 formas para isso.  A primeira, disseminada já entre os fãs da DC foi usada recentemente para o crossover “Crise nas Infinitas Terras'”, o conceito de Multiverso. Se o Flash de Ezra Miller pode interagir com o Flash de Grant Gustin, as possibilidades da Arlequina e Mulher-Gato atuarem juntas aumentam consideravelmente.

A outra forma de inserir “The Batman” no atual DCEU é através de um retcon do próprio personagem. Proposta essa que considero a mais absurda e ousada frente a tudo que a DC Filmes já mostrou. E o mais engraçado é que o conceito de Multiverso e essa ideia de um novo Batman no DCEU podem funcionar juntas dentro de uma mesma abordagem. Digo isso porque depois de Flashpoint tudo é possível. A jornada do velocista em seu filme ainda é desconhecida, mas provavelmente ele navegará em algumas linhas temporais e quando retornar, poderá ter alterado muita coisa, como até mesmo o Batman de Ben Affleck ser substituído pelo Batman de Robert Pattinson, alterando não só cronologias temporais como também conceitos de dimensão. 

Então, Sereias de Gotham pode voltar a pauta sem sombra de dúvidas caso o sucesso de Aves de Rapina seja eminente. Aliás, houve um recente rumor que a Hera Venenosa estaria em “The Suicide Squad”, algo que ainda não foi confirmado oficialmente.

Sobre Aves de Rapina, ainda há outra possibilidade interessante para explorar esse universo; São novos personagens que podem ser utilizados ou para uma sequência do próprio filme, ou ainda em filmes que envolvem atuações de forma solo.

A produção também será um ponto que “organiza a casa” para o novo filme do Esquadrão Suicida. A primeira produção da equipe de vilões não teve bons resultados de receptividade tanto pelo público quanto na crítica especializada. Importante ressaltar que a produção apresenta um personagem que considero fundamental para o futuro da DC nos cinemas: A Arlequina. É inegável o sucesso da personagem na base de fãs da editora. Atualmente, depois do Superman, Batman e Mulher-Maravilha, a Palhacinha do Crime pode ser considerada o popular 4° pilar entre os personagens que se destacam na DC.

Além disso, Aves de Rapina de forma inteligente aborda temas fundamentais e necessários no contexto social atual: O empoderamento feminino e a sororiedade. Recentemente, a repórter Grace Randolph perguntou o porquê os fãs brasileiros defendem tanto esse filme.

“Pergunta GENUÍNA – Estou realmente tentando entender os fãs que estão por trás desse filme, e gostaria de receber seu feedback antes de começar minha cobertura: – Por que o BoP é importante para você? – O Brasil parece particularmente favorável, o que esse filme fala com o seu país?

Talvez porque o Brasil seja o 5º país em número de mortes violentas de mulheres no mundo, conforme dados da ONU. Isso torna Aves de Rapina um filme mais que necessário para mostrar o que um grupo de heroínas é capaz de fazer. E isso com toda a certeza abre portas não apenas para a DC abordar o tema, mas também outros estúdios. Depois de Mulher-Maravilha, chegaram Capitã Marvel e Viúva Negra. E mais uma vez esse pioneirismo da DC deve ser exaltado e valorizado, quando toca e aborda assuntos pertinentes a nossa realidade.

Aves de Rapina | Confira 5 motivos para você assistir a esse filme!

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Finalmente estamos no mês de um dos filmes mais esperados do ano!

“Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” estreia dia 6 de Fevereiro aqui no Brasil e o Terraverso hoje vai te dar 5 motivos para você chamar toda família e amigos, ir nos cinemas e ver esse filme.

Lembrando que esse filme DEFINITIVAMENTE não é para crianças.

1 – EMANCIPAÇÃO

Sei que muita gente gosta do Coringão, mas em Aves de Rapina, a Arlequina tenta se desvincular do Coringa e começar uma nova história.

O intuito do filme é trazer uma vibe positiva em relação a melhora individual da personagem que sempre foi vista como a sombra do Coringa. Nesse filme, segundo a própria Margot Robbie, a personagem está arrasada, a gente não vê aquela confiança que vimos em ‘Esquadrão Suicida’, ela está vulnerável, um pouco triste e tentando buscar algo que a deixe viva novamente, como novas amizades.

