Nesta semana estreia nos cinemas “Space Jam: Um Novo Legado”. O filme, que apresenta uma nova proposta de um clássico do ano de 1996, “Space Jam: O Jogo do Século”, trás de volta os Looney Tunes em uma partida de basquete, dessa vez ao lado do astro da NBA, LeBron James.

Confesso que ao assistir o novo filme, em muitos momentos tentava criar links na minha mente com a produção de 1996, tentando fortalecer vínculos com um dos meus filmes favoritos e que marcou a infância de muitas pessoas que hoje estão na faixa dos 30 anos. “Space Jam: Um Novo Legado” é uma produção que não tem medo de se reinventar, explorando conceitos contemporâneos para uma fórmula que já havia sido apresentada anteriormente nos cinemas. Com êxito, o filme entrega não só uma experiência cativante ao revisitar personagens maravilhosos dos desenhos animados, mas também instiga a reflexões fundamentais envolvendo temas como evolução tecnológica, aceitação, pertencimento, amor e família.

Sobre a trama, o primeiro ato da produção demora a engrenar. Semelhante a sua versão dos anos 90, o filme contextualiza no início quem é LeBron James. Um astro multicampeão da NBA para uma geração de fãs apaixonados pelo basquete. A narrativa começa a ganhar forma com aquele que considero o melhor personagem do filme: que faz a defesa e mede um metro e cinquenta -e mais uns milímetros com as orelhas- o capitão do Tune Squad, doutor da diversão, Pernalonga.

Em todos os momentos do filme em que o Pernalonga está, o riso é garantido. Considero essa presença importante como a essência do Space Jam. O Perna é um personagem querido por muitos fãs e possui a capacidade de entreter pessoas de todas as idades. Na produção, há muitas referências aos desenhos clássicos dos Looney Tunes. E não só isso, a proposta de “Space Jam: Um Novo Legado” é transcender os limites dos Looney Tunes. O filme viaja por todos os universos possíveis da Warner Bros., como ‘Game of Thrones’, ‘Harry Potter’, ‘Matrix’, ‘Adult Swim’, ‘Mad Max’, ‘Gremlins’ e claro, o universo DC Comics.

A DC Comics é a franquia de maior destaque no filme. A ponto de ter até mesmo uma ‘mini animação’, mostrando que a Lola Bunny vive na Ilha de Themyscira, junto da Mulher-Maravilha. Além disso, a produção viaja de forma plena pelo universo DC, passando por Metropolis, Gotham City e Atlantis. Sem contar as várias referências sobre filmes e séries espalhadas pelo filme.

Sobre as atuações, lembro que na época do filme de 1996, Michael Jordan como ator foi bastante contestado pela crítica especializada. Mas a verdade é que nem Michael Jordan e nem LeBron James são atores, mas sim, jogadores de basquete. E é exatamente nessa premissa que compreendo ambos os filmes. LeBron tem uma leve melhora e presença de cena comparado ao Michael, mas longe de ser algo grandioso. O fato é que isso não compromete a experiência que a narrativa propõe. A atuação de Don Cheadle (o Máquina de Combate do Universo Marvel dos cinemas) como o vilão do filme é interessante no ponto de vista da participação na trama, mas deixa a desejar quanto as motivações reais para as ações do seu personagem. Agora, o ator Cedric Joe, que interpretou o filho mais novo do LeBron, acredito que terá tranquilamente uma carreira promissora em Hollywood, mostrando total naturalidade em cena, principalmente nos diálogos com o astro da NBA.

O filme possui inúmeras interações envolvendo pessoas reais e personagens de animação, bem desenvolvidas e repleta de efeitos holográficos, principalmente na hora do jogo. Assim como a versão de 1996, o filme trás também aparições de estrelas do basquete americano, como os jogadores da NBA, Klay Thompson, Anthony Davis, Damian Lillard, Chris Paul, Draymond Green e Kyle Kuzma, bem como as jogadoras da WNBA, Diana Taurasi, Nneka Ogwumike e Chiney Ogwumike.

“Space Jam: Um Novo Legado” é definitivamente para toda a família. O sentimento ao sair do cinema é que a nova geração terá no futuro um filme nostálgico, com uma história sólida e personagens cativantes para revisitar sempre que desejar lembrar dos bons momentos da sua infância.

Nota: 50/52 – Ótimo.

Sobre Willyan

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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