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Especial | Confira grandes histórias de Natal da DC Comics – Parte 2/2

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Seguindo com o nosso especial de Natal, confira as duas últimas histórias que selecionamos para vocês! Leia a primeira parte -clicando aqui-.

4- “Metropolis Mailbag” (Superman #64 (fev/1992). Publicada no Brasil em Liga da Justiça (Abril) nº 64 em jul/1994

Naquele Natal de 1991, Superman já tinha revelado sua identidade secreta para Lois Lane e os dois já estavam de casamento marcado. Na próxima cena, o casal está nos correios de Metropolis, pois se tem alguém que rivaliza no número de cartas com o Papai Noel, esse alguém é o Homem de Aço. Porém as cartas enviadas são de todo tipo… desde propostas para descoberta de petróleo até as que realmente chamam a atenção do Superman, que contém pedidos de ajuda. A primeira que ele seleciona é de uma senhora que foi separada de sua irmã na Segunda Guerra Mundial e que passou décadas pensando que ela estava morta até descobrir recentemente que ela não só estava viva como também morava na Alemanha. Só que a senhora era muito pobre e não tinha como realizar esse reencontro…

Logo, o Superman consegue alguns contatos na embaixada americana na Alemanha e promove o reencontro entre as duas irmãs em uma cena emocionante.

Porém, nem só de momentos bonitos assim é a vida do Superman no Natal. Muitas coisas o Homem de Aço não tem poder para resolver, como por exemplo a carta de uma mulher que precisa de um transplante de coração. Mas aquilo que estiver ao alcance dele, ele se dedica a fazer, como consolar um garoto que enviou uma carta pedindo para que o Superman fizesse uma cirurgia no cérebro de seu pai onde havia um tumor.

Ainda naquele período, o Planeta Diário enfrentava uma greve dos seus funcionários. Dessa forma a tradicional festa de fim de ano do Planeta não iria acontecer, e os filhos dos funcionários não teriam seus presentes. Mas aí o Superman decide entrar em contato com Bruce Wayne e consegue uma verba para comprar os brinquedos. Mas ainda faltava uma parte importante da festa: o Papai Noel. É nessa hora que o professor Emil Hamilton desenvolve uma réplica do trenó do bom velhinho que é sustentada no ar pelo Superman camuflado com a cor do carro. Uma bela história de como o Natal pode ser triste e ainda assim ser cheio de esperanças.

5- “The Silent Night of the Batman” (Batman #219 (fev/1970). Publicada no Brasil em Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas – Neal Adams em dez/2015.

Batman tem muitas e muitas histórias que apresentam o Natal como cenário, mas esta talvez seja uma das mais significativas por mostrar que até mesmo alguém sisudo e com a vida marcada por tristezas como o Batman pode ser feliz por uma noite.

A história começa com o bat-sinal brilhando em mais uma noite nos céus de Gotham. Mas não é uma noite qualquer, é noite de Natal. Por isso o Comissário Gordon chamou o Homem Morcego para o GCPD. Porém, não há crime, não há violência… Nenhuma chamada foi registrada e por isso Gordon decidiu que nesta noite o Batman está de folga, e não só isso, irá participar do coro dos policiais. Batman entra na delegacia desconfiado, pois não acredita que um combatente do crime possa descansar até mesmo no Natal. Mas logo ele desencana e começa a cantar várias canções clássicas de Natal.

Nisso, os crimes que estavam acontecendo são “magicamente” interrompidos pelas canções, pessoas que estavam tristes e com saudades de parentes amados logo encontra conforto com a música, e Gotham City Está em paz.

Quando o Batman se dá conta, já são seis da manhã e ele passou a noite inteira se divertindo e cantando com seus companheiros da policia. E durante todo esse tempo não houve nenhum crime, nenhum telefonema para a polícia. E então é revelado que a “mágica” que protegia Gotham City era apenas o espírito natalino que contagiou a todos naquela noite.

