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Dark Nights: Death Metal | Revelada a origem do Rei Robin

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 – Atenção: Alerta de spoiler da edição ‘Dark Nights: Death Metal – Legends of the Dark Knights’, lançada recentemente nos EUA. –

A segunda história da edição, de Peter J. Tomasi, Riley Rossmo, Ivan Plascencia e Rob Leigh, começa com o Alfred Pennyworth contando a história da época em que criava Bruce Wayne. Nessa proposta, Bruce é completamente diferente do que conhecemos, ainda jovem ele começou a desenvolver tendências perturbadoras e sádicas. Alfred percebeu cedo a escuridão escondida dentro do jovem Bruce, quando a criança começou a cometer o abuso de animais e vários outros atos perturbadores.

Tudo isso culminou em uma cena que os fãs do Batman devem se lembrar – Bruce e seus pais deixando o cinema, quando um assaltante aparece e ameaça atacar a família. Então, o jovem Bruce rapidamente intervém, esfaqueando o assaltante na jugular e deixando-o sangrar até a morte. Quando Martha e Thomas Wayne percebem o que seu filho fez,  começam a conversar com ele sobre sua atitude violenta, e então Bruce atira em ambos em um ato brutal de violência. O jovem começa a chorar como se fosse a vítima da situação até que as autoridades chegam.

Depois, Bruce comenta com Alfred que a fortuna de seus pais em breve será dele, apenas para Alfred lembra-lo que não será do garoto, até que ele faça 18 anos. O Detetive Gordon então chega para perguntar ao Alfred sobre o ataque aos Waynes, e sugere que ele sabe sobre a verdadeira natureza de Bruce. Bruce então atira no pescoço de Gordon com uma besta, matando-o.

Ele então persegue o Alfred por toda a casa, antes que Alfred possa dominá-lo com dardos tranquilizantes, que logo se mostram ineficazes, enquanto Bruce explode pela janela ostentando uma versão distorcida do traje robin. Ele agradece ao Alfred por protegê-lo “até que ele estivesse pronto”, e parte para assassiná-lo também. Ao fim, ele se batiza como “o Rei Robin”.

O Rei Robin é uma versão pequena e sociopata de Bruce Wayne, estendendo ainda mais a ideia sobre a quantidade de Bruces malignos existem no Multiverso Sombrio.

Mulher-Maravilha 1984 | A armadura dourada foi totalmente construída, comenta figurinista do filme

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A figurinista de ‘Mulher-Maravilha 1984’, Lindy Hemming, comentou em entrevista ao ComicBook, que a armadura da Princesa Diana foi construída totalmente. Às vezes, o traje será reforçado com detalhes em computação gráfica, mas Hemming e sua equipe construíram as asas e tudo para Gal Gadot usar como a Diana Prince.

“Você chama de Armadura Águia Dourada, mas na verdade eu a chamo de Armadura Dourada”, disse Hemming ao entrevistador. “É a armadura de proteção mais poderosa que existe, e que foi usada por sua mãe originalmente e de alguma forma ou de outra na história, que eu não quero revelar, acaba sendo com [Diana] em Washington. E então, quando ela está realmente ameaçada por tudo, ela recorre a usar a Armadura Dourada, e isso foi um desafio fabuloso para projetá-la porque quando eu herdei a Mulher-Maravilha, a primeira, obviamente, Michael Wilkinson já tinha trabalhado e feito um projeto para a armadura da heroína, do corte, como ela se parece nos quadrinhos. Então, eu tive que herdar e modificar isso. Essa foi a minha oportunidade de realmente trabalhar em um novo design completamente 100% original e para que eu pudesse falar por horas, é melhor você me interromper porque eu vou continuar falando sobre isso!”

Hemming comentou também sobre os detalhes técnicos da armadura.

