O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série do Lanterna Verde na HBO pode ser o divisor de águas que o personagem sempre precisou. Entenda por quê esse é o momento mais importante da história do herói nas telas.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
Batman Cruzado Encapuzado é a segunda temporada da animação antológica que estreou em 2024 acompanhando as aventuras do Homem Morcego em um universo noir.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
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James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
Tom King, autor das HQs Visãoe Senhor Milagre, divulgou em seu Twitter uma foto com as doze edições de Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. É possível que um projeto envolvendo o roteirista e clássica a edição esteja em desenvolvimento pela DC Comics. Confira abaixo:
A dúvida é: Será algo relacionado aos quadrinhos ou outra mídia? Tom King está ajudando também em projetos cinematográficos da editora, como o filme dos Novos Deuses.
O artista de rua que por várias vezes esteve também no ‘Jimmy Kimmel Live!‘ e estrelou o documentário ‘Confissões de um Super-Herói’. Christopher Dennis, também conhecido como o “Superman de Hollywood” e provavelmente o mais reconhecido de todos os personagens que fazem fila no Hollywood Boulevard para entreter turistas, morreu no último sábado. Ele tinha 52 anos. A causa da morte é desconhecida.
O TMZ informou que Dennis foi encontrado morto no sábado em sua residência na San Fernando Valley. Por décadas, Dennis caminhou pelo Hollywood Boulevard vestido de Superman, um personagem que se encaixava perfeitamente em seu corpo alto e magro e cabelos pretos tingidos.
O artista foi apresentado várias vezes no Jimmy Kimmel Live! e estrelou o documentário de 2007 ‘Confissões de um Super-Herói’. Ele também apareceu na capa de 2011 do Hollywood Reporter junto com Kimmel. Dennis falou com o The Guardian em 2017 e afirmou que ele estava entre os primeiros dos agora muitos artistas de rua a chegarem na popular área turística.
“Eu sou o primeiro personagem que fez isso em Hollywood”, disse na época. O Museu do Superman localizado em Metropolis, Illinois, postou nas mídias sociais uma declaração sobre a morte de Dennis.
“Conhecemos Chris há muitos anos”, diz uma parte do comunicado. “Ele passou um tempo com nossa família e mostrou muito apoio ao nosso museu e à celebração do Superman. Chris teve muitas lutas e altos e baixos ao longo dos anos. Esperamos que ele esteja em paz agora. E rezamos pelo conforto daqueles que amavam e se importavam com ele “.
Dennis disse ao The Guardian que estava imensamente grato pelo personagem. “Quando vesti esse traje, sou o Superman”, disse ele. “Eu acho que isso me fez uma pessoa melhor.”.
Watchmen ganhou uma série na HBO, mas você conhece o primeiro grupo de “heróis” desse universo?
Silhouette, Traça, Dollar Bill, Coruja, Comediante, Capitão Metrópole, Espectral e Justiça Encapuzada. Arte de Dave Gibbons
Os Minutemen foram criados por Alan Moore e Dave Gibbons em 1986, tendo sua primeira aparição em Watchmen. O nome teve como inspiração um grupo de homens chamados “Minutemen”, que originalmente durante a guerra de independência dos EUA contra os ingleses, paravam o que estavam fazendo e se aprontavam em um minuto pra enfrentar os inimigos do país.
No universo de Watchmen eles foram o primeiro grupo de heróis. Na obra, descobrimos um pouco sobre a equipe formada por Silhouette, Traça, Dollar Bill, Coruja, Comediante, Capitão Metrópole, Espectral e Justiça Encapuzada, através de citações de personagens, e em flashbacks.
Em uma entrevista de 2008 para o “Comics Bulletin” Dave Gibbons afirmou que lhe ofereceram projetos como “O Diário de Rorschach” e “O Diário do Comediante na Guerra do Vietnã”, mas o único projeto em que existiu interesse era na história dos Minutemen.
“A atração de um projeto dos Minutemen teria sido por poder prestar homenagem à simplicidade e natureza não sofisticada dos quadrinhos da Era de Ouro” contudo, o projeto não saiu do papel.
