O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
Será que a atriz Zendaya Maree Stoermer Coleman está acenando para um futuro papel com suas referências de beleza?
Na 71ª cerimônia do prêmio Emmy de ontem à noite, a atriz subiu no tapete vermelho com um vestido cor de esmeralda que cortava o quadril para uma perna, algo digno de uma super-heróina. Antes de sua chegada como apresentadora d prêmio de Melhor Diretora em Série. Confira as imagens:
E sim, a inspiração do vestido em Hera Venenosa foi confirmada pelo estilista Law Roach. Em suas próprias histórias no Instagram, Roach postou imagens consecutivas da personagem da DC Comics em inúmeras interpretações, incluindo uma adaptação de desenho animado e uma imagem da atriz Uma Thurman posando com o traje no filme Batman e Robin de 1997.
Focando no novo super traje de Supergirl, a CW divulgou mais um trailer para a quinta temporada da serie.
Com a introdução de uma nova ameaça, Kara enfrenta mais problemas em sua já complicada vida dupla quando Lena [Luthor], sua melhor amiga, descobre sobre sua identidade secreta.
https://www.youtube.com/watch?v=UaeUyvXqS4Y
A CW também divulgou a sinopse oficial do retorno da serie:
“Kara fica surpresa ao descobrir que a CatCo tem um novo proprietário, que trouxe um repórter importante. Novos casais emergem e exploram seus relacionamentos, enquanto J’onn J’onzz recebe um visitante inesperado. “
Assim como suas companheiras de Arrowverse, a primeira parte da temporada serve como construção ao grande evento, Crise nas infinitas terras, que acontece em dezembro. Mas nem tudo são problemas, o trailer apresenta uma grade mudança ao traje clássico de Supergirl, alem do novo look para Kara, o traje muda a famosa saia vermelha por calças.
Ainda com alguns detalhes, o novo traje chama atenção por lembrar as versões mais recentes da personagem em outras mídias, como no jogo Injustice 2 onde Kara teve bastante espaço.
Supergirl retorna aos domingos, ao lado de Batwoman, começando dia 6 de outubro na CW.
Segundo o portal CBR, o escritor Neil Gaiman garantiu que a série Sandman que está sendo produzida pela Netflix seguirá a risca as suas obras nos quadrinhos, incluindo os contos que duram apenas uma edição.
O que pode dar mais certeza a essa informação é o fato do prório Neil Gaiman, criador de Sandman, ser o produtor-executivo ao lado de David Goyer Krypton). O produtor Allan Heinberg (Mulher-Maravilha) será o roteirista da série. A primeira temporada terá o total de 11 episódios e até o momento não houve nenhum anúncio sobre quais atores farão parte do elenco.
O sábado 21 de setembro de 2019 ficou marcado com as comemorações do Batman Day no ano em que Homem-Morcego celebra seu 80º aniversário. São Paulo foi uma das cidades do mundo que recebeu o Bat-Sinal, fãs puderam aproveitar diversas promoções de clássicas histórias em quadrinhos e por aqui rolou uma reunião de matérias especiais sobre o vigilante de Gotham.
Mas… E o Coringa, que para muitos é o maior vilão do Cavaleiro das Trevas, seria merecedor de um dia só pra ele, exclusivo dele… Será?
Tudo começou quando o dublador do Coringa em animações e games, Mark Hamill, foi ao Twitter para homenagear o Batman.
Nos comentários, alguns fãs sugeriram uma espécie de Coringa Day, e Hamill voltou ao Twitter para agradecer e não descartar seu apoio para tal ideia. Confira:
Love all your support for a day recognizing the #ClownPrinceOfCrime. The fact there is no #JokerDay may be the biggest boner* of them all! * (from the more innocent days when "boner" meant "a stupid mistake" or "a foolish & obvious blunder")#JokesOnYou 🃏😳 pic.twitter.com/frdPyITePb
“Amo todo o seu apoio por um dia reconhecendo o Palhaço do Crime. O fato de não haver o Dia do Coringa pode ser o maior erro de todos”
Em 2020, o vilão completa seus 80 anos. No início do próximo mês, o Palhaço do Crime estreia seu filme solo. Coringa, protagonizado por Joaquin Phoenix e dirigido por Todd Phillips, chega aos cinemas no dia 3 de outubro.
As comemorações dos 80 anos do Batman renderam boas homenagens. E claro que Fortnite não poderia ficar de fora. O game, que é famoso por seus mais variados crossovers, disponibilizou skins e itens do Homem-Morcego em comemoração.
A novidade foi anunciada em uma transmissão ao vivo para os fãs do jogo da EpicGames e da DCComics, e quem pôde acompanhar já conseguiu adquirir os novos itens, que contam com duas skins do Batman e uma da Mulher-Gato.
Confira o trailer de anúncio:
O evento de Fortnite ficará disponível para os jogadores até dia 06 de outubro, nas plataformas PlayStation 4, XboxOne, Nintendo Switch, PC e Mobile.
Atualmente o diretor Steven Spielberg está envolvido em dois projetos; “West Side Story” que estreia em 2020 e o novo filme de Indiana Jones que estreia em 2021. Com isso, Falcões Negros só entrará em produção após o diretor estiver livre desses dois compromissos. A previsão é entre 2022 ou 2023.
O filme contará a história do primeiro esquadrão dos Falcões Negros, que é uma equipe formada por soldados aliados e de outros países da Europa, lutando na Segunda Guerra Mundial contra nazistas e seus aliados do Eixo.