“Cada pedaço é real, incluindo o terno de corpo inferior, que parece quase como se tivesse sido colocado digitalmente, mas não é.”, explica Hemming. “E então, é claro, durante as filmagens e no trabalho do pós… o traje é melhorado algumas vezes, embora eu não tenha visto o filme, então, mas eu teria imaginado isso porque estávamos tentando tanto, eu queria ter, em parte, queria ter esse tipo de qualidade mágica sobre ele em vez dele apenas parecer um traje de armadura, porque ele está vindo do passado mágico de uma deusa. Fizemos em um tecido, que Pierre Bohanna tinha inventado uma maneira de usar ouro com um efeito espelhado. Então cada peça era como um espelho, mas o desafio era que o espelho não poderia mostrar os bastidores. Então você pode imaginar que foi muito, muito complicado. Porque sempre que ela estava usando, você não poderia ser capaz de ver câmeras ou luzes ou qualquer coisa, você sabe. De qualquer forma, ele tinha inventado esse tecido, que de alguma forma é parecido com espelho, mas não reflete de forma clara.”

‘Mulher-Maravilha 1984’ está programado para chegar aos cinemas no dia 2 de outubro.

Stargirl | A Sociedade da Justiça enfrenta a Sociedade da Injustiça no teaser do episódio final da primeira temporada

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A CW lançou uma prévia do episódio “Stars & S.T.R.I.P.E. Part Two”, o final da 1ª temporada de Stargirl. O episódio desta semana mostrou a Sociedade da Justiça da América descobrindo a verdade sobre o plano da Sociedade da Injustiça, o Projeto Nova América, e agora é uma corrida contra o tempo para detê-los. Confira abaixo:

‘Stargirl’ é exibida todas as segundas-feiras no DC Universe e no dia seguinte na emissora The CW. Para a segunda temporada, a série será produzida somente pela CW.

Stargirl | Brec Bassinger comenta sobre a série e revela empolgação para a segunda temporada

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No próximo episódio da série Stargirl, intitulado “Stars & S.T.R.I.P.E Part 1”, a Sociedade da Injustiça da América bate de frente com Courtney (Brec Bassinger), Pat (Luke Wilson) e a nova equipe da Sociedade da Justiça da América. A reta final da produção promete grandes emoções.

Durante uma entrevista ao site Collider, a protagonista Brec Bassinger comentou sobre a emoção da confirmação para uma segunda temporada, a dinâmica familiar na série, a melhor parte de interpretar uma heroína e o que ela está ansiosa para a 2ª temporada da produção.

Brec comentou como foi o contato com o produtor Geoff Johns ao receber a notícia de que a série foi confirmada para uma nova temporada;

“Foi tão engraçado, ele me disse: “Ok, tenho 99% de certeza que temos uma 2ª temporada.” E eu ligava para minha mãe e ela dizia: “Nós celebramos?” E eu disse: “Não sei. Ele disse 99%, então eu não tenho certeza. E então, finalmente ele me ligou e disse: “Temos uma 2ª temporada!” E eu disse: “Ok, então agora eu celebro.” E então eu estava tipo, “Ok.”. Como ator, nossos trabalhos são tão inconsistentes e nossas vidas dependem tanto do nosso próximo trabalho, e todo o resto está muito no ar. Então, isso me deu muita sensação de paz, só de saber onde eu estaria, o que eu ia fazer, e com quem eu estava começando a trabalhar. Geoff é incrível. Então, estou muito animada para começar.”

Sobre a dinâmica familiar da produção, com Pat Dugan e Mike, Bassinger comenta;

“Adoro o crescimento entre ela e o Pat ao longo da temporada. É como noite e dia, do primeiro episódio ao último episódio, em como eles interagem uns com os outros. Ao longo de sua vida, enquanto vimos que ela e sua mãe, e ela e seu padrasto, sempre havia a falta de uma figura paterna para Courtney e esse sentimento de abandono existia. E mesmo que ela tenha muitas dificuldades nesta temporada, ver Pat finalmente preencher esse papel da figura paterna é tão bonito. E eu tenho dois irmãos mais velhos, então ver a relação dela e do Mike se desenvolver tem sido ótima também. Eu adoro. E Trae [Romano], que interpreta o Mike, é a pessoa mais engraçada, então eu amo qualquer cena que eu tenha com ele.”

Sobre a melhor parte de interpretar uma super-heroína e o que ela inspira;

“Provavelmente a maneira como ela sempre vê o melhor nas pessoas. Isso me inspira. Quero ser mais assim. Além disso, o amor dela pelo mundo. Às vezes, isso a coloca em apuros, mas seu otimismo infantil é tão bonito. Estar em L.A., é tão fácil para ficar cansada, que você precisa ser lembrada que não há problema em ser uma pessoa ingênua e otimista.”

