O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série do Lanterna Verde na HBO pode ser o divisor de águas que o personagem sempre precisou. Entenda por quê esse é o momento mais importante da história do herói nas telas.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
Batman Cruzado Encapuzado é a segunda temporada da animação antológica que estreou em 2024 acompanhando as aventuras do Homem Morcego em um universo noir.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
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A série do Lanterna Verde na HBO pode ser o divisor de águas que o personagem sempre precisou. Entenda por quê esse é o momento mais importante da história do herói nas telas.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
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Batman Cruzado Encapuzado é a segunda temporada da animação antológica que estreou em 2024 acompanhando as aventuras do Homem Morcego em um universo noir.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
Antes de tudo, o texto não se trata do título Batman: O Homem Que Ri (2005), de Ed Brubaker e Doug Mahnke, mas sim de uma das várias inspirações que deram origem a um dos mais icônicos personagens da literatura moderna: o Coringa. Vamos falar de O Homem Que Ri, filme mudo de 1928.
O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome, do francês Victor Hugo (o mesmo autor de Os Miseráveis e O Corcunda de Notre Dame), realizada por Paul Leni, cineasta da fase expressionista alemã.
Na trama, Gwynplaine é uma criança que é entregue a um grupo de ciganos pelo rei inglês James II. O monarca toma tal decisão querendo se vingar do pai de Gwynplaine, acusado de traição ao rei. Entre os ciganos, a criança acaba na mesa de operações do Dr. Hardquanonne, que com a intenção de fazer de Gwynplaine uma atração de circo, corta os cantos da boca da criança criando assim um sorriso.
Porém quando os ciganos são expulsos da Inglaterra, Gwynplaine é deixado para trás. Ele encontra um bebê cego, Dea, e Ursus, o homem que os acolhe. Ao crescerem, Gwynplaine se apaixona por Dea, mas se recusa a casar com ela, pois se considera inapropriado devido seu sorriso desfigurado.
A vida de Gwynplaine é cheia de misérias e sofrimentos, apesar do sorriso que forçadamente é obrigado a carregar. A crueldade humana explorada na obra de Victor Hugo, ganha destaque na versão cinematográfica que faz da trajetória do personagem um melodrama, deixando de lado o realismo e as críticas sociais, marcas do autor francês.
Um dos grandes destaques do filme – além de toda sua composição técnica, já que foi uma das primeiras produções a usar som, apesar de ser mudo em sua maioria – está a interpretação de Conrad Veidt. O ator já havia trabalhado anteriormente com Paul Leni e teve que encarar a difícil caracterização do personagem, pois atuava usando uma prótese para que os cantos da boca estivessem esticados formando o bizarro sorriso. Seu trabalho está entre um dos momentos mais memoráveis da fase do cinema mudo.
Na década de 1940, inspirados na estética expressionista de Paul Leni e pela caracterização de Conrad Veidt, os artistas Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane criaram o Coringa, que pareceu pela primeira vez nas páginas de Batman #1. O personagem que deveria ter morrido na primeira edição, até hoje fascina a mente de leitores e amantes do cinema.
Durante as várias entrevistas dadas por Todd Philips, o diretor de Coringa, revelou que uma de suas principais inspirações para o filme foi O Homem Que Ri.
“Mas outra grande influência para esse filme e o que inspirou os criadores originais do Coringa, foi o filme mudo O Homem Que Ri, que foi realmente onde isso começou.”
Em quase oitenta anos de história do vilão, traços marcantes de Gwynplaine podem ser observados em várias encarnações cinematográficas do Coringa: do sorriso eterno nos lábios de Jack Nicholson, passando pelas cicatrizes de Heath Ledger, chegando ao drama cruel de Joaquin Phoenix. O sorriso do Homem Que Ri, seja de Gwynplaine ou do Coringa, ainda continuará atraindo a atenção de várias gerações.
Coringa, de Todd Phillips, estreia no dia 3 de outubro nos cinemas.