Aves de Rapina, tem a missão de apresentar de vez ao público como a nossa Arle funciona sozinha. Opa, não tão sozinha assim…

2 – AS PASSARINHAS

Além de Aves de Rapina nos mostrar uma Arlequina totalmente diferente do que vimos em “Esquadrão Suicida” e com mais essência própria em busca de algo só dela, não é somente ela que tenta achar toda essa emancipação, no desenvolver ela conta com a ajuda de uma equipe de mulheres que alguns já conhecem e que não brincam em serviço.

Com a Caçadora, Canário Negro, Renee Montoya e Cassandra Cain a Arlequina descobre que não é apenas ela em Gotham que está em busca de emancipação, e todas as personagens tem um objetivo em comum, e acaba que no meio de toda essa confusão, elas desenvolvem uma amizade incrível e muito bagunçada.

A ideia era passar uma imagem forte de um grupo de mulheres unidas por alguma coisa, e que a Arlequina precisava de algo desse tipo para completar a sua busca por amor e identidade própria. Imperdível com um elenco lindo desses né?

3- OS VILÕES

Com Ewan Mcgregor como Máscara Negra e Chris Messina como Victor Zsasz a gente não podia esperar nada diferente do que aclamação. Algumas reações das pessoas que viram o filme falam que esses dois juntos funcionam tão bem e que são os melhores vilões que já estiveram na DC Films.

O Ewan Mcgregor define seu personagem como misógino que só aguentava a Arlequina por ela ser namorada do Coringa, e como a personagem já não mais se relaciona com ele, isso o enlouquece. Já o Chris confirma que essa dupla tem um relacionamento bem peculiar e um amor pela anarquia, como se seu  personagem tivesse uma “obsessão” pelo Máscara.

Como o filme é para maiores, podemos ver algumas cenas bem pesadas desses dois vilões com bastante sangue.

O que será esses dois vão aprontar nos cinemas?

4- ESTILO

O que faz Aves de Rapina ser tão especial para a Arlequina não é só todo o contexto emocional que a personagem se encontra e sim todos os detalhes ao seu redor. Uma Gotham colorida e diferente de tudo que já vimos é como a personagem enxerga a cidade, ao mesmo tempo que ela quebra a 4º parede conversando com o público.

O visual da personagem é algo que definitivamente vai ficar marcado no filme, porque ela troca de roupa diversas vezes. Assim, associamos com o fato dela estar em constante mudança emocional.

Em “Esquadrão Suicida” a blusa da personagem era uma homenagem ao seu Pudinzinho, enquanto em Aves de Rapina a sua roupa é cheia de Harley mostrando a busca de amor próprio da personagem.

5- REPRESENTATIVIDADE

Aves de Rapina foi um trabalho de anos da nossa querida Margot Robbie ao tentar produzir esse filme. Teve que convencer a Warner para aprovar um filme voltado a maiores de idade, com uma equipe feminina. Margot desejava apenas uma equipe de mulheres trabalhando nele.

Com a diretora indie Cathy Yan escolhida a dedo pela nossa Arlequina, a roteirista Christina Hodson (Bumblebee) e a própria Margot produzindo, o filme foi se juntando e criando um universo diferente, com uma gangue de mulheres e com representatividade LGBT+ tanto na “heroína” quanto nos vilões.

O filme é repleto de violência, palavrões, e um elenco diversificado apresentando uma Cassandra Cain com descendência filipina e coreana, uma Canário Negro interpretado por uma atriz negra que gerou controvérsia entre fãs mais conservadores, e que até mesmo tentaram prejudicar o filme. Porém, Aves de Rapina é um filme de ação, feito por mulheres, com um público alvo bem definido mas que todos podem se divertir.

A luta de um grupo feminino em busca de uma emancipação que pode ser encontrada com amizade, e com apoio. A sororidade que o filme mostra é que as personagens não são heroínas, são cheias de defeitos e que estão construindo algo juntas, e isso faz com que outras pessoas possam se identificar enquanto assistem.  

Aves de Rapina estreia no dia 6 de fevereiro nos cinemas.

Aves de Rapina | Cathy Yan conquistando sua emancipação, e a da Arlequina

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Poucos meses após o lançamento de sua primeira produção no festival de Sundance, o longa independente ”Dead Pigs”, Cathy Yan, diretora agora de segunda viagem, conseguiu dar um grande salto garantindo a direção da primeira aventura da Arlequina depois de ‘Esquadrão Suicida’ de 2016.