Em um ano tão difícil como foi esse, esperamos que as histórias aqui apresentadas de alguma forma toquem o coração das pessoas. O mundo vive momentos tensos onde a violência, a intolerância e a falta de empatia crescem assustadoramente. Que todos nos tenhamos nos exemplos dos heróis que nós tanto gostamos um norte a seguir, e que nos leve para tempos muito mais tranquilos, de amor ao próximo e de paz. Feliz Natal, DCnauta!

Crise nas Infinitas Terras | Sinopses dos episódios finais do crossover são reveladas

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O crossover das séries do Arrowverse, Crise Nas Infinitas Terras, ganhou a sinopse final para os últimos dois episódios do evento. Confira:

Arrow | Crise Nas Infinitas Terras – Hora Quatro

Presos no ponto de fuga, os Paragons procuram uma maneira de escapar. A situação é agravada pelo desaparecimento do Flash (Grant Gustin). No entanto, a esperança aparece na forma de Oliver Queen (Stephen Amell), que revela ter se tornado algo superior. Enquanto isso, as histórias de origem do Monitor (LaMonica Garrett) e Anti-Monitor são reveladas.

Legends of Tomorrow | Crise Nas Infinitas Terras – Hora Cinco

Mundos viveram, mundos morreram. Nada será como antes.

As duas partes finais serão exibidas no dia 14 de janeiro na CW, nos EUA. 

Adão Negro | Estúdio procura atrizes para interpretar a Mulher Gavião, Isis e Stargirl no filme

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Segundo o jornalista Charles Murphy, do portal Murphy’s Multiverse, a Mulher Gavião estará no filme do Adão Negro.

Warner estaria em busca de uma atriz entre 20 e 30 anos para a “Mulher Gavião”, além dela, outro perfil de 20 e 30 anos para a Isis, e por fim, mais uma atriz de 20 anos para interpretar a Stargirl.

Esta pode ser a 3ª vez que a personagem aparecerá em produções live-action. As outras duas forma nos seriados Smallville e Legends of Tomorrow.

As filmagens do longa estão marcadas para iniciar em julho de 2020 e sua estreia em 22 de dezembro de 2021.

O possível título do filme deve ser: Adão Negro vs. Gavião Negro. O protagonista será o ator Dwayne Johnson, o The Rock.

Dick Vigarista e Muttley | Ação, espionagem, existencialismo e uma origem para a dupla tão conhecida das animações

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Famosos pelas trapaças desastrosas na série de desenhos animados Corrida Maluca ou pela caça obsessiva e frustrada ao pombo Doodle, a dupla Dick Vigarista e Muttley está, dessa vez, fora dos televisores para ganharem vida em uma versão HQ.

O Tenente Coronel Atcherly e o Capitão Muller, ou Dick e Mutt, oficiais das Forças Aéreas dos EUA, iniciam a história em um voo de reconhecimento sobre o Improvaquistão, uma área completamente devastada após um malsucedido teste com um reator atômico alimentado pelo elemento raro Instabílio 239.

Durante a missão, entre uma acalorada discussão da dupla, afinal Mutt ousou levar a bordo seu gracioso cão vira-lata, encontram-se diante do misterioso drone P-MBO GUERREIRO, que daí em diante, ao disparar um gás radioativo na direção daquilo que encontra pela frente, começa a provocar o caos e uma completa instabilidade em todos os sentidos e instituições.

Como um ponto forte da HQ, toda sua liberdade e criatividade para expor um mundo que flerta com a falta de sentido, para isso o roteiro de Garth Ennis (Preacher, O Justiceiro) não poderia ser mais certeiro quando escolhe ter o ambiente principal da narrativa a política. Presidentes, senadores e outras figuras de poder que, em alguma parcela, já apresentam-se cartunescas e ideologicamente fora de qualquer razão que não apenas a sua própria, na HQ essas personalidades misturam-se com a nova realidade e tem seus discursos e ações realçados quando influenciadas por ela. O momento em que o Presidente dos EUA, em meio a um turbilhão, decide seguir sua agenda e promover o recital de harpa da sua filha no salão oval da Casa Branca é por si só uma boa dose de um realismo absurdo ou absurdo realismo que não deixa de se apresentar como uma referência.

