Superman | O Homem de Aço não precisa ser relevante, mas sim inspirador a todos!

Recentemente, a revista Forbes publicou uma matéria afirmando que a DC Films não sabe exatamente como abordar o Superman no contexto atual. Não sabe como: “Torna-lo relevante para o público moderno”. Confesso que fiquei abismado e perplexo ao perceber que esse é o pensamento do estúdio, afirmando que o Homem de Aço possui uma difícil abordagem para o atual momento. Será mesmo que é tão complicado desenvolver histórias desse personagem nos dias de hoje?

Por muito tempo fui um Batmaníaco. Bem, ainda sou, mas não tanto quanto antigamente. Ele foi a porta de entrada para que eu começasse a me envolver com o universo DC. Sua jornada de perda e de redenção, fazendo do medo uma motivação para combater o mal, sempre me cativou. De uns tempos para cá, comecei a ver o Batman por outra perspectiva, que envolve valor e humanidade. Mas ora bolas, porque falar do Batman em um texto sobre o Superman? Por que foi somente através do Superman que encontrei todas as qualidades de um herói que inspira.

Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, o Homem de Aço é o reflexo de um imigrante Judeu. Imaginamos o cenário atual: Um homem que precisa abandonar o lugar que vive, pois ele está sendo destruído. Ele cai em um lugar novo, repleto de pessoas diferentes de quem ele é. Ele cresce em Smalville, é adotado por uma linda família e vê como retribuição ao lugar que o acolheu, o reconhecimento de um novo lar, protegendo todas as pessoas que ali estão. Sua família é aquele lugar.

Resolve ser jornalista, pois assim poderia se aproximar de todos os fatos e realidade das pessoas que o cercam. É perseguido por um político lunático chamado Lex Luthor. Precisa manter sua identidade em segredo sempre. É altruísta ao extremo.

Que mundo é esse em que vivemos, onde o Superman não é relevante? Confesso que não é o mesmo mundo observado pela Warner, que vê dificuldades para utilizar o personagem. A geração atual precisa mais do que nunca da inspiração que somente o Superman poderia proporcionar.

Hoje em dia, o preconceito é o grande mal da humanidade. Não apenas contra pessoas refugiadas, que precisam sair do seu próprio país, seja por uma guerra ou questões políticas, mas também sociais; como o racismo, machismo e homofobia. Não deveriam ser as diferenças o agente balizador para a construção de uma sociedade justa, mas sim nossas semelhanças e a capacidade de se importar com o outro igual a nós.

Recordo agora da edição do Max Landis, chamada “Superman Alienígena Americano”, que mostra um Homem de Aço ainda longe da sua plenitude heroica. Um personagem mais humano e exposto a realidade de problemas que encontramos cotidianamente. Fica a sugestão de leitura!

Vejo que o Superman é isso. Na realidade, ele não precisa se reinventar, ou ganhar adereços que possam torna-lo “relevante”. Ele já é relevante desde a edição Action Comics #1. Por representar a perseguição contra judeus, por mostrar que o nosso mundo pode ser um lugar acolhedor, por lutar pela verdade e por proteger a todos. Todos mesmo.

Willyan Bertotto

Publicitário formado pela Universidade Feevale, Novo Hamburgo/RS. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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