O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
Anunciando o primeiro trailer para amanhã, as contas oficiais de ”Aves de Rapina” liberam 4 lindos cartazes para a divulgação do longa que chega aos cinemas em fevereiro de 2020, confira:
Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett) e Caçadora (Mary Elizabeth Winstead) formam um grupo inusitado quando Mascara Negra (Ewan McGregor), um perigoso criminoso, começa a revirar Gotham de cabeça pra baixo a procura de uma criança, Cassandra Cain (Ella Jay Basco). Juntas, o grupo precisam se unir para defender a cidade e salvar a garota.
Aves de Rapina chega aos cinemas brasileiros dia 6 de fevereiro.
A atriz Ruby Rose sofreu um acidente grave que quase a deixou sem movimentos durante as filmagens de um de seus trabalhos, mas não revelou se seria na série Batwoman.
Rose publicou um vídeo da cirurgia em sua conta do Instagram, agradecendo ao cirurgião e explicando para seus seguidores o motivo por trás da cicatriz em seu pescoço. Assista (Fortes imagens):
A atriz ficou com duas hérnias após sofrer o acidente enquanto gravava uma cena de ação, e essas hérnias quase danificaram sua medula espinhal. Rose afirmou que sentia muitas dores e não conseguia sentir seus braços.
Então a atriz se submeteu a uma cirurgia de emergência. A série Batwoman estreia na CW no dia 6 de outubro.
A revista Empire divulgou uma nova imagem de Watchmen, com Jeremy Irons em seu cavalo branco. O ator deve interpretar o personagem de Ozymandias na série, mas a informação ainda não foi confirmada. Confira:
Confira a sinopse: “Situada em uma realidade alternativa onde super-heróis são tratados como bandidos, Watchmen abraça a nostalgia da graphic novel original inovadora e segue em busca de abrir novos caminhos próprios“.
A série estreia na HBO no dia 20 de outubro, às 22h.
Conforme a Forbes, o diretor Matt Reeves pretende usar a Bat-família na nova trilogia de filmes do Homem-Morcego que está produzindo,protagonizado por Robert Pattinson.
O portal indica que Reeves começará inicialmente levando as telas Dick Grayson, o Asa Noturna, e posteriormente, deve apresentar a Batgirl. Após a apresentação de ambos personagens nos cinemas, o cineasta colocará mais membros da Bat-Família ao lado de Pattinson.
The Batman tem estreia prevista para 6 de julho de 2021.
Estamos a cada dia mais próximos da estreia de Coringa nos cinemas, e nossas expectativas estão lá em cima. Tanto o filme em si quanto o ator Joaquin Phoenix, estão sendo bem avaliados pela crítica, já que o longa conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e Joaquin Phoenix foi aplaudido de pé durante 8 minutos. O processo de entrega do ator foi tanto que ele chegou a declarar que emagreceu 23 quilos para viver Arthur Fleck.
Apesar de estarmos em outubro de 2019, nós do Terraverso resolvemos fazer uma pequena viagem no tempo, vamos voltar para a década de 60, mais precisamente para o ano de 1966, ou melhor, para o filme “Batman- O Homem Morcego”. Para quem não está lembrado (ou não era nascido) o longa era ambientado em Gotham City, e trazia vilões icônicos, como Charada (Frank Gorshin), Pinguim (Burgess Meredith), Mulher-Gato (Lee Meriweather) e o Coringa (Cesar Romero), onde eles tinham um plano de roubar uma invenção secreta e planejavam usá-la de forma maléfica. Além disso, buscavam destruir o Batman e o Robin.
Relembre sobre a obra, com este
pequeno vídeo:
Nesta produção, cabia a César Romero, o icônico Coringa que rivalizava sua ações com o Batman, do igualmente inesquecível de Adam West. O ator interpretou uma versão irônica e sarcástica do palhaço e deixou a sua marca em dezenas de milhares de fãs que, até hoje, se lembram de sua atuação cômica e até mesmo divertida, bem diferente do estilo adotado por Phoenix e pelo diretor Todd Phillips para a produção deste ano. Além de aparecer nos cinemas, Romero antagonizou a série do Batman, no mesmo ano:
Cesar Julio Romero Jr. nasceu em NY, no dia 15 de fevereiro de 1907 e morreu em 1 de janeiro de 1994, aos 86 anos de idade.
Coringa estreia nos cinemas brasileiros no dia 3 de outubro.