O grupo é composto por Olaf Friedriksen (Dinamarquês), Chuck Wilson (Americano), Hans Hendrickson (Holandês), Stanislau (Polonês), Chop-Chop (Chinês) e Lady Blackhawk (Americana), que são liderados por Bart Hawk, o Falcão Negro.
Com o lançamento de Coringa em alguns Festivais de Cinema, observamos uma verdadeira aclamação digna de uma obra de arte. A própria decisão da Warner em exibí-lo primeiro em festivais é a confirmação de que Coringa está longe de ser só mais um filme de herói.
Entretanto, apesar do louvor da maior parte da crítica, alguns críticos apresentaram visões negativas ao filme. Isso não seria um problema, visto que qualquer obra de arte é passível de análises negativas. O real problema é o teor raso, ideológico e até mesmo anti-profissional dessas opiniões.
David Ehlich do Indiewire deu ao filme um “C+” apontando nas suas críticas negativas que o filme apresenta “um narcisista homicida que se sente intitulado à atenção do mundo – um homem que prefere matar por uma boa risada do que permitir que o mundo o trate como o seu argumento final.” Ao lermos isso, podemos abrir um largo sorriso no rosto tendo a confirmação de que Joaquin Phoenix retratou bem o Coringa e a visão ousada de Phillips foi acertada. Mas para Ehlich isso é algo negativo em sua crítica. (Não recomendo a leitura dessa e de nenhuma das críticas que irei citar, por motivos de spoilers em abundância.)
Em toda a crítica há um sentimento de prepotência quando ele afirma que o filme busca de forma desesperada em se levar a sério e por isso evita ter senso de humor. É necessário que todo filme de quadrinho tenha um apelo para o humor?
Agora vem a questão que tem sido levantada como motivo de um possível boicote ao filme. Ehlich afirma: “Há uma diferença fundamental entre contar uma história como essa na forma de arte, sujo e misantrópico como “Taxi Driver” e contá-lo na linguagem universal de um filme de super-herói que será aberto em multiplexes no mundo todo. Nesse contexto, essa história não pode deixar de sentir aspiracional.” Há muitos detalhes coloridos nessa informação. A comparação com Taxi Driver é óbvia e o próprio Martin Scorsese, diretor do filme, trabalhou por um tempo ao lado de Phillips na concepção do projeto. Agora, o que Ehlich propõe é que apresentar estas ideias num filme de quadrinhos é potencialmente perigoso, por servir de inspiração para, principalmente, jovens que se sentem plenamente rejeitados pela sociedade. Essa preocupação é real e falarei melhor em outro texto. O ponto interessante é a comparação com Taxi Driver. Ambos apresentam personagens que tentam se encaixar na sociedade e não são aparados, pelo contrário, são julgados e condenados. O que decidem fazer então? Revolta, anarquia, violência e caos.
Para
David, a violência em Taxi Driver é justificável e aceitável, em Coringa, não. O
motivo? O público ao qual se destina. Essa visão é totalmente vazia, mas
compatível com o que a indústria tem produzido a todo no segmento de quadrinhos.
O grande público se acostumou com a ideia de que filmes de herói devem ser
repletos de humor (muitas vezes, raso), ação desenfreada e personagens não
muito bem explorados. É fácil para indústria em filmes com essas
características, uma vez que se tornam recordes de bilheteria e de críticas
positivas, ao menos em sua maioria. Há pouquíssimos casos de filmes que busquem
ir além dessa estrutura, como O Cavaleiro das Trevas, Logan e o próprio
Coringa.
Não
defendo que filmes de heróis precisam ser sérios o tempo todo ou se portem como
obras de arte digna de Oscar. Filmes de quadrinhos devem ser plurais como
quadrinhos também são. Mesmo com inúmeras produções já realizadas, não falta
espaço para novas experiências. Justamente a falta de experimentação, assegurou
a ideia de que filmes de quadrinhos precisam seguir uma determinada fórmula
explorada e repetida a exaustão por tantos outros. O efeito é a negativação por
parte da crítica a filmes que tentem explorar novas histórias, fórmulas ou
mesmo, desconstruir tudo o que já vimos.
O crítico Bill Chambers para o site Film Freak Central, escreveu na sua crítica ao filme o seguinte: “Em outras palavras, em um determinado momento da história, Arthur não pode ser mais ser responsabilizado por suas ações. Tal equívoco na era de Trump é francamente covardia moral, e eu honestamente teria mais respeito por Joker se fosse de todo o coração o devaneio fascista que muitos temem.” Bem, uma coisa admiro no Bill, ao menos ele é verdadeiro com respeito a sua crítica. Chambers não baseia sua crítica numa análise de uma obra de ficção baseada em quadrinhos. A crítica é baseada em suas próprias ideologias no desenho pessoal do que a obra deveria ser. Sabe qual o nome disso? Opinião.
Todos temos direito a ter opiniões e visões diferentes em diversos assuntos, assim como também podem não gostar de uma obra por não ser aquilo que se espera, o real problema é elevar essas opiniões pessoais quando se está no papel de crítico. Se a crítica é sobre um filme, sua análise deve ser sobre ele e não sobre a sua visão a respeito do assunto que o filme trata, aliás, numa crítica a opinião pessoal deve ser o ponto de menor interesse.