Depois de uma grande polêmica da imprensa americana sobre a violência presente no filme inspirar algumas pessoas a cometer atos ilícitos, a Warner Bros. decidiu vetar a participação da imprensa no tapete vermelho da premiere de Coringa, que acontecerá em Los Angeles.
Ou seja, nenhuma entrevista com produtores, diretor e elenco vão acontecer. Apenas os fotógrafos foram liberados para estar nessa área.
O estúdio ainda comentou em nota:
“Muito foi dito sobre Coringa nas últimas semanas, então acreditamos que chegou a hora de assistirem ao filme.”
Coringa estreia nos cinemas brasileiros no dia 3 de outubro.
Por mais de uma vez foi noticiado pela produção que, o Coringa interpretado por Joaquin Phoenix no filme que será lançado dia 3 de outubro não tem ligação com a DCEU. Nas palavras do próprio diretor, Todd Phillips:
“Não é conectado ao universo da DC. E a intenção realmente é que não seja. Eu digo, a ideia original de quando eu fui para Warner Bros. não era fazer apenas um filme, mas um selo – espécie de um lado de um selo, onde você pode fazer esse estudo do personagem, de baixo orçamento, onde um cineasta vem e se aprofunda nisso. Então, não é para se conectar e eu não vejo conectando no futuro. Eu acho que é apenas um filme, sabe? ”
Mas vejam bem, o depoimento não limita as ações futuras da Warner sobre a produção e não garante que esse será um filme que não terá sua imagem explorada em produções futuras.
O maior exemplo disso é a Arlequina. A personagem sempre foi cativante, conquistou espaço após sua primeira aparição na série animada do Batman e de aparição em aparição, sua versão de Esquadrão Suicida foi um “BOOM”, que a garantiu como uma personagem principal em Aves de Rapina. A diferença de cenário aqui é que Arlequina já era do DCEU e permanece no DCEU. Tendo dito isto, segue uma teoria que cerca o novo Coringa e sua influência na DCEU.
Joaquin Phoenix interpreta a versão real do inimigo icônico do Batman em “Coringa”, ou seria algum tipo de imitação ou precursor alternativo? Após a decepcionante recepção oferecida a Batman vs. Superman e Liga da Justiça, a Warner Bros. relaxou sua abordagem de universo compartilhado dos filmes da DC e está intensificando seus esforços para oferecer empreendimentos independentes e diversificados. Uma dinâmica semelhante ao universo de animações da DC construído pela Warner Bros. Animation.
Originalmente anunciado como uma exploração do personagem do infame vilão cômico, as impressionantes imagens e premissas únicas de Coringa atraíram a atenção dos fãs e da crítica especializada que teve acesso a suas exibições em festivais, sendo apontado como possível candidato ao Oscar.
Como já anunciado, Coringa não parece fazer parte de qualquer universo estabelecido de filmes da DC. Mesmo que o trailer confirme um cenário de Gotham City, a versão do Coringa do DCEU é, para grande desgosto dos fãs, o Jared Leto tatuado. O novo Coringa ocorre durante uma era completamente diferente.
Apenas com o trailer, é difícil
julgar todo o enredo, pelas imagens centradas na transformação de Phoenix de
homem para palhaço, e isso pode sugerir que a Warner Bros. tenha alguns
segredos guardados, principalmente sobre a família mais influente de Gotham.
Alguns pontos devem ser considerados ao vincular este Coringa a imagem que conhecemos. Eis por que o Coringa de Joaquin Phoenix pode não ser o artigo genuíno.
CORINGA DE JOAQUIN PHOENIX É VELHO DEMAIS PARA SER O ARQUI-INIMIGO DE BATMAN
Enquanto o Coringa permanece envolto em segredo, o que podemos ter certeza é que o filme funciona como uma história de origem para o vilão. Joker narra a transição de Arthur Fleck de um palhaço aspirante a cuidar de sua mãe e lutando com a depressão para um símbolo imprudente de caos, crime e comédia. Embora o talento de atuação de Phoenix seja inegável, o homem está atualmente com cerca de quarenta anos e, assumindo que seu personagem tem uma idade semelhante, esse Coringa certamente é velho demais para começar uma longa rivalidade com o Cruzado de Capa. Em todas as versões do Batman, a história pinta o palhaço como o arqui-inimigo do vigilante durante a maior parte de sua carreira no combate ao crime, mas isso não aconteceria se Coringa apenas começasse seu caminho de criminalidade como um homem de meia idade.