Before Watchmen
A DC Comics sabia da importância de Watchmen, e não queria fazer projetos que não chegassem perto da qualidade que a obra original apresentou, desta forma ninguém melhor que os criadores, não é mesmo? Houveram várias tentativas para convencer Alan Moore a escrever novas histórias que pudessem expandir Watchmen. Em 2010, Alan chegou a afirmar que a DC lhe fez uma oferta onde ele ganharia os direitos de Watchmen, para isso teria que escrever prelúdios e sequências para a editora, porém os termos não lhe agradaram e ele não aceitou.
Como sempre o dinheiro sempre fala mais alto, e após tentativas frustadas de conseguir os criadores originais, a DC decidiu seguir com o projeto. Em 2012 começaram uma iniciativa polêmica chamada ”Before Watchmen”, onde teríamos uma série de prelúdios, contando histórias de personagens como Dollar Bill, Coruja, Comediante, Rorschach, dentre outros. Essa iniciativa contaria com vários artistas e roteiristas renomados, tais como Amanda Conner, J.G. Jones, Andy Kubert e Joe Kubert, J. Michael Straczynski, Brian Azzarello, Lee Bermejo, Jae Lee e Darwyn Cooke. Alan foi totalmente contra o projeto, já Dave Gibbons se mostrou aberto e não se opôs.
Minutemen em “Before Watchmen”. Arte de Darwyn Cooke.
De todos os projetos talvez o mais ambicioso seja Minutemen de Darwyn Cooke. Ele tomou a grande responsabilidade de contar a origem dos personagens criados por Alan Moore, trabalhando sozinho na arte e roteiro. Além disso, ele teve outro projeto, desta vez com Amanda Conner, e juntos escreveram o roteiro de “Silk Spectre” a segunda Espectral.
Nessa história, o personagem é Hollis Mason, mais conhecido como o primeiro Coruja, e ele está trabalhando em sua biografia chamada “Sob o Capuz”, na obra original, o seu livro é utilizado como complemento através de páginas extras. Neste prelúdio, Hollis narra diversos acontecimentos do passado, expondo toda a verdade sobre seu ex-grupo. As 6 edições do quadrinho dão profundidade a todos personagens, nela percorremos os caminhos dos vícios do Traça, que o levam a ser internado e vemos também o relacionamento homoafetivo entre Capitão Metrópolis e Justiça Encapuzada. Na edição, além de trazer vários mistérios, Darwyn deu uma nova camada aos justiceiros.
É preciso dizer que muitos não consideram os quadrinhos de “Before Watchmen” canônico, já que Moore não teve nenhuma participação e não aprovou, então no fim das contas depende muito do que você acha, mas é preciso dizer que acho uma leitura essencial, e que não desrespeita em nada o trabalho Moore.
Minutemen no filme Watchmen (2009)
No ano de 2009 ganhamos a primeira versão live action dos personagens, e assim como nos quadrinhos eles aparecem em momentos de flashback. E quem não lembra da introdução ao som de “The Times They Are a-Changin” de Bob Dylan? É inesquecível. Essa intro ajuda a situar o universo que estamos, e estabelece um pouco a origem e vida desses personagens.
O filme de Zack Snyder é adorado por muitos, odiado por outros, mas no final das contas acabou não sendo um sucesso de bilheteria, arrecadando apenas 185 milhões de dólares. Fica o questionamento, ele foi lançado no tempo errado, ou será que isso é consequência da bruxaria de Alan Moore?
Introdução de American Hero Story 1° Episódio.
Em 2019 com o lançamento da série Watchmen na HBO, eles estão de volta. Neste universo vemos que os Minutemen inspiraram uma série chamada “American Hero Story”. Nos 3 primeiros episódios vemos diversas divulgações do programa pela cidade, além de cenas que aparecem na televisão, em uma delas vemos uma introdução onde aparecem alguns personagens da equipe original, como: Capitão Metrópole, Comediante, Traça, Dollar Bill, Espectral, Coruja e Justiça Encapuzada, este último ao que parece é o personagem principal da série.
