O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O próximo grande crossover do Arrowverso, Crises nas Infinitas Terraspromete ser um evento épico. Além de contar com muitas participações especiais, reunirá o elenco das séries do universo Arrow.
Recentemente foi divulgada no Instagram de Candice Patton uma foto mostrando que as Iris West (Candice Patton) e Lois Lane (Elizabeth Tulloch), as jornalistas de The Flash e Supergirl, que devem atuar juntas em algum momento do episódio especial.
A atriz, ao publicar a imagem ironizou sobre a parceria: “Iris e Lois. A comédia de amigas que você não sabia que precisava”.
O Batman, para uma grande parcela de consumidores da cultura pop, entraria facilmente em uma lista sobre os maiores detetives do universo ficcional. Com toda sua disposição, inteligência e artifícios, Bruce Wayne encara o papel de Homem-Morcego, desbrava todos os becos de Gotham City e faz-se presente onde o crime se manifesta.
Mas, e se o mistério da vez for a sua morte?
É justamente essa questão que o Batman tem que desvendar em “O Que Aconteceu Ao Cavaleiro das Trevas?”, publicação de 2013, dividida em duas partes. Sendo assim, muito oportuno é tomar o dia 2 de novembro, Dia de Finados no Brasil e data para lembrar os mortos também em outras culturas, para debruçar-se sobre essa obra de Neil Gaiman (Sandman, Coraline), com desenhos de Andy Kubert, arte-final de Scott Williams e cores de Alex Sinclair.
Logo nos primeiros quadros a leitura é tomada por espanto não pelo fato de um a um os maiores vilões do Cruzado Encapuzado estacionarem seus carros no Beco do Crime, em Gotham, mas sim o que o lugar que eles adentram reserva. Um Batman, vestido no seu traje, em um caixão. Morto!
Antes de prosseguir por essa fúnebre investigação, vale uma menção à chegada do Coringa ao Bat-Funeral. O Palhaço do Crime atordoa um jovem garoto responsável por olhar os carros apenas por pedir que o mesmo faça o seu serviço. Com medo de falhar ou de que mesmo com êxito no seu trabalho ainda assim possa ser morto, desesperado ele ouve:
“Garoto… Eu sou o Coringa, não mato gente por acaso. Mato gente quando é engraçado. Que graça poderia ter em matar você?”
Assim, com uma sequência de alguns poucos quadros e uma empáfia na fala do Coringa, a obra consegue presentificar o seu passado de feitos criminosos, até mesmo atos de outras mídias. Depois disso, o Coringa é mais um entre os muitos presentes no velório do Batman, e lógico que ele não estaria ausente desse evento grotesco que reúne harmoniosamente no mesmo espaço que o vilão a família Gordon com sequelas de “A Piada Mortal”, o que sublinha ainda mais as dúvidas sobre esse suposto ato final.
Desde o início da narrativa, Batman dialoga com uma misteriosa personagem narradora, sim ele está presente de alguma forma em sua própria morte, quase como um jogo, separados corpo e consciência. Entre o fantástico e ávido por encontrar respostas para essa noite, além de não reconhecer a Gotham que assiste, talvez por não estar mais nela, ao final da Parte 1 ele é novamente provocado pela voz a descobrir o que aconteceu a si mesmo, “Bruce, você é o maior detetive do mundo. Por que não descobre?”, e talvez seja esse o principal motivo que faça sua morte não ser um final tranquilo ou completo, ainda lhe resta um enigma.
Lembrado por muitos, heróis e vilões, Batman não parece muito concordar com as diversas versões sobre o que ocasionou sua partida, não se sabe se porque quer ele ser o dono da sua própria história ou se, talvez, pelo fato de suas aparições serem cercadas de tanto mistério que os demais envolvidos são confundidos tamanha a habilidade do morcego em se desvencilhar pela escuridão sem deixar rastros. Ou, ainda, ele próprio não se vê como parte do caos de Gotham, nas palavras do Superman sua ação deveria ser para tornar as pessoas melhores, motivar boas ações e não ser um agente criador do medo, afinal, ser assim “É tão ruim quanto o pior deles”. Para Superman, em seu tradicional traje – vibrante no contexto da obra, ser morto por aqueles que o próprio Cavaleiro das Trevas ajuda a criar diariamente seria inevitável. Uma outra versão, contada por Alfred, é a que mais brinca sobre a forma como o vigilante de Gotham ganha vida, um passeio entre melancolia e piada.
