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Batman: Louco Amor | A jornada de amor próprio da Arlequina

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Em 11 de setembro de 1992 ia ao ar na TV americana o 22° episódio de Batman: The Animated Series, Joker’s Favor, “Um Favor Para o Coringa.”

O desenho, tido como uma das melhores adaptações de quadrinhos, fazia história ao ganhar cada vez mais popularidade e conquistar fãs para o Homem-Morcego – mas este episódio em questão se provaria ainda mais importante para o cânone do Batman nos anos seguintes. Paul Dini e Bruce Timm não sabiam ainda, mas tinham dado origem a um dos personagens mais carismáticos e populares dos quadrinhos. Um Favor Para o Coringa marca a primeira aparição de Harley Quinn, a Arlequina, no Universo DC.

Inspirada na interpretação da atriz Arleen Sorkin em uma cena da novela Days of our Lives, a capanga palhacinha chamou a atenção do público e ganhou mais episódios, cravando seu lugar na série animada. A dinâmica que a personagem construía com o Coringa trazia leveza para as cenas com o Palhaço do Crime, além de mostrar novas camadas e leituras com a inserção de um “par romântico”. A dublagem de Sorkin, convidada pela dupla de criadores para dar voz á personagem, também tem grande mérito. Era só questão de tempo para que a Arlequina estreasse nas páginas das HQ’s. E isto aconteceu justamente quando a série animada ganhou seu próprio run, na edição #12.

Interessados em se aprofundar na construção da personagem, Dini e Timm decidiram dar uma origem para a Arlequina, aproveitando para estabelecer algumas de suas características e personalidade. Assim surgiu The Batman Adventures: Mad Love, HQ primordial da personagem e um clássico da história do Batman. Publicada em forma de especial em 1993, Louco Amor foi republicada ao longo dos anos, mas no Brasil chegou apenas nas edições #14 e #15 de Batman – O Desenho da TV em 1995 e em edição especial pela Opera Graphica em 2002. Recentemente, a Panini trouxe Batman: Louco Amor e Outras Histórias, um compilado com histórias da série de Batman: The Animated Series.

Em Louco Amor, após mais um plano frustrado, o Coringa entra em uma crise criativa. Sem novas ideias para usar contra o Batman, o vilão expulsa Arlequina de seu covil – que também inicia sua própria crise existencial, lembrando de seu passado e de como conheceu seu amado. Acreditando que o Cavaleiro das Trevas é o único obstáculo que a impede de construir uma família com o Coringa, a palhaça coloca um plano em prática para eliminar o Batman de uma vez por todas e, de quebra, engatar seu romance com o homem mais perigoso de Gotham. Louco Amor traz todos os elementos que fizeram de Batman: The Animated Series um grande sucesso. História simples e acessível para as crianças, porém muito madura. Traços cartunescos e refinados.

Humor. Louco Amor poderia muito bem ser mais um episódio da série animada, mas Paul Dini e Bruce Timm levam a história de origem da Arlequina até os gibis para explorar possibilidades que, em um desenho com público majoritariamente infantil, não seriam possíveis. É justamente este equilíbrio de tons, da leveza ao tenso, que fazem de Louco Amor uma grande história do Batman – que acabará ditando o próprio tom da Arlequina, acompanhando a personagem por diversas mídias e a tornando tão próxima do público, além de atrelar á personagem a discussão de temas importantes e, até hoje, contemporâneos.

Se vamos analisar a Arlequina, precisamos começar por Bruce Timm. O visual da personagem foi seu primeiro atrativo junto aos espectadores e leitores, e em Louco Amor, Timm se debruça ainda mais sobre seus traços para entregar uma personagem única. O Coringa é um personagem visualmente forte e a Arlequina também precisaria ser para poder ter destaque ao lado do vilão. Se inspirando no visual de bobo da corte da cena de Arleen Sorkin, Timm chegou até o figurino vermelho e preto que conhecemos hoje. A escolha do vermelho é bem inteligente, visto que a cor tem a capacidade de estimular nossos olhos e, psicologicamente, já nos traz significados muito claros: violência e amor. O vermelho usado na série animada é mais claro, próximo ao tomate. Já na HQ, Timm volta ao vermelho mais escuro, mais próximo do sangue – o que traz peso para a personagem e reforça também seu erotismo.

O erotismo, aliás, é um elemento que já justificaria a escolha de levar Louco Amor para os quadrinhos. O erotismo é, inegavelmente, um dos pilares conceituais da personagem proposto por seus criadores – embora hoje esteja mais próximo da sensualidade do que, propriamente, do erotismo. O erotismo não é ligado somente ao sexo, mas também a paixão – o que faz todo sentido para esta personagem, ainda mais dentro de sua história de origem. Romeu e Julieta, por exemplo, é uma história de amor e, também, erótica, e Shakespeare deixa isto bem claro nas linhas e entrelinhas do texto. Timm e Dini fazem o mesmo, apesar de não serem tão sutis quanto o dramaturgo inglês.


Em Louco Amor, Timm realça as linhas do corpo de Harley, dando destaque muito maior para seios, cintura, coxa, bunda, pernas, boca e olhos. Vamos usar as capas do 1st e 2nd prints da HQ para ilustrar isto. Na primeira capa, podemos ver como a cintura de Harley fica muito mais fina, enquanto suas coxas e, consequentemente, seus glúteos, aumentam. Já na segunda capa, os seios da personagem são empinados, em formato de gota, e são realçados pela adição do reflexo da luz no uniforme. Interessante notar também como o Coringa e o Batman, em contraponto ao romance/erotismo de Harley, aparecem como figuras de violência (na segunda capa, a própria Harley ganha um elemento violento, a arma). Esta dialética reforça o caráter erótico de Louco Amor, instituindo uma das relações de ambiguidade presentes no estudo do erótico, que Georges Bataille coloca em seu livro O Erotismo como Eros e Thanatos.

