Não é de hoje que a Panini, assim como todas as editoras, tem dificuldade em distribuir seus produtos Brasil a fora, desde os remotos tempos da EBAL, passando pela gigante Abril com tiragens dos centenas dos milhares, e até os dias atuais sofremos por sermos um país continental.

Em um tempo recente, depois de anos penando nas mãos da DINAP, braço logístico da Abril que detém o monopólio da distribuição em bancas, a Panini decidiu ela mesma fazer a distribuição para transportadoras locais em cada rincão do nosso país, como uma maneira de melhor atender os ávidos colecionadores do Oiapoque ao Chuí, e que agora tal problema pode estar perto de um fim.

A Livraria Saraiva, juntamente com a FNAC, adquirida recentemente pela primeira, disponibilizou em seu site a opção de compra de mensais em lombada canoa tanto da DC quanto da Marvel, Star Wars e Turma da Mônica, um marco gigantesco que trará consequências ainda desconhecidas para as bancas e Comic Shops que tinham como único trunfo tais publicações que nunca foram vendidas em Mega Stores pela internet.

As Mega Stores, começando pela Saraiva mas tomando forma com a chegada da multinacional Amazon, expandiu a presença de quadrinhos em livrarias e possibilitou o boom de capa dura e publicações que temos atualmente, pois é possível comprar suas HQs sem sair de casa em qualquer parte da nação, com entrega na porta de casa, e, o melhor, com um desconto que quase sempre chega a mais de 50% (normalmente com as ofertas relâmpago da Amazon ou os descontos progressivos da Saraiva).

Tanto a Saraiva, a FNAC e a Livraria Cultura, há anos disponibilizavam a compra desse material de banca restrito as lojas físicas nos grandes centros, uma vez que todas elas tem o CNPJ tanto para livraria quanto para “Banca de Revistas”, assim elas vendem além do material da Panini, revistas em geral, sendo que a Cultura vende também os encadernados capa dura da coleção Eaglemoss.

Em um vídeo recente, Levi Trindade explicou sem muitos detalhes e de forma superficial o que faz um item ser possível de venda em uma livraria ou ser exclusivo de banca: o código ISBN vs ISSN. Em breve faremos uma matéria abordando esse assunto, mas o que deixou claro é que o ISBN possibilita a venda pela internet e em livrarias no geral, e o ISSN é exclusivo de bancas por se tratar de um código usado mais comumente para jornais e revistas em geral (no caso, publicações semanais ou mensais como os de lombada canoa). Ele dá a entender que essa mudança é simples e dependeria apenas da boa vontade da Panini em fazê-la.

Os títulos disponibilizados ainda são poucos e remetem ao Checklist do mês de Outubro, não sabemos ao certo se todos os títulos serão colocados ou se edições passadas entraram no bolo.

Agora nos resta torcer para a chegada de mais itens, antes exclusivos de bancas e comic shops, com preços mais competitivos, tornando a vida de nós, leitores, mais fácil na prática e muito mais barata

Sobre Marcelo

Avatar

Empresário, amante da DC Comics.

Últimas notícias