Comédia e tragédia. Dois gêneros irmãos, antigos como o próprio teatro ocidental em si e que, apesar de vistos como antagônicos, andam próximos, separados por uma linha tênue. Tanto a tragédia – centrada no campo do divino e do heroíco – como a comédia – que habita o mundano – buscavam a crítica social e política, um olhar sobre os costumes que, embora específico para a antiga Grécia, ainda hoje nos é muito atual.
O trágico e o cômico são forças correlacionadas, cotidianas, que partilham de uma mesma característica essencial: a inevitabilidade. A tragédia não é simplesmente o acontecimento catastrófico, mas a inevitabilidade que o cerca. A tragédia de Édipo não é (atenção para o spoiler com mais de 2 mil anos de idade) assassinar seu pai e casar com sua mãe, mas a impossibilidade de fugir deste destino. Assim também é… a piada. Se você começa a contar uma piada, a espera pelo punchline é inevitável. A piada precisa desenvolver-se, precisa chegar ao final – mesmo que subverta sua propria necessidade de concluir-se. Uma piada, inevitavelmente, está destinada a causar impacto, a subverter.
Não é à toa que ambos gêneros foram eternizados nas máscaras gregas que simbolizam o teatro até hoje: a máscara da Comédia, que ri, e a máscara da Tragédia, que sofre. Com o passar do tempo e com o estabelecimento do Drama como gênero a tragédia perdeu seu espaço e, também, seu lugar de contrapor a comédia – tanto que, hoje, muitos acreditam que a máscara da Tragédia é, na verdade, a do Drama. Isto se deve também a evolução das demais linguagens artísticas e do nascimento do próprio cinema, que usaram o Drama para classificar histórias que tivessem caráter “sério” e falassem á “vida real” – ao passo que, a tragédia, declinou junto com a civilização grega antiga.
Esta dialética entre alegria e dor, riso e choro, pulsão de vida e pulsão de morte, habita nosso consciente coletivo. E ao longo da história da arte tivemos o surgimento de diversas narrativas e personagens que exploraram esta relação ambígua. Portanto, não é de surpreender que o Coringa, criado por Bob Kane e Bill Finger, tenha se tornado um dos vilões mais influentes e memoráveis da cultura pop. O palhaço cria, junto com seu eterno rival Batman, um par que já predispõe esta disputa de forças e nos convoca à refletí-las.
Desde seu debut, em Batman #1 de 1940, o personagem ganhou diferentes leituras ao longo das décadas. A partir dos anos 80 (Na Era de Bronze ou Era Sombria dos quadrinhos, dependendo do seu ponto de vista), o personagem teve destaque ainda maior dentro do cânone do Batman – em especial, pelo trabalho de Alan Moore e Brian Bolland no clássico A Piada Mortal. O Coringa se firmava como uma figura terrível, um símbolo do caos e da violência responsável pelas maiores atrocidades vistas nas HQ’s. Sua complexidade e possibilidades como personagem tornaram o Príncipe Palhaço do Crime um objeto de estudo psicológico e filosófico interessante aos olhos dos escritores, desenhistas, roteiristas, diretores, animadores, dubladores, atores e diferentes artistas que passaram pela trajetória do personagem nas mídias do universo DC Comics.
Em pleno ano de comemoração das 8 décadas de nascimento do Batman, o Coringa surge para roubar os holofotes mais uma vez – e com seu primeiro filme solo. Dirigido por Todd Phillips (trilogia Se Beber Não Case, Cães deGuerra), que também assume o roteiro junto com Scott Silver (O Lutador, 8 Mile), Coringa traz uma nova ótica sobre a origem do vilão. Em uma Gotham City dos anos 80, acompanhamos Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), um homem com histórico de problemas familiares, financeiros e psicológicos. Enquanto tenta a sorte como comediante e humorista, Fleck mergulha em uma espiral de caos que o transformará em um ser à margem da humanidade.
Coringa é, antes de tudo, uma obviedade. É uma revisitação ao mito do Coringa e uma modernização de sua origem. Phillips olha para a nossa contemporaniedade e busca entender como alguém poderia vir a se tornar a materialização do disfuncional, um signo do pior de nossa sociedade. Esta abordagem óbvia, porém, nunca havia sido realizada no cinema, nem mesmo nos quadrinhos, nesta intensidade. Coringa é uma perspectiva crua e horrível, que se torna ainda mais intragável pela escolha de Phillips de retratar sua narrativa da forma mais verossímil possível. O diretor aproveita do potencial da linguagem audiovisual para nos conectar diretamente com as situações, trazendo à carne e ao osso toda a violência, dor e repúdio. Sem qualquer fio de ludicidade ou fantasia, Coringa se torna um filme deliciosamente angustiante e abjeto – e assustadoramente possível em nossa realidade. Um estudo sobre um homem negligenciado e entregue à inevitabilidade trágica e cômica de um sistema que favorece o surgimento do ódio.