Em resumo, a pulsão da morte de encontro com a pulsão do amor e do sexo (ou seja, a vida). Esta duplicidade entre erotismo e morte é discutida também por Freud. Esta relação é proposta no imaginário da Arlequina por Dini e Timm, que trazem este confronto e/ou relação de forças na própria personagem – uma mulher perigosa e inserida em um mundo violento e que, ao mesmo tempo, possui a ludicidade do palhaço e ideais românticos. É importante notar que seus criadores não estabelecem a Arlequina como uma femme fatale, como outras vilãs já existentes no universo do Batman e em outras obras. A Arlequina não é uma femme fatale e, em certos momentos, age até de forma ingênua e infantilizada. Harley Quinn pode ser vista como uma ramificação neste arquétipo ou mesmo um novo arquétipo – assim como o próprio Coringa, que por si só inspira um imaginário de personagens na cultura.

Na história, a construção que Timm indica nas capas se repete. Harley sempre aparece em poses voluptuosas, que valorizam quadril e/ou glúteos. As roupas marcam bastante seu corpo. A personagem também surge em desenhos que incitam a aparição dos seios ou da vagina, que ficam escondidos por peças de roupa ou pelo próprio movimento. E a arte anda em paralelo com as indicações de Paul Dini, que constrói uma Harley igualmente provocante. Um bom exemplo disso é a sugestiva piada – e livremente traduzida – “Você não quer dar uma voltinha na sua Harley? Vrrrooom, vrroom”. Dini tem a inteligência necessária para não precisar apelar, mantendo sempre o conflito de ideias que já citamos anteriormente e que tornam a personagem tão rica – e com poucas linhas de diálogo, já que Louco Amor não é uma história verborrágica justamente por causa da linguagem de Batman: The Animated Series.

Dini também explora a sexualidade de Harley como uma arma. Ao mostrar os flashbacks de seu passado, Harley é mostrada como uma mulher que sabe o poder que possuí, que usa o sexo como ferramenta de manipulação, assim como sua inteligência, aptidão física e ambição também são. Esta é uma grande sacada de Dini, que nos mostra uma Harley Quinnzel de moral flexível. Portanto, Harley possuí elementos que a tornam um inimigo perigoso, para além de sua associação com o Coringa. Também a coloca em um lugar próprio de análise psicológica e emocional, já que ela não fica presa apenas a manipulação do vilão – Harley tem um background próprio, que nos permite analisá-la além da influência do Coringa e do Batman.

Harley Quinn, portanto, é uma personagem que não é, originalmente, sexualizada sem motivo. Dini e Timm possuem justificativas plausíveis, dentro do que querem comunicar, que nos permite interpretar de outras formas o que está apresentado nas páginas de Louco Amor. Isso significa que não devemos questionar se a personagem é construída de forma fetichista? Óbvio que devemos. Dini e Timm ainda são homens – vejam bem, homens – construindo uma personagem feminina, e seria necessário um grande desprendimento para livrar-se de qualquer tipo de predisposição – consciente ou inconsciente – e olhar de uma forma que não seja sexualmente banalizada, que não seja uma objetificação. A reflexão é válida. É importante não ignorar, porém, as mensagens que ambos deixam na criação da Arlequina e no estabelecimento de sua história de origem. É necessário também comparar as diferentes formas de retratar a personagem, pelos diversos artistas – homens e mulheres, de diferentes opções sexuais – que passaram pela história da Harley Quinn.

É possível afirmar que muitos, sem se atentar ao proposto por Paul Dini e Bruce Timm, não compreenderam o olhar erótico dos artistas sobre a personagem – e aí sim, acabaram por trazê-la de forma banalizada. A evolução da personagem também não pode ser ignorada. Se hoje a personagem é vista de forma menos luxuriosa e não deixa de trazer seus temas é somente graças aos autores que se colocaram no exercício de questionar suas origens – e refletir sobre novas formas de apresentar estar personagem, uma representação do feminino, para o tempo presente.

Usar o erotismo e a paixão como elementos para contar a história da Arlequina não significa, necessariamente, tratar o relacionamento da personagem com o Coringa como um romance. Em Louco Amor, Dini e Timm têm como temática principal não o amor, mas a obsessão – a atração cega e tóxica que o trio de personagens principais demonstra. Timm até demonstra na capa original a ideia que possuem de “triângulo amoroso” entre Harley, Coringa e Batman. Enquanto Harley cultiva seu louco romance, o Coringa mostra que sua paixão, sua devoção, é por seu arqui-inimigo. Já Bruce Wayne é obcecado por sua vida de vigilante – e até parece gostar de manipular seus inimigos e se pôr à prova dos desafios.

A estruturação da personalidade da Arlequina já começa pelo próprio nome: Arlequina, de Arlequim, a figura da Commedia dell’arte. Na Commedia dell’arte, os jogos cênicos e encenações são desenvolvidos a partir de personagens, representados por máscaras, que sempre possuem as mesmas características – são sátiras a comportamentos, a diferentes tipos de pessoas e classes sociais. O Arlecchino é justamente a máscara do criado ingênuo, de comportamento infantil, mas que possui certa malícia e inteligência que o fazem sair por cima dos que possuem mais dinheiro e/ou poder que ele. É uma figura romântica, sempre conduzido pelos desejos, seja pelo amor, pelo sexo ou pela fome. Faz todo sentido, por essa descrição, imaginar que o nome seja perfeito para a personagem. E na Commedia dell’arte existem figuras femininas, como a Colombina e a Isabella – que Dini e Timm recusam, por achar que explorar este outro prisma seja mais interessante para a personagem.

A Arlequina é imaginada como um personagem cômico pois Dini e Timm precisavam de um personagem que cumprisse esta função em The Animated Series. O Batman e seus vilões são personagens densos, mesmo com os criadores da série ajustando o tom e abordagem do universo do Morcego ainda havia um limite que não poderia ser ultrapassado para não descaracterizá-lo. E o Coringa, em especial, não poderia ser desenvolvido de forma simpática – não poderia ser usado como um palhaço – exatamente por toda problemática envolvendo o personagem. O Coringa, na época de Batman: The Animated Series, já havia deixado a abordagem mais inocente desenvolvida na Era de Prata e revisto como uma personificação do mal. Até o início da produção da série animada, algumas histórias importantes do personagem, que serviriam de base para seu reposicionamento, já haviam sido lançadas, tais como: A Vingança Quíntupla do Coringa, Cavaleiro das Trevas, Piada Mortal, Morte em Família e Batman de Tim Burton.

