Neste ano, a DC Comics comemora o aniversário de uma grande personalidade de seus quadrinhos, a perigosa e carismática Selina Kyle, AKA Mulher-Gato. Em 80 anos de história, Selina já revirou o universo do Batman e tomou o público em sua narrativa. 

Conheça mais sobre os conceitos da Mulher-Gato e seus arcos mais importantes. 

Reprodução/DC Comics

Criada pela dupla Bill Finger e Bob Kane, a primeira aparição de Selina foi no ano de 1940 na edição Batman #1. Até a década de 60, era conhecida como ‘A Gata’ e definida como a mais nova vilã do Batman. Depois, sua personalidade foi ficando mais como de uma anti-heroína. 

As inspirações para criação de Selina foram a esposa de Kane [Bob] e a atriz Jean Harlow – que fazia grande sucesso na época –. A intenção da dupla de criadores era adicionar um personagem mais interessante e com mais sexy appeal no universo do Batman. No entanto, não queriam que fosse um interesse amoroso frágil, o objetivo era que ele fosse mais atraído pela sua personalidade do que pela aparência. 

O seu visual mais clássico, o primeiro, vem acompanhado de um chicote usado em seus roubos de alto escalão. A Mulher-Gato teve esse alter ego conhecido em 1951 na revista Batman #52. 

Selina logo agradou o público, mas teve sua continuidade injustiçada após passar por um hiato de doze anos (1954-1966), quando o Comics Code Authority definiu como proibida a elaboração e interpretação de personagens femininas nos quadrinhos. 

Conheça alguns arcos que fizeram parte da super importante trajetória da Mulher-Gato:

NOIVADOS COM BATMAN 

Recentemente, a DC Comics anunciou o noivado de Bruce e Selina na revista mensal escrita por Tom King Batman #50. Mas esse não é o primeiro capítulo de um possível casamento entre os dois. O primeiro, na verdade, foi em 1943 no título Batman #15, quando ambos se conheceram fora de seus trajes. Batman achou que se casando com a Mulher-Gato (na época ainda conhecida como Elva Barr) poderia tirá-la da vida do crime – e obviamente não conseguiu. 

SELINA KYLE’ É SUA VERDADEIRA FACE?

Talvez seja um recorde da história da DC. A Mulher-Gato ficou cerca de dez anos sem revelar sua verdadeira identidade. A verdade apareceu na edição Batman #62, em 1950, quando ela acordou depois de ter batido a cabeça. Na história dizia que era uma aeromoça com anos de amnésia chamada Selina Kyle, e o Batman nem sequer investigou para saber se era real. Somente anos depois foi descoberto que Selina inventou a história da amnésia para revelar seu nome de registro. 

Três atrizes interpretaram a Mulher-Gato na série de TV dos anos 60. Julie Newmar (à esquerda), Lee Meriwether (ao centro) e Eartha Kitt (à direita).

A VOLTA DO HIATO 

Primeiro ela retornou na série do Batman produzida por Adam West, logo após voltou aos quadrinhos na série Lois Lane #70 (diferente, não?!) usando uma varinha mágica para transformar o Superman em um gato. O ano de 1966 trouxe seus admiradores de volta. 

PROTAGONISTA! As histórias solo da Mulher-Gato.

A personagem passou 41 anos aparecendo como antagonista do Batman, mas isso mudou quando teve sua primeira história solo em Batman #332. Este primeiro conto, mostra a Mulher-Gato enquanto ela investiga e desmantela a empresa criminosa de Talia al Ghul. Histórias posteriores mostravam a Mulher-Gato atuando como guarda-costas, investigadora particular e muito mais.

Ainda na década de 80, Selina ganhou uma nova origem após o arco “Crise nas Infinitas Terras”. Frank Miller a reinventou em Batman: Ano Um, como uma garota que saiu de sua rotina anterior para se tornar a Mulher-Gato. Após o sucesso de Miller, a DC deu aos fãs de Selina uma série solo limitada de quatro edições escrita pela aclamada Mindy Newell. O fato de Newell ter escrito e apresentado um novo universo da personagem no ponto de vista feminino foi excepcional.

Pulando para os anos 90, enquanto o estouro de Michelle Pfeiffer acontecia nos cinemas, a DC se preparou para lançar a série solo continuada de Selina que proporcionou um dos maiores crossovers já visto em Gotham City.  

Os 80 anos não se resumem em apenas alguns desses exemplos, mas você já pode procurar as referências para conhecer mais sobre a intrigante Mulher-Gato. Mais do que uma antagonista, ela é um símbolo feminino da cultura pop e conta com fãs de todas as gerações. 

Selina faz muito sucesso na TV e no cinema. Uma personagem clássica de séries da DC. Conheça três versões dela:

BATMAN: O RETORNO (1992)

Michelle Pfeiffer em Batman: o Retorno (1992) | Reprodução/Warner Bros Pictures

A mais icônica interpretação da Mulher-Gato é da atriz Michelle Pfeiffer dos anos 90. Michelle deu à personagem toda a atitude e provocação de sentimentos confusos no Batman que eram mostradas nos quadrinhos. No enredo, Selina sofre um atentado de seu próprio chefe, Shreck, depois de ter descoberto seu plano sujo. Quando jogada do alto do prédio, bateu sua cabeça e sofreu mudança de personalidade agora focada em seu amor por gatos e pronta para se vingar do ex-chefe, aí assumiu a identidade da Mulher-Gato.

BATMAN: O CAVALEIRO RESSURGE (2012)

Anne Hathaway em Batman: O Cavaleiro Ressurge (2012) | Reprodução/Waner Bros Pictures/Vanity Fair

A Mulher-Gato de Anne Hathaway foi introduzida ao universo do Batman de Christopher Nolan no terceiro filme. Anne encarna uma Selina ladra que aparece provocando uma série de acontecimentos em Gotham, que fazem Batman sair da zona de conforto de sua aposentadoria.

GOTHAM (2014)

Camren Bicondova em Gotham (2014) | Reprodução/FOX

Camren trouxe uma Selina bem diferente. A atriz viveu a personagem enquanto ainda era jovem em cinco temporadas, na linha temporal normal que a série se desenvolvia. Ela decidiu passar o seu papel para Lili Simmons no último episódio de Gotham que deu um salto de dez anos no tempo e achou justo deixar a Mulher-Gato mais adulta.

A próxima atriz a assumir o manto da Mulher-Gato é Zoe Kravitz, no novo filme The Batman de Matt Reeves, com previsão de lançamento para outubro de 2021.

Sobre Larissa

Larissa

A segunda Carioca da equipe. Jornalista, marketeira e futura publicitária. Blogueirinha em formação? Não tenho medo de expressar minhas críticas e elogios, e acredito muito nessa indústria. Apaixonada pelo universo da DC, fissurada em HQs e rendida às personagens femininas maravilhosas.

Últimas notícias