Enquanto isso, Dick e Mutt seguem suas aventuras para se manterem vivos após a exposição ao gás radioativo, numa história que mistura ingredientes de espionagem, existencialismo, surpresas e um quebra-cabeça que vai se montando sobre o que realmente está acontecendo, a parcela de interesse do governo e as peças que se ligam ao misterioso Professor Dúbio, envolvido com o reator atômico e ligado ao efeitos do Instabílio 239.

Responsável pela arte da HQ, Mauricet (Arlequina) é preciso quando consegue chamar a atenção para os detalhes, seja nas respostas faciais sempre expressivas aos acontecimentos durante o desenvolvimento da história ou quando os personagens estão de alguma forma alterados. Os cenários também atuam,  tudo muito bem construído, uma arte que funciona como alicerce para a leitura da narrativa. As cores de John Kalisz não se omitem, são fortes, vivas e belas na construção dos cenários, quadro a quadro o trabalho aparenta uma diversão para o profissional, não é menos para quem lê. Os extras com as capas variantes são presentes, destaque para a de Liam Sharp.

Dick Vigarista e Muttley não deixa escapar a essência do que já é conhecido dos personagens via televisão, assim como se permite, sem medo, criar possibilidades e origens para determinados conflitos ou, por exemplo, para a famosa Esquadrilha Abutre, rompendo nesse momento os próprios limites do quadrinho. Aliás, liberdade é uma identidade que acompanha os demais títulos da série de HQ’s lançada pela DC Comics e que são baseadas no universo dos desenhos animados do estúdio Hanna-Barbera.

“Quando se está combatendo a loucura, os loucos são os caras certos para o trabalho”

Publicada em 2017 nos EUA, Dick Vigarista e Muttley foi lançada pela Panini no último mês no Brasil, reunindo na mesma edição todas as seis edições da série original.

Mulher-Maravilha: Warbringer | DC revela adaptação para os quadrinhos baseado em romance de Leigh Bardugo

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Publicado em 2017, ”Wonder Woman Warbringer”, romance da escritora Leigh Bardugo, entrou para a lista de mais vendidos do The New York Times, arrancando elogios de fãs e críticos, e agora, a DC tenta recapturar a atenção dos seus fãs com uma versão em quadrinhos da mesma história.

Diana, Princesa das Amazonas, enfrenta sua primeira aventura nos limites de Themyscira. Com a necessidade de se provar como uma legendária guerreira para suas irmãs, Diana acaba quebrando uma lei antiga das Amazonas, com risco de exilamento, para salvar uma simples mortal, a Alia Keralis.

Mas Alia não é apenas uma garota comum, a jovem é uma Warbringer, uma descendente direta de Helena de Troya, trazendo uma era de sangue e miséria por onde passa, com isso colocando Diana e o mundo em uma situação complicada.

O lançamento no mercado americano acontece no dia 7 de janeiro.

Doomsday Clock | O confronto entre os seres mais poderosos do multiverso diante do juízo final

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No final de 2016, após o encerramento da fase “Os Novos 52“, foi anunciado um arco para o ano seguinte que explicaria tudo o que aconteceu naquela fase, as mudanças de origem de muitos personagens e toda a alteração desta cronologia seria contada na história Doomsday Clock. Após diversas mudanças, atrasos e nada esclarecido chegamos ao final desta longa jornada de 12 edições lançadas entre 2017 e dezembro de 2019.

Para tentar acompanhar confesso que foi um processo penoso, os problemas referentes aos atrasos e a mudança da forma de lançamento de mensal para bimensal e por alguns momentos trimestral, por diversos erros e desleixo com os leitores foi um grande obstáculo, e do meu ponto de vista, um pouco de desrespeito com aqueles interessados em entender tudo o que estava acontecendo, mas finalmente o relógio do fim do mundo bateu as doze horas.

A história conectaria aos eventos de DC Universo Renascimento #1, o crossover entre Flash e Batman “O Bóton” e algumas pistas que estavam surgindo durante a fase Renascimento e, sem muita surpresa, descobrimos que o Dr. Manhattan de Watchmen veio ao universo DC e estava alterando toda a história por um motivo que até aquele momento não revelado.

