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Exterminador | Protagonista afirma que filme solo ainda está em desenvolvimento

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O ator Joe Manganiello confirmou ao portal Variety que o filme solo do Exterminador ainda está em desenvolvimento. Confira:

“Coisas estão sendo trabalhadas, é tudo o que posso dizer”, afirma ator.

Manganiello será o protagonista do filme, que terá direção de Gareth Evans (Operação Invasão).

 

Liga da Justiça | Heróis colocam a cueca por cima da calça em homenagem ao Superman

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Depois de muito tempo sem a famosa cueca por cima da calça, o icônico uniforme do Superman retornou! E para celebrar e homenagear o traje do herói, seus companheiros da Liga da Justiça também colocaram as cuecas por cima.

Lanter Verde, Flash, Mulher-Maravilha, Batman, Cyborg e Aquaman mostraram suas roupas íntimas nessa ilustração:

Mas foi tudo uma brincadeira de 1° de abril que  DC Comics decidiu fazer com os fãs. Se bem que eles ficaram demais com esse novo modelito, o que acham?

Flashpoint | Nome do filme solo do Flash pode ter mudado

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Parece que Flashpoint não vai ser o nome do filme solo do Flash. Foi o jornalista Borys Kit, do Hollywood Reporter, quem trouxe o assunto à tona.

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“Não disse que eles não estão adaptando Flashpoint. O que eu disse foi que ele não seria chamado Flashpoint. Mas talvez eu tenha falado demais.”

Isso porque em uma reportagem ele disse que o Dan Mazeau “trabalhou no projeto do filme do Flash quando ainda se chamava Flashpoint”.

Parece que Borys sabe mais do que está dizendo… Qual você acha que será o novo nome do filme do velocista?

Jovens Titãs | Arraia Negra revela ser o pai do Aqualad em nova HQ

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Panini lançou recentemente a edição #9 de Jovens Titãs. A publicação segue acontecimentos do arco “Sangue do Arraia”. Na publicação, o Arraia Negra revela ao Aqualad sua origem e conta que é seu pai. Confira imagens:

Após obter um bom desempenho em combate, Aqualad começa a treinar duro para conquistar um lugar junto aos Jovens Titãs, sob a tutela de Robin. Enquanto isso, o Kid Flash enfrenta um dilema entre ir contra a decisão do Menino-Prodígio de sair da equipe ou seguir seu coração e permanecer. Mas, enquanto os heróis vivem dramas pessoais, o Arraia Negra prepara uma grande investida.

Leia mais sobre Jovens Titãs

Coringa | Joaquin Phoenix se pronuncia sobre o filme solo do vilão e o gênero de super-heróis

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Joaquin Phoenix se pronunciou, em entrevista para o Fandango, sobre ser ou não o Coringa no filme solo do vilão. O site destaca que, mesmo sem cravar uma confirmação, a resposta foi dada com um sorriso no rosto. Hahaha.

“Eu não sei… Pode ser um personagem interessante, eu não sei.”

 

Ainda sobre o gênero de super-heróis, o ator afirmou que escolhe seus trabalhos pelo personagem e o cineasta.

“Eu vejo isso como qualquer outro filme. Eu não diria … ‘Eu não faço faroestes’, depende do que é. Eu realmente não me importo com o gênero, eu me preocupo com o personagem e o cineasta. Se você tem a capacidade de transcender o gênero, então é isso que você quer fazer. Então eu não diria, mãos para baixo, eu não faria esse tipo de filme. Há coisas em que flertei com a possibilidade de haver potencial… Algo que é realmente interessante para mim. Mas então, por qualquer motivo, eles nunca chegaram àquele lugar onde todos os outros sentem o mesmo. E isso é fundamental. Todo mundo tem que querer explorar a mesma coisa ou então não funciona. Eu não sou contra isso. Eu não tomo decisões sobre orçamento ou coisas assim – é realmente o cineasta e o personagem. ”

No começo do mês, informações deram conta que o longa O Rei da Comédia, dirigido por Martin Scorsese, terá referências no filme solo do palhaço do crime, que será produzido pelo cineasta. Todd Phillips (Se Beber Não Case) está a frente do roteiro e da direção do filme, que pode ter algumas etapas de produção atrasadas.

