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Arlequina | Personagem vira verme gigante em nova edição de sua revista solo

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A DC Comics divulgou a capa da edição 59 de Arlequina. Nesta edição a palhacinha do crime irá se transformar em um verme gigante, referência ao filme A Metamorfose de Franz Kafka,onde o protagonista acorda como uma barata gigante. Confira:

A história ficará por conta de Sam Humphries, arte de Sami Basri e a capa foi feita por Guillem March. O lançamento da edição esta programado para março de 2019.

Aquaman | Jason Momoa retruca fã que não gostou do Superman de Henry Cavill

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Recentemente no Twitter surgiu um vídeo de Jason Momoa, o Aquaman, retrucando um fã que criticou a atuação de Henry Cavill como Superman em Homem de Aço durante uma convenção de fãs em Porto Rico em 2015.

No vídeo o ator se dirigiu ao fã que fez a crítica no momento que lhe foi dirigida uma pergunta.

“Eu gostaria de falar com o cara que não gostou do Superman de Henry Cavill. Qual é o seu problema? Você tem algum problema com o meu amigo?”, perguntou o ator, levantando de forma ameaçadora mas tudo não se passava de uma brincadeira. Confira o vídeo:

https://twitter.com/uwucavill/status/1077617836598718470?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1077617836598718470&ref_url=https%3A%2F%2Fobservatoriodocinema.bol.uol.com.br%2Ffilmes%2F2018%2F12%2Fjason-momoa-retruca-fa-da-dc-que-nao-gostou-da-performance-de-henry-cavill-como-superman

Atualmente Jason Momoa esta em cartaz com Aquaman o primeiro filme solo do herói com direção de James Wan e Amber Heard no elenco.

Retrospectiva | Confira 10 momentos que marcaram o ano de #2018 no Universo DC

Copa, eleições, muitos memes, se você tinha duvidas quanto a 2018 ter durado 3 anos agora é o tira teima do mundo nerd, o ano acabou e muita coisa aconteceu no universo DC Comics. Confira a lista dos acontecimentos que marcaram o ano.


Lançamento DC Universe

O Streaming da DC Comics ( DC Universe) foi lançado esse ano nos Estados Unidos, composto por filmes clássicos que marcaram época, acesso a HQ’s digitais, conteúdo original de animações e séries. A série Titans foi um dos grandes destaques da plataforma, inicialmente o público estava receoso com o visual dos personagens, o que gerou ataques e comentários negativos antes mesmo do lançamento do trailer, porém a série foi uma agradável surpresa, cativando os fãs dos heróis que estavam apreensivos e começando com pé direito o lançamento do streaming que pode acabar com a vida social dos DCnautas . Uma premissa de que a DC não vai poupar esforços na criação de conteúdo original de qualidade, entre os próximos lançamentos estão série live action Monstro do Pantano em maio de 2019, a série animada Arlequina que será dublada por Kaley Cuoco e a volta de Justiça Jovem.

Tom King

Se tem algo que deve ser celebrado entre os leitores de quadrinhos da DC é a existência de Tom King. Esse ano o quadrinista conseguiu ainda mais destaque e ótimas criticas com seu trabalho em Batman, Heroes in Crisis e principalmente Mister Miracle. O autor explorou temas mais densos e traumas que casaram bem na ambientação das histórias desenvolvidas.


“Acho que essa experiência com a violência está definindo nossa cultura, nosso país e quem somos. Eu quero falar sobre isso. Eu quero falar sobre como isso pode afetar uma pessoa, uma comunidade, uma nação, o mundo. Se eu pudesse fazer o que eu quisesse com o Universo DC, eu traria este senso de comunidade entre os super-heróis e as pessoas. É um dever falar sobre o impacto da violência através dos meus quadrinhos.” 

Tom King


Aquaman

Encerrando o ano tivemos o lançamento de um dos filmes mais esperados pelos fãs da DC. O filme que trouxe Jason Momoa como o rei dos mares, o nosso Aquaman, com a visão do diretor James Wan. É inegável que este se tornou um dos melhores filmes da DC nos cinemas, um show visual com roteiro bem desenvolvido e ótimas atuações com atenção especial para Nicole Kidman, que retornou ao universo DC como a rainha Atlanna. No Brasil tivemos uma pré-estréia especial na CCXP, estávamos lá e você confere a nossa critica do filme – clicando aqui! –


80 anos Superman

No ano do aniversário de 80 anos do Homem de Aço tivemos diversos eventos e homenagens em comemoração a esse marco histórico. A exemplo disso temos o lançamento da Action Comics 1000 com um apanhado de histórias do herói por diversos criadores como Tom King, Richard Donner e Geoff Johns, com ilustrações de Jim Lee, Patrick Gleason, Neal Adams, Olivier Coipel, Clay Mann, John Cassaday, Rafael Albuquerque e Curt Swan. Leia nossa resenha da edição – clicando aqui! –

Em julho foi lançada a animação “A Morte do Superman” que mostra o embate impactante entre o Super e Apocalypse. Destaque para a participação da Mulher-Maravilha que é responsável por uma belíssima cena de luta. Um dos maiores diferenciais dessa para a adaptação de 2007 é que, a atual dá inicio a uma trilogia que irá adaptar com mais detalhes a história, os próximos lançamentos serão, Reinado dos Supermen, seguido pelo O Retorno do Superman.