O programa dos Minutemen se baseia na biografia “Sob o Capuz” de Hollis, e é uma série de drama sensacionalista que conta a história do primeiro grupo de heróis da história. “Uma História de Herói Americana” funciona como uma série dentro de outra, assim como Alan Moore utilizou como recurso narrativo os “Contos do Cargueiro Negro“, que nada mais é que um quadrinho dentro de um quadrinho. Mesmo que inicialmente desconexa, os contos do cargueiro negro refletem a história principal, já que toca nos mesmos temas da trama de Watchmen.
Justiça Encapuzada. 2º episódio de Watchmen na HBO.
Em “Sob o capuz” livro de Hollis, e conteúdo suplementar dos quadrinhos, temos uma especulação sobre quem é o Justiça Encapuzada. É levantada a possibilidade que ele era Rolf Muller, um homem que trabalhava no circo. Rolf apareceu morto com um buraco de bala na cabeça três meses depois que o Justiça havia se “aposentado” em 1955, tal teoria surgiu do “New Frontiersman” (O jornal de direita que publicou o Diário de Rorschach). Para o jornal, Justiça era um comunista que havia sido morto por seus superiores. E é nessa história que a primeira cena de “AHS” se baseia.
Segundo os textos de Hollis, a primeira aparição do Justiça Encapuzada foi em 1938, quando ele impediu um assalto no Queens, desta forma ele se tornou o primeiro herói deste universo, já a segunda aparição é representada em uma outra cena.
Nesta segunda cena, vemos bandidos mascarados e armados prestes a roubar um supermercado, quando o Justiça chega e impede o crime, ele acaba derrotando violentamente os bandidos e isso reflete no que estamos assistindo na trama principal da série, já que na cidade de Tulsa os policiais usam máscaras para proteger sua identidade, assim como os bandidos. Dependendo do ponto de vista, a cena também pode ser considerada como uma sátira ou homenagem ao filme de Zack Snyder, já que temos muita violência, sangue e slow motion.
Agente Petey. 3° episódio de Watchmen.
Assim como nos quadrinhos, a série também tem um material complementar, o “Peteypedia“, ele pode ser encontrado online sendo disponibilizado pela HBO para aqueles fãs mais aficionados que não querem perder nada, estes textos revelam algumas coisas que a série não explicou.
No material divulgado em conexão com o episódio 3, vemos um memorando do Agente Petey sobre a série dos Minutemen. Ele trabalha na operação anti-vigilantes e durante o episódio se torna parceiro da agente Blake.
No texto que escreveu após assistir os dois primeiros episódios, o Agente fala que o programa é “Baseado em eventos INfactuais”, e relata sua insatisfação com a mídia, já que a mesma adorou a série. Ele também critica como a série aborda o Justiça Encapuzada, Comediante e Espectral, preocupando-se até em como a Agente Blake vai reagir ao conteúdo, já que ela é filha do Comediante e Espectral.
“Minutemen se baseia em fabricações sensacionalistas que estão mais interessadas em promover uma agenda política do que em educar ou divertir uma audiência”
Ao que tudo indica, tanto Petey quanto AHS vão ter muita importância nos próximos episódios de Watchmen. E vocês, curiosos para ver como tudo vai se ligar nesses 9 episódios?
O novo episódio de Titãs, que vai ao ar nesta sexta-feira no DC Universe, revelará a personagem Mercy Graves, a guarda-costas do vilão Lex Luthor. Confira a sinopse:
Titãs | 2ª Temporada | Episódio 10 – “Fallen”
Após seu ataque intencional contra dois oficiais da polícia resultar em sua prisão, Dick enfim encontra paz em uma prisão de Nevada. Mas o herói que ele deixou para trás ainda não foi totalmente apagado. Enquanto isso, Rachel faz amizade com uma garota perdida, e começa a protegê-la, até descobrir que seus poderes não estão totalmente sob controle. De volta na Torre Titã, Gar se reúne com Conner e Krypto, mas quando Mercy Graves aparece para levar o “Sujeito 13” ao CADMUS, Gar se vê no fogo cruzado.