Situado na década de 1980, Bruce Wayne, do Coringa, é interpretado por Dante Pereira-Olson, de 9 anos. No momento em que esse garoto rico de rosto novo veste a famosa capa e capuz, o Coringa de Phoenix já estaria com mais de 50 anos. Quanta rivalidade poderia o Batman e o Coringa realmente terem com uma diferença de idade de mais de 40 anos? Ao menos nos padrões do Coringa que conhecemos. O Cavaleiro das Trevas já é fisicamente superior ao seu inimigo, mas os quadrinhos mostram o vilão dando alguns golpes pesados no super-herói (e alguns mais pesados nos seus companheiros). Mesmo que Arthur Fleck permaneça em forma nos seus últimos anos, sua idade não deixa muito tempo para que a rivalidade entre Batman e Joker se desenvolva.
A HISTÓRIA DE FUNDO DO CORINGA TRAIR OS IDEAIS DO CORINGA?
Uma grande parte do apelo do Coringa é a constante sensação de mistério que o cerca. Várias histórias em quadrinhos e filmes tentaram fixar algum elemento da história de fundo no personagem, mas a natureza em constante mudança da história do Coringa cria uma sensação eterna de mistério. Até o nome verdadeiro do vilão é uma fonte de muito debate sem resposta clara. O filme do Coringa sem dúvida trai esses princípios, fornecendo ao personagem um nome real e uma história clara e comprovada que quase humaniza o Coringa na mente da plateia.
É impossível evitar o fato de que parte do apelo se perde quando sua origem é explicitamente revelada. Se Phoenix não está realmente interpretando a versão do Coringa que luta contra o Batman, esse problema é completamente contornado.
A história do Coringa de Joaquin
Phoenix também parece muito distante de qualquer um dos seus quadrinhos
anteriores. A Piada Mortal, de Alan Moore, oferece talvez a versão mais aceita
das origens do Coringa, e mostra um jovem lutando para sustentar sua família
como um comediante fracassado, que então se envolve com o contingente criminal
de Gotham. Certamente há paralelos entre essa história e o que pode ser obtido
no trailer do Coringa – o elemento cômico em luta, por exemplo – mas, em grande
parte, o Coringa parece estar seguindo seu próprio caminho, mais uma vez
sugerindo que essa não é a versão verdadeira do personagem.
COMO UM SEGUNDO CORINGA PODERIA FUNCIONAR
Chamar um filme de “Coringa”
quando o personagem principal não é realmente o que os fãs do vilão esperam pode
parecer um pouco polêmico, no entanto, isso não necessariamente tem que ser o
caso. A ideia de um protótipo do Coringa – um criminoso que serve de inspiração
para o Coringa real – já foi abordada na mitologia do Batman, mais recentemente
na série Gotham, e essa poderia ser uma rota potencial para o Coringa seguir.
Esse tipo de configuração de prequel
também se encaixaria perfeitamente com Bruce Wayne sendo criança durante o
período do filme.
Curiosamente, ainda é possível que o Coringa possa funcionar como uma história de origem para a versão real do personagem. No trailer, uma cena mostra um protesto em que várias pessoas estão usando máscaras de palhaço, o que implica que Arthur Fleck pode desenvolver algum tipo de culto após o curso de sua história. Um desses acólitos poderia facilmente ser o Coringa que conhecemos e se tornará o inimigo de Batman nos próximos anos, e o filme poderia apresentar algum tipo de passagem da tocha de Fleck para seu sucessor não identificado que estabelece a dinâmica de personagem. Talvez essa cena possa incluir um personagem que faça alusão ao Coringa de Jared Leto.