Eventos espalhados por todo o mundo também celebraram o aniversário do azulão. No brasil a CCXP18 dedicou um espaço especial ao personagem, painéis com a presença de Tom Welling, assim como levou o selo oficial comemorativo.


Comic Con Experience 2018 

O evento mais esperado do ano por fãs de cultura geek no Brasil sem dúvida é a CCXP, que esse ano mostrou potencial e que alcançou um novo nível em entretenimento. Fora os stands grandiosos e a presença de quadrinistas internacionais e nacionais, trouxe atrações inéditas, em especial para os fãs da DC, como a estréia de Aquaman e a presença de atores, como Tom Welling que veio para o painel especial de 80 anos do Superman e Manu Bennett, Slade na série Arrow, que alguns tiveram a sorte de encontrar, pois o ator passeou pelo evento e registrou stories com cosplayers de Arrow. Quem recebeu maior atenção foi Zachary Levi, um show de simpatia, o ator demonstrou um grande carinho pelo público. Zachary está muito animado com o personagem que parece ter sido feito sob medida pra ele, vice-versa, considerando o trabalho para ganhar corpo para viver o herói nos cinemas.

Zachary Levi emocionado com Isabella, fã que entregou um desenho de Jesus com Shazam.


Batwoman no Arrowverso 

Quem acompanha as séries da The CW talvez já tenha transformado em tradição assistir aos crossovers entre as séries que compõem o Arrowverso. Esse ano tivemos uma produção diferente, que deixou as Lendas de fora porém, colocou Gotham no mapa e trouxe a Batwoman para o quadro de heróis. A trama que utilizou de Monitores e viagens entre universos foi fraca em relação aos especiais que o antecederam, você pode conferir nossa critica aqui! Mesmo com um desenvolvimento que deixou a desejar é o primeiro passo para algo maior que está por vir.


Jovens Titãs em Ação nos Cinemas 

Quem acompanha a série animada Jovens Titãs em Ação, não imaginava lá no início que chegaria a esse ponto. Com episódios especiais, e referencias saudosistas espalhadas em um monte de besteirol da mais alta qualidade eles conseguiram, SIM! ELES CONSEGUIRAM CHEGAR AOS CINEMAS!!! Com musiquinhas e toda a atmosfera despreocupada de quem não deve nada no quesito fidelidade. O filme agradou aos fãs, alcançou bilheteria e veio recheado de 205 referências, homenagens e detalhes do filme (que conseguimos contar). E nós também temos crítica que você pode conferir clicando aqui.


Sandman Universe

Quem acompanha as obras de Neil Gaiman ficou muito animado com a noticia do lançamento de Sandman Universe, arcos como Sandman, Livos da Magia e Lúcifer estão de volta com novas histórias, com novos autores acompanhados de perto pelo próprio Gaiman. Fora a retomada das histórias conhecidas, foram criados novos arcos com personagens do universo Sandman, House of whispers e The Dreaming.

#SaveLucifer

Perto do fim da 3ª temporada de Lucifer foi anunciado o fim da série pela FOX. O elenco ficou muito triste com o anuncio e os fãs principalmente. A noticia gerou comoção nas redes que subiu a #SaveLucifer, inclusive foi impulsionada pela Universal Channel Brasil responsável pela exibição da série na TV paga. Mas o cancelamento pela FOX foi irreversível, o que não significa que seria esse o fim da série. Salva pela Netflix a nova temporada á em produção promete explorar mais a trama que deve aumentar a classificação. Lucifãs tem pacto renovado.

R.I.P

Por último, e com muito, pesar lembramos do recente falecimento de Stan Lee, um dos responsáveis pela criação da Marvel, em sua carreira também criou histórias para os principais heróis da DC na série “Just Imagine” de 12 edições que recriou a origem de Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash e Lanterna Verde. Famoso pelo seus “Cameos” (aparições em filmes) teve sua vez em Jovens Titãs em Ação nos Cinemas de forma muito divertida. Sempre lembraremos do mestres que contribuiu para a popularização quadrinhos e para construção da cultura geek.
Excelsior !

Confira nossa homenagem aqui.

Aquaman | Da More Fun Comics para o DCEU: o Rei de Atlântida, finalmente, nos cinemas

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Foi em 1938 que o Superman apareceu na capa da Action Comics #1 e mudou completamente a indústria de quadrinhos. Nos anos seguintes, cada editora procurava emplacar uma resposta ao sucesso do Homem de Aço – algumas puro plágio, outras mais criativas e com personalidade própria. A visão dos super-heróis foi moldada completamente pelo kryptoniano, e criou o imaginário e a cartilha dos nossos heróis. É quase impossível não associar um herói ao voo, por exemplo – mesmo que as primeiras versões do Superman não voassem, mas sim pulavam mais alto que um prédio. E, enquanto todos miravam pra cima, alguns decidiram olhar para o lado oposto. Para baixo.

A Timely Comics, atual Marvel, lançava em 1939 seu primeiro herói (ou vilão, depende de seu ponto de vista), o homem submarino Namor. E em 1941, na edição 73 de More Fun Comics, os artistas Paul Norris e Mort Weisinger apresentavam ao mundo o Aquaman. Um herói das profundezas, protetor dos mundos aquático e terrestre, que trazia novos elementos e tinha um universo muito próprio, nunca visto antes nos quadrinhos. E o Aquaman chegou em um momento de transição muito específico na More Fun Comics: a revista deixava de ser uma revista de humor para focar em histórias de super-herói. Aos poucos, conquistando o público e sendo publicado como complemento nas revistas do Superboy e em títulos como Adventure Comics, Detective Comics e The Brave and the Bold, Aquaman foi construindo sua lenda. Se tornou, inclusive, membro fundador da Liga da Justiça. Só depois de 20 anos o Rei de Atlântida conseguiu aparecer em uma capa de hq e, logo depois, em um título próprio pra chamar de seu.

E, em 2018, mais de 7 décadas depois de seu debut, Aquaman chega aos cinemas – e com alguns espelhamentos de sua história de publicação. Aquaman também traz ao público do gênero de super-herói algo novo: o mundo aquático. Está ganhando seu merecido holofote nos cinemas, depois de anos, e logo depois de fundar a Liga da Justiça. Também é um importante momento de transição. Dessa vez, do DCEU. O longa é parte importante da reformulação dos projetos da Warner/DC. Também há outra transição importante, desta vez para o personagem. Aquaman precisa deixar de ser uma piada (eternizada pela breguice e descompromisso da animação dos Superamigos e anos e anos de estereotipação) para ser um super-herói.

Cinematograficamente, Aquaman possui aspectos que poderiam ser melhorados ou tratados de forma mais refinada. Apesar de mostrar certa irregularidade (ainda que muito menos aparente) comum aos longos do DCEU, Aquaman transpõe estes erros graças ao seu carisma, espírito e coragem de se assumir como um fruto das histórias em quadrinhos. Se o tom realista da era Nolan transposto para os filmes do DCEU não agradaram boa parte do público atual do gênero, aqui em Aquaman a DC aproveita para entrar de vez na essência das histórias em quadrinhos e em suas cores, extravagâncias e absurdos – de forma que nem a atual DC e Marvel fizeram em suas fases modernas no cinema. De fato, ao pensarmos Aquaman como adaptação de um universo ficcional das histórias em quadrinhos, o longa está em pé de igualdade com o Superman de Donner e Reeve. Em energia, entrega e abordagem fantástica podemos dizer que Aquaman funciona exatamente como uma resposta (ainda que não-intencional) ao primeiro longa do Homem de Aço, assim como seu nascimento na More Fun Comics.

Quando analisamos a construção do roteiro de Aquaman podemos compreender seu sucesso como adaptação. A história é escrita primordialmente por James Wan, que vem trabalhando no desenvolvimento do personagem e de seu filme solo desde Liga da Justiça, e Geoff Johns, um dos maiores nomes da DC Comics e responsável por alguns dos runs mais memoráveis dos últimos anos na editora. Johns tem como um de seus potenciais trabalhar com personagens menos populares do grande público e reformular suas histórias, tirando sua essência e potencializando-a para atrair novos leitores e modernizar sua mensagem. Foi assim com Lanterna Verde, Shazam e também com Aquaman. O run de Johns em Os Novos 52 colocou o personagem novamente na mira dos fãs da DC, e certamente é um dos melhores em termos de técnica, desenvolvimento, arte e leitura deste momento tão amado e odiado que é Os Novos 52. Johns tem a receita pra legitimar o Aquaman e torná-lo respeitável, alguém digno do título de rei e herói. Johns ainda tem ganhado experiência no campo do audiovisual, decorrência de sua própria história nos projetos dentro da DC e que o levaram a abrir sua própria produtora.

Temos aqui um time bem afinado e interessado em contar a história de Arthur Curry com paixão e comprometimento. E o melhor: preparados para quebrar o imaginário de “heroi inútil” formado ao longo dos anos. Só isso não seria o suficiente para fazer de Aquaman uma história interessante de ser contada, por isso temos o mérito dos roteiristas Will Beall (Dia de Treinamento, Caça aos Gângsteres) e David Leslie Johnson-McGoldrick (Invocação do Mal 2, A Orfã) que optaram por uma escolha simples e muito potente. A estrutura de Aquaman é puramente contada em cima da Jornada do Herói, contada didaticamente por Joseph Campbell em O Herói de Mil Faces e presente na construção dos mitos e lendas da história humana. A Jornada do Herói é algo não apenas racional, mas intrínseco no consciente humano. Muitas obras usam a Jornada do Herói como base, mas poucas a usam assumidamente como Aquaman. Isto traz ao longa um aspecto de mito, de simbólico, e conecta-o ao espectador. Por passar assumidamente pelas etapas necessárias para a criação do herói, Aquaman é também assumidamente previsível. Sabemos o que é necessário que Arthur Curry realize para chegar ao fim de sua jornada, sabemos o que virá a seguir, e isso não estraga a experiência. Potencializa-a. E um diretor como James Wan, que sabe como gerenciar a construção do suspense, da tensão e da atmosfera, consegue potencializar este “vaticínio” do espectador para criar uma imersão emocional e quase sinestésica. Portanto, predizer o que acontecerá em Aquaman é parte de seu roteiro. A história é revelada toda ao espectador, sem pudores. O importante aqui é a elevação de Aquaman como uma figura puramente heróica e arquetípica, a construção de um homem e de sua transição em mito, em uma figura humana errante – em constante aprendizado e evolução – mas com trajetória messiânica. 

Apesar de ser assumidamente heróico, o longa conta com a genialidade de James Wan – que não o desenvolve como um filme de super-herói. Ao mesmo tempo que assume a Jornada do Herói, Wan se recusa a tratar o longa como um blockbuster do gênero. Wan concebe e dirige Aquaman como um longa de fantasia e aventura. Isto não só traz um frescor ao espectador deste gênero, como também traz ao filme um tom épico. Isto potencializa a trajetória de Arthur, que consequentemente potencializa e engrandece o mundo ficcional criado. 

Em Aquaman, James Wan é o grande herói. Apesar da escolha positiva do roteiro em adaptar de forma simples e visível a Jornada do Herói, o time de roteiristas peca em sua fragilidade e irregularidade. Mesmo assim, James Wan consegue dar suporte ao roteiro e suprir suas falhas, usando todo seu arsenal e experiência em movimentação de câmera e direção de atores para reger os diferentes movimentos da história. Visivelmente, Wan sente prazer e se diverte em Aquaman. Sua câmera consegue trazer urgência, dinamismo e vida para as cenas. É raro no gênero de super-herói ver movimentos tão bem orquestrados. Seus planos sequência e falsos planos sequência sugam o espectador para a ação. Em outros momentos, Wan coloca o começo de uma nova sequência de ação no final de outra, para em seguida realizar o corte. Isto traz fluidez e aumenta a percepção do espectador de que aquilo está acontecendo em tempo real, de uma única vez. Wan também aproveita a construção das cenas de ação submersas, que oferecem novas perspectivas na construção das batalhas.

A luta entre Arthur e Orm no Anel de Fogo é um bom exemplo. Além de aproveitar a dinâmica de uma luta na horizontal, as possibilidades de uma batalha na vertical, somados a fluidez da água e a influência do movimento nas diferentes condições físicas que o elemento oferece, também são estudados para oferecer alguém realmente novo e imprevisível para a audiência. Novas dimensões são estruturadas e muito bem utilizadas em Aquaman, que cria arenas de luta 360 graus, esféricas, onde a ação se desenrola. A guerra entre o exército de Orm e o povo da Salmoura, o clímax do longa, também nos oferece um múltiplo campo de batalha que, depois, é convertido novamente em uma batalha na vertical. Arthur volta a lutar em seu próprio território no final do filme, para derrotar Orm, mas os espectadores também acabam “voltando para casa” ao se verem em um ambiente com leis e lógica já conhecidos. Esta volta a normalidade constrói algo muito interessante, uma tensão do retorno. Ao passo que sabemos que Arthur está em um ambiente familiar a seu estilo de luta, nós, espectadores, já conhecemos outras possibilidades de terreno. Isto, somado ao fator emocional construído durante o longa, é o que nos deixa apreensivos pelo resultado da batalha – mesmo sabendo que a vitória de Arthur é inevitável para fechar o ciclo desta jornada.

O primor da direção também vale para os movimentos de câmera lenta, onde Wan os esgarça e apresenta ao público transformando as telas de cinema em quadros e páginas de gibis. Quase um eco da fase Snyder. Aliás, a alma de Snyder também se faz presente aqui. Além de produtor executivo do longa, Snyder e Wan mostram um belo entendimento na concepção. Enquanto que Snyder deixou elementos da história e personalidade de Arthur Curry em aberto a pedido de Wan, para que pudesse desenvolver no filme solo do herói, Wan acaba trabalhando Aquaman como uma continuação direta dos longas de Snyder. É uma presença sutil na essência do filme, que apesar de sua referência a Liga da Justiça na fala de Mera em seu encontro com Arthur, acaba por abandonar a visão e tom misto do filme esquizofrênico da equipe. Portanto, apesar de aceitar a cronologia e posicionar o espectador no DCEU, o filme se conecta em espírito e potência imagética com os longas que deram origem a este universo.

Sendo um diretor consagrado no gênero do terror, James Wan também não poderia deixar de utilizar as estruturas de seu trabalho no gênero também em Aquaman. É fácil notar como a construção da surpresa e de jump scares está presente em Aquaman, deixando o público de guarda baixa para a invasão da ação e da tensão.

Outro importante ponto a destacar em Aquaman é a construção de Atlântida e a transposição dos tons do universo do herói para a telona. A começar pelo visual, que procura verticalizar a busca da DC por cores mais fortes e vivas e abandonar o estilo sombrio e pesado dos longas anteriores. Aquaman não tem medo de trazer na identidade de Atlântida as referências a Era de Prata do herói, com visuais modernos que parecem ter sido desenhados por Ivan Reis e Joshua Middleton. E isso está presente também no design e arquitetura do mundo subaquático, nas grandes máquinas atlantes, figurinos e construções, que trazem inspirações gregas, romanas, futuristas, steampunk e na vida marinha. Além do visual, essa construção busca trazer em síntese tudo que foi feito para o herói durante as décadas. Neste caldeirão de estudos, que abordam fases como a de Peter David e as mais recentes em DC Rebirth e DC Universe, Aquaman também assume-se brega e absurdo. São características dos quadrinhos das décadas de 40, 50 e 60 que não tinham medo de ser experimentais para descobrir novos caminhos que agradassem os leitores. Hoje, até mesmo pela consolidação de uma base de fãs mais conservadores sobre o status quo dos personagens, esses devaneios criativos não são tão possíveis. Devido a essa “maxiconglomeracão” de referências, ao assistir Aquaman é possível que o espectador identifique “seu próprio Aquaman”, que certamente conheceu em alguma mídia. 

Mesmo os que não conhecem o personagem a fundo saírão contemplados, pois aqui as referências não são tratadas como fanservice, mas como o caminho do estudo para criar algo puramente genuíno. Um bom exemplo é quando durante a batalha no Anel de Fogo vemos Topo, um dos Super Pets mais famosos da DC e um notório sidekick do Aquaman. Mesmo aqueles que não tenham este conhecimento específico entenderão aquilo como parte da construção do universo, como linguagem – e que ainda traz certa metalinguagem por comentar a má fama do extravagante mundo aquático do personagem, repleto de criaturas marinhas cheias de talentos e utilidades. Não é necessário nenhum diálogo, nem muitos segundos de tela. É algo que aparece e rapidamente sai de cena, e que acaba se tornando apenas um detalhe a mais que tornará mais prazeroso ao espectador o reassistir da obra. O mesmo vale para o telão que aparece em seguida, que apresenta Arthur e Orm e seus títulos para os atlantes. Também não se perde tempo explicando qual tecnologia é esta presente no fundo do mar e que permite aos atlantes projetarem, pois pouco importa também para a narrativa. São detalhes que são deixados para enriquecer o longa, e que evitam responder logicamente ou cientificamente o fantástico mundo de Atlântida. O mesmo vale para as várias tecnologias, embarcações e costumes da cidade submersa. Não explicar todo o fantástico possibilita que ele continue sendo desconhecido e, portanto, fantástico.

A mesma sutileza, infelizmente, não está presente em boa parte do roteiro de Aquaman. O filme ainda se estrutura – principalmente seu primeiro ato – em diálogos expositivos, que narram os acontecimentos sem necessidade para o espectador. Quando o longa também precisa apressar seu ritmo e realizar os movimentos necessários na história, também acaba caindo neste caminho cômodo. Na pressa, acaba por entregar informações na primeira camada. Atores como Nicole Kidmann, Willem Dafoe e Patrick Wilsom possuem experiência e envergadura dramática para entregarem o necessário para a trama e desenvolverem a trajetória de seus personagens. Já Amber Heard e Yahia Abdul-Mateen II acabam ficando mais expostos, principalmente pelo maior tempo de tela destinados a eles. O resultado de ambos, quando não auxiliados pelo roteiro, é frágil. Enquanto Yahia é obrigado a virar-se com diálogos redundantes (promessas de vingança e fúria) e fazer carões (uma muleta do DCEU e que aparece em exagero nos longas), Amber Heard precisa desenvolver uma personagem que, no roteiro, tem uma trajetória irregular. Mera possui diversos movimentos diferentes e subtextos, que acabam por não serem aprofundados com paciência e que acabam por não serem plenamente interpretados pela atriz. O roteiro até constrói bem a personagem e a preenche com propósitos. Mera é uma personagem feminina forte, que sai do lugar de sidekick e par romântico para ter um peso de igual medida com o herói protagonista. Porém, quando o roteiro se rende para convenções desnecessárias do romance entre os protagonistas, o resultado é forçado, antinatural e aquém do que começou a ser indicado ainda no primeiro ato. Seria muito melhor apostar em caminhos diferentes, estabelecendo o romance do casal de forma mais refinada no roteiro, menos padrão, para que a irregularidade da personagem (em especial, no segundo ato) não compromete-se a proposta. Falta a tal sutileza.

Essa já falada sutileza pode ser vista em outros personagens. Até mesmo no Rei Atlan, quase inexistente na narrativa. Se acompanharmos a trajetória do Rei Atlan, com base nos flashbacks, memórias e a visita ao seu túmulo, poderemos montar sua própria jornada, sua própria personalidade. Sua ascensão e queda, assim como seu sacrifício e redenção estão no filme, concretizados com a passagem de poder a Arthur e a coroação do novo rei. Aqueles que desejarem se debruçar sobre este personagem poderão estudá-lo, sem problema algum. O mesmo vale para os personagens de apoio, todos muito bem aproveitados e com jornadas e discussões próprias. Em especial, Orm e Arraia Negra, que se propõe a serem vilões com mais substância do que o habitual visto no gênero de super-herói. Suas motivações e complexidade emocional permitem que possamos entender o humano, de forma não-maniqueísta – sem ser condescendente, mas sem um fácil julgamento.

E assim chegamos ao centro de nossa história, nosso herói, o Aquaman. É interessante notar como a personalidade do personagem possui movimentos que relembram o mar. Durante sua trajetória, Arthur é tempestuoso, bruto e possui seu próprio senso de justiça. Uma força rebelde. Com sua evolução, Arthur encontra magnitude e plenitude, ao passo que compreende seu lugar mo mundo. Aprendendo com os erros de sua impulsividade, que levam a criação do Arraia Negra, Arthur acaba por entender a importância da piedade e dos efeitos de suas ações – que agora são ainda maiores, pois é um rei e um herói mítico. Arthur também recebe um olhar sensível do roteiro, James Wan e Jason Momoa, que conseguem entregar novas camadas de emoções para Arthur – não apenas o bruto catchphrase guy que vimos em Liga da Justiça.

Jason Momoa não possui grande liberdade em sua carreira, até mesmo pelo seu perfil que acaba o encaminhando para personagens com as mesmas características. Aqui, o ator encontra um grande parceiro de trabalho em Wan. A direção de Wan leva Momoa para novos lugares, e extrai do ator o que é necessário para nos conectar emocionalmente com o personagem. No Mar Oculto, enquanto conversa com Atlanna, Jason Momoa sintetiza a humanidade do personagem construída ao longo do filme com um sincero e dolorido “sim”. Este momento é o fechamento de um ciclo perfeito para o personagem. É Arthur Curry, humano e atlante, nos entregando todo seu medo e insegurança, como o garoto que conhecemos no aquário e o jovem treinando com Vulko na beira da praia. É este momento que potencializa o momento seguinte, onde Arthur se torna o Aquaman, retornando com o tridente mítico e com seu uniforme, retratado no longa também como um elemento mítico de elevação. Assim como Parzival recupera o lendário Graal, assim como o Arthur das lendas retira a espada da pedra, Aquaman completa sua transição. Herói. Falando com peixes, cavalgando orcas e de roupa laranja e verde.

Enfim…

Aquaman é um grande passo de transição para o DCEU. Apesar de suas falhas em termos cinematográficos, o longa do herói que fala com peixes cumpre seus objetivos. Além de legitimar o Aquaman, o filme captura de forma certeira a essência, energia e espírito das histórias em quadrinhos – de forma que nenhum filme da atual fase da DC e Marvel conseguiu. Ao se assumir como história em quadrinhos, junto com sua breguice, descompromisso, extravagância e convenções, Aquaman se prova audacioso, divertido e belo.

Com uma direção entregue e motivada de James Wan e Jason Momoa em um de seus melhores momentos, a ambientação e CGI impecáveis e premeditadamente artificial em certas ocasiões colabora para que o filme seja tratado mais como um filme de fantasia do que como um filme do gênero de super-heróis. Aquaman é um filme divertido, um blockbuster com propostas técnicas e desenvolvimento de personagens acima do normal, mas acerta em cheio mesmo quem é fã de quadrinhos e do universo dos super-seres. Depois de quase 8 décadas, ver o Rei de Atlântida nos cinemas é a prova de que estamos na nova Era de Ouro dos heróis – e, desta vez, o Aquaman prova que pode ser um dos grandes protagonistas e que o fundo do mar continua sendo um sopro de inovação. Viva o Rei de Atlântida!

Nota da equipe Terraverso:

Hellblazer | Em Passagens Sombrias, o anti-herói Constantine foi parar em um reality show

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Então crianças essa é a estranha história de como Constantine foi parar no Big Brother. Não literalmente no nosso BBB, mas em um reality show semelhante.


Para quem não conhece Hellblazer era o título da revista mensal que narrava as encrencas em que o mago sacana John Constantine se metia. As vezes pra salvar o mundo, às vezes só pra salvar a própria pele. O personagem ganhou um filme em 2006 com Keanu Reeves no papel principal e recentemente fez parte do elenco regular de Legends of Tomorrow. Hellblazer sempre foi uma série sobre terror e o sobrenatural. O grande diferencial era a personalidade do protagonista John Constantine com sua moral dúbia e seu arsenal de sarcasmo. A briga entre céu e inferno aqui é retratada de forma pouco usual em uma disputa onde os humanos não passam de peões no joguete de anjos e demônios.

Ainda sim podemos dizer que essa edição pode dar um susto aos acostumados a série. Começando pelo formato inusitado da edição que lembra um mangá, ajuda a dar essa sensação a arte em preto e branco. Para completar o pacote, a sinopse coloca o mago em uma situação pouco usual em sua carreira. Sem dinheiro, Constantine aceita investigar estranhos eventos paranormais que andam assustando os produtores de Passagens Sombrias, um reality show onde sete pessoas são confinadas em uma casa assombrada e devem vasculhar o local em busca de um tesouro escondido.
Esta edição faz parte do sub-selo Vertigo Crimes. Este por sua vez é parte da Vertigo, tradicional selo adulto da DC. A ramificação abrangia histórias com cunho policial, mas durou poucos números. Não à toa a trama é cortesia do convidado especial Ian Rankin escritor que ganhou fama com histórias deste estilo. Já o responsável pela arte é o italiano Werther Dell’edera, impossível não lembrar dos famosos fumettis, como são conhecidos os quadrinhos de sua terra natal em especial de um certo detetive do sobrenatural.

Partindo para a trama apesar de todo estranhamento inicial, rapidamente Rankin coloca as peças no lugar e já nos sentimos em uma típica história do inglês, onde o fundo do poço parece nunca chegar. O autor usa do seu talento para histórias de mistérios para tecer uma trama onde nada é o que parece e onde cada resposta leva a uma nova pergunta. Constantine precisa descobrir qual a origem dos estranhos eventos na casa e começa a desconfiar que estão ligados ao passado dos confinados. O problema é que ninguém tem lembrança de antes da casa. Conforme vamos descobrindo quem é quem no programa, o quebra-cabeça vai se montando. Rankin demonstra todo seu domínio por esse tipo de narrativa ao prender nossa atenção por meio de uma história que prioriza a lógica, onde nos sentimos descobrindo junto com Constantine o segredo do lugar. Ao nos conectar com a trama é inevitável não querer chegar logo ao desfecho.


De pouco em pouco ele vai revelando as camadas de maneira que fica quase impossível largar a leitura. Além da trama funcionar bem na hora de atiçar nossa curiosidade também conta com um ótimo grupo de personagens coadjuvantes. Essências para montar a trama. O autor brinca com os clichês desse tipo de programa onde os participantes tendem a assumir esteriótipos. Tem a modelo, o bad boy, o nerd e por aí vai. Sobram também certas reflexões sobre esse tipo de produção.

A arte de Dell’edera cria todo o clima de claustrofobia necessário. O desenhista faz um ótimo uso das sombras para esconder passagens e aumentar o clima de mistério. Outro ponto forte são os personagens extremamente expressivos.

Além disso, não é toa que ao olharmos a lombada da revista fica nítida uma clara divisão entre preto e branco. Essa divisão marca um dos pontos mais interessantes da HQ onde a arte e o texto se juntam causando aquele impacto só possibilitado pelos quadrinhos.

Nos fim das contas, a edição leva Constantine para um lugar diferente, mas ali ainda está toda essência do personagem. Por se tratar de uma trama fechada e desligada da cronologia do personagem, esta é uma boa oportunidade para apresentar seu universo. Recheado de boas tramas de suspense, mas com muita personalidade e um jeito muito próprio de encenar o eterno duelo entre céu e inferno, sem os vícios maniqueístas.

O uso do Reality Show não é por acaso. O autor explora questões interessantes sobre esse tipo de programa, mas nunca de maneira pedante. Convida o leitor, mesmo aqueles que não suportam esse tipo de programa, a pensar sobre o que nos fascina tanto no entretenimento. Seria esse escapismo uma forma de fugirmos de nossa própria realidade? Quantas vezes olhamos para eles com um milhão de soluções para seus problemas enquanto não fazemos nada com os nossos próprios? Afinal como diria o filósofo Jean-Paul Sartre:

“Não há necessidade de grelhas, o inferno são os outros.”

Nota:

Ficha técnica da edição:

Roteiro – Ian Rankin

Arte – Werther Dell’Edera

Editora – Panini Comics

Preço – R$ 17,90

Lançamento – 11/11

Shazam! | Diretor usa redes sociais para comentar sobre seu trabalho em uma possível continuação do filme e divulga capas de edição infantil de HQ do herói

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Atualmente, antes mesmo do filme ser lançado algumas preocupações sobre sua continuação tomam conta das redes e cercam os profissionais envolvidos com a produção, e não foi diferente com o diretor David F. Sandberg, responsável pela estreia de Shazam! nas telonas, que quando indagado no Twitter sobre seus planos para um segundo filme do herói preferiu fazer uma comparação com a performance de um maratonista e não queimar a largada. Confira:

“Vocês não imaginam a quantidade insana de trabalho que a produção de um filme desses exige. É como perguntar para um corredor ao final de uma maratona se ele gostaria de participar de outra. Você precisa de um tempo para descansar e esquecer como foi difícil”.

O diretor, ativo nas redes sociais, também usou o seu Instagram para divulgar imagens do encontro entre Shazam! e Dr. Sivana e a transformação do menino Billy Batson no herói em capas de HQs especiais para crianças que deverão ser lançadas antes do filme, e por isso Sandberg alerta, poderão conter spoiler.

Shazam! estreia nos cinemas em 4 de abril de 2019.

Arqueiro Verde | Revista do herói vai acabar na edição 50

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A atual série mensal do Arqueiro Verde irá terminar na edição 50. Segundo a DC Comics, que confirmou o fim do título em edição que será lançada em março de 2019, o personagem está envolvido em grandes planos da editora, porém ainda não revelados.

O Arqueiro Verde tem ganhado cada vez mais destaque dentro do Universo DC. Em Justice League: No Justice, o herói se tornou poderosíssimo ao tomar possa de uma arma misteriosa; em Heroes in Crisis, o seu parceiro, Arqueiro Vermelho, morreu no massacre visto na primeira edição.

Aquaman | Conheça a origem do vilão Arraia Negra

O Arraia Negra é com certeza um dos mais icônicos vilões do Universo DC. Mas será que você conhece tudo sobre ele?

Com o filme do Aquaman em exibição nos cinemas, o público tem conhecido o personagem como um impiedoso pirata e mercenário submarino, porém há muita coisa sobre o Arraia Negra que vale a pena conhecer.

O Arraia Negra foi criado em 1967 pelo escritor Bob Haney e pelo artista Nick Cardy, fazendo sua primeira aparição em Aquaman #35. Por décadas, o personagem ficou sem nenhuma história de origem. Misterioso, sempre agia por motivos escusos com o único propósito de eliminar o Aquaman. Em quase uma década após sua primeira aparição, o próprio vilão tirou seu icônico capacete revelando ser um afro-americano. Mesmo assim, ninguém sabia mais nada sobre ele além do fato de ser o nêmeses do Rei dos Mares capaz de infligir ao Aquaman a sua pior dor: o assassinato do filho do herói, Arthur Curry Jr.

Em 1992, o status do Arraia Negra começou a se modificar. Em Aquaman #6, o personagem ganhou sua primeira história de origem, que aliás acabou sendo um dos elementos mais sombrios do vilão. Nesta origem, ainda não sabemos o nome do Arraia Negra, mas foi mostrado que ele nasceu em Maryland, perto da Baía de Chesapeake. Em um dia, navegando pelo oceano, ele foi sequestrado por piratas que o escravizaram passando a servir no navio.

Forçado a se submeter a formas horríveis de abuso por seus captores, ele pôde ter um vislumbre do Aquaman nadando ao lado de golfinhos. Chegou a fazer sinais ao super-herói, porém foi ignorado. Arraia Negra acabou se salvando matando os piratas, porém, mesmo tendo sucesso em sua fuga, ele não deixou de nutrir um sentimento de ódio contra o Aquaman, pois acreditava que o herói o havia deixado para morrer. Nascia o vilão.

Essa foi a primeira história de origem do personagem. A primeira, pois sabemos que no universo dos quadrinhos, muitos personagens acabam tendo várias versões de suas origens.

Para você ter noção disso, anos depois da sua primeira origem, o Arraia Negra ganhou outra, onde ele surgia como uma criança autista que cresceu em Gotham e foi levado ao Asilo Arkham. No instituto psiquiátrico, foi submetido a tratamentos experimentais destinado a curá-lo, porém o resultado foi outro, transformando-o em um ser extremamente violento, abrindo caminho para o Arraia Negra.

A versão mais recente do Arraia Negra é sua história de origem d’Os Novos 52 que é a mais próxima do filme do Aquaman. Nessa origem, o Arraia Negra era um mercenário encarregado por um cientista a obter uma amostra de sangue do Rei dos Mares para determinar se de fato ele era um atlante.

Durante a tentativa de coletar a amostra de sangue, Thomas Curry, pai adotivo de Arthur Curry, o Aquaman, tentou proteger o filho e acabou morrendo vítima de um ataque cardíaco. O super-herói buscou vingança e, mais tarde, atacou um barco onde suspeitava estar o Arraia Negra e, acidentalmente, acabou matando o pai do vilão. O resultado não podia ser diferente: dois pais mortos e dois grandes inimigos surgiram.

Deixando de lado suas numerosas histórias de origem, um dos elementos mais legais do personagem é o seu traje. Absolutamente assustador e muito bem trabalhado. Ele parece um extraterrestre robótico e seus enormes olhos vermelhos o deixam mais intimidador. Porém, ele não é só esteticamente chamativo, mas seu uniforme é funcional também lhe dando capacidade para respirar debaixo d’água e sobreviver a temperatura e a pressão extremas dos oceanos.

Mas isso seria suficiente para tornar David Hyde um icônico vilão? (Sim, esse é o nome do Arraia Negra revelado em “O Dia Mais Claro”, 40 anos após sua estreia). Seu traje possui um jatpack, um embaralhador telepático e, claro, um capacete que dispara poderosos tiros de energia pelos olhos. Possui outras armas como um tridente, um lançador de arpão e facas longas (como as do filme). Além disso possui grande força, habilidades avançadas de artes marciais e um elevado nível intelecto.

É importante destacar que o Arraia Negra fez parcerias com muitos vilões ao longo do tempo e tem estado entre os membros dos grandes grupos de vilões do universo DC como a Liga da Injustiça, o Esquadrão Suicida, a Sociedade Secreta dos Super-Vilões e a Legião do Mal. O Arraia Negra é um dos maiores vilões dos quadrinhos, porém nunca havia sido visto nas telas do cinema não tem, dessa forma, a popularidade do Coringa e do Lex Luthor. Mas agora você já pode compartilhar com seus amigos todo o conhecimento que acabou de possuir.

Texto traduzido e adaptado do original Aquaman: Black Manta’s Strange and Violent History, de Lissete Gonzalez.

DC Comics | Em nova HQ, Supergêmeos terão que se dividir entre a vida no colégio e a Liga da Justiça

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Com lançamento previsto para o mês de fevereiro nos Estados Unidos, os Supergêmeos ganharão uma versão mais atualizada em uma nova HQ onde os jovens super-heróis deverão equilibrar a vida no colégio e como estagiários da Liga da Justiça. Confira a sinopse:

“Exilados de seu planeta natal, os heróis alienígenas Zan e Jayna devem lidar com a vida como adolescentes na Terra na South Metropolis High School, onde eles ficam ainda mais isolados do que os tradicionais jovens adultos estranhos. Sob a vigilância do Superman, o irmão e a irmã viram estagiários do Hall da Justiça e devem superar a confiança ousada de Zan e a timidez de Jayna”.

A revista terá texto de Mark Russell e desenhos de Stephen Byrne.

Batman vs Superman | Zack Snyder compartilha novas imagens do Batman de Ben Affleck

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O diretor Zack Snyder (de Homem de Aço, Batman vs Superman e Watchmen) divulgou algumas novas imagens dos bastidores de BvS, como tem feito bastante desde seu afastamento da DC Films durante a produção de Liga da Justiça. Veja abaixo as imagens que ele postou sua conta na rede social Vero, que mostram Ben Affleck caracterizado como Batman:

Mesmo após quase três anos de seu lançamento, BvS continua dando pano pra manga… Enquanto o universo DC nos cinemas tem seguido seu caminho, Snyder também parece ter se afastado das adaptações de quadrinhos, sendo seu futuro projeto The Fountainhead,  adaptação do livro de Ayn Rand.