Antes de escrever esse texto, tenho a obrigação de ser o mais claro e objetivo com você, caro leitor. Quando a série Arrow estreou, confesso que estava mega motivado em assistir esse universo da DC proposto pela CW. Minha motivação durou 3 temporadas, talvez porque essa proposta sobre o vilão da semana e a insistência em forçar romances em meio a situações heróicas não me agradava nem um pouco. Pelos mesmos motivos, deixei de acompanhar The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow.

Mas eu sou um DCnauta. E como todo fã da editora azul, nós gostamos de acompanhar grandes histórias. É o que nos prende. É o que nos faz gastar nosso precioso dinheiro em HQ’s e produtos que custam muita grana. Eu decidi acompanhar os 4 episódios de Crise na Terra X de forma despretensiosa, apenas parei para assistir uma boa história. Como se parasse em uma banca de revistas para pegar a graphic novel do momento. Mas confesso também que a lembrança anterior, dos momentos que não me agradavam sobre essas séries, estariam presentes nesse crossover. E eles estavam, mas sem nenhuma forçação de barra que prejudicasse o decorrer da trama, até porque o mote principal da história girava em torno do amor.

Iris West e Felicity Smoak: Destaques sensacionais nesse mega crossover

O amor está no ar. Destaque para os casais Iris West e Barry Allen, Overgirl e o Arqueiro da Terra x, Oliver Queen e Felicity Smoak, Sara Lance e Alex Danvers, Ray e Capitão Frio. Esses dois últimos, casais homossexuais (inclusive com direito a beijo gay e tudo!), o que mostra a vanguarda e o destaque da DC Comics em assuntos e questões LGBT+.

A trama inicia com a invasão dos personagens da Terra X na Terra 1. A explicação que a série dá pela existência da Terra X é inédita, pois, de acordo com o que já conhecemos do multiverso de 52 universos em referência nas Hq’s, consideremos a Terra X como a Terra 10, e o crossover apresenta ela como a Terra 53, ou seja, uma terra a par da contagem tradicional dos 52 universos. A explicação é dada pelo Dr. Harrison Wells, nos Laboratórios Star.

Os personagens e suas motivações dentro da história são as mesmas para ambas as terras: Salvar suas versões da Supergirl. E, durante a trama, há referências históricas e também sobre o universo DC para todos os cantos. Destaque para o retorno do vilão da 1º temporada de The Flash e também para a versão Supergirl da Terra X, a Overgirl. Por parte dos heróis, as cenas emocionantes são entre Jefferson Jackson e Martin Stein, apresentando verdadeiramente a essência de um relacionamento entre pai e filho.

Pontos fortes: A construção e apresentação dos personagens, o roteiro e as ligações possíveis sobre a existência de outras versões de personagens dentro do multiverso.

Pontos fracos: Alguns efeitos visuais sem refinamento e a ausência de personagens em outros momentos do enredo. (Ray Palmer e Wally West, principalmente.)

Em resumo, Crise na Terra X é como parar em uma banca de revistas e ler uma Graphic Novel. Posso afirmar com toda a certeza que esse é o melhor momento de todas as séries de super-heróis presentes no mercado. Vale a pena conferir e deixar se envolver por Crise na Terra X. A ordem dos episódios é Supergirl, Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow.

Sobre Willyan

Willyan Bertotto

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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