Ray Fisher, o Cyborg do filme ‘Liga da Justiça’ foi uma das atrações da convenção Justice Con. Confira abaixo os principais pontos abordados na conversa.

Sobre a existência do Snyder Cut, Ray disse: “A verdade é que eu estive em diversas convenções nos últimos anos e as pessoas me perguntavam se o Snyder Cut é real e eu ficava apenas… Eu não poderia dizer mas do jeito que eu olhava já se dizia muita coisa.”

Sobre o Cyborg e seu processo de criação:

Chris não escreveu o Cyborg como um “homem negro”, mas como um personagem interessante e quando não procura uma caracterização seja como a linguagem colocando apóstrofos nas frases dizendo como uma pessoa negra fala, é extremamente importante para um ator quando ele está no processo de criação e o que quer que o ator traga para o personagem seja um estilo ou alguma característica isso fala por si mesmo e existiu muito respeito nisso.

Sobre Joss Whedon / Zack Snyder:

Não existe uma comparação que eu possa fazer entre eles (Snyder / Whedon) mas o que eu quero dizer sobre Joss Whedon é que foram palavras fortes e comentários fortes sobre ele e eu quero dizer que cada uma destas palavras é verdade. A verdade é que eu sou um homem negro em Hollywood no período mais discriminatório que existe e eu estou neste negócio há 14 anos e eu dediquei cada minuto da minha vida perseguindo isto. O que ninguém sabe é que há 10 anos atrás eu deixei um trabalho porque não humanizava os empregados no ambiente de profissional e eu não levo na brincadeira quando acontece este tipo de coisa. Eu não me importo de fazer o que for necessário para trazer justiça para a situação, o que eu tenho a dizer sobre isso é que o cara deve estar assustado e com razão porque vamos até o coração do que aconteceu e pode fazer o que quiser comigo, eu estou bem com isso mesmo com um processo.

Eu estive em projetos que eu artisticamente não concordava mas fazia meu trabalho, mas existe um certo tipo de abuso, um comportamento que não pode ser tolerado então você leva essas diferenças para as pessoas que são responsáveis e eles não fazem nada sobre isso, mas eventualmente você tem que dizer algo e demorou dois anos e meio para que eu pudesse coletar toda informação e construir algo forte o suficiente que não poderia ser ignorado. Em outros tempos,  se alguém me chamasse para falar sobre isso confidencialmente se eu iria? Sim eu iria e estamos no processo das pessoas falarem de forma anônima para não receber nenhum tipo de retribuição, e se eu disse algo sobre este homem que não foi verdade eu o convido a me processar por calunia ou difamação.

E da parte do Jon Berg, ele renegou a situação se fazendo de surdo e foi completamente desrespeitoso em relação ao que aconteceu e confirmou que ‘nós’ referindo-se a ele e ao Geoff Johns, não permitiriam qualquer comportamento não profissional. Esta é a declaração de alguém que esta claramente assustado.

Sobre um possível crossover com o Cyborg de Patrulha do Destino:

Depende de como estes opostos iriam se encontrar. Eu não faria se não fosse algo que fosse o melhor para os dois. Não pode ser algo que eles se encontram e dizem ” Hey e aí”. Tem que ser um encontro sobre duas pessoas que perderam metade de si tem um encontro e dividem um momento sentindo-se completas, alguma coisa profunda assim ai me chamem.

Sobre a identificação do Cyborg com pessoas deficientes:

Sabe eu recebo mensagens de algumas pessoas as vezes dizendo ‘ eu não quero que você reposte isso mas eu gostaria de dizer que o Cyborg é o meu herói por causa disso ou daquilo’ existem muitas crianças que eu conheci nestas convenções com implantes cocleares e vem até mim e dizem ‘ eu sou um Cyborg também’ quando eu vejo esse tipo de coisa eu penso que é disso que se trata (interpretar um herói).

“Zack Snyder’s Liga da Justiça” estreia no streaming HBO Max em 2021.

Tradução: Ricardo dos Santos

Sobre Willyan

Willyan Bertotto

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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