Se o dia dos mortos é para se lembrar de quem partiu, nessa HQ o Batman será lembrado, também com doses de saudade contornadas por até uma espécie de frustração por não ser o narrador da vez o dono da verdade e responsável por aquilo que seria o maior acontecimento da vida (de Gotham), a morte do Batman. De certa forma, um final para muitos, e talvez por isso estão ali, para verem com os próprios olhos morto o que lhes dá vida.
Neil Gaiman propõe em “Batmam – O Que Aconteceu Ao Cavaleiro das Trevas?” um tipo de movimento complexo de duas mãos, que vai desde o personagem entender suas ações quase como uma morte diária, mesmo que em determinadas situações isso não o atravesse de forma consciente. O ápice desse vagar sobre sua própria existência é rememorado pelo leitor e refletido pelo próprio Batmam em um trecho específico com uma sequência de desenhos de Andy Kubert que evocam cenas emblemáticas e dolorosas de sua jornada. Já por outro lado, há momentos dedicados ao nascimento do Batman, seja pelo tom e enquadramento da arte ou o que para muitos pode ser tratado como o já batido final de seu pai e sua mãe assassinados e tal fato funcionar como um auto-prólogo para sua missão como vigilante, até mesmo porque isso é colocado nas palavras de Joe Chill, presente na obra como uma espécie de figura que orienta os que chegam ao velório. Ainda sobre nascer, uma dualidade está no desfecho da HQ, que tanto pode se revelar como um convite à reflexão sobre os mistérios da vida, das trevas à luz, ou apenas uma constatação realista do autor ao que ele e nós sabemos sobre a importância e significado de um personagem como o Batman para os interesses do mercado.
Neil Gaiman recebeu como provocação para criação de “Batmam – O Que Aconteceu Ao Cavaleiro das Trevas?” desenvolver o capítulo final do Homem-Morcego, a última de todas as suas histórias, e o faz maravilhosamente quando evoca passagens conhecidas do personagem, com um reviver de artes dos maiores mestres das histórias em quadrinhos e uma homenagem aos criadores do personagem. Há em seu Batman, nesse processo à véspera da morte, questionamentos sobre sua solidão, incapacidade para superar determinadas passagens da vida e sua jornada ainda desconhecida por esse tipo de sombras, com pontos de luz apenas artificiais, faróis dos carros, postes, velas e lareira. Mas, e se tudo isso for necessário para o Batman acreditar que assim é o seu fim? Se não agora, em algum dia.
“O final da história do Batman é sua morte. Pois, se o Batman não morresse no fim, o que mais iria fazer?”
Haveria outros aspectos inspiradores para esta escrita, como a reunião de Neil Gaiman, Andy Kubert e os demais artistas para a realização da obra ou uma análise em paralelo com o trabalho de Alan Moore com “O Que Aconteceu Ao Homem de Aço?”, sem comparativos, mas com um olhar sobre o papel das narrativas em relação a cada um dos personagens. Mas, como já ficou evidente, o objetivo foi outro, olhar, de certa forma, para uma morte, não trágica e nem as de combate considerando serem os protagonistas Bruce Wayne e Batman, mas sim aquela que é diária, que nos afasta a cada dia de onde tudo começou.
“Batman não é um herói. Ele é um personagem complicado, acho que nunca poderia ser um herói de verdade. Ele não é o garoto de ouro, ao contrário de quase todos os outros personagens de quadrinhos. Há uma simplicidade em sua visão de mundo, mas onde ela fica é estranha, o que permite que você tenha mais alcance com o personagem”.
Essa afirmação foi dada por Robert Pattinson, o futuro Batman dos cinemas numa entrevista para o The New York Times. É claro que renderia inúmeras polêmicas, ainda mais na geração jornalismo clickbait. Deixando toda a repercussão de lado, o modo como Pattinson definiu o personagem, é a prova clara que ele o compreendeu como poucos. O termo “herói” vem do grego, que significa “proteger e servir”. “Para os Gregos antigos, o herói situava-se na posição intermédia entre os Deuses e os Homens, sendo, em geral, filho de um Deus e de uma Mortal (Hércules, Perseu), ou vice-versa (Aquiles). Portanto, para os gregos antigos, o herói tinha uma dimensão semidivina”.