Dessa forma, Joker tecnicamente
ainda funcionaria como uma história de origem, mas subverteria as expectativas
concentrando-se amplamente na fonte de inspiração do vilão, em vez do próprio
Príncipe Palhaço de Gotham City. Fleck, enquanto isso, poderia se curvar como
um mártir, morrendo em chamas de glória depois de cometer um esquema
verdadeiramente hediondo.
FEUER AUF DEM SPIELPLATZ
Assim como gato de schrodinger esta nova história pode ou não ser a percursora de todas as versões do personagem que conhecemos, uma inspiração, um titulo passado de geração em geração, tornando possível até mesmo uma mudança no trono do Coringa atual.
O ator Brandon Routh, conhecido por interpretar Clark Kent no filme Superman- O Retorno, de 2006 voltou a vestir o traje do herói. 13 anos após protagonizar o filme do Homem de Aço, ele foi confirmado no crossover Crises nas Infinitas Terras da CW em que viverá uma versão do herói vinda de uma Terra paralela, inspirado na versão do arco Reino do Amanhã.
Veja abaixo as imagens de Routh caracterizado para os eventos do crossover:
Além de Brandon Routh, recentemente Tom Welling, de Smallville foi confirmado no crossover.
As imagens da segunda temporada de Titãs já deixaram claro que Brenton Thwaites, ator que interpreta Dick Grayson, irá assumir o traje de Asa Noturna, porém ainda não sabemos as circunstâncias que isto irá acontecer.
Ao que tudo indica o ponto-chave para que Grayson assuma sua nova identidade heroica será a captura de Jason Todd pelo Exterminador. Esta teoria ainda é reforçada por um vídeo vazado dos bastidores, que mostra Asa Noturna e Exterminador se enfrentando.
O Coringa é um dos personagens mais cruéis, se não o mais cruel do Universo DC. O vilão com a maior densidade psicológica do universo do Batman é um inimigo que não é idealista, na verdade ele não possui ideal algum, apenas o caos. Afirmo dizer que dentro do mundo dos vigilantes, ele representa o mal na sua forma mais pura.
Sua capacidade de criar planos para simplesmente causar o mal em Gotham, aliado a uma insanidade que a cada novo crime, novo assassinato ou atentado mostra que não existe limites para o vilão. Esse elemento é um dos mais atrativos de todo o repertório do personagem, impressionando os leitores desde sua chegada nos quadrinhos em 25 de abril de 1940, na época criado por Bill Finger, Bob Kane e Jerry Robinson.
Muitas pessoas tentaram de alguma forma traçar um perfil psicológico do Coringa, sejam acadêmicos ou apenas fãs apaixonados que procuram encontrar algum sentido na filosofia do vilão. Porém, é impossível realizar este exercício dizendo que ele seria A, B ou C devido ao comportamento e a sua forma de agir, talvez o único jeito de definir o Palhaço do Crime seja pensarmos nele como é o seu conceito.
Com tudo que já conhecemos de toda a história do personagem, podemos dizer que o Flagelo de Gotham é intimamente ligado ao arquétipo do trickster, a figura associada ao riso e ao exagero, tendo no seu íntimo a ligação direta com o primitivo, o trapaceiro que sente prazer em não cumprir as regras, sendo ele um elemento totalmente contraditório. Partindo desse princípio, podemos entender porque o Palhaço do Crime é um claro agente do caos dentro da cidade de Gotham.
O perfil psicológico é de fato complexo de descrever. Como dito anteriormente, após a sua nova abordagem a partir dos anos 80 na fase pós-crise, o Coringa é visto como um psicopata, por ser um ser humano sem ter a capacidade de sentir remorso, pelo contrário, sente prazer e inclusive a morte de seu semelhante para o vilão é considerado algo engraçado, a ameaça de morte lhe traz a sensação de felicidade. Para o Príncipe do Crime, o assassinato não passa de apenas mais uma piada de alguém que assumidamente sabe que é insano.