Bassinger também foi questionada sobre sua empolgação para o novo ano da série e quando iniciam as gravações;

“Estou tão animada com tudo, mas agora, estou pensando na SJA e em reunir minha equipe, e começar a trabalhar com Cameron [Gellman], Anj [Washington] e Yvette [Monreal] novamente. Nós nos divertimos muito, todos nós em nossos trajes e suando, mas amando cada segundo nele. Mal posso esperar para reunir a equipe.

Sobre as filmagens eu realmente não sei. Ouvi dizer que em algum momento de 2021. Estou muito empolgada.”

‘Stargirl’ é exibida todas as segundas-feiras no DC Universe e no dia seguinte na emissora The CW. Para a segunda temporada, a série será produzida somente pela CW.

The Suicide Squad | Diretor James Gunn revela que filme não sofreu interferências durante a produção

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O diretor do filme ‘The Suicide Squad’, James Gunn, usou as redes sociais para comentar que o seu filme não sofreu nenhuma inferência na produção.

“Posso confirmar que ‘Esquadrão Suicida’ teve zero interferência, e é 100% feito por mim, sem nenhum impedimento. Mal posso esperar para que vocês tenham uma pequena prévia na DC FanDome.” 

O diretor também revela estar bastante empolgado para o evento DC FanDome.

Sim, estou gostando muito do FanDome, mas é porque eu sei o quão emocionante será – para o meu filme e outras coisas também!” conclui o diretor.

O novo filme do Esquadrão Suicida tem previsão de estreia para agosto de 2021. O evento DC FanDome ocorre neste mês, no dia 22 de agosto.

Injustice: Ano Zero | Confira a prévia da edição e os comentários de Tom Taylor sobre o lançamento

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Uma das séries de quadrinhos mais bem sucedidas de todos os tempos está voltando para um seuqência limitada, com o escritor Tom Taylor revivendo “Injustice” da DC em um prequel totalmente novo, chamado ‘Injustice: Year Zero’.

A nova série de 14 partes se passa antes dos eventos da primeira série ‘Injustice: Gods Among Us’ e apresenta a Liga da Justiça e seus antecessores super-heróis, a Sociedade da Justiça da América, enfrentando o Coringa — que descobriu uma maneira de controlar os heróis e forçá-los a se destruir entre si. Confira a prévia:

O THR conversou com o escritor Tom Taylor sobre a nova saga. Confira a entrevista na íntegra abaixo:

Por que voltar à Injustice agora?

Parte disso, para mim, era sobre o que poderíamos colocar no mundo agora. Eu estava conversando com Ben Abernathy [DCeased e editor do Batman], sobre querer criar quadrinhos emocionantes, acessíveis e digitais para fãs que estavam tendo problemas para acessar quadrinhos físicos neste momento desafiador.

Tivemos duas ideias. Dada a popularidade de DCeased, pensamos em expandir esse universo, com a nossa série Hope at World’s End, não era fácil. E então, a outra coisa óbvia era voltar para um dos quadrinhos digitais mais bem sucedidos de todos os tempos, Injustice.

Quando comecei a trabalhar em ‘DCeased: Hope at World’s End’, Ben me enviou um e-mail com a linha de assunto “Sim, estamos tentando matá-lo”. O resultado foi que a DC adorou a ideia de retornar à Injustice, bem como fazer DCeased, então decidimos fazer as duas coisas.

E enquanto isso era sobre alcançar as pessoas digitalmente, escolhendo duas grandes e bem-amadas séries, também queríamos livros que pensávamos que fariam bem para os varejistas quando liberarmos fisicamente.

Por que voltar com um prequel — e com esse prequel em particular, especialmente? Você está construindo a mitologia e a história do mundo de Injustice de uma forma muito inesperada com esta série.

Algumas razões.

Primeiro, essa era a parte da história que sempre pareceu ter o maior buraco. Havia duas perguntas de Injustice que pairavam sobre mim há anos. Por que o Coringa tinha como alvo o Superman? E para onde foi a Sociedade da Justiça? Na verdade, semeamos as sementes disso nos quadrinhos de Injustice 2, tanto quando o Doutor Meia-Noite, quanto o Wildcat sugeriram um passado traumático em nosso universo.

