O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
A DC Comics enfrenta menos uma saturação de super-heróis e mais a perda do privilégio cultural automático, precisando voltar a criar narrativas que justifiquem atenção num ecossistema onde os jovens escolhem por interesse imediato, não por legado.
Sebastian Stan pode interpretar Harvey Dent, o vilão Duas-Caras, em The Batman Parte II, com relatos apontando o ator como escolha ideal para trazer complexidade emocional ao personagem.
A série Batman de 1966 enfrentou um dos piores testes de audiência da história da ABC, mas transformou seu estilo campy e vibrante em um sucesso cultural que resgatou o personagem e influenciou toda a percepção dos super-heróis na TV.
O Superman ainda daria conta de tudo sozinho? A análise mostra como a complexidade moderna exige coordenação e transforma o papel do herói na DC Comics.
52 é considerada a HQ mais ambiciosa da DC Comics por sua publicação semanal, foco em personagens secundários e uma narrativa que redefiniu o conceito de universo compartilhado.
James Gunn confirmou Senhor Milagre como parte do DCU. O herói será um dos mais poderosos do novo universo e pode introduzir personagens centrais dos Novos Deuses, incluindo Darkseid. A série animada ainda não tem data de lançamento.
Os criadores de Aztec Batman: Clash of Empires comentaram sobre a possibilidade de uma sequência do filme animado, afirmando que existem ideias e espaço narrativo para continuar a história do Batman em um universo alternativo.
A vencedora EGOT, Viola Davis, tem seu retorno confirmado no DCU como a protagonista da série spin-off Waller, que ainda não possui previsão de estreia.
Superman é um herói que possui diversas histórias clássicas, tanto em seu universo cânon quanto em Elseworlds. Dentre elas, algumas se destacam como ‘O Reino do Amanhã‘, que foi a inspiração para muitas outras histórias de heróis, e ‘Superman: Entre a Foice e o Martelo’, que recentemente foi lançada como parte do universo de animações da DC.
A direção de Sam Liu, responsável por boa parte das animações mais recentes, joga seguro mantendo os traços que se tornaram a característica marcante deste universo, e procura adaptar em uma hora e vinte e cinco minutos todos os eventos que tornam a história escrita por Mark Millar conhecida pelos temas ideológicos que aborda. Talvez este tenha sido o equívoco do diretor..
A animação não consegue atingir a mesma intensidade que vemos na HQ, toda aquele viés ideológico que por trás das figuras como o Superman e Lex Luthor, são resumidas a meros estereótipos e frases de efeito que empobrecem a história em seu significado.
Um fator que pode explicar esta falta de intensidade foi resumir as participações de personagens, como a versão anarquista do Batman, o exército de Lanternas Verdes e até mesmo a própria Mulher-Maravilha, em apenas personagens pequenos na trama, sendo que seriam imprescindíveis um maior envolvimento para que o espectador pudesse compreender a tensão ao redor do reinado pelo Camarada de Aço.
Visualmente a animação chama atenção com cenas bem trabalhadas, destacando o início aonde conhecemos a origem do Superman. As cenas de luta e a caracterização dos personagens segue os traços que somos acostumados a ver em animações passadas da DC.
A história conta a trajetória deste Superman, desde a sua ascensão como um garoto comum ao descobrir seus poderes, para um herói visto como a grande ameaça para a nação e ideologia americana e, posteriormente, um ditador da União Soviética, que passa superficialmente por fatos que reforçariam a convicção do herói nos ideias aos quais ele seguiria tradicionalmente.
Alguns outros personagens que trariam um novo charme para a trama são apenas “colocados”, sem explorar de fato suas motivações, tornando a ambientação enfraquecida, talvez pela necessidade de se contar muitas coisas em um espaço de tempo não muito curto. Isso forçou o roteirista a escolher com mais cuidado o que deveria ser explorado ou não sem descaracterizar a narrativa. Entretanto, estes elementos tornam a história sem a mesma força que a sua versão em quadrinhos possui.
Por fim, a mudança no desfecho é um tanto frustrante pois tudo é simplesmente simplificado para a vitória de um lado sobre o outro, evitando assim criar alguma polêmica sobre a animação que aborda temas muito sensíveis da atualidade. Superman Red Son é uma animação interessante como um Elseworld de um universo compartilhado, mas deixa um sabor amargo ao apresentar uma das histórias mais famosas do Superman sem todo o peso que lhe é merecido.