Não
é de se surpreender que as críticas negativas do filme vieram em boa parte da
imprensa americana. São estes os mesmos responsáveis por avaliarem o filme
diante da mensagem que ele apresenta. Essa mensagem é retida através de filtros
ideológicos pessoais e geram críticas onde a obra é menos importante do que a mensagem,
que eu O Crítico, decido julgar.
Coringa é um filme “agressivo e possivelmente irresponsável” afirmou Stephanie Zachareck da revista Time. “Coringa é um lixo pernicioso” disse Glenn Kenny do NYT. Coringa é “tóxico, irresponsável e perigoso” como descreveu O Globo. É, Coringa é tudo isso e por tudo isso, Coringa é Coringa.
Este ano o nosso querido Batman completa 80 anos. E para comemorar essa data tão importante, convidamos todos os redatores do Terraverso para cada um deles falar sobre a importância desse personagem. Confira o que cada um deles disse:
O Batman significa várias coisas. Ele me mostrou algumas das melhores histórias que já vi, li e ouvi até hoje. Ele representa para mim um herói que basicamente me iniciou no mundo dos quadrinhos, vide que o meu interesse nas animações me fez vir atrás de mais histórias. Ele realmente é um personagem que teve a sorte de ter tantos criadores excelentes ao longo das décadas, mostrando desde sua face detetivesca até as aventuras mais fantasiosas.
Inclusive, em homenagem aos 10 anos de Cavaleiro das Trevas, cito aqui um dos grandes ensinamentos vindos da trilogia de Christopher Nolan. Outro desses geniais criadores que, apesar de não ser escritor das HQs, teve um peso tremendo no legado do personagem. O pensamento que veio na frase “Sabe por que caímos Bruce? Para aprendermos a levantar”. A síntese do motivo de Bruce continuar em frente, mesmo com as adversidades pelo caminho.
Como um amigo que estreita laços para ajudar em um momento difícil, Batman entrou em minha vida em um período pessoal delicado. Conforme passavam as páginas de suas HQs, eu criava mais e mais intimidade com ele. A cada edição, clássica ou inédita, algo para aprender. Lidar com a dor, a perda, o medo, exercitar a perseverança, lealdade, senso de justiça e gratidão aos aliados – exemplos de valores de um personagem que só veio para me fortalecer. Minha primeira edição de Batman foi “Xamã”, uma história que se passa por volta do famoso “Ano Um”, mas que poucos conhecem. Quem puder, fica a indicação de uma narrativa que aborda a cura e a superação.
Desde pequena sempre tive o Batman como meu herói preferido. Não sei direito como começou, mas agora mais velha acho que entendo porque ele se destacou mais que os outros heróis. Acredito que o primeiro ponto é por ele ser apenas humano. Um humano rico e muito inteligente, sim, mas isso faz parte dos motivos de gostar dele. Usar Bruce Wayne como inspiração na vida é algo que me ajudou a correr atrás de sonhos, afinal quero ser bem sucedida e, porque não, chutar umas bundas. Mas ver como ele segue em frente apesar de tudo estar desmoronando, é algo a se aprender, pois a vida não é perfeita e temos que lidar com os obstáculos, por mais que doa.
A parte física também sempre me atraiu, seja em animação, filmes ou HQs, sempre achei Bruce um gato, tenho que ser sincera aqui. Mas de nada adiantaria a beleza dele se não fosse todo o conteúdo que faz Bruce ser Batman e vice-versa. Além disso, todo o universo que envolve Gotham, seus vilões e a Bat-família me cativaram muito, é um dos lugares mais caóticos e mais incríveis que já conheci. E, é claro, serei eternamente grata a ele por me dar Dick Grayson e Barbara Gordon. Batman, meu primeiro herói, meu crush, minha inspiração. Obrigada por tudo e parabéns!
Era uma criança querendo ser como ele, mesmo sem muita propriedade sobre o dono daqueles acessórios e da máscara que para mim eram mais que brinquedos. Sabia que com eles era possível salvar muita coisa. Daí em diante o tempo passa e tudo se torna um vice e versa de charadas, se na infância ele era um personagem apenas na imaginação, hoje parece possivelmente ou necessariamente presente, mais do que apenas na estampa da camiseta. Contraditório? Não quando se anda pela cidade perguntando se uma Gotham tem o poder de criar o Batman ou se o Homem-Morcego pôde criar uma Gotham. No mais, é o cara que leva consigo um universo inteiro. Uma galeria de vilões atormentados e cruéis, não menos provocantes e atraentes.
Se somos vítimas de acontecimentos adversos, nossa primeira vontade é desistir né? Aquele frio na barriga; aquela sensação de estar perdido; aquela certeza que tomamos o caminho errado, tudo isso pode ser encarado como um obstáculo ou um desafio a ser superado. A história do Batman me ensinou que devemos transformar nossos medos em motivação para nossas vidas. O “Homem-Morcego” ao se deparar com este animal em uma situação de risco e perigo, transformou essa sensação em sentimento de justiça e superação. Ao utilizá-lo como símbolo, para mim, significa que ele conseguiu deixar para trás as incertezas e os desafios de sua infância.
A origem do nome Batman e de seu símbolo me transmite uma mensagem de superação e triunfo sobre os nossos medos.