Segundo, enquanto eu estava ansioso para voltar a este universo, eu realmente não senti que esse era o momento certo para histórias de um Superman ditador. Meus quadrinhos favoritos são uma fuga do mundo real, e o mundo real tem homens com fome de poder suficiente impondo a sua vontade sobre o povo. Eu queria escrever algo onde meus heróis fossem verdadeiramente heroicos. A única maneira de fazer no universo de Injustice era explorar antes da queda do Superman e antes da amizade de Batman e Superman ser rompida.

A essa altura, você escreveu Injustice por 150 capítulos, ao longo de cinco anos; Acha que o público sente que sabe o que esperar da série. Qual é a única coisa de Ano Zero que eles não vão ver chegando?

Esperança. Verdadeiro heroísmo. Este não é tão moralmente cinza como o que vem depois. Estes são o Superman e o Batman no auge da amizade deles. Lois e Clark como uma equipe. A Liga da Justiça unida, e a Sociedade da Justiça como um exemplo brilhante para todos. Claro que, por sua própria natureza, haverá tragédias, choques e mortes, mas haverá esperança, haverá triunfo, haverá amor com a perda e o coração ao lado da dor.

A saga Injustice se passa em um universo alternativo da DC, onde o Superman se torna um ditador após o assassinato de Lois Lane pelo Coringa, com o Batman liderando um grupo de outros heróis que busca deter o regime do Homem de Aço.

Injustice: Year Zero’ será lançado todas as segundas terças-feiras, e conta com artes de Rogê Antônio, Cian Tormey, Rain Beredo e Wes Abbott.

Os capítulos 1 a 3 já estão disponíveis no ReadDC ou ComiXology. O capítulo 4 estará disponível no dia 18 de agosto.

Mulher-Maravilha 1984 | Revelada uma nova sinopse do filme

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Uma nova sinopse do filme “Mulher-Maravilha 1984” foi revelada no Twitter pelo insider @Luiz_Fernando_J. Conforme ele, o texto foi liberado no Japão e fala um pouco mais da heroína e os vilões do filme. Confira:

Como arqueóloga, Diana que trabalha no Museu Smithsoniano, é uma Mulher-Maravilha que tem poderes extraordinários, considerada a heroína mais forte do mundo. Em 1984, ela está próxima de um perigo mortal, diante de uma enorme conspiração do empresário Maxwell, que possui o poder para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, Cheetah . Será que a Mulher-Maravilha consegue impedir um colapso mundial sozinha?”

“Mulher-Maravilha 1984” tem previsão de estreia nos cinemas para o dia 1º de outubro.

Adão Negro | Ryan Reynolds desmente rumores e revela desejo de participar do Snyder Cut

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O ator Ryan Reynolds usou as redes sociais para desmentir o boato sobre sua participação no filme do ‘Adão Negro’. Reynolds comentou também que gostaria de estar no Snyder Cut.

Eu não estou interpretando o Gavião Negro em Adão Negro. Embora eu geralmente faça o que diabos o @TheRock me diz para fazer. No entanto, eu adoraria estar no filme da Liga da Justiça de Zack Snyder e ouvi dizer que já posso estar nele? #SnyderCutdisse o ator.

Rumores sobre sua presença como o Hal Jordan em Liga da Justiça do diretor Zack Snyder já circulam na internet a um certo tempo, mas agora o ator confirma que tudo não passa de mera especulação. O ator até brincou em um tweet posterior, de que teria um corte secreto do filme ‘Lanterna Verde’, postando uma hilária edição de vídeo nas redes.

O filme do Adão Negro tem previsão de estreia para dezembro de 2021.

Exterminador: Cavaleiros e Dragões | Animação ganha novo trailer mostrando detalhes de Rose Wilson

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A animação “Exterminador: Cavaleiros e Dragões”, dirigida por Sung Jin Ahn, ganhou um novo trailer. Ela será lançada em formato digital no dia 4 de agosto (amanhã) e em mídia física no dia 18 deste mês. Confira abaixo:

Confira a sinopse da animação:

“O mercenário e matador Slade Wilson tem duas vidas: uma como o assassino implacável conhecido como Exterminador e outra como um homem de família dedicado. Quando esses mundos colidem, forçando-o a se unir ao cruel grupo terrorista conhecido como HIVE, é o assassino em Slade que deve lutar para salvar seus entes queridos, bem como o que resta de si. Com sua alma dilacerada e seu jovem filho preso, Exterminador terá que sobreviver aos pecados do seu passado para alimentar as batalhas do seu futuro!”

