Superman surgiu nos quadrinhos em abril de 1938, portanto em 2018 completa 80 anos de existência. Porém, os gibis foram apenas o começo da longeva vida do Homem de Aço. Na primeira parte desse especial vamos conhecer um pouco da carreira do Superman fora dos quadrinhos e de como as outras mídias ajudaram o Homem do Amanhã a se tornar o ícone eterno que ele é hoje em dia.

1940 – The Adventures of Superman (Programa de Rádio)

A televisão já existia nos Estados Unidos desde o final dos anos 1920, mas o rádio ainda era o mais forte dos meios de comunicação no começo dos anos 1940. Superman havia sido um estrondoso sucesso dois anos antes na sua estréia em Action Comics nº 1 e, como sua popularidade entre as crianças só crescia, era hora de ele ter um show de rádio. O programa The Adventures of Superman estreou em uma rádio de Nova York em 12 de fevereiro de 1940 e permaneceu no ar por 11 anos, tendo o último de seus 2088 episódios sido transmitido em 1 de março de 1951. O primeiro ator a dar vida (no caso, dar voz) ao Superman foi Bud Collyer que ficou no papel entre 1940 e 1950, quando foi substituído por Michael Fitzmaurice na temporada final do seriado.

Bud Collyer, o primeiro homem a dar vida ao Superman

Alguns dos muitos elementos da mitologia do Superman foram criados no show de rádio. A kriptonita, o chefe do Planeta Diário Perry White e o jovem amigo do Superman Jimmy Olsen foram algumas das criações originais para o rádio e que logo depois, ganharam suas versões nos quadrinhos.

E claro que os melhores do mundo não poderiam ficar de fora dessa. Batman teve sua primeira participação no programa de rádio do Superman em 2 de março de 1945, onde ele (interpretado pelo ator Stacy Harris) e Robin (cuja voz era do ator Ronald Liss) viveram aventuras ao lado do Homem de Aço.

A série foi tão importante para os americanos que inclusive ajudou a acabar com a sociedade secreta racista Ku Klux Klan. Em 1946 o ativista Stetson Kennedy se infiltrou na organização que na época estava ganhando força nos Estados Unidos. Kennedy tomou conhecimento de todos os rituais e de como a KKK estava enraizada no governo e nas forças policiais e da lei. Então decidiu que ia denunciar a seita de outra forma, e qual a melhor forma de se destruir uma entidade maléfica se não usando o maior super herói do mundo? Kennedy entrou em contato com os produtores da série e estes, com o fim da Segunda Guerra Mundial, estavam procurando novos vilões para o Homem de Aço. A ideia do Superman contra fanáticos supremacistas agradou a emissora e o resultado foi a série de 16 episódios intitulado “Clan of the Fiery Cross” onde além de enfrentar os encapuzados, o Superman detalhada os códigos secretos da seita e seus rituais. O resultado disso tudo foi que em menos de duas semanas depois da transmissão dos episódios, o recrutamento da KKK caiu drasticamente até chegar a zero, levando a seita ao total descrédito e até mesmo se tornando motivo de chacota nos Estados Unidos na época. E foi assim que o Superman salvou o dia mais uma vez…

Abaixo você pode acompanhar o primeiro episódio do programa de rádio e a série de episódios “Clan of the Fiery Cross” em inglês.

https://www.youtube.com/watch?v=J4vFjUwI_nE&t=98s

 

Sobre Rodolfo

Rodolfo Monteiro

Formado em Contabilidade, mas Nerd de coração e alma. Colecionador de gibis desde 1996, amante da DC desde Batman Returns. Sempre buscando conhecer mais sobre a nona arte!

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