Na série, e em Louco Amor, portanto, Arlequina é responsável por completar uma estrutura de dupla cômica com o Coringa, exercendo função parecida com a do próprio Arlequim na Commedia dell’arte (que sempre está ligando os diferentes núcleos da história e interagindo com personagens mais brutos e violentos, como o Pantaleone e o Brighela). O casal também pode ser visto como a dupla clássica de palhaços, com Arlequina sendo o Augusto e Coringa sendo o Branco (ou seja, que tem a função principal de contrapor a loucura do Augusto e estabelecer a “escada” para sua dupla).

Olhar para a Arlequina sob esta perspectiva é muito importante para entender a razão de seu sucesso. Harley é uma personagem secundária, mas sua construção é baseada em personagens que detém o foco, a condução narrativa. E em Louco Amor Paul Dini brinca com esta ideia. Mesmo em uma história onde é a protagonista, Harley não começa no centro da ação. Nas primeiras páginas, durante toda a sequência de Gordon no consultório de dentista, Batman e Coringa são colocados em evidência. Para eles são reservados os maiores quadros, as entradas triunfais, a arte mais trabalhada… Enquanto Arlequina só é colocada como um apoio. Nem sua primeira aparição na HQ – na sua própria HQ – é destacada. Isto muda a seguir, quando começamos a conhecer mais sobre a personagem e seus dilemas.

Seu primeiro quadro de destaque aparecerá somente na décima página, sem seu característico uniforme de jester, quando surge com um provocante babydoll e cantando I Fell Pretty, música do primeiro ato de West Side Story. A escolha da música é interessante. Além de reforçar o gosto da dupla de vilões pelos clássicos do entretenimento, West Side Story reforça o olhar erótico sobre a obra. West Side Story é justamente uma modernização do já citado Romeu e Julieta, uma história de amor e sexo juvenil que se passa em Nova York (uma grande metrópole, assim como Gotham) e troca família rivais por gangues. Só depois de muitas páginas, quando Arlequina toma o controle de sua identidade, vemos um grande painel destinado a si – já com seu uniforme clássico e pseudônimo.

A partir deste ponto de virada, Arlequina assume a condução da trama. É quando Dini coloca a personagem no centro da ação, evidenciando ao público toda a capacidade de Harleen – que consegue superar, de uma vez só, o Batman e o Coringa. É quando conecta também os pontos que deixou no início da história – que mostram a influência da Arlequina nos planos do Palhaço. É também no desenvolvimento do desfecho que evidencia ao público a relação tóxica, de abuso e exploração, entre a Arlequina e o Coringa. Dini e Timm fazem questão de expôr a brutalidade na sequência de quadros que mostram Harleen sendo atirada do edifício. É a única vez na HQ que a violência deixa de ser cartunesca. Não há onomatopeias e o sangue é explícito.

Junto da narrativa inteligente de Dini, dando suporte para tudo que é proposto, há a arte de um sempre genial Bruce Timm. Usando de seu estilo de desenho inconfundível, com design inspirado diretamente nas animações do Superman produzidos pela Fleischer Studios na década de 40, Timm usa muitas retas e quadrados, mas deixa formas mais redondas e linhas curvilíneas para a Arlequina. Também acrescenta muitas sombras em seus desenhos, que contribuem para estabelecer a sensação de profundidade e fortalecem aspectos físicos ou psicológicos. Enquanto as sombras realçam o corpo de Harley (buscando o efeito erótico já comentado anteriormente), em Batman servem para aumentar a aura de mistério em torno do personagem. Já o Coringa ganha feições demoníacas e horripilantes, que o tornam ainda mais ameaçador.

Bruce Timm também sabe aproveitar muito bem seus quadros. Louco Amor é uma história curta, e o artista consegue mantê-la ágil e dinâmica mesmo passando muitas informações ao seu leitor, construindo sequências de quadro que possuem bastante fluidez. Um bom exemplo disso é a página onde o Coringa conta a história de sua infância, que faz Harley ir da gargalhada ao choro. Isto também ajuda nos momentos de humor, onde Timm constrói um bom tempo cômico para que as piadas funcionem – como na cena em que Harley está se consultando com seu próprio paciente. Existem muitas piadas silenciosas, inseridas entre os quadros, que pedem um pouco mais de atenção do espectador – algumas pedem uma revisita ao trabalho, pois fogem da primeira leitura.

Na sequência tensa em que Harley é atirada pelo Coringa do alto do esconderijo, uma singela e patética onomatopeia é inserida quando o Coringa larga sua arma no chão – um peixe-espada. Durante um dos sonhos de Harley, quando imagina sua vida com o Coringa, 2 coelhos aparecem enforcados no teto. São Perninha e Lilica, de Tiny Toons – um dos “rivais” de Batman: The Animated Series, que sempre derrotava o desenho do Morcego no Emmy Awards.

Em tempo, vale a pena assistir a adaptação de Louco Amor para As Novas Aventuras de Batman e Robin. Apesar de ter mudanças pontuais – como a retirada do erotismo e da violência mais gráfica – e um design diferente para o Coringa, ainda é extremamente fiel ao material de origem.

Enfim…

Batman: Louco Amor é um clássico do Homem-Morcego. Trazendo a estética e linguagem de Batman: The Animated Series para as HQs, Paul Dini e Bruce Timm se permitem explorar elementos que não podiam ser trabalhados na série animada para contar a história de origem definitiva da Arlequina.