A trama é inteligente e entende o peso que a figura do Coringa possui em nosso imaginário. Exatamente por isso, é cuidadosa o suficiente para não deixar que os atos do personagem sejam justificados – ou não tenham, no mínimo, um contraponto que os coloque sob reflexão. O Coringa que vemos em Coringa não é glamourizado. Não é estiloso, não tem frases de efeito, nem uma grande inteligência. É um homem doente, marginalizado, narcisista. Não há sequer uma definição exata de seus transtornos psicológicos, exatamente para evitar qualquer tipo de reconhecimento do público. O mesmo acontece com sua transformação de Arthur para Coringa. Não há um fator decisivo para sua mudança, mas sim um conjunto de agentes internos e externos agindo simultaneamente, uma reação química. Este Coringa ainda é um retrato do caótico, da subversão e da insanidade – e não é nada agradável olhar para ele.
Phillips e Silver sobrepõem diferentes leituras que nos permitem olhar para o nascimento da violência na sociedade atual, abordando desde a esfera política á comportamental. Apesar de deixar em aberto, a dupla conduz o olhar do espectador para alguns pontos que consideram importantes com muito refinamento. O principal deles é o papel dos pais no desenvolvimento do indivíduo e o desenvolvimento disfuncional de crianças traumatizadas. Há em certo momento, por exemplo, um detalhe sutil envolvendo uma poltrona – ou, uma dad’s chair. O papel da mídia e o radicalismo político e ideológico, assim como a redução de problemas complexos a pautas simplórias e extremistas, também é trazido de forma incisiva.
Justamente por este bombardeio de camadas, o roteiro de Coringa é complexo – mesmo sendo muito simples. A trama não é escondida do espectador, que sabe exatamente onde a história chegará – assim como uma tragédia ou uma comédia. A trajetória percorrida é inevitável – mas isso não significa que o público saberá o que assistirá. Coringa é previsivelmente imprevisível.
Todd Phillips realiza seu melhor trabalho de direção até o momento. A condução da câmera é precisa, intercalando entre movimentações suaves e ágeis, em especial travellings (Movimentos onde a câmera se desloca no espaço. Oposto ao movimento de panorâmica, onde a câmera gira em seu próprio eixo.). Também há muito uso de câmera na mão, essencial para nos aproximar de Arthur Fleck e para reforçar a tensão de algumas cenas.
As composições de Phillips também são muito interessantes. O diretor explora o lado esquerdo e direito de seus quadros para conduzir a percepção do espectador. O lado direito, pela presença do ponto de fuga, normalmente detém mais atenção do nosso olhar – consequentemente, tendo mais destaque e peso no quadro. Phillips, então, coloca Arthur ao lado esquerdo quando este está em conflito com alguém – reforçando o quanto é indefeso e fraco – enquanto os outros personagens ocupam a metade direita. Ao longo do filme, quando o personagem se assume como Coringa, passa a ocupar o lado direito, mostrando que o personagem alcançou certo poder – porém, sempre que procura justificar suas ações, volta ao lado esquerdo, reforçando que suas idéias e motivações são “fracas”. Phillips também aproveita do excelente design de produção de Mark Friedberg (Se a Rua Beele Falasse, Selma, Viagem a Darjeeling) para criar composições que ressaltam a grandeza e poluição visual de Gotham City e que diminuem Arthur, fazendo com que o personagem seja engolido pelo visual da cidade. Em contraponto a isto, enche a tela realizando closes desconfortáveis no rosto de Arthur, destacando o crescente de instabilidade e loucura do personagem – e o excelente trabalho de Joaquin Phoenix. Por isto, assistir Coringa em IMAX é altamente recomendado.