Natalie Gumede
Conforme detalhes revelados pelo CBR, a base dos Titãs será atacada por Graves, que está em busca do Superboy após sua fuga da Cadmus. Graves será interpretada por Natalie Gumede. A personagem é descrita como “implacável, astuta, e braço direito de Lex Luthor, servindo seu chefe com lealdade inquestionável”.
Titãs segue em exibição no DC Universe. A primeira temporada está disponível no Netflix.
O mundo não é um lugar perfeito e algumas pessoas não gostaram de Watchmen. O motivo não está relacionado diretamente a série, mas sim ao contexto atual. No Rotten Tomatoes, a série alcançou uma pontuação de 43% de aprovação por parte do público, enquanto possui 94% por parte dos críticos. Os números revelam uma imaturidade muito bem reconhecida nas redes sociais.
A discrepância das avaliações do público em geral, chega a ser irônico . Em Coringa vimos exatamente o oposto. Uma parte considerável da crítica deu notas baixas ao filme por motivos no mínimo curiosos. A) Glamourização da violência (inexistente), B) Possibilidade de um efeito negativo na sociedade (bola de cristal é requisito para ser crítico. Spoiler: a bola de cristal está quebrada.), C) A mensagem do filme ser considerada controversa. Observe que todas essas análises não são exatamente sobre o filme, mas sim, sobre uma possível interpretação pessoal a respeito da produção.
Agora, foi o público que avaliou Watchmen por questões meramente pessoais, questões essas que revelam o quanto a sociedade está doente e necessita de obras que possam incomodar. Alguns argumentos são sobre uma possível falta de respeito para com o material original. Muitos ficaram indignados com as mudanças, mas nenhuma mudança incomodou tanto como usar o Rorschach como símbolo e mentor da Sétima Kavalaria, um grupo supremacista branco inspirado na Klu Klux Klan.
Vamos analisar algumas opiniões de certos “fãs” na plataforma Rotten Tomatoes:
“Há uma razão pela qual Alan Moore não colocou seu nome neste projeto. O filme foi horrível. Então, por que se preocupar com outra tentativa esfarrapada? A história em quadrinhos era muito específica quando foi lançada em 1986… O que faz você pensar que pode ser adaptada hoje?”
“Parece que, infelizmente, essa série é politizada.”
“Decisões erradas de roteiro, e uma série politizada demais.”
Desde o início do projeto, estava claro que Alan Moore não se envolveria. O próprio Damon Lindelof (idealizador da série), mandou um “Foda-se Alan Moore” enquanto esteve na Comic Con San Diego. Ele disse no evento: “Sinto que o espírito do Alan Moore é um espírito punk rock e rebelde”, disse antes de supor que, se alguém tivesse dito ao escritor quando ele era apenas um adolescente para “não fazer isso ou aquilo porque o criador do Superman ou do Monstro do Pântano não querem, ele teria dito ‘Foda-se, vou fazer mesmo assim. Então estou canalizando o espírito de Alan Moore para dizer a ele ‘Foda-se, vou fazer mesmo assim.”
Watchmen HBO
Mais tarde, infelizmente, Lindelof admitiu que tudo era um clickbait para vender a série. Mesmo sendo algo pensado para popularizar e consequentemente gerar barulho em torno da série. o “Foda-se Alan Moore” é exatamente o espírito necessário para a produção da série. Como Damon apontou, Moore não se guiava com a ideia de fazer aquilo que era esperado dele ou algo feito sob encomenda para agradar. Sabe o que também é assim? A série.
Lindelof deixou bastante claro que não tinha como objetivo recriar os quadrinhos na tela, algo que Snyder optou por fazer. Sua ideia era ir além dos quadrinhos e fazer uma atualização para os nossos tempos. Isso faz todo o sentido, quando o próprio quadrinho abordava alguns temas atuais na época do seu lançamento.