Louco Amor oficializa uma das criações de personagem mais bem sucedidas da história recente dos quadrinhos. É nesta HQ que pode-se identificar algumas das características que farão de Harley Quinn um sucesso, um personagem carismático e que é utilizado para discutir temas importantes e pertinentes ao tempo presente. Talvez, olhando com olhos contemporâneos para Louco Amor, alguns leitores podem questionar a abordagem de Dini e Timm – e questionar, discutir, é sempre relevante e engrandecedor. Porém, é importante entender que é só graças aos elementos consolidados em sua história de origem que a Arlequina pôde desenvolver sua emancipação, uma evolução acompanhada pelo próprio público em seus mais de 25 anos de vida. E, talvez, voltar para os origens seja necessário em algum momento. Talvez a Arlequina precise, de tempos em tempos, voltar para seu “Pudinzinho” – exatamente para acompanharmos, uma vez mais, a jornada de uma mulher que compreende estar em um relacionamento tóxico.

A história da Arlequina continuará sendo atemporal – felizmente e infelizmente. E a personagem continuará saltitando pelo universo DC, lembrando que o amor próprio é o maior poder que podemos conquistar.

HBO Max | Serviço de streaming deve chegar ao Brasil em breve

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Conforme o Estadão, a Anatel aprovou hoje a operação de compra da Warner Media pela AT&T por 3 votos a 2. O caso foi analisado pela Anatel porque a Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) proíbe que operadoras detenham mais de 30% de emissoras.

Com isso, abre-se espaço para a chegada ao País do serviço de streaming HBO Max, que a Warner lançará em maio nos EUA. Em novembro, citando a legislação brasileira, o grupo havia anunciado que assumiria as operações da HBO na América Latina e que abriria o novo serviço em toda a região, menos no Brasil.  A assinatura mensal custará nos EUA US$ 14,99, em torno de R$60,00.

O streaming já tem três séries inéditas da DC confirmadas: Lanterna Verde, Strange Adventures e DC Super Hero High. Recentemente, a Warner Bros e a HBO Max anunciaram a formação da “Warner Max”, um estúdio de filmes dentro do serviço de streaming. A ideia é produzir de 8 a 10 filmes por ano.

Possibilidade de muitos filmes e séries da DC chegando no streaming HBO Max muito em breve.

Aves de Rapina | Arlequina invade os eventos, o cinema e tudo o que ela quiser!

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O ano é 2014, rumores especulam os nomes para o elenco de ‘Esquadrão Suicida’, por volta do mês de outubro um deles aponta a atriz Margot Robbie como grande favorita para interpretar a vilã Arlequina no futuro lançamento do DCEU, fato confirmado logo na sequência.

Ainda no mesmo ano, o Brasil conquistou um novo destaque no mapa dos grandes eventos de cultura pop, foi a primeira edição de uma Comic-Con aos moldes de San Diego, a CCXP, em São Paulo. Realizada anualmente, somada as edições especiais no Nordeste e na Alemanha, a CCXP tem aumentado seus números em cada edição, assim como estimulado o mercado de convenções nerds no país que sediou um dos primeiros encontros do mundo para esse segmento, a Primeira Exposição Internacional de Quadrinhos, em 1951, também em São Paulo, ou seja, um caso de amor antigo por eventos do tipo.

Mas, você poderia perguntar, onde está a Arlequina nisso tudo? A resposta, pelos corredores, estandes, camarins, quebrando tudo e dominando a área com inúmeras Cosplayers dos mais diferentes visuais.

Capa de ‘Arlequina Invade a Comic Con’

Ampliando a lista de acontecimentos em 2014, no ano inaugural da CCXP, uma HQ comemorativa chegou ao Brasil para celebrar o evento, nela a Arlequina literalmente invade a Comic-Con, uma adaptação da revista em que a personagem faz o mesmo nos EUA, durante a convenção de San Diego, e ao que parece uma previsão do que viria a ser realidade na maioria dos eventos de lá pra cá ou, para ser mais preciso, depois de Esquadrão Suicida, como no caso da Cosplayer Aninha Hernandes:

“Quando vi a Margot Robbie no trailer de Esquadrão Suicida eu tive certeza de que queria muito fazer cosplay da personagem que sempre amei. Sua espontaneidade, eu me surpreendo a cada dia mais com o quanto me identifico com ela em quase tudo!”

Aninha Hernandes como Arlequina / Foto: wjretratos

Com uma estrutura dividida pelos dias de CCXP, no quadrinho que tem o roteiro de Amanda Conner e Jimmy Palmiotti, e a arte por diversos profissionais pelas mais de 40 páginas, em ‘Arlequina Invade a Comic Con’ vemos uma personagem primeiro ansiosa e depois empolgada para curtir a feira, despertando suas mais diferentes emoções, do seu pulsante entusiasmo de um lado mais fã ao cruzar com artistas de diversos e ousados seriados até a incansável missão pessoal de apresentar seu portfólio para famosos quadrinistas. Há também um momento em que ela se encontra com inúmeras versões de si mesma, reunidas para uma noite só das garotas, uma delas afirma que o agito será repleto de “caos e pandemônio”, os quadros a seguir não entregam menos.

Noite só das garotas, em ‘Arlequina Invade a Comic Con’

Se para elas a escolha da Arlequina foi devido a mesma ser uma das vilãs favoritas do grupo, a também Cosplayer da Harley, Jessy, em uma versão da personagem semelhante ao filme de 2016, nos contou sobre as suas motivações para viver a personagem:

“O que me motivou a fazer o cosplay da Harley foi o traje sensual, as cores vivas, a originalidade do look em si, além de ser uma personagem embora ‘má’, muito querida por crianças. A ousadia, sarcasmo e sensualidade dela me fascinam. Mesmo que ela seja nas hq’s submissa ao Coringa, sua atitude e personalidade fortes são o que me encanta.”

Jessy como Arlequina / Foto: Matheus Machado

Conhecida pela vilania, não são apenas ações criminosas que fazem o cotidiano da Arlequina. Em um dos dias de evento, durante suas andanças pelos arredores da CCXP ela se vê envolvida em um acidente de trânsito e, como se não bastasse, é assediada pelo motorista do caminhão. Ela responde, na sua forma de dizer basta. Em seguida, prefere dirigir e entregar a carga repleta de vestuário geek para moradores de um abrigo, e é aí que salta uma característica forte sobre a personalidade da personagem, recorrente em seus atos, sua complexidade. Alguém que a aponte como vilã, não está errado, mas com certeza totalmente certo não está.

