Tudo começou com aquele sorriso. Aquele maldito sorriso. Um sorriso que ele quer colocar em cada rosto. Um sorriso que deveria permanecer nos rostos. Para sempre. E o Coringa cumpre seu objetivo de forma incrível. Na primeira parte de Cavaleiro das Trevas, acompanhamos um Coringa doente mental, sem reações e sem motivo para lutar. Mas sua alma gêmea está de volta. E de um paciente vegetativo passamos a ter alguém ativo e “curado”.

Cavaleiro das Trevas Parte 2 não é sobre um ressurgimento. É sobre a manutenção de uma cidade violenta sob a visão de um justiceiro. Alguém que quer que o sistema funcione. Não muito diferente do nosso país (Batman estaria feliz em Brasília). Mas a ânsia por um justiceiro desperta os órfãos por liderança. Após a criação dos Filhos do Batman, há uma verdadeira discussão que alcança a Casa Branca. O presidente Johnson acaba pedindo ao seu soldado mais especial que resolva o problema, Superman. Lembrando que a guerra entre soviéticos e americanos estava no seu auge. Ou seja, o país vivia uma insegurança geral. Tanto na política interna quanto na externa. Há até alguém novo na história. A nova Comissária, Ellen Yindel, não gosta de justiceiros. E, para ser sincero, eu não gosto dela. Ela mal chegou à cidade e já quer prender o Batman? Quem ela pensa que é?

Voltando ao Coringa, conseguimos observar que ainda há algo de errado. Até o momento que ele consegue uma entrevista em rede nacional. E na frente do país todo, comete o que deveria ser a maior atrocidade dele até agora. The Joker is back again! E continua aprontando. E por aí vai…

Veja agora pelo menos três motivos pra assistir a animação Cavaleiro das Trevas Parte 2:

– Robin Protagonizando: Depois de estrear na primeira parte dessa animação, imaginaríamos que a Carrie Keller seria mera coadjuvante. Não mesmo!!! Ela salva o Batman ao menos duas vezes. Uma quando o Homem-Morcego está sangrando até a morte e a outra é só uma indicação. No final da história.

– Mortes inesperadas: Que lógica incrível! Queremos saber qual é o limite do Batman numa cidade sem limites. As mortes que acontecem, sejam assassinatos ou não, são surpreendentes. Espere um plot twist e uma virada fenomenal na luta final.

– Cenas de inspiração de Batman v. Superman: Essa luta foi linda. É claro que transferi-la para telona é um trabalho e tanto. E talvez a derrota de Superman não teve a essência violenta e decadente de um Batman sem limites. Mas as cenas mais legais que vemos na animação são, talvez, a parte da bola de demolição que é usada como arma e os rolos compressores das máquinas de construção usadas como martelo. Pelo Batman. Inclusive aquela cena da kryptonita. Ela esta na animação. Vai lá e confere!

 

Quando brigo com meu irmão..

 

Bônus: Oliver Queen participa e de uma forma surpreende, voraz e importante.

O Batman está muito pistola nessa animação. Até mais do que na anterior. Vemos isso nas cenas de caos em Gotham. Ele diz como vai ser e ninguém contesta. O Coringa está mais sanguinário do que nunca. Sai matando a torto e direito sem piedade. Não que ele tivesse piedade antes. Mas faz muito tempo que não vemos um Coringa tão violento e sedento de sangue. Vale a pena conferir o fim desse trabalho incrível que inspirou muitas outras histórias do Homem-Morcego. Frank Miller é magistral não por ser o melhor, mas por ser o mais realista possível. Afastando o Batman da alcunha de Super-herói e o aproximando da ideia de Super-humano!

Sobre Will

Will Rodrigues

Estivador, Escritor, Gênero: Terror, Futuro Cavalheiro de Windsor, Morador de Mordor, Batfã, Notívago. Escrevo aqui e para a humanidade por hobby. Fora os poemas pra alguém especial. "Não leve a vida tão a sério. Você não vai sair vivo dela."

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