Watchmen não foi escrito para retratar o bem e o mal como conhecemos, tampouco para criar no público o popular sentimento de identificação com personagens. Watchmen foi criado como um discurso contra o conceito de super-herói, algo que o Sr. Moore detestava. Não é à toa que os heróis são tão imperfeitos, tão próximos do que conhecemos como vilões. Se você se identifica com algum dos heróis apresentado nos quadrinhos, isso diz muito sobre você mesmo e não, não dá para defender nenhum personagem.
Na obra original. Alan Moore não poupava espaço para política, contradizendo as críticas de uma parte do público sobre a série. Os quadrinhos são ambientados nos EUA na década de 1980. Aqui, existe uma realidade paralela onde Richard Nixon não renunciou ao cargo de presidente americano e os EUA acabou vencendo a Guerra do Vietnã com a extrema colaboração do Dr. Manhattan, escrito claramente para fazer um paralelo com Deus, inclusive a ideia de um suposto desprezo pela humanidade. E os “heróis”? Eles existem, mas não são exatamente como imaginaríamos. Na verdade, se comportam como vigilantes usando extrema violência como resposta. A sociedade acaba se revoltando contra os vigilantes e Nixon emite um decreto, tornando o vigilantismo algo ilegal. Mas, um entre todos, se recusa a tirar a máscara, ele, Rorschach.
Supremacistas na série Watchmen
A escolha do Rorschach ser o condutor da série é uma amostra do quanto Moore queria retratar uma sociedade doente e o quanto heróis podem ser exatamente o oposto do que pretendem. Rorschach é um detetive mascarado que carrega seus traumas literalmente na sua máscara e escolhe tratá-los, com a violência contra os caras maus. Na sua caminhada, Rorschach escreve um diário. No seu diário, fica claro como Rorschach tem ódio por alguns grupos e não poupa palavras para descrever. Veja alguns exemplos:
“A imundice de todo sexo e matanças vai espumar até a cintura e as putas e os políticos vão olhar para cima gritando “salve-nos”… e eu vou olhar para baixo e dizer “não”. Eles tiveram escolha, todos. Podiam ter seguido os passos de homens honrados como meu pai ou o presidente Truman. Homens decentes, que acreditavam no suor do trabalho honesto. Mas seguiram os excrementos de devassos e comunistas sem perceber que a trilha levava a um precipício até ser tarde demais. E não me digam que não tiveram escolha. Agora o mundo todo está na beira do abismo contemplando o inferno e os liberais, intelectuais e sedutores de fala macia… de repente não sabem mais o que dizer.”
“Dormi o dia todo. Acordei às 16:37, com a senhoria reclamando do cheiro. Ela tem cinco filhos de cinco pais diferentes. Deve enganar a previdência social. Logo vai anoitecer. Lá embaixo a cidade grita como um matadouro cheio de crianças retardadas.”
“Encontrar Veidt me deixou um gosto ruim na boca. Ele é mimado e decadente. Traiu até mesmo suas próprias hipocrisias liberais. Talvez homossexual? […] A primeira Espectral é uma puta velha e inchada morrendo num asilo na Califórnia.”
“Rua 42: seios nus se esparramam de todos os outdoors, de todos os cartazes, sujando a calçada. Me ofereceram amor sueco e amor francês… mas não amor americano. Amor americano; como Coca em garrafas de vidro verde…eles não fazem mais.”
Fica claro como Rorschach nutria um ódio direcionado principalmente as minorias sociais. Suas opiniões registradas, revelam alguém que busca por justiça, ao mesmo tempo que carrega em si um sentimento profundo de desgosto a pessoas que julgam serem inferiores.
Sempre questionam as atitudes dos outros, sem uma possível busca de compreensão. O ódio se estabelece também a grupos políticos que ele não concorda, algo muito natural hoje e evidencia o motivo da suposição de Watchmen ser político demais. As opiniões de Rorschach se misturam com a realidade atual, onde, muitos, principalmente homens, defendem conceitos similares em grupos da internet. Ódio profundo a tudo aquilo que não é visto como natural e assim como Rorschach, compartilham um patriotismo exacerbado, fazendo parecer que tudo aquilo que é americano, é melhor.
