História de Tom King com arte de Mitch Gerads

Mister Miracle, personagem criado por Jack Kirby (o rei dos quadrinhos que completaria 100 anos se estivesse vivo no último dia 28, cujo verdadeiro nome é Scott Free), é conhecido como um novo deus cujo poder é escapar de absolutamente tudo! Desde armadilhas até situações embaraçosas chegando a ser capaz de abrir qualquer porta e conhecedor inclusive da equação anti-vida de Darkseid. Tais habilidades o lhe possibilitaram fugir do regime totaliário de Apokolips e se tornar um símbolo da liberdade encarnada.

Tendo sua primeira aparição em 1971 na sua própria revista, que vinha de um ambicioso projeto de Kirby para a DC que foi a criação Quarto Mundo

Nesse especial em 12 partes criado em comemoração ao centenário de seu criador, King nos leva a uma leitura que questiono ser possível parar na metade. Cheio de incertezas e angustias, Scott é apresentado numa situação muito delicada, sendo acusado de atentar contra sua própria vida. O autor em momento algum mostra qualquer certeza sobre o que é real e o que é alucinação.

Tom King pega o Senhor Milagre, um herói com poderes inimagináveis e vem tratar de suas questões humanas, assim como já fez em outros quadrinhos. Após o ocorrido inicial, é visto uma série de personagens relacionados interagindo, seja no hospital ou em casa, sem que quaisquer deles sejam capazes de falar de forma aberta. O que acabou de acontecer, entre eles, seu pai, sua mulher e seu irmão, que parte mais pra agressividade como uma tentativa de traze-lo de volta a realidade, mas continuando incapaz de dialogar, sendo que apenas a própria mídia vai tentar entender o ocorrido. Sugere-se a desculpa de estar tentando um novo truque: escapar da morte, algo que ninguém, e aparentemente nem ele próprio compra a ideia. O que chama a atenção na história é que o interlocutor finaliza perguntando: “Será que você conseguiu escapar da morte?”. Inclusive é apresentado vários detalhes que não são claros aos acontecimentos da própria narrativa, abrem-se muitas brechas para duplo entendimento.

Pouco a pouco os dizeres começam a aparecer nos 9 quadros, “DARKSIDE IS”, de forma que se intensificam conforme o desenrolar da trama, até que toma conta completamente da página, coisa que em seguida é dita que Nova Genesis entra em guerra, pois foi invadida, seu pai foi morto e tudo está fora de controle.

A arte e a argumentação casam perfeitamente, possuem partes experimentais e existe uma mudança dependendo do estilo do roteiro, tanto no início quanto na parte da entrevista que dá para a mídia em que os quadros tem um efeito estático, típico da televisão. Quando está enfrentando seu irmão as cores são bem chapadas para mostrar esse conflito, e finaliza com cores extremamente fortes ao estilo Jack Kirby de ser quando ele é chamado para a ação

Só existe uma conclusão possível para essa história: LEIA!

Sobre Marcelo

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Empresário, amante da DC Comics.

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