Em entrevista, Joss Whedon se manifesta sobre críticas do elenco de ‘Liga da Justiça’ pela primeira vez

    Desde o lançamento da versão de Liga da Justiça que chegou aos cinemas o filme tem recebido muitas críticas por conta nível das alterações que foram realizadas pelo diretor Joss Whedon em relação ao trabalho de seu antecessor, Zack Snyder, quando substituiu este a mando do estúdio. Com o tempo, porém, as críticas à qualidade do corte final do filme foram perdendo espaço para críticas e acusações muito mais graves, desta vez de estrelas do próprio elenco, em relatos que iam de comportamento abusivo à racismo. Agora, em entrevista à NY Magazine (via ComicBook), o diretor falou pela primeira vez de maneira pública sobre o assunto.

    Ele respondeu diretamente à Gal Gadot (Mulher Maravilha), que chegou a afirmar que o diretor ameaçou acabar com sua carreira. “Eu não ameaço as pessoas, quem faz isso?”, disse Whedon, que atribuiu o ‘desentendimento’ a questões linguísticas. “O inglês não é sua língua materna e eu tenho uma tendência de ser irritantemente florido nas minhas falas”, afirmou sobre uma discussão que teve com a atriz israelense e que, segundo ele, foi compreendida de forma equivocada. Por e-mail, Gal Gadot respondeu à revista: “eu entendi perfeitamente bem”.

    Intérprete do Ciborgue, o ator Ray Fisher foi uma das vozes que se levantou de forma mais veemente sobre o comportamento do diretor nos sets de Liga da Justiça, chegando a acusá-lo diretamente de possuir uma presença abusiva nos bastidores e até mesmo de clarear seu tom de pele na pós-produção. Sobre essas acusações, Whedon afirma que não era o único a não gostar do desempenho do ator no papel, e que trabalhou em conjunto com o ator em todas as modificações que foram realizadas em seu arco (leia-se a redução drástica do tempo de tela e de importância do personagem na trama do filme). Sobre Fisher, Whedon afirmou que ele “é uma força maligna… Estamos falando de um mau ator em ambos os sentidos”.

    Por fim, Whedon não chega a culpar Zack Snyder diretamente pela enxurrada de críticas que recebeu sobre Liga da Justiça, embora afirme que o “culto dos fãs” o perseguiu em seu nome, mesmo após o estúdio ter lançado a versão de Snyder de Liga da Justiça. “Não sei quem começou [a campanha de ódio na internet], mas sei no nome de quem foi feita”. Whedon afirma que o timing do lançamento de Liga da Justiça e a publicação de uma carta contundente de sua ex-esposa a seu respeito criou a tempestade perfeita para vingança na internet. “O começo da internet me criou e a internet moderna me arrastou para baixo. A simetria perfeita”.

    Fonte: NY Magazine via ComicBook.

    Em tempo, preciso dizer que o diretor sequer se preocupou em demonstrar algum esforço para se defender das gravíssimas e bem corroboradas acusações que vem recebendo. Enquanto isso, a Warner Bros. parece continuar torcendo para que o assunto caia no esquecimento.

    Não esqueceremos.

    Álisson Couto
    Álisson Couto
    Engenheiro civil, professor e fissurado pelo universo de super-heróis e da cultura pop. Fã incondicional do Batman e defensor ferrenho do Batfleck. Palpiteiro profissional.

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