Aves de Rapina‘ pode ter nascido da paixão de Margot Robbie pela personagem e sua grande vontade em inclui-la em uma gangue de garotas, mas se não fosse a direção de Cathy, um filme completamente diferente estaria chegando as telas no próximo dia 6 de fevereiro.

Sair de um filme indie para uma grande produção de Hollywood pode não parecer novidade no ramo, mas para uma diretora, mulher, asiática, Cathy Yan parece estar pavimentando um novo caminho para mulheres como ela, sem grandes ligações na indústria, sem família no ramo, conquistando espaço apenas com o seu talento.

Eu sempre amei filmes, mas nunca achei que pudesse fazer filmes.” confidenciou Yan para a Variety. “Eu nunca vi alguém parecido comigo fazendo filmes. Não de verdade. Acho que estava com medo de tentar, e não havia um caminho direto sobre como ‘se tornar uma diretora.’ Eu também tive muita sorte.” Concluiu a diretora chinesa-americana, que em 2010, escreveu sua primeira peça ao Wall Street Journal sobre diretoras de primeira viagem conseguindo espaço em Hollywood de uma hora para outra, na época, Cathy deu a nova inclusão da indústria para talentos escondidos como um dos pontapés para sua carreira.

Só em 2019, grandes lançamentos independentes comandados por diretores que fogem do padrão americano tomaram Hollywood, chocando a indústria e recebendo inúmeros prêmios durante a temporada de premiações, com destaques para Lulu Wang por ”The Farewell” e Bong Joon-ho, o cineasta Sul-Coreano fazendo história na academia do Oscar, recebendo 6 indicações por ”Parasite”, incluindo a de ‘Melhor Filme’. Agora em 2020, é a vez Cathy Yan receber o seu merecido praise por seu trabalho duro, entrando em uma lista minúscula de diretoras mulheres comandando blockbusters americanos, e uma lista MENOR AINDA quando falamos de filmes de heroínas.

Cathy chegou ao projeto de uma forma simples, a cineasta sentou para um café com sua roteirista, Christina Hodson, filha de Taiwaneses e Ingleses, dois meses após a estreia de ‘Dead Pigs‘ em Sundance. Conversando sobre seus novos projetos, foi ali que Cathy ouviu pela primeira vez sobre o filme. ”Nós nos demos muito bem. E foi ótimo ver alguém como eu, que tinha um histórico de trabalho semelhante ao meu, chegar nesse nível.” revelou Yan. Curiosamente, a cineasta não acreditou que pudesse assumir o projeto, sendo pega de surpresa por Hodson, que ao fim da conversa, convidou a diretora para assumir seu roteiro e lhe dar vida. ”Eu realmente não achava que poderia fazer algo assim – nem ao menos ser considerada para fazer isso.

Mas a verdadeira prova de confiança veio durante as reuniões com o estúdio, onde as duas, Yan e Hodson, precisavam provar para um bando de executivos mais velhos, o quanto necessário ”Aves de Rapina” era para o gênero exatamente neste momento. Cathy relacionou como sua própria emancipação. ”Eu senti como se estivesse passando por uma autoconsciência semelhante, percebendo que, sim, eu posso ser diretora, eu posso fazer isso. Finalmente me estabelecendo nessa autoconfiança.” E foi com essa confiança que Cathy conseguiu o trabalho, recebendo apoio da Warner Bros. para assumir o grande comeback de uma das personagens mais famosas da DC nas últimas duas décadas. Assim como na mídia, tudo por trás das câmeras acontece muito rapidamente. Cathy foi anunciada como diretora no dia 17 de abril de 2018, e poucos meses depois, o filme já estava de pé, filmando em locação, com as primeiras fotos no set divulgadas por paparazzis de longe.

Cathy conta que teve apoio do estúdio desde o início e durante toda a produção, revelando que pediu conselhos para outra grande diretora no ramo, Patty Jenkins, que assumiu a direção de ”Mulher-Maravilha”, primeiro blockbuster de uma heroína no gênero, onde graças ao sucesso, abriu o caminho para produções que vieram depois, como Capitã Marvel, Viúva Negra e o próprio Aves de Rapina: “Eu liguei pra ela (Patty) e disse ‘O que estou fazendo?‘ [Risos] Ela me disse: ‘Você precisa se lembrar que ninguém conhece esse filme tanto quanto você. É isso que faz de você a diretora.’ E isso foi muito, muito útil.’