Em Doomsday Clock, tudo começa após os eventos de Wathcmen onde Adrian Veidgt, o Ozymandias, procura por Dr. Manhattan na busca de que seu retorno pudesse resolver a insurgência que ocorre após a descoberta de seu plano que matou milhões de pessoas. Por outro lado, também, vemos a chegada do deus de Watchmen ao nosso universo DC, entendendo as regras do Multiverso, e a partir deste ponto, ele começa a realizar alterações na realidade apagando eventos que construíram a cronologia dos nossos heróis e deletando muitas figuras e equipes do passado.

Este é um ponto que é relevante ao entender da história; Dr Manhattan ao ver que as constantes alterações no Multiverso podem apagar a existência de diversos heróis. O Superman, o primeiro herói de todos, jamais é apagado do universo e sua origem sempre muda para determinado ponto no tempo fazendo-o assim ter a curiosidade de realizar esta experiência. Dentre algumas de suas conclusões, ele percebe que o Multiverso é organicamente movido a esperança e reage de acordo com as mudanças nesta balança entre luz e trevas, explicando que o retorno de Wally West é uma destas reações as suas alterações cirúrgicas na cronologia.

Apesar de ter um começo que é mais lento, gerando mais perguntas do que explicações, o arco chamou muito a minha atenção por toda a construção de cenário que estava sendo feita, isso feito as custas de algumas edições que são bastante enfadonhas por não entregar o que tanto esperamos, mas criando um cenário observado de um modo mais amplo e que gira totalmente ao redor das mudanças realizadas por Jon Osterman.

Os arcos particulares de personagens como o Mimico e a Marionete,o misterioso retorno do Comediante buscando vingança contra Veidgt e a própria busca do novo Rorscharch após descobrir que era apenas uma ferramenta de Ozymandias que buscava dentro de sua psique megalomaníaca ser um salvador deste mundo. Pontos atraentes para segurar o impeto de grandes momentos desta história escrita por Geoff Johns e com um trabalho artístico impecável de Gary Frank.

A partir do momento que Dr. Manhattan entra na história, algumas tramas são deixadas de lado para que o rumo da narrativa seja direcionado a quem de fato são os personagens principais deste tão aguardado momento. Em Doomsday Clock, temos o encontro entre aquele que é considerado um deus no Universo DC e o homem que se tornou deus em Watchmen.

Talvez para algumas pessoas que esperavam Superman e Jon Osterman trocando socos e raios pelas ruas durante um confronto que tinha contornos de uma terceira guerra mundial devem ter ficados decepcionados, pois a “batalha” foi mais para um campo filosófico. Neste momento percebi como fica extremamente gritante o contraste entre os universos da DC quanto de Watchmen, então em um temos esperança mesmo nos momentos mais sombrios enquanto no outro não existe esperança alguma, pelo contrário, até aquele que recebe os poderes de um deus e poderia fazer algo bom não se importa.

Por fim, a conclusão de todos esses eventos foi completamente diferente do que eu imaginava. Não teve uma grande surpresa ou algo que fosse similar, mas teve um desenrolar de eventos que, dadas as devidas proporções, me fizeram pensar no final da série Watchmen da HBO, em que uma versão mais humanizada do Dr. Manhattan sai da posição de um observador quântico e torna-se uma pessoa com um raciocínio mais orgânico, procurando uma visão mais heroica para o seu mundo ao desfazer as alterações sistêmicas que ele realizou no universo DC.

Doomsday Clock não acredito que se tornaria uma história interessante como uma conclusão de um grande crossover de toda a linha editorial DC, mas como um arco fechado. Ela propõe elementos do universo recorrente e se torna uma leitura interessante mesmo com seus altos e baixos.

Nota:

Watchmen | Passado, presente e futuro na mesma página

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Remix

O conceito de remix é criar músicas com base em obras já existentes, adicionando novas camadas e uma nova personalidade a música original. Tarantino fez do remix a sua principal forma de contar histórias no cinema. Com um conhecimento absurdo sobre a sétima arte, Tarantino reescreveu a história, usando referências de diversos filmes, sempre adicionando profundidade e originalidade. 

