CCXP 2017 está chegando, e é hora saber como sobreviver à este evento épico quando o assunto é o a origem de tudo que vemos nas telinhas e telonas: as HQs.

E por falar em quadrinhos, esse ano o evento terá a maior Artist Alley do mundo! Batendo New York e San Diego com quase 500 artistas, e muitos deles com trabalhos para a DC.

Planejamento

Tudo começa por aí. Planejar o que você irá fazer na convenção é a chave entre aproveitar plenamente, e ser mais um na multidão desnorteado.

O primeiro passo é um planejamento financeiro, sobretudo, é extremamente válido, senão obrigatório, definir prioridades de gastos e um limite para tal. Assim você evita uma dor de cabeça com o cartão de crédito, ou aquela bronca lá em casa. Portanto, faça conforme seu orçamento PERMITE, um teto de gastos total e também para cada área especifica se possível, pois se você for primeiro na loja da DC e sair com roupa pra usar até 2030, dificilmente vai sobrar algum recurso para comprar aquele Print do seu artista favorito :/ Pesquise com antecedência, pergunte nos canais de cada lugar e nas redes sociais, o custo daquela peça que você tanto quer para evitar surpresas.

Ordem de prioridade

É preciso frisar que a noção básica de economia se aplica aqui. Recursos são escassos, portanto, se o que você quer tem muita procura, a chance de você não conseguir algo se não der a devida prioridade é grande. Liste quais são os artistas e estandes de quadrinhos que você quer visitar primeiro.

Minha dica, caso você seja um colecionador ou leitor assíduo, é correr primeiro na loja da Panini. Por que isso? Primeiro, pois todos os eventos ela traz novidades que chegam primeiro à CCXP, antes das lojas e comic shops. Segundo, pois ela aproveita artistas internacionais para lançar material do mesmo, assim você consegue um autografo, como foi ano passado em que ela trouxe de volta o Evangelho Segundo o Lobo, na ocasião da vinda do Simon Bisley. E em terceiro lugar, pois além de um desconto em materiais de banca, que com muito custo você consegue comprar ao preço de capa, teremos como todos os anos ,desde a primeira edição, capas exclusivas da Comic Con. Ou seja, capas variantes que remetem aos artistas presentes na convenção, um verdadeiro item de colecionador!

Alem é claro das Sketchs covers, capas em branco dos principais títulos pra você conseguir um desenho de algum artista e garantir uma capa única, só sua!

Artist Alley

O beco dos artistas, no bom português, é o local que, desde a ultima edição, mora no coração do evento, e conta com uma galeria gigantesca de ilustradores, desenhistas, coloristas entre outros, que estão lá com o intuito de divulgar seu trabalho, vender seu quadrinho e interagir com seus fãs.

Caso seja seu primeiro evento, é muito importante frisar que os artistas são divididos em duas categorias: os que terão mesas, e os que estarão no estande da Chiaroscuro, uma das organizadoras do evento.

Aqueles com mesa, na sua grande maioria, ficarão nela direto, ou seja, então não será difícil encontrar seu desenhista favorito, como Bernard Chang para pegar aquele Sketch maroto. Ao contrario do pessoal da Chiaro, que terá um horário especifico para autógrafos, ainda não divulgados pelo evento.

Sabendo disso vamos à algumas terminologias para você saber diferenciar o que você pode trazer pra casa vindo de um artista:

Autografo – A assinatura pura e simples do artista. Você leva um quadrinho em que ele trabalhou, e autografa para você. 99% deles não cobram por isso, visto que o fato de você prestigiar sua obra faz o mesmo ter ganhos sobre isso. Em casos raros de desenhistas muito famosos, como Frank Miller, tem a cobrança por autógrafos, mas são casos isolados. É muito provável que não irão cobrar para autografar o seu gibi.

O que pode ocorrer com artistas concorridos, é o limite a uma ou duas obras por vez. Ou seja, caso leve um run inteiro do Lanterna Verde pro Bernard Chang, provável que vá precisar pegar algumas vezes a fila.

Sketch – Um rabisco de algum personagem no próprio gibi, ou em um caderno de sketchs próprio para isso. Não são todos que dão, ainda mais se tiver uma fila considerável atrás de você, e alguns inclusive cobram para tal, podendo variar muito de preço.

Uma dica de ouro, não chegue do nada pedindo um desenho do artista, ele vai gastar seu tempo e recursos, uma vez que a caneta, a tinta, o nanquim que ele vai usar custam dinheiro. Portanto pelo menos compre um print ou um quadrinho dele, e só ai peça um desenho, assim muito provavelmente ele fará com  muito mais boa vontade.

Commision – Uma arte original, um desenho que é encomendado, normalmente com antecedência, ou que pode ser pedida no evento para ser retirada mais tarde. Nesses casos, é sim cobrada dependendo da sua complexidade, quanto mais simples e com menos elementos mais barato. Nem todos os artistas aceitam encomendas, mas os que estão la para tal, costumam ter uma tabela com os valores de cada especificação, corpo inteiro, tamanhos maiores encarecem a arte, mas com certeza vai ficar lindão na sua parece 😉

Arte Original – Sabe a página que você lê em Batman? Então, essa página foi um dia desenhada, passado a arte final e pintada para depois ser letreirada e inserida num gibi em escala industrial. Você tem oportunidade de ter um pedaço literalmente da historia da sua HQ favorita, mas claro que tudo isso tem um preço bem salgado na maioria das vezes.

Uma arte original tem preço que varia desde quem é o artista, quanto a obra em si e também o que tem dentro da página. Se você pegar um título B, com um artista novo, numa cena sem muitos detalhes ou personagens importantes, é provável que você pague menos de 200 reais nela. Mas um Ivan Reis, desenhando Hal Jordan na mega saga Noite Mais Densa, não vai sair menos de cinco dígitos, em dólares.

Resumindo, planeje-se, leve dinheiro para chorar um desconto e evitar problemas tecnológicos, vista sua melhor camiseta super heroica e viva o épico !

Sobre Marcelo

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Empresário, amante da DC Comics.

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