Talvez dentro de uma racionalidade não teria como dizer precisamente de onde surgiu a sua psicopatia por não termos uma origem definida, seria necessário entender de onde vem para saber as raízes de determinados comportamentos. Apesar da sua origem ser considerada por boa parte dos roteiristas e fãs a retratada em A Piada Mortal, uma das histórias mais emblemáticas do vilão, a história não deixa tão claro se a narrativa de sua origem é verdadeira “Algumas vezes me lembro de um jeito, outras, de outro. Se vou ter um passado, prefiro que seja de múltipla escolha! Ha Ha ha” diz o vilão em uma das páginas da obra de Alan Moore. Mas se pensarmos em termos mais simples, utilizando conceitos da psicologia Freudiana que divide o inconsciente entre Id (impulsos), Superego (moral e regras) e o Ego (o equilíbrio entre ambos), podemos dizer que o Id do Coringa tem total domínio sobre o aspecto da sua inconsciência, que por sua vez dominam os valores morais se entregando completamente aos seus impulsos.
Outro fator interessante é como um personagem completamente incomum aos padrões do que é bom consegue se tornar tão atraente para o grande público. O Coringa tem sua imagem relacionada ao crime e a violência e mesmo assim é uma figura extremamente famosa, sendo referência até para alguns cantores do cenário musical nacional e inspiração para alguns adolescentes, principalmente para aqueles que consideram erroneamente a relação do vilão com a Arlequina um romance, o que na verdade se passa bem longe disso, e sim uma relação de severos abusos psicológicos e físicos diante de uma mulher severamente desestruturada em seu estado psíquico.
Uma prova dessa atração é a participação do personagem no longa Esquadrão Suicida de 2016, dirigido David Ayer no qual o palhaço sequer tem uma presença significante. A atuação de Jared Leto foi considerada muito abaixo do que se espera do ator pela crítica, mas apesar disso, o filme ainda conquistou uma bilheteria muito alta para ser de fato um fracasso financeiro. A produção garantiu sua continuação e muitos até lamentam o pouco tempo de tela dado ao Flagelo de Gotham.
O que se pode imaginar é que esta atração pelo lado louco do Coringa parece estar intimamente relacionado com essa sensação de simplesmente se render aos seus impulsos mais selvagens, e fazer o que desejar sem a preocupação dos valores morais que nos impedem de satisfazer estes impulsos.
No dia 3 de outubro, chegará um filme solo dedicado ao maior inimigo do Batman, uma visão do vilão completamente diferente. Veremos a abordagem de Todd Phillips mostrar o surgimento do vilão em um estado muito mais próximo da realidade, um homem comum que procurava trazer a felicidade a todos sendo lentamente esculpido de acordo com todo o sofrimento proporcionado pelo convívio dentro de uma sociedade violenta e corrupta, aproximando ainda mais o espectador de toda essa atraente loucura que conduz o Coringa.
A atriz Ashley Scott, a protagonista da série Birds of Prey confirmou em seu Instagram que irá reprisar o seu papel no crossover Crise nas Infinitas Terras do Arrowverso. Confira:
A série Birds of Prey foi lançada entre os anos de 2002 e 2003 com 13 episódios contando com a formação original das Aves de Rapina composta por Barbara Gordon (Dina Meyer) a Batgirl / Oráculo, Rachel Skarstein como Dinah Lance e Helena Wayne, a Caçadora (Ashley Scott). Dentre as diversas participações na série, surgiram Mia Sara interpretando uma versão mais experiente da Arlequina e Mark Hamill deu voz ao Coringa em uma participação mais que especial.
A série era exibida no canal WB Television que encerrou as suas atividades em 2006. Confira a abertura da série:
Crise nas Infinitas Terras é o crossover que envolve todas as séries do Arrowverso. Ele inicia no dia 8 de dezembro.
Sempre que converso com a redação do Terraverso eu vejo o quanto existe um enorme carinho pela Vertigo, inclusive foi com muita tristeza que foi recebido o encerramento do selo, conheço algumas obras mais famosas como Hellblazer, Preacher, Sandman e V de Vingança que inclusive já me rendeu um 10 na faculdade, mas nunca tive a curiosidade tão aguçada para entrar de cabeça no mundo da Vertigo como fiz recentemente, e foi uma experiência apaixonante.
