Se você quer saber se essa animação dá continuidade no universo DC das animações, a resposta é não. Essa animação é uma homenagem aos tempos da série animada do Batman lá dos anos 90. A Gotham misteriosa, escura e urbana continua lá. Só menos violenta. Talvez por não abordar Gotham completamente.

Bom, essa animação aborda a relação entre o Cavaleiro das Trevas, Dick Grayson como Asa Noturna e Harley Quinn dentro de um problema que pode extinguir a humanidade. A inserção de personagens como Hera Venenosa e o Homem Florônico se associam para limpar a humanidade do planeta causadora dos efeitos ambientais que estão causando mal ás plantas.

Note-se a sensação de ser um filme de uma hora e quinze minutos com cara de um episódio do desenho, e é evidente pela dinâmica de gato e rato envolvendo cada uma das pessoas envolvidas na história. Não há muito desenvolvimento de personagem ou da história no qual saia do normal. Paul Dini, em uma entrevista disse que Batman e Harley Quinn é de certa forma uma extensão do universo dos desenhos

A animação tem mais o fator entretenimento inserido nela. A Arlequina é basicamente a responsável por colocar esse feeling na atmosfera com suas ironias, piadas e até performances musicais. O Asa Noturna acaba por ser um elo de sanidade da Harley em alguns momentos, mas no mais ele é um somente um antigo Robin com alguma utilidade. O Batman continua o sagaz, irônico e bilionário, porém ele fica mais maleável e descontraído, talvez pela influência que ela tenha feito nele de alguma forma.

O roteiro é o ponto fraco da história. Ele não tem muito conteúdo para aguentar a animação de uma forma mais genuína. Você precisará assistir com a intenção de se divertir e talvez ter um momento de maior peso emocional, no mais é só isso que ele se propõe.

O trabalho de voz é bom. Kevin Conroy mais uma vez, manda bem. Melissa Rauch, implanta uma nova linguagem á personagem usando mais gírias do que antigamente ela usava. E a voz dela não te irrita tanto em relação á dubladora anterior.

Batman e Harley Quinn é um tributo aos desenhos dos super-heróis dos anos 90. É leve, descontraído. Porém sua história é rasa e simples demais para permanecer na relevância do público.

P.S: Assista ao final, tem uma cena pós-créditos.

Sobre Matheus

Matheus Fernandes

Sou Matheus Fernandes, formado pela UNINOVE-SP em Comunicação Social – Jornalismo. 22 anos e não sou o melhor no que faço, mas para quem eu faço. Fã dos Lanternas Verdes, Batman e outros. Curte esportes americanos e futebol brasileiro e internacional.

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