No auge dos meus oito anos, lembro de estar saindo da escola e a diretora estar no portão entregando um álbum de figurinhas do Batman, que na época fazia parte da promoção do novo filme de Cristopher Nolan: Batman Begins. Conhecia o Homem-Morcego apenas nos desenhos da Liga da Justiça, que assistia antes de ir estudar – geralmente na hora do almoço – e em alguns filmes que passavam no SBT, como Batman Eternamente e Batman: O Retorno. Mas ali eu tinha despertado um interesse por ver aquele novo filme do Morcego, e fiquei encantado com o que vi.
Era diferente dos outros, eu via um ser que não parecia morar longe da minha imaginação; enxergava uma pessoa normal, onde qualquer um do mundo onde eu vivia poderia se tornar um Batman. Sua história apresentada nesse filme era o mais próximo da realidade que tornaria alguém herói, e mostrou como a escuridão pode afetar uma vida, que todos têm seus medos, mas que podemos doma-los e usa-los ao nosso favor. Ao ver esse filme, fiquei feliz de saber que – em suas devidas proporções – eu poderia ser um herói, e não poderia controlar meus medos.
O Batman foi minha porta de entrada para o Universo DC. Ainda criança assistia “Super-Amigos” na TV, porém foi, anos depois, com “Batman: A série Animada” que fui tomado pela Sombra do Morcego. O que mais me chamou atenção na animação foi a atmosfera de algo que só tempos depois fui saber definir como um clima “noir”. Não só pelo tom da animação, mas o personagem em si me fascinou. Batman não é o super-herói no seu sentido mais literal. Não é um ser com super-poderes, mas um ser humano como você e eu (tirando os bilhões de dólares).
Enquanto hoje alguns roteiristas dão um caráter quase “divino” ao personagem que é capaz de fazer quase tudo. O Batman que me chama atenção é aquele onde o seu lado humano é mais explorado. O Homem-Morcego é alguém fragilizado que usou a sua dor para superar seus medos e trazer justiça. Um homem que usa da inteligência, do seu lado detetivesco para resolver crimes. O personagem que nos permite um nível de conexão no âmbito da superação. Isso é inspirador.
O Batman nunca foi meu herói favorito, mas sempre reconheci ele como um pilar importante no universo dos quadrinhos, antes mesmo de entender a diferença entre Marvel e DC. Lembro claramente de alguns episódios de Batman a série animada, e me sinto especial em saber que nasci no mesmo ano em que a Arlequina. A primeira HQ que me recordo de ter lido fora do universo infantil foi Batman vs Aliens da Dark Horse, uma edição aleatória que surgiu em meio a algumas revistas das W.i.t.c.h. que meu pai trazia pra casa. Li e não entendi nada do que aconteceu. Mas fiquei fascinada com o visual, e ali, de forma despretensiosa e totalmente confusa, começou minha história como leitora amante da DC Comics.
Hoje não vejo o Batman somente como um personagem, mas como um ícone, influenciando na moda, na cultura e na história.
Batman é… começar assim acho que pode ser a melhor forma de dizer sobre um personagem que significa tanto para tantas pessoas. Independente de ser um fã de quadrinhos ou não todos tem um sentimento a respeito do Batman, seja a inspiração a superação ou aquele que traz a justiça quando os malfeitores tentam enganar as leis que regem a sociedade. Batman é o detetive, o vigilante incansável,o Homem Morcego, a lenda urbana, o cruzado encapuzado que busca pela justiça para aqueles que tanto a desejam, é o cavaleiro negro de Gotham e tantas outras coisas que em toda a sua história podemos defini-lo. O Batman é um ícone cultural, uma referência, uma inspiração para transformamos o que é de ruim em algo bom para nós e para o próximo.
Uma das histórias mais marcantes do Batman, pra mim, não se tornou um grande clássico do personagem. É uma história curtinha, que sempre me vem na memória quando penso no Homem-Morcego e no seu grande arqui-inimigo, o Coringa. Ela está em Batman série 5, número 38, e se chama “Missão de Fé”. Nela, o Batman faz uma visita ao Príncipe Palhaço no Arkham para descobrir o paradeiro de uma garotinha, sequestrada por um vizinho de cela do vilão e presa dentro de um porta-malas de um carro, prestes a afundar na baía de Gotham.
A história explora o jogo entre os personagens, e mostra como estão destinados a fazer seus respectivos papéis até o fim de suas vidas. Batman admite que nunca conseguirá deter o Coringa, por mais que tente. O Coringa sempre estará um passo á frente, com um novo plano. E o Coringa admite que, não importa o que faça, Batman nunca perderá a esperança. Além da rivalidade, há uma estranha parceria entre eles. A história, por ganhar um caráter de urgência, também nos faz olhar além das pessoas fantasiadas de Gotham e pensar nas pessoas que acabam tendo suas vidas alteradas pela influência dos seres sobre-humanos de Gotham. O último quadro da história tem um positivismo doído, e mostra Batman com a criança em seus braços, depois de passar por um exército de capangas, com uma frase do Coringa: “Depois dessa… Você não vai perder a esperança de novo, né?”
Normalmente, quando pensamos no Batman, acabamos pensando naquela noite no Beco do Crime. Mas, muitas vezes, esquecemos que o Batman não é feito só daquela noite (o próprio Bruce esquece, inclusive). O Batman é a força de cada noite em que um homem se recusou a se corromper para que nenhum criança precisasse viver em um mundo sem os pais. “Missão de Fé” é uma história de esperança. Esperança do Batman. Esperança do Coringa. Esperança daquela garotinha. Esperança de nós, leitores, que também queremos acreditar.