Complexa, cheia de detalhes e com algumas versões, a missão de levar a Harley para cada evento torna a experiência das Cosplayers diferente da maioria do público, como diz a Arlequina na primeira página da HQ em que invade a Comic Con: “Dizem que você precisa sonhar antes que o seu desejo se torne realidade”; e assim parece ser o dia a dia antes que tudo realmente comece, um trabalho que exige muito preparo, interpretação e, ao final, a recompensa: o reconhecimento das e dos fãs.

“É um pouco estressante antes dos eventos porque é uma correria de preparação e nervosismos, mas durante você sente satisfação em interpretar a personagem que ama, e depois você se sente com dever cumprido e que tudo valeu a pena”, revela Aninha.

Para Jessy, cada etapa do processo é uma emoção. “Os dias que antecedem são de ansiedade pura. O preparo é cansativo: unhas, cabelo, organização das partes que compõem o figurino, mas o resultado recompensa. Durante a emoção toma conta, a cada elogio, foto, abraço tenho a certeza de que estou no ‘meio’ certo. O meio Cosplay! O pós-evento é triste, as despedidas, ter que ‘desmontar’ o que levamos 1h30 para trajar, remover make e organizar tudo novamente é tenso. Mas amo muito cada etapa.”

Criada por Paul Dini e Bruce Timm para uma participação em ‘Batman: A Série Animada’ (1992), foi pelo decorrer dos anos que a Arlequina pareceu ganhar uma vida própria e não se contentar em ser apenas coadjuvante de uma história ou mera peça dos jogos alucinados de um abusivo Coringa. Lógico, tudo isso devido ao enfoque que cada artista criador enxerga para a personagem, também por sua representatividade e potencial conquistados ao longo de quase três décadas desde a sua estreia. Um exemplo disso, é em ‘Injustice 2’ (2017) quando a Arlequina encontra o Coringa em uma das lutas durante o modo história do game, e antes do confronto ela diz:

“Nunca mais um malandro num terno barato com um sorrisinho idiota vai me dizer quem eu sou. Era uma vez… O nosso amor louco. Mas ele acabou, senhor C.”

Arlequina em ‘Injustice 2’

Nesse processo de se descobrir, assim a Arlequina parece viver o seu próprio ato de se libertar e potencializar suas qualidades, em movimento constante e por variadas mídias, presente em cada vez mais lançamentos, dá asas a uma forma anti-heroína de ser. Como resultado disso tudo, há quem já a aponte uma elevação da personagem para o que seria um quarto pilar da DC Comics.

E, se o longa Esquadrão Suicida (2016), dirigido por David Ayer, é merecedor de algumas (ou muitas) contestações, foi ele o responsável por aproximar uma grande parcela do público que comprou o carisma, o visual, o humor, a fantasia, a coragem e tudo mais de uma Arlequina num daqueles casos em que atriz e personagem tornaram-se, desde então, indissociáveis. Foi lá que Margot Robbie sugeriu que ainda haveria muito para se contar da Arlequina nos cinemas; e quem, depois de assistir sua interpretação e um dos únicos pontos fortes do filme, ousaria dizer o contrário?

Em uma entrevista, a atriz confirmou que foi durante as filmagens de ‘Esquadrão Suicida’ que surgiu a ideia de uma gangue apenas de garotas para a Arlequina, vale lembrar que o filme de 2016 levou para os cinemas uma equipe composta em sua maioria por homens. Com o projeto formalizado para a Warner Bros., quatro anos se passaram e ‘Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa’ é uma realidade que bate à porta, dirigido por Cathy Yan, com Margot Robbie como produtora e protagonista.

‘Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa’

Se há expectativas para o novo filme da Arlequina, sim, muitas! Mas é melhor deixar com quem entende do assunto…

“Tenho grandes expectativas. Gosto desse empoderamento que ela transmitirá, mas confesso que a emancipação da personagem, a separação do Coringa me preocupa. Eles são fortes juntos, são lembrados juntos. Mas vamos ver qual será o futuro dela. Eu gostaria muito de vê-los juntos, mas até então é apenas uma opinião particular”, diz Jessy.

Para Aninha, além da representatividade o futuro da personagem está aberto depois de Aves de Rapina. “Confesso que estava com medo do resultado do filme, mas me surpreendi, ele está muito bom e violento, tudo que amo. Fora que a crítica está muito boa nos sites especializados em cinema, então me orgulho por esse filme representar todas as mulheres. Acho que a Arlequina tem um grande futuro, é bem aberto pelo que vi no filme. Ela pode ser introduzida em muitas coisas.”

Antes de encerrar, na penúltima página de ‘Arlequina Invade a Comic Con’ a personagem enfim encontra seus criadores, Paul Dini e Bruce Timm, emocionada ganha um autógrafo da dupla e parte para suas comprinhas, afinal, ninguém é de ferro.

Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa’ está em exibição nos cinemas.

Aves de Rapina | Arlequina quebrando o molde em filmes de super-heróis

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Desafiando todas as suas concepções sobre filmes de super-heróis e jogando tudo pela janela, ‘Aves de Rapina’ é divertido, corajoso e violento, servindo como um pontapé certeiro na direção em que o Universo DC tem seguido. Um belo presente aos fãs da editora.

Cathy Yan, uma diretora novata, foi praticamente pescada dos festivais de cinema para dar vida a uma ideia que foi cozinhada por 4 anos e meio, e apesar de nunca ter comandado uma produção gigante de Hollywood, Yan passeia pelas (quase) duas horas de duração da ‘Fantabulosa Emancipação da Arlequina‘ com facilidade, sem momentos perdidos, seu filme se encaixa brilhantemente dentro do novo modelo de produções reforçado pela Warner em seus recentes lançamentos, ‘Shazam‘ e ‘Coringa.’

Colocando foco na Arlequina em busca de uma nova identidade após sua separação com o Coringa, Cathy triunfa ao optar por uma narrativa desconstruída, em que eventos vão e vem, conversando com a audiência através da protagonista, que não mede palavras e interrupções ao contar o seu lado da história. E é por conta disso que vivenciamos uma viagem completamente frenética e sem paradas por uma Gotham tão colorida, viva e cheia de (uma nova) identidade, algo inédito dentro do universo do Homem-Morcego.

As escolhas são arriscadas, mas todas conseguem se pagar da melhor maneira possível, piadas não ficam no ar, ações geram consequências significativas e cada frase que sai da boca de Margot Robbie, nossa protagonista, é recebida com o maior dos entusiasmos, pois nos importamos com Harleen, e estamos investidos em sua emancipação do minuto que o filme começa até quando termina.

Robbie entrega sua melhor versão de Arlequina aqui, seja com a personagem tomando controle ou o perdendo logo em seguida, a atriz permanece com o espírito da anti-heroína vivo em todas as cenas, como se as duas fossem uma só, e a maquiagem pesada fosse apenas uma maneira de acordar esse alter ego violento e perigoso.

Mas ela não está sozinha no pacote de surpresas que Aves de Rapina esconde em segredo, seu até então elenco de apoio recheia o filme a todo momento, com cenas de tirar o fôlego e tomam a frente em inúmeras vezes, tornando o filme mais diversificado e mantendo uma só direção. Todas estão ali pelo mesmo motivo, e apesar de começarem de lugares distintos, de alguma maneira, encontrarão juntas suas próprias emancipações pessoais.

A Helena Bertinelli de Mary Elizabeth Winstead é direta ao ponto, movida por vingança, Helena tenta cumprir seu dever estabelecido durante a narrativa propositalmente quebrada do filme, suas cenas de batalha e treinamento deixam uma impressão positiva, sem entregar tudo de mãos beijadas. Lá pelo segundo ato, você se apaixona pela maneira estranha que a personagem tem ao tentar interagir com outras pessoas, e a dificuldade que é estabelecer seu nome como vigilante em Gotham serve como uma bela piada que não perde a graça.

A Dinah Lance de Jurnee Smollett-Bell é um presente para qualquer fã assumido da DC, seja nos quadrinhos, ou na TV, Canário Negro sempre carregou certo destaque quando chegava em cena, e aqui não poderia ser diferente. Smollett aparece pela primeira vez no filme por trás de um microfone, e sua belíssima voz toma conta da cena. Sua presença de palco é tão forte quanto seu visual, que é o que mais se destaca durante o filme. Ela não passa desapercebida, mesmo quando está no fundo da cena. Suas habilidades ganham destaque em duas grandes cenas, uma delas com o lendário Canary Cry, que não decepciona nem um pouco quando acontece.

Ewan McGregor está visivelmente se divertindo muito com o seu Máscara Negra, entre seus pulinhos de felicidade quando faz algo ruim, seus constantes gritos para chamar atenção, e seus momentos de surto quando algo sai de seu poder, Roman Sionis se destaca entre os vilões da DC por sua originalidade, não existem outros como Roman nos longas da DC (até o momento), deixando para McGregor a oportunidade de brincar e se arriscar com algo novo, e é exatamente o que ele faz. Seu relacionamento com Victor Zsasz é caricato, a química entre Ewan e Chris Messina é gigante, e funciona em todas as cenas que compartilham juntos. Roman se aconchega aos ouvidos de Zsasz, fazendo do mercenário sua única companhia.

Zsasz por sua vez é unilateral, seguindo fidelidade ao personagem nos quadrinhos, seu único estado de espírito é sanguinário, fazendo Messina brilhar em cenas que seu personagem ameaça a vida de alguém a sua volta, ou quando parece querer proteger Roman de todos que ousam trair o rei do crime.

Rosie Perez e Ella Jay Basco são as que ficam com menos atrativos em cena, a Renee Montoya de Rosie é bem centrada e decidida, e Rosie faz um bom trabalho em representar um verdadeiro exemplo de mulher lésbica em um ambiente de trabalho tóxico. Já a Cassandra de Ella é a personagem que mais se desvia de sua origem nas HQs. Não esqueça tudo que você sabe sobre a personagem, mas assista sem bagagem, pois a jovem assassina da Bat-família não esta ali. Ella, que faz sua estreia aqui, consegue convencer com seus pequenos momentos de afeto com Margot, servindo como motivação para completar o arco da criminosa em seu caminho de descobrimento.

Aves de Rapina é cheio de surpresas, que te apresenta para uma Gotham convidativa, personagens apaixonantes, e cenas de ação de tirar o fôlego. Fazendo maravilhas para a representatividade no gênero, o longa busca não só a emancipação de suas protagonistas, mas como a quebra desse modelo de filmes de heróis centrados em personagens masculinos que estão sempre em busca da mesma coisa.

Nota:

52/52 – Excelente!

Superman & Lois | Jordan Elsass e Alexander Garfin se juntam a nova série como filhos de Lois e Clark

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Conheça os filhos de Clark Kent e Lois Lane. Jordan Elsass e Alexander Garfin irão co-estrelar ao lado de Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch em “Superman & Lois”, nova série da CW sobre o icônico casal da DC.

Conforme o Deadline, Elsass e Garfin interpretarão os filhos adolescentes de Clark / Superman (Hoechlin) e Lois ‘(Tulloch), Jonathan e Jordan, que são gêmeos.

Jonathan, de Elsass, é bem-educado, modesto e bondoso. O Jordan de Garfin é extremamente inteligente, mas seu temperamento mercurial e ansiedade social limitam suas interações com as pessoas e, consequentemente, Jordan prefere passar a maior parte do tempo livre sozinho, jogando videogame.

Conforme o Primetimer, nenhum deles sabe que é filho do Homem de Aço e não é dito se eles têm poderes. o portal também revela que no episódio piloto, Clark será demitido do jornal Planeta Diário. 