Friedberg utiliza de sua experiência em construir paisagens urbanas para criar uma Gotham City muito próxima a vista nos quadrinhos e diferente de todas as versões vistas nos filmes do Homem-Morcego. A construção vai de encontro com a proposta de Todd Phillips de inspirar-se no cinema da Nova Hollywood, em especial nos trabalhos de Brian de Palma, Sidney Lumet, Stanley Kubrick, Milos Forman e, claro, Martin Scorcese – referência mais que assumida de Phillips em sua carreira. As metrópoles vistas nos filmes da Nova Hollywood possuem identidade visual própria que é perfeitamente recriada em Coringa, favorecendo diretamente na imersão do espectador. Um bom exemplo do primor da dupla é sua atenção ao recriar o chão molhado das cenas noturnas dos filmes deste período. Esta era uma saída para resolver o problema de iluminação das externas (A água ajudava a refletir a luz e deixava as cenas um pouco mais claras) e que acabou se tornando uma característica estética. Mais do que uma homenagem, é uma preocupação com o mundo ficcional do filme. Este signo – o chão molhado – chega ao público mesmo que subliminarmente, pois já estamos naturalizados até mesmo com os sentimentos que esta paisagem evoca. Isto é algo que Kubrick também percebeu enquanto filmava De Olhos BemFechados. Os centros urbanos da Nova Hollywood também são cercadas por uma aura de desesperança e depressão – exatamente como a Nova York que serviu de base para Bob Kane e Bill Finger nas primeiras histórias do Batman e que, mais tarde, viria a ser rebatizada de Gotham City.
A fotografia de Coringa também cumpre bem a proposta de evocar o cinema da Nova Hollywood. Lawrence Sher (Godzilla II: Rei dos Monstros, Cães de Guerra) explora a iluminação a todo o momento, normalmente optando por deixar parte dos objetos e personagens encoberto por sombras. Isto reforça a dualidade dos personagens e traz tensão. Também utiliza muitos focos de luz vindo de cima, deixando pontos sombreados abaixo dos olhos, nariz e boca – trazendo um tom ameaçador e misterioso aos personagens. O verde e o amarelo predominam, cores que curiosamente tanto podem remeter à alegria e esperança como também à depressão e ansiedade. Estas cores dividem certo equilíbrio até metade do primeiro ato, depois começam a predominar individualmente, se intercalando. Quando o amarelo se sobressai, dá a leitura de enfermidade, de doença. Quando o verde assume, a energia é de toxicidade e poluição.
Sher e Phillips também aproveitam da evolução do personagem para realizar uma progressão do amarelo ao vermelho-alaranjado. Ao longo do filme, veremos a introdução gradual destas cores quentes mais fortes que, boa parte das vezes, serão colocadas junto ao azul para estimular os olhos e criar conflito. Em certo ponto, os tons ficarão ainda mais vivos e fortes, representando o mundo interno de Arthur e a efervescência de Gotham. O vermelho em Coringa possui as mesmas leituras que normalmente tem na linguagem cinematográfica. Violência, sangue, perigo, paixão. Porém, Phillips usa mais uma vez sua inspiração em Scorcese para enriquecer sua condução. Em seus filmes, Scorcese possui um significado muito particular ao vermelho, remetendo-o ao inferno e à culpa católica. Aqui, em Coringa, Phillips realiza o oposto: o vermelho é a impenitência, é o desejo de realizar. Tudo que Arthur Fleck deseja tomar para si é realçado pelo vermelho-alaranjado – o amor, a fama, o palco, a verdade. E tudo que persegue, seu narcisismo destrói. Assim, o vermelho também significará a morte ao longo do filme, papel esse que normalmente é destinado à cor roxa. Por isto, faz todo o sentido que este Coringa tenha abdicado de seu terno roxo clássico para vestir o vermelho.
Esta questão do desejo de Arthur Fleck está presente também nos figurinos de Coringa. O figurinista Mark Bridges (Trama Fantasma, Sangue Negro) reforça através das peças de roupa e cores do personagem sua vontade de pertencimento e reconhecimento, fazendo-o espelhar as roupas daqueles que despertam seu interesse. Há tambem uma composição muito interessante misturando roupas folgadas e roupas apertadas, salientando a imagem de palhaço de Arthur assim como o corpo magro de Phoenix. Bridges monta um guarda-roupa muito eficiente, que retrata muito bem a época pretendida sem perder certo caráter atemporal e que destaca os personagens secundários.