O longa animado será o próximo lançamento da DC no mercado. Depois teremos a animação ‘Superman: Man of Tomorrow’  será lançada em formato digital no dia 23 de agosto. Em DVD e Blu-Ray no dia 8 de setembro.

#EspecialLigaSombria | Shade, o Homem Mutável

Shade, o Homem Mutável, é um personagem criado por Steve Ditko (ele mesmo, criador do Homem Aranha) em 1977. Ele surgiu na Era de Bronze da DC Comics, e foi o primeiro personagem original de Ditko após muitos anos. Shade mudou desde então (com o perdão do trocadilho), e nessa matéria vamos revisitar suas passagens pela cronologia comum da DC, pelo Esquadrão Suicida, Vertigo e finalmente pela Liga da Justiça Sombria!

Início

A revista Shade, The Changing Man (1977) introduziu Rac Shade, fugitivo do planeta Meta (este que se encontra em outra dimensão). Shade possui uma vestimenta, a “Vest Miraco”, que ele furtou em seu planeta natal, e que provém à ele suas habilidades (um campo de força, habilidade de voo, e o principal: a ilusão que transforma o próprio Shade nas mais diversas formas, sempre dependendo do estado mental dele e de quem o está olhando.

Rac Shade era um agente secreto no seu planeta natal, e se encontrava em fuga no início da série pois acabou sendo incriminado por traição e sentenciado a morte. Ao longo da série, Shade tentou limpar seu nome, mesmo já estando na Terra, e sempre encontrava resistência das Meta-Autoridades. Seu nome foi sendo limpo pouco a pouco, porém ele permanecia sendo perseguido. Sua antiga noiva, Mellu Loron, tentou matá-lo por ter causado uma explosão que supostamente matou os pais dela. Após vários eventos e brigas que envolviam um posto avançado dos habitantes de Meta na Terra, conspirações e revelações, Mellu percebe a inocência de Shade. No final da série, porém, Shade é sentenciado a Área da Loucura, mesmo com evidências que provavam sua inocência.

Mesmo essa série esteja nos anos 70, durante o auge das histórias espaciais no mainstream (Novos Deuses na DC, sagas de Jim Starlin na Marvel), ela não fez tanto sucesso e foi cancelada após a edição 8, em 1978. A editora estava passando pela famosa “Implosão DC”, onde um terço de seus títulos foram subitamente cancelados. Uma nona edição chegou a ser lançada no compilado “DC’s Cancelled Comic Cavalcade“, também de 1978. As 8 edições da série original foram publicadas no Brasil pela editora Ebal, em 1978, na revista “O Mutante”.

Esquadrão Suicida

O Esquadrão Suicida, em uma de suas aventuras interdimensionais, foi parar na “Área da Loucura”, onde Shade estava preso. Shade consegue ajustar o seu traje de uma forma que faça ele e o Esquadrão voltarem à Terra.

Quando eles chegam na Terra, percebem que o citado posto avançado dos Metas na Terra (Occult Research Center, no original) acabou sendo tomado pelo vilão Doutor Z.Z. e uma gangue de criminosos Metanos. Eles queriam utilizar o lugar como base para conquistar a Terra e posteriormente Meta. A primeira tentativa de Shade de parar Z.Z. acabou atrapalhada pela Crise nas Infinitas Terras, que estava acontecendo na época. Após a Crise, o Esquadrão retoma a missão, e Shade consegue parar o vilão. Após alguns acordos, com participação ativa de Rick Flag, Shade consegue se livrar das autoridades de Meta.

Após algumas missões, Shade fez um acordo com a personagem Duquesa para conseguir retornar à Meta. O problema é que Duquesa na verdade era Lashina, uma das fúrias de Darkseid, disfarçada.

Lashina o traiu assim que ele foi parar em Apokolips, junto de alguns de seus amigos do Esquadrão Suicida. Briscoe e Flo Crowley (parte da equipe de apoio do Esquadrão Suicida) e o vilão Doutor Luz acabaram morrendo em combate com os parademônios e as Fúrias Femininas. Darkseid envia os mortos de volta a Terra e Shade de volta à Meta.

