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Stargirl | Em carta aberta, o produtor Geoff Johns revela história pessoal sobre a série

Em maio, a série Stargirl estreará no DC Universe e na CW, assim, a Warner Bros. Television enviou algumas cópias dos três primeiros episódios para a imprensa, juntamente com uma carta aberta escrita pelo co-showrunner Geoff Johns, para que os espectadores pudessem ler antes de assistir à nova série da DC.

Na carta, Geoff Johns fala sobre sua conexão pessoal com Stargirl, que ele criou para os quadrinhos, inspirado em sua falecida irmã, Courtney. O relato pessoal é repleto de histórias emocionantes e por fim, Johns agradece a todos por darem vida à Stargirl.

Confira a tradução da carta na íntegra:

“Para todo mundo prestes a assistir Stargirl – Sei que você tem preocupações com a vida real, como todos nós, por isso, se você está assistindo a elas, espero que seja uma pausa e encorajo você a assistir Stargirl com sua família. É para isso que o programa foi criado e para que serve o programa – e, francamente, agora é a hora de estar com a família.

Toda a minha carreira começou com heróis. Em uma ligação fria para o escritório do diretor de Superman, Richard Donner, consegui um estágio que acabou me tornando assistente de Dick em 1996. Durante o primeiro ano de trabalho para ele, minha irmã – Courtney – foi morta no desastre do voo 800 da TWA. Courtney estava a caminho da França como estudante de intercâmbio. Ela tinha 18 anos. Era inteligente, engraçada e infinitamente entusiasmada. Dick comprou minha passagem para Detroit e me disse que eu teria um emprego me esperando em Los Angeles sempre que estivesse pronta para voltar. Naquele outono, filmamos um filme chamado ‘Teoria da Conspiração’ em Nova York. Ele convidou meus pais para o set e os colocou no filme. Foi a primeira vez que me lembro deles sorrindo e se divertindo desde a morte da minha irmã. Dick era meu herói por isso.

Um ano depois, vendi minha primeira proposta de quadrinhos para a DC Comics. Chamava-se  ‘Stars & STRIPE’. A premissa, que também é a premissa do programa, era que a mãe da adolescente Courtney Whitmore, Barbara, se casa com o mecânico Pat Dugan e Courtney (com relutância) se muda com eles de Los Angeles para Nebraska. Em Nebraska, Courtney descobre que seu novo padrasto costumava ser um ajudante de super-heróis e rouba coisas antigas de seu parceiro, levando-o para um passeio de alegria. Por fim, Courtney assume o manto de Stargirl e Pat é forçado a sair da aposentadoria e se torna um ajudante de sua enteada como STRIPE. É uma história sobre como a família é criada por vínculo, não por sangue. Obviamente, Stargirl recebeu esse nome e foi inspirada por minha irmã, Courtney. É seu espírito e energia otimista que eu queria colocar de volta no mundo com Stargirl. É comemorativo, prospectivo e positivo. E eu espero que isso aconteça quando você assistir esses episódios.

Eu escrevi muitas histórias de super-heróis em minha carreira, mas essa é de longe a mais pessoal em todos os níveis. O elenco, a equipe e todos os envolvidos deram seu talento e paixão para dar vida a Stargirl e eu não poderia estar mais agradecido por eles. Eu acho que o trabalho deles valeu a pena e, no mínimo, espero que você sorrie algumas vezes enquanto assiste Brec Bassinger, interpretando Courtney, e Luke Wilson, interpretando Pat, pegando seus mantos individualmente e juntos.

Peço desculpas pelo comprimento desta nota “introdutória”. Semanas atrás, eu pensei que seria um simples parágrafo ou dois. Mas agora, eu quase sinto desculpas por supor que você tem tempo para assistir Stargirl . Mais uma vez, obrigado, e se alguém quiser falar mais sobre o programa, eu ficaria feliz.

O melhor para você e sua família.

-Geoff Johns”

Confira o trailer da nova série:

Lanterna Verde | A força de vontade em tempos difíceis

“Eu gostaria de direcionar estas palavras a todos os leitores da nossa Terraverso e aos membros desta equipe que estimo tanto. Que vocês consigam superar esta sensação de tristeza pelo isolamento e possam superar o grande medo. Que a luz que torna cada um de vocês seres extraordinários brilhe nesta noite tão densa”.