A montagem de Jeff Groth (Cães de Guerra, Projeto X) e a trilha sonora de Hildur Guonadóttir (Sicario: Dia do Soldado, A Chegada, Chernobyl) também merece um destaque especial por conseguir acompanhar todos os movimentos do longa. É pesada, angustiante, melancólica, alegre, visceral. Há também uma grande vantagem: a trilha foi favorecida, composta usando o script e apontamentos pontuais de Phillips como base, e não apenas as cenas já gravadas. Desta forma, as cenas foram criadas já tendo sua paisagem sonora como inspiração, estando totalmente integrada na construção das sequências.
Coringa é um filme de estudo de personagem. Por isso, o filme é de Joaquin Phoenix. O filme é Joaquin Phoenix. O ator – um dos melhores de sua geração – realiza mais um excelente trabalho de composição, possivelmente o melhor de sua carreira até hoje. É uma construção complexa, dificílima. Com muita entrega, Phoenix coloca técnica, emoção, corpo e voz a serviço de Arthur Fleck/Coringa. O ator consegue transitar por diferentes estados e até mesmo intuir diferentes transtornos mentais de forma orgânica e crível. Phoenix explora até mesmo assimetria em suas expressões faciais, o que reforça sua condição doente e causa distanciamento ao público.
A dessintonia está presente também em seu corpo, levada ao extremo em partituras de dança belas e igualmente disformes. O corpo magro e quase esquelético – bem aproveitado pela câmera de Phillips – possui um excesso de tensão nos ombros, que destaca o pescoço e puxa a energia para o chão, nos passando esta percepção de que há algo a ser liberado. Em contraposição, os braços e pernas possuem leveza e se movem descompassados. E a risada… A risada é tenebrosa. Diferente de qualquer risada do Coringa vista até hoje. Phoenix, inspirado por pacientes diagnosticados com risada patológica, cria um símbolo sonoro para a ruptura de Fleck com o social. Por vezes deixando o som ao fundo da boca, por vezes usando de pequenoss golpes no diafragma, o ator intercala entre a artificialidade e a dor.
O elenco de apoio também está muito bem no longa, com menção especial para Robert de Niro e Zazie Beetz. O filme, porém, não busca explorar estes outros personagens mais a fundo – o que não é ruim, na verdade, já que não é a proposta do filme. Todos realizam as funções necessárias em sua trajetória. O foco é total de Arthur Fleck, e em apenas uma cena a câmera deixa de acompanhá-lo.
Coringa é um filme que bebe diretamente do cânone do Príncipe Palhaço do Crime, trazendo boa parte de suas construções de A Piada Mortal e Cavaleiro das Trevas, e bebendo de outros títulos, como V de Vingança. Porém, o filme não tem medo de ser uma experimentação única e inédita do personagem. A verdade é que o filme se tornaria ainda mais interessante se cortasse algumas de suas referências e elementos, que claramente foram inseridos apenas para reforçar a obra como uma adaptação de quadrinhos. Todd Phillips extrai melhor a potência de sua história com outras inspirações, voltadas a filmes como Taxi Driver, O Rei da Comédia, Batman, Batman: O Cavaleiro das Trevas, Um Dia de Cão, Laranja Mecânica, Um Estranho no Ninho, Serpico, Rede de Intrigas, Caminhos Perigosos, Tempos Modernos e Desejo de Matar. Ou mesmo no conto folclórico do Flautista de Hamelin.
Enfim…
Coringa é uma adaptação de quadrinhos que está em outro patamar de maturidade e de pretensão. Uma revisitação ao mito do Coringa, um olhar perturbador sobre o surgimento de um dos maiores vilões da cultura pop – até hoje, nunca explorado, mesmo após 79 anos de história do personagem.
Inspirado fortemente pelo cinema da Nova Hollywood, Todd Phillips usa de uma excelente equipe técnica para recriar a linguagem dos filmes do período, criando uma obra imersiva e crível para chocar e horrorizar seu público. Tudo isto é potencializado por uma performance complexa e vertiginosa de Joaquin Phoenix, em uma das construções de personagem mais incríveis da década. Coringa é um retrato possível da violência presente em nossa contemporaniedade e um soco indigesto no estômago. Uma perspectiva sob as adaptações de quadrinhos, que certamente influenciará o gênero – que se encontra em certa cristalização.
