Atenção! O texto abaixo contém spoilers dos 3 primeiros episódios da terceira temporada.

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Devido a pandemia da Covid-19, a segunda temporada de “Patrulha do Destino” acabou tendo um final aberto, mostrando os nossos amados “heróis” presos nas garras do maligno CandleMaker, com a última cena mostrando Dorothy enfrentando o vilão de frente. A terceira temporada dedica o seu primeiro episódio para trabalhar as suas pontas soltas e, de certa forma, preparar os personagens para uma nova fase de suas vidas.

A história já começa mostrando Dorothy (Abigail Shapiro) vencendo o vilão em seu próprio jogo e o tornando um aliado, preferindo seguir um caminho onde a razão vence a força. No seu desenrolar, vemos as demais tramas tendo um fim. Rita (April Bowbly) se encontra em um estado de desolação após perceber que falhou em retomar a sua vida. Larry (Matt Bomer) e o Espírito Negativo entram em acordo e decidem explorar a vastidão do espaço. Cliff (Brendan Fraser) finalmente pode segurar seu neto nos braços. E, por fim, Jane (Diane Guerrero) consegue vencer a personificação das angustias de Kay na forma de Miranda e voltar a superfície, ao lado das demais personalidades, em sua própria cena “She’s not alone”.

Todos esses acontecimentos são trabalhados de forma mais breve possível, mas sem tirar o peso deles no processo. Sendo realmente um ponto de continuação na história, estando todos na sombra de talvez um dos momentos mais decisivos da série até o momento; a morte do Dr. Niles Calder (Timothy Dalton)

O personagem era uma figura paterna controversa na vida dos patrulheiros e a sua morte vem acompanhada de bastante pesar, mas também, com um certo alívio, sendo o fim de um ciclo ao qual eles não estavam devidamente preparados e, sem Niles para lhes darem um propósito, suas vidas parecem vazias e sem sentido, com exceção de Rita, a qual ele a confia o seu último segredo, mas ela não se vê a altura do fardo e se desmonta por inteira.

Com isso, somos levados ao segundo episódio, onde os patrulheiros decidem tirar férias de toda a loucura habitual. Uma verdadeira calmaria antes da tempestade. Rita, querendo fugir da verdade, é quem sugere a ideia, algo bem aceito por Kay, a verdadeira personalidade de Jane que se mostra mais ativa nesta temporada, e vê a viagem como o descanso que Jane precisa. Dessa forma, eles reúnem o grupo e partem para o descanso.

O episódio mostra como a equipe está mais unida e cooperativa, ouvindo melhor e se preocupando uns com os outros. Revelando que, em meio a todo o caos das temporadas anteriores, laços foram formados. Em meio a discussões, Victor se preocupa com o estado de Cliff, que se encontra tentado ao máximo compensar o tempo perdido com Clara, mas estando negligente com a sua saúde, e que pode estar sofrendo com o mal de Parkinson. Enquanto Ciborgue segue obcecado com o seu amor perdido, ele é desnorteado quando os Laboratórios S.T.A.R.S. o tira do sistema após o mesmo ajudar Roni a escapar.

Em um momento de catarse do grupo, todos são mortos graças as ações do servo de Garguax, que decide colocar em prática um antigo plano da Irmandade do Mal para matar Rita Farr. Com os patrulheiros mortos, e o retorno repentino de Larry, que volta para a Terra sem o Espírito Negativo, somos apresentados ao conceito do pós-vida deste universo e a sua cruzada para sair dele.

Por fim, o terceiro episódio funciona na realidade como um piloto para a série derivada “Dead Boys Detective”, apresentando os personagens e as regras de seu mundo como uma forma de teste para a nova produção, que já teve seu piloto encomendado pela HBO Max.

Nesse meio tempo, os patrulheiros são mostrados no caminho para o além, encontrando rostos familiares que o ajudam a mostrar uma nova perspectiva de suas existências, com exceção de Rita, que é salva por uma figura misteriosa e que se mostra como uma personagem vital na temporada.

Com a ajuda de Larry, os detetives sobrenaturais conseguem recuperar suas almas após um confronto com a própria morte. No final do episódio, vemos a despedida de Dorothy, que decide encontrar o seu próprio caminho, e uma equipe mais unida e com um olhar diferente para suas vidas, estando abertos para novas aventuras.

Enfim, a patrulha finalmente conhece a enigmática Madame Rouge (Michelle Gomez), uma personagem apresentada ao final do primeiro episódio e que vem permeando a história desde então. Ela aparece na Mansão Destino e deverá assumir o posto deixando por Niles. Ela terá algum tipo de conexão com Rita, além de, como já revelado através do material promocional, ter vindo do futuro.

Alguns detalhes técnicos:

Em seus primeiros episódios, a nova temporada de Patrulha do Destino mostra uma melhora em sua produção, em especial no departamento de maquiagem e efeitos visuais. Eles melhoram e acrescentam mais detalhes aos poderes, ou deformações dos personagens, trazendo novos detalhes para as telas com muita qualidade, como no caso do gorila Monsieur Mallah.

Além das atuações impecáveis, como sempre, destaque para o excelente trabalho dos atores Riley Shanahan e Matthew Zuk, responsáveis pela performance física do Homem-Robô e Homem-Negativo, respectivamente. E agora, devidamente creditados na abertura.

A fotografia varia entre tons mais quentes e frios, em especial no segundo e terceiro episódio, fazendo um contraste entre o mundo dos vivos e o pós-vida com o purgatório. O roteiro da série volta a investir em histórias mais fantásticas, o que dá oportunidade para a produção explorar novos cenários e ambientes desconhecidos, dando a entender que isso será recorrente no novo ano.

Os três primeiros episódios de Patrulha do Destino estão disponíveis na HBO Max, com novos episódios semanais chegando de forma simultânea com o EUA.

Nota:

52/52

Sobre Marcos

Olá! Meu nome é Marcos e tenho um grande amor pelo jornalismo. Possuo um podcast, o Sabor de Ambrosia, e sou um grande fã da DC desde que me entendo por gente. Escrevo de tudo um pouco e, espero que gostem do que tenho pra falar.

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