Existe um medo que circunda o anúncio de toda a sequência de uma produção. Não é necessária muita pesquisa para descobrir exemplos de continuações perderam a mão e a revelação de um possível ‘Coringa 2’ levou muitos fãs a coçarem as suas cabeças e tentarem entender qual seria o melhor rumo que o longa poderia seguir.

Após o estrondoso sucesso que foi Coringa (2019), o anúncio de uma continuação acaba por não ser uma grande surpresa. Arrecadando cerca de $1,074 bilhão de dólares em todo o mundo, a produção se solidificou como o primeiro filme com classificação “R” nos EUA a bater a marca, além de colecionar diversos prêmios ao longo da sua jornada, incluindo o Oscar de Melhor Ator para a impecável performance de Joaquin Phoenix.

Dessa forma, o filme ganhou um interesse especial pelo estúdio, que não deixaria uma mina de ouro largada às traças. Entretanto, fica no ar um sentimento de receio e dúvida, mesmo deixando algumas pontas soltas, a primeira trama possui um arco sólido, que fecha em si próprio.

Muitas teorias e deduções andam pairando nas redes sociais. E, pensando nisso, reuni algumas que podem, ou não, se aproximar do que veremos nas telas.

Coringa Definitivo

Arthur Fleck é o real protagonista do primeiro filme e sua queda perante a loucura é o fio condutor da narrativa, porém, o grande vilão, que dá título à trama, só é visto em seus minutos finais, não tendo tempo para mostrar o seu completo potencial.

Caso o estúdio queira seguir um caminho mais “seguro”, uma repetição da fórmula seria algo a se considerar, dando continuidade ao estudo de personagem já antes iniciado, com algumas certas modificações para não se tornar apenas uma mera cópia de si mesmo.

Uma saída interessante é tornar o vilão um ser ativo em seu próprio meio; não sendo mais um produto daquilo que o cerca, mas sim, um agente que modifica o todo. O Palhaço do Crime pode abraçar de vez a alcunha de emissário do caos e aproximar Gotham da sua realidade distorcida.

A chegada do caos a Gotham City

A mitologia do Batman sempre foi um dos pontos mais atrativos de suas histórias, tendo uma gama extensa de características e personalidades marcantes que podem enriquecer o longa de muitas formas, começando pela própria cidade. Gotham foi utilizada para criação do contexto onde se encontrava o Coringa, mas, o local poderia ganhar um papel de maior destaque na trama, recebendo o status de personagem.

Gotham é uma cidade corrompida e em fase de mudança. Após os eventos do finais do longa, a classe mais carente da cidade resolveu se rebelar e usou a imagem do palhaço como símbolo de sua luta.

O Coringa pode se aproveitar dessa transição e explorar a influência de seus seguidores, os virando de vez contra a elite da cidade. Podendo ser o início da construção da imagem definitiva do vilão e o primeiro passo para a criação daquilo que veríamos anos depois, já com um Batman estabelecido.

Para isso, seria interessante um contrapeso aos ideais radicais do Coringa, alguém que sirva como pilar de justiça em meio a tamanha desordem. Um James Gordon no início de sua carreira, e ainda muito inocente quanto a cidade, poderia cair como uma luva para o papel.

Outro ponto interessante para se explorar é os seguidores do Coringa, que poderiam ganhar uma atenção especial e serem a ferramenta pela qual o vilão comete as suas atrocidades, não precisando o mesmo sujar as suas próprias mãos, como uma espécie de culto, usando de referência a autodenominada seita hippie “família”, de Charles Manson.

Pesadelos no Asilo Arkham

Indo para um lado completamente experimental, o filme pode seguir com os eventos do seu final e mostrar o, agora Coringa, tornando o asilo Arkham um verdadeiro pandemônio. Para isso, seria interessante uma mudança de gênero na sequência, saindo do drama e mergulhando de cabeça no horror psicológico.

A história poderia navegar ainda mais na mente do vilão, com o personagem lidando com o seu atual estado de loucura e se distanciando cada vez mais da realidade, não sabendo distinguir o que é real ou não, bebendo bastante de filmes como “O Iluminado”, para criar uma atmosfera de desconforto e desorientação, brincando com os cenários através de alucinações.

Os antagonistas podem ser frutos do subconsciente do palhaço, que tentam proteger o restante de sua sanidade ou, os próprios médicos do Asilo, seja como meros obstáculos vistos pela visão do protagonista, ora como personalidades ambíguas, que realmente represente uma ameaça além da psicológica.

Um personagem que pode ser colocado para rivalizar com o Palhaço do Crime, mas sem desestabilizar a sua vilania, seria Hugo Strange, um vilão e psiquiatra de grande renome em Gotham, que já veio a descobrir a identidade secreta do Batman nas HQ’s. O conflito entre ambos não precisaria ser algo físico, com os dois lados usando de suas melhores armas; a influência para se sobressair no final.

É inegável que ‘Coringa 2’ terá um desafio muito grande pela frente. Será extremamente difícil conseguir replicar o impacto do primeiro filme, que deve assombrar a produção até o seu lançamento. A volta de Todd Philips como co-roteirista (Via: THR) será um grande diferencial e pode sim ser um indicativo de que a produção irá acontecer de fato e, dependendo de quais serão os planos da Warner para o futuro, o Coringa de Joaquin Phoenix será uma presença forte no universo DC, sendo o rosto de sua própria franquia.

Devido a linha cronológica da produção e os demais projetos do DCEU, rostos como o do Batman, Arlequina e até mesmo Pinguim e Charada, dificilmente estarão presentes, tendo o filme que trabalhar com essas limitações de personagens.

Sendo algo desejado ou não, os fãs só querem receber um filme a altura do personagem.

Sobre Marcos

Olá! Meu nome é Marcos e tenho um grande amor pelo jornalismo. Possuo um podcast, o Sabor de Ambrosia, e sou um grande fã da DC desde que me entendo por gente. Escrevo de tudo um pouco e, espero que gostem do que tenho pra falar.

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