Nas primeiras páginas do crossover Batman, Coringa & O Máskara, durante um assalto a um museu, o vilão, parado em frente a máscaras parecidas com as da Tragédia e da Comédia, explica para Arlequina que as acha “forçada demais para terem graça”. É curioso pensar que, nesta história, o Coringa não se identifique com o exagero do trágico e do cômico, mas age como um ser que está entre estas forças. O “drama”, antes de ser um gênero, era usado para designar a situação, o acontecimento – presente tanto na Comédia como na Tragédia. Tanto que sua tradução literal é “ação”. Neste longa, Phillips e Phoenix nos levam a ver o Coringa justamente desta forma: pura e concreta ação, vivendo entre a tragédia e comédia. O Coringa somente age, levado por uma tormenta de caos interno e externo, destinado a se tornar vítima e algoz do próprio destino.
Coringa é um vislumbre sobre a violência de nossa sociedade e sobre a iminência do surgimento do mal. Um presente trágico, cômico, doente – e, inevitável.
Antes de tudo, o texto não se trata do título Batman: O Homem Que Ri (2005), de Ed Brubaker e Doug Mahnke, mas sim de uma das várias inspirações que deram origem a um dos mais icônicos personagens da literatura moderna: o Coringa. Vamos falar de O Homem Que Ri, filme mudo de 1928.
O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome, do francês Victor Hugo (o mesmo autor de Os Miseráveis e O Corcunda de Notre Dame), realizada por Paul Leni, cineasta da fase expressionista alemã.
Na trama, Gwynplaine é uma criança que é entregue a um grupo de ciganos pelo rei inglês James II. O monarca toma tal decisão querendo se vingar do pai de Gwynplaine, acusado de traição ao rei. Entre os ciganos, a criança acaba na mesa de operações do Dr. Hardquanonne, que com a intenção de fazer de Gwynplaine uma atração de circo, corta os cantos da boca da criança criando assim um sorriso.
Porém quando os ciganos são expulsos da Inglaterra, Gwynplaine é deixado para trás. Ele encontra um bebê cego, Dea, e Ursus, o homem que os acolhe. Ao crescerem, Gwynplaine se apaixona por Dea, mas se recusa a casar com ela, pois se considera inapropriado devido seu sorriso desfigurado.
A vida de Gwynplaine é cheia de misérias e sofrimentos, apesar do sorriso que forçadamente é obrigado a carregar. A crueldade humana explorada na obra de Victor Hugo, ganha destaque na versão cinematográfica que faz da trajetória do personagem um melodrama, deixando de lado o realismo e as críticas sociais, marcas do autor francês.
Um dos grandes destaques do filme – além de toda sua composição técnica, já que foi uma das primeiras produções a usar som, apesar de ser mudo em sua maioria – está a interpretação de Conrad Veidt. O ator já havia trabalhado anteriormente com Paul Leni e teve que encarar a difícil caracterização do personagem, pois atuava usando uma prótese para que os cantos da boca estivessem esticados formando o bizarro sorriso. Seu trabalho está entre um dos momentos mais memoráveis da fase do cinema mudo.
Na década de 1940, inspirados na estética expressionista de Paul Leni e pela caracterização de Conrad Veidt, os artistas Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane criaram o Coringa, que pareceu pela primeira vez nas páginas de Batman #1. O personagem que deveria ter morrido na primeira edição, até hoje fascina a mente de leitores e amantes do cinema.
Durante as várias entrevistas dadas por Todd Philips, o diretor de Coringa, revelou que uma de suas principais inspirações para o filme foi O Homem Que Ri.
“Mas outra grande influência para esse filme e o que inspirou os criadores originais do Coringa, foi o filme mudo O Homem Que Ri, que foi realmente onde isso começou.”
Em quase oitenta anos de história do vilão, traços marcantes de Gwynplaine podem ser observados em várias encarnações cinematográficas do Coringa: do sorriso eterno nos lábios de Jack Nicholson, passando pelas cicatrizes de Heath Ledger, chegando ao drama cruel de Joaquin Phoenix. O sorriso do Homem Que Ri, seja de Gwynplaine ou do Coringa, ainda continuará atraindo a atenção de várias gerações.
Coringa, de Todd Phillips, estreia no dia 3 de outubro nos cinemas.
Depois de uma grande polêmica da imprensa americana sobre a violência presente no filme inspirar algumas pessoas a cometer atos ilícitos, a Warner Bros. decidiu vetar a participação da imprensa no tapete vermelho da premiere de Coringa, que acontecerá em Los Angeles.
Ou seja, nenhuma entrevista com produtores, diretor e elenco vão acontecer. Apenas os fotógrafos foram liberados para estar nessa área.