Damon Lindelof entende muito bem o significado de um remix. A lá Tarantino, não poupou esforços para misturar aquilo que conhecemos da obra original. A diferença óbvia é que Lindelof criou a história com base em um material já escrito, filmados em outros formatos e que nas telonas carregou um misto entre amor e ódio. 

Damon tem total conhecimento dos sentimentos que permeiam Watchmen e como um maestro, sabe unir tudo o que conhecemos sobre a obra com a realidade atual, trazendo camadas novas que transcendem a obra original, expandindo tudo o que já foi feito e até mesmo abrindo espaço para quem não conhece nada sobre os quadrinhos.

O roteiro de Watchmen foi escrito com um severo cuidado. Se antes Damon Lindelof era lembrado por criar muitos mistérios e pouco resolvê-los, aqui, tudo é resolvido, exatamente no tempo certo. A série não tem medo de amarrar a trama se deslocando entre passado e presente e contando uma história com muitas simbologias que não são explicadas detalhadamente como as maiorias das obras baseadas em quadrinhos. 

O remix se transforma em algo novo, quando a série se distancia sem negar reverência a obra original. Se Zack Snyder tentou evocar o espírito dos quadrinhos com violência gráfica e frases de efeitos, a série permite que sua história fale mais alto, em alguns momentos gritando nos ouvidos de quem leu os quadrinhos mas não compreendeu o seu significado.

Quando a HQ Watchmen foi criada, ela foi considerada por muitos uma revolução nas histórias em quadrinhos. A série, é um apocalipse nas adaptações de quadrinhos. Nada é gratuito e todo o roteiro é conduzido com coragem, sem medo de expôr tantas verdades absolutas. Através dessa coragem, observamos como a mesma maturidade vista na série não pôde ser observada no seu público. Notas baixas em sites de críticas, preconceitos contra atores negros, principalmente com a escolha de um ator negro para interpretar Dr. Manhattan.

Analisar a série e não analisar o efeito no seu público é descartar a proposta da obra original. Os quadrinhos foram feitos como crítica e faziam um paralelo do passado com os anseios do presente. Na série, o mesmo espírito é visto. Escolher supremacistas brancos como mote para os vilões foi um enorme acerto. Com uma excelente ideia, transformaram Rorschach em um símbolo para a Sétima Kavalaria. Aqueles que não concordaram com essa ideia, evidenciam como a série acertou em contextualizar a história para os tempos atuais. -Leia a análise política na série-

No final das contas, o público se mistura a história. Aqueles que proclamaram preconceito disfarçado de opinião e aqueles que como muito de nós, desconheciam massacres tão profundos da história e praticamente esquecidos. O telespectador é levado para um história onde não existem heróis e olhando para o espelho pode se identificar, para o bem ou para o mal.

Watchmen é exatamente como o sonho americano, uma ilusão que quando veio a luz nos surpreendeu. A série, felizmente foi uma boa piada, uma que nenhum Comediante poderia contar. 

Nota:

Harley Quinn | Um novo casal de vilões pode estar se formando na animação

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A animação do DC Universe, focada na Arlequina e voltada ao público adulto, nos apresenta a personagem e clássicos vilões do Batman, como Coringa e Hera Venenosa, tentando encontrar um lugar no mundo criminoso de Gotham City.

A história começa com Arlequina (Kaley Cuoco) e Hera Venenosa (Lake Bell) saindo do Asilo Arkham e tentando estabelecer suas vidas em Gotham City, onde Harley acaba terminando seu relacionamento com o Coringa e na tentativa de se tornar uma supervilã.

No segundo episódio, intitulado “A High Bar”, temos a presença do Homem Pipa (Matt Oberg), que rapidamente se apaixona por Hera Venenosa, porém não tem sucesso em suas investidas. Sem dar muitos spoilers, podemos dizer que ao longo do episódio eles acabam formando uma parceria.