Essa “dimensão semidivina” está ligada também as virtudes que um ser dito com herói, possui. Nobreza, coragem, sacrifício, lealdade, justiça e moral, estão entre os atributos ligados ao heroísmo. Os quadrinhos se apropriaram do conceito de herói e o reinventou, com o surgimento de super-heróis. Indivíduos dotados de superpoderes ou habilidades (preparo, no caso do Batman) que utilizam para atos em prol da humanidade, como salvá-los de ameaças poderosas e dar um ideal a ser seguido.
Com a evolução dos quadrinhos, a personalidade dos heróis começou a ser explorada. Antes, heróis eram simplificados a pessoas com extrema honra, senso de justiça e moral elevada. Quando guardavam as suas capas, nada se modifica. Suas ações na vida pessoal, refletiam a ideia do seu alter-ego heroico. Tudo muito simplista, mas também, extremamente relacionado ao contexto histórico. Já há um certo tempo, essa conformidade foi modificada. Nos acostumamos com heróis com um passado tenebroso e efeito catastrófico nas suas vidas. O Batman é com certeza o maior exemplo disso, mas longe de ser o único. Basicamente, uma tragédia está ligada a todos os heróis, obviamente, com graus diferentes. O que muda no Homem-Morcego é o fato de sua tragédia ter sido tão cedo e outras terem o acompanhado constantemente.
Junte tudo isso com uma cidade que respira a loucura, injustiça e um crime que nasce e morre a todo instante. O Batman tem que lutar contra os crimes onde em muitos casos ele não é visto como herói, também pela polícia. Não é a toa que os maiores vilões do Batman possuem um perfil psicológico com traços tão complicados. Lembramos logicamente do Coringa, que faz a maior oposição ao herói, quando tudo nele é contraditório, mas também, justifica sua existência na própria existência do Batman. O Coringa não é o único, temos um psiquiatra que adora explorar os medos dos seus pacientes com veneno e um homem com dupla personalidade, sempre em choque. Poderíamos citar outros, mas você já entendeu. Viver na escuridão e não ser contaminado por ela, é o que faz de alguém um herói, não é? Isso acaba se tornando controverso quando a existência do Batman é o luto de Bruce.
Um garotinho que perde os pais de uma forma covarde, quando ainda não descobriu o que realmente é a vida. Nenhum dos seus privilégios, o poupou da dor mais humana, a perda de um ente querido. Essa dor o motiva a lutar contra criminosos, abdicando da sua vida pessoal. Batman vira o personagem principal, colocando Bruce Wayne apenas como uma máscara. É importante destacar que tudo foi movido por escolhas. O Batman não foi picado por uma aranha radioativa ou enviado de outro planeta. Sofreu um grande trauma e por conta própria, decidiu se tornar o morcego.
A própria escolha do uniforme revela muito sobre o personagem. Na sua primeira aparição em Detective Comics #27, Bruce explicou a escolha por um morcego como símbolo: “Os criminosos são muito covardes supersticiosos … então meu disfarce deve ser capaz de causar terror em seus corações. Eu devo ser uma criatura da noite, negra, terrível.” A sua proposta original para lutar contra o crime, era ser algo a ser temido, desencorajando o crime em Gotham. Esse caminho é sempre percorrido pelo encapuzado, transformando o personagem em um símbolo contra o crime, mas não sendo exatamente um exemplo ou alguém digno de exultação.
Bruce escolhe se tornar o Batman para proteger Gotham, mas se abdica de usar o maior poder de um Wayne em favor da cidade – o dinheiro. Em algumas histórias sabemos que Bruce continua o legado de filantropia dos pais, mas no geral, o uso do dinheiro como recurso necessário numa cidade tão desigual, é deixado de lado. Sabemos como a existência do Batman é positiva a Gotham, embora é inegável que numa cidade onde o mal parece brotar em toda esquina, os feitos do mascarado acabam se tornando pequenos para uma solução, de fato. É óbvio que estamos falando de um personagem ficcional que foi criado originalmente para ser um herói. Portanto, usar a máscara seria uma escolha consistente para isso acontecer. O que fica claro, é que a ideia do personagem ser apenas um herói na concepção clássica que temos, seja usando a mitologia por trás dessa palavra, seja usando o progresso das histórias desde a criação do personagem a todas as mídias e formas que ele já teve, acaba sendo o supérfluo.
