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#EspecialLigaSombria | O Mistério da Orquídea Negra

A Orquídea Negra é uma personagem do universo DC criada em 1973 por Tony DeZuniga e Sheldon Mayer. Tornou-se mais uma das várias heroínas da editora do Superman, porém ao longo do tempo a personagem foi caindo no esquecimento. Até a chegada de Neil Gaiman que deu a personagem uma segunda vida (literalmente).

Em 1987, Neil Gaiman tentava entrar para a indústria de quadrinhos norte-americana e nesse sentido enviou um roteiro de uma história do Monstro do Pântano para a DC Comics, que na época tinha como editora a Karen Berger. No entanto, a chegada de Gaiman se deu quando Berger, tempos depois, foi buscar talentos britânicos para a editora. Nesse momento, o escritor apresentou algumas ideias para Karen Berger, como roteiros para John Constantine, Sandman e outros personagens. Todas as propostas foram recusadas, com exceção de uma: uma minissérie sobre a Orquídea Negra.

Era um momento singular para a DC Comics que vivia uma nova era após a saga “Crise nas Infinitas Terras”, onde vários de seus grandes personagens estavam sendo reapresentados para um novo público. Enquanto Superman e companhia ficou nas mãos de grandes nomes como John Byrne, Frank Miller e George Pérez, personagens de segunda linha foram sendo desenvolvidos por autores até então desconhecidos naquele momento: Alan Moore ficou responsável pelo Monstro do Pântano, Grant Morrison assumia o Homem-Animal e Neil Gaiman apresentava a Orquídea Negra.

Junto com David McKean, Gaiman apresentou uma história de origem para a heroína – já que não existia nenhuma desde a sua criação na década de 1970. A primeira edição de Orquídea Negra foi lançada em dezembro de 1988.

Na minissérie que contou com 3 edições, Susan Linden (a Orquídea Negra original) surge tentando derrubar uma organização criminosa, porém seu disfarce foi descoberto e a heroína morreu com um tiro na cabeça. Seu corpo em seguida é carbonizado, mas algumas de suas memórias sobreviveram em Suzy, um híbrido humano-vegetal, que acabou tornando-se a nova Orquídea Negra.

Porém, com grandes lacunas em suas memórias, a Orquídea Negra busca se descobrir. Tal intenção faz da personagem algo muito atraente para o que se fazia na época quando se tratava de quadrinhos de super-heróis. Facilmente poderíamos imaginar que a nova Orquídea Negra se levantaria para vingar a morte de Susan Linden e lutar contra os criminosos e as injustiças do mundo, porém nada disso acontece. A personagem resolve partir em uma jornada de autodescoberta que a levará a conhecer personagens conhecidos do Universo DC como Lex Luthor, Batman e o Monstro do Pântano, assim como passar um período no Asilo Arkham.

Além dessa desconstrução da narrativa super-heroica, a própria representação da heroína fugia aos padrões da época. A Orquídea Negra é representada como uma mulher bonita, mas longe da erotização feita às figuras femininas com bundas, pernas e peitos exagerados. A arte ficou a cargo de David McKean, que utilizando referências fotográficas, criou toda uma estética que combinava com a intenção do roteiro.

Em Orquídea Negra, Gaiman nos mostrava aquilo que mais tarde iria marcar sua obra-prima “Sandman“: diálogos espontâneos e convincentes, onde o lado humano se sobressaia no universo fantástico dos quadrinhos de super-heróis.

Em aparições mais recentes, uma nova mulher assumiu a alcunha de Orquídea Negra: trata-se de Alba García, uma agente da A.R.G.U.S. que, a convite de Steve Trevor, entrou para a “Liga da Justiça Dark” comandada por John Constantine. García também possui uma história misteriosa que aos poucos foi se descobrindo quando ela, ao entrar em uma sala secreta da Casa dos Mistérios, descobriu um arquivo com sua identidade real.