Mas ”Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” pode ser considerado um blockbuster? O tratamento que o estúdio vem dando ao longa com Margot Robbie e Mary Elizabeth Winstead tem sido parecido com seus outros grandes lançamentos, se comparado a Aquaman, Shazam e Coringa, Aves de Rapina se encaixa perfeitamente com a nova politica da Warner Bros; projetos arriscados com diretores talentosos e visões ousadas. Seus mais de 80 milhões de dólares em orçamento não foram distribuídos em uso de CGI, dando espaço para sets vivos e excelência em trabalhos de dublês. Cathy deu vida a sua visão para uma nova Gotham, mais colorida, e através dos olhos de Harley, mostra partes da cidade mais perigosa do cinema que nunca tínhamos visto antes. Não é um mundo deprimente, é o mundo da Harley Quinn, colorido, corajoso, divertido.

Para o futuro de Cathy como cineasta, ela espera que ”Aves de Rapina” ajude a popularizar sua primeira produção, o ‘Dead Pigs’, que até hoje não recebeu uma distribuição própria em solo americano, a diretora sonha em levar a pequena produção independente aos cinemas. Atualmente contratada para escrever e dirigir “Sour Hearts”, a próxima produção da A24, Cathy celebra a inclusão de mulheres no gênero em 2020, que conta com 5 filmes de super-heroínas dirigidos por mulheres:

É incrivelmente incrível. Espero que faça o que todos esperamos, provar que as diretoras podem fazer filmes em grande escala. Lembro de quando me disseram: ‘Na verdade, procurávamos diretoras, mas não há muitas que queiram fazer filmes de ação‘. Lembro de pensar: ‘Eu Quero! Eu amo filmes de ação.’

As mulheres são capazes disso.”

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa chega aos cinemas no próximo dia 6 de fevereiro.

Aves de Rapina | Primeiras reações de jornalistas aclamam direção criativa e riscos tomados pela produção

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Com pouco tempo faltando para o lançamento de Aves de Rapina nos cinemas, as primeiras reações de jornalistas especializados no ramo chegam nas redes sociais.

Com reações extremamente positivas, os elogios vão da direção da novata Cathy Yan, ao elenco, e a direção de arte tomada pela produção, que recebe praise pelos riscos que compensaram em grande estilo. Confira:

”Aves de Rapina é deliciosamente despretensioso e despreocupado com seu lugar em um contexto maior. É uma comédia de crime loucona e um verdadeiro filme de festa. Todo mundo está se divertindo, mas Mary Elizabeth Winstead interpreta Huntress como uma personagem coadjuvante em THE TICK. E Isso arrasa.”
https://twitter.com/timleong/status/1222639542076788736
Eu realmente gostei de Aves de Rapina
. Um dos meus filmes favoritos da DC. Ótima mistura de ação e diversão, e alcança coisas que nunca vi em um filme de super-heróis antes
Aves de Rapina foi uma viagem! As cenas de ação são realmente cruas e algumas das melhores que eu já vi em um filme de quadrinhos. Cada personagem tem seu momento para brilhar e eu adorei. Apenas espere até testemunhar o poder do grito da canário na tela grande !!
Aves de Rapina é uma rebelião – cheio de atitude e algumas das sequências de luta mais inventivas e esmagadoras do gênero dos super-heróis até hoje. Entrei com baixas expectativas e fiquei agradavelmente surpreendido com o quanto me diverti. Não reinventa a roda, mas tem estilo de sobra.
Aves de Rapina é como assistir os quadrinhos mais engraçados de Harley Quinn ganharem vida! Margot Robbie me deixou no chão com todas as escolhas que ela faz. E ela impressiona nas sequências de luta mais loucas e criativas da era moderna dos filmes de super-heróis.
https://twitter.com/RogueCheddar/status/1222633033368424448
Acabei de ver Aves de Rapina, e fico feliz em informar que este é o meu filme moderno favorito da DC. Como Shazam, ele cria seu próprio caminho com estética, ação e tom totalmente únicos. Margot, Ewan e todo o resto são 100% fantabulosos. Por que não há mais cenas de ação de patins?
Aves de Rapina tem cenas de ação incríveis, humor e alguns dos personagens mais memoráveis ​​que já vimos em um filme da DC, mas o maior destaque é Margot Robbie. Ela é fantástica como Harley, ao mesmo tempo em que prova que, às vezes, nossos relacionamentos mais valiosos são os que temos com boa comida
Aves de Rapina é como se John Wick fosse produzido em um filtro louco de um parque de diversões e cheio de glitter e palavão. É tudo o que você poderia querer de #HarleyQuinn e sua gangue de garotas duronas. Amei este filme completamente.
Aves de Rapina é um filme de separação sólido com uma trilha sonora que arrasa 💖
Bem melhor que Esquadrão Suicida – em grande parte porque temos um raro vislumbre da rica vida interior de uma super vilã (e ela realmente cumpre o que foi prometido no trailer).