O estúdio ainda comentou em nota:
“Muito foi dito sobre Coringa nas últimas semanas, então acreditamos que chegou a hora de assistirem ao filme.”
Coringa estreia nos cinemas brasileiros no dia 3 de outubro.
Por mais de uma vez foi noticiado pela produção que, o Coringa interpretado por Joaquin Phoenix no filme que será lançado dia 3 de outubro não tem ligação com a DCEU. Nas palavras do próprio diretor, Todd Phillips:
“Não é conectado ao universo da DC. E a intenção realmente é que não seja. Eu digo, a ideia original de quando eu fui para Warner Bros. não era fazer apenas um filme, mas um selo – espécie de um lado de um selo, onde você pode fazer esse estudo do personagem, de baixo orçamento, onde um cineasta vem e se aprofunda nisso. Então, não é para se conectar e eu não vejo conectando no futuro. Eu acho que é apenas um filme, sabe? ”
Mas vejam bem, o depoimento não limita as ações futuras da Warner sobre a produção e não garante que esse será um filme que não terá sua imagem explorada em produções futuras.
O maior exemplo disso é a Arlequina. A personagem sempre foi cativante, conquistou espaço após sua primeira aparição na série animada do Batman e de aparição em aparição, sua versão de Esquadrão Suicida foi um “BOOM”, que a garantiu como uma personagem principal em Aves de Rapina. A diferença de cenário aqui é que Arlequina já era do DCEU e permanece no DCEU. Tendo dito isto, segue uma teoria que cerca o novo Coringa e sua influência na DCEU.
Joaquin Phoenix interpreta a versão real do inimigo icônico do Batman em “Coringa”, ou seria algum tipo de imitação ou precursor alternativo? Após a decepcionante recepção oferecida a Batman vs. Superman e Liga da Justiça, a Warner Bros. relaxou sua abordagem de universo compartilhado dos filmes da DC e está intensificando seus esforços para oferecer empreendimentos independentes e diversificados. Uma dinâmica semelhante ao universo de animações da DC construído pela Warner Bros. Animation.
Originalmente anunciado como uma exploração do personagem do infame vilão cômico, as impressionantes imagens e premissas únicas de Coringa atraíram a atenção dos fãs e da crítica especializada que teve acesso a suas exibições em festivais, sendo apontado como possível candidato ao Oscar.
Como já anunciado, Coringa não parece fazer parte de qualquer universo estabelecido de filmes da DC. Mesmo que o trailer confirme um cenário de Gotham City, a versão do Coringa do DCEU é, para grande desgosto dos fãs, o Jared Leto tatuado. O novo Coringa ocorre durante uma era completamente diferente.
Apenas com o trailer, é difícil
julgar todo o enredo, pelas imagens centradas na transformação de Phoenix de
homem para palhaço, e isso pode sugerir que a Warner Bros. tenha alguns
segredos guardados, principalmente sobre a família mais influente de Gotham.
Alguns pontos devem ser considerados ao vincular este Coringa a imagem que conhecemos. Eis por que o Coringa de Joaquin Phoenix pode não ser o artigo genuíno.
CORINGA DE JOAQUIN PHOENIX É VELHO DEMAIS PARA SER O ARQUI-INIMIGO DE BATMAN
Enquanto o Coringa permanece envolto em segredo, o que podemos ter certeza é que o filme funciona como uma história de origem para o vilão. Joker narra a transição de Arthur Fleck de um palhaço aspirante a cuidar de sua mãe e lutando com a depressão para um símbolo imprudente de caos, crime e comédia. Embora o talento de atuação de Phoenix seja inegável, o homem está atualmente com cerca de quarenta anos e, assumindo que seu personagem tem uma idade semelhante, esse Coringa certamente é velho demais para começar uma longa rivalidade com o Cruzado de Capa. Em todas as versões do Batman, a história pinta o palhaço como o arqui-inimigo do vigilante durante a maior parte de sua carreira no combate ao crime, mas isso não aconteceria se Coringa apenas começasse seu caminho de criminalidade como um homem de meia idade.
Situado na década de 1980, Bruce Wayne, do Coringa, é interpretado por Dante Pereira-Olson, de 9 anos. No momento em que esse garoto rico de rosto novo veste a famosa capa e capuz, o Coringa de Phoenix já estaria com mais de 50 anos. Quanta rivalidade poderia o Batman e o Coringa realmente terem com uma diferença de idade de mais de 40 anos? Ao menos nos padrões do Coringa que conhecemos. O Cavaleiro das Trevas já é fisicamente superior ao seu inimigo, mas os quadrinhos mostram o vilão dando alguns golpes pesados no super-herói (e alguns mais pesados nos seus companheiros). Mesmo que Arthur Fleck permaneça em forma nos seus últimos anos, sua idade não deixa muito tempo para que a rivalidade entre Batman e Joker se desenvolva.