Lembrando que essas revistas antigas do Esquadrão Suicida saíram apenas pela Abril nos anos 80 – 90, espalhados nas revistas Super-Amigos, Liga da Justiça e Super Powers.

Vertigo

Em 1993, era criado o selo Vertigo, e os anos 90 como um todo seriam o seu auge. Os Invisíveis, Sandman, Preacher e outros sucessos foram publicados na época. E mais especificamente em julho de 1990, estreava a revista Shade the Changing Man (isso, antes mesmo da Vertigo), talvez a versão mais popular do personagem. Dessa vez, Peter Milligan (que escreveu Hellblazer por muito tempo) assumiu o roteiro, e Chris Bachalo as ilustrações (Morte, X-Men).

A história e a arte agora são bem psicodélicas, levando ao limite os conceitos dos poderes de Shade. Os poderes ainda envolvem sua mudança de formas, porém de maneiras bem mais surreais. Shade, agora um poeta de outra dimensão, chega a Terra com o objetivo de deter o ‘Grito Americano’, que é basicamente a personificação dos medos e da loucura dos norte-americanos. Shade e sua parceira Kathy embarcam por uma viagem pelos EUA revisitando eventos históricos, como a morte de JFK. E além da mudança de aparência habitual de Shade, os autores brincam com o conceito de morte do personagem. Diversas vezes o autor Peter Milligan matou Shade, fazendo com que o mesmo voltasse em diferentes formas.

Essa série vendeu bem, e manteve um público fiel até o seu cancelamento na edição 70, em 1996. No Brasil, foi parcialmente publicada na Metal Pesado em 1997 e 1998, em revista própria e no “Almanaque Vertigo”. Mais recentemente, entre 2016 e 2017, a Panini lançou três encadernados em capa cartão com os primeiros arcos de Milligan.


Almanaque Vertigo, de 1998. Fonte: guiadosquadrinhos.com.br

Liga da Justiça Sombria

Shade retornaria ao universo regular da DC nos Novos 52. Na revista Dark, de 2011, Shade é um dos membros convocados para derrotar a Magia, que por sua vez havia derrotado a Liga da Justiça regular.

Como sabemos, essa revista fez certo sucesso, e principalmente estabeleceu a marca “Liga da Justiça Sombria”, que já quase ganhou filme live-action, ganhou longa animado e inspirará a futura série da HBO Max. A HQ foi publicada no Brasil pela Panini na revista “Dark”, que compilava outras histórias dessa linha além de Liga, como Monstro do Pântano, Homem Animal e Eu, Vampiro.

Outras versões

De versões alternativas de Shade, temos rápidas aparições do personagem em Reino do Amanhã, e Liga da Justiça – O Prego. Além disso, ele aparece em Flashpoint, de 2011, na minissérie Flashpoint: Secret Seven, escrita pelo velho conhecido do personagem, Peter Milligan. Aqui, Shade é o líder do grupo de heróis “Septeto Secreto”, que inclui Ametista e Magia. O grupo é recrutado pelo Cyborg dessa realidade, que tem como objetivo evitar a apocalíptica guerra entre Atlântida e Themyscira.

Em outubro de 2016, a DC lançou o selo Young Animal, de curadoria de Gerard Way. Um dos títulos iniciais foi Shade, The Changing Girl (roteiro por Cecil Castellucci e desenhos de Marley Zarcone), que estrela uma Metana chamada Loma, que é uma admiradora de Rac Shade. Graças a uma vestimenta roubada de um museus, ela viaja à Terra e ocupa o corpo da terráquea Megan Boyer. A revista muda de nome em 2018, para Shade, The Changing Woman. No final da série, Loma se encontra com Rac Shade, completando o círculo da história iniciada na era Vertigo. A série já teve dois encadernados de capa dura lançados no Brasil, a partir de 2018.

Outras Mídias

Shade aparece rapidamente em um curta da DC Nation, do Cartoon Network, além de outra rápida aparição no longa ‘Liga da Justiça: Ponto de Ignição’ (ótima adaptação da HQ Flashpoint). Esperamos vê-lo de forma mais efetiva na série da Liga da Justiça Sombria, apesar de sua participação não estar garantida. Mas o que os fãs de Shade realmente desejam (pelo menos eu) seria uma futura série solo que adapte sua passagem pela Vertigo, de maneira tão inventiva quando Patrulha de Destino. Alô HBO Max!