Era 1992… Eu olhava a capa daquele VHS e ficava fascinado… um homem morcego, uma figura estranha e uma mulher em couro preto estavam lá. Já tinha sido arrebatado com aquele primeiro filme com o príncipe palhaço do crime. E agora era a confirmação. Batman – O Retorno era tão esperado na locadora que tinha fila de espera pra pegar a fita. E tinha chegado minha vez… eu levei a fita pra casa e aquele foi o começo de um fim de semana muito empolgante, que mesmo muitos anos depois não sai da minha cabeça. Foram pelo menos quatro assistidas que gravaram o filme na minha mente. E então veio o desenho. Batman The Animated Series é minha paixão até hoje, onde estiver passando eu paro tudo e vejo. O próximo passo eram os gibis, que me levaram a conhecer e amar o Universo DC. E esse amor perdura até hoje. Não há palavras suficientes que expressem o que sentimos, mas tenho certeza que cada um de nós já olhou pro céu noturno procurando um bat-sinal.
Os quadrinhos são parte importante da minha personalidade. E essa é a história de como virei parsa do Batman. Eu tinha por volta de 16 anos, na época fazia curso de eletricista no SENAI. Como a maioria dos nerds de carteirinha nasci com poucas habilidades sociais. Sempre fui muito tímido, na adolescência a parada era grave. Então passei quatro anos no curso quase sem amigos. A hora do intervalo era sempre crítica. O pessoal se reunia nas panelinhas habituais enquanto eu meio que tentava se esconder já que não conseguia me encaixar.
Foi ai que descobri a biblioteca e pra minha surpresa lá tinham gibis. Então os intervalos passaram a ser uma das melhores partes do dia. Quando eu me reunia com a minha panelinha, formada pelo Batman e os Vigilantes de Gotham. Sim aqueles formatinhos da Abril passaram a ser minha companhia. Na época li a fase que foi de Contágio até Terra de Ninguém, e fiquei um bom tempo sem saber como acabava, quando a revista mudou de formato eles pararam de comprar, somente anos depois consegui concluir a leitura quando peguei emprestado de um amigo.
Hoje minhas habilidades sociais melhoraram bastante (minha esposa que o diga) e os quadrinhos foram parte importante disso, alguns dos meus melhores amigos conheci por conta deles. O Batman é o vigilante incansável, sempre em alerta e pronto para ajudar. Naquele período me ajudou a não me sentir tão sozinho. Então se hoje estou rodeado de pessoas incríveis gosto de pensar que foi porquê quando precisei meu parsa estava lá.
É difícil falar sobre o Batman. Mas acredito que nesse dia especial é importante ressaltar a sua maior qualidade, que por ventura, pode ser considerada também sua maior fraqueza: Ele é humano. E por ser um humano vivendo em um mundo corruptível, repleto de pesadelos e de sujeira, o Homem Morcego é muito mais que um vigilante mascarado que luta contra criminosos. Ele luta contra o medo. Todos os dias aqui no mundo real, convivemos com o medo. Não apenas o medo da violência, mas sim medos comuns e do cotidiano: não se sair bem em uma prova, não conseguir bons resultados no trabalho, não ser aceito em um grupo de pessoas, medo de perder, medo de errar…A vida é repleta de medos e nós precisamos ter a capacidade de transforma-los em motivação, para vencer, acreditar e conquistar nossos sonhos. O Batman é a personificação desse combate. Da perda (Martha e Thomas), da superação e da luta. Que esse dia seja um símbolo para todos os fãs da cultura pop acreditarem em si e na sua capacidade de superar seus medos para transformar o mundo em um lugar melhor.
Batman é, sem dúvida nenhuma, o herói mais badass de todos os tempos. Famoso por seu preparo, o Morcegão virou até sinônimo de feitos impossíveis e um novo adjetivo pra f#d@*.
Claro que, muitas vezes, alguns escritores perdem a mão (como Frank Miller, em uma das falas mais infames de All Star Batman & Robin, “I’m the goddamn Batman”), mas muitos roteiristas e desenhistas conseguiram trazer toda a essência do herói para suas histórias, imortalizando momentos icônicos do cânone do Maior Detetive do Mundo.
Depois de mostrar algumas derrotas memoráveis do Homem-Morcego, o Terraverso separou 15 momentos em que o Batman provou que, realmente, tem muito preparo e dezenas de planos debaixo do manto.
Batman contra Marcianos Brancos
Em New World Order, a Terra é invadida pelos marcianos brancos, que acabam derrotando e prendendo toda a Liga da Justiça – menos o Batman. O líder marciano, desdenhando do homem vestido de morcego, ignora o herói e comenta que Batman “é só um humano”. Superman esboça um riso ainda mais presunçoso e completa “é só o humano mais perigoso da Terra”. O líder marciano sente na pele o peso de sua falha. Ao melhor estilo Duro de Matar, Batman derrota cada membro do grupo de vilões. Yippie Ki Yai, M… arcianos!
Torre de Babel
Torre de Babel é a história clássica onde os planos de contenção de Batman para todos os membros da Liga da Justiça são expostos – e cada herói é derrotado de forma brutal e humilhante.
A história já serviu de argumento para diversas animações da DC, tanto longas como séries de tv. O mais incrível em Torre de Babel é como Batman prova que, com um plano, qualquer um pode ser derrotado – inclusive ele mesmo.