Piada Mortal: Especial 30 anos | Analisando as páginas de A Piada Mortal

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Agora que já vimos um pouco mais sobre a criação de A Piada Mortal -Leia mais aqui-, é chegada a hora de partir para a obra final. É importante ressaltar que não há a menor intenção de definir e nem de optar por leituras e por interpretações, taxando-as como certas ou erradas, afinal, o maior charme da graphic novel está justamente em sua ambiguidade e na riqueza de possibilidades que ela dá a seu leitor. Ressaltar as vontades do autor ou do desenhista também não exclui a opinião de nós, leitores, pois uma obra de arte, assim que é feita, não pertence apenas ao artista. Ela vira algo novo, algo entre. Aqui a intenção não é fazer uma resenha, pois acredito que a avaliação final desta hq seja muito mais interessante na mente de cada um dos seus leitores, mas sim procurar desvendar os segredos, a poesia e a filosofia contidos em cada quadro de A Piada Mortal. Essa leitura se tornará mais agradável acompanhada de uma edição de A Piada Mortal colorizada por Brian Bolland. e será dividida em 2 partes que a leitura não se torne cansativa 😀

Então, sem mais delongas: Smile! E saúde ao crime!

Com exceção da primeira versão francesa, alguns relançamentos internacionais, da edição Noir e de encadernados com outras histórias, todas as edições de A Piada Mortal possuem a capa desenhada por Brian Bolland. Não é só pela bela arte ter se tornado um clássico, a capa da Piada Mortal é parte importante de seu conceito, além de apresentar um foreshadowing do destino de Bárbara (Foreshadowing é um recurso narrativo e estético que nos apresenta algo que, futuramente, irá acontecer. Como quando assistimos um filme de terror e vemos uma faca sobre a mesa, e é justamente ela que o assassino usará em uma cena de perseguição). Bolland consegue criar um desenho fortemente dialético, que nos mostra o Coringa como uma figura misteriosa ao mesmo tempo que nos aproxima dele. Somos alvos da violência, mas também somos passivos a ela, e nada podemos fazer além de assistir aos brutais acontecimentos que virão. Da mesma forma que faz com Gordon, o Coringa estuda o leitor e sua suposta sanidade e nos convida para fazermos o mesmo com os personagens apresentados ao longo das 46 páginas. Colocar a máquina fotográfica em primeiro plano, nas mãos de um personagem de quadrinhos, é destacar a importância imagética que estas duas artes possuem, e já conduzir o olhar do leitor para que ele tenha atenção nas camadas criadas pelos desenhos da Piada Mortal. Se atentarmos ao fato de que a máquina fotográfica, uma criadora de imagens, oculta metade da face do vilão, percebemos que parte de si é reflexo daquele que está no alvo de sua lente, seja Bárbara ou seja o leitor. O Coringa é formado pela violência e pelo caos da vida urbana, os mesmos elementos que utiliza como ataque e defesa em uma arma nome “Witz“, piada em alemão. Se, agora, o Coringa está atrás da máquina é porque em algum momento pode ter estado á sua frente. Na lente ainda podemos ver a assinatura de Brian Bolland e as inscrições “Witzmacher” e “Kalawartz“, algo que poderia ser traduzido como “criador de piadas” ou “Coringa” em alemão e polonês, respectivamente.

Parte da potência da Piada Mortal se dá pela escolha de Alan Moore, que de maneira simples e genial, quis contar apenas mais uma história do Batman e do Coringa. Moore busca mostrar estes personagens, um agente da ordem e um agente do caos, através da força do mito que são. Os personagens são fortes e representativos o suficiente para agirem como alegorias de si mesmos. Por isto A Piada Mortal é cíclica, ela é contínua e eterna como os dilemas que divergem e espelham esses personagens e tudo que eles representam. Ela é a história do Batman e do Coringa que sintetiza todas as histórias do Batman e do Coringa, com a oportunidade rara de termos acesso aos pontos de vista do Príncipe Palhaço do Crime e quem ele, talvez, tenha sido um dia. Este possivelmente é um dos motivos por qual Moore não gosta de A Piada Mortal, afirmando que “não há nada de interessante nela”. Moore sabe que optou pelo caminho óbvio para contar a história, porém o que Moore parece não perceber é que ninguém teve essa ideia tão óbvia de explorar e comparar esses dois personagens desta forma, e usando de ambiguidade e abstração para criar lacunas que provocassem o leitor a níveis profundos de questionamento.

