Em uma entrevista exclusiva ao portal Yahoo Movies UK, o diretor Gareth Evans falou abertamente sobre o filme do Exterminador da DC, que ele foi contratado para dirigir em 2017 e que jamais saiu do papel.

Na verdade, eu estava bastante entusiasmado e empolgado com o filme [Deathstroke] na época, quando ele foi sugerido pela primeira vez para mim. Eu me encontrei com eles e conversei sobre isso, e certamente estava ligado ao projeto naquele momento. Eu falei há tempos com o Joe Manganiello tempo, que foi indicado para estrelar o papel principal e nós dois lamentamos o fato de que isso jamais aconteceu. Mas realmente não sei mais do que isso.” disse Evans.

O ator Joe Manganiello foi apresentado como o super-vilão Exterminador na sequência pós-créditos da Liga da Justiça de 2017. Chegando no iate de Lex Luthor após os eventos do filme, o vilão mascarado é convidado pelo vilão careca, interpretado por Jesse Eisenberg, a montar seu próprio time de vilões contra a Liga da Justiça.

A cena parecia estar preparando o mercenário Slade Wilson e sua própria Liga de vilões para aparecer em um futuro próximo no universo de filmes da DC.

Sobre a história, Gareth fala:

O plano era: eu queria contar algo que seria uma história enxuta, que fosse uma espécie de origem do personagem. Algo teria 100 minutos ou 110 minutos, no máximo – para não passar o período de duas horas. Serei o primeiro a admitir, não sou um grande fã de quadrinhos ou super-heróis, mas algo sobre o Exterminador me interessou.

Fiz algumas leituras – não o suficiente para fazer felizes fanboys hardcore de verdade -, mas tentei o meu melhor para consumir o máximo que pude no tempo em que estive atrelado ao projeto.

“Quando eu li sobre, havia cerca de três versões diferentes de como o personagem dele se originou”, explica Evans, “E então eu pensei que poderíamos fazer algo bastante shakespeariano, em termos de como ele perde o olho e como é criado o personagem que ele é.” conclui.

O diretor também revela que um dos seus argumentos era sua influência em filmes sul-coreanos “Naquela época, fui massivamente influenciado pelos filmes noir que saíam na Coréia do Sul, então esse era o meu argumento. Eu fiquei tipo ‘Esses filmes são incríveis, a textura e os tons das cores, o tom e a agressividade deles são super interessantes de se usar para contar a história do Exterminador.” disse Evans. Quem sabe o vencedor do Oscar de Melhor Direção e Filme de 2020, Bong Joon Ho, inspiraria o filme do Exterminador.

Não sei exatamente o que aconteceu. Acho que ocorreu uma mudança de pessoas, como acontece bastante nos grandes estúdios dos EUA. Eu acho que esse projeto simplesmente deixou de ser uma prioridade para eles. Realmente nunca foi além de duas ou três ligações telefônicas. Eu nunca ouvi nada desde então, então presumi que o projeto estivesse em segundo plano em algum lugar, ou alguém poderia estar fazendo isso.” conclui o diretor.

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Sobre Willyan

Willyan Bertotto

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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