Titans já chegou no Brasil via Netflix. Ela é a primeira série do serviço de streaming da própria DC lá nos Estados Unidos, chamado DC Universe. 

E o que dizer dessa primeira temporada? Caro leitor, pode ficar tranquilo que essa crítica é SEM SPOILERS para não prejudicar sua experiência ao assistir!

Quando houve o murmurinho sobre o lançamento da série, confesso que fiquei apreensivo com dois detalhes; como seriam as transformações do Mutano? Como os efeitos dos poderes de Ravena e Estelar estariam na série?

Era uma expectativa que dependendo do resultado nas telas, poderia me decepcionar ou surpreender. Realmente nem decepcionou e muito menos surpreendeu. Os efeitos ficaram melhores que os efeitos que a The CW produz nas séries do Arrowverse e isso já é um grande avanço. Aliás, a fotografia de cena da série é um ponto que chama muito a atenção. Há uma preocupação por parte da produção de entregar uma experiência visual que alimente nossos olhos com ambientes, figurinos, cores e luzes que conversam e dialogam em perfeita sintonia.

A trama central da série gira em torno dos clássicos personagens, Dick Graysson, Ravena, Mutano e Estelar. Dentre esses quatro personagens, a série escolheu um deles para articular as ligações e propor ramificações no roteiro que conectam os Titãs em torno de um objetivo/problema em comum. A personagem escolhida é a Ravena, então, não tire os olhos dela durante a série! A atriz Teagan Croft (Ravena) se destaca não apenas pela idade, mas na segurança que passa em cena, descobrindo seus poderes no decorrer da trama e relacionando-se com os outros membros do grupo de forma natural e segura.

Anna Diop, a Estelar, é também outra grata surpresa. Depois de uma enxurrada de comentários racistas sobre a escolha da atriz, ela calou a boca dos haters entregando aos fãs uma Estelar fantástica e que lembra muito a clássica Estelar dos quadrinhos de George Pérez. Vi nela um símbolo de empoderamento e liberdade muito forte, sendo marcante em momentos cruciais no decorrer da série.

Titãs se destaca não apenas no roteiro, mas sim no cuidado que há para entregar aos fãs uma série que apresente e contextualize essa nova proposta do DC Universe. Aliás, a inserção da Patrulha do Destino é uma das coisas grandiosas da série. Perceber a influência e interação desses icônicos personagens com o Universo de Titãs, proporciona aos fãs uma grata lembrança a obra de Grant Morrison, além de indicar os caminhos para a produção solo dessa equipe de heróis.

A série Titãs entrega aos fãs uma novidade da linha de produtos Séries do Universo DC. Diferente de tudo que já foi proporcionado e apresentado aos fãs por outras séries da casa das lendas. Jamais uma série da DC recebeu um tratamento tão qualificado quanto Titãs. Seja em roteiro, elenco ou produção, Titãs surpreende sim, positivamente.As expectativas para as novas produções do DC Universe é que elas mantenham a qualidade já apresentada em Titãs e garantam aos fãs bons momentos junto aos seus personagens.

Nota do portal Terraverso:

Sobre Willyan

Willyan Bertotto

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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