É por isto que o primeiro e o último quadro da história são iguais: uma poça. Uma figura abstrata, aberta a leituras e que é misteriosa, afinal, não podemos ver a profundidade de uma poça com clareza. Quão funda ela é? Quão rasa ela é? A construção das páginas a que estes quadros fazem parte é silenciosa e gradual, pra induzir o leitor a uma sensação de suspense e suspensão. É assim que Moore constrói uma história mítica e que se torna atemporal dentro da cronologia do Batman, e une as duas pontas, início e fim, como um círculo, igual aos que veremos na poça. A Piada Mortal é um dos trabalhos em quadrinhos mais matemáticos já criados. Nenhum dos quadros é desperdiçado. As diferentes passagens de tempo que veremos na história são muito bem mostradas para o leitor. Por isto que suas repetições merecem uma atenção maior, afinal, se estão ali é porque desejam comunicar algo e construir sensações.

Assim acompanhamos, em um dia de chuva, a chegada de Batman no Asilo Arkham. Atravessando os portões, Batman encontra Comissário Gordon e, em passos de emergência, entram dentro da já familiar instituição. Na recepção, na mesa da secretária, uma placa: “você não precisa ser louco para trabalhar aqui… mas isso ajuda!”. O que dizer, então, do homen que entra por boa vontade neste lugar, enfrentando a loucura de Gotham dia após dia? A vontade de Moore é que a secretária estivesse segurando um exemplar do livro The Comedians, de Graham Greene, que Bolland acabou excluindo de sua arte. Continuamos acompanhando o mergulho de Batman e Gordon no Arkham passando pelas celas dos internos, com o nome real dos vilões, não suas alcunhas. Encontramos Harvey Dent, o Duas-Caras, e suas mãos de diferentes cores nas grades da porta, que já nos induzem a pensar na questão da dualidade. Assim, chegamos até a cela do detento de nome desconhecido, número 0801.

A página 3 é a primeira página da graphic novel que quebra a organização de 9 quadrinhos. Nela, vemos o Batman entrando na cela/quarto, envolto em sombras, enquanto as mãos pálidas do Coringa organizam cartas. Vemos o Batman puxando uma cadeira e o Coringa largando sua carta, criando o som característico de uma ponta de carta sofrendo pressão. “Fnap“. Esse é o primeiro som que temos na história. Também aparece a primeira caixa de diálogos. “Tinham dois caras num hospício…” é o começo da piada do Coringa, contada no final da graphic novel. Aqui, ela reforça os sentidos e significados que poderemos ter mais á frente. A luz sobre a mesa cria um foco, que não revela a face nem do Batman e nem do Coringa, deixando-os ocultos, distantes um do outro. Batman conta sua preocupação, seu medo de que a relação com o Coringa se torne irreversível, chegue ao limite, resultando na morte de um dos dois. A revelação de Batman não é respondida pelo Coringa, que continua movimentando suas cartas. É quando descobrimos que não é o verdadeiro Coringa, e sim um impostor. O primeiro quadro onde o verdadeiro Coringa aparece mostra sua mão. Isso não é apenas para fortalecer o belo desenho de Brian Bolland que revelará o rosto do personagem na mesma página, isso nos mostra que o Coringa já está jogando seu jogo, e que as cartas que movimenta são diferentes das que seu impostor utiliza. O próprio “Coringa” que utiliza para fugir do Arkham, aliás, mostra que o Coringa é um jogador, não uma carta. Nesta página acompanhamos a negociação da compra do circo. É também nela que Moore/Bolland nos apresentam pela primeira vez seu recurso de repetição e coincidência para ligar os quadros e os diferentes tempos e acontecimentos. Na verdade, a primeira vez que fazem isso na graphic novel é justamente na primeira imagem, a poça, mas o leitor só descobrirá isso após acabar a leitura. É nesta página que o leitor entenderá a linguagem proposta e conseguirá criar as conexões, que a dupla consegue fazer de forma muito clara e fluída. No primeiro quadro, o dono do circo responde a pergunta de Batman. No último, temos a primeira passagem de tempo.