As reações positivas continuam, e podem ser conferidas pelo Twitter. Aves de Rapina chega aos cinemas no dia 6 de fevereiro.

Fuzuê Nerd | Evento sobre cultura pop ocorre no mês de março em São Paulo

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O Terraverso foi selecionado para cobrir a 2ª edição do FUZUÊ NERD. O evento será realizado nos dias 7 e 8 de março, das 13h às 20h, no Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes n. 71, Consolação – 400 metro da estação Anhangabaú, São Paulo).

Será um evento 100% voltado para o universo dos quadrinhos, com a presença de mais de 140 artistas, as principais editoras e vários youtubers e podcasters especializados, em exposições, venda de quadrinhos com descontos e  palestras gratuitas aos participantes.

O valor do ingresso para um dos dias é de R$ 15,00 e para ambos dias, R$ 25,00. São vagas limitadas. Adquira no aplicativo ou site do Sympla, através do endereço: https://www.sympla.com.br/fuzue-nerd-2020—2-edicao-sp-sabado-e-domingo__745345

Destaca-se a presença dos ganhadores do Eisner: Marcelo D’Salete; do Jabuti: Rafael Calça e Jefferson Costa; além de Crica Monteiro da MSP, Bruno Zago do Pipoca e Nanquim, entre muitos outros. Confira todos convidados nas redes sociais do evento: @fuzuenerd (Instagram) e www.facebook.com/fuzuenerd. A programação das palestras você consulta no site: www.fuzuenerd.com.br.

Alan Moore | Ele desistiu dos quadrinhos e a culpa é nossa

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Falar da importância de Alan Moore para os quadrinhos é chover no molhado. Grandes obras revolucionárias surgiram da mente desse velho anarquista. Tais como, Watchmen e V de Vingança, só para citar algumas que saíram pela DC. Ambas compartilham o sentimento de revolução, sentimento este, que não acompanha a indústria dos quadrinhos.

Numa entrevista recente para o El País, Moore destacou como se sente desmotivado a escrever quadrinhos e os efeitos negativos de sua dedicação a essa obra. “Quando comecei nos quadrinhos era um meio criado para a classe trabalhadora, principalmente para seus filhos. Produzia-se e distribuía-se de forma barata para um amplo público adolescente, a idade em que o público tem mais fome de ideias novas e radicais. Agora, quase todos os quadrinhos são para a classe média e sobre ela. Grande parte desse público literariamente moribundo é gente de meia idade motivada pela nostalgia de sua infância e de tempos mais simples”.

As críticas de Moore não poderiam ser mais acertadas. O autor que sempre demostrou um enorme amor pelos quadrinhos, acompanhou de perto a revolução dessa arte e também a sua estagnação. “Aquilo que foi nossa forma artística hoje é uma paixão em via de desaparecimento para gente que ficou presa na adolescência”, afirmou.

A falta de amadurecimento do público de quadrinhos não é novidade e infelizmente parece ser algo não vai mudar. O leitor hoje de meia idade que acompanha quadrinhos desde a sua adolescência, não se propôs a acompanhar o princípio básico dessa arte: Fugir do comum. Quadrinhos é uma forma libertadora de se contar uma história. Um meio onde o impossível se torna crível em segundos e principalmente, não há limites. Infelizmente, o público que envelheceu acompanhando essas histórias, se esqueceu de como os quadrinhos significa dialogar com o novo, não sempre dançar com o velho.

Boa parte do leitor, como disse Moore, é composto por pessoas que vivem um sentimento de nostalgia ensurdecedor. Isso é muito visível quando escritores e desenhistas propõe mudanças em personagens conhecidos e grande parte do público reage de forma negativa. O popular “não mexa no MEU personagem”. É digno de nota, que esse grito é comumente do mesmo perfil; homens, em sua maioria brancos, que costumam consumir o mesmo estilo de conteúdo e deseja que tudo a ser produzido, seja para lhe agradar.