O Batman não é um herói. Suas escolhas vão além disso. Se o objetivo que o fez vestir a capa foi a morte dos seus pais, facilmente julgaríamos como alguém egoísta. Mas, aqui vemos um garoto que cresce sem o apoio paterno, isolado, tendo como amigo apenas o seu fiel mordomo. Na sua conta bancária, todo o dinheiro do mundo, no seu coração, toda a solidão do universo. Bruce escolhe e escolhe certo e errado. Se transforma em algo a ser temido ao mesmo tempo que impulsiona o surgimento de loucos. Acolhe jovens enquanto os permite estar rodeado de violência. Luta contra o crime a noite, mas não usa todos os seus recursos para melhorar Gotham durante o dia. O Batman é passível de julgamento e em alguns questionamentos ele está totalmente errado. Heróis são criados para serem uma inspiração, muitas vezes inalcançáveis. São deuses desfilando perfeição. Batman, está longe disso, como um garoto que não teve tempo de aprender, Batman é apenas humano, como eu e você.
E claro, não dá pra se esquecer da definição de Batman do Comissário Gordon, em O Cavaleiro das Trevas: “Porque ele é o herói que Gotham merece, mas não o que ela precisa agora. Vamos caçá-lo…porque ele aguenta. Porque ele não é um herói. É um guardião silencioso…um protetor zeloso. Um Cavaleiro das Trevas.”
Nesta quinta-feira (31), foi anunciado que o ator britânico Nick Sagar, da série Shadow Hunters, irá se juntar ao elenco de Supergirl como o vilão Rip Roar (Devastador).
Rip Roar é um dos servos de Darkseid traído por Kalibak, filho do ditador de Apokolips. Ele sabotou o Tubo de Explosão de seu planeta e foi aprisionado dentro de uma montanha na Terra, até que os Jovens Titãs o libertasse acidentalmente. O vilão é capaz de controlar fogo e gelo, além de ter super-força, velocidade e resistência. Ele também tem a capacidade controlar armas de tecnologia avançada.
Supergirl já esta sendo transmitida pelos canais Warner Channel e CW, temporadas anteriores estão disponíveis no serviço de streaming Netflix.
Uma nova HQ de John Constantine chegará no selo DC Black Label. Com roteiro de Si Spurrier e ilustrações de Aaron Campbell, “John Constantine: Hellblazer #1” teve sua prévia divulgada pelo selo adulto DC Black Label. Confira:
Na edição, um criminoso chamado K-Mag, envolve-se em uma situação com elementos sobrenaturais. Ele se vê forçado a trabalhar com John Constantine para voltar à sua vida normal. No entanto, um simples exorcismo acaba dando terrivelmente errado, dando início a um novo capítulo da saga Hellblazer.
O lançamento da edição será no dia 27 de novembro nos EUA.
O presidente da Epix, Michael Wright,anunciou que o seriado Pennyworth, focado no passado de Alfred e a família Wayne, terá uma segunda temporada.
“Pennyworth se tornou um grande sucesso para nós, sendo abraçada por críticos e público. Foi o melhor desempenho da história do Epix para uma produção original, registrando mais do que o dobro da audiência das anteriores. Bruno Heller, Danny Cannon e a WBTV entregaram uma série realmente brilhante. Mal podemos esperar para trabalhar novamente com essa equipe e elenco fenomenais.” declara o presidente.
O seriado foi muito bem recebido pelo público e crítica, apesar de sua desconfiança inicial sobre qual sua abordagem. As gravações iniciarão no Reino Unido no próximo ano e a série poderá ser lançada ainda em 2020.
Lançar HQ’s que acompanham o hype dos filmes é algo comum na indústria editorial. No mês em que tivemos a estréia do filme do Coringa, que está superando todas as expectativas (atualmente com mais de 850 milhões de dólares arrecadados), também temos duas HQ’s chegando ao mercado norte americano: o assunto de hoje, que é Joker – Year of the Villain, e no dia 30 de outubro teremos Joker: Killer Smile, de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino.
Além do hype naturalmente criado em torno da HQ, tínhamos um outro fator que nos causou comoção no anúncio da mesma: ela seria roteirizada por John Carpenter, grande diretor, produtor, roteirista e compositor de filmes – principalmente de terror (Série Halloween, Enigma de Outro Mundo, entre outros). E podemos dizer, em suma, que a história não decepciona: Acompanhamos aqui uma trama narrada por um capanga do Coringa que não conhecíamos, o “Seis de Copas” (essa premissa de um capanga narrando uma história do Coringa remete muito à “Coringa”, de 2008, escrita por Brian Azzarello e desenhada por Lee Bermejo). A história é co-escrita por Anthony Burch, com desenhos de Philip Tan.