Batman Contra Liga da Justiça
Em diversas ocasiões, o Batman pôde demonstrar os seus planos de contingência contra os membros da Liga da Justiça. Por vezes em lutas conscientes, por vezes manipulados por inimigos, a Liga entrou em rota de colisão com o Morcegão, que continua colecionando vitórias contra a equipe mais poderosa da Terra.
Batman de 66
Não existe Batman mais preparado que a versão do seriado de 66, vivido pelo eterno Adam West. O herói tinha todo o tipo de bugiganga tecnológica que, até hoje, mais de 50 anos depois, continuam distantes da nossa realidade científica.
No longa estrelado por West e Burt Ward, o herói luta contra tubarões pendurado em um helicóptero. Uma situação complicada para qualquer um, certo? Mas não para o Batman, que estava preparado e equipado com seu kit de repelentes aerosol de criaturas marinhas. Além do repelente de tubarão, que salvou a vida do herói, o Morcegão ainda tinha repelentes para barracudas, baleias e arraias – e para mais qualquer coisa que os roteiristas conseguissem imaginar.
No episódio BatmanMakes the Scene nosso herói encapuzado deu mais uma prova de seu preparo. Após a invasão da gangue do Pinguim, um ataque de gás do sono deixa Batman e Robin inconscientes enquanto os vilões fogem com todo o dinheiro de um evento de caridade. Ao chegar ao seu destino, porém, o Pinguim encontra… a Dupla Dinâmica – que se lembrou de tomar suas pílulas-anti-gás-do-Pinguim e ainda sabiam um atalho para chegar na frente do malfeitor. Santo preparo, Batman!
O batmóvel de 1966 também é um dos mais memoráveis e simpáticos do cânone do Morcego. Preparado com dezenas de apetrechos, armas e utilitários, curiosamente, poucos se lembram seu acessório mais importante: o cinto de segurança. Acontece que o cinto de segurança só começou a se tornar obrigatoriedade pras montadoras em 1961, e apenas no Wisconsin. Em 1967 França e Reino Unido aderiram. De 1968 a 1970, foi a vez da República Tcheca, Suécia, Japão e Austrália. Nos Estados Unidos, as leis variam de estado para estado mas, em 68, a obrigatoriedade se tornou lei em todo o território americano.
Batman nunca dava partida no batmóvel sem antes lembrar da importância dos cintos de segurança – com direito a um belo plano detalhe dos heróis prendendo as fivelas. O uso do cinto nos bancos da frente só começou a ser obrigatório para paciente e motorista em 1970, na Austrália. Batman, um homem preparado – e á frente de seu tempo. Aprendam com o homem mais preparado da Terra, crianças: usem o cinto de segurança.
Batman vs Superman
Uma das batalhas mais memoráveis do Homem-Morcego. No último volume de The Dark Knight Returns, o Superman – agora uma arma voluntária do Governo Americano – é enviado para deter um Batman velho e impaciente. Contando com a ajuda de uma superarmadura blindada, de kriptonita em forma gás e do Arqueiro Verde, Bruce faz o Homem de Aço se dobrar para um humano. O confronto seria adaptado anos mais tarde por Zack Snyder em Batman vs Superman.
Esta não foi a única nem a última vez que os amigos se enfrentariam e que Batman sairia como vencedor. Outras batalhas memoráveis entre 2/3 da Trindade da DC aconteceram durante os 80 anos de existência dos personagens. Em Silêncio, Superman acaba sendo infectado por Hera Venenosa e o Cruzado de Capa precisa enfrentá-lo no subsolo de Metrópolis. Hera também controlou toda a Liga da Justiça no arco Poison Ivy Loves Everyone, escrito por Tom King.
A equipe também já foi envenanada pelo Coringa no arco Endgame, o último de Scott Snyder em Batman – Os Novos 52, e o Morcegão precisou sitiar Gotham e ativar todos os seus planos de contingência – em especial, para enfrentar um Superman ensandecido e violento. O Coringa também já manipulou o Homem de Aço sem a ajuda de nenhum composto químico. Em “Lois Lane Envenada pelo Coringa“, como o título sugere, a grande paixão de Clark acaba envenenada pelo Príncipe Palhaço do Crime, que entra em coma, com poucas horas de vida.
Desesperado por uma cura e tomado pelo ódio, Superman invade o Asilo Arkham disposto a matar o Coringa. Batman, sem condições de matar o kriptoniano (e suspenso no ar pelo pescoço), acaba usando do diálogo e lógica para impedi-lo. No final, Lois Lane se recupera e os heróis descobrem que era um plano do vilão para fazer o Superman quebrar sua moral e cometer um assassinato. Claro, nem precisamos falar de Injustice, onde os atos do Coringa acabam envolvendo o Batman e o Superman em uma guerra pela ordem mundial.
Recentemente, Batman e Superman se enfrentaram em uma das várias Terras negativas do Multverso Sombrio. Nela, Batman se vê obrigado a infectar-se com um vírus Darkseid, que o faz ter mutações que transformam seu corpo. A nova forma bestial derrota facilmente o Homem de Aço, mas acaba consumindo toda a vida terrestre.
Batman e Ás
Uma das metahumanas mais poderosas do Universo DC, Ás cruzou o caminho do Batman em 2 ocasiões na animação Liga da Justiça.
