Primeiro longa animado após o fim do universo conectado de animações da DC chama atenção por visual retrô e elenco de estrelas na dublagem americana.

Com uma história totalmente original, ”Man of Tomorrow” conta com um jovem Clark Kent ainda no início de sua carreira como Superman. Recém contratado do Planeta Diário, Clark

Dirigido por Chris Palmer, nome popular quando se trata de produções animadas da DC, ‘O Homem do Amanhã’ na verdade é a primeira produção inteiramente dirigida por Palmer, mas isso não se torna muito aparente durante o filme.

Em um mundo pós ‘Liga da Justiça Dark: Apokolips War‘, onde o botão de reset foi apertado dentro do DC Animated Universe, com o Flash viajando no tempo novamente, Superman: Man of Tomorrow serve como o um novo começo no que parece ser uma nova era na narrativa do DCAU, apesar de não ser confirmado se um novo universo animado está a caminho.

O estilo de animação reformulado acompanha uma nova abordagem a já clássica história de origem do Homem de Aço, que começa sim, da mesma maneira de sempre, mas toma um rumo alternativo quando o herói decide começar sua carreira como herói público.

O filme faz uma transição calma e sem foco dos primeiros anos de Superman em Metropolis, começando como o ”menino do café” no Planeta Diário, Clark se sente invisível, até o momento que precisa ser aquele que irá proteger a todos em sua volta.

Seu famoso enredo como o imigrante que luta para aceitar o seu lugar no mundo continua atemporal, principalmente nos tempos que vivemos atualmente, uma conversa mais que atual e até certo ponto bem executada. Clark não é o único alienígena entre humanos, e junto com mais dois aliens que são os filhos finais de suas respectivas raças, Man of Tomorrow acaba por se tornar um grande e surpreendente conto oportuno sobre racismo e descoberta. Para ser aceito no nosso mundo, Clark e J’onn J’onzz (o Caçador de Marte) precisam se tornar salvadores?

Mas o filme não vai a fundo nesse questionamento, dando espaço para uma pancadaria entre o Lobo e um descamisado, e depois inteiramente pelado, Superman. O lado ‘humano’ da produção vem com a introdução do vilão Parasita, que encabeça o resto da pancadaria da metade ao final do longa.

Darren Criss tem a tarefa de dar vida ao Superman, e posso dizer que ele faz um trabalho fenomenal por aqui. Com uma abordagem jovem e fresca do Homem de Aço, ele se encaixa perfeitamente nessa versão atualizada do personagem, tendo a oportunidade de crescer com o Kal-El se voltar para futuras produções. Já com Lex Luthor assumindo um papel de coadjuvante, não deixo de pensar no desperdício de talento que foi trazer Zachary Quinto como seu dublador, caso realmente Man of Tomorrow não leve a nada, Zachary e seu pouco tempo de tela como Lex fica como ‘aquilo que poderia ter sido’ – e o mesmo pode ser dito da Lois de Alexandra Daddario.

Diferente de Quinto, Daddario possui sim mais espaço para dar seu nome, mas não necessariamente entrega algo que se destaca como memorável, principalmente vindo de uma performance tão forte quanto a de Rebecca Romijn nos filmes animados anteriores do Homem de Aço. É difícil não comparar, mas Daddario consegue um desconto por se tratar de uma Lois recém formada, jovem e desconhecida. A caracterização da personagem também foge bastante do que já foi visto, assim, se tornando apenas mais uma personagem, que honestamente parece estar ali apenas para completar o roster de personagens que ‘não podem ficar de fora de um longa do Superman.’

Parasita serve aqui como o vilão principal, e sua história é retratada de forma bastante eficaz, mas um tanto quanto descartável, pois não tivemos tempo com ele antes de sua transformação, e sua família jogada nas cenas para causar impacto emocional não causam emoção alguma. Felizmente, suas cenas de ação em batalha se destacam e satisfazem a quem veio justamente por isso.

Com uma a animação um tanto quanto simplista, e uma revisão na história de origem que dá certo, Man of Tomorrow é um passatempo divertido que fala pouco sobre o que vem a seguir para o universo de filmes animados da DCe funciona melhor como um filme isolado.

Fãs do Superman não iram se decepcionar. Já os fãs que vieram da sequência maravilhosa de filmes animados dos últimos anos, precisam abrir um pouco a mente antes de dar play nesse aqui.

Nota:

Sobre Juan

Juan Santos

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro. A pólvora, a traição e o ardil; por isso não vejo porque esquecer; uma traição de pólvora tão vil" - “V for Vendetta”

Últimas notícias