Com a possibilidade de ganhar uma versão live action com a produção da série sobre a Liga da Justiça Sombria pela HBO Max, convém lembrar que a personagem já havia despertado o interesse da atriz Rachel McAdams. Em 2015, quando negociava sua participação no filme “Doutor Estranho”, Adams disse ser uma fã de quadrinhos, em especial de graphic novels, e revelou o sonho de interpretar a Orquídea Negra.

Referências:

Neil Gaiman e Orquídea Negra: Como um salvou a vida do outro. MobGround.

Orquídea Negra III. Guia dos Quadrinhos.

Orquídea Negra. Dia de Finados.

Liga da Justiça | Warner Bros estaria desenvolvendo um filme da equipe de heróis baseado na fase dos quadrinhos ‘Renascimento’, afirma site

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Conforme o DCEUMythic, do jornalista Jeremy Conrad, a Warner parece ter grandes planos para trazer a Liga da Justiça de volta às telas de cinema.

O jornalista afirma a Warner Bros. está planejando um filme da “Liga da Justiça: Renascimento“, baseada na recente fase dos quadrinhos e algo separado do corte de Zack Snyder, não sendo uma continuação da atual história.

Anteriormente, houve muitos rumores de que a Warner iria colocar JJ Abrams em alguma produção envolvendo o Superman, e um filme da Liga da Justiça poderia ser uma possibilidade de escolha. Como o título “Renascimento” indica, a possibilidade seria apresentar uma ressurreição da Liga da Justiça e uma espécie de reboot, algo com que JJ possui experiência, afirma o jornalista.

Nenhuma informação acima foi confirmada de forma oficial, por isso, trataremos tudo apenas como rumores. Novidades oficiais devem ser reveladas na convenção digital DC FanDome, que ocorre no dia 22 de agosto.

Stargirl | Série deixará a plataforma de streaming DC Universe e é renovada para uma 2ª temporada somente na The CW

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Conforme o The Wrap, “Stargirl”, da DC, foi renovada para uma segunda temporada na The CW, onde agora irá será exibida exclusivamente pela emissora america.

Isso significa que, a partir da segunda temporada, a série de super-heróis não estará mais disponível no streaming DC Universe, onde atualmente é transmitida, além de ser exibida na The CW.

Durante a segunda temporada, a série irá ao ar exclusivamente no canal de TV, The CW primeiramente, e estará disponível no dia seguinte no aplicativo da emissora e plataformas de streaming.

Na próxima temporada, a série se tornará efetivamente um original CW, tendo o mesmo acordo de transmissão e streaming que “Batwoman” e “Nancy Drew” tiveram na emissora americana. Ainda não foi definida uma data de estreia para a segunda temporada.

DC FanDome | James Gunn desmente rumores envolvendo anúncios do evento, incluindo o retorno de Ben Affleck

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O roteirista e diretor do novo filme do Esquadrão Suicida, James Gunn, calou algumas especulações que envolvia um vazamento detalhando anúncios planejados para ser revelados durante o evento DC FanDome.

O vazamento – originalmente compartilhado no Reddit r/DCEULeaks – alegava entre muitas coisas, que o DC FanDome apresentaria o primeiro trailer oficial de “The Suicide Squad”, um teaser trailer de The Batman de Matt Reeves, um novo trailer de Mulher-Maravilha 1984, o anúncio de um projeto do Batman estrelado por Ben Affleck para o streaming HBO Max, o anúncio oficial do corte de diretor do filme Esquadrão Suicida (2016) de David Ayer e anúncios de elenco para filmes como Aquaman 2Shazam! 2Adão Negro e The Flash. O texto afirmava tudo isso citando que teve acesso as informações através de uma “fonte confiável”. Confira:

Em resposta aos trechos do vazamento que estão sendo compartilhados no Twitter, Gunn escreveu: “Desculpe prejudicar sua empolgação, mas isso não é real”. Gunn foi então perguntado por outro fã se todo o vazamento era falso, ou apenas parte dele. “Eu não sei”, respondeu o diretor. “Algumas delas podem até estar certas disparando um tiro no escuro e atingindo o alvo. Mas parece ser inventado.”, conclui o diretor.