O mundo sofre atualmente um duro golpe na idade contemporânea, uma crise que nos abala em todos os campos da nossa vida, nos traz a rotina incômoda do isolamento e nela, vemos a real face do mundo, em que boa parte dele o egoísmo surge como uma marca terrível.

Muitos são os confinados em suas casas e temendo pelo futuro, por outro lado, existem aqueles que são obrigados a sair por motivos além do seus poderes e temem por fazer algum mal aos seus entes queridos. Destas pessoas, muitos sentem medo do que o amanhã pode trazer para suas vidas; mais dor e sofrimento ou sairemos desta acreditando que tudo isso é apenas um pesadelo? A ambivalência entre o medo e a esperança dentro de um prognóstico tão triste mostra que até mesmo o ser humano mais preparado carrega a sensação de angústia.

Em momentos difíceis, questionamos por onde andam alguns valores humanos, dentre eles a solidariedade, e com tão poucos exemplos inspiradores na realidade, a ficção nos ajuda a pensar positivamente nos tempos difíceis. Em meio a tantos heróis, a Tropa Esmeralda é um exemplo inspirador nestes momentos de dor.

Sou declaradamente fã do Lanterna John Stewart, por toda a representatividade que ele possui em minha vida, mas não irei apenas usa-lo como um único exemplo de superação do medo, mas também outros guerreiros portadores do anel esmeralda podem nos inspirar a superar este período de tamanha descrença com o futuro.

Mesmo a Tropa dos Lanternas Verdes sendo uma obra totalmente da ficção, todos os heróis tem aspectos muito humanos que podemos transferir para a realidade. Eles são personagens com virtudes e defeitos exatamente como nós, aprendendo com seus erros e evoluindo como indivíduos.

Dentre os exemplos porque não citar inicialmente Hal Jordan, conhecido por ter a maior força de vontade da Tropa, suas falhas são evidentes inclusive como um personagem que reconhece ter o medo de perder as pessoas que ama, mas ao mesmo tempo, a força de superar este sentimento e encarar tudo o que for necessário.

John Stewart, o herói que salvou a minha infância, também encara seus medos e imperfeições de frente pensado sempre em todos ao seu redor e como protege-los. Seja inocentes ou seus colegas de Tropa, ele é um exemplo de companheirismo e solidariedade, utilizando a sua força de vontade aliada ao seu senso estratégico tão característico para superar as dificuldades.

Outro que gostaria de lembrar é o Lanterna Kyle Rayner, aquele com a maior imaginação da Tropa, um personagem que viveu tantos traumas e perdas na sua trajetória desde que foi escolhido para ser um guerreiro esmeralda. Impossível não reconhecer que a sua força de vontade é o pilar que o mantém firme diante de cada crise que surge em seu caminho.

Uma última guerreira esmeralda que eu gostaria de lembrar é a Jessica Cruz, alguém que com certeza na nossa realidade estaria assustada com a situação que vivemos por, dentre outros fatores, ter síndrome do pânico e viver isolada em sua casa. Acredito que ela seria capaz de sair nas ruas e enfrentar os seus desafios porque mesmo possuindo dentro de si um grande medo, ela também possui uma força de vontade que lhe permite não ser apenas uma heroína para os outros mas também para si mesma.

Além destes personagens existem Guy Gardner, Simon Baz e a Jo Mullen que possuem grandes desafios em suas trajetórias. Esta é uma qualidade em comum em todos os Lanternas Verdes; superar o grande medo. Suas personalidades de alguma forma nos inspiram a encarar a nossa realidade.

Todos os Lanternas, independente do que lhes causa medo, são capazes de ter a força de vontade necessária para supera-lo. Que este exemplo seja um guia para nós neste momento difícil e, mesmo como seres humanos capazes de falhar, possamos ter a nobreza de afirmar que nós precisamos tanto um do outro.

Espero que falando destes heróis que são capazes de superar seus medos e desafios, possamos lembrar como algo que amamos tanto como os quadrinhos é capaz de nos tornar melhores como seres humanos e, mesmo estando isoladas em suas casa ou no exercício de suas funções, também é possível para todos nós superar o medo do que está por vir, nos tornando uma luz forte neste mundo que passa por esta noite tão densa.

Kids Camp | DC lança programa de atividades para as crianças em época de quarentena

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O programa DC Kids Camp oferece vídeos, páginas para colorir e muitas outras atividades disponíveis diariamente nos canais de mídias sociais da editora. A ideia é apresentar atividades para os pais que tentam fazer malabarismos cuidando de seus filhos e trabalhando via home-office em época de quarentena devido a pandemia do COVID-19.

O DC Kids Camp é um programa de atividades em casa, com curadoria de alguns criadores de graphic novels dos selos jovens da DC. Os vídeos serão postados sempre às 10h da manhã nas contas @dccomicskids no Twitter e @dckids no Instagram, começando com o primeiro vídeo na quarta-feira: “Faça um anel de Lanterna Verde com Minh Lê”, posteriormente na quinta “Origami do Superman com Gene Luen Yang”, e na sexta-feira “Faça seu próprio super-herói com Dustin Hansen”.

Entre os criadores que farão parte do DC Kids Camp estão: Shannon e Dean Hale, autores de “Diana: Princess of the Amazons”, Ridley Pearson, da trilogia ‘Super Sons’ e Brittney Williams, artista de “Lois Lane and the Friendship Challenge.”

Além disso, folhas de atividades, desenhos para colorir e outros conteúdos estarão disponíveis nas contas do Twitter e Instagram, com um boletim enviado duas vezes por semana – às segundas e sextas-feiras – e também disponível para inscrição.

O DC Kids Camp é o primeiro serviço desse tipo criado por uma editora de quadrinhos dos EUA, mas que os fãs no mundo toda também podem aproveitar!

Jovens Titãs | Um novo Judas no Multiverso Sombrio

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O último conto do Multiverso Sombrio traz um clássico dos Jovens Titãs, porém comparado aos outros contos que vimos anteriormente, não é uma história tão empolgante como a origem da Erradicadora Lois Lane ou a ascensão de Ted Kord, pois trabalha em cima de uma personagem já instável em nosso Multiverso comum e, mesmo utilizando um clássico muito querido pelos fãs da DC, não consegue trazer o impacto que a minissérie procura representar.

A história inverte os eventos da narrativa do Contrato de Judas, em que a Terra trai os Titãs em favorecimento do Exterminador, após o encerramento do seu contrato com a Colmeia, tendo em seu desfecho a morte da heroína soterrada por uma montanha. Na história original, Marv Wolfman trabalha bem este vínculo da heroína com a equipe, portanto, a sensação de traição é mais incômoda do que nesta versão mais obscura.

No Multiverso Sombrio, Terra se convence de que pode ser muito mais que uma assistente graças a uma conversa com Dick Grayson, e o herói pensa que ela se refere ao seu irmão, Geoforça, mas na verdade era sobre a sua relação com Slade Wilson, e assim o trai assassinando-o. Terra utiliza em si o soro do Exterminador, aumentando seus poderes e destruindo a equipe dos Jovens Titãs, o Superman e se auto denominando como Gaia para estabelecer o seu domínio sobre a humanidade.

Esta é a única história das que acompanhei do Multiverso Sombrio que não consigo sentir uma desconstrução como foi a proposta da minissérie. O contexto de traição da Terra ainda é mantido, porém, sem muitas surpresas. A cena de destruição da Torre Titã, e posteriormente a morte da equipe, me parece apenas uma solução fácil ao invés da construção de um momento de tensão na narrativa.

Nas últimas páginas vemos a vilã surpreendentemente ferir o Superman com uma avalanche de kryptonita, e lentamente envenena-lo até a morte. A chegada do Mutano que é perdidamente apaixonado por Tara tenta trazer um efeito de emoção que ficou ausente em todo o one-shot, culminando com uma cena de execução, entretanto, não existe uma construção do evento para que essa morte tivesse algum significado mais profundo.

O ponto que chama a atenção é como a instabilidade de Terra modifica a sua perspectiva, sendo necessária poucas palavras de incentivo para que ela se sentisse motivada a trair o Exterminador e assassina-lo.