Um detalhe interessante, Snyder preferiu mudar as falas e naturalmente, suavizá-las para o cinema. O personagem Rorschach é excelente, um dos mais bem construídos nos quadrinhos, mas desde o início, fica claro que ele não é feito para ser adorado. A adoração do mesmo, por grupos supremacistas brancos como a Sétima Kavalaria na série, é uma leitura exata de como esses grupos no mundo real, tentam justificar suas ideias através de símbolos tão controversos.
A realidade, naturalmente é mais assustadora. Por isso que a série é exatamente uma distopia atual. A falta de capacidade para um debate político também é um causador de todo esse incômodo da parte de alguns. Se estamos num momento onde não sabemos respeitar opiniões diversas e partimos para agressões verbais (quando não são físicas), é natural que muitos se sintam incomodados.
É preciso maturidade por parte do público para ter suas ideias confrontadas e para que possam ir além de discussões bobas, e assim quem sabe, possa surgir uma provável mudança. Na prática, sabemos que que essa maturidade está cada vez mais distante e a grosseria e a estupidez presente no debate político é como o sonho político em Watchmen, já se realizou.
Conforme o ComicBook Movie, surgem novas evidências de que a “Snyder Cut” de Liga da Justiça não só existe, mas que está muito próxima de ser completamente finalizada. Enquanto Jason Momoa (Aquaman) falou recentemente sobre seu desejo para que os fãs vejam logo a versão de Zack Snyder, os supervisores de efeitos visuais John Desjardin e Bryan Hirota também comentaram sobre. Confira:
“Muitas fotos de efeitos visuais estão completas, algumas porcentagens disso foram de vários estágios de conclusão, desde o início do pós-visual até o quase pronto (mas não exatamente)”, revelou Desjardin, com Hirota acrescentando: “Eu concordo”.
Recentemente, o compositor Junkie XL confirmou que havia completado a trilha sonora de Liga da Justiça antes de Joss Whedon substituí-lo por Danny Elfman, enquanto o diretor de fotografia Fabian Wagner continua agradecendo aos fãs pelo apoio nas mídias sociais. Com tudo isso já divulgado por pessoas envolvidas ao projeto, realmente não parece muito difícil para a Warner Bros. comprar a ideia do #ReleaseTheSnyderCut!
Além disso, o próprio Snyder continua sua saga de divulgação de várias artes conceituais e provocações através da sua rede social Vero, e é claro, o discurso em torno do “Snyder Cut” não terminará tão cedo.
A semana começa agitada para a nova produção de Matt Reeves, com dois atores entrando em negociações para participar do longa.
De acordo com o Deadline e a Variety, os atores Colin Farrell e Andy Serkis estão em negociações para interpretar dois dos personagens mais importantes na trama de Reeves: Pinguim e o mordomo Alfred.
Andy mantém um relacionamento produtivo com Matt Reeves, tendo participado da ultima trilogia do cineasta, ”Planeta dos Macacos”. Mas as principais fontes afirmam que a participação do ator pode ser pequena, pois o mesmo já está confirmado como diretor da sequência de “Venom“, que já começou sua pré-produção.
Farrell, negociando o papel de Pinguim, retorna para uma produção da Warner após ”Animais Fantásticos” em 2017. Caso consiga o papel, Colin seria a ultima adição ao trio de vilões já confirmados no longa, com Zoe Kravitz como Mulher Gato e Paul Dano como Charada.
The Batman tem data de lançamento marcada para 2021. Conforme a Variety , as filmagens de The Batman devem começar no final de 2019 ou início de 2020.
Em outubro deste ano, talvez o filme mais esperado de todos estreou. “Coringa” apresenta aspectos políticos e sociais que contam a história do maior vilão dos quadrinhos e ainda está dando o que falar. No filme, vemos fielmente o aspecto da mídia e da política entrelaçados. A mesma mídia utilizada por Frank Miller na edição Cavaleiro das Trevas está presente em cena, principalmente sobre como os meios de comunicação reproduzem o que eles querem, e como esses elementos podem dialogar com você. Só que desde muito tempo, os quadrinhos gostam de abordar essa relação existente entre mídia e política. Porém, neste texto, escolho um outro personagem bem conhecido e mascarado.