A convenção digital DC FanDome acontece no dia 22 de agosto.

Watchmen | Damon Lindelof explica por que não fará uma segunda temporada da série

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Por diversas vezes, o criador da série Watchmen na HBO, Damon Lindelof, disse que não pretende fazer uma nova temporada da série. Agora, durante entrevista ao Collider, ele revelou seus motivos.

Não é sobre estar cansado, é mais sobre eu querer honrar o que Watchmen era antes de eu me tornar parte dele. O legado de Watchmen é Alan [Moore] e Dave [Gibbons] por 30 anos, obviamente Zack [Snyder] fez seu filme que foi uma adaptação canônica das 12 edições, e então fizemos nossa temporada de televisão. Essa foi a minha vez. Eu entrei no meio da pista de dança por um minuto e tenho que fazer o meu movimento, mas então você se retira para a borda do círculo e é a vez de outra pessoa dançar.

Lindelof reiterou que adoraria ver uma 2ª temporada de Watchmen escrita por outra pessoa, ao mesmo tempo em que notava que seu trabalho na série o fazia pensar diferente sobre trabalhar com os mesmos membros do elenco em diferentes projetos:

“Basta dizer que eu só sinto que o melhor para Watchmen, essa coisa que eu amo, é que outra pessoa tenha sua chance. Eu acho que isso vai ser muito mais interessante do que qualquer coisa que eu faria para seguir em frente. E não é que eu tome a oportunidade como garantida. Aprendi que não trabalhar com atores de novo é estúpido, então eu adoraria trabalhar com Carrie Coon novamente e eu adoraria trabalhar com Regina King novamente e Jean Smart , Tim Blake Nelson, Justin Theroux, Kevin Carroll e Jovan Adepo, com quem trabalhei duas vezes agora. Esses atores no universo de Watchmen. Mas, ao mesmo tempo, a menos que eu tenha uma ideia tão importante para mim como Tulsa ’21 foi, eu não deveria fazer. E eu não tive essa ideia, e eu quero criar o espaço contra as pessoas esperando que eu mude de ideia. Quero criar o espaço para as pessoas se apresentarem e dizerem: ‘Tenho uma ideia’.”

Mas só porque Lindelof não está convencido de que ele é a pessoa certa para fazer a segunda temporada de Watchmen, não significa que ele acha que não haverá uma segunda temporada. Na verdade, ele está convencido de que haverá:

Eu acho que você e eu sabemos que vai haver mais Watchmen. Isso vai acontecer. E se os indivíduos que decidem ou não querem que haja mais Watchmen, peguem essa história de onde parou ou façam algo totalmente diferente da história de Watchmen, isso é com eles. Mas estou vendo muitas pessoas que respondem ao show, catalisadas e interessadas em como seria o mundo se estivesse sendo remodelado por Angela Abar. Eu não tenho uma boa resposta para essa pergunta, por isso cortamos o final para tela preta (risos).” concluiu o diretor.

A minissérie Watchmen foi concluída com nove episódios e está disponível na HBO Go.

Watchmen | Yahya Abdul-Mateen II comenta as questões sociais da série e a experiência de interpretar o Dr. Manhattan

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O ator Yahya Abdul-Mateen II em entrevista ao Deadline, comentou sobre sua participação na série ‘Watchmen’, a abordagem das questões raciais e os desafios para interpretar o Doutor Manhattan.

“Watchmen foi a primeira coisa da qual eu senti que fazia parte, onde percebia seu potencial para ser um agente da mudança. Foi uma sensação muito boa, e eu quero esse sentimento novamente.” disse Abdul-Mateen, que também fala sobre a abordagem do racismo na série e sua transformação física em Dr. Manhattan.

“Desde o primeiro episódio, estávamos envolvidos nessa história sobre o massacre em Oklahoma, e a maneira como era descrita e detalhada, mostrou essa história de uma forma que eu jamais havia visto antes, e eu sabia que estava fazendo algo especial.”