Ela passa de uma mulher insegura para uma pessoa controladora de forma muito rápida, e talvez a pressa não deixe aquela sensação angustiante das outras edições em que vemos a decadência do personagem principal, o que torna essa história sem muito compromisso com o que vem sendo apresentado nas outras edições.

A história que encerra os Contos do Multiverso Sombrio não fica a altura do que toda a série significou de um modo geral, mas procura aproveitar um clássico da DC e propor uma nova construção de personalidade para uma personagem muito conhecida do nosso universo.

Nota:

30/52 – Mediano

Mulher-Maravilha 1984 | Estreia do filme é adiada para agosto

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Conforme o Deadline, devido ao surto de coronavírus no mundo, Mulher-Maravilha 1984 de Patty Jenkins está mudando a data do seu lançamento. De 5 de junho para 13 de agosto nos cinemas do Brasil.

“Quando demos sinal para WW 1984, foi com toda a intenção de ser visto nas telonas e estamos animados em anunciar que a Warner Bros. Pictures levará o filme aos cinemas no dia 14 de agosto. Esperamos que o mundo esteja em um lugar mais seguro e saudável até então.”, disse Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Motion Picture Group, em um comunicado hoje.

A diretora Patty Jenkins falou sobre o cancelamento em seu perfil no Twitter.

“Fizemos a Mulher-Maravilha 1984 para as telonas e acredito no poder do cinema. Nestes tempos terríveis, quando os proprietários de cinemas estão lutando como muitos, estamos empolgados por voltar a data do nosso filme para o dia 14 de agosto de 2020 em um cinema perto de você e orar por tempos melhores para todos até lá.”

A expectativa é que o filme alcance uma boa recepção nas bilheterias no mundo todo. O rumor sobre exibição do longa no streming já havia sido desmentido pelo próprio Toby.

Crise Infinita | De salvador a déspota no Multiverso Sombrio

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A quarta história dos Contos do Multiverso Sombrio se trata de um evento que seria possível prevenir uma Crise, mas se tornou uma outra muito pior e a probabilidade de dar errado multiplica-se em uma tragédia de proporções infinitas.

O conto do Multiverso Sombrio de Crise Infinita tem a sua guinada antes do próprio evento que culminou com a recriação do Multiverso. A morte de Ted Kord ao descobrir os planos de Maxwell Lord em Contagem para a Crise Infinita é o ponto de partida para a crise, mas a mudança deste evento cria-se uma cadeia de novos fatos resultando em um desfecho muito mais catastrófico.

Este Ted Kord do Multiverso Sombrio convive com o sentimento de inferioridade pelo fato de ser ignorado pela Liga da Justiça e a própria trindade quando o herói avisa a respeito da existência da sociedade secreta cheque mate e a IA Irmão Um. Após matar Lord, ele decide que apenas ele pode evitar a crise que está chegando, mas na verdade ele passa a ser o ponto de partida da destruição como é revelado na sinopse.

É muito incômodo para alguém que conhece e tem carinho pelo Besouro Azul ver a desconstrução da personalidade do herói. Assim que ele assume o poder do Irmão Um ele gradativamente passa de uma pessoa altamente espirituosa e nobre em que o protagonismo é efêmero, como ele mesmo diz em ‘Heróis em Crise’ “irmãos antes de heróis”, para um indivíduo egoísta e altamente arrogante construindo assim uma versão completamente diferente do que conhecemos.

Esta arrogância é o que posteriormente o leva a ruína passando do papel de um herói para um vilão absoluto neste Multiverso de possibilidades negativas. Nem mesmo a chegada do Lex Luthor da Terra 3 muda o rumo dos planos de Kord, culminando com a morte do casal Superman e Lois da Terra 2 e o próprio desfecho trágico do vilão da história escrita por Geoff Johns.

Além do egoismo, fica claro como a percepção entre certo e o errado do Besouro Azul se altera a partir do momento em que ele adquire um poder suficiente para derrotar qualquer herói da Terra, utilizando pedaços do Anti-Monitor para criar um traje fundido com o Irmão Um. Ele passa a utilizar de nanotecnologia passa a absorver os heróis tornando-os seus escravos até um confronto com o seu amigo de longa data, o Gladiador Dourado. Esse é o ponto final da ruptura do personagem com a pouca bondade que ainda restava em si.