Nesta semana, no terceiro episódio da série, intitulado “So You Need a Crew?”, Arlequina, ainda tentando consolidar-se como uma vilã em Gotham e com o intuito de apagar o estigma de ser apenas a ex-namorada e ex-ajudante do Coringa, tem a ideia de recrutar outros vilões para compor uma equipe sob seu comando, pois segundo ela “supervilões têm capangas”. Porém, o episódio mostra que o submundo do crime é rodeado de sexismo e machismo, sendo assim ela não obtém êxito em seu plano porque não é levada a sério pelo fato de ser mulher. Pouco tempo depois, o Homem Pipa aparece no local e consegue capangas para ajudá-lo em um plano muito vago e com poucas propostas.

Harley, comenta o ocorrido com Hera e a amiga pergunta se ele havia mencionado alguma coisa sobre ela, indicando um interesse por parte dela.

Para quem torcia por uma aproximação entre Hera e Arlequina, estes recentes acontecimentos indicam que o Homem Pipa esta ficando cada vez mais íntimo de Hera, porém quem sabe isto não seja até mesmo o início de um futuro triângulo amoroso?

Harley Quinn é exibida semanalmente pelo DC Universe.

Superman: Red Son | Primeiro trailer e data de estreia da animação são revelados

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O portal IGN revelou com exclusividade o primeiro trailer da animação Superman: Entre a Foice e o Martelo, baseada na HQ de mesmo nome. Confira:

O grande destaque no elenco fica por conta de Jason Isaacs como Superman. Ele é o Lucius Malfoy da franquia “Harry Potter“.

Amy Acker como Lois Lane, Vanessa Marshall como Mulher-Maravilha, Diedrich Bader como Lex Luthor, Paul Williams como Brainiac, Phil Morris como James Olsen, Sasha Roiz como Hal Jordan e Phil LaMarr como John Stewart completam a lista.

Superman Red Son foi lançada em 2003, escrita por Mark Millar. A edição faz parte do selo Elsewords, uma subdivisão da DC para histórias em universo paralelos ao seu principal.

Com a direção de Sam Liu e roteiro de JM DeMatteis, a animação estreia no dia 25 de fevereiro de 2020. A versão em Blu-Ray será lançada no dia 17 de março e terá um curta animado do Vingador Fantasma e um sneak peek de Liga da Justiça Sombria – Guerra de Apokolips.

Aves de Rapina | Produção é uma história de origem e não um filme de equipe

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Depois da presença na última edição da CCXP no Brasil, Cathy Yan, a diretora por trás de Aves de Rapina, começa a dar mais detalhes sobre sua produção. Em recente entrevista para o ComicBook e Screen Rant, Cathy quis deixar claro que sua produção não se trata de um filme de equipe como ‘Liga da Justiça‘ ou ‘Esquadrão Suicida‘.

Algo que sempre me chama atenção quando leio o script. Aves de Rapina não é ‘o filme da Arlequina’, é realmente um filme sobre um conjunto, mas elas não são uma equipe. Você as vê como um time agora, mas na verdade você passa um bom tempo sozinho com cada uma dessas mulheres, e cada uma é protagonista desse filme.” afirma a diretora.

Está mais para uma história de origem para as Aves de Rapina e como esse grupo pode um dia juntar forças.” afirma Margot Robbie, a intérprete da Arlequina. “No futuro, as portas ficam abertas para a formação de um grupo mais tradicional, ou versões diferentes, pois pessoas entram e saem das Aves de Rapina a todo momento.” conclui Robbie.

A atriz afirma que para esse filme, com a narrativa sendo contada pelos olhos da Arlequina, a oportunidade para trazer algo diferente e único para o gênero era gigante, mas não confie cegamente na narradora.

Harley é a narradora da história, uma narradora pouco confiável e errante, o que é divertido, mas também dá ao público uma oportunidade de estar dentro de seu cérebro às vezes e ver o mundo através dos olhos dela. Acho que você vai querer ver se ela se dá bem ou não com as Aves de Rapina no final. mas, em última análise, acho que a Harley não é um membro tradicional das Aves de Rapina. ” finaliza a atriz.

Aves de Rapina chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de fevereiro.