Escrito por Helbing e baseado nos personagens da DC criados por Jerry Siegel e Joe Shuster, “Superman & Lois” gira em torno do super-herói Superman e da jornalista Lois, enquanto eles lidam com todo o estresse, pressões e complexidades resultantes dos pais que trabalham na sociedade contemporânea de hoje.

Ainda não há previsão de estreia para Superman & Lois.

Patrulha do Destino | Dorothy Spinner será interpretada pela atriz Abigail Shapiro na nova temporada

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Conforme o TV Line, a atriz Abigail Shapiro retornará na segunda temporada da série do DC Universe como Dorothy Spinner, filha de 11 anos de idade de Niles Caulder (também conhecida como “O Chefe”)

Embora não tenhamos visto o rosto dela, Dorothy foi apresentada no final da primeira temporada da série.

“Niles a ama muito e passou por um grande sacrifício para protegê-la, e ao mundo, de suas habilidades especiais”, de acordo com a descrição oficial de Dorothy. “Agora que ela não está mais escondida, Niles se esforçará ainda mais para protegê-la.”

Além de ser exibida no DC Universe, os novos episódios da segunda temporada de ‘Patrulha do Destino’ também estarão disponíveis para assistir na HBO Max, o próximo serviço de streaming da WarnerMedia.

A data de estréia da nova temporada ainda não foi anunciada.

Generation Zero | Nova edição vincula Wally West ao Dr. Manhattan e nova linha do tempo

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A DC anunciou as suas ofertas para o tradicional evento “Free Comic Book Day 2020“, lançando a HQ “Generation Zero” – uma única edição que se vincula à linha do tempo da DC recém-revisada e que se tornou cânone com a “Wonder Woman #750”, preparando o cenário para o “futuro do Universo DC.”

Apresentando uma nova história escrita por Scott Lobdell e ilustrada por Brett Booth, a Generation Zero também parece amarrar o novo status quo de Wally West ao Dr. Manhattan de Watchmen – evidenciado por seu traje azul e o distinto símbolo de hidrogênio na testa da máscara. A edição também reimprimirá a história “Um Admirável Mundo Novo” da ‘Wonder Woman #750’, que introduziu a nova linha do tempo inicial que segue ainda em desenvolvimento.

Juntamente com ‘Generation Zero’, a DC lançará um flipbook para jovens leitores, apresentando dois contos do jovem Bruce Wayne e amigos em “Batman: Overdrive” e “Batman: Once Upon a Crime”.

O evento “Free Comic Book Day 2020” ocorre no dia 2 de maio nos EUA.

Arlequina | Fortnite terá skin da personagem de Aves de Rapina

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O popular game Fortnite terá um evento especial para o filme ‘Aves de Rapina’, apresentando uma skin especial da Arlequina. Confira a imagem:

Via: Lucas7yoshi – Leaks/News
@Lucas7yoshi

Para liberar a outra skin, o jogador deve completar ao menos 3 desafios acima, que incluem ficar entre o Top 30, 20 e 10 em partidas, acertar 100 pontos fracos, ou causar dano em inimigos com a picareta.

Ainda não foi revelada a data que o evento sobre o filme entrará no jogo. “Aves de Rapina” estreia em todos os cinemas no dia 6 de fevereiro.

Batman | Nova edição apresenta o melhor Bat-gadget de todos os tempos!

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A mensal do Batman de James Tynion IV já está em andamento no mercado americano com uma história que vê Batman focado na reconstrução de Gotham City. No entanto, enquanto Bruce Wayne tem um plano para a cidade, existem forças das trevas com seus próprios projetos para Gotham e eles estão dando ao Cavaleiro das Trevas bastante trabalho.

Então, Lucius Fox decide facilitar a vida do Batman no combate ao crime. Na edição #88 do Homem-Morcego apresenta o”Batgadget” mais legal de todos os tempos.

Escondido no bolso 17 do cinto de utilidades do Batman, existe um dispositivo chamado Echo que é, como Lucius descreve, um último recurso para o transporte. Pode ser colocado no capô de qualquer carro que contenha componentes da Wayne Enterprises. O dispositivo substituirá os controles no motor que limitam a velocidade e criará um holograma que oculta a verdadeira aparência do carro. Ele cria a ilusão de um Batmóvel e pode fazer o carro andar muito, mas muito mais rápido. Confira:

É claro que, embora o Echo seja extremamente legal e útil, não é um dispositivo que realmente faça um verdadeiro Batmóvel. A armadura do carro é apenas uma ilusão; portanto, os carros que usam o Echo sofreriam danos como um carro normal. Essa é uma limitação bastante significativa, mas, apenas um detalhe, o Echo pode ajudar o Batman a fazer uma fuga rápida, o que torna um item muito interessante de se ter no estoque de gadgets.

Batman #88 está a venda nos EUA.

Aves de Rapina | Canário Negro, origem e ascensão

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Para muitos dos novos fãs de quadrinhos o primeiro contato com a Canário Negro foi na animação “Liga da Justiça: Sem Limites” do Bruce Timm. Sem dúvida é uma ótima animação, mas só podemos ter um breve deslumbre de quem essa personagem é.  Vimos que ela é muito boa na luta corpo a corpo, a distância que ela pode usar seu super-poder: “grito da canário”, e que ela aprendeu a lutar com o Pantera. Temos então um vislumbre de Aves de Rapina, quando ela luta ao lado da Caçadora e por último vale mencionar seu interesse romântico no Arqueiro Verde.

É uma ótima animação, sem dúvida, mas esse é apenas um resumo até bem simples da personagem. A Canário Negro é extremamente interessante, e já foi vivida por várias personagens, com diversas versões nos quadrinhos, animações, séries, e agora temos ela nos cinemas interpretada por Jurnee Smollett-Bell em  “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”.

Para comemorar o lançamento do filme, criamos uma série de matérias especiais e essa é uma delas. Vamos enaltecer essa personagem poderosa, conhecendo um pouco mais de sua origem e momentos marcantes.

Origem

A primeira Canário Negro foi Dinah Drake, criada por Robert Knigther e Carmine Infantino, estreou em ‘Flash Comics #86’ (agosto de 1947), ela era uma grande lutadora, especialista em artes marciais, mas é importante pontuar que ela não tinha super-poderes. Isso não impediu que futuramente se tornasse membro da Sociedade da Justiça.