Já falamos da colorização das versões de John Higgins e Bolland. Nos flashbacks é que podemos ver mais claramente as diferenças entre elas. Enquanto que as cores de Higgins parecem misturar mais passado e presente, confundindo as lembranças com devaneios e usando tons que beiram o alucinógeno, as cores de Bolland escolhem uma direta comunicação em preto e branco, que destaca as linhas temporais, e colore elementos para chamar a atenção do leitor e aumentar a importância do que é visto. As memórias, com o passar do tempo, vão ficando mais coloridas. É como se a vida cotidiana e realista dessnhadas no preto-e-branco de Bolland, gradualmente, se transformasse na loucura teatral que é o mundo dos herois e vilões fantasiados. Nesta primeira memória, Moore/Bolland constroem um ambiente mundano e claustrofóbico, facilmente reconhecido como uma moradia vítima da injustiça urbana. Um retrato irreconhecível na estante. Seriam os pais deste homem? Bolland pinta, com um amarelo fraco, a lâmpada, fios e o que parecem ser tentáculos de polvo, em cima da mesa. Um casal pobre, beirando a miséria, teria uma iguaria tão cara no jantar? Esse pode ser apenas uma maneira sutil de Bolland mostrar que as memórias são confusas. Há loucura e incerteza aqui, escondida nas lembranças do Coringa. O próprio personagem revelará ao leitor que suas memórias são inconsistentes e pouco confiáveis mais tarde. No fim de sua lembrança, o personagem terminará dando a mão a si mesmo, frente ao Palhaço Risonho do parque de diversões. É um triplo vislumbre de diferentes imagens: o homem que supostamente era, o homem que supostamente é e a imagem do que representa. O palhaço. Ou, como na capa da graphic novel, o “Witzmacher”. A maior luta do Coringa não é com o Batman, mas com a construção de imagens, com o entendimento do que é a realidade e o que é uma representação dela. Abaixo do palhaço, a inscrição “coloque uma moeda na abertura”. Ao que parece, para este palhaço, dinheiro também é uma questão.

Voltando ao presente, o Coringa encerra sua negociação com o proprietário usando sua toxina e colocando-o em um transe profundo. Ele ficará assim o restante da história, montado no elefante cor-de-rosa, um símbolo de delírio e alucinação. Vemos Batman na Batcaverna, com a carta do Coringa. A preocupação de Moore era criar uma história que homenageasse o melhor do cânone dos personagens de Batman. Aproveitando os efeitos de Crise nas Inifinitas Terras e a união de todos os anos de história da DC Comics, Moore coloca diversas referências na história evidenciando que ela é ficcional, de fato, e dando espaço para que ela agisse como uma história atemporal e épica. Isso é visto no trato que Moore/Bolland tiveram com o Batmóvel na primeira página (e que irá retornar mais tarde) e agora, também, com a Batcaverna. A foto da Batfamília, com direito até a Bat-Mite e Bat-Cão, está assinada pelo próprio Bob Kane. As fotos do Coringa são de diferentes retratos do Palhaço ao longo dos anos. Hoje em dia é mais fácil ver essa mistura de épocas e de traços nas histórias em quadrinhos, mas na época não. Bruce conversa com Alfred sobre o quanto não conhece o Coringa. Isso reforça a ideia de distanciamento entre os dois e se provará, mais tarde, como um engano. A página encerra com uma fala onde a palavra HATE está em destaque. Infelizmente isso se perde na tradução brasileira. A próxima pagina começará com uma fala de Gordon, também com o mesmo HATE pronunciado por Bruce.

 

Com uma página apenas, Moore/Bolland constroem uma rápida cena cotidiana e que revela a relação de pai e filha. Ela é potente o suficiente para aumentar o peso dos acontecimentos a seguir. Os jornais e as lembranças de Gordon complementam as fotos que Bruce possui na Bat-caverna e em seu arquivo sobre o Coringa, revirando no mito do Batman ao longo dos anos. Quando Bárbara abre a porta, de maneira bem surpreendente e rápida, tanto para leitor como para os próprios Gordon, acompanhamos a sequência icônica e que marcará a história do personagem para sempre. O amarelo da blusa, uma cor de natureza alegre e cheia de vitalidade, reforça a violência gráfica do vermelho do sangue. Moore usa uma composição parecida com o broche do Comediante, em Watchmen. O broche, a figura do Smile, constrói de forma dialética o encontro do riso com a violência. Aqui temos o próprio Coringa, que já traz o embate entre estas forças e que, nesta cena em especial, está vestido de turista, com roupas havaianas. A bebida que o Coringa bebe se chama “Plaisant Farceur”, ou Coringa Agradável. A sonoridade, em inglês, soa como “pleasant forcer”. Esse contraste, aliado a seu contexto, dá tons perversos para a cena. Acompanhamos o Coringa desabotoando a camisa de Bárbara, a agora ex-batgirl indaga ao Príncipe Palhaço o por quê deste ataque. Logo depois, veremos a resposta do vilão e um novo flashback:

 


Bárbara: P-por… por que você está… f-fazendo isso?
Coringa: Pra provar uma coisa. Que o crime compensa.