Nos episódios de Wild Cards, a Liga da Justiça enfrenta o Coringa, a Arlequina e a Royal Flush Gang e correm contra o tempo para desativar bombas espalhadas por Las Vegas. O plano, na verdade, era uma distração. A verdadeira intenção do Coringa era atingir picos de audiência gigantes com sua transmissão ao vivo para usar os poderes de Ás – telepatia, telecinese e manipulação da percepção – para deixar milhões de telespectadores loucos. Batman invade o covil do Coringa e, sem condições de enfrentar o palhaço e os poderes de alteração mental, Batman apela para a estratégia: expõe para Ás que o Coringa guardou o único equipamento que poderia controlar seus poderes, uma tiara criada pelo Cadmus que a manteve cativa durante toda a sua infância.
O segundo encontro da dupla ocorre em Liga da Justiça Sem Limites, no episódio “Epilogue“. Em um flashback de Amanda Waller, relembramos uma história envolvendo o Homem-Morcego, quando Ás perde o controle sobre seus poderes. Com poucas horas de vida devido a um aneurisma, a metahumana cria um mundo distorcido e impenetrável. Waller, então, dá carta branca para executar Ás – que Batman prontamente recusa. O herói aceita a missão suicida de se aproximar da garota, acalmando-a e permanecendo ao seu lado até sua morte. Batman estava preparado para ajudar uma criança traumatizada, assim como ele.
Batman cantando Solidão
No episódio Esta Porquinha de Liga da Justiça Sem Limites Batman e Zatanna são obrigados a realizar uma parceria ingrata com a feiticeira Circe para ajudar Mulher-Maravilha – transformada em porquinha pela própria vilã.
O preço, no entanto, é alto: Batman promete entregar para Circe algo único, oculto, nunca mostrado a ninguém, de “estraçalhar a alma”. O Morcego, então, canta em público – no melhor estilo “um banquinho e um microfone” – uma música intitulada Solidão. Qualquer herói pode estar preparado para enfrentar um arqui-inimigo, um grupo de supervilões, uma ameaça interplanetária… Mas quantos estão preparados pra mandar um Acústico MTV Unplugged ao vivaço? É pra poucos amigos, é pra poucos. Batman só não estava preparado mesmo pra assumir um romance com a Mulher-Maravilha, que nunca se concretizou na série animada – e até hoje dói na lembrança de muitos fãs.
Batman Vs KGBesta
As 10 Noites da Besta é um dos arcos de história mais subestimados do Batman. Além de ser uma história deliciosa de ler (escrita por Jim Starlin e com desenhos de Jim Aparo). Com uma boa dose de maniqueísmo à lá Guerra Fria, a história é o debut do vilão KGBesta – um assassino profissional de alta performance do serviço secreto soviético.
KGBesta pode ter virado um vilão de quinta importância no cânone do Morcego, mas em sua origem Starlin o criou como um desafio supremo ao intelecto do Batman. Matando todos os seus alvos com muita estratégia e habilidade, KGBesta utiliza métodos refinados de execução – de envenenamentos a decapitações – e é um exímio lutador. Batman se vê obrigado até a sequestrar o presidente Ronald Reagan para salvá-lo do russo. No fim do arco, a Besta e o Morcego se enfrentam no esgoto, e o vilão acaba preso em uma câmara nos subterrâneos. Sem saída, KGBesta desafia Batman para um duelo mano-a-mano, para descobrirem quem é o melhor lutador. Batman, no entanto, calcula que se KGBesta fosse derrotado e entregue ao governo americano, no fim, acabaria salvo pela Embaixada da Rússia e mandado de volta para seu país, voltando a cometer assassinatos pouco tempo depois. Batman, então, deixa KGBesta preso e… simplesmente vai embora. A história acaba com Batman, em sua limousine, voltando para a mansão Wayne com cara de decepção.
Pois é, Batman não estava apenas preparado para derrotar um adversário tão terrível quanto KGBesta… Batman teve preparo suficiente para quebrar seu código por seu país. Mas não se desespere! Apesar da polêmica decisão de Starlin, Batman não é um assassino dentro do cânone. Em Batman Ano Três, Marv Wolfmann incluí uma passagem onde Bruce revela a Dick Grayson que horas depois ligou para a polícia para informar o paradeiro de KGBesta. Nosso querido Bruce Wayne segue sem matar seus vilões, a URSS não existe mais e KGBesta hoje não tem credibilidade nem pra assaltar barraquinhas de hot-dog. Os Estados Unidos seguem “great again”.
Batman vs Capitão América
No crossover JLA/Avengers, Batman e Capitão América realizam um dos encontros mais interessantes entre os heróis das editoras. Frente a frente e em pose de batalha, os heróis se estudam pacientemente e leem perfeitamente os movimentos um do outro – quase uma Batalha de Mil Dias entre os Cavaleiros de Ouro de Saint Seiya.
No fim, ambos decidem optar por uma trégua, visto que não precisavam ser adversários e que seria uma luta muito equilibrada.
Batman contra Líder Mutante
No auge de sua aposentadoria, enfrentar um inimigo de força colossal não é fácil.
No clássico Cavaleiro das Trevas, Batman volta aos negócios anos depois de abandonar o manto e seu primeiro desafio é acabar com a Gangue Mutante. O Velho Morcego arma o cenário para derrotar o Líder Mutante na frente de seus seguidores, desmoralizando-o e acabando com a confiança do grupo. Em uma batalha com enorme desvantagem física, na lama, cercado por uma torcida com apoio total ao adversário, Batman vence usando apenas a estratégia, experiência e resistência.