Isso mesmo! Se você pensou em V de Vingança, acertou! Nesta obra observa-se o escritor Alan Moore e o desenhista David Lloyd utilizando dessa correlação entre mídia e política para tratar diretamente com o leitor sobre regimes autoritários em uma distopia criada em 10 volumes, onde “V”, o personagem principal, luta contra a ascensão do fascismo 10 anos depois de Margaret Thatcher, na Inglaterra. Tudo dentro do personagem V é escolhido perfeitamente pelos seus autores como uma forma de chamar a atenção para a política e mostrar aos leitores elementos do fascismo, já que o personagem se intitula como um “anarquista romântico” e usa a sua sabedoria e experiência política como uma ferramenta para acordar a população e mostrar como o governo utiliza os meios de comunicação para controlar as pessoas. Esse regime também faz uso de policiais e militares, que em teoria é para proteger a população, como um modo de tortura para a favor de sua própria ideologia. E assim é criado o ambiente de supremacia, dentro dos próprios olhos e com pessoas que dizem ser o melhor para família, e para o país.
O próprio personagem V e sua famosa máscara significam até hoje um meio de contrariedade. Recentemente vem acontecendo algo semelhante com o Coringa, onde em muitas manifestações pelo mundo, sua maquiagem é adotada como um símbolo de protesto e revolta contra governos. Para o V, há todo um significado articulado por seus autores que adotaram este homem como um símbolo. Uma clara crítica ao autoritarismo. A máscara que esconde o rosto de V foi uma homenagem a Guy Fawkes, um homem que fez parte da Revolução da Pólvora em (1600) e que era especialista em explosivos. Observamos todas as semelhanças quando V explode o parlamento, causando uma revolta em todos os líderes superiores daquela sociedade. Fawkes tinha o objetivo de assassinar o Rei Jaime I, colocando barris de pólvora onde ficava o parlamento, mas o plano acabou não dando certo. Diferentemente do que acontece com V, que sempre tinha um cuidado absoluto e todos os seus planos eram bem arquitetados.
Guy Fawkes
Conhecemos um pouco mais desse homem mascarado, quando ele salva uma garota chamada Evey de estupradores na rua, onde a leva pra casa e cuida dela. Lá, ela conta uma história já conhecida por muitos; a personagem tinha tudo e então uma guerra devastou sua vida. Os líderes separaram os homossexuais, os negros e os deficientes, em busca de uma raça pura. Enquanto o leitor entra mais a fundo na história, ele se pergunta a todo instante: “Quem foi V de Vingança?”. Em uma análise podemos entender que o V é todo mundo que teve alguma experiência com guerras, autoritarismo e venceu, mas nem todos tem essa chance. V é todas as pessoas que sofreram em campos de concentração e se veem sem saída. Observamos como isso reflete na Evey, por isso, o V segundo seu próprio autor é um Anarquista Romântico, já que para o mesmo a Anarquia significa que cada um é dono do seu próprio destino, para que cada um consiga fazer o seu próprio futuro.
Só que como todos sabem, nem sempre a revolução vem com rosas, o que soa como uma ironia já que seu personagem tem um grande apreço pelas rosas. O primeiro passo de V é colocar fogo dentro do seu campo de concentração, onde o mesmo sai ileso e busca então libertar as pessoas da mídia, da opressão, e da cegueira imposta por políticos, depois uma série de planos que vão ocorrendo ao longo da trama.
