A nova série do DC Universe e da The CW chega ao serviço de streaming com animação e ótimas surpresas.

Sinopse:

A vida aparentemente perfeita de Courtney em Los Angeles vira do avesso quando ela se muda para Blue Valley, no Nebraska, com sua mãe Bárbara (Amy Smart), seu padrasto Pat Dugan (Luke Wilson) e seu meio irmão Mike (Trae Romano), e ela se vê lutando para se adaptar em uma nova cidade e no colegial. Mas quando Courtney descobre que Pat está escondendo um grande segredo sobre seu passado, ela precisa se tornar a inspiração para uma nova geração de super-heróis.”

Assim como produções anteriores do DCU, Stargirl começa forte, com uma grande identidade visual e homenagens ao extenso universo que a série planeja fazer parte. Seja em um easter egg pequeno no caminhão de mudança ou no incrível service da belíssima reimaginação da Sociedade da Justiça em live action, a nova série de Geoff Johns não tem vergonha de pertencer a um universo conectado já existente, e se aproveita do conhecimento popular sobre esses personagens para não perder tempo apresentando velhos conhecidos.

Sociedade da Justiça em Stargirl

Logo no início, a série te inclui em cenas de ação em primeira pessoa bem elaboradas, com os melhores efeitos especiais já montados pelo streaming até o momento. Em um grande embate na sede da Sociedade da Justiça, podemos ter uma bela noção do que a produção pode nos entregar em seus melhores momentos.

Joel Mchale, o Starman, toma a posição de protagonista, entregando a melhor cena de combate desse primeiro episódio, Mas não demora muito para sermos apresentados a nossa verdadeira protagonista, Courtney Whitmore, que passa pelas típicas e cansativas triagens de um adolescente em mudança para uma nova escola. Brec Bassinger parece confortável, e não precisa de muito para te convencer a tomar o seu lado na trama.

Pouca parte do episódio foca no passado da família Withmore, criando dúvidas que podem ser respondidas no decorrer da temporada, o trabalho do episódio piloto é alcançado quando Courtney encontra o cajado e embarca em sua primeira aventura, despreparada, mas destemida, te deixando curioso e pedindo por mais, assim como a batalha no início do episódio.

O elenco de apoio teve poucos momentos de destaque, Luke Wilson, um veterano comediante no cinema é o que mais tem tempo de tela ao lado de Brec, rendendo bons momentos cômicos e criando um laço de confiança não só com a protagonista, mas com quem assiste.

Sementes para o retorno da Sociedade da Injustiça são plantadas de maneira óbvia, mas com eficiência, e a sensação de insegurança ao redor de Courtney é instalada logo em seu primeiro dia de aula.

Brec Bassinger

Com exibição simultânea, o canal americano The CW fará cortes para se enquadrar ao padrão exigido pela TV, mas as cenas podem ser facilmente identificadas. Em exibição todos os domingos e segundas, o piloto triunfa quando não te entrega todos os detalhes e sugere o retorno na próxima semana com algumas respostas, enquanto busca te prender usando o carisma de sua protagonista.

A série conta com o desafio de tentar vencer um obstáculo já estabelecido por suas antecessoras no streaming: manter o ritmo. Com exceção a excelente temporada inicial de Patrulha do Destino, as séries do DC Universe sofrem com um início promissor mas se perdem na hora da conclusão, e é aqui que precisamos cobrar da nova produção, continuar com esse ritmo, e manter o futuro de Stargirl de forma promissora.

Nota:

40/52 – Bom

Sobre Juan

Juan Almeida

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro. A pólvora, a traição e o ardil; por isso não vejo porque esquecer; uma traição de pólvora tão vil" - “V for Vendetta”

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