SPOILERS À FRENTE
No início da história, somos jogados logo de cara à uma fuga do Arkham, onde o Coringa e o Seis de Copas escapam juntos. O roteiro faz questão de nos lembrar de que estamos na continuidade normal do universo DC, onde o Bane dominou toda a cidade de Gotham, e por isso houve facilitação na fuga – policiais nem se esforçam para capturar os fugitivos.
A relação entre os dois personagens passa por muita aleatoriedade, destruição e caos em Gotham. Porém, também mostra o lado do capanga querer ser aceito, se sentindo livre e ao mesmo tempo com um propósito após muito tempo perdido em sua vida. Os motivos que levaram o jovem “Seis” à rumarem ao mundo do crime são mostrados em flashbacks resumidos à uma ou duas páginas, e os fatos mostrados lembram muito alguns dos problemas enfrentados por Arthur Fleck no filme “Coringa”: problemas com os pais, desde abusos e descasos, até as consequentes fugas.
Com o caminhar da história, além do foco no Seis de Copas, temos em evidência alguns dos traços mais doentios do Coringa, o que nos trás um interessante paralelo: O filme que chegou nos cinemas no mesmo mês que esta HQ, tem causado muitas polêmicas (tópicos já discutidos aqui no site, inclusive), que colocadas lado à lado com a trama da HQ, parecem muito mais tranquilas: Carpenter nos mostra um Coringa que, em poucas páginas, incita um grupo de homens contra a vilã Magia, após esta supostamente rejeitar o Seis de Copas.
Após Magia chegar em Gotham à mando de Amanda Waller para que tente apaziguar a destruição causada pelos vilões, Seis de Copas fica vislumbrado com sua beleza, ao mesmo tempo em que se sente mais e mais inseguro e humilhado por um simples olhar da mesma.
E, em um momento de quase contato mental de psicopatas, o Coringa já entende os pensamentos auto-humilhantes e raivosos de seu subalterno, criando posteriormente uma militância masculina contra a vilã, com dizeres como “A bruxa está humilhando vocês! Se levantem e se imponham, não se rendam à uma mulher possuída pela demônio”. Como tudo ocorre bem depressa, não existe muito desenvolvimento desta parte da trama, e fica para nossa imaginação o que aconteceu depois nessa “caça à bruxa” de Gotham. Se alguém ainda acredita na narrativa do filme do Coringa incitar desajustados da sociedade de alguma maneira, deveriam ler essa HQ, que abraça a polêmica de forma muito mais aberta e explícita. O autor deixa claro como o seu Coringa incita os homens raivosos a fim de aumentar o caos da cidade.
Ao mesmo tempo em que enxergamos algumas facetas similares entre o Seis e o Coringa, também temos alguns indicativos de sanidade do primeiro: Ele fica claramente horrorizado quanto o Coringa mata uma pessoa e seu cachorro, e também tenta intervir quando o Coringa iria matar um atendente em um restaurante. O que nos leva ao fim da história, e à outro ponto polêmico / interessante a ressaltar na edição, sequência esta que chamou bastante a atenção de sites especializados: O Coringa sadomasoquista. Em dado momento, onde o Coringa e o Seis de Copas tomam rumos diferentes, o Seis (com a mente extremamente agitada e confusa) decide ir até sua casa, ao encontro de sua mãe.
Ao adentrar o apartamento, se depara com a sua mãe amarrada à uma cadeira, claro, pelo Coringa. Este, ao mostrar descaso e desinteresse pela história do Seis, na verdade prestou atenção à cada detalhe dito pelo capanga, o que facilitou a busca pela casa do mesmo.
Neste momento, ao partir pra cima do Coringa, o mesmo não demonstra se incomodar com as pancadas que está levando. Muito pelo contrário, ele gosta delas, pedindo para que o Seis de Copa bata mais forte (a onomatopeia da risada – ha ha ha – se tornar um “Harder”).
Como se não fosse o suficiente em polêmicas – não estamos reclamando, manda mais Carpenter – o Coringa assume a retaguarda do confronto, espancando o garoto em quadros similares ao espancamento do Jason Todd com o pé de cabra. O fato do Seis estar vestido de Robin e o Coringa de Batman, após assaltarem uma loja de conveniência, só reforça a referência à morte do segundo Robin.