Na conclusão da história, Kord assassina seu grande amigo e se deixa absorver pela inteligência artificial abdicando de uma vez das suas emoções e seguindo de vez com seu plano de “proteger” a Terra.

Um final como este é esperado dentro da proposta da história, mas ainda sim é perturbador tornando ambíguo o destino do Besouro Azul na crise do nosso Multiverso, a ponto de pensar se realmente ele faria isto no nosso mundo caso sobrevivesse.

Mesmo condensando em uma edição esse desenrolar dos fatos, o Conto do Multiverso Sombrio de Crise Infinita abre uma possibilidade diferente e muito assustadora em relação ao nosso Multiverso, trazendo uma desconstrução de um personagem muito querido e sendo capaz de torna-lo um inimigo com poder para destruir todo o heroísmo como conhecemos.

Nota:

Nota: 50/52 – Ótimo

Lanterna Verde | A Noite Mais Densa do Multiverso Sombrio

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‘Dark Nights: Metal‘ foi o ponto de partida para que se conhecesse um outro espectro do Multiverso, uma sequência de infinitas versões da terra em que a possibilidade de um final positivo é nula e os defeitos dos nossos heróis se tornam mais evidentes diante de suas virtudes.

Na versão do Multiverso Sombrio de “A Noite Mais Densa” não é diferente. A terceira edição de uma série de contos desta versão sem esperança das aventuras dos nossos heróis, mostra o que aconteceria se Sinestro não tivesse dividido a sua luz da vida com as outras tropas para vencer os Lanternas Negros.

Tudo é contado em uma única edição que tenta chocar com um universo consumindo pelo poder dos Lanternas Negros. Toda a esperança de recuperar o que se perdeu girando em torno de Dawn, a Columba, sobre as mãos do mais improvável herói que poderia estar vivo a esta altura, o Lobo, em uma missão para viajar até aos confins do universo na derradeira e desesperada tentativa de trazer luz as trevas por uma ideia mirabolante do Senhor Milagre.

Além dos sobreviventes, ainda temos Sinestro em uma espécie de ser morto vivo, entre a luz da Lanterna Branca e da Lanterna Negra, e como falado anteriormente, os defeitos destes personagens se tornam mais evidentes que a virtudes.

O Sinestro do Multiverso Sombrio é um personagem à parte da história, ao mesmo tempo que vemos o mesmo virtuoso vilão que piamente acredita que, de acordo com a sua visão, tem os meios para manter o universo a salvo. Encontramos também em Sinestro um ser altamente egocêntrico e egoísta que tolamente acredita que o poder deve estar centrado em si, diferente de sua versão do Multiverso convencional, que mesmo contra a sua vontade, coopera com aqueles que discordam da sua forma de manter a paz. Ele utiliza-se do anel branco da vida para deter a infecção do anel da morte mantendo-se entre ambos os espectros.

Este traço da personalidade do Lanterna se torna um fator preponderante para que o desfecho do Multiverso Sombrio seja o pior dos finais possíveis, culminando em um castigo que se torna algo mais terrível do que a própria morte.

Outro detalhe que surpreendem nesta história escrita por Tim Seeley se refere a quanto o poder da luz negra da morte pode chegar longe. Inicialmente vemos os nossos heróis principais que sucumbiram ao poder de Nekron, equipes como os Titãs em suas versões mórbidas, em agonia por estarem sob a influência do anel, e tudo isso apenas 19 dias após Sinestro negar-se a dividir seu poder.

A grande surpresa fica por conta de sabermos que ‘Os Novos Deuses’ também foram infectados pelo anel, Grande Barda, Vovó Bondade surgem como parte do exército de Nekron e até mesmo o déspota Darkseid não resiste ao poder da entidade da morte tornando-se seu avatar.

Para ambientar este clima sombrio e apocalíptico, os desenhos de Kyle Hotz casam com a narrativa contada, abusando do preto e tornando cada quadro uma demonstração clara deste panorama sem esperança que foi criado alimentando aquele sentimento angustiante que temos enquanto lemos o diálogo. As imagens falam bem com o roteiro e esta combinação consegue prender o leitor na história.

