A diretora de Mulher-Maravilha, Patty Jenkins, afirma que a Warner Bros. a fez mudar o final original do primeiro filme da heroína “no último minuto”, resultando em uma batalha de super-heróis em maior escala entre a guerreira amazona (Gal Gadot) e Ares (David Thewlis).

Quando a Mulher-Maravilha confronta o verdadeiro Ares, rejeitando sua oferta de unir forças e livrar o mundo devastado pela guerra dos homens, a heroína e o Deus se confrontam em uma batalha épica que ficou muito maior do que o final planejado originalmente por Jenkins:

“O final original do primeiro filme também foi menor, mas o estúdio me fez mudar no último minuto. Então, isso sempre foi um pouco chato porque essa é a única coisa que as pessoas falam, porque eu concordei.”, disse Jenkins em entrevista ao IGN. “E eu disse ao estúdio que não tínhamos tempo para fazer isso, mas foi o que foi. Acabei adorando, mas esse não era esse o final original do filme.”

Mulher-Maravilha 1984 coloca Diana contra Maxwell Lord (Pedro Pascal) e Cheetah (Kristen Wiig), fazendo um confronto mais íntimo e de menor escala.

“Desta vez, eu amei muito o final. Tivemos um efeito visual [luta], uma grande batalha na qual eu apenas investiguei e tive uma execução grandiosa, que me senti tão satisfeita. Mas, em última análise, o final do filme é muito mais analisado, e isso foi muito, muito divertido. Sem spoilers, há todo tipo de coisa acontecendo, mas foi muito divertido moldá-lo de forma diferente.” disse Jenkins.

Apesar do final criticado, Jenkins acredita que teria sido um “erro” em Mulher-Maravilha não colocar a super-heroína contra o Deus da Guerra de alguma forma.

“Na minha opinião, teria sido um erro fazer um primeiro filme da Mulher-Maravilha sem seu arquirrival absoluto, Ares, que é o vilão mais clássico da história e é a contrapartida do seu ponto de vista. Ela é uma deusa e ele é um deus, e ele sabe algo que ela não sabe e fez uma escolha baseada nisso. Ele viu a fraqueza na criação de seu pai e está tentando mostrar ao mundo o quão ruim a humanidade é e, portanto, se deve aniquilá-los e se livrar deles. Ela, no decorrer de sua jornada, aprende a mesma coisa e acaba dizendo ‘Oh meu Deus, eles são todas essas coisas’, mas ela faz a escolha oposta.” conclui Jenkins.

As primeiras sessões de “Mulher-Maravilha 1984” entraram em exibição nos cinemas do Brasil na última semana. Confira nossa crítica sem spoilers sobre a produção -neste link-.

Via: [ComicBook].

Sobre Willyan

Willyan Bertotto

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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