Dentro desse universo criado por Alan Moore, observamos coincidências com regimes políticos, sobre como a mídia influencia e apresenta cada detalhe, não somente como informação, e sim noticiando o que as pessoas precisam saber sobre o governo, como uma fórmula de controle da verdade. O que nos lembra o Brasil com uma semelhança interessante: O programa utilizado na HQ é chamado de “Voz do Destino”, onde a “Boca” como eram chamada as pessoas que controlavam os poderes midiáticos, tinham total controle. Já aqui no Brasil, tínhamos um programa desde 1938 a 1971 que após algumas mudanças de nome se fixou como “Voz do Brasil” e que se passa até hoje, mas durante aquela época era utilizado apenas para falar dos “milagres econômicos” dos presidentes, como um modo de noticiar a população coisas boas, quando na verdade, havia sempre um problema escondido. Observamos esse regime autoritário de controle até hoje na Coreia do Norte com Kim Jon Un, onde o líder controla todo tipo de mídia que o povo consome, sendo a maioria apenas para enaltecer e aclamar o próprio ditador.
V
Em 2004, Moore fala sobre a mídia: “Nós a convidamos para nossas casas todas as noites, certamente alguns a consideram até como amiga.” E isso fica vigente quando o personagem V percebe que o único jeito de falar realmente com as pessoas é indo até a mídia, quando ele finalmente faz as pessoas perceberem a realidade utilizando um dos únicos meios que elas dão atenção: a televisão. Por ela, as pessoas começam a descobrir a verdade e assim, surge o sentimento anarquista do V de Vingança. O estado para o personagem é responsável por toda alienação de forma direta, e acaba corrompendo a população, já que ele alimenta o capitalismo, faz as pessoas morrerem de fome, matarem e assaltarem sem nenhuma alternativa de sobrevivência. Para ele, as pessoas precisam de libertação.
Um exemplo nato sobre essa liberdade é quando a personagem Evey, que foi salva pelo V de Vingança, em um dos momentos mais bonitos de toda a história, finalmente se vê livre. Isso é representado pelas palavras e pela água. Na cena, ela toma um banho de chuva nua, que significa renascer, ela simplesmente conhece a anarquia, ela se liberta de toda a dor que havia em seu passado, e se regenera, tendo como objetivo continuar o legado do V de Vingança em soltar os “presos” pela poeira midiática e política.
“V de Vingança” foi lançada em 1982, criada por Alan Moore e David Lloyd.
Conforme o Comicbook, na edição “Mulher Maravilha nº 3 Anual”, nossa heroína ganha uma nova vilã. É Helen Paul, uma agente da ARGUS. Quando menina, a Mulher-Maravilha resgatou Helen de terroristas durante um ataque contra a ARGUS. Helen perdeu os pais naquele ataque, mas a Mulher-Maravilha a colocou com dois agentes aposentados da ARGUS como sua nova família. Diana permaneceu na vida de Helen até ela crescer e se juntar à ARGUS. Agora, Helen luta ao lado da Mulher-Maravilha quando a heroína participa das missões da ARGUS.
Ou pelo menos essa é a história com a qual Helen cresceu. O vilão Leviathan, no centro da história em andamento deste evento, revelou a verdade para Helen. Os pais dela não foram mortos por terroristas. Eles eram terroristas, líderes de uma célula chamada os Filhos da Liberdade. Mas Helen é apenas filha de nacionalistas brancos. Ela também é descendente de Gudra, uma das Valquírias que já travaram uma longa disputa com as Amazonas.
Leviathan convence Helen que a guerra está em seu sangue e que a Mulher-Maravilha a manipula há anos. O vilão revela o verdadeiro nome de Helen, Paula Van Gunther, e a convence a assumir seu manto como Warmaster.
Já imaginou um combate entre os opostos Mulher-Maravilha, princesa da paz, contra a Mestre da Guerra? Por enquanto, Warmaster são os olhos e ouvidos de Leviathan, mas será uma questão de tempo até ela enfrentar a Mulher-Maravilha.
Conforme o portal Newsarama, a Microsoft está lançando uma nova tecnologia de disco de armazenamento digital em vidro nesta semana – e para testar seus limites, eles armazenaram uma cópia do clássico filme “Superman: The Movie” de 1978. A empresa trabalhou em conjunto com a Warner Bros. neste novo projeto.
Os discos medem 7,5 cm x 7,5 cm x 2 mm. Os arquivos do filme ocupam aproximadamente 75,6 gigabytes de dados. Não foi estabelecido nenhum cronograma para a liberação ao público da nova tecnologia.