Batman, mesmo com o corpo fragilizado, vence – e jogando fora de casa. Viva o Morcegão!
Batman contra Darkseid
Darkseid é uma das formas de vida mais terríveis dos quadrinhos justamente por seu desprezo pela vida em si. Um conquistador déspota armado com a Equação Anti-Vida, Darkseid foi o grande antagonista de Crise Final.
No final da saga, Darkseid e Batman se encontram para um embate psicológico, moral e físico. Batman abre mão de sua regra de não usar armas de fogo e dispara um projétil no peito do vilão. A bala de Radion – uma substância tóxica para os Novos Deuses – acerta Darkseid em cheio, mas Batman também recebe um tiro de raios Ômega.
Máquina de Clones
Entre o fim de Os Novos 52, os eventos de Convergência e com o segundo longa do DCEU chegando aos cinemas para consolidar aquele que seria o universo cinematográfico da editora nos cinemas, os heróis da DC passaram por muitas mudanças em seu status quo. Goste ou não, mudanças são necessárias, seja para preparar os personagens para o trabalho de novos escritores ou para atualizar as histórias – afinal, é necessário discutir o presente, tornar estes personagens quase centenários em contemporâneos.
Pois bem, a confusão do run de Batman na transição de Novos 52 pra Convergência é destes furdúncios necessários. Após a morte de Batman e do Coringa no final de Endgame, Gordon assume o manto do Morcego – na verdade, a armadura cibernética do Morcego. Descobrimos ao longo das edições que Batman se preparou para uma eventual morte da maneira mais Batman possível: com uma máquina de clones. Cada clone possuiria as mesmas habilidades físicas e cognitivas de Bruce Wayne e uma sobrevida de 27 anos para combater o crime. E, além disso, Batman também se preparou para uma eventual chance de voltar á vida. Em Batman #49, um Bruce Wayne sem memória usa um artifício para fazer o “download” de todo o conhecimento e memórias de Batman, voltando assim para a vida de combate ao crime. Nem mesmo a morte conseguiu pegar o Batman despreparado. A sua morte, pelo menos…
Missão de Fé
Em Batman Volume 5 edição 38 foi publicada “Missão de Fé“, uma história curtinha que acompanha o herói em um caso envolvendo o Coringa. Um companheiro de cela do palhaço acaba realizando um sequestro orientado pelo vilão, que queria encontrar o Homem-Morcego novamente. A vítima é uma garotinha, presa no porta-malas de um carro que está no deck de um navio prestes a afundar e protegido por um exército de capangas.
Batman e Coringa conversam no Asilo Arkham e, após descobrir o paradeiro da criança, o herói parte para o resgate. A história corta para algumas horas depois, com Batman novamente visitando o Coringa, para informá-lo que seu plano fracassou. O vilão, pouco surpreso, diz que “depois dessa, você nunca vai perder a fé de novo”. De fato, este é um dos maiores trunfos do Batman: nunca perder a fé.
Batman e as xícaras trocadas
Grant Morrison é um escritor que sabe reforçar o caráter badass do Batman. E no arco Batman RIP o radar badassômetro quase explode, já que não faltam provas do preparo do Morcegão.
Além de enfrentar vilões e grupos de criminosos e ricaços, o Batman luta contra um esgotamento físico e psicológico calculado friamente para colocar um ponto final definitivo em sua vida de vigilante. Em Batman RIP o herói realiza feitos incríveis, como saltar em um helicóptero em movimento, escapar depois de ser enterrado vivo e… beber chá.
Em uma batalha mental, Batman é convidado a beber chá – porém, o chá está envenenado. O Morcegão, então, aproveita uma piscada de seu rival para trocar as xícaras em velocidade quase imperceptível.
Invadiu e escapou do Arkham – muitas vezes!
O Asilo Arkham para Crimonosos Insanos é um dos piores lugares para se ficar preso no Universo DC. Diferente de Iron Heights, Blackgate ou mesmo da Zona Fantasma, o Arkham não é só uma prisão, mas um manicômio. E você não fica apenas preso – você fica preso com algumas das piores personalidades da ficção. Sobreviver no Arkhan é insalubre, um desafio impossível. E multiplique esse desafio por mil se você for o Batman.
A galeria de vilões do Batman é a mais infame da cultura pop. São alguns dos personagens mais criativos e únicos da ficção, que em comum só possuem a insanidade e o ódio pelo Homem-Morcego. E não foram poucas ás vezes que o herói teve que enfrentar toda a loucura do Arkham – seja preso na instituição, ou tendo que invadí-la por vontade própria.
Em filmes, animações e jogos, o Batman já enfrentou o labirinto lunático que é o Arkham e saiu com vida. A grande pergunta é: até quando o Batman estará preparado para enfrentar a loucura de Arkham sem se tornar um de seus pacientes?
O roteirista Tom King deixará a edição mensal do Batman após a edição #85, em dezembro. O autor continuará o seu trabalho na minissérie Batman/Mulher-Gato, em janeiro. Com isso, um novo roteirista vai assumir a escrita do Cavaleiro das Trevas. De acordo com o portal Bleeding Cool,James Tynion IV será o responsável pelo roteiro da edição.
Após a centésima edição, o título terá um reinício e um novo roteirista substituirá Tynion, ainda não divulgado. O site indica que Luke Fox, o Batwing, assumirá o manto do Homem-Morcego na nova edição.