Homem jovem: Sabem… Tenho responsabilidades como marido e pai! Quer dizer… eu… bem… eu não estaria fazendo este tipo de coisa se… se não fosse necessário.

Aqui vemos a diferença entre o Coringa e quem ele já pode ter sido um dia. Se hoje o Coringa comete um ato sádico sem nenhuma justificativa aparentemente racional, um dia, esse homem pode ter tido uma moral que só o levaria a cometer crimes se houvesse sentido lógico e emocional. O monstro que fala com convicção, em outro tempo, já foi um homem inseguro e gaguejante, congelado em frente a homens perversos e vítima do acaso e da tragédia. Assim como Bárbara Gordon e assim como Bruce Wayne. Continuando a construção do flashback anterior, Bolland vai nos introduzindo elementos, agora em vermelhos mais vivos. Ao ser apresentado ao capacete do Capuz Vermelho o homem pergunta como conseguirá enxergar, e ouve que ele é feito com vidros espelhados (lentes infravermelhas, na versão brasileira). Novamente, o tema da imagem é evocado.

No hospital, a tragédia de Bárbara é oficializada pelo médico: ela nunca mais poderá andar. Bullock conta os detalhes do ataque do Coringa para Batman. No parque de diversões, Gordon é torturado pelos soldados do Coringa, anões batizados no script de Moore como Huguinho, Zezinho e Luisinho. De forma bruta, ele é levado na coleira através da propriedade, e é cercado pelo exército de figuras marginalizadas do show de horrores do Coringa. Gordon, confuso, é jogado aos pés de uma pilha imensa de bonecos.

Gordon: Uuuugh! Alguém… me diga o que estou… fazendo aqui…
Coringa: Ora, ora… Você está fazendo o que qualquer homem são, na sua situação, faria…
Coringa: …Está ficando louco!

Vemos o Coringa em um trono que, na realidade, é um waltzer. Waltzer é uma espécie de carrinho de bate-bate, mas que tem a forma de uma plataforma e que gira de forma independente e aleatória, de acordo com o peso de seu piloto. O Coringa sai de seu trono para falar com Gordon sobre a relação entre passado, lembranças e loucura, enquanto Huguinho, Zezinho e Luisinho prendem Gordon no trem-fantasma. Como já visto na capa, em A Piada Mortal os personagens se espelham. Quando se dirigem para o outro, na verdade, estão dirigindo a si mesmos. Ao aconselhar Gordon a enlouquecer, o Coringa parece relembrar a si mesmo a importância de apelar para a loucura como saída de emergência. Se o homem precisa abandonar as lembranças e a razão, e vimos na graphic novel que o Coringa não faz isso, então ele não é de todo louco. E se o personagem se coloca na tentativa de enlouquecer para que a dor provocada pelo passado seja apagada, ainda é possível afirmar que existe razão e lógica em seus atos. Nesta página, temos uma transição que cria ecos em diferentes camadas. A porta do trem-fantasma, que representa a saída de emergência que o Coringa cita anteriormente, liga com a face do vilão no segundo quadro da página e com o flashback que virá. A saída que o Coringa cita foi ter se tornado o palhaço de cara pálida e cabelos verdes, porém, esta porta também representa o próprio passado. Estas portas da loucura são a saída, mas também a própria entrada para a dor.

Esse é o fim da primeira parte do nosso olhar sobre as páginas de A Piada Mortal. Na próxima parte analisaremos a partir deste ponto para poder chegar até aos famosos finais da graphic novel, que continuam sendo discutidos hoje, após 30 anos de sua publicação.

Há algo nestas primeiras páginas que não citamos aqui? O que você acha da colorização de Brian Bolland? Deixe aqui nos comentários sua opinião!

 

Shazam! | “Eu não acho que é um uniforme ruim”, diz Zachary Levi

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Desde que as primeiras imagens de Zachary Levi com o uniforme do Shazam! ganharam as redes, alguns comentários críticos e, talvez, certa apreensão quanto ao resultado final viralizaram na internet. Foi sobre esses posts que Zachary fez questão de responder, através do Instagram, de forma otimista e cautelosa, afinal ainda não foram divulgadas imagens oficiais do traje. (Via CBM)

“Por que uniforme porcaria? WOW! Ok, bem, eu não acho que é um uniforme ruim. Eu acho que é muito bom, para ser perfeitamente honesto. Eu sei que não houve uma foto oficial divulgada ainda, mas tem fotos incrivelmente de alta qualidade que foram liberadas. E eu acho que qualquer um de vocês que ainda está preso no que o uniforme parece, está apenas querendo ficar bravo por causa da raiva. Eu acho que você é muito inseguro, você provavelmente está lidando com algumas coisas em sua própria vida, e você se sente um pouco impotente, e eu sinto muito que você faça isso. Onde quer que você esteja e o que quer que você esteja passando, eu sinto muito por você estar passando por isso.”

O ator também revelou que muito trabalho está sendo empenhado, e que será entregue um trabalho justo no final de tudo.

“Mas, eu acho que você provavelmente deveria tirar um segundo e refletir sobre por que você é tão negativo, quanto você é com qualquer coisa na vida, e então olhar novamente para o uniforme e dizer: ‘Na verdade, ei, você quer saber? Estamos tentando muito fazer algo que é incrível e que agrade a muitas pessoas diferentes’. Porque o Capitão Marvel está por aí há muito tempo e tem um monte de uniformes, então, você não pode vencer em tudo, mas você pode pelo menos esperar que as pessoas lhe deem algo justo.”

Veja fotos dos bastidores de Shazam!, que está sendo gravado em Toronto.

Shazam! estreia em 5 de abril de 2019. Confira a sinopse oficial da produção:

“Todos nós temos um super-herói dentro de nós, só precisamos de um pouco de mágica para fazê-lo vir à tona. No caso de Billy Batson (Asher Angel), ao gritar a palavra SHAZAM! esse esperto garoto órfão de 14 anos pode se transformar no herói Shazam (Zachary Levi), cortesia de um antigo mago. Ainda uma criança por dentro de um corpo musculoso, Shazam releva nessa versão adulta dele mesmo o que qualquer adolescente faria com superpoderes: se divertir! Ele pode voar? Ele tem visão de raio-x? Ele pode soltar raios das mãos? Ele pode fugir da prova de estudos sociais? Shazam sai para testar os limites de suas habilidades com o descuido divertido de uma criança. Mas ele precisará dominar esses poderes rapidamente para conseguir lutar contra as mortais forças malignas controladas pelo Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).”

Nas HQs, toda vez que profere a palavra “Shazam”, o jovem Billy Batson sofre a mais notável das transformações: de um pirralho insignificante, torna-se um adulto, cujo nome é um acróstico formado pelas iniciais de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio.

 

The Batman | Diretor responde fã e afirma que está animado com o trabalho

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Se restavam dúvidas sobre o desenvolvimento de The Batman, Matt Reeves, através do Twitter, fez questão de tranquilizar os fãs do Homem-Morcego sobre o retorno do herói nas telonas. Veja a pergunta e a resposta do diretor:

Tenho certeza de que as pessoas perguntam o tempo todo sobre o Batman, quem estará nele, sobre o que é, etc. Mas aposto que ninguém pergunta como está acontecendo o Batman. Então, como está acontecendo o Batman?

Realmente, muito bem, obrigado! Não poderia estar mais animado!  ?

Segundo informações do Heroic Hollywood, a produção de The Batman deve começar em 2019, com estreia prevista para o começo da próxima década. Leia mais aqui.

Mulher-Maravilha | Produção é o filme de herói mais lucrativo de 2017

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De acordo com dados do Deadline, Mulher-Maravilha foi o filme de herói mais lucrativo de 2017,  O longa rendeu para o estúdio lucro avaliado em US$ 252,9 milhões, valor superior ao de Homem-Aranha: De Volta ao Lar e Thor: Ragnarok.

Importante lembrar que isso não significa que o filme da DC teve bilheteria total acima dos demais. Na realidade, em comparação, Mulher-Maravilha teve arrecadação inferior: US$ 821,8 milhões contra U$853,9 milhões do terceiro Thor e U$880,1 milhões do Homem-Aranha. Porém, descontados os custos de produção e outras despesas, a produção da heroína rendeu um retorno maior para a Warner do que os outros.

No ranking geral dos filmes mais lucrativos, Mulher-Maravilha fica na sexta colocação. O grande vencedor foi Star Wars: Os Últimos Jedi, com lucro direto para a Lucasfilm de US$ 417,5 milhões.

Mulher-Maravilha 2 chega aos cinemas em 1º de novembro de 2019.