50 anos de John Stewart: O construtor mestre!

    Em meio a uma Era de lutas por mais espaço para a diversidade nos quadrinhos, um herói que é referência no universo DC chega a meio século de existência e a cada dia mais, a cada nova edição da Tropa Esmeralda, seja adaptação, animação ou live action, ele ganha  força. É importante celebrar a existência de heróis como John Stewart, o Lanterna Verde que marcou uma geração e agora entra na lista dos cinquentões do universo dos quadrinhos.

    O nosso amado guardião esmeralda entra em uma lista bem seleta de personagens negros que já existem há muito tempo como o Raio Negro pela DC, Tempestade, Pantera Negra e Luke Cage pela Marvel e Little Zeng, o mais velho dentre todos eles, além do anti-herói Spawn, que apesar de ser jovem, tem a marca de ser o título mensal com o protagonista negro com mais edições na história, sem nenhuma interrupção, e agora conta com seu próprio universo que passou a ser publicado pelo selo Image Comics.

    Sempre que pensamos em personagens negros, associamos a aspectos destrutivos, seja um líder de uma nação com o poder bélico de dominar o mundo, uma deusa capaz de causar uma catástrofe natural ou até mesmo uma criatura do submundo que busca vingança contra planos etéreos e, dentro de suas propostas, eles são importantíssimos como figuras negras, daqueles que representam o poder. Porém, ainda estão associados a um aspecto heteronormativo, que associa o heroísmo negro a violência.

    Por outro lado, quando pensamos em John Stewart também reconheço essa força, mas existe uma quebra de fatalismo quando olhamos para o herói em sua jornada, o colocando no aspecto peculiar de ser um construtor, alguém que utiliza da sua capacidade de projetar, criar e idealizar, sua principal virtude em essência heroica.

    Sobre o personagem em si é  importante relembrar uma das características tão únicas do mais novo cinquentão do universo DC; um personagem que, além da conhecida capacidade de destruir, o construtor John Stewart se tornou uma figura que não apenas realiza essa construção de forma brilhante quando usa o anel de poder da Tropa Esmeralda, mas em suas relações com outros colegas de Tropa, como o intempestivo Guy Gardner formando uma dupla muito interessante na revista Tropa dos Lanternas Verdes da fase d’Os Novos 52.

    Outro detalhe que considero importante e que citei brevemente em outra matéria¹, diz respeito a John estar relacionado a figura de pessoas negras na posição de liderança. Recentemente, isso passou a ser um evento recorrente em histórias de diferentes mídias como Pantera Negra, a premiada minissérie da HBO Watchmen e com a chegada do Superman negro que aparecerá tanto em um filme, quanto em série.

    O herói lidera a Tropa e continua sendo o único guardião esmeralda a participar de todas as crises do universo DC em toda a sua história, um fato que jamais pode ser esquecido, pois em cada grande momento do universo DC, John estava lá contribuindo com a sua inteligência e força de vontade.

    Recentemente, tivemos a ingrata surpresa da exclusão de John Stewart de “Liga da Justiça de Zack Snyder”, o Snydercut, que seria uma grata surpresa para os fãs do herói e os mais nostálgicos que, assim como eu, lembram de suas manhãs na frente da TV assistindo a reunião dos maiores heróis da Terra.

    Considero que seria a cereja do bolo na comemoração da quinta década de existência do construtor mestre, porém, para a nossa tristeza, o estúdio o removeu para aparições posteriores. Que fique sempre lembrado que o primeiro intérprete em live action de John Stewart foi Wayne T. Carr em Liga da Justiça, assim se juntando a lista de nomes importantes com Phill Lamar, Roger R. Cross, Lil Yachty, Kevin Michael Richardson e Michael Jay White que emprestaram suas vozes e talentos para dar vida a este grande Lanterna Verde.

    E por fim, escolho o Dia da Consciência Negra como um momento oportuno para celebrar os 50 anos de John Stewart que oficialmente assoprará velhinhas apenas em dezembro, mas por todo o significado de sua existência, como um herói e uma liderança negra no universo DC e uma das razões para que eu me tornasse alguém identificado com a minha etnia, essa homenagem é fundamental. Que ele siga como inspiração para o futuro de outras crianças assim como foi para este garoto que aprendeu que pessoas negras também tem o dom de construir. Vida longa ao construtor mestre!

    Nota do autor¹: A matéria citada a respeito do personagem pode ser lida na íntegra -clicando aqui-

    Ricardo dos Santoshttps://terraverso.com.br
    Fã de quadrinhos, séries, filmes e games. Apaixonado por DC de Grant Morrison a Alan Moore. Mais um privilegiado de estar na amada Terraverso.

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