Dentre as história que procurei, acabei encontrando esta que me chamou a atenção já no título, Joe, o Bárbaro, escrita por Grant Morrison em meados de 2010 até 2011 e com a arte de Sean Murphy, que inclusive foi uma das obras indicadas ao Eisner daquele ano. Quando finalizei esta leitura eu consegui compreender em um modo mais amplo como a Vertigo é um selo especial.
A história se assemelha a um conto de fadas como Alice no País das Maravilhas, inclusive o próprio Morrison confirmou que suas inspirações para a criação da história foram esse tipo de conto. Um garoto chamado Joe e que possui diabetes Tipo 1 ao ter uma crise de hipoglicemia (uma queda dos níveis de açúcar no sangue que dentre as suas consequências causa alucinações), resolve sair do seu quarto e ir até a cozinha pegar uma soda para aumentar os seus níveis de açúcar. Acontece que esse pequeno deslocamento torna-se uma aventura épica com direito a cavaleiros, castelos e um roedor samurai.
O que torna essa leitura tão agradável é como tudo não fica apenas no mundo da fantasia. Em alguns momentos, Joe retoma sua consciência de seu estado alucinógeno questionando o que é real ou sua imaginação, dando o tom da narrativa que vai se passar ao longo das oito edições.
A construção da subjetividade de Joe é um dos grandes trunfos que Grant Morrison utiliza para contar a história. As vivências do garoto se tornando fruto do seu inconsciente, são elementos fortes para que a sua epopeia se torne a maior aventura que já vivenciou em sua vida. Ela é uma forma para que ele possa lidar com questões mais profundas do seu crescimento. A dificuldade em lidar com a morte do pai, não ter amizades, sofrer bullying, os seus sentimentos em relação a sua mãe que luta bravamente para manter a casa na qual moram. Todos esse momentos estão todas sendo vivenciados dentro deste sonho desperto que Joe esta passando.
Quanto a sua aventura dentro desta alucinação, um momento inicialmente confuso que aos poucos vai se elucidando com o decorrer da narrativa, a característica mais marcante de Grant Morrison é representada a cada página que ganha vida pelas habilidosas mãos de Sean Murphy, a psicodelia. Somos brindados com um mundo aonde anões vivem em encanamentos e na família real o príncipe anão é um gigante, cachorros ganham asas como dragões, uma rainha que vive de luto em seu castelo onde tudo está de cabeça para baixo. Não vá pensando que não existe alguma referência aos heróis DC, pois Batman, Superman e Mulher-Maravilha estão entre os guerreiros deste mundo criado nas representações da vida cotidiana de Joe.
Uma imaginação onde uma torneira vazando se torna um rio e o porão passa a ser o lar do maior inimigo de toda a vida, o lar dos seus maiores medos. A cada obstáculo ultrapassado pelo herói de seu próprio mundo, me fez refletir sobre diversas coisas ao longo da leitura.
Joe, o Bárbaro não é o tipo de HQ que você vai encontrar entre as mais conhecidas de um público mais amplo dos leitores de quadrinhos, mas é uma história que, com toda a certeza, é indispensável para os fãs deste mundo de heróis, sendo um conto que mostra a cara do selo Vertigo.
A série “The Flash” ganhou um trailer inédito. Nele, há mais detalhes de como o herói e sua equipe se preparam para os eventos do mega crossover Crise nas Infinitas Terras. Confira:
Conforme informações do TV Insider, o ator Osric Chau foi confirmado como Ryan Choi no crossover Crise nas Infinitas Terras.
No relatório do site, Choi é descrito como um “professor de física da Universidade Ivy Tow”, que possui uma vida pacata…mas tudo muda quando ele “descobre que tem um papel fundamental a desempenhar” na próxima crise.
Nos quadrinhos, Choi é orientado por Ray Palmer e, algumas vezes assume o manto do super-herói Eléktron. O personagem foi co-criado por Gail Simone e Grant Morrison.
“Crise nas Infinitas Terras” estreia no dia 8 de dezembro na CW.