A HISTÓRIA DE FUNDO DO CORINGA TRAIR OS IDEAIS DO CORINGA?
Uma grande parte do apelo do Coringa é a constante sensação de mistério que o cerca. Várias histórias em quadrinhos e filmes tentaram fixar algum elemento da história de fundo no personagem, mas a natureza em constante mudança da história do Coringa cria uma sensação eterna de mistério. Até o nome verdadeiro do vilão é uma fonte de muito debate sem resposta clara. O filme do Coringa sem dúvida trai esses princípios, fornecendo ao personagem um nome real e uma história clara e comprovada que quase humaniza o Coringa na mente da plateia.
É impossível evitar o fato de que parte do apelo se perde quando sua origem é explicitamente revelada. Se Phoenix não está realmente interpretando a versão do Coringa que luta contra o Batman, esse problema é completamente contornado.
A história do Coringa de Joaquin
Phoenix também parece muito distante de qualquer um dos seus quadrinhos
anteriores. A Piada Mortal, de Alan Moore, oferece talvez a versão mais aceita
das origens do Coringa, e mostra um jovem lutando para sustentar sua família
como um comediante fracassado, que então se envolve com o contingente criminal
de Gotham. Certamente há paralelos entre essa história e o que pode ser obtido
no trailer do Coringa – o elemento cômico em luta, por exemplo – mas, em grande
parte, o Coringa parece estar seguindo seu próprio caminho, mais uma vez
sugerindo que essa não é a versão verdadeira do personagem.
COMO UM SEGUNDO CORINGA PODERIA FUNCIONAR
Chamar um filme de “Coringa”
quando o personagem principal não é realmente o que os fãs do vilão esperam pode
parecer um pouco polêmico, no entanto, isso não necessariamente tem que ser o
caso. A ideia de um protótipo do Coringa – um criminoso que serve de inspiração
para o Coringa real – já foi abordada na mitologia do Batman, mais recentemente
na série Gotham, e essa poderia ser uma rota potencial para o Coringa seguir.
Esse tipo de configuração de prequel
também se encaixaria perfeitamente com Bruce Wayne sendo criança durante o
período do filme.
Curiosamente, ainda é possível que o Coringa possa funcionar como uma história de origem para a versão real do personagem. No trailer, uma cena mostra um protesto em que várias pessoas estão usando máscaras de palhaço, o que implica que Arthur Fleck pode desenvolver algum tipo de culto após o curso de sua história. Um desses acólitos poderia facilmente ser o Coringa que conhecemos e se tornará o inimigo de Batman nos próximos anos, e o filme poderia apresentar algum tipo de passagem da tocha de Fleck para seu sucessor não identificado que estabelece a dinâmica de personagem. Talvez essa cena possa incluir um personagem que faça alusão ao Coringa de Jared Leto.
Dessa forma, Joker tecnicamente
ainda funcionaria como uma história de origem, mas subverteria as expectativas
concentrando-se amplamente na fonte de inspiração do vilão, em vez do próprio
Príncipe Palhaço de Gotham City. Fleck, enquanto isso, poderia se curvar como
um mártir, morrendo em chamas de glória depois de cometer um esquema
verdadeiramente hediondo.
FEUER AUF DEM SPIELPLATZ
Assim como gato de schrodinger esta nova história pode ou não ser a percursora de todas as versões do personagem que conhecemos, uma inspiração, um titulo passado de geração em geração, tornando possível até mesmo uma mudança no trono do Coringa atual.
O ator Brandon Routh, conhecido por interpretar Clark Kent no filme Superman- O Retorno, de 2006 voltou a vestir o traje do herói. 13 anos após protagonizar o filme do Homem de Aço, ele foi confirmado no crossover Crises nas Infinitas Terras da CW em que viverá uma versão do herói vinda de uma Terra paralela, inspirado na versão do arco Reino do Amanhã.
Veja abaixo as imagens de Routh caracterizado para os eventos do crossover:
Além de Brandon Routh, recentemente Tom Welling, de Smallville foi confirmado no crossover.