Na sequência final, temos um relativo final feliz, pois Seis acaba sobrevivendo e libertando a sua mãe. Porém a cena final com a reconciliação não apaga toda a brutalidade e loucura apresentadas na história. Apesar da narrativa levemente apressada devido ao limite de cerca de 30 páginas, era tudo o que esperávamos de uma história de um dos mestres do horror contemporâneo.
Parece que os convidados para a apresentação da Warner Media na última terça-feira (29), ganharam um bela surpresa. De acordo com os maiores trades de notícias pelo Twitter, novas cenas exclusivas de “Mulher-Maravilha 1984” foram apresentadas no evento.
O material exclusivo veio de surpresa, e nenhuma das cenas foi liberada na internet pela Warner até o momento, mas as descrições já podem ser encontradas no site da IGN, confira:
“A maioria das cenas parece se passar em Washington DC, vemos uma cena de Diana e Steve Trevor andando em frente ao monumento de Washington, Diana, usando um vestido branco, inspirado em deusas gregas, acariciando o rosto de Steve, sua voz narrando ao fundo: ‘Eu quase consigo ver, como se fosse um lindo sonho‘. Essa narração pode sugerir que a cena seria imaginação de Diana, mas as imagens parecem muito realistas.“
Chris Pine em cena de Mulher-Maravilha 1984
“Uma segunda cena parece reforçar a ideia que Steve Trevor realmente voltou e não está apenas na imaginação da Diana, vemos Mulher-Maravilha enfrentando inimigos dentro da Casa Branca, ela usa uma nova armadura nunca vista antes. Diana protege Steve de um tiro, pega a arma e a desarma em câmera lenta, puxando seu laço da verdade, ela fisga vilões de longe para seu lado. A cena final mostra Diana usando seu laço para se defender de raios, estaria Diana lutando contra seu pai Zeus?“
Pouco se sabe sobre o enredo do longa, recentemente Patty Jenkins, a diretora da produção, revelou via Twitter a participação do famoso vilão Maxwell Lord no filme.
O primeiro trailer chegará em dezembro, sendo o encerramento da CCXP 2019, que já conta com a participação de Gal Gadot e Patty Jenkins no grande evento geek brasileiro.
Fazendo parte dos anúncios e novidades do evento de lançamento do HBO Max, nova plataforma de streaming da Warner, “DC Super Hero High” ganhará vida nas mãos da atriz e produtora Elizabeth Banks.
Com poucos detalhes informados, a produção será centrada em um grupo de estudantes passando por dramas adolescentes e lidando com seus super-poderes. A grande pegada é que os adolescentes ainda não sabem que no futuro, eles se tornarão os icônicos heróis da DC.
Aparentemente, a série sobre os jovens superdotados se passa em um internato.
Com produção de Greg Berlanti, novas séries baseadas em propriedades da DC vão ganhar vida para o serviço de streaming da Warner, o HBO Max.
Anunciadas como grandes eventos, Berlanti foi claro no painel ao afirmar que serão produções monumentais: “Serão nossas maiores séries já feitas, algo nunca visto na TV até o momento“
“Strange Adventures” é descrito como uma série dramática antológica de histórias fechadas sobre as vidas de seres humanos e super-humanos comuns que se cruzam de maneiras inesperadas. Cada episódio conta com uma hora de duração.
A produção baseada na mitologia dos Lanternas Verdes não ganhou nenhum tipo de informação no evento. “Iremos para o espaço com a série do Lanterna Verde, mas não posso revelar nada sobre isso ainda” afirma Berlanti no painel.
De acordo com a Variety, “Strange Adventures” estava em desenvolvimento para o DC Universe antes de ser anunciado para a HBO Max. Berlanti atualmente produz todas as series da DC, “Titãs”, “Doom Patrol” para o DC Universe e a futura “Stargirl”, que irá para o HBO Max , além de criar e produzir todo o Arrowverse da CW.
“Strange Adventures” é produzido pela Berlanti Productions em associação com a Warner Bros. Television, John Stephens será roteirista e showrunner. Berlanti vai ser produtor ao lado de Sarah Schechter Stephens e Charlie Huston.
Ambas as séries ainda não tem data de lançamento prevista.