Dinah Drake se casou com o policial Larry Lance, tiveram uma filha Dinah Laurel Lance. Dinah Lance por sua vez tem diversas versões, no período pré-crise ela foi amaldiçoada com o grito sônico e mandada para outra Terra, onde teve crescimento acelerado. Em outra versão ela nasce com poderes. Na série “Birds of Prey” de 2013, a Canário volta a ser Dina Drake, nessa história ela é abandonada ainda bebê e criada por Desmond Lamar, que treina Canário até sua morte por câncer.

Aves de Rapina

Mais tarde a Canário participa da equipe Aves de Rapina, onde comandadas pela Oráculo, Canário, Caçadora e outras personagens combatem o crime.

Em 2002 foi lançada a série ‘Birds of Prey’, que no Brasil era chamada de Mulher-Gato (Q?). Dinah era interpretada por Rachel Skarsten, mesma atriz que hoje interpreta Beth Kane na atual série Batwoman. A série trouxe uma nova história onde a Canário Negro original chamada Carolyn Lance, abandona sua filha quando criança para deixa-la em segurança depois que ela não demonstrou nenhum potencial meta-humano, o que mais tarde aflora como poderes telepáticos e telecinéticos.

Quase tivemos a formação da equipe em “Liga da Justiça: Sem Limites”, em alguns episódios podemos ver Canário e Caçadora contracenando, e rendeu um dos melhores episódios da série onde vemos as super-heroínas tendo suas mentes controladas para lutarem entre sí em uma espécie de super-UFC.

https://www.youtube.com/watch?v=86YVeccPIrc

As duas aparecem novamente em “Batman:  Os Bravos e Destemidos” dessa vez de fato como as Aves de Rapina. Nessa formação com a Mulher-Gato, vemos a Canário no visual clássico da personagem em um número musical.

https://www.youtube.com/watch?v=m9H1C1pdk6s

Cantora

Não vemos a Canário cantando com frequência, mas nos quadrinhos, “Canário Negro: O Som e a Fúria”, a personagem tem uma banda e uma voz poderosa, a HQ tem artes marcantes e uma história com pegada indie, um ponto interessante é que foram disponibilizadas músicas da banda que você pode conferir aqui https://blackcanary.bandcamp.com/album/ep-1

No filme “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, Canário aparece como cantora em um clube noturno do Máscara Negra, a atriz que dá vida a personagem não tem uma carreira como cantora, porém, encontrei esse vídeo dela quando pequena em uma cena musical.  

Arrowverso

Arrow é a série que tem a maior quantidade de Canários por metro quadrado, Sara Lance, Laurel Lance, Dinah Drake, Laurel Lance da Terra 2… Provavelmente não tivemos mais Canários por falta de tempo, mas isso deve mudar com a série “Green Arrow na the Canaries”, um spin-off de Arrow.

Sara Lance é uma personagem original da série, após morrer sua irmã se tornou a Canário Negro em seu lugar, Sara é ressuscitada no Poço de Lázaro e se torna a Canário Branco, seguindo seu próprio caminho na equipe das Lendas do Amanhã, que futuramente se tornaria capitã.

O manto da Canário na série passou por mulheres incríveis, Laurel era promotora, Dinah era tenente, Sara com um currículo diverso, contendo Liga dos Assassinos, equipe Arrow e Lendas do Amanhã, é de perder a conta de quantas vezes o mundo foi salvo graças a essa personagem.

Oliver Queen

Canário Negro e Arqueiro Verde formam um dos casais mais amados dos quadrinhos. Entre idas e vindas o casamento dos dois foi memorável, com direito a uma grande luta entre heróis e vilões.

Em ‘Reino do Amanhã’ chegamos a conhecer a filha do casal, Olivia Queen. Que segue como uma Canário Negro, em outras HQs vemos ela com mais detalhes. O traje que usa lhe dá  habilidades de camuflagem e manipulação de tecnologias.

Em “Injustice”, temos um dos acontecimentos mais tristes e emocionantes do casal, Oliver é morto pelo Superman, e a Dinah se vê sozinha e grávida. Surge uma estranha amizade entre ela e Arlequina que acompanha a gestação até o nascimento da criança.

Em um último sacrifício como Canário Negro ela luta de igual para igual com o Superman em rede mundial, e se passa por morta. Dr. Destino a leva junto com seu bebê para uma Terra em que Oliver ainda está vivo e Dinah morreu, para que os dois permaneçam juntos em um reencontro emocionante.

Habilidades

A Canário Negro é muito conhecida pelo Grito da Canário, um grito capaz de quebrar ossos e até mesmo paredes. Ainda controla suas cordas vocais que a permite modular sua voz e imitar sons. Ela se garante na porrada, e é perita em diversas artes marciais, treinou ao lado do Pantera, Mulher-Maravilha, Richard Dragon e Liga dos Assassinos. Suas habilidades lhe garantiram como treinadora da equipe Justiça Jovem.

Durante a recente saga ‘DCeased”, na segunda edição da história, Dinah e Ollie encontram-se com uma versão zumbi de Hal Jordan culminando em desfecho nada agradável para o Lanterna. Naturalmente o anel procura um sucessor de Hal e de forma surpreendente se une a Dinah, tornando-a parte da Tropa dos Lanternas Verdes.

A Canário Negro é uma das fundadoras do universo de super-heróis como conhecemos, e merece todo o reconhecimento. Vamos conhecer uma nova versão da personagem no filme de Aves de Rapina. A produção dará um novo rumo no universo de filmes da DC, e queremos que a personagem ganhe ainda mais notoriedade.

“Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, chega aos cinemas dia 6 de fevereiro, com direção de Cathy Yan, estrelando Margot Robbie como Arlequina, Jurnee Smollett-Bell como Canário Negro, Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Ella Jay Basco (Cassandra Cain), Rosie Perez (Renee Montoya) e Ewan McGregor (Máscara Negra).