2021 foi o ano em que os heróis do Arrowverso perderam (quase) tudo, mas superaram seus desafios

    O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DAS ATUAIS TEMPORADAS DE “THE FLASH”, “BATWOMAN” E “LEGENDS OF TOMORROW”.

    2021 não foi um ano fácil e quem acompanha as atuais séries da The CW deve ter notado um padrão acontecendo com seus protagonistas, devido à diversas situações diferentes, seus heróis perderam seus Quartéis-Generais. A primeira equipe a ficar sem um lugar para acomodar sua base de operações foram as Lendas do Amanhã no final da sexta temporada da série, quando a  Waverider foi destruída, deixando a equipe presa em 1925.

    Ryan Wilder e a bat-equipe também não terminaram 2021 em uma situação favorável quando o assunto é o acesso à Batcaverna. Ryan teve que abdicar de seu posto como CEO das Industrias Wayne e com isso não teve mais como entrar em sua base de operações. Ela foi obrigada a assinar um documento passando o controle de tudo para seu irmão Marquis Jet, na esperança de conseguir salvar Mary Hamilton de se tornar uma versão da Hera Venenosa permanentemente. Com isso a Batwoman ficou literalmente “só com a roupa do corpo” e o batmóvel.

    Barry Allen e o time Flash também teve seu acesso ao seu quartel-general negado durante os primeiros episódios do crossover “Armageddon”, com isso Barry teve uma única alternativa, destruir inúmeros arquivos, incluindo sua versão da Gideon, e bloquear algumas passagens secretas. Assim como Ryan e as Lendas, lhe restando apenas seu traje e alguns apetrechos improvisados.

    Diante destas situações, devemos nos perguntar o que torna uma pessoa um herói ou heroína e debater a real importância de uma base de operações para ele ou ela, já que nos últimos meses do ano estes personagens acabaram perdendo quase toda sua tecnologia.

    Em um texto publicado aqui no Terraverso, falei sobre o conceito de super-herói ou super-heroína, onde para o pesquisador Peter Cogan:

    Super-herói, ou super-heroína trata-se de um personagem heroico, altruísta e que realiza missões a favor da sociedade. Ela, ou ele, possui poderes e habilidades extraordinárias, utiliza de uma tecnologia avançada e/ou é  altamente desenvolvida fisicamente ou mentalmente, ou possui habilidades místicas. Além disso, ele ou ela tem uma identidade secreta e um codinome E, NA maioria das vezes, pode ser definido por três características básicas: missão, poderes e identidade. Porém, existem personagens que não possuem algum desses elementos e nem por isso são menos heroicos.

    De acordo com a citação, percebemos que para ser um herói, ele ou ela deve agir em prol da sociedade como sua missão. Acredito que este altruísmo seja a característica mais importante de qualquer um deles, pois vemos estes personagens protegendo a cidade onde vivem, o universo e a linha do tempo.

    Claro, não podemos deixar de mencionar os laboratórios tecnológicos, apetrechos, trajes praticamente indestrutíveis e naves espaciais, elementos que certamente fazem parte do universo de qualquer personagem que se dedique a “salvar o dia”. O mesmo pesquisador citado diz que os heróis tem poderes, mas como podemos observar, Ryan não possui habilidades super-humanas, mas nem por isso deixa de ser uma heroína, pois usa sua motivação e sua vontade de fazer justiça para proteger Gotham.

    Entrando na segunda parte deste texto, o Quartel-General é um elemento muito trabalhado e mencionado em histórias em quadrinhos, livros, séries e filmes. Eles podem ser simplesmente uma garagem, um porão ou possuírem localizações, modelos e dimensões mirabolantes. Eles são um elemento à parte e que ajudam a construir a história do personagem, funcionando como local para que eles possam se agrupar e se preparar para os desafios que os aguardam. O chamado “QG” nada mais é do que um local secreto que guarda trajes, apetrechos, tecnologias, entre tantas outras coisas úteis aos heróis, mas voltando à principal motivação e título deste texto, 2021 não foi um ano fácil para eles,  mas mesmo prejudicados, eles ainda podem atuar da mesma forma? Eu diria que SIM.

    Ryan, Barry e as Lendas tiveram um enorme desafio pela frente, proteger o local onde vivem e a Linha do tempo sem suas bases de operações, mas mesmo sem elas, provaram que para ser um herói não é necessário possuir uma enorme quantidade de satélites de vigilância ou um sistema capaz de hackear qualquer computador (mesmo isso sendo de enorme ajuda contra os criminosos). Tomamos como exemplo Ryan, mesmo sabendo que perderia seu posto nas industrias Wayne, ela não pensou duas vezes antes de aceitar o acordo com seu irmão, pois estava movida pela vontade de salvar Mary; Barry Allen também não ficou completamente sem ação quando perdeu seu laboratório, ele continuou a enfrentar os desafios propostos pelo crossover “Armageddon” e arriscou sua vida para ter todos que amava de volta; já as Lendas, mesmo presas em 1925, com poucos recursos e sem a menor possibilidade de reconstruírem a Waverider, arquitetaram um plano para voltarem a viajar no tempo.

    Com este texto, quero dizer que uma atitude heroica não nasce de um computador futurista, mas da vontade de ajudar o próximo.É  com a força de vontade destes heróis que eu, Lucas, olho para 2022.

    Neste último dia do ano, desejo a todos leitores e todas leitoras do Terraverso um próspero Ano Novo e que todos e todas nós, assim como Ryan, as Lendas e Barry, deixemos as dificuldades no ano que se encerra. Neste novo ciclo que se inicia, tomemos como exemplo atitudes que mudam o mundo, mesmo em meio à adversidades.

     

    Lucas Nunes
    Lucas Nunes
    Sou publicitário formado pela UFSM, mestre e doutorando em comunicação pela UFSM também. Fora isso, apenas alguém apaixonado pelo mundo nerd.

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