Temporada com falta de foco marca segundo ano de ‘‘Titãs”, série do DC Universe. Confira abaixo nossa crítica SEM SPOILERS.

O segundo ano do seriado de sidekicks começou com as chances viradas contra ele mesmo. Com o final da temporada anterior cortado para valorizar um cliffhanger, logo no primeiro episódio, uma sensação de Déjà vu se manteve durante os primeiros 30 minutos do episódio, cortando toda a antecipação que a segunda temporada carregava com sua estreia.

Mas um salto gigante acontece logo no final do mesmo episódio, com os últimos 15 minutos. Nos 5 episódios seguintes, a série consegue satisfazer os mais curiosos, gerando interesse de muitos, que combinado com boas impressões nas redes sociais, fizeram da segunda temporada do seriado um grande sucesso, logo nos primeiros ep’s liberados no streaming americano, resultando em sua renovação para a terceira temporada, em 2020.

Mas com a chegada dos próximos episódios, o descontentamento veio junto quando parte do enredo parecia não progredir. Diferente do apresentado em seu primeiro ano, um padrão foi estabelecido para a segunda temporada da série: os Titãs não conseguem agir juntos.

Longe de ser um spoiler, o primeiro ano apresentou seus quatro protagonistas logo cedo, e após os 4 primeiros episódios, todos já estavam juntos lutando como um time, com os ocasionais episódios de fora focados em Rapina e Columba ou Donna Troy, mas aqui, todos os heróis já estão juntos, mas curiosamente, escolhem não agir como um time completo.

Os arcos pessoais parecem deslocados, e mais uma temporada é focada em dar um dos membros uma nova identidade, dessa vez encerrando o arco da primeira temporada, com o Asa Noturna finalmente fazendo sua estreia.

Existe uma divisão proposital durante a segunda temporada de Titãs, que infelizmente dura por muito tempo. Mesmo quando todos se misturam, a química entre os membros originais (Donna, Dawn, Hank) e os novatos (Rose, Rachel e Garfield) não funciona, e talvez seja esse o motivo de não existirem muitas cenas entre as duas gerações interagindo mais do que “necessário”.

Mas pelo lado positivo, o entrosamento entre os novos membros é apaixonante, as cenas entre Jason, Rachel e Garfield no início da temporada são o grande charme do novo ano, que forma mini times para desenvolver sua trama em lugares separados. O duo Donna e Kory, apesar de breve, também causa um bom impacto.

Os novos rostos ao seriado são bem vindos e ajudam na expansão do universo, Conner e Krypto criam os melhores momentos cômicos esse ano. Rose e Jericho são essenciais para o desenvolvimento do vilão, o Exterminador, mas conseguem cativar o suficiente para se tornarem maiores, enquanto Slade impressiona logo de cara, mas cai na mesmisse depois de alguns episódios onde o mesmo parece perdido em seus próprios planos.

A segunda temporada de Titãs continua a entregar bastante fan-service durante seus 13 episódios, com a adição de novos rostos e um belo up nos efeitos especiais. O seriado deve se beneficiar bastante do ”tratamento Netflix”, que te permite assistir todos os episódios de uma vez em uma maratona. O futuro é promissor, o presente é satisfatório.

Nota:

Sobre Juan

Juan Almeida

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro. A pólvora, a traição e o ardil; por isso não vejo porque esquecer; uma traição de pólvora tão vil" - “V for Vendetta”

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