“Estou cansado da indústria dos quadrinhos. Já tomaram muito do meu tempo. Repudiei 80% de meu trabalho nos quadrinhos, já que não me permitem ser seu dono. Alienaram-me completamente. Não guardo cópias em e não voltarei a ler essas obras”, desabafa Moore. Chega ser doloroso ver esse triste desabafo de umas das mentes mas criativas dos quadrinhos e é ainda mais triste, ver o quanto ele tem razão. Suas obras costumam ser levadas para o cinema e ainda viraram animações e séries de TV. Alan Moore sempre pediu que seu nome não fosse creditado em tais adaptações porque não concorda com o tom delas. Na sua visão, essas adaptações usam os personagens de forma rasa, tornando a história mais um duelo de bem contra o mal, com muita ação para não fazer o público cochilar.

Apesar de ser fã dos filmes Watchmen e V de Vingança, não dá para negar que alguns temas propostos nas obras originais acabam sendo esquecidos em frente a um meio que pede por ação intensa ou o público vai achar “parado”. Entretanto, na última adaptação feita pela HBO, “Watchmen (2019)” o espírito da obra permanece igual e talvez até mais fresco. Aliás, gostaria muito de saber a opinião do Sr. Moore sobre essa última adaptação.

Algo destacado por Moore é como suas criações acabaram sendo tiradas dele, não tendo o direito de explorar suas obras com ainda mais profundidade e sempre ter que escrever em frente a um controle severo. “Muitas vezes foi impossível manter a liberdade de minhas criações. E encontrei muita gente que tentou se aproveitar do meu talento. Voltaria a tomar todas as minhas decisões morais, apesar do seu custo. Não tenho remorsos. O único, às vezes, é o próprio fato de ter me dedicado aos quadrinhos.”, reflete Moore.

Pensando nos leitores, Moore faz uma análise. “O indivíduo comum é capaz de enfrentar uma narrativa complexa, mas muitas vezes não é isso que se oferece a ele. Na cultura popular, primeiro se decide que o público é composto principalmente de simplórios que não apreciariam nada inteligente. Em seguida, são produzidas obras nesse estilo assumindo que é o que a massa quer. Esse processo, prolongado dura décadas, gera um público que dificilmente pode reconhecer um material inteligente, se é o que vê.”

Como leitor de quadrinhos, muitas vezes me sinto entediado com as fórmulas baratas que são repetidas à exaustão. No cinema, isso é ainda mais evidente, com filmes baseados em quadrinhos que abusam de repetições, onde se troca o nome e personagens, mas a história se mantem a mesma.

No final, resta ao público querer sempre uma revolução, o que parece cada vez mais distante. De qualquer forma, obrigado por tudo velho louco e desculpas também.

Mulher-Maravilha | Heroína enfrenta os Cavaleiros do Apocalipse em nova HQ

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A Mulher-Maravilha já enfrentou diversos tipos de ameaça ao longo de décadas de luta pela justiça e igualdade, porém, a atual ameaça ao mundo como conhecemos talvez seja o maior desafio de toda a história de Diana.

A partir de “Mulher-Maravilha #755” se dará o inicio o arco The Four Hourseman (Os 4 Cavaleiros), colocando a nossa heroína investigando um passado sombrio das Amazonas e contra uma de suas valiosas amigas.

A introdução deste arco inicia em Mulher- Maravilha Anual #3, aonde conhecemos Helen Paul, uma jovem salva por Diana e que futuramente se tornaria uma agente da A.R.G.U.S. e uma grande amiga da heroína. O vilão Leviatã revela que Helen é uma descendente das Valquírias, que foram perseguidas e mortas pelas Amazonas no passado e que toda a sua relação com Diana era uma forma de controla-la.

Helen volta a usar seu nome Paula Van Gunther, se tornando a vilã Mestra da Guerra que vigia secretamente a Mulher-Maravilha, preparando-se para a chegada dos 4 cavaleiros do Apocalipse.

O roteirista Steve Orlando revelou em seu twitter as imagens conceituais de 3 dos 4 personagens que serão os grandes vilões do arco. As ilustrações foram feitas por Jesus Merino. Confira:

O arco The Four Hoursemen terá seu início a partir da edição #755 de Mulher-Maravilha prometendo ser uma história de tirar o fôlego.