O desfecho desta narrativa procura surpreender mesmo sabendo que a proposta da história é que ela não tenha um final em que os heróis vencem, e temos na figura do Sinestro este final. O egoísmo do personagem é o ponto de ignição desta versão de “A Noite Mais Densa” e por causa disto, aliado a um grande medo de falhar que Thaal Sinestro comete um erro que é impossível de ser reparado.

O conto do Multiverso Sombrio de “A Noite Mais Densa” é uma história que se define por não dar esperança ao leitor de que haverá um final feliz, acentuando características que não percebemos de personagens que conhecemos, apresentando um final amargo para o protagonista e mostrando que no Multiverso Sombrio nenhuma luz brilhará.

Nota:

50/52 Terras – Ótimo

Mulher-Maravilha | Edição ambientada na década de 80 será lançada pela DC

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No final de maio, a DC lançará nos EUA a edição “Wonder Woman 1984 Giant #1”, como forma de divulgação também do filme da heroína nos cinemas. Confira a sinopse:

Nesta ligação com o filme WW84 … Quando uma tentativa fracassada de roubo causa uma situação de refém no Museu de História Natural Smithsonian, Diana Prince é forçada a deixar para trás seu grupo de adolescentes para que a Mulher-Maravilha possa salvar o dia! Mas será que a Mulher-Maravilha poderá levar dez pistoleiros à justiça e voltar a seu grupo de visitas a tempo?

A capa é de Nicola Scott (Confira abaixo) e conta com artes da Marguerite Sauvage e Brett Blevins. O roteiro é de Anna Obropta e Louise Simonson.

Ao todo, serão seis histórias com quatro delas publicadas originalmente na década de 80 e duas inéditas. Entre as republicações estão:

• “Deadly Arrival” de Wonder Woman #3 (1987)
• “Blood of the Cheetah,” de Wonder Woman #301 (1987)
• “Dark Challenger,” de Wonder Woman #301 (1983)

“Wonder Woman 1984 Giant #1” estará disponível nos EUA a partir do dia 27 de maio.

Stargirl | Revelada a sinopse dos três primeiros episódios da série

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Stargirl, a nova série da DC que será transmitida na CW e também no streaming DC Universe, teve a sinopse dos três primeiros episódios reveladas. Confira:

STARGIRL – 1×01

No episódio de estreia da série, a vida aparentemente perfeita de Courtney em Los Angeles vira do avesso quando ela se muda para Blue Valley, no Nebraska, com sua mãe Barbara (Amy Smart), seu padrasto Pat Dugan (Luke Wilson) e seu meio-irmão Mike (Trae Romano), e ela se vê lutando para se adaptar em uma nova cidade e no colegial. Mas quando Courtney descobre que Pat está escondendo um grande segredo sobre seu passado, ela precisa se tornar a inspiração para uma nova geração de super-heróis.”

“S.T.R.I.P.E. – 1×02

Depois que Courtney tem um inesperado encontro com um integrante da Sociedade da Injustiça da América, Pat revela a verdade sobre sua história. Enquanto isso, Barbara fica chocada ao ver Courtney tentando se dar bem com Pat, sem saber do segredo entre os dois. Finalmente, as coisas ficam perigosas em uma festa na Blue Valley High, quando Courtney se torna o alvo de um perigoso inimigo.”

“ICICLE – 1×03

Após um perigoso encontro com um membro da Sociedade da Injustiça da América, Pat avisa Courtney para recuar em sua tentativa de seguir o grupo de vilões. Mas quando ela encontra o que acredita ser uma mensagem deles, ela pede ajuda a Pat. Enquanto isso, Barbara faz progressos em seu trabalho, o que impressiona seu novo chefe, Jordan Mahkent (Neil Jackson).

A série Stargirl estreia no dia 11 de maio.

Dark Nights: Death Metal | “Batssauro” é destaque em nova prévia revelada

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Dark Nights: Death Metal de Greg Capullo e Scott Snyder, mostrará a continuação da saga do Multiverso Sombrio da saga Metal. O novo arco de 6 edições teve sua primeira prévia revelada e o destaque é a presença de um “Batssauro”. Confira:

Dark Nights: Death Metal estará disponível nos EUA no dia 13 de maio.