O Esquadrão Suicida | O que podemos esperar do novo filme de James Gunn

    Em meados de 2014, quando se falou da possibilidade de um filme do Esquadrão Suicida, o público de modo geral se empolgou com a ideia de um filme sobre uma equipe formada apenas por vilões que teriam a obrigação de salvar o mundo. E com um trailer que gerou uma expectativa enorme, no ano seguinte se esperava um filme que entraria para a história do cinema de heróis, mas infelizmente ou felizmente isso não aconteceu…

    Lançado em 2016, “Esquadrão Suicida” foi unanimidade em análises negativas por parte da crítica, formada por especialistas de cinema e criadores de conteúdo de modo geral, porém, divergindo das opiniões dos críticos, o filme conseguiu ser um sucesso de bilheteria, arrecadando U$746 milhões de dólares em sua exibição ao redor do mundo. Esse resultado possivelmente garantiu uma ̶s̶e̶q̶u̶ê̶n̶c̶i̶a̶ …oportunidade de realizar ajustes que fossem necessários em uma nova versão da equipe.

    Além da bilheteria, o filme faturou o Oscar de Melhor Cabelo e Maquiagem, outro acontecimento que dividiu opiniões dentro da crítica e do nicho de fãs de cultura pop.

    Mesmo com todos os pontos negativos que o filme apresentou, ele conseguiu ter um impacto no público, se tornando um fenômeno cultural interessante a ser estudado, pois apesar de ser uma produção muito problemática no ponto de vista criativo, ele foi capaz de cair nas graças do público em geral.

    Em agosto, teremos a estreia de “O Esquadrão Suicida”, agora com James Gunn na direção e com a difícil missão de conquistar elogios para a franquia, além de manter pelo menos um sucesso financeiro semelhante ao seu antecessor frente as atuais circunstâncias que ocorrem no mundo. Alguns indícios revelam que houve mudanças importantes em relação ao primeiro filme, conforme pode ser visto no trailer abaixo.

    Se analisarmos todos os trailers, material de marketing já divulgado e algumas imagens de cenas, o que fica mais evidente é que James Gunn procura aproveitar o melhor possível do conceito moderno do Esquadrão Suicida, que surgiu nos quadrinhos no período em que o roteirista John Ostrander assumiu suas histórias nos anos 80, colocando o time de vilões em missões não tão grandiosas. Como a própria sinopse do filme já indica, a Força Tarefa X irá operar na remota ilha de Corto Maltese, conhecida nos quadrinhos por ser citada em “O Cavaleiro das Trevas” de Frank Miller, diferente de algo tão grandioso como David Ayer planejou em seu filme em 2016, que inclusive teria ramificações com a “Liga da Justiça de Zack Snyder” mas pelas divergências criativas com o estúdio, houveram drásticas mudanças conceituais no filme.

    Outro conceito que é uma mudança realizada por Gunn é não deixar de lado a sua identidade visual, conhecida por seu trabalho nos dois filmes da franquia ‘Guardiões da Galáxia’ lançado pela Marvel, com um tom muito mais colorido e descontraído, apostando em uma trilha sonora mais leve com músicas das décadas de 70/80 para dar o clima de boa parte de suas cenas.

    A forma que o diretor usa este elemento em seu “O Esquadrão Suicida” é de forma simples apostando no visual de seus personagens que seguem exatamente as suas contrapartes dos quadrinhos como, por exemplo, o visual do Pacificador de John Cena, o Mestre das Bolinhas de David Dastmalchian e até mesmo o Coronel Rick Flag de Joel Kinnaman, como um personagem totalmente diferente em relação a sua participação anterior.

    Além de trazer novos personagens, outros são re-aproveitados do filme anterior, o que significa que apesar dos problemas do primeiro longa, o cineasta conseguiu ver potencial para utilizá-los de uma forma diferente, como o ator Joel Kinnaman comenta em uma de suas entrevistas ao falar de sua participação no filme.

    Tendo em vista o elenco anunciado e a quantidade de personagens envolvidos na trama, tudo indica que veremos duas diferentes equipes formadas para que essa missão suicida seja concretizada com sucesso. Algo que a temida Amanda Waller (Viola Davis) espera. Com as prováveis duas equipes pode se especular que uma delas falhe de forma catastrófica, resultando na morte dos seus membros, o que justificaria a maioria destes personagens ou quase sua totalidade, serem vilões não tão importantes dos respectivos universos heroicos aos quais antagonizam. Assim, uma segunda formação será necessária para dar conta do trabalho.

    Além da trama que promete algumas surpresas como a chegada do vilão Starro, mas sem muitos detalhes de como isso irá acontecer, James Gunn irá utilizar algo que se tornou uma marca registrada do MCU, a aparição do criador dos personagens como foi Stan Lee em participações divertidas nos filmes da Marvel. Neste caso, teremos o próprio John Ostrander participando em algum momento do longa, como revela uma das cenas divulgadas no trailer.

    Pensando em todos os indicativos de mudanças que ocorreram em relação ao trabalho anterior, considero que existe a expectativa, se não melhor dizer esperança, de um Esquadrão Suicida que agrade ao público e possa finalmente atingir o sucesso completo, tanto na bilheteria, quanto na crítica, algo que o seu antecessor não alcançou.

    Ricardo dos Santos
    Ricardo dos Santoshttps://terraverso.com.br
    Fã de quadrinhos, séries, filmes e games. Apaixonado por DC de Grant Morrison a Alan Moore. Mais um privilegiado de estar na amada Terraverso.

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