“Os roteiros continuaram a entrar e se desenrolar e eu vi a maneira como eles estavam escrevendo esta história sobre heróis, sobre um lado muitas vezes incontável da história americana. Eles estavam sendo muito implacáveis e corajosos com o conteúdo que estavam escrevendo, contando a história do racismo sistêmico na América e a história do trauma geracional, ao mesmo tempo em que era uma história de amor e uma jornada realmente emocionante do herói, e isso foi muito emocionante.” disse o ator.

Questionado se o tema sobre o racismo sistêmico na América não seria mais relevante nos dias atuais, o ator respondeu: “Sim. Você pode olhar a série agora e a vontade é dizer: “Cara, Watchmen chegou na hora certa.” Ou talvez,”Watchmen está à frente do seu tempo.” Mas a verdade é que, se olharmos para a história, Watchmen provavelmente está 50 ou 60 anos atrasada.”

Sobre os desafios na interpretação do Doutor Manhattan, Yahya revela:

“Damon [Lindelof] me trouxe em seu escritório e revelou que seria o Dr. Manhattan, e claro, eu tive o momento de descrença e excitação, e coisas assim. Mas então eu estava muito, muito animado com a oportunidade de transformá-lo e torná-lo um personagem diferente. Eu cheguei no episódio 6, quando já estava trabalhando na minha versão do Doutor Manhattan, dizendo: “Uau, eu posso interpretar dois personagens diferentes.”. disse o ator.

“Eu tive que tentar simplificar as coisas. Queria ter certeza que ele tinha humanidade. Ele é um deus, mas ao mesmo tempo, eu disse: “Bem, ele é um deus que deixou a Terra, porque era demais para ele suportar. Por que um deus voltaria? A resposta para isso foi porque ele queria estar em contato com a humanidade.”

“Então, eu fiz da minha missão torná-lo uma figura divina, mas tê-lo como alguém que também era acessível, e que também tinha o desejo de ser humano. Tentei mostrar ele com paciência, compreensão e muito amor, mas também o fiz um pouco distante. Porque se você é um deus, há algumas coisas com as quais não poderá se relacionar.” conclui Yahya Abdul-Mateen II.

A minissérie Watchmen foi concluída com nove episódios e está disponível na HBO Go.

Esquadrão Suicida | Zack Snyder elogia o Coringa de Jared Leto

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O diretor Zack Snyder, respondendo a um fã chamado Kwame na rede social Vero, reagiu positivamente ao ser questionado sobre o Coringa de Jared Leto. O fã perguntou ao diretor: “Qual sua opinião sobre Jared Leto como o Coringa? Você gostaria de ter visto uma interação entre ele e o Bat-Afleck também?” Confira abaixo:

Snyder respondeu: “Eu sempre o amei no papel.” Então, o diretor de ‘Esquadrão Suicida’ David Ayer, foi obviamente surpreendido pelo apoio do colega cineasta e reagiu positivamente. David Ayer sempre apoiou e defendeu a versão de Liga da Justiça de Zack Snyder.

Esquadrão Suicida teria um tom completamente diferente do filme original que foi para os cinemas, e por ordens superiores teve que se readaptar com cortes de cenas e mudanças na narrativa para se adequar a classificação indicativa, alterada no meio da produção.

O filme arrecadou aproximadamente US$ 745 milhões ao redor do mundo. Mais detalhes sobre a versão de diretor do filme você pode conferir neste -link-.

Crise nas Infinitas Terras | Arte conceitual revela versão alternativa para a Precursora

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A DC lançou uma edição de luxo do crossover “Crise nas Infinitas Terras”, um volume que reúne as principais histórias de apoio dos quadrinhos e que serviram como base para o épico evento crossover do Arrowverso. Entre os materiais adicionais, um visual alternativo da Precursora da atriz Audrey Marie Anderson. Via: [Comicbook].

Confira:

O volume “Crise nas Infinitas Terras: Paragons Rising” já está a venda nas lojas de quadrinhos nos EUA e estará disponível na Amazon em breve.

Liga da Justiça SnyderCut | Zack Snyder indica uma possível estreia do Lanterna Verde no filme

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Zack Snyder está provocando uma possível estreia do Lanterna Verde em sua versão da Liga da Justiça. A informação veio a partir de uma interação com um fã em sua conta no Vero, como acontece com a maioria das interações com os fãs agora. Existiam rumores sobre Lanterna Verde, Caçador de Marte e Darkseid no corte final há anos. Mas, esses novos indícios deixam claro que há algo verdadeiro em todos os rumores que circulam por aí. Nesse caso, isso significaria que havia muito mais coisas acontecendo do que simples refilmagens para o filme, e novos personagens que estariam presentes na Liga da Justiça de Zack Snyder na HBO Max. Um fã chamado Massi FH perguntou a Snyder na plataforma de mídia social: “Primeiro de tudo, obrigado por tudo @zacksnyder. Só tenho uma pergunta: o que você quis dizer com “Unite the 7?” Um Lanterna Verde está chegando?”

O emoji como resposta de Snyder foi suficiente para fazer a base de fãs ficar fervorosa. Houve muita especulação de que o Lanterna Verde terá um papel muito mais proeminente na Liga da Justiça de Zack Snyder. Esta declaração simples abre as portas das possibilidades. No início do ano, Kevin Smith conversou com o Comicbook.com sobre o que ele aprendeu com um artista de efeitos visuais no filme. A partir desses comentários, parece que os fãs do Lanterna Verde devem seguir em frente e se animar, porque as mudanças estão chegando.

“Eu estava conversando com algumas pessoas que estavam nos efeitos visuais. Eles fizeram alguns efeitos visuais na Liga da Justiça”, disse ele na live no Instagram. “Eles viram os quadros dispostos, quadros muito elaborados, alguns deles desenhados por Jim Lee que expuseram os três filmes que eles iam fazer. Em algum lugar, tornaram-se dois. Acho que a ideia era que os filmes fossem Batman v Superman, Liga da Justiça 1 e Liga da Justiça 2. Havia essa visão de um grande universo. Ele disse que viu o Caçador de Marte nele. Ele disse que viu Lanternas Verdes e coisas assim.”

“Então, ele quebrou o roteiro que ele conseguiu ler. O filme que eles filmaram originalmente e depois o filme que vimos”, continuou Smith. “Foi aí que ouvi pela primeira vez sobre o que chamaríamos de corte de Snyder. De pessoas que trabalharam no filme, pessoas de efeitos especiais, eles ficaram tipo, ‘Cara, Darkseid estava nele. Foi isso…’ Eles passaram por tudo. Depois fizemos um episódio de Fatman Beyond e estávamos lendo um artigo na Internet sobre alguém que dissera que Darkseid estava nele.”

Se a provocação do diretor for verdadeira, qual Lanterna Verde você espera que apareça no filme?

Harley Quinn | Crítica da 2ª temporada da série animada

Mantendo o ritmo corrido, a segunda temporada de Harley Quinn entrega o fan service mais esperado pelos fãs do casal moderno mais popular do Multiverso DC.

Sucedendo uma temporada de estreia gloriosa, o segundo ano da série animada que foca na antiga parceira de crime do Coringa teve expectativas gigantes para suprir. Anunciada quase que imediatamente após o final da primeira, ”Nova Gotham”, seu episodio de retorno, chegou em abril deste ano com um lembrete: Esse show não é para crianças, e nem para puristas desse universo vasto e rico de personagens únicos e desajustados. Com mortes chocantes e muito sangue, a abertura da temporada, e grande parte dos episódios que vem logo em seguida, trazem o que a produção tem de melhor: o inesperado. Com a introdução de novos vilões, os fan-favorites Pinguim e Senhor Frio, a narrativa se mantém quase a mesma; Arlequina e sua gangue de desajustados em busca de notoriedade em Gotham, agora em ruínas. Com o desaparecimento da Liga da Justiça, a cidade fica a nas mãos de quem tem mais poder, e quando a legião do mal resolve dividir territórios, Harley se encontra novamente batendo (e decepando) cabeças para encontrar o seu lugar.

A grande mudança nesse ano acontece com os sidekicks: Cara-de-Barro, Tubarão-Rei e Doctor Psycho ganham arcos próprios e mais espaço fora da gangue, com alguns episódios quase que centrados em um personagem específico que não é a Harley, dando um momento certo para respirar e expandindo o mundo da série com mais personagens e enredo, o que é sempre bem vindo. Uma grande surpresa surgiu com o protagonismo do Comissário Gordon, que não só toma a frente em inúmeros episódios, como se revela o grande antagonista da série em sua conclusão, e a verdadeira barreira final que Harley deve enfrentar para colocar seu nome em notoriedade, mas o caminho que leva Gordon a assumir tal posição é um pouco demorado, mas bem construído e hilário de presenciar.

Enquanto o primeiro ano da série animada é focado no término de Harley com o Coringa de todas as maneiras, aqui, os produtores se preocuparam em expandir o universo e fazer todo o trabalho necessário para colher bons momentos na história no futuro, em certas partes você consegue adivinhar onde a série irá te levar, mas você aprecia o caminho e o cuidado que é tomado, pois você se importa com esses personagens tanto quanto antes.

Se o primeiro ano era focado em introduzir a Gotham de Harley, o segundo ano acredita que você não só já está familiarizado com esses personagens mas como já conhece os outros nomes que fazem parte dele, mesmo sem ter te apresentado antes. Grandes participações chamam atenção e roubam a cena durante os 13 episódios da série, que não ficam apenas como participações de luxo e sim como elenco de apoio durante a temporada inteira, fazendo pontas hilárias aqui e ali, com um cast de dubladores espetacular, abrindo portas para inúmeras possibilidades de enredo onde a série pode caminhar em seus anos seguintes. Com destaques para a introdução inédita de Batgirl, uma Mulher-Gato super experiente, e o já mencionado Jim Gordon, a beira de um ataque de nervos.

Mas, como já era de se esperar, o grande arco em foco é o relacionamento entre Ivy e Harley. Faíscas voam desde o início da série animada, e já no seu segundo ano, conseguimos respostas, desenvolvimento, e um bela e satisfatória conclusão para o casal mais popular da DC nas redes sociais. Longe de ser um spoiler, o relacionamento entre as duas personagens já é retratado nos quadrinhos há anos, arrancando suspiros de fãs ao redor do mundo, que rezavam por mais representações do amor entre Harleen e Pamela fora das páginas das HQs, e sem decepcionar, a série construiu, com muito cuidado, um romance natural, nada sexualizado ou fetichizado, entre duas mulheres fortes que possuem seus próprios caminhos e ambições naquele mundo a sua volta. Longe de ser um conto de fadas, o romance é por muitas vezes atrapalhado pela ambição descabida de Harley e sua busca por notoriedade. É difícil ser a Head Bitch in Charge quando todos a sua volta a subestimam, mas a confiança e loucura de Quinn se mantém forte, sendo algumas de suas características mais marcantes, e nada a impede de chegar ao seu objetivo, nem mesmo Darkseid.

Mas a grande insegurança surge de Ivy, que no começo da temporada não sabia onde se encaixava nos planos de sua melhor amiga, não concordava com suas ideias extremistas, e enfrentava um novo território no seu relacionamento prematuro com o Homem-Pipa. A série se preocupou em manter ambas as personagens inteiras, com suas próprias motivações, mas sempre motivos que as unem novamente. Elas começaram amigas, e vão permanecer assim, apesar do que vem pela frente.

A conclusão desse ano não tem defeitos do ponto de vista desse romance já prometido a acontecer, quem ama as personagens vai se animar com qualquer easter egg pequeno ou gigante. Apesar de servir como um final, a série não deixa pontas soltas e te deixa com vontade de pular no banco traseiro do carro de fuga das duas, que fogem para o pôr do sol juntas da mesma maneira que começaram a série: unidas.

Nota:

Excelente: 52/52