O herói Icon, do selo de publicações da Milestone, ganhou um curta-metragem live-action feito pelo fã David Kirkman. Ele mesmo dirigiu e produziu o filme. Confira abaixo:
Pensando nos fãs brasileiros, o filme conta com legenda em português. Antes, Kirkman já havia produzido um outro curta, mostrando o herói Super-Choque – confira aqui – Leia a sinopse de Icon:
Em 1839, um ser alienígena cai na Terra no extremo sul, assumindo a forma de um homem afro-americano com habilidades sobre-humanas. Hoje, esse alienígena continua vivo, sob o disfarce do advogado bem-sucedido Augustus Freeman. Em parceria com a sua nova amiga ROCKET, eles protegem o povo de Dakota de sua maior ameaça jamais vista.
Icon é um dos principais personagens introduzidos pelo selo Milestone nos anos 90. Sendo de outro planeta, ele assumiu a forma de um homem afro-americano, mas possui habilidades como fuga, super-força e invulnerabilidade. O personagem já teve uma aparição na animação “Liga da Justiça Jovem”.
Quando se iniciou a fase “Os Novos 52”, as origens de muitos heróis foram recontadas, dentre elas a origem do Superman. Nesta fase, ele perde os pais em um acidente de carro ainda adolescente, mas, após os eventos do Relógio do Apocalipse, Dr. Manhattan modificou diversos detalhes da história do universo DC e da história do Homem de Aço.
Em “Superman: Villains #1” mostra que estas alterações são canon no universo DC, revelando que os pais adotivos de Clark Kent, Martha e Jonathan, estão vivos em um momento em que o Superman vai ao encontro deles para falar sobre contar a sua identidade secreta. Confira as imagens:
“Superman: Villains #1” é escrito por Brian Michael Bendis, Matt Fraction, Greg Rucka, Jody Houser e conta com a arte de Steve Lieber, Mike Perkins, Bryan Hitch e Eduardo Pansica. A capa fica por conta de Bryan Hitch com previsão de lançamento para o dia 4 de março.
Quando Ben Affleck foi anunciado como Batman, os fãs foram a loucura, não no sentido positivo. O ator já tinha no currículo a interpretação de outro herói, o Demolidor. O filme claramente não foi bem recebido, e isso aumentava ainda mais a suspeita de Ben no papel de um dos heróis mais populares de todos os tempos.
Em 2016, Batman vs Superman estreou nos cinemas e o público ficou totalmente dividido. De um lado, aqueles que amaram um Batman amargurado, se questionando sobre o real efeito do seu trabalho e bem violento, do outro, muitos se perguntavam se aquilo era mesmo o Batman. Entrando no mérito da discussão ou não, Ben Affleck entregava um novo Batman nos cinemas, que mais tarde sofreu pela falta de planejamento da Warner, junto com ideias questionáveis da parte de roteiristas.
Foram três aparições como Batman e o futuro filme solo nunca aconteceu. Affleck chegou a escrever um roteiro que foi bem elogiado, sendo descrito pelo Jay Oliva (diretor de diversas animações da DC) como “o melhor roteiro que [ele] havia lido”. No Twitter, Affleck lançou um pequeno vídeo com a aparição do Exterminador, o que leva a acreditar que esse seria o principal vilão. Até então, Ben estava a cargo do roteiro e direção do filme, o que mudou quando Matt Reeves assumiu a direção do projeto. Pelo que tudo indica, Reeves trabalharia com o roteiro de Affleck.
Vários rumores surgiram indicando que Matt queria um Batman mais novo e no início de carreira, sendo o Ben, impróprio para o papel. Todos os rumores acabaram quando Robert Pattinson foi anunciado como o novo Morcego. O que não sabíamos, era que Ben Affleck já estava afastado do papel há muito tempo e o motivo não tinha nada a ver com a troca de comando do filme ou diferenças criativas.
Numa entrevista recente, com uma franqueza rara entres os astros do cinema, Ben explicou ao The New York Timeso real motivo que o levou a desistir de interpretar o Batman. “As pessoas com comportamento compulsivo, e eu sou uma, têm esse tipo de desconforto básico o tempo todo que estão tentando fazer desaparecer. Você está tentando se sentir melhor em comer, beber, fazer sexo, jogar, fazer compras ou o que for. Mas isso acaba piorando sua vida. Em seguida, você faz mais do que isso para diminuir esse desconforto, então, a verdadeira dor começa. Torna-se um ciclo vicioso que você não pode quebrar. Foi pelo menos o que aconteceu comigo.”
“Eu bebi relativamente normalmente por um longo tempo. O que aconteceu foi que eu comecei a beber mais e mais quando meu casamento estava desmoronando, isso foi em 2015, 2016. Minha bebida é claro, criou mais problemas conjugais.” Nesse período, Ben interpretava o Batman e logo em seguida lidava com as críticas negativas e em alguns casos, absurdamente exageradas.
Affleck era casado com a atriz Jennifer Garner com quem tem três filhos. “O maior arrependimento da minha vida é esse divórcio. A vergonha é realmente tóxica. Não há subproduto positivo da vergonha. É apenas um sentimento tóxico e hediondo de baixa autoestima e autoaversão.”
Ele continua na entrevista. “Não é particularmente saudável para mim ficar obcecado com as falhas – as recaídas – e me derrotar. Certamente cometi erros. Certamente fiz coisas das quais me arrependo. Mas você precisa se recompor, aprender com isso, aprender um pouco mais, tentar seguir em frente.”
Affleck explica que mostrou seu roteiro para The Batman a alguém (ele não identifica) e ouviu como resposta: “ Eu acho que o roteiro é bom. Também acho que você beberá até a morte se passar pelo o que acabou de passar.”
Ben confessa ter exemplos negativos na família a respeito do alcoolismo. Seu pai era alcoólatra, seu irmão também, o ator Casey Affleck admitiu lutar contra o alcoolismo. A avó paterna tirou a própria vida em um motel aos 46 anos. O seu tio se matou com uma espingarda. Uma outra tia era viciada em cocaína.
“Demorei muito tempo para fundamentalmente, profundamente, sem um pingo de dúvida, admitir para mim mesmo que sou alcoólatra.”
Todas essas falas se alinham ao personagem que Affleck encarnou. Bruce Wayne não era alcoólatra, mas em sua vida, a busca por justiça se tornou um vício, lhe provocando várias desgraças e a quem ele ama. Um ator que buscou interpretar um homem quebrado, com um senso de justiça que mascara a sua necessidade urgente de tratamento, enfrentou durante anos um triste mal.
Eu conheço o alcoolismo de perto
e sei do seu potencial destrutivo. Sou filho de um alcoólatra, que infelizmente
não luta contra o vício. Esse triste mal, trouxe bastante dor ao meu próprio
pai e também a sua família. A Organização Mundial de Saúde (OMS), trata o
alcoolismo como doença e cerca de 3 milhões de pessoas morrem todos os anos por
uso excessivo de álcool.
“Muitas pessoas, suas famílias e comunidades sofrem as consequências do uso nocivo do álcool por meio de violência, lesões, problemas de saúde mental e doenças como câncer e acidente vascular cerebral.” explica o Diretor- geral da OMS, Adhanom Ghebreeyesus.
Estamos bem acostumados a ligar o
álcool com a diversão e a romantizar o uso abusivo dele. O número de jovens que
acabam se tornando alcoólatras tem aumentado em todo o mundo e largar o vício
tem sido cada vez mais complicado. Problemas emocionais como a depressão, tem
potencializado diversos casos de alcoolismo, fazendo do álcool um falso
refúgio, com uma sensação de alívio passageira.
Eu experimentei um pouco desse mal na prática quando passei por um momento horrível na minha vida repleto de pensamentos negativos, fruto da não aceitação da minha sexualidade. Nesses momentos, eu bebia demais e de uma forma cada vez mais constante. Não havia nem sequer notado que o uso do álcool tinha deixado de ser algo recreativo para uma necessidade diária. Sentia falta do álcool e cada vez mais eu me aproximava do meu pai, o que eu havia prometido para mim mesmo, nunca fazer.
Felizmente, depois de um tempo e tirando forças de onde nem sabia que tinha, consegui retomar o controle. Hoje, ainda faço uso, mas de uma forma consciente. No fim das contas, é como Ben disse “Você precisa se recompor, aprender com isso, aprender um pouco mais, tentar seguir em frente.”
Conforme o THR, o verdadeiro amor do Batman ganhará um especial de aniversário em abril. Ao lado do Cavaleiro das Trevas há oito décadas, a DC estará comemorando o aniversário da personagem de Selina Kyle com uma edição especial “Catwoman 80 anos” de 100 páginas. Confira as capas:
A edição estará disponível com várias capas representando as diferentes décadas da história da personagem, além da capa principal de Jones, Adam Hughes contribuirá com a capa dos anos 40, com Travis Charest nos anos 50, J. Scott Campbell nos anos 60, Frank Cho nos anos 70, Stanley “Artgem” Lau nos anos 80, Gabriele Dell’Otto nos anos 90, Jim Lee e Scott Williams nos anos 2000, e Jeehyung Lee nos anos 2010.
Catwoman 80th Anniversary 100-Page Super Spectacular #1 será lançada em 15 de abril nos Estados Unidos.
Um pequeno teaser de “Liga da Justiça Sombria: Apokolips War”, foi revelado. O novo longa animado reúne os Titãs, Esquadrão Suicida, a Liga da Justiça, e a Liga Sombria contra Darkseid. Confira:
Histórias de origem chamam bastante atenção, e para o Batman, elas não são exatamente algo inovador. Mas para Shea Fontana, autora de ‘DC Super hero Girls‘, ainda existe uma história de origem que ainda não foi contada, a do Batmóvel.
Em entrevista para a Newsrama, Fontana conta sobre sua primeira paixão nos quadrinhos, e seu primeiro contato com o Batman em suas aventuras animadas.
”Quando eles anunciaram a nova linha para leitores juvenis, fiquei muito empolgada com isso.” revelou a autora, que teve seu primeiro contato com quadrinhos justamente com o Batman: “Quando eu era criança, a primeira exposição que tive ao mundo dos quadrinhos foi através do lado infantil com Batman: The Animated Series, e foi isso que me levou a começar todo o mundo dos quadrinhos e onde comecei a aprender sobre os personagens e todas essas coisas incríveis que acompanham os quadrinhos.”
Interessada em explorar os anos em que o Bruce ainda estava lidando com a morte de seus pais, “Batman Overdrive” detalha o relacionamento de Bruce com Alfred e seu primeiro contato com o carro de seu falecido pai. Para a autora, a oportunidade de trabalhar com o Batman foi tudo que ela precisava após o sucesso de Super Hero Girls.
”Eu realmente queria fazer algo que trouxesse Bruce Wayne em sua adolescência, quando ele estava lidando com a morte de seus pais. Não é exatamente uma história de origem, é sobre o seu primeiro carro e como ele está usando isso para se conectar com o pai.”
Em Batman: Overdrive, Bruce Wayne encontra na coleção de antiguidades de Thomas Wayne, um carro que seu pai amava. E ele começa a tentar restaurá-lo e reformá-lo para a condição original que seu pai tinha quando ele tinha a sua idade, com a esperança de se conectar mais com seu já falecido pai. Completando 16 anos, Bruce descobre que pode fazer muito mais com o carro do que seu pai, e começa a dar seus primeiros passos como vigilante.
Com arte de Marcelo Di Chiara, “Batman Overdrive” chegou as livrarias americanas no último dia 26 de fevereiro.
O segundo ano da série sobre o querido mordomo da família Wayne segue a todo vapor. De acordo com o Deadline, novos nomes se juntam a produção para papéis recorrentes em sua segunda temporada.
James Purefoy
Edward Hogg
Jessye Romeo
James Purefoy, Edward Hogg e Jessye Romeo se unem ao elenco do seriado com personagens completamente inéditos, criados apenas para o seriado, sem qualquer ligação com o grande número de figuras retiradas dos quadrinhos da DC.
Purefoy, que atualmente participou da segunda temporada de Sex Education da Netflix, interpreta o Capitão Gulliver Troy, um agente da SAS descrito como “bruto, carismático, culto e um poderoso homem de apetite, seja bebida, mulher ou perigo“.
Hogg, do filme Jupiter Ascending, interpreta Coronel Salt, um vilão descrito como “pretendente déspota disfarçado de funcionário público obediente, Salt é um assassino calculista, seja por caneta ou espada“.
Já a atriz Jessye Romeo, conhecida pela serie Curfew, dará vida a estudante de arte Katie Browning, descrita como “justa, desafiadora e maravilhosamente ingênua“.
A segunda temporada de Pennyworth ainda não tem data de lançamento revelada.
“Static”, no Brasil conhecido como Super Choque, e popularizado pela animação exibida pelo SBT, é um dos personagens mais populares do universo DC. O Virgil já apareceu em vários quadrinhos da editora, mas originalmente ele faz parte do Dakotaverse (O universo de personagens da Milestone).
Mesmo depois de ter atraído muito fãs com sua série de grande sucesso, o personagem não ganhou destaque em nenhuma mídia da DC. Os motivos por trás disso envolvem a Milestone, mas talvez as coisas estejam prestes a mudar.
Série animada do Super Choque.
A história começa com a Milestone, a empresa foi fundada em 1993 por Denys Cowan, Dwayne McDuffie e Michael Davis e pelo empresário Derek Dingle. Os quadrinhos eram publicados pela DC, mas os criadores tinham poder de decisão nas páginas e também por trás delas.
A principal premissa de suas histórias era a de trazer representatividade para os quadrinhos, um lugar onde as minorias sempre foram sub-representadas. Entre seus principais personagens podemos citar Hardware, Icon, Rocket, Super Choque e Xombi (Os 4 primeiros tiveram participações em episódios de Justiça Jovem).
Dwayne McDuffie, o cocriador do Virgil Hawkins (Super Choque), foi muito importante para indústria de quadrinhos dos anos 90, e é um dos grandes responsáveis pelo sucesso da Milestone. Ele é conhecido por seu trabalho nas animações (Ben 10: Força Alienígena e Liga da Justiça Sem Limites), mas seu principal trabalho foi a série animada do Super Choque.
Em 2011, McDuffie faleceu, e os outros fundadores então decidiram que eles deveriam se reunir e criar a Milestone 2.0. Os anos se passaram e em 2015 durante um painel, a DC anunciou o que seria a primeira tentativa frustada de voltar com a Milestone.
Super Choque, arte de Kyle Baker
Os anos passavam e não surgia nenhuma notícia promissora, até que durante a New York Comic-Con de 2017, foi anunciado que a Milestone Media voltaria. O projeto seria lançado em 2018, e estes personagens iriam viver na Terra-M. Cinco títulos foram anunciados, dentre eles o aguardado quadrinho do Super Choque, mas mais uma vez as coisas não aconteceram como previsto.
A grande volta da Milestone foi comprometida em 2017, quando Charlotte Fullerton, (Viúva de Dwayne McDuffie) decidiu processar a empresa, alegando que houve negligência quanto a importância de McDuffie, já que a parte dele não estava incluída nos planos da Milestone 2.0.
Quadrinhos na Milestone anunciados em 2017.
O site MyNewsLA.com publicou uma notícia em outubro de 2019, sobre o processo de Charlotte contra a Milestone 2.0. Segundo eles, o processo havia sido resolvido. Nenhum termo do acordo foi divulgado, mas Charlotte revelou que foi “Um resultado positivo para todos envolvidos”.
No dia 14 de fevereiro de 2020, foi revelado que a Charlotte Fullerton vai contribuir no especial de 80 anos do Lanterna Verde. As últimas notícias são muito positivas, e indicam uma aproximação de ambas partes.
Super Choque
Nos resta esperar notícias definitivas sobre tudo isso, mas espero que os personagens da Milestone possam brilhar novamente nas páginas da DC, e quem sabe o Super Choque não pode ser uma parte importante da “Geração Cinco: Era do Amanhã”? –Leia mais aqui
A DC precisa de mais diversidade em seus quadrinhos, a volta da Milestone viria em um ótimo momento, e que além de ganhar as páginas, esses personagens poderiam e devem conquistar a TV e o cinema. PRECISAMOS mais do que nunca de um filme do Super Choque.
Um foto dos bastidores de The Batman, divulgada no Reddit, pode indicar algo sobre a violência presente no novo filme. A imagem, tirada de um dos monitores das gravações, parece mostrar uma